O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 31 de Outubro de 2019

Hoje, 31 de Outubro, é dia de Sto. Afonso Rodrigues, Sto. Ângelo de Acri, S. Quintino (invocado contra a tosse), S. Wolfang e Sta. Joana Delanoue.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quarta-feira, 30 de Outubro de 2019

Hoje, 30 de Outubro, é dia de S. Marcelo, S. Cláudio, Sta. Doroteia Swartz e S. Domingos Collins.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 29 de Outubro de 2019

Hoje, 29 de Outubro, é dia de S. Narciso, Sta. Ermelinda e S. Miguel Rua.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 28 de Outubro de 2019

Hoje, 28 de Outubro, é dia de S. Simão, S. Judas e S. Malchion.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 27 de Outubro de 2019

Em cada dia, a cada instante,

Tu nos surpreendes, Senhor.

Estás sempre a surpreender-nos.

 

Em cada dia, a cada instante,

vens ao nosso mundo, vens à nossa terra, vens à nossa casa

e levas tanta gente.

 

Para nós, é tudo inopinado e desconcertante.

Estamos sempre impreparados

para acolher a notícia.

Mas, afinal, alguma vez estaríamos preparados?

A morte chega sempre cedo para os nossos desejos.

 

Mas Tu, Senhor,

sabes bem o que fazes.

Se vens chamar, é porque assim o entendes.

 

Sabemos que não retiras ninguém do nosso convívio.

Sentimos a falta,

choramos a partida,

mas contamos sempre com a presença de quem parte.

 

Em Ti, todos continuam connosco.

ConTigo, todos permanecem ao nosso lado.

 

Obrigado, Senhor, pela vida dos que já partiram,

obrigado pelo seu testemunho,

pela sua ilimitada dedicação.

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A. Como pode melhorar quem não admite que pode falhar?

  1. Belo, bom e santo é o nosso Deus que tem um fraquinho pelos pobres, pelos humildes e pelos rejeitados.
    A Primeira Leitura apresenta Deus como um juiz que não se deixa impressionar pelas ofertas dos poderosos. Pelo contrário, a predilecção de Deus é pelos humildes e pelos marginalizados.

Num registo semelhante, o Evangelho recusa — cerce — a atitude dos orgulhosos, convencidos de que a salvação é o resultado natural dos seus méritos. Embora Deus combata o pecado, Jesus aponta como exemplo o pecador que confessa o seu pecado. É este o caminho: tal como para vencer a doença é preciso reconhecer que se está doente, para superar o pecado é decisivo assumir que somos pecadores. Eis o que falta. Eis o que urge.

 

  1. Estamos num tempo em que não só não confessamos o pecado como até chegamos ao desplante de chamar graça ao pecado. Achamos que tudo o que fazemos é bom e irrepreensível. Ufanamo-nos de que não precisamos de arrependimento. Como podemos melhorar se não admitimos que também costumamos falhar?

Um dos mais preocupantes sinais do nosso tempo estriba num ameaçador eclipse da humildade. A arrogância tenta-nos a cada passo. Daí que a missão passe também — e bastante — pelo reconhecimento das nossas falhas.

B. A missão não pode ser feita com arrogância ou sobranceria

3. A missão não pode ser feita com arrogância nem sobranceria. A missão tem de ser realizada com humildade, proximidade e alegria. Deus não Se revê nos arrogantes e passam o tempo a humilhar os outros. Deus gosta da humildade, mas não tolera a humilhação. Por conseguinte, humildade sempre, humilhação nunca!

O fariseu de que fala o Evangelho tipifica o homem convencido. Ele acha que ninguém o pode acusar e acha que pode acusar os outros. Está tão eufórico consigo mesmo que até humilha o publicano. O complexo de superioridade não conhece limites. Só que Deus não aprova este comportamento.

 

  1. Ao invés, o publicano é o modelo do pecador. Quem eram, afinal, os publicanos? Os publicanos eram judeus que cobravam impostos para o império romano.Eram, portanto, duplamente malvistos: por cobrarem impostos e por estarem ao serviço de uma potência ocupante. Refira-se que os impostos do império romano eram pesados. Acresce que os publicanos, muitas vezes, iam mais além dos impostos fixados, ficando com o remanescente para eles.

Daí que a reputação dos publicanos fosse muito má. Os publicanos eram conhecidos como avarentos, ladrões, corruptos e sem coração. As pessoas decentes recusavam-se a conviver com eles. Foi por isso que Zaqueu, chefe dos publicanos, prometeu, quando se converteu, restituir quatro vezes mais a quem tinha prejudicado (cf. Lc 19, 8).

C. Deus faz tudo ao contrário (e ainda bem)

5. É espantoso notar que Jesus, no Seu desígnio de chegar a toda a gente, nem este tipo de pessoas pôs de lado, apesar da péssima reputação que tinham. Aliás, um dos doze apóstolos era um conhecido publicano, chamado Mateus (cf. Mt 10, 2-3).

Jesus nunca rejeitou ninguém que quisesse segui-Lo. Nem pelos repugnantes Ele sentia repugnância. Foi por isso que também fez amizade com os publicanos, visitando as suas casas e comendo com eles. Jesus não aprovava a sua conduta, mas estendia-lhes a mão oferecendo o Seu perdão (cf. Mt 9,11-13).

