O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 30 de Junho de 2019

Tu, Senhor, és vida.

Tu, Senhor, és fonte de vida.

Tu, Senhor, és recomeço de vida.

 

Obrigado, Senhor, por nos tocares.

Por te aproximares de nós com tanto afecto,

com tanto amor.

 

Obrigado por Te fazeres um de nós

e por nos devolveres à vida

mesmo depois de todas as nossas quedas.

 

É tão admirável o Teu procedimento

que, mesmo quando nós não damos conta de Ti,

Tu já estás connosco,

Tu já estás em nós.

 

É tão maravilhosa a Tua presença.

É tão intensa a Tua paz.

É tão imenso o Teu amor.

 

Vivemos um tempo de desânimos e desalentos,

de tristezas muitas e angústias mil.

 

Mas Tu, Senhor, não desistes de nós,

mesmo quando algum de nós desiste de Ti.

 

Tu estás sempre a presentear-nos com as Tuas oportunidades.

Tu és vida antes da vida.

Tu és vida depois da vida.

Tu és sempre vida,

vida sem fim.

 

Obrigado, Senhor, por tanto.

Obrigado, Senhor, por tudo.

 

Cura-nos por dentro.

Transforma-nos a partir do fundo.

Dá-nos um novo coração,

um coração como o Teu,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:18

A. Antes de mais e acima de tudo, Deus



  1. O nosso problema não está no momento de dizer, mas no momento de fazer. Em relação a Deus, ninguém hesita em confessar que O ama sobre todas as coisas. Mas será que — na nossa vida — colocamos Deus antes de tudo e acima de tudo? Deus é o mais importante, mas será que, na prática, é a nossa prioridade?

Será que a nossa existência é verdadeiramente teocêntrica? Será que a nossa vida está mesmo centrada em Deus? Ou não sucederá que, na hora da verdade, olhamos demasiado para nós?



  1. No texto que acabamos de escutar, Jesus — embora pareça excessivo — é simplesmente claro, luminoso e coerente. Quem «olhar para trás não serve para o Reino de Deus» (Lc 9, 62).

Seguir Jesus é uma decisão prioritária, urgente e definitiva. Não é possível seguir Jesus no condicional ou como mera ocupação excedentária, quando não há mais nada para fazer. Seguir Jesus só pode ser a tempo inteiro (em «full time»), nunca em «part time».

B. Seguir Jesus só em «full time»

  1. É preciso estar inteiro e limpo no seguimento de Jesus. O Evangelho deste Domingo apresenta-nos algumas alegações que, à luz do bom senso, parecem pertinentes. Alguém dirá que sepultar o pai não é uma boa acção? Ou que despedir-se da família não é uma atitude da mais elementar correcção? É preciso notar que o Evangelho não diz que tudo isto seja negativo ou reprovável. Mas o seguimento de Cristo está antes e acima. O seguimento de Cristo há-de ser sempre prioritário.

Para nós, Jesus tem de estar em primeiro lugar. Daí que Ele apele com insistência e veemência: «Segue-Me» (Lc 9, 59). O convite de Jesus tem esta formulação imperativa. É preciso seguir Jesus desde que acordamos até que nos deitamos. É preciso seguir Jesus nos pensamentos, nos lábios, no coração. em toda a vida.



  1. O problema é que ainda cultivamos muitos respeitos humanos e cultivamos pouco o respeito divino. Somos, muitas vezes, «cristãos de língua» em vez de sermos autenticamente «cristãos de vida». Não basta trazer Cristo nos lábios; é urgente transportar Cristo na vida.

Não será que — tantas vezes — trocamos a Eucaristia por qualquer actividade, por qualquer passeio ou, então, pelo prolongamento do descanso? Que tempo damos à escuta de Cristo? Que espaço damos ao testemunho de Cristo? Eis o nosso maior défice: o défice de relação com Cristo. É fundamental, por isso, encher a nossa vida com Cristo.


C. Evangelizar a vida e vitalizar o Evangelho



  1. Como está o nosso compromisso com Cristo? É urgente evangelizar a vida e vitalizar o Evangelho. Não podemos fazer «férias de Cristo». Podemos — e devemos — fazer «férias com Cristo». Em qualquer momento (inclusive nas férias), Cristo há-de despontar sempre como a grande prioridade e a maior urgência.

Nem as adversidades nos hão-de fazer recuar neste propósito. Quanto maiores são as adversidades, tanto maiores hão-de ser as possibilidades.



  1. Naquele tempo, os samaritanos não quiseram receber os mensageiros de Jesus. Hoje em dia, também há muita gente que não nos aceita receber como enviados de Jesus. As perseguições no nosso tempo não são em menor número que as perseguições daquele tempo. Há muitas pessoas perseguidas só pelo facto de serem cristãs.

O que Jesus recomenda aos discípulos — em caso de adversidade — não é a desistência, mas a alternativa. Se não nos aceitam num lugar, há que tentar noutro lugar. Tiago e João queriam desistir dos samaritanos e até destruir os samaritanos. Jesus, porém, repreendeu-os e fez diferente: seguiu para outro lugar (cf. Lc 9, 54-56).


D. Amados, não armados



  1. Os lugares da missão, afinal, são todos os lugares. As atitudes na missão é que têm de ser bem seleccionadas: compromisso total, entrega plena e despojamento completo.

Na missão, Jesus quer-nos amando e amados, não armados nem armadilhados. O Evangelho não se transporta com o amor pela força, mas pela força do amor. Seguir Jesus é ir sempre atrás d’Ele, mostrando-O a quem ainda não O encontrou. A missão é sempre uma proposta à espera de uma resposta.



  1. Na missão, não pode haver intervalos nem interstícios ou interrupções. A missão há-de ser uma constante, uma urgência. Tal como, quando termina um ano, começa logo um outro ano, também, quando termina uma etapa da missão, tem de começar logo uma outra etapa da missão.

Na missão, não há interrupção. Na evangelização, não pode ser defeso. Mesmo em férias, há-de haver sempre missão. Até a descansar, é urgente evangelizar.


E. Muito será diferente na vida de toda a gente



  1. Jesus é exigente porque é amigo e é amigo porque é exigente. A Sua exigência é sinal de que acredita em nós. Não é a facilidade que nos conduz à felicidade. Um Cristianismo fácil não é um Cristianismo útil. Pelo contrário, um Cristianismo fácil não tem qualquer utilidade para a nossa vida.

Não recuemos diante das exigências da missão. Aquele que nos envia nunca deixa de estar ao nosso lado. Aliás, mais do que fazer, a missão é deixar fazer. A missão é deixar que Cristo faça em nós. No fundo, nós somos convidados a ser os lábios, as mãos e os pés de Cristo. Ele quis precisar de nós. Ele quer falar através de nós. Ele quer abraçar através de nós. Ousaremos recusar? Ousaremos recuar?



  1. Connosco levamos a maior riqueza: o próprio Cristo. Ele é a nossa herança, para usarmos o que cantamos no refrão do Salmo Responsorial. É Ele que nos liberta. É n’Ele que somos realmente livres. A qualquer momento, Ele vem até nós como Deus veio ter com Eliseu através de Elias. Foi no seu trabalho que recebeu o convite para se tornar profeta. A missão está acima de qualquer outra ocupação.

Não tenhamos medo desta radicalidade. É na radicalidade que assenta a nossa liberdade. É nesta ousadia que reencontraremos a maior alegria. Comecemos por escutar. O Senhor vai batendo à nossa porta. Que o nosso coração esteja atento para Lhe responder a qualquer momento. Com o nosso «sim», muito será diferente na vida de toda a gente!

publicado por Theosfera às 04:59

Hoje, 30 de Junho (13º Domingo do Tempo Comum), é dia dos Primeiros Mártires da Igreja de Roma, S. Raimundo Lulo, S. Januário Sarnelli e S. Marçal.

Este último, padroeiro dos bombeiros e invocado contra os incêndios, é apontado como sendo uma das crianças que Jesus afagou ou como podendo ser aquele rapaz que apresentou a Jesus os cinco pães e dos dois peixes para a multiplicação.

