O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013

Há muita gente a escrever, hoje. Haverá muitos escritores, hoje?

Nem sempre a qualidade acompanha a qualidade.

É temerário fazer avaliações, mas é impossível não sentir percepções.

Roland Barthes estabeleceu uma distinção (e cavou quase um fosso intransponível) entre escritores e escreventes.

Para ele, o escritor tem o seu espaço e encontra o seu sentido na instituição literária. Não vive a vertigem do momento, nem se mostra um mendigo do êxito.

Já o escrevente faz do texto uma actividade produzida à sombra de outras instituições que, muitas vezes, pouco ou nada têm que ver com a literatura.

Move-se noutro circuito, nomeadamente o mercantil. O objectivo é o êxito rápido e o lucro fácil.

Vive da espuma dos dias e do ar do tempo.

Deixa nome. Mas conseguirá deixar rasto?

publicado por Theosfera às 11:19

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