 

  1. O que Jesus valoriza, nesta parábola, é a autenticidade do publicano. Era um pecador que reconhecia o seu pecado. Diferentemente, o fariseu, que se vangloriava de ser justo, acabou por mergulhar no pior pecado: o desprezo pelos outros (cf. Lc 18, 9). Não será que nós incorremos, frequentemente, neste pecado? Não será que nós desprezamos os outros?

Nunca julguemos ninguém. O juízo, aliás, pertence a Deus (cf. Deut 1, 17). A nós pertence testemunhar e ajudar. Que ninguém se ponha num pedestal. Jesus é muito claro: «Quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado» (Lc 18, 14).

D. Ninguém acima de ninguém

7. No fundo, a missão consiste em inverter o sentido da história. De resto, Maria já o reconheceu no canto do «Magnificat», quando proclamou que Deus «derruba os poderosos e exalta os humildes» (Lc 1, 52). O que Deus quer é que todos nos tornemos humildes. O que Deus não quer é que alguém se coloque acima de alguém. O que Deus quer é que todos caminhemos ao lado uns dos outros.

Afinal, estamos todos numa situação semelhante. Só que uns, como o publicano, reconhecem os seus erros, ao passo que outros pretendem esconder a sua fragilidade humilhando os outros. Podemos enganar muita gente. Mas a Deus ninguém engana.

 

  1. Temos, então, um claro caminho à nossa frente. Aproximemo-nos de Deus de coração limpo e de mãos vazias. Deixemos que seja Deus a encher o nosso coração e a preencher a nossa vida. Aliás, habituámo-nos a chamar-Lhe nosso Senhor. Mas não basta chamar Senhor com os lábios. É preciso orientar a nossa existência pelos caminhos de Deus.

O mérito do publicano consiste em apoiar-se apenas em Deus e não em si mesmo. Ele sabe que Deus escuta a sua voz. Entrega-se, por isso, nas mãos de Deus e pede-Lhe compaixão. Se Deus tem compaixão por nós, como teve compaixão do publicano, como é que nós não havemos de ter compaixão dos nossos irmãos?

E. Onde estiver alguém, aí tem de estar a missão também

9. Por aqui passa também o «bom combate da fé» (cf. 2Tim 4, 7) que, como o Apóstolo, somos convidados a travar. O «bom combate» é o «combate» pela autenticidade, pelo reconhecimento da nossa fragilidade e pela abertura a Deus. Como esteve com Paulo (cf. 2Tim 4, 17), Deus estará também com cada um de nós na missão de O tornar presente na vida de toda a gente.

A vida de Paulo foi, desde o seu encontro com Cristo ressuscitado na estrada de Damasco, uma resposta generosa e um compromisso total com o Evangelho. Por Cristo lutou, por Cristo sofreu, por Cristo morreu. No final do «bom combate», o «combatente» sente-se feliz por ter colocado Cristo no centro da sua vida.

 

  1. Sendo a fé invasiva e até incendiária, não tenhamos receio de invadir — nem de incendiar — a vida com a luz do Evangelho. A resposta pode não vir de todos, mas a proposta não pode deixar de chegar a todos. Por conseguinte, é vital criar uma «cultura de missão», pelo que é fundamental vencer — definitivamente — uma «cultura de demissão», que teima em persistir, em tolher-nos. Infelizmente, ainda subsiste uma instintiva tendência para uma certa «demissão».

O importante é que cada um faça o que deve não se recusando a fazer o que pode. Em tudo — e sempre —, a missão, não a demissão! Jesus quer que sejamos missionários, não demissionários! Onde estiver alguém, aí tem de estar a missão também!

 

publicado por Theosfera às 05:10

Hoje, 27 de Outubro (Trigésimo Domingo do Tempo Comum), é dia de Nossa Senhora das Vitórias, S. Gonçalo de Lagos, S. Vicente, Sta. Sabina e Sta. Cristeta.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 26 de Outubro de 2019

Hoje, 26 de Outubro, é dia de Sto. Evaristo e S. Boaventura de Potenza.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 25 de Outubro de 2019

Hoje, 25 de Outubro, é dia de S. Crispim, S. Crispiniano, S. Crisanto, Sta. Daria, S. João Stone e Sta. Maria Jesus Masiá Ferragut.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 24 de Outubro de 2019

Hoje, 24 de Outubro, é dia de Sto. António Maria Claret, S. Proclo, S. José Baldo e S. Luís Guanella.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

Hoje, 23 de Outubro, é dia de S. João de Capistrano, S. Servando, S. Germano e Sto. Arnulfo Reche.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

Hoje, 22 de Outubro, é dia de Sta. Josefina Léroux e suas Companheiras mártires, Sto. Abércio, Sta. Salomé, Sta. Nunilona e Sta. Alódia, S. Tiago Giaccardi e S. João Paulo II.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 21 de Outubro de 2019

Hoje, 21 de Outubro, é dia de Sto. Hilarião, Sta. Úrsula e S. Gaspar del Búfalo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:01

Domingo, 20 de Outubro de 2019

Precisamos de ver

e só Tu és a luz.

 

Precisamos de ver

por fora e por dentro.