Encerramento do Mês do Sagrado Coração de Jesus.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 29 de Junho de 2019

Hoje, 29 de Junho, é dia de S. Pedro e S. Paulo, S. Cásio, Sta. Emma e S. Siro.

S. Pedro é padroeiro dos serralheiros, dos sapateiros, dos ceifeiros e dos mareantes.

S. Paulo é padroeiro dos cordoeiros e é invocado contra o granizo e as mordeduras das serpentes.

É neste dia que o Papa costuma oferecer o pálio aos arcebispos recentemente nomeados. Tal pálio é confeccionado com pele de cordeiro. Os cordeiros costumam ser oferecidos na festa de Sta. Inês, 21 de Janeiro.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 28 de Junho de 2019

Hoje, 28 de Junho (Solenidade do Sagrado Coração de Jesus), é dia de Sto. Ireneu, S. Leão III e S. Nicolau de Charmetsky e seus companheiros mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 27 de Junho de 2019

Hoje, 27 de Junho, é dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, S. Ladislau, S. Cirilo de Alexandria e Sta. Luísa Teresa de Montaignac de Chauvance.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 26 de Junho de 2019

Hoje, 26 de Junho, é dia de S. João e S. Paulo (mártires do século IV), S. Pelágio ou Paio e S. Josemaria Escrivá de Balaguer.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 25 de Junho de 2019

Hoje, 25 de Junho, é dia de S. Próspero de Aquitânia, S. João de Espanha e S. Guilherme de Vercelli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 24 de Junho de 2019

Hoje, 24 de Junho, é dia do nascimento de S. João Baptista e de Sta. Raingarda.

Refira-se que S. João Baptista, dada a sua extrema popularidade, é padroeiro dos cuteleiros, espadeiros, alfaiates e peleiros.

É invocado contra os espasmos, as convulsões, as epilepsias e o granizo.

É também considerado protector dos cordoeiros.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 23 de Junho de 2019

Obrigado, Senhor, pelo Teu amor,

pelo Teu imenso amor.

 

Ninguém ama como Tu.

Amar assim, como Tu,

só ao alcance de Deus,

só ao alcance de Ti, que és Deus.

 

Tu amas dando a vida,

dando o sangue,

dando tanto,

dando tudo.

 

Tu, Senhor, não vens condenar.

Tu, Senhor, só vens salvar.

 

Tu sabes tudo,

Tu és a sabedoria.

 

Só não sabes conjugar o verbo «mandar»,

o verbo «impor», o verbo «oprimir».

 

Tu, Senhor, só sabes conjugar

o verbo «dar»,

o verbo «oferecer»,

o verbo «entregar»,

o verbo «servir»,

o verbo «amar».

 

Obrigado, Senhor, pela Luz.

Tu és a Luz.

Ilumina os nossos passos,

os passos do nosso caminho.

 

Que caminhemos na verdade.

que caminhemos na luz,

na luz que vem de Ti,

na luz que és Tu,

Jesus!

publicado por Theosfera às 11:04

A.É Cristo quem nos une



  1. É bem verdade que aquilo que nos une é mais — e muito maior — do que aquilo que nos separa. O problema é que, habitualmente, vivemos mais dominados por aquilo que nos separa do que por aquilo que nos une.

Como reconhecia São Paulo, é natural haver judeus e gregos, homens e mulheres. Mas, quando estamos em Cristo, o que sobressai não são estas diferenciações. O que mais deve sobressair é quem nos une: Jesus Cristo. «Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher, todos vós sois um só em Cristo Jesus» (Gál 3, 28).



  1. É por isso que a unidade não é só — nem principalmente — «estar com»; a unidade é sobretudo «estar em». Não basta estar com os outros. Aliás, podemos estar perto sem nos sentirmos próximos nem unidos.

«Estar com» faz ajuntamento; só o «estar em» consegue fazer unidade. Somente em Cristo estaremos unidos. Somente em Cristo seremos felizes. É preciso, pois, aprender a «cristoviver». Só quando «cristovivemos» é que verdadeiramente vivemos.


B. Seguir Jesus é também seguir a oração de Jesus



  1. Olhemos, então, todos para Jesus Cristo. Neste Domingo, começamos por vê-Lo a orar. Seguir Jesus é, antes de mais, orar como Jesus. Aliás, o Evangelho anota que, apesar de Jesus estar a orar sozinho (cf. Lc 9, 18), os discípulos estavam com Ele (cf. Lc 9, 18). Isto significa que seguir Jesus é seguir também a Sua oração. Eis o que falta, eis o que importa, eis o que urge.

Orar como Jesus leva-nos necessariamente a orar ao Pai na força do Espírito Santo. E ajuda-nos obviamente a estar com Jesus, a intimar com Jesus, a escutar Jesus, a sentir o chamamento de Jesus.



  1. Acresce que a referência à oração de Jesus é sinal de que alguma coisa importante está para acontecer. É habitual em São Lucas apresentar Jesus em oração antes de um momento importante (cf. Lc 5,16; 6,12; 9,28-29; 10,21; 11,1; 22,32.40-46; 23,34). Depois de rezar, Jesus tem sempre alguma coisa relevante para comunicar.

Desta vez, Jesus não aparece com respostas, mas com uma pergunta. Tenhamos presente que Jesus não é apenas a resposta para as nossas perguntas; Ele é também — e bastante — a pergunta para as nossas respostas. A questão relevante que, desta vez, Jesus tem para colocar é acerca d’Ele mesmo. E, como tivemos oportunidade de escutar, as respostas sobre Jesus eram, no mínimo, insuficientes. As nossas respostas sem Jesus são sempre insuficientes. Razão tinha o teólogo Karl Rahner quando advertiu que «só Jesus é a resposta total para a pergunta total».


C. O que significa ser Messias, Cristo



  1. O que as multidões pensavam sobre Jesus estava longe da verdade sobre Jesus. Estando o Povo de Deus marcado pelo sofrimento da opressão, é natural que enquadrassem Jesus na linha dos grandes enviados de Deus para libertar o Seu povo. E, de facto, Jesus veio para libertar o Povo e não apenas da opressão política. Jesus veio para libertar — no fundo, para salvar — toda a humanidade, oprimida por toda a espécie de mal.

Como podemos reparar, quem melhor conhece Jesus é quem mais está com Jesus. A resposta certa é a de Pedro: «Tu és o Messias de Deus» (Lc 9, 20). Pedro dá a resposta certa porque anda com Jesus, porque acompanha Jesus.



  1. Dizer que Jesus é o Messias significa reconhecer n’Ele não mais um enviado, mas o enviado de Deus. Refira-se que Messias (palavra de origem hebraica) significa o mesmo que Cristo (palavra de origem grega). Ambas significam «ungido». A mesma raiz está incluída, aliás, na palavra Crisma, que significa «unção». Assim sendo, Cristo é o que tem o Crisma, Cristo é o ungido com a unção divina.

Jesus é o Cristo de Deus, o ungido por Deus. Todo Ele é divino. Compreende-se, entretanto, que Ele tenha proibido Pedro de o dizer em público naquela altura, porque os discípulos ainda não tinham percebido o autêntico alcance desta afirmação.


D. O segredo da revolução Jesus



  1. Jesus sabia que os discípulos sonhavam com um Messias predominantemente político. Jesus sabia que eles estavam à espera de alguém que substituísse o poder opressor por um poder libertador. Daí que, para cortar cerce todas as veleidades e equívocos, Jesus comece a instruí-los sobre Si mesmo. Foi certamente com grande perplexidade que os discípulos ouviram as palavras seguintes: «O Filho do Homem [Ele próprio] tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos-sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto» (Lc 9, 22) antes de ressuscitar.

Ora, tudo isto era contrário ao que eles esperavam. Os discípulos estavam à espera de um Messias que não sofresse, que não fosse rejeitado nem morto. Estavam à espera de um Messias que triunfasse e que eliminasse os adversários.



