Acaba por ser inevitável, mas é preocupante.
Há quem valorize os outros pelo lugar, pelo estatuto, pelo poder e até pela pose.
Mas, a montante e muito acima disso, a pessoa vale por ser pessoa.
Pode ser pobre, humilde, discreta. Mas é pessoa.
O mal não é a atenção que se dá aos grandes, mas a pouca atenção que se dispensa aos pequenos.
O problema não está nos simples. O problema está em quem não olha para eles ou em quem olha para eles de cima para baixo.
Quando deixaremos o aparato para nos concentrarmos no essencial?
No que respeita à humanidade, ninguém é mais, ninguém é menos.
Basta sermos igualmente humanos para vermos tudo de modo diferente. Para nos vermos a todos como irmãos!