 

Precisamos de ver a vida,

o passado, o presente e o futuro.

 

 

A fé salvou o cego.

A fé salva-nos a nós,

tantas vezes cegados pela mentira, pela insinuação e pela inveja.

 

A fé salva na esperança e no amor.

A fé é luz que ilumina e brilha.

A fé é luz que liberta e redime.

 

Hoje também,

Tu, Senhor, continuas a chamar,

a chamar por nós nesta situação difícil.

 

 

Ouve, Senhor,

o clamor dos pobres, dos aflitos e dos famintos.

 

Ouve, Senhor,

o grito dos sem-abrigo e dos sem-amor.

 

Ouve, Senhor,

a súplica dos desempregados e dos que têm salários em atraso.

 

Ouve, Senhor,

o pedido dos que querem dar pão aos seus filhos e não têm conseguem encontrar esse pão.

 

As prateleiras até estão cheias,

mas há corações que permanecem vazios.

 

Mas Tu, Senhor, fazes maravilhas.

Tu, Senhor, és a constante maravilha.

 

 

Por isso continuamos a soltar brados de alegria.

Apesar da crise,

apesar do sufoco e da tempestade,

nós sabemos que, neste tempo de fome,

nós dás o alimento.

 

 

Tu, Senhor, és o alimento,

o pão da Palavra e o pão da vida.

 

Vem connosco saciar a fome deste mundo:

a fome de pão,

a fome de justiça

e a fome de paz.

 

Há nuvens por debaixo do sol.

Mas há sol por cima das nuvens.

 

Obrigado, Senhor, por este pão.

Que ele chegue a todas as casas.

Que ele entre em todos os corações.

 

Obrigado, Senhor, pelos sonhos.

Um dia, as lágrimas hão-de regar as avenidas da vida.

E o sonho de um mundo melhor há-de sorrir para todos.

 

Tu, Senhor, és esse sonho,

um sonho que se realiza em cada instante.

 

O sonho és Tu,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:05

A. Também na fé é preciso «acertar na baliza»

 

  1. Muitas vezes, nós, cristãos, parecemos aqueles jogadores de futebol que rematam muito, mas quase sempre ao lado. Acontece que, como é sabido, com remates ao lado não se marcam golos nem se ganham jogos.

Também na fé é preciso «acertar na baliza», ou seja, é preciso apontar sempre ao que é essencial, ao que está no centro, ao que é decisivo.



  1. Nós, cristãos, «rematamos ao lado» quando nos ficamos por generalidades. Esquecemo-nos de ir ao concreto e ao central. Em tudo, é necessário ouvir as lições e tirar as (devidas) ilações. Se repararmos, os excertos da segunda Epístola de São Paulo a Timóteo (que temos escutado nestes domingos) estão recheados de preciosas recomendações. Trata-se de recomendações muito concretas e bastantes precisas.

Pegando em expressões deste texto, verificamos que, para ser cristão, é vital «permanecer firme na doutrina» (2Tim 3, 14) que recebemos. O que é, afinal, a doutrina? A doutrina é a revelação de Deus apresentada de forma organizada, articulada. Isto significa que, entre a Sagrada Escritura e a Doutrina, não há diferença de conteúdo. O que aprendemos na Doutrina é o que está na Bíblia. No fundo, doutrinar tem de ser — só pode ser — evangelizar.


B. É preciso ser concreto na vivência da fé



  1. Não basta, por isso, que promovamos encontros. Os encontros, obviamente, fazem bem. Mas para fazer encontro não é preciso ser cristão. Para serem cristãos, é fundamental que os nossos encontros se centrem em Jesus Cristo.

Por outro lado, não basta que nos fiquemos pelos valores da verdade e da bondade. É claro que a verdade e a bondade são sinónimos de Deus. Mas ficar só pela verdade e pela bondade é resignar-se a ficar no plano meramente conceptual. Ora, Deus é muito mais que um conceito. Deus é pessoa ou, melhor, é uma família de três pessoas. Não são os conceitos que iluminam Deus; Deus é que há-de iluminar os conceitos e a própria vida.



  1. Daí a contínua insistência do Apóstolo no concreto, neste caso, na relação com a Sagrada Escritura. Que tempo damos à Palavra de Deus? Já São Jerónimo proclamava que «ignorar as Escrituras é ignorar o próprio Cristo». Será que lemos a Bíblia? Será que meditamos a Bíblia? Será que mastigamos a Bíblia? Será que saboreamos a Bíblia?

Como podemos viver a fé se não procuramos ir ao encontro da grande fonte da fé: a Palavra de Deus? É da Palavra de Deus, veiculada pela Escritura Santa, que nos vem «a sabedoria que leva à salvação» (2Tim 3, 15).