  1. Como se entretanto isto não bastasse, Jesus vai mais longe. Quem quiser segui-Lo tem de fazer como Ele: «negar-se a si mesmo e pegar na Cruz todos os dias» (Lc 9, 23). Jesus não vem com uma proposta de poder, mas com um projecto de doação da própria vida. Tal projecto é não só diferente, mas completamente oposto ao que era comum: «Quem quiser salvar a própria vida há-de perdê-la; mas quem perder a vida por Minha causa há-de salvá-la» (Lc 9, 24).

Jesus não vem para mudar estruturas, mas para mudar a vida. Jesus vem para alterar tudo: é preciso dar para receber; é preciso perder para ganhar; no limite, é preciso morrer para ressuscitar. Ou seja, é preciso deixar o que se é para ser totalmente novo. Haverá revolução maior?


E. Pela Cruz à Ressurreição



  1. Habituemo-nos a olhar para Jesus, para «aquele que trespassaram» (Zac 12, 10). São João vê em Jesus, morto na cruz e com o coração trespassado pela lança, a concretização da figura evocada por Zacarias (cf. Jo 19,37).

Nunca deixemos de seguir Jesus. E não esqueçamos que, no Seu horizonte próximo, não está um trono, mas a Cruz. É aí, na entrega da vida por amor, que Ele realiza a promessa de salvação feita por Deus.



  1. Todos somos convidados a seguir Jesus, tomando — como Ele — a Cruz. Deste modo, derrubaremos os muros do egoísmo e do orgulho, renunciando a nós mesmos e fazendo da vida um dom.

Eis o projecto para a nossa vida de cada dia: pegar na Cruz aliviando a Cruz. Não sobrecarreguemos a Cruz de ninguém; ajudemos, antes, a aliviar a Cruz de todos. Seguir Jesus é pegar na Cruz. Só depois da Cruz virá a Ressurreição. Quem com Cristo quiser ressuscitar, a Sua Cruz tem de levar. Não há aqui nada de depressivo, mas de realismo e de solidariedade. Se ajudarmos a levar a cruz uns dos outros, a cruz de todos será menos pesada. Há tanta cruz para levar. Há tantos crucificados para aliviar. Não recusemos aliviar a cruz dos nossos irmãos!

publicado por Theosfera às 05:16

Hoje, 23 de Junho (Décimo Segundo Domingo do Tempo Comum), é dia dos Mártires de Nicomédia e de S. Bento Menni.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 22 de Junho de 2019

Hoje, 22 de Junho, é dia de S. Paulino de Nola, S. João Fisher, S. Tomás Moro e S. José Cafasso. Refira-se que S. Tomás Moro não foi padre nem bispo. Foi um político, um político íntegro. Por causa da sua integridade, foi assassinado pelo rei, a 06 de Julho de 1535.

Um santo e abençoado dia para todos.

 

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 21 de Junho de 2019

Hoje, 21 de Junho, é dia de S. Luís Gonzaga e S. Raul.

Refira-se que o Papa Pio XI declarou, em 1926, S. Luís Gonzaga padroeiro da juventude.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 20 de Junho de 2019

Neste momento de louvor,

nós Te agradecemos
por esta tocante celebração
que, mais uma vez, presencializa a Tua presença no mundo,
que, mais uma vez, actualiza a Tua entrega na história
e que, mais uma vez, certifica o Teu imenso amor no coração de cada homem.

 

Mas não queremos, Senhor,
que a Eucaristia seja um momento com princípio e fim.
Queremos, sim, que a Eucaristia envolva toda a nossa vida:
do princípio até ao fim.

Queremos que a Missa gere Missão,
modelando todas as fibras do nosso interior
e lubrificando todas as vértebras da nossa alma.

Faz de nós testemunhas do Evangelho,
do Evangelho do Pão e do Paz,

do Evangelho do Pão para todos,

do Evangelho da Paz para todos,

do Evangelho do Corpo de Deus.

 

Que todos se alimentem na mesa da Palavra

e que todos possam vir à mesa da Eucaristia.

Que também hoje a Palavra se transforme em Pão

e que o Pão se transforme em Palavra,

em palavra para mudar a nossa vida.

 

Em muitos lugares,

as pessoas vão acompanhar-Te em procissão.

Mas Tu acompanha-nos sempre na grande peregrinação da nossa vida.

 

Que, ao recebermos o Teu corpo,

mostremos solidariedade e partilha,

afecto e amor.

 

Que saibamos dividir

para podermos multiplicar.

Que saibamos testemunhar lá fora

o que celebramos cá dentro.

 

Tu estás sempre connosco.

Que nós saibamos estar sempre conTigo.

Que, pelo nosso testemunho e pela nossa humildade,
todos tenham acesso ao Pão da Vida,
ao Pão do Amor,
ao Pão da Solidariedade,
ao Pão da Paz e da Esperança,
ao Pão que és Tu, Senhor,
e que, através de nós,
quer saciar o mundo inteiro!…

publicado por Theosfera às 11:25

A. O maior dos milagres



    1. Apesar de ter voltado para o Pai, Jesus Cristo continua presente no mundo. É uma presença real — da realidade de Cristo na realidade do mundo — que atinge o seu ápice na Eucaristia. Porque é sobretudo na Eucaristia que se faz o que Ele mandou fazer em Sua memória: comer o pão (cf. 1Cor 11, 23-24; Lc 22, 19) e beber do cálice (cf. 1Cor 11, 25; Mc 14, 23; Mt 26, 27).

    Sucede que este pão já não é pão; é o Corpo de Jesus Cristo. Do mesmo modo, este cálice já não é cálice; é o Sangue de Jesus Cristo. Jesus está realmente presente naquele pão e naquele cálice. Há, pois, uma mudança de substância em tal pão e em tal cálice. Nestes, como reparou São Paulo VI, «já não há o que havia anteriormente, mas outra coisa completamente diferente».



    1. Esta mudança de substância (transubstanciação) configura, «o maior dos milagres». São Cirilo de Jerusalém verbalizou com suprema precisão o que se passa: «Aquilo que parece pão não é pão, apesar do sabor que tem, mas sim o Corpo de Cristo; e o que parece vinho não é vinho, apesar de assim parecer ao gosto, mas sim o Sangue de Cristo».

    O que passamos a ter, como notou Santo Ambrósio de Milão, «já não é o que a natureza formou, mas o que a bênção consagrou». Na Eucaristia, Cristo vem até nós e nós vamos até Cristo; nós recebemos o Corpo e o Sangue de Cristo e Cristo recebe o nosso corpo e o nosso sangue. Cristo assume a carne de quem comunga a Sua.


    B. Pão que já não é pão, mas Cristo



    1. A transubstanciação é muito mais do que uma mudança de significado (transignificação) ou de finalidade (transfinalização) das espécies eucarísticas. No fundo, a transubstanciação consiste numa conversão. A substância do pão e do vinho converte-se na substância do Corpo e do Sangue de Jesus.

    Estamos perante a maior conversão que pode ocorrer. No pão e no vinho, a realidade do mundo converte-se na realidade de Cristo. É, sem dúvida e como lhe chamou São Paulo VI, uma «conversão admirável e sem paralelo».



    1. Ao mandar comer o pão e beber do cálice em Sua memória (cf. 1Cor 11, 24-25), Jesus está a admitir que a Ceia não termina naquela noite. A conversão do pão e do vinho no Corpo e no Sangue do Senhor são possíveis porque — sublinha Karl Rahner — «a Ceia não acabou». O que então se verificou nunca deixa de se verificar pois «insere-se no espaço e no tempo que são nossos».

    Tentando conceptualizar este mistério, Xavier Zubiri apercebe-se de que, na Eucaristia, somos visitados pela «actualidade do pão feita actualidade de Cristo». Pelo que «o pão eucarístico é o Corpo de Cristo; é Cristo mesmo».


