O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 09 de Junho de 2019

Espírito Santo de Deus,

Espírito do Pai e do Filho,

Espírito da Igreja,

Espírito do mundo,

nós Te louvamos e agradecemos

por tantos dons.

 

Obrigado pelo dom da sabedoria.

Obrigado pelo dom do entendimento.

Obrigado pelo dom da ciência.

 

Obrigado pelo dom do conselho.

Obrigado pelo dom da fortaleza

Obrigado pelo dom da piedade.

Obrigado pelo dom do temor de Deus.

 

Obrigado pela beleza de cada dia.

Obrigado pela bondade de tantos corações.

Obrigado pela verdade de tantas palavras.

 

Obrigado também pelos silêncios.

Obrigado ainda pela esperança.

Obrigado pela oração.

 

Obrigado por cada manhã.

Obrigado por cada encontro.

Obrigado por cada pessoa.

 

Tu que habitaste o seio de Maria,

habita o nosso coração,

transforma-nos por dentro

e muda-nos a partir do fundo.

 

Faz deste mundo um mundo novo.

Vem recriar a nossa humanidade.

Que este mundo seja um povo de amigos,

um povo de irmãos.

 

Que estejamos cada vez mais fortalecidos para a missão.

Que nunca nos esqueçamos de dar testemunho.

 

Dá-nos sempre o Teu Espírito,

a respiração da nossa vida,

o vento da nossa jornada.

 

Que sejamos outros,

que aspiremos e aspiremos paz,

em Teu nome,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:35

A. A Igreja nasce com Jesus e começa com o Espírito Santo

 

  1. Grande — e cheia de alegria — é a festa deste dia. Celebramos hoje o nosso aniversário, o «aniversário» da Igreja: não propriamente o «aniversário» do seu nascimento, mas, por assim dizer, o «aniversário» do seu começo. Teologicamente, a Igreja nasce com Jesus. Mas o início da sua missão ocorre precisamente no dia de Pentecostes, com a vinda do Espírito Santo. Em síntese, a Igreja nasce com Jesus e começa com o Espírito Santo.

Refira-se que o Pentecostes já era um importante dia de festa para os judeus. Celebrada cinquenta dias após a Páscoa, era uma festa agrícola, em que se agradecia a Deus a colheita da cevada e do trigo. Mais tarde, tornou-se também a festa da aliança, assinalando o dom da Lei no Sinai e a constituição do primeiro Povo de Deus. A partir de agora, o Pentecostes marca o começo da Igreja, novo Povo de Deus.

 

  1. Como sabemos, a fundação da Igreja não é instantânea, é progressiva; não é formal, é processual. Ou seja, não resulta de um acto formal, mas de um longo processo que remonta ao princípio do mundo. Aliás, na antiguidade, escritores como Hermas notavam que «o mundo foi criado em ordem à Igreja».

Sendo obra divina, podemos dizer que a Igreja é preparada pelo Pai, nasce com o Filho e começa com o Espírito Santo. Não se trata de decalcar a tese das três idades do célebre Joaquim de Fiore. Segundo ele, a Antiga Aliança seria a idade do Pai, a Igreja institucional corresponderia à idade do Filho e a chegada de uma hipotética Igreja sem estruturas inauguraria a idade do Espírito Santo.

 

B. A Igreja não é Deus, mas é a presença de Deus

 

 

  1. A Igreja, porém, nunca aceitou esta doutrina. É que onde está o Espírito, estão também o Filho e o Pai. É pelo vínculo do Espírito Santo que chegamos ao Pai através do Filho, Jesus Cristo. A esta luz, a Igreja não resulta dos esforços das três pessoas em separado, mas da unidade entre elas.

Foi isso, de resto, o que verteu Cipriano de Cartago numa afirmação retomada pelo Concílio Vaticano II: «A Igreja toda aparece como “um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo”». Em suma e como subtilmente assinalou Orígenes, «a Igreja está cheia de Trindade». Por conseguinte, a Igreja não é Deus, mas é a presença de Deus no mundo.

 

  1. O nascimento da Igreja ocorre com Jesus: com a Sua vida, morte e ressurreição e também com o chamamento — e o envio — dos discípulos. E o começo da sua actividade dá-se com a vinda do Espírito Santo, no Pentecostes. Só nesse dia — através da pregação de Pedro — converteram-se a Cristo três mil pessoas (cf. Act 2, 41).

O nascimento da Igreja é significado pelo sangue e pela água que saíram do lado aberto de Jesus crucificado. Retomando uma máxima dos primeiros tempos, o Concílio recorda que «foi do lado de Cristo adormecido na Cruz que nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja». Mas é no Pentecostes que «a Igreja se manifesta publicamente […], começando a difusão do Evangelho com a pregação».

 

C. Templo e tempo do Espírito Santo

 

 

  1. A Igreja é, por conseguinte, o templo e o tempo do Espírito Santo. Como bem disse Santo Ireneu de Lyon, o «Filho e o Espírito são como que “as duas mãos” pelas quais o Pai nos toca». Pelo Filho somos tocados de uma maneira visível, pelo Espírito Santo somos tocados de uma maneira invisível, o que não quer dizer que seja menos real.