C. A vida — e não apenas a palavra — há-de ser inspirada por Deus



  1. Tenhamos sempre presente que a Palavra transmitida pela Escritura é «inspirada por Deus» (2Tim 3, 16). Mas não é só a Escritura que é inspirada por Deus; a vida que se alimenta na Escritura também é inspirada por Deus. O Deus que inspira a Palavra também inspira a vida que se alimenta da Palavra. É na Palavra da Escritura que a nossa vida recebe ensinamentos. É a partir da Palavra da Escritura que a nossa vida se transforma e conver5. Tenhamos sempre presente que a Palavra transmitida pela Escritura é «inspirada por Deus» (2Tim 3, 16). Mas não é só a Escritura que é inspirada por Deus; a vida que se alimenta na Escritura também é inspirada por Deus. O Deus que inspira a Palavra também inspira a vida que se alimenta da Palavra. É na Palavra da Escritura que a nossa vida recebe ensinamentos. É a partir da Palavra da Escritura que a nossa vida se transforma e converBagos de Deuste.

De facto, São Paulo esclarece que a Sagrada Escritura serve para quatro coisas: ensinar, convencer, corrigir e formar (cf. 2Tim 3, 16). Estes verbos — muito fortes — devem estar presentes sempre que nos aproximamos da Sagrada Escritura. Pela Sagrada Escritura devemos deixar-nos ensinar, convencer, corrigir e formar. No fundo, fica bem claro que a Bíblia é fonte de formação e de vivência da fé. A Bíblia é a melhor «escola da fé» e da missão.



  1. Não espanta, pois, que o Apóstolo exorte a que cada um de nós proclame a Palavra de Deus. E que nela insistamos «a propósito e a despropósito» (2Tim 4, 2). É uma expressão curiosa e enfática, esta. É que, por vezes, nós tendemos a silenciar a Palavra de Deus sob o pretexto de que não vem muito a propósito. Num tempo em que não temos vergonha de nada, dá a impressão de que só temos vergonha de evangelizar.

No fundo, o que São Paulo quer dizer é que a Palavra de Deus deve ser proclamada mesmo quando a ocasião não parece muito propícia. A Palavra de Deus deve ser proclamada sem medo e sem pausas. Nós, que mostramos ter tantos «respeitos humanos», devíamos ter mais «respeito divino», mais respeito por Deus e pela Sua vontade. Não tenhamos medo de proclamar, com os lábios e com a vida, a Palavra de Deus. Não desistamos de evangelizar a partir do que nos foi entregue: a mensagem de Cristo Jesus.


D. Orar é, acima de tudo, confiar



  1. Neste Domingo, Jesus aparece-nos a propor a confiança em Deus. Na nossa acção, Deus conta mais, infinitamente mais, do que a nossa capacidade. Orar é, acima de tudo, confiar. É por isso que Ele não chama os mais capazes; capacita os que chama. A oração é, assim, o combustível para a missão. É na oração que vamos tomando consciência da prioridade de Deus, de que é Deus quem comanda a nossa vida e inspira os nossos passos.

O Evangelho ilustra a força e a eficácia da oração com a insistência de uma pobre viúva, que não parava de importunar um poderoso — e pelos vistos, pouco escrupuloso — juiz.



  1. Esta viúva passava o tempo a queixar-se do seu adversário exigindo justiça. Só que o juiz, que «não temia Deus nem respeitava os homens», (Lc 18, 2), não lhe prestava qualquer atenção. Acontece que a viúva não desistiu e continuou a incomodar o juiz, pois sabia que só ele podia resolver a situação.

E o certo é que, apesar da sua dureza e insensibilidade, acabou por fazer justiça à pobre viúva (cf. Lc 18, 5). A grande lição — e a maior ilação — é que precisamos de rezar sempre e sem desanimar (cf. Lc 18, 1). A nossa oração, com efeito, enferma deste duplo défice: de quantidade e de qualidade. Rezamos pouco e desistimos com frequência. Nunca desistamos da oração. Levemos a vida à oração e não deixemos de transportar a oração até à vida. Uma vida orada é uma vida sempre inspirada.


E. Prece sem pressa



  1. Deus escuta. Deus atende. Deus está sempre presente. Deus vem, Deus está sempre a vir e há-de fazer justiça em breve (cf. Lc 18, 8).

Deus nunca nos abandona nem é insensível aos nossos pedidos. Deus não é apático, mas simpático, isto é, sofre connosco e sofre por nós. Basta olhar para a Cruz de Seu Filho. Ele está sempre a oferecer-Se por nós.



  1. Confiar em Deus não pode, porém, levar-nos a pressionar Deus. O tempo da espera não pode transformar-se em desesperança ou numa sucessão de gestos de ansiedade. A pergunta com que finaliza o texto é um convite à perseverança. «Quando o Filho do Homem voltar encontrará fé sobre a terra?» (Lc 18, 8).

É por isso que este é o tempo da Missão. O Ano da Missão termina, o tempo da Missão nunca pode parar. Coloquemo-nos em estado de missão a partir da oração. A oração capacita-nos para a acção de Deus, decidida por Ele, não por nós. Nunca deixemos de suplicar. E nunca paremos de acreditar. Deus ouve a nossa prece. Façamos, pois, a nossa prece sem pressa. O importante é que permaneçamos vigilantes e persistentes. Em Deus, há tanta surpresa repleta de beleza!

publicado por Theosfera às 05:54

Hoje, 20 de Outubro (29º Domingo do Tempo Comum e Dia Mundial das Missões), é dia de S. Maria Bertila Boscardin, S. Contardo Ferrini, Sta. Iria, S. Caprásio e Sta. Madalena de Nagasaky.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 19 de Outubro de 2019

Hoje, 19 de Outubro, é dia de S. João Brebeuf, Sto. Isaac Jogues, S. Pedro de Alcântara e S. Paulo da Cruz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 18 de Outubro de 2019

Hoje, 18 de Outubro, é dia de S. Lucas e S. Monon, eremita.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019

Hoje, 17 de Outubro, é dia de Sto. Inácio de Antioquia (que gostava de se apresentar como «Teóforo», aquele que traz Deus), Sta. Zélia, S. Balduíno e S. Gilberto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 16 de Outubro de 2019

Hoje, 16 de Outubro, é dia de Sta. Hedwiges, Sta. Margarida Maria Alacoque, Sta. Josefa Vanini e S. Gerardo Majela.