    C. Meta e fonte da missão



    1. A presença real de Cristo não é um exclusivo da Eucaristia (como se as outras presenças fossem irreais), mas acontece por excelência na Eucaristia. A presença real de Cristo na Eucaristia não é a única, mas — avisa o Catecismo — «o modo de presença de Cristo na Eucaristia é único». Trata-se de uma presença substancial dado que, por ela, Se torna presente Cristo completo, Deus e homem.

    É, pois, na Eucaristia que a presença real de Cristo — ou seja, a Sua presença total, divina e humana — se exprime plenamente, «com uma intensidade sem par». Tendo em conta que, pelas palavras da consagração, a substância do pão e do vinho se converte na substância do Corpo e do Sangue do Senhor, então é a realidade de Cristo que se torna presente na realidade do mundo.



    1. Daí a centralidade deste sacramento na vida da Igreja. Como São João Paulo II teve oportunidade de recordar, a Eucaristia está no centro e no vértice da vida da Igreja: ela «contém o próprio núcleo do mistério da Igreja».

    Compreende-se, deste modo, que o objectivo do trabalho pastoral seja que todos os baptizados participem na Eucaristia. Ela é meta e, ao mesmo tempo, fonte da missão, despontando como alimento — e alento — para quantos andam envolvidos na evangelização.


    D. Viver tem de ser cristoviver



    1. A Igreja «vive da Eucaristia» porque vive de Cristo nela realmente presente. Para a Igreja, viver terá de ser sempre cristoviver. É em Cristo que se estabelece um estreitíssimo vínculo entre a Igreja e a Eucaristia. Podem, por isso, predicar-se à Eucaristia os mesmos atributos da Igreja. Também a Eucaristia é una, santa, católica e apostólica.

    Em linha com uma convicção muito antiga, dir-se-ia que «a Igreja faz a Eucaristia» e que «a Eucaristia faz a Igreja». A Igreja, ao celebrar a Eucaristia, celebra a presença real daquele que deu a vida por ela: o próprio Cristo (cf. Ef 5, 25). Dizer, por conseguinte, que «a Eucaristia faz a Igreja» é, no fundo, dizer que quem faz a Igreja é Cristo.



    1. Se Cristo faz a Igreja entregando-Se por ela (cf. Ef 5, 25), então, ao fazer memória de Cristo, a Igreja faz memória dessa entrega. Isto significa que a Eucaristia actualiza a Cruz, onde Jesus consumou a entrega do Seu Corpo e o derramamento do Seu Sangue. Na Cruz, Jesus entrega-Se ephapax, isto é, «de uma vez para sempre» (cf. Rom 6,10; Heb 7,27; 9,12;10,10). E esta entrega não está destinada a cessar, durando até ao fim dos tempos.

    É assim que o sacrifício do Calvário se torna presente na celebração eucarística, como presente se torna a Ressurreição que se seguiu a tal sacrifício. Como notou São João Paulo II, no momento em que «actualiza o único e definitivo sacrifício de Cristo na Cruz», a Eucaristia «torna presente o mistério da Sua Ressurreição».

     

    E. Para celebrar, para adorar e para viver

    1. A Eucaristia não é só para celebrar; é também para adorar, para testemunhar e para viver. Pela sua centralidade, ela há-de ter um antes, um durante e um depois. Este, a bem dizer, nem sequer é um depois; é uma renovada vivenciação do mesmo mistério. Estar no exterior não significa estar fora. Não pode voltar para fora da Eucaristia quem, alguma vez, esteve dentro da Eucaristia. Pelo que a celebração sacramental da Eucaristia tem de ser sempre acompanhada pela respectiva celebração existencial.

    Nunca deixamos de estar em Eucaristia: o que celebramos no templo é para transportar para o tempo. As escadas que nos levam da rua para o altar são as mesmas que nos trazem do altar para a rua. No pobre e no faminto, visitamos o mesmo Cristo que encontramos no pão e no vinho. É neste sentido que São João Crisóstomo recomenda para irmos do «altar da Eucaristia» ao «altar dos pobres». No «altar da Eucaristia», recebemos tudo; no «altar dos pobres», somos impelidos a dar tudo.



    1. Eis a nova Cruzada que se perfila à nossa frente. Trata-se da Cruzada para libertar os templos de Cristo que são os milhões de pessoas que morrem à fome. Esta é uma Cruzada digna desse nome, ou seja, digna da Cruz de Cristo. É nos pobres que continuamos a ouvir dentro de nós, «com os ouvidos da fé, a voz de Jesus que nos repete: “Este é o Meu Corpo”».

    Quanto mais nos alimentarmos com o Pão da Eucaristia, tanto melhor alimentaremos os pobres com o pão de cada dia. É por tal motivo que a Missa não tem fim. Termina a Missa, começa a Missão. E a Missão consiste, basicamente, na distribuição do Pão: do Pão que vem de Deus e do pão que brota da terra dos filhos Seus! No Pão da Eucaristia e no pão da nossa mesa, é o mesmo Jesus que Se nos dá, em gesto de incomparável beleza. Que o Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus encha o mundo inteiro de paz e luz!

publicado por Theosfera às 05:53

Hoje, 20 de Junho (Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo), é dia de Sta. Sancha, Sta. Mafalda e Sta Teresa (filhas de D. Sancho I), S. Francisco Pacheco e companheiros mártires e Sta. Gema.

Um santo e abençoado dia eucarístico para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 19 de Junho de 2019

Hoje, 19 de Junho, é dia de S. Romualdo, S. Gervásio e S. Protásio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 18 de Junho de 2019

Hoje, 18 de Junho, é dia de S. Gregório Barbarigo e Sta. Osana. Refira-se que S. Gregório Barbarigo foi alvo de «canonização equipolente». Ou seja, o povo já o venerava como santo e o Papa acabou por reconhecer esse culto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 17 de Junho de 2019

Hoje, 17 de Junho, é dia de S. Rainério de Pisa, S. Manuel, S. Jobel e Sto. Ismael (mártires), S. Manuel (arcebispo de Adrianópolis) e Sta. Emília de Vialar.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 16 de Junho de 2019

Maravilhoso és Tu, Senhor.

Porque és Deus,

porque és Pai,

porque és Filho,

porque és Espírito Santo,

porque és amor.

 

Maravilhoso és Tu, Senhor.

Porque és único, mas não és um.

Porque és mistério, mas não estás longe.

Porque és poderoso, mas também simples e humilde.

 

Maravilhoso és Tu, Senhor.

Porque és Trindade.

Porque és unidade.

Porque és comunhão.

Porque és vida.

Porque és luz.

Porque és paz.

 

Maravilhoso és Tu, Senhor.

Maravilhoso é o Teu ser.

Maravilhosa é a Tua doação.

Maravilhosa é a Tua presença.

 

Tu, Senhor, estás no Céu.

Tu, Senhor, estás na Terra.

Tu, Senhor, és o Céu na Terra.

Em cada ser humano, Tu armas a Tua tenda

e constróis uma morada, uma habitação.

 

Obrigado, Deus Pai.

Obrigado, Deus Filho.

Obrigado, Deus Espírito Santo.

Obrigado por tanto.

Obrigado por tudo.

 

Que a nossa atmosfera seja sempre uma teosfera.

Que em cada momento haja uma brisa a respirar a Tua bondade.

Que a nossa vida mostre a Tua vida,

a vida que vem de Ti.

 

Que nunca esqueçamos

que somos baptizados no Pai, no Filho e no Espírito Santo.

 

Que tudo em nós seja ressonância

desta presença divina pelas estradas do tempo.

 

Obrigado, Santíssima Trindade,

por estares em cada um de nós.

 

Obrigado porque Um de Vós

Se quis tornar um de nós,

de cada um de nós.

 

Obrigado por estares sempre connosco,

na vida e na Palavra feita carne,

na vida do Teu Filho,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:23

A. Uma comunidade sem superiores nem inferiores


1.Hoje é o dia da Festa do nosso bom Deus, que é único, mas não é um. Deus não é solitário, mas profundamente comunitário. A Santíssima Trindade é a mais bela comunidade, o modelo para todas as comunidades. Estaremos dispostos a aprender com o nosso bom Deus? 

