Um dia, tudo acaba. Ou, melhor, um dia tudo se transforma.
E, nessa transformação, algo permanece, mesmo que tudo aparente mudar.
Afinal, começamos a morrer antes de morrer. Mas sabemos que havemos de viver mesmo depois da morte.
Um dia, vamos ter de nos separar. Custa sempre a separação. Mas temos de estar preparados, precavidos, serenos.
Parafraseando S. João Crisóstomo, diria que onde eu estiver, estarão também todos os meus amigos.
Ainda que estejamos em lugares distantes, «continuaremos sempre unidos».
Nada, nem a morte, «poderá separar-nos». A alma sobrevive: «A minha alma recordar-se-á sempre do meu povo».
Como recordava o mesmo santo, «a minha pátria e a minha família sois vós».
Em toda a parte nos reencontraremos. Vós «sois a minha luz, uma luz mais brilhante que a luz do dia».
A luz que a amizade acende nunca se apagará!