Faz também 41 anos que foi eleito o Papa São João Paulo II.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 15 de Outubro de 2019

Hoje, 15 de Outubro, é dia de Sta. Teresa de Jesus e Sto. Eutímio, o Jovem.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019

Hoje, 14 de Outubro, é dia de S. Calisto, Sta. Madalena Panattieri e S. João Ogilvie.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 13 de Outubro de 2019

Tu sabes tanto.

Tu sabes tudo, Senhor.

Mas não sabes conjugar o verbo «mandar».

Tudo só sabes conjugar o verbo «servir».

 

Tu ficaste triste e desapontado

quando os Teus discípulos se mostravam preocupados pelo poder,

pela ambição de mandar,

pelo desejo de possuir.

 

O Teu Reino, Senhor, não é de poder,

é de amor, esperança e paz.

 

Nestes tempos convulsos e incertos,

Tu és a bússola e o sentido,

o horizonte e a paz,

 

 

Obrigado, Senhor,

por estares sempre connosco

e por nos ensinares a servir.

 

 

 

Ajuda-nos a constituir uma Igreja do serviço,

da ajuda e da solidariedade.

 

Ajuda-nos a crescer na disponibilidade

e na mansidão.

 

Tu estás no meio de nós como quem serve.

Tu não vens para ser servido, mas para servir

e dar a vida por todos.

 

Que nós aprendamos conTigo.

Que nós queiramos servir.

 

Tu experimentaste a dor

e toda a espécie de provações.

 

Tu és, pois, o nosso Cireneu,

aquele que condivide a nossa Cruz.

 

Obrigado, Senhor, pela Tua bondade,

pelo Teu infinito amor

e pela Tua intensa paz.

 

Que tudo em nós faça ressoar

a beleza da vida que vem de Ti,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:25

 A. Tudo está à disposição de todos

  1. A boa notícia que Jesus nos traz não é para alguns, é para todos. É por isso que, na Igreja de Jesus, não pode haver exclusões nem excluídos. Todos somos chamados. Todos somos cidadãos, ninguém é estrangeiro. Na Igreja de Jesus, ninguém é especial, já que todos somos únicos. Em Deus, tudo está à disposição de todos. Deus convoca-nos a todos, mas não deixa de olhar — com muito amor — para cada um.

A Liturgia deste Domingo está atravessada pela universalidade de Deus em Cristo. O projecto de Deus é, genuinamente, «católico», isto é, universal, dirigido a todos. Em Cristo, tal projecto atinge o auge e chega ao cume: ao cume do serviço, da entrega e da doação.

 

  1. Já no Antigo Testamento, como se pode conferir na Primeira Leitura, aparece alguém que, não pertencendo ao povo eleito — o sírio Naamã —, é atendido na sua prece. Este episódio, além de mostrar que só o Deus de Israel é Deus, revela que o Deus de Israel não é só para Israel.

Nesta intervenção para todos os povos, figurados no leproso sírio, Deus surge como alguém que melhora a qualidade de vida. Ele é a cura e o curador, o médico e o medicamento, a salvação e o Salvador. Deus não actua apenas no exterior; Deus transforma tudo. Naamã não ficou curado somente de uma doença física. Todo o seu ser é transfigurado, tornando-se um homem novo. E é assim que deixa os ídolos para servir o verdadeiro e único Deus. A certificação desta mudança radical dá-se quando proclama que «não há outro Deus em toda a terra senão o de Israel» (2Rs 5, 15).

B. A lepra evoca a humanidade ferida e excluída

3. A transformação deste homem vê-se também na gratidão que ele demonstra. Começou por inundar o profeta Eliseu com presentes; mas depressa percebeu que não era a um homem que tinha de agradecer o dom da vida. Era a Deus que devia mostrar o seu reconhecimento. Tal reconhecimento manifestou-se numa adesão total da sua vida, do seu ser.

A atitude do profeta Eliseu merece uma referência particular. Ele não quis tirar dividendos da situação. Ao recusar qualquer presente das mãos de Naamã, Eliseu dá a entender que não é a ele, mas a Deus que o general sírio deve agradecer a cura. Nenhum ser humano tem poderes especiais. Só Deus cura, só Deus liberta, só Deus salva. O que nós, seres humanos, podemos — e devemos — fazer é orar, pedindo a intervenção de Deus.