2. Na família trinitária, não há superiores nem inferiores. O Pai, o Filho e o Espirito Santo são igualmente divinos. Diferentes nas Suas pessoas, são iguais na Sua natureza. E, inversamente de nós, as pessoas divinas vivem — desde sempre e para sempre — unidas. Não é isto maravilhoso? Não é isto tão comovente? Mas, como se isto não bastasse, Deus agregou o homem à Sua família. Baptizados «em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28, 19), os seres humanos passam a fazer parte da família divina.

Dir-se-ia, então, que o amor que une o Pai, o Filho e o Espírito Santo é tão forte que não cabe em Si. Como que «explode» no mundo. O primeiro «big bang» — e motivo último do «big bang» — é a «explosão» do amor de Deus na criação.


  1. B. Jesus é a mostração da Trindade



  1. Deus, além de estar da eternidade, está no tempo. Além de estar no Céu, está na Terra e em cada pessoa que há na Terra. É neste sentido que — absolutamente abismado — já no século X, El Hallaj garantia: «Vi o meu Senhor com o olhar do coração e disse-Lhe: "Quem és Tu?" Ele respondeu-me: "Tu!"»

Segundo o referido autor, «o "onde" já não tem lugar». De facto, o «onde» não existe quando se trata de Deus. O «onde» em que Deus Se encontra é também o nosso coração. Sim, o seu e o meu coração também são divina habitação! Não é tão assombroso?



  1. Quem nos mostrou isto foi Jesus Cristo, no Qual encarnou a pessoa do Filho de Deus. Foi Ele quem nos deu a conhecer Deus (cf. Jo 1, 18). Daí a distinção — estabelecida por Karl Barth — entre o Cristianismo e as outras religiões. Enquanto estas «atestam o movimento do homem para Deus, o Cristianismo constitui o movimento de Deus para o homem».

Tal movimento atinge o seu ápice no próprio Jesus Cristo. N’Ele é Deus que vem ao encontro do homem. Se ver Deus sempre foi uma aspiração humana, mostrar Deus é uma competência exclusivamente divina. Quando um discípulo pede que Lhe mostre Deus, Jesus afirma que Ele mesmo é a mostração de Deus: «Quem Me vê, vê o Pai» (Jo 14, 9).




C. Cristo aproxima Deus do homem e aproxima o homem de Deus



  1. É, pois, de Deus que vem a revelação definitiva de Deus (cf. Heb 1, 2). Jesus não veio de perto de Deus, mas de dentro de Deus. O Quarto Evangelho tem o cuidado de anotar que Jesus vem do seio do Pai: «O Filho unigénito, que está no seio do Pai («κολπον του πατρος»), é que O deu a conhecer» (Jo 1, 18). O original «κόλπος» significa peito ou seio, remetendo portanto para a intimidade.

É curioso que — mais tarde (em 675) — o XI Concílio de Toledo proclama que o Filho foi gerado «do útero do Pai» (ex utero Patris). Com uma linguagem marcadamente feminina — o útero é um órgão da mulher —, a Igreja reconhece que o Filho de Deus vem do mais íntimo de Deus. É das entranhas mais fundas de Deus que provém o Seu Filho. Não deixa, aliás, de ser sintomático conferir que o hebraico rahamim, que se traduz por «entranhas» (cf. (cf. Sal 25, 6; 40, 12; 51, 3; Os 2, 21) deriva de rehen, que significa precisamente «útero».



  1. Por tudo isto, não espanta que Jesus dispense a Deus um tratamento intimista, apresentando-O sempre como «Pai» e até como «Paizinho» ou «Papá». É o que se depreende do recurso ao aramaico Abbá (cf. Mc 14, 36). De facto, à excepção do grito de abandono (cf. Mc 15, 34; Mt 27, 46) — e, mesmo aqui, para citar um texto do Antigo Testamento (cf. Sal 22, 2) —, Jesus, quando fala de Deus, fala do Pai.

São mais de 200 as vezes que Jesus Se refere a Deus como Pai. Só no Evangelho de João, Ele usa a palavra «Pai» 156 vezes. Já aos 12 anos, deixa bem claro que a Sua prioridade é estar com o Pai: «Não sabíeis que devia estar em casa de Meu Pai?» (Lc 2, 49). Entrevê-se, deste modo, o que iria estruturar a superveniente missão de Jesus: estar com o Pai e falar do Pai.


D. Uma permanente lição de unidade



  1. Ele afirma que é um com o Pai: «Eu e o Pai somos um só» assegurando que quem O vê, vê o Pai (cf. Jo 14, 9). Jesus assume que foi enviado pelo Pai (Jo 20, 21) e que é para o Pai que volta (cf. Jo 16, 28). A Sua maior realização é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34), pelo que é ao Pai que entrega o Seu Espírito (cf. Lc 23, 46).

Frequentemente, Jesus começa o dia de madrugada, «ainda muito escuro», num lugar solitário, em oração (cf. Mc 1, 35). Antes de escolher os Doze, foi com o Pai — em oração — que passou a noite inteira (cf. Lc 6, 12). É no encontro com o Pai que Jesus é encontrado pelas pessoas (cf. Mc 1, 37). Como Ele, também nós devemos tratar a Deus por Pai: «Quando orardes, dizei Pai» (Mt 6, 9). É esta paternidade que alicerça a nossa fraternidade. Porque um só é o nosso Pai (cf. Mt 23, 9), nós somos todos irmãos (cf. Mt 23, 8).



  1. Tal como Jesus revela Deus como Pai, também Deus revela Jesus como Filho. A voz que se faz ouvir no Seu Baptismo e na Sua Transfiguração é peremptória: «Este é o Meu Filho muito amado» (Mt 3, 17; Mc 9, 7; Mt 17, 5; cf. Mc 1, 11; Lc 3, 22).

Acresce que Jesus é igualmente o revelador do Espírito Santo. Como sucede com o Filho, também o Espírito Santo vem do Pai (cf. Jo 15, 26). E se o Pai Se faz ouvir no Baptismo de Jesus (cf. Mt 3, 17), já o Espírito Santo deixa-Se ver: em forma de pomba (cf. Mc 1, 10; Mt 3, 16; Lc 3, 22). Jesus aparece cheio do Espírito Santo (cf. Lc 4, 1) e deixa-Se conduzir por Ele (cf. Mt 4, 1). No fundo, o Espírito que vem do Pai é também «Espírito do Filho» (Gál 4, 6), «Espírito de Jesus Cristo» (Fil 1, 19).


E. Nem solidão nem divisão; Deus é comunhão



  1. Não espanta, assim, que ao Filho e ao Espírito Santo fosse reconhecido o mesmo estatuto ontológico do Pai. João afirma que «os três são um só» (1Jo5, 7). O Filho rapidamente viu ser testemunhada a Sua «condição divina» (Fil 2, 6), sendo desde logo proclamado como «Senhor e Deus» (Jo 20, 28). O mesmo se passou com o Espírito Santo. Para os primeiros cristãos, mentir ao Espírito Santo é mentir a Deus (cf. Act 5, 3-4).

Os cristãos sempre professaram a fé «num só Deus» (1Tim 2, 5; Ef 4, 6). Mas, ao mesmo tempo, nunca deixaram de perceber que o único Deus não é um. Se Deus fosse um, seria apenas a solidão; se Deus fosse dois, seria unicamente a distinção e, talvez, a divisão. Mas Deus é três: o três vence a solidão, supera a distinção e evita a divisão. O três sinaliza a união, a realização suprema da comunhão.



  1. Em Deus encontram-se, portanto, conjugadas a máxima unidade e a maior diversidade. Como filhos Seus, aprendamos com Deus. Nem a pessoa se deve sobrepor à comunidade nem a comunidade deve anular a pessoa. O mero colectivismo é tão perigoso como um radical individualismo.