Fica, assim, claro que a Igreja não é propriedade nossa. Já Santo Inácio de Antioquia notava que Jesus Cristo é o «bispo invisível» que a conduz. As figurações da Igreja, enunciadas pelo último Concílio, remetem sempre para a prioridade de Deus. Ela é vista como o redil e o rebanho cujo pastor é Cristo (cf. Jo 10, 1-10); ela é a agricultura ou o campo de Deus (cf. 1Cor 3, 9); ela é a construção de Deus (cf. 1Cor 3, 9), a Jerusalém do alto e a nossa mãe (cf. Gál 4, 26; Ap 12, 17).

 

  1. A Igreja não é uma mera «continuadora» de Cristo; é a nova presença de Cristo. É costume falarmos de «sucessores dos apóstolos», mas não de «sucessores de Cristo». Só há sucessão de quem já não está presente. Os apóstolos têm sucessores porque já não estão presentes. Mas Jesus continua presente, precisamente através da Sua Igreja. Esta, a Igreja, é a nova presença de Cristo, o novo corpo de Cristo, não uma sucessora de Cristo.

Daí que Santo Agostinho fale do «Cristo total» («Christus totus»), que tem Jesus como cabeça e cada um de nós como membro do Seu corpo. O corpo é único. Os seus membros são muitos: todos nós, os baptizados.

 

 D. Na Igreja são re+unidos os que Cristo une

 

7. Somos muitos, mas estamos unidos: não em função das nossas afinidades, mas em razão da presença do mesmo Cristo que nos une.

Isto significa que, quando não estamos unidos, é porque não estamos a ser verdadeiramente fiéis a Cristo nem ao Espírito Santo, que nos conduzem para a unidade. Se Cristo nos une, o Espírito Santo não pára de nos re+unir, justamente à volta de Cristo.

 

  1. Não é por acaso que Santo Hilário de Poitiers apresenta o Espírito Santo como o «laço» que une o Pai e o Filho. É o mesmo Espírito Santo que, unindo-nos ao Pai e ao Filho, nos une uns aos outros. É, pois, o Espírito Santo que nos «enlaça», que nos «entrelaça». No Espírito Santo, nunca estamos «deslaçados». No Espírito Santo, estamos todos «entrelaçados» uns nos outros.

Apesar de os trabalhos da missão serem muitos — e muito diferentes —, «é o mesmo Deus que realiza tudo em todos» (1Cor 12, 6), com vista «ao bem comum» (1Cor 12, 7). Note-se que a missão começa sempre na oração porque é nela que se acolhe o sopro do Espírito. Basta olhar para o grande empreendimento missionário de São Paulo, que foi desencadeado por uma forte experiência de oração (cf. Act 13, 1-3).

 

E.O Espírito está sempre a soprar

 

  1. Também no dia de Pentecostes, os apóstolos estavam seguramente em oração (cf. Act 2, 1). O Espírito veio para os animar e fortalecer. Não é em vão que Espírito é entendido, frequentemente, como sinónimo de ânimo, de força. O Espírito desce «por um rumor semelhante a forte rajada de vento» (Act 2, 2). O Espírito é, muitas vezes, apresentado como como vento: às vezes, em forma de brisa, desta vez em forma de rajada.

Hoje, precisamos de novas rajadas de Espírito. E deixemos que o mesmo Espírito deposite em nós «línguas de fogo» (Act 2, 3), pelas quais possamos aquecer — e iluminar — as vidas de toda a gente.

Precisamos, hoje também, de cristãos «cheios do Espírito Santo» (Act 2, 4) que não se cansem de anunciar «as maravilhas de Deus» (Act 2, 11). Precisamos, hoje também, de cristãos de escuta, de espera e de esperança, que ofereçam ao mundo as incontáveis surpresas de Deus.

 

  1. Pelo Espírito Santo, até o impossível se torna possível. Mais do que competência própria, do que precisamos é de fidelidade ao Espírito de Deus. É que, como percebeu Atenágoras, «sem o Espírito Santo, Deus fica longe,
    Cristo permanece no passado, o Evangelho é letra morta, a Igreja é uma simples organização, a autoridade é um simples poder». Pelo contrário, «no Espírito Santo, Cristo torna-Se presente, o Evangelho faz-se poder e vida,
    a Igreja realiza a comunhão trinitária e a autoridade transforma-se em serviço que liberta».

Para que seja o Espírito a agir em nós, deixemo-nos habitar pelos Seus dons: pelo dom da fortaleza, pelo dom da sabedoria, pelo dom da ciência, pelo dom do conselho, pelo dom do entendimento, pelo dom da piedade e pelo dom do (santo) temor de Deus. O espiritual não é o que se opõe ao real. O espiritual é o que anima e transforma o real. No Espírito Santo, nunca envelhecemos, mesmo que os anos passem. O Espírito Santo é este vento que abana e nunca abala. Escutemos a voz do Espírito. Porque o Espírito está sempre a soprar. O Espírito está sempre a surpreender-nos!

publicado por Theosfera às 05:17

Hoje, 09 de Junho (Solenidade do Pentecostes e Último dia do Tempo Pascal), é dia de Sto. Efrém, S. José de Anchieta e Sta. Ana Maria Taígi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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