 

  1. O Evangelho tem um registo semelhante. Neste caso, conta-nos a história de dez leprosos que vão ao encontro de Jesus. É através de Jesus que eles descobrem a misericórdia e o amor de Deus. Estes leprosos representam a humanidade ferida, a humanidade ferida pela miséria e pelo sofrimento. É sobre esta humanidade ferida que Deus derrama a Sua bondade, o Seu amor, a Sua salvação.

Refira-se, desde já, que este episódio é exclusivo de São Lucas. Mais nenhum evangelista o refere. Trata-se de um episódio que mostra como o Deus que Se faz pessoa em Jesus vem trazer a salvação a todos os homens, particularmente aos oprimidos e marginalizados.

C. Quem não precisa de ser curado da lepra?

5. São Lucas fala-nos de Deus como alguém com uma proposta de vida nova e de libertação para todos os homens. O número dez tem, seguramente, um significado simbólico: significa totalidade. É que o judaísmo considerava necessário que pelo menos dez homens estivessem presentes, a fim de que a oração comunitária pudesse ter lugar.

A presença de um samaritano no grupo indica, entretanto, que esta totalidade não se refere apenas à totalidade de Israel, mas à totalidade da humanidade. A salvação oferecida por Deus não se destina somente a Israel, mas a todos os homens, sem excepção.

 

  1. Curiosamente, todos estes dez eram excluídos. O samaritano era duplamente excluído: por ser samaritano e por ser leproso. Os outros nove, embora membros do povo eleito, também eram excluídos por causa da lepra.

Devido ao facto de a lepra ser uma doença contagiosa, os que dela sofriam eram literalmente excomungados, sendo obrigados a andar longe das localidades. Se vissem alguém, deviam gritar: «Impuro, impuro!», para que as pessoas se afastassem (cf. Lev 13,45-46). É por isso que, segundo o texto de São Lucas, os leprosos mantêm as distâncias e falam em voz alta (cf. Lc 17, 13).

D. Porquê mostrar-se aos sacerdotes?

7. E o certo é que o pedido dos leprosos chega até Jesus. Jesus escuta o seu pedido, mandando que se fossem apresentar aos sacerdotes. É que, segundo o Livro do Levítico (cf. Lev 13, 2-3) era aos sacerdotes que competia declarar a cura da lepra.

E eles assim fazem. Eles partem, mostrando a sua plena confiança em Jesus. Sucede que, antes de chegarem aos sacerdotes, ficaram curados. Foi no caminho que tudo aconteceu. O caminho que aqueles leprosos pisavam era o caminho para Jesus, que aliás viria a apresentar-Se como sendo o caminho (cf. Jo 14, 6).

 

  1. Quem cura estes leprosos é Jesus. E a cura é recebida no caminho de Jesus. É preciso, por conseguinte, pormo-nos a caminho. O instalamento não cura, só faz adoecer. É preciso partir. É necessário aprender a ser nómada. O nosso abrigo só pode estar em Deus.

Há um aspecto, porém, que importa realçar. O enfoque não está tanto na cura, mas no que vem a seguir. É que só um dos dez leprosos voltou para trás. Só um dos dez leprosos veio agradecer e louvar. E, tal como fizera na súplica, o agradecimento e o louvor também foram expressos em voz alta (cf. Lc 17, 15).

E. Há que aprender com os «de fora»

9. Quem assim procedeu foi um samaritano (cf. Lc 17,15-16), considerado herético e, portanto, excluído. Jesus fica surpreendido e, ao mesmo tempo, desapontado com os outros nove: «Não ficaram limpos os dez? Onde estão os outros nove? Não se encontrou quem voltasse, para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?» (Lc 17, 17-18).

Às vezes, os de fora mostram estar mais por dentro do que aqueles que presumem estar completamente dentro. São os de fora que, quase sempre, nos dão as maiores lições. Há, por isso, que estar atento e nunca fechar as portas a ninguém. É preciso aprender com os excluídos e os marginalizados. Uma vez mais se confirma: até os excluídos do mundo são incluídos por Deus.

 

 

  1. É por esta boa notícia que somos convidados a dar a vida. O Evangelho não admite exclusões nem empurrões. Como ouvimos na Segunda Leitura, o Apóstolo está preso, mas mostra-se feliz por «sofrer pelo Evangelho» (2Tim 2, 8). O evangelizador pode estar na prisão, mas o Evangelho nunca ficará aprisionado (cf. 2Tim 2, 9).

Assim sendo, não tenhamos medo: nem de viver nem sequer de morrer. «Se morrermos com Cristo, também com Cristo viveremos. Se permanecermos firmes, também reinaremos com Ele. Se O negarmos, também Ele nos negará. Se Lhe formos infiéis, Ele permanecerá fiel pois não pode negar-Se a Si mesmo» (2Tim 2, 11-13). A Sua fidelidade é a garantia da nossa felicidade!

publicado por Theosfera às 05:02

Hoje, 13 de Outubro (28º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sto. Eduardo III, S. Fausto e Bem-Aventurada Alexandrina Maria da Costa.

Um santo e abençoado dia para todos.