Olhemos para a Santíssima Trindade como o modelo supremo de comunidade. E deste modo avançaremos em humanidade e cresceremos em felicidade. Não é isto o que procuramos tanto? Glória, pois, ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!

publicado por Theosfera às 05:13

Hoje, 16 de Junho (Solenidade da Santíssima Trindade e início da XI Semana do Tempo Comum), é dia de S. Ciro, Sta. Judite e Sta. Lutgarda.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 15 de Junho de 2019

Hoje, 15 de Junho, é dia de S. Vito, S. Modesto, Sta. Crescência e Sta. Germana Cousin.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 14 de Junho de 2019

Hoje, 14 de Junho, é dia de Sto. Eliseu, Sta. Anastásia, S. Félix, Sta. Digna e Sta. Maria Micaela do Santíssimo Sacramento.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 13 de Junho de 2019

Hoje, 13 de Junho, é dia de Sto. António e S. Fândila. Refira-se que Sto. António, que nasceu Fernando, é conhecido como sendo de Lisboa (onde viu a luz do dia) e de Pádua (onde viveu os últimos anos da sua vida).

Começou por ser Cónego Regrante de Sto. Agostinho vindo a aderir à Ordem Franciscana. Notabilizou-se como pregador e taumaturgo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 12 de Junho de 2019

Hoje, 12 de Junho, é dia de Nossa Senhora do Sameiro, S. João de Sahagún, Sto. Onofre, Sta. Jobenta, Sta. Mercedes de Jesus Molina e S. Lourenço Salvi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 11 de Junho de 2019
Hoje, 11 de Junho, é dia de S. Barnabé, Sta. Paula Frassinetti, Sta. Maria Rosa Molas e Vallvé e Sta. Maria do Divino Coração.

 

Refira-se que S. Barnabé é chamado Apóstolo por S. Paulo porque com ele participou na primeira viagem missionária.

 

Foi, aliás, Barnabé que apresentou Paulo aos cristãos de Antioquia. No entanto, desentenderam-se.

 

Na segunda viagem, Barnabé queria levar o seu sobrinho Marcos, que os acompanhara na primeira viagem, mas que desistira.

 

Paulo foi intransigente. Barnabé era mais clemente (a apreciação é de S. Jerónimo).

 

Por isso é que a Bíblia faz uma apreciação do carácter de S. Barnabé que diz tudo: «Homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé» (Act 11, 24).

 

Um santo e abençoado dia para todos!
publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 10 de Junho de 2019

Hoje, 10 de Junho (Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades), é dia da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, Sta. Olívia e S. João Dominici.

Reinício do Tempo Comum, na Décima Semana. Este ano não se celebra a memória do Anjo da Guarda de Portugal. Retoma-se a recitação do «Angelus».

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 09 de Junho de 2019

Espírito Santo de Deus,

Espírito do Pai e do Filho,

Espírito da Igreja,

Espírito do mundo,

nós Te louvamos e agradecemos

por tantos dons.

 

Obrigado pelo dom da sabedoria.

Obrigado pelo dom do entendimento.

Obrigado pelo dom da ciência.

 

Obrigado pelo dom do conselho.

Obrigado pelo dom da fortaleza

Obrigado pelo dom da piedade.

Obrigado pelo dom do temor de Deus.

 

Obrigado pela beleza de cada dia.

Obrigado pela bondade de tantos corações.

Obrigado pela verdade de tantas palavras.

 

Obrigado também pelos silêncios.

Obrigado ainda pela esperança.

Obrigado pela oração.

 

Obrigado por cada manhã.

Obrigado por cada encontro.

Obrigado por cada pessoa.

 

Tu que habitaste o seio de Maria,

habita o nosso coração,

transforma-nos por dentro

e muda-nos a partir do fundo.

 

Faz deste mundo um mundo novo.

Vem recriar a nossa humanidade.

Que este mundo seja um povo de amigos,

um povo de irmãos.

 

Que estejamos cada vez mais fortalecidos para a missão.

Que nunca nos esqueçamos de dar testemunho.

 

Dá-nos sempre o Teu Espírito,

a respiração da nossa vida,

o vento da nossa jornada.

 

Que sejamos outros,

que aspiremos e aspiremos paz,

em Teu nome,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:35

A. A Igreja nasce com Jesus e começa com o Espírito Santo

 

  1. Grande — e cheia de alegria — é a festa deste dia. Celebramos hoje o nosso aniversário, o «aniversário» da Igreja: não propriamente o «aniversário» do seu nascimento, mas, por assim dizer, o «aniversário» do seu começo. Teologicamente, a Igreja nasce com Jesus. Mas o início da sua missão ocorre precisamente no dia de Pentecostes, com a vinda do Espírito Santo. Em síntese, a Igreja nasce com Jesus e começa com o Espírito Santo.

Refira-se que o Pentecostes já era um importante dia de festa para os judeus. Celebrada cinquenta dias após a Páscoa, era uma festa agrícola, em que se agradecia a Deus a colheita da cevada e do trigo. Mais tarde, tornou-se também a festa da aliança, assinalando o dom da Lei no Sinai e a constituição do primeiro Povo de Deus. A partir de agora, o Pentecostes marca o começo da Igreja, novo Povo de Deus.

 

  1. Como sabemos, a fundação da Igreja não é instantânea, é progressiva; não é formal, é processual. Ou seja, não resulta de um acto formal, mas de um longo processo que remonta ao princípio do mundo. Aliás, na antiguidade, escritores como Hermas notavam que «o mundo foi criado em ordem à Igreja».

Sendo obra divina, podemos dizer que a Igreja é preparada pelo Pai, nasce com o Filho e começa com o Espírito Santo. Não se trata de decalcar a tese das três idades do célebre Joaquim de Fiore. Segundo ele, a Antiga Aliança seria a idade do Pai, a Igreja institucional corresponderia à idade do Filho e a chegada de uma hipotética Igreja sem estruturas inauguraria a idade do Espírito Santo.

 

B. A Igreja não é Deus, mas é a presença de Deus

 

 

  1. A Igreja, porém, nunca aceitou esta doutrina. É que onde está o Espírito, estão também o Filho e o Pai. É pelo vínculo do Espírito Santo que chegamos ao Pai através do Filho, Jesus Cristo. A esta luz, a Igreja não resulta dos esforços das três pessoas em separado, mas da unidade entre elas.

Foi isso, de resto, o que verteu Cipriano de Cartago numa afirmação retomada pelo Concílio Vaticano II: «A Igreja toda aparece como “um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo”». Em suma e como subtilmente assinalou Orígenes, «a Igreja está cheia de Trindade». Por conseguinte, a Igreja não é Deus, mas é a presença de Deus no mundo.

 

  1. O nascimento da Igreja ocorre com Jesus: com a Sua vida, morte e ressurreição e também com o chamamento — e o envio — dos discípulos. E o começo da sua actividade dá-se com a vinda do Espírito Santo, no Pentecostes. Só nesse dia — através da pregação de Pedro — converteram-se a Cristo três mil pessoas (cf. Act 2, 41).

O nascimento da Igreja é significado pelo sangue e pela água que saíram do lado aberto de Jesus crucificado. Retomando uma máxima dos primeiros tempos, o Concílio recorda que «foi do lado de Cristo adormecido na Cruz que nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja». Mas é no Pentecostes que «a Igreja se manifesta publicamente […], começando a difusão do Evangelho com a pregação».

 

C. Templo e tempo do Espírito Santo

 

 

  1. A Igreja é, por conseguinte, o templo e o tempo do Espírito Santo. Como bem disse Santo Ireneu de Lyon, o «Filho e o Espírito são como que “as duas mãos” pelas quais o Pai nos toca». Pelo Filho somos tocados de uma maneira visível, pelo Espírito Santo somos tocados de uma maneira invisível, o que não quer dizer que seja menos real.

