O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 17 de Fevereiro de 2019

Só uma palavra.

Só uma palavra para Ti, Senhor.

Só uma palavra para Te agradecer,

para Te louvar.

 

Hoje, Senhor, apareces com uma mensagem de alento,

com uma proposta com sabor a novidade.

 

Tu queres, Senhor, que olhemos para a frente,

que não fiquemos dominados pelo passado.

 

Obrigado, Senhor, por fazeres algo de novo,

por fazeres tudo de novo.

 

Essa novidade já começa a aparecer,

essa novidade és Tu:

a Tua palavra e a Tua presença.

 

Tu, Senhor, és o caminho aberto no deserto,

o rio lançado na terra árida.

 

Tu és aquele que junta multidões,

que faz andar os paralisados.

 

Tu és aquele que perdoa,

que transforma e revigora.

 

Como há dois mil anos,

também hoje nunca vimos nada assim,

nunca vimos nada igual.

 

Tu, Senhor, és incomparável,

Tu, Senhor, és único.

 

Por isso, nós Te dizemos «sim»,

sim com os lábios,

sim com a vida.

 

Recebe o sim do nosso amor,

do amor que vem de Ti,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:28

A. Deus oferece e avisa



    1. Porque viver é optar, Deus quer que saibamos com o que podemos contar. O Senhor oferece-nos um caminho de felicidade, mas avisa-nos também do que nos leva à infelicidade. Ele deseja que cada um de nós seja feliz. Mas o homem só é feliz fazendo o que Deus diz.

    Não é por acaso que o primeiro salmo da Bíblia aponta dois caminhos: o caminho da felicidade e o caminho da infelicidade. Feliz é «quem não segue o conselho dos ímpios, não se detém nos passos dos pecadores, nem convive com os maldizentes» (Sal 1,1). Feliz é «quem se compraz na lei do Senhor e nela medita dia e noite» (Sal 1, 2). É isso que estamos a fazer: a meditar no que o Senhor diz. Façamo-lo assiduamente, no coração e com a mente. Este mundo de agitação precisa de um surto de meditação.



    1. Meditemos, então, no que Jesus diz — olhos nos olhos — aos Seus discípulos (cf. Lc 6, 20). Ele proclama felizes os pobres (cf. Lc 6, 20) e, por isso, avisa os ricos: «Ai de vós, os ricos porque já recebeis a vossa consolação» (Lc 6, 24). Efectivamente, Jesus vê tudo ao contrário. Ele declara felizes os que têm fome (cf. Lc 6, 21) e adverte os que estão fartos. «Ai de vós, os que estais fartos, porque haveis de ter fome» (Lc 6, 24).

    Jesus aponta como felizes os que agora choram — porque hão-de rir — (cf. Lc 6, 21) e exorta os que agora riem: porque hão-de chorar (cf. Lc 6, 25). Jesus apresenta como felizes os que agora são odiados, incompreendidos e perseguidos (cf. Lc 6, 22) e alerta os que costumam ser aplaudidos: «Ai de vós quando todos os homens disserem bem de vós» (Lc 6, 26).


    B. Tão perto está a felicidade



    1. Mas não é bom ouvir falar bem de nós? Oh se não é! É bom, agradável e, muitas vezes, justo. O problema é que, com frequência, fala-se bem do que é mau e fala-se mal do que é bom. Acresce que — como diz a experiência — as pessoas tendem a aplaudir quem mais agrada, não quem melhor serve. Sucede que nós somos chamados a servir, não a agradar.

    É sabido que o serviço da verdade inquieta, incomoda. E nós gostamos de ser aquietados e acomodados. Foi por isso que Jesus passou pela calúnia e por toda a sorte de perseguição. E uma vez que o discípulo não é superior ao Mestre (cf. Lc 6, 40), então de uma coisa ficamos precavidos: se não tivermos problemas com os homens, é porque teremos algum problema com o Evangelho. Se ninguém nos incomodar, é porque o Evangelho não estaremos a testemunhar. Onde há seguimento de Jesus, há inevitavelmente a Cruz. Cabe-nos, pois, decidir. Queremos ser aplaudidos pelos homens ou aprovados por Deus?



    1. Não devemos ser desconfiados, mas quanto a confiar plenamente, confiemos só em Deus (cf. Jer 17, 5). É n’Ele que — assim repetíamos no Salmo Responsorial — devemos pôr toda a nossa esperança. Quem em Deus confia, tem a felicidade por sua companhia.

    Afinal, a felicidade está tão perto e nós andamos à procura dela pelos caminhos mais incertos. Estamos num tempo em que vivemos — talvez como nunca — preocupados com a felicidade, com a nossa felicidade. Nunca falamos tanto de felicidade, mas, paradoxalmente, nunca teremos ouvido tantas confissões de infelicidade. A felicidade é um roteiro em que todos transitam, mas também é uma meta que poucos atingem. Todos nos declaramos peregrinos da felicidade, mas quem ousa apresentar-se como saciado de felicidade?