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Sábado, 12 de Outubro de 2019

Hoje, 12 de Outubro, é dia de Nossa Senhora do Pilar, Nossa Senhora de Aparecida, S. Serafim de Montegranaro, S. Vilfrido e S. João Beyzym.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 11 de Outubro de 2019

Hoje, 11 de Outubro, é dia de Sta. Soledade Torres, Sto. Alexandre Sáuli e S. João XXIII, o Papa Bom.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quinta-feira, 10 de Outubro de 2019

Hoje, 10 de Outubro, é dia de S. Daniel e seus Companheiros Mártires, S. Daniel Comboni, S. Miguel Píni e S. Tomás de Vilanova.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quarta-feira, 09 de Outubro de 2019

Hoje, 09 de Outubro, é dia de Sto. Abraão, S. João Leonardo, S. Dionísio Areopagita, S. Luís Beltrão, Sto. António Prazzini, Sto. Inocêncio Camauro e Bem-Aventurado John Henry Newman.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 08 de Outubro de 2019

Hoje, 08 de Outubro, é dia de Sta. Pelágia, Sta. Taís e Sto. Artoldo.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Segunda-feira, 07 de Outubro de 2019

Hoje, 07 de Outubro, é dia de Nossa Senhora do Rosário e S. Marcos, Papa.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 06 de Outubro de 2019

Nada é impossível para Ti.

Tudo é possível conTigo, Senhor.

 

Hoje em dia, precisamos de acreditar,

de não desistir

e de sempre caminhar.

 

Obrigado, Senhor, pelo estímulo

e pelo constante apoio.

 

O caminho é difícil, mas não é inviável.

Ele pode ser trilhado.

E, como aos discípulos de Emaús,

também hoje nos acompanhas.

 

És o nosso companheiro,

o que partilha a nossa vida.

 

Tu queres, Senhor, que saibamos os mandamentos.

Mas não chega.

 

Mais importante que saber é fazer.

Saber é necessário, mas fazer é decisivo.

 

Às vezes, falta-nos apenas uma coisa.

Mas essa coisa pode ser a mais importante.

 

É preciso dar aos pobres,

repartir com os pobres.

 

Como são actuais estas palavras.

Como é pertinente este apelo.

Como é urgente esta prioridade.

 

É aqui que está a sabedoria.

A sabedoria não está apenas no conhecimento.

A sabedoria está sobretudo no amor.

O amor é mais sábio que a sabedoria.

 

Essa sabedoria está na Tua Palavra

e no Teu Pão.

 

Obrigado, Senhor, por seres a Mesa

e o Pão.

 

Obrigado, Senhor, por nos dares tudo em abundância.

Obrigado por tanto. Obrigado por tudo.

 

Que nós saibamos repartir.

Aumenta a nossa solidariedade

e faz crescer o nosso amor!

publicado por Theosfera às 11:08

A. Às vezes, parece que, mais do que falar, berramos com Deus

  1. Tantas são as vezes em que já nos apeteceu gritar como o profeta: «Até quando?» «Até quando, Senhor?» «Até quando, Senhor, clamarei sem que me escutes?» (Hab 1,2). Muitas são as vezes em que parece que Deus não fala. Muitas são as vezes em que parece que Deus não ouve. E, então, como Habacuc, gritamos a nossa impaciência. Mais do que falar, parece que berramos com Deus. Só nos momentos difíceis é que nos lembramos de Deus. Como não estamos dispostos a fazer a Sua vontade, protestamos quando, aparentemente, Ele não faz a nossa.

Também Habacuc passou por esta experiência. Também Habacuc ousou interpelar Deus. Também por Habacuc passou a interrogação que muitos não cessam de fazer: «Onde está Deus?» Habacuc não se limita a escutar a Palavra de Deus e a transmiti-la. Ele próprio toma a iniciativa, questionando Deus e exigindo respostas.

 

  1. Em resposta, Deus assume a Sua intenção de actuar no mundo, no sentido de destruir a morte e a opressão, mas dá a entender que só o fará quando for o momento oportuno. Ao homem, cabe esperar com paciência o «tempo de Deus». Então, à maneira de uma sentinela vigilante, o profeta fica à espera até que Deus responda. Finalmente, Deus digna-Se responder.

É preciso esperar e confiar. Deus não falta nem falha. É preciso, porém, compreender que Deus age quando quer e como quer e não quando queremos e como queremos. É fundamental, pois, respeitar os «prazos de Deus». E nos «prazos de Deus» o orgulhoso não triunfará. Quem triunfa é o homem justo. Enquanto uns «incham de orgulho», o justo vive pela fé (cf. Hab 2, 4).

B. Deus não é possuível

3. É precisamente sobre a fé que nos fala o Evangelho deste Domingo. Tudo começa com um pedido dos apóstolos: «Aumenta em nós a fé» (Lc 17, 5). Isto significa, desde logo, que eles têm consciência de que a fé não é inata, mas também não é conquistada.

A fé é um dom, uma oferta de Deus. É Deus quem no-la dá. É Deus quem no-la pode fazer crescer. Sem Deus, não há fé. A fé consiste em viver segundo Deus. É por isso que ela é uma virtude teologal, ou seja, é uma forma de viver segundo Deus.

 

  1. Quando os discípulos Lhe pedem para aumentar a fé, Jesus dá-lhes a entender que a fé que eles tinham nem sequer pequena era. Bom seria se eles tivessem fé como o «grão de mostarda» (Lc 17, 6). Sucede que o «grão de mostarda» é uma coisa pequena. Só tendo consciência da nossa pequenez é que podemos crescer. Também na fé, é pela humildade que se faz o caminho do crescimento.