Fica, assim, claro que a Igreja não é propriedade nossa. Já Santo Inácio de Antioquia notava que Jesus Cristo é o «bispo invisível» que a conduz. As figurações da Igreja, enunciadas pelo último Concílio, remetem sempre para a prioridade de Deus. Ela é vista como o redil e o rebanho cujo pastor é Cristo (cf. Jo 10, 1-10); ela é a agricultura ou o campo de Deus (cf. 1Cor 3, 9); ela é a construção de Deus (cf. 1Cor 3, 9), a Jerusalém do alto e a nossa mãe (cf. Gál 4, 26; Ap 12, 17).

 

  1. A Igreja não é uma mera «continuadora» de Cristo; é a nova presença de Cristo. É costume falarmos de «sucessores dos apóstolos», mas não de «sucessores de Cristo». Só há sucessão de quem já não está presente. Os apóstolos têm sucessores porque já não estão presentes. Mas Jesus continua presente, precisamente através da Sua Igreja. Esta, a Igreja, é a nova presença de Cristo, o novo corpo de Cristo, não uma sucessora de Cristo.

Daí que Santo Agostinho fale do «Cristo total» («Christus totus»), que tem Jesus como cabeça e cada um de nós como membro do Seu corpo. O corpo é único. Os seus membros são muitos: todos nós, os baptizados.

 

 D. Na Igreja são re+unidos os que Cristo une

 

7. Somos muitos, mas estamos unidos: não em função das nossas afinidades, mas em razão da presença do mesmo Cristo que nos une.

Isto significa que, quando não estamos unidos, é porque não estamos a ser verdadeiramente fiéis a Cristo nem ao Espírito Santo, que nos conduzem para a unidade. Se Cristo nos une, o Espírito Santo não pára de nos re+unir, justamente à volta de Cristo.

 

  1. Não é por acaso que Santo Hilário de Poitiers apresenta o Espírito Santo como o «laço» que une o Pai e o Filho. É o mesmo Espírito Santo que, unindo-nos ao Pai e ao Filho, nos une uns aos outros. É, pois, o Espírito Santo que nos «enlaça», que nos «entrelaça». No Espírito Santo, nunca estamos «deslaçados». No Espírito Santo, estamos todos «entrelaçados» uns nos outros.

Apesar de os trabalhos da missão serem muitos — e muito diferentes —, «é o mesmo Deus que realiza tudo em todos» (1Cor 12, 6), com vista «ao bem comum» (1Cor 12, 7). Note-se que a missão começa sempre na oração porque é nela que se acolhe o sopro do Espírito. Basta olhar para o grande empreendimento missionário de São Paulo, que foi desencadeado por uma forte experiência de oração (cf. Act 13, 1-3).

 

E.O Espírito está sempre a soprar

 

  1. Também no dia de Pentecostes, os apóstolos estavam seguramente em oração (cf. Act 2, 1). O Espírito veio para os animar e fortalecer. Não é em vão que Espírito é entendido, frequentemente, como sinónimo de ânimo, de força. O Espírito desce «por um rumor semelhante a forte rajada de vento» (Act 2, 2). O Espírito é, muitas vezes, apresentado como como vento: às vezes, em forma de brisa, desta vez em forma de rajada.

Hoje, precisamos de novas rajadas de Espírito. E deixemos que o mesmo Espírito deposite em nós «línguas de fogo» (Act 2, 3), pelas quais possamos aquecer — e iluminar — as vidas de toda a gente.

Precisamos, hoje também, de cristãos «cheios do Espírito Santo» (Act 2, 4) que não se cansem de anunciar «as maravilhas de Deus» (Act 2, 11). Precisamos, hoje também, de cristãos de escuta, de espera e de esperança, que ofereçam ao mundo as incontáveis surpresas de Deus.

 

  1. Pelo Espírito Santo, até o impossível se torna possível. Mais do que competência própria, do que precisamos é de fidelidade ao Espírito de Deus. É que, como percebeu Atenágoras, «sem o Espírito Santo, Deus fica longe,
    Cristo permanece no passado, o Evangelho é letra morta, a Igreja é uma simples organização, a autoridade é um simples poder». Pelo contrário, «no Espírito Santo, Cristo torna-Se presente, o Evangelho faz-se poder e vida,
    a Igreja realiza a comunhão trinitária e a autoridade transforma-se em serviço que liberta».

Para que seja o Espírito a agir em nós, deixemo-nos habitar pelos Seus dons: pelo dom da fortaleza, pelo dom da sabedoria, pelo dom da ciência, pelo dom do conselho, pelo dom do entendimento, pelo dom da piedade e pelo dom do (santo) temor de Deus. O espiritual não é o que se opõe ao real. O espiritual é o que anima e transforma o real. No Espírito Santo, nunca envelhecemos, mesmo que os anos passem. O Espírito Santo é este vento que abana e nunca abala. Escutemos a voz do Espírito. Porque o Espírito está sempre a soprar. O Espírito está sempre a surpreender-nos!

publicado por Theosfera às 05:17

Hoje, 09 de Junho (Solenidade do Pentecostes e Último dia do Tempo Pascal), é dia de Sto. Efrém, S. José de Anchieta e Sta. Ana Maria Taígi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 08 de Junho de 2019

Hoje, 08 de Junho, é dia de Sta. Maria do Divino Coração, Sta. Quitéria, Sta. Marinha, S. Carlos Spínola, S. Tiago Berthieu, Sto. Ambrósio Fernandes, S. Leão Mangin e seus companheiros mártires e S. Rudolfo Acquaviva e seus companheiros mártires.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 06 de Junho de 2019

Hoje, 06 de Junho, é dia de S. Norberto, S. Marcelino Champagnat e S. Filipe, diácono.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 05 de Junho de 2019

Hoje, 05 de Junho, é dia de S. Bonifácio e S. Doroteu, o Moço.

Refira-se que S. Bonifácio era inglês e foi o grande cristianizador da Alemanha.

Fez suas as (fortes) palavras de S. Gregório, apelando aos pastores para não serem «cães mudos nem sentinelas silenciosas».

O silêncio da escuta tem de desaguar na palavra corajosa e habitada pela esperança.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 04 de Junho de 2019

Hoje, 04 de Junho, é dia de S. Tiago de Viterbo, S. Pedro de Verona, Sta Clotilde e S. Francisco Caracciolo.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 03 de Junho de 2019

Hoje, 03 de Junho, é dia de Sto. Ovídio, S. Carlos Lwanga e seus companheiros mártires, Sto. Isaac de Córdova, S. Juan Diego e S. João Grande.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 02 de Junho de 2019

Era para ser uma despedida,

mas tornou-se a continuação de um encontro.

 

A Tua Ascensão, Senhor,

não é um adeus,

é uma presença eterna,

um encontro constante.

 

Tu não deixaste o Pai quando vieste nós.

Não nos deixas a nós quando voltas para o Pai.

 

Tu és sempre a presença de Deus junto dos homens

e a presença dos homens junto de Deus.

 

Tu não queres que fiquemos a olhar para o Céu.

O que Tu queres, Senhor, é que,

na Terra,

comecemos a construir o Céu.

 

«O Céu existe mesmo»!

O Céu existe já na Terra

quando fazemos o bem,

quando dizemos a verdade,

quando trabalhamos pela justiça,

quando espalhamos a paz.

 

«O Céu existe mesmo»!

O Céu és Tu, Senhor,

O Céu é a Tua e nossa Mãe.

E o Céu podemos ser nós,

se nos respeitarmos como pessoas

e se nos unirmos e amarmos como irmãos.

 

«O Céu existe mesmo»!

E tudo pode ser diferente

e tudo pode ser melhor.

Se agirmos em Teu nome,

um novo começo será sempre possível.

 

«O Céu existe mesmo»!

As trevas não hão-de vencer.

O mal não há-de triunfar.

O egoísmo não há-de persistir.

 

«O Céu existe mesmo!»

As crianças hão-de cantar.

Os velhinhos hão-de sorrir.

E as mãos serão dadas.

 

«O Céu existe mesmo!»

Nós temos a certeza

e não deixaremos de ter a esperança.

As nuvens podem cair.

Mas o sol há-de sempre brilhar.

O sol que é fonte de luz.

O sol que ilumina sempre.