    C. Os geradores da felicidade



    1. A felicidade pertence ao que mais nos seduz e, ao mesmo tempo, ao que mais nos tortura. Esperamos tanto dela que achamos que é sempre pouco o que nos vem dela. Mais do que uma aspiração, a felicidade tornou-se quase uma obsessão. Tanto a cultuamos e tão pouco dela desfrutamos. Tanto a queremos obter que até nos esquecemos de percorrer o caminho para a alcançar.

    Temos dificuldade em perceber que a felicidade está mais na doação do que na satisfação. Jesus foi assertivo — e definitivo — ao decretar que «a felicidade está mais em dar do que em receber» (Act 20, 35).



    1. É importante ter presente que a felicidade só se tem quando se dá. Pelo que a felicidade não pode ser desligada nem solteirizada. A felicidade tem de ser repartida e geminada. Não é possível ser feliz sem os outros, sobre os outros ou contra os outros. Já Raoul Follereau se apercebeu de que «ninguém é feliz sozinho». Em suma, é preciso sair de nós para ver a felicidade entrar em nós.

    Não espanta, por conseguinte, que Jesus aponte, como geradores da felicidade, a pobreza, a compaixão, o compromisso com a justiça, a mansidão, a misericórdia, a paz e a limpidez do coração. Isto significa que, ao transfigurar a vida, Jesus transforma igualmente a felicidade. Também a Sua proposta de felicidade aparece em colisão com as nossas rotinas e, como assinalou o Papa Francisco, em «contracorrente ao que é habitual».


    D. O crente nunca é infeliz



    1. As mais famosas propostas de felicidade são as Bem-Aventuranças. Mas elas não são as únicas que aparecem na Sagrada Escritura. Entre o Antigo e o Novo Testamento, podemos encontrar cerca de 40, o que atesta a preocupação divina com a felicidade humana. Tudo isto mostra como Deus felicita sempre o homem.

    Sucede que, durante séculos, a felicidade foi alvo de uma espécie de oclusão, já que parecia entupida, censurada e obstruída na Catequese, na Pregação e na Teologia. Quando se falava de felicidade, remetia-se para a vida depois da morte. Nem sequer se tinha na devida conta que, como reza uma conhecida prece de São João XXIII, Deus quer que o homem seja feliz «não só no outro mundo mas também já neste».



    1. Neste sentido, importa não perder de vista que a felicidade faz parte da nossa fé. É um tesouro que nos foi oferecido. Se a fé é um compromisso com Deus, a felicidade é também o seu fruto. Assim sendo, dir-se-ia que não é possível ser crente na infelicidade. Ser crente e ser infeliz é uma conjugação inviável. Quem é feliz é crente e quem é crente é feliz.

    Se a felicidade não existe é porque a fé não subsiste. A fé é produtora de felicidade. Tendo em conta que Deus nos criou para sermos felizes, então a felicidade é o maior horizonte da nossa vida.



    E. Deus quer a nossa felicidade

    1. Só que o discurso de Jesus soa a provocação, rebentando com os esquemas preconcebidos. Para Ele, a felicidade não está nas circunstâncias favoráveis, mas no acolhimento da presença de Deus, que Se manifesta até nas circunstâncias mais adversas.

    É por isso que Jesus alerta os que se consideram — e são considerados — pouco felizes assegurando-lhes que nem eles estão fora da rota da felicidade. Pelo contrário, até estão na linha da frente de uma existência feliz. É que, não estando dependentes de factores oscilantes e dificilmente controláveis, podem tornar-se mais receptivos ao projecto felicitador de Deus.



    1. Não admira que o Sermão da Montanha — que abre justamente com as Bem-Aventuranças — tenha virado do avesso tudo aquilo que era considerado válido na sociedade já que pretendia criar uma ordem radicalmente nova na convivência entre os seres humanos. Giovanni Papini não hesitou em reconhecer que «o Sermão da Montanha é a garantia de que podemos erguer-nos acima de nós mesmos».

    É curioso que, em São Lucas, as Bem-Aventuranças aparecem, não na montanha, mas na planície (cf. Lc 6, 17). Isto indicia que estamos perante um projecto envolvente: para toda a parte e para toda a gente. Não estamos perante um discurso orientado para uma classe. Os que são avisados e repreendidos também são chamados e convocados. Todos somos convidados a ser pobres no espírito. Deixemos, pois, as nossas defesas e armaduras. Não andemos à procura de prebendas e sinecuras. Centremos a nossa vida em Deus e portemo-nos sempre como filhos Seus!

publicado por Theosfera às 05:10

Hoje, 17 de Fevereiro (Sexto Domingo do Tempo Comum), é dia dos Sete Santos Fundadores dos Servitas, S. Silvino e Sta. Mariana.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:16

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