Quem se julga detentor de uma «fé grande» não está em condições de crescer. Aliás, não somos nós que temos fé; a fé é que nos tem, é que nos há-de ter. Deus não é possuível. Ninguém possui Deus. Ele é que é nosso Senhor.

C. Na fé, não agimos por nós, agimos em Deus

5. Por conseguinte, a fé situa-se no campo da doação, da entrega. Pelo que, como reparou Tomás Halik, apenas «uma fé que aguenta o fogo da Cruz sem bater em retirada» será semelhante ao Deus que «é representado por Aquele que foi crucificado».

É esta a fé que nos dá coragem para optar pelo «caminho do altruísmo, da não-violência e do amor generoso». Daqui se segue que quem segue Jesus não deve esperar conforto nem aplauso, mas sacrifício e, «por vezes, até o sacrifício supremo». Não deve o discípulo ser como o seu Mestre (cf. Lc 6, 40)?

 

  1. Compreende-se, assim, que o Evangelho nos convide a aderir, integralmente, ao projecto de vida que, em Jesus, Deus veio oferecer ao homem. A fé consiste precisamente nessa adesão ao projecto de Deus. É uma resposta à Sua proposta.

A partir de tal adesão, os discípulos deixam de agir por si próprios. Daí que se devam considerar «servos inúteis» pois apenas «fizeram o que deveriam fazer» (Lc 17, 10). O problema é quando não fazemos o que devemos. Nessa altura, nem «inúteis» somos!

D. Não há impossíveis quando há fé

7. A primeira parte do Evangelho é constituída por uma afirmação sobre a fé (cf. Lc 17, 5-6). É importante enquadrar este texto no seu contexto. Depois das exigências que Jesus apresentou para entrar no Reino de Deus — e que ouvimos nos domingos pretéritos —, é compreensível que a reacção dos discípulos seja pedir que lhes fosse aumentada a fé. Eles tinham noção de que, por si, não estavam em condições de satisfazer tão grandes exigências.

A fé aparece-nos sobretudo no âmbito pessoal. Acima de tudo, a fé é a adesão a Jesus e ao Seu projecto, isto é, ao projecto do Reino por Ele anunciado. Pedir a Jesus que aumente a nossa fé significa, portanto, pedir-Lhe que aumente a nossa coragem de optar pelo Evangelho.

 

  1. Entretanto, Jesus aproveita a oportunidade para recordar aos discípulos os frutos da fé. A ordem dada à amoreira para se arrancar da terra transferindo-se para o mar mostra que, com a fé, tudo é possível. Daí que aderir a Jesus Cristo signifique ter a possibilidade de mudar a história, mesmo quando essa mudança parece impossível. Nem o impossível consegue vencer a fé.

Na segunda parte do Evangelho (cf. Lc 17, 7-10), São Lucas descreve a atitude que o homem deve assumir diante de Deus. Os fariseus estavam convencidos de que bastava cumprir os mandamentos da Lei para alcançar a salvação. Se o homem cumprisse as regras, alcançaria a salvação.

E. Não fechemos o nosso coração: só se ouve bem com ele

9. É claro que é importante cumprir a Lei. Mas não basta a Lei. É urgente ver mais fundo e chegar mais longe. A salvação consiste em (procurar) ser como Cristo, vivendo como Ele, dando a vida como Ele.

O que Jesus nos pede é que percorramos, com coragem e alegria, os caminhos do Evangelho. Quando o discípulo aceita percorrer esse caminho, é capaz de realizar obras de espanto. E, deste modo, sentir-nos-emos felizes, porque servos humildes de Deus. Não há felicidade maior. Não existe sequer felicidade igual.

 

  1. Procuremos, então, escutar a voz do Senhor. Não Lhe fechemos o nosso coração. Por vezes, as portas do nosso coração estão surdas, pesadas. Só se ouve bem com o coração.

Abramos o nosso coração a Deus e não o fecharemos a ninguém. Aquilo que Deus abre, ninguém pode fechar. Há muitos corações fechados neste mundo. Deixemos que Deus abra o nosso coração. Escutemos sempre o Senhor Deus. E portemo-nos, toda a vida, como bons filhos Seus!

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Hoje, 06 de Outubro (27º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Bruno, Sta. Maria Francisca das Cinco Chagas, S. Diogo de San Vítores, Sta. Maria Ana Mógas de Funtcuberta, Sta. Fé e S. Francisco Gárate.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quinta-feira, 03 de Outubro de 2019

Hoje, 03 de Outubro, é dia de S. Francisco de Borja, S. Veríssimo, S. Máximo, Sta. Júlia, Sto. Evaldo e Sto. Evaldo (irmãos) e S. Columba Marmion.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quarta-feira, 02 de Outubro de 2019

Hoje, 02 de Outubro, é dia dos Stos. Anjos da Guarda, S. Tomás de Bereford e Sto. António Chevrier. Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 01 de Outubro de 2019

Hoje, 01 de Outubro (início do mês do Rosário e das Missões), é dia de Sta. Teresa do Menino Jesus e da Santa Face e S. Bavão.

Um santo e abençoado dia para todos!

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