O sol que és Tu,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:50

A. Não uma despedida, mas uma presença nova

    1. Quem gosta de despedidas? Quem gosta de se despedir daqueles que ama, daqueles que admira? Quem não se comove com as despedidas? Aparentemente, assinalamos hoje a despedida de Jesus. Mas só aparentemente. A bem dizer, Jesus não Se despede. A Ascensão não assinala uma despedida, mas inaugura uma presença nova. Jesus não tinha deixado o Pai quando veio até ao mundo; agora, não deixa o mundo quando volta até ao Pai. Jesus trouxe-nos o Pai, Jesus leva-nos — e eleva-nos — para o Pai.
  1. É também a nossa humanidade redimida e transfigurada que vai com Ele. Nós (já) estamos com Ele na eternidade; Ele (ainda) está connosco no tempo. Enfim, o Céu continua na Terra e a Terra como que já está no Céu. No tempo que vivemos na Terra, já somos verdadeiramente «cidadãos do Céu» (Fil 3, 20) e habitantes da «Casa do Senhor» (Sal 122, 1).

     

    1. A Ascensão de Jesus é o alicerce da ascensão da humanidade. O destino de Jesus será o destino da humanidade quando os caminhos da humanidade forem os caminhos de Jesus. Jesus desceu até à humanidade para que a humanidade possa subir com Jesus. Verdadeiramente e como terá notado São Francisco Xavier, «para Deus, sobe-se descendo». A Ascensão ilumina — e aprofunda — o significado da Ressurreição. Aquele que sobe às alturas do Céu é o mesmo que desceu às profundidades da Terra.

    Eis a lição desta solenidade e, mais vastamente, de toda a vida de Jesus. Só se sobe quando se desce. Só se ganha quando se perde. Só se recebe quando se dá. A máxima exaltação vem após a suprema humilhação. Deus exalta maximamente aquele que Se humilhou completamente (cf. Fil 2, 6-11).

  2.  
  3. B. Nós (já) com Ele na eternidade; Ele (ainda) connosco no tempo

  4.  
  5. 3. Em Jesus Cristo, Deus vem até nós de uma forma totalmente humanizada. Em Jesus Cristo, nós vamos até Deus de uma forma totalmente divinizada. Não se trata de uma conquista nossa, mas de um dom de Deus. Não se trata não de endeusamento, mas de divinização («theosis»). Entramos no Céu pela porta de Cristo, pela porta que é Cristo (cf. Jo 10, 7). Como diziam os antigos, «Cristo sobe, levando conSigo os homens cativos da morte. Ele, o primeiro, Deus incarnado, entra no Céu». E, ao entrar, faz-nos entrar com Ele.

  6.  

    É por isso que a Ascensão, enquanto celebração do triunfo de Cristo, é também celebração do triunfo da humanidade unida a Cristo. Ele, que fez Seu o nosso sofrimento, permite que façamos nossa a Sua glória.

     

    1. Mas Jesus continua presente no mundo, acompanhando os Seus discípulos em missão. São Mateus refere a Sua promessa de que Ele estará sempre connosco, até ao fim dos tempos (cf. Mt 28, 20).

    É, aliás, sobre a missão dos discípulos que incide o encontro de Jesus narrado pelo Livro dos Actos dos Apóstolos. Nele, Jesus pede aos discípulos que não se afastem até que venha o Prometido do Pai (cf. Act 1, 4). O Prometido do Pai é o Espírito Santo (cf. Act 1, 5). É o Espírito Santo que vai dar aos discípulos uma força suave — e uma suavidade forte — para que sejam testemunhas de Cristo «até aos confins da Terra» (Act 1, 8).

  7.  
  8. C. Este é o momento de caminhar na Terra, não de «olhar para o Céu»

  9.  

    5. Que resta, então, do rasto de Jesus? O que resta do rasto de Jesus é precisamente a Igreja, da qual todos fazemos parte. É na Igreja que Jesus dilata o Seu Corpo. É na Igreja que Jesus estende a Sua presença. É à Igreja que Jesus confia o Seu Evangelho: não apenas o Evangelho escrito, mas sobretudo o Evangelho inscrito; não apenas o Evangelho que encontramos no livro, mas acima de tudo o Evangelho que reencontramos na vida.

     

    1. A Igreja não é, por conseguinte, uma mera continuação da «causa de Jesus». A Igreja é uma nova presença do próprio Jesus. Eis, portanto, a boa — e bela — notícia que transportamos connosco: a presença de Jesus no mundo, a presença de Jesus em cada pessoa que há no mundo.

    Não é por acaso que a Igreja assinala, neste Domingo da Ascensão, o Dia Mundial das Comunicações Sociais. A Igreja está no mundo para testemunhar a nova presença de Cristo. Não estamos no mundo para dizer que «Cristo viveu», mas anunciar que «Cristo vive».

  10.  
  11. D. A Igreja existe para comunicar Jesus Cristo

    7. Já que estamos conectados em rede, religuemo-nos cada vez mais pela comunhão. É Jesus quem faz a comunhão entre nós. Enchamos, cada vez mais, com Jesus as «redes sociais».

     

    1. Já basta de notícias más. Difundamos tanto bem que se faz. Mostremos que Jesus Cristo é o grande — o maior produtor — da civilização do amor. Levemos Cristo à comunicação social e a mudança começará a ser real.

    Não nos ponhamos fora destes meios. Também neles há muita gente a precisar de uma mensagem diferente. E nenhuma mensagem é melhor que dizer isto: sigam sempre os passos de Jesus Cristo!

  12.  
  13. E. Sem a comunicação social, a evangelização não é total

    9. Sejamos ousados e procuremos chegar a todos os lados. Façamos ouvir a nossa voz sobretudo junto dos que estão sós. Jesus Cristo a todos quer chegar. E se a comunicação nos permite tal acesso, não enquistemos em opções de retrocesso. Todos os meios devem ser usados, particularmente até àqueles que estão mais abandonados.

     

    1. O que celebramos na Ascensão é um poderoso estímulo para a missão. Procuremos converter as dificuldades em oportunidades. Não nos limitemos a pôr de lado os meios em que não nos sentimos tão à vontade.

    Procuremos fazer tudo para que os meios de comunicação possam ser também meios de evangelização. Afinal, há tanto Evangelho para espalhar na vida. E há tanto Deus para semear no coração das pessoas!

    Foi após estas palavras que Jesus Se elevou (cf. Act 1, 9). Os discípulos deixaram de ver aquele que tinham visto. A partir de agora, podemos ver — e fazer ver — Jesus através do testemunho, através da missão. Este ainda não é o momento de «olhar para o Céu» (cf. Act 1, 11). Este é o momento de «pisar a Terra». Este é o momento de trilhar todos os «caminhos da Terra». Este, em suma, é o tempo da Igreja, a nova corporeidade de Jesus (cf 1Cor 12).7A comunicação social, desde os meios mais clássicos até aos mais novíssimos recursos, torna-nos membros uns dos outros (cf. Ef. 4, 25), como nos recorda o Papa Francisco. É como membros uns dos outros que somos chamamos a anunciar Jesus Cristo. É certo que não podemos exigir que a comunicação social faça tudo. Mas pode ajudar ou melhor, nós podemos ajudar mais através da comunicação social. A evangelização digital também faz parte da missão total.
publicado por Theosfera às 05:29

Hoje, 02 de Junho (Solenidade da Ascensão do Senhor e Dia Mundial das Comunicações Sociais), é dia de Sta. Blandina, S. Potino, Sto. Erasmo, S. Pedro, S. Marcelino e S. Félix de Nicósia.

Refira-se que Sta. Blandina é considerada padroeira da mocidade feminina.

E Sto. Erasmo é invocado contra as tempestades, contra as cólicas, contra as doenças intestinais das crianças e contra as dores de parto.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 01 de Junho de 2019

Hoje, 01 de Junho (início do mês do Sagrado Coração de Jesus), é dia de S. Justino e Sto. Aníbal Maria di Francia.

Um santo e abençoado dia  pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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