O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 25 de Novembro de 2018

Tu és rei, Senhor, e o Teu trono é a Cruz.

 

Tu és rei, Senhor, e Teu reino é o coração de cada Homem.

 

Tu és rei, Senhor, e estás presente no mais pequeno.

 

Tu és rei, Senhor, e estás à nossa espera no pobre.

 

Tu és rei, Senhor, e queres mais o amor que o poder.

 

Tu és rei, Senhor, e moras em tantos corações.

 

Tu és rei, Senhor, e primas pela mansidão e pela humildade.

 

Tu és rei, Senhor, e não tens exército nem armas.

 

Tu és rei, Senhor, e não agrides nem oprimes.

 

Tu és rei, Senhor, e não ostentas vaidade nem orgulho.

 

Tu és rei, Senhor, e a tua política é a humildade, a esperança e a paz.

 

Tu és rei, Senhor, e continuas a ser ignorado e esquecido.

 

Tu és rei, Senhor, e continuas a ser silenciado.

 

Tu és rei, Senhor, e vejo-Te na rua, em tanto sorriso e em tanta lágrima.

 

Tu és rei, Senhor, e vais ao encontro de todo o ser humano.

 

Tu és rei, Senhor, e és Tu que vens ter connosco.

 

Hoje, Senhor, vou procurar-Te especialmente nos simples, nos humildes, nos que parecem estar longe.

 

Hoje, Senhor, vou procurar estar atento às Tuas incontáveis surpresas.

 

Obrigado, Senhor, por seres tão diferente.

 

Obrigado, Senhor, por seres Tu!

publicado por Theosfera às 11:27

A. Sempre a ouvir Jesus e nunca a aprender com Jesus

 

  1. Todos os dias, ouvimos a mesma lição. E, não obstante, parece que — todos os dias — desaprendemos a mesma lição. Dois mil anos é muito tempo para ensinar, mas parece não ser tempo bastante para aprender. Não são apenas os discípulos da primeira hora a ter dificuldades em conhecer Jesus. Os discípulos de outrora sonhavam com o poder ao lado de Jesus (cf. Mc 10, 37). Muitos de nós, discípulos de agora, continuam a ambicionar o poder em nome de Jesus.

Aliás, não deixa de ser curioso notar como, já naquele tempo, «direita» e «esquerda» sinalizavam categorias de poder. Para materializar as suas ambições, os discípulos pediam para ficar à «direita» ou à «esquerda» de Jesus (cf. Mc 10, 37). Nesse caso, tanto valia ficar à «direita» como ficar à «esquerda». No seu imaginário, quer a «direita», quer a «esquerda» eram geradoras de poder.

 

  1. Não é, porém, esse o modo de ver de Jesus. Só que, há dois mil anos, ninguém O entendeu. Será que, dois mil anos depois, já O teremos entendido?

No pretérito Domingo, víamos como Jesus, mais do que pressagiar o fim do mundo, estava apostado em contribuir para o fim deste mundo: para o fim deste mundo de ódio, de rancor, de mentira e de injustiça. Não é de um mundo assim que Jesus é rei. Jesus é rei, sim, mas de um mundo novo, de um mundo renovado, de um mundo totalmente transfigurado. Definitivamente, Jesus não é rei deste mundo. Jesus é rei para mudar este mundo.

 

B. Como é o reino de Jesus?

 

3. Neste sentido, Jesus não Se considerava um rival do imperador nem um concorrente de Pilatos. Jesus não quer ocupar o seu lugar, mas questionar a sua vida. O Seu reino não é daquele mundo (cf. Jo 18, 36), daquele mundo de poder e de ambições, de senhores e de servos, de preferidos e de preteridos. O reino de Jesus não é o reino do imperador. O reino de Jesus não é daquele mundo e, como diria o escritor João de Melo, o mundo de Jesus também não é daquele reino.

Jesus é rei de um mundo de irmãos, onde todos são filhos de um único Pai. A grande revolução de Jesus é, pois, a filiação plena e a consequente fraternidade universal. Porque filhos de Deus, somos irmãos de todos. Foi por isso que Jesus não nos ensinou a dizer «Pai meu», mas «Pai nosso» (cf. Mt 6, 9). E, nessa medida, também não nos ensinou a pedir um «pão meu», mas um «pão nosso»(cf. Mt 6, 11), ou seja, um pão para todos.

 

  1. É deste mundo que Jesus é rei. É um mundo que nos parece utópico, irrealizável. Daí que nos aquietemos e acomodemos. Daí até que nos integremos na lógica de um mundo assim. Em vez de contribuir para a transformação deste mundo, optamos por nos inserir na lógica deste mundo.

Acontece que, quando Jesus diz que o Seu reino não é deste mundo (cf. Jo 18, 36), não está a sugerir que fiquemos à espera de que este mundo passe. O que Jesus está a dizer é que Ele veio para transformar este mundo, nomeadamente as pessoas que nele vivem. O que Jesus está a propor é que todos trabalhemos para que este mundo seja, não o contrário do mundo futuro, mas a preparação — e o começo — do mundo futuro.

 

C. O reino de Jesus é um reino de verdade

 

5. Ao confirmar que é rei (cf. Jo 18, 37), Jesus assume-Se como o primeiro nesta causa em prol da transformação do mundo. Ele é o primeiro e é também o modelo e a referência para essa mesma transformação. Isto significa que Jesus está a mostrar em que consiste o mundo renovado que Ele veio inaugurar. Trata-se de um mundo guiado pelo Evangelho e pela Lei Nova do Amor.

No fundo, Jesus não está a prevenir-nos para a dissolução — ou para a destruição — deste mundo. Jesus está a convocar-nos para a transformação deste mundo. Jesus não quer uma expectativa passiva, mas uma esperança activa. Ele não quer que fiquemos à espera de que este mundo acabe. O que Ele quer é que contribuamos para que este mundo se renove. Uma coisa é certa. Só há mundo novo com pessoas novas.

 

  1. A este propósito, não deixa de ser significativo verificar como Jesus associa o Seu reino à verdade. De facto, ao dizer que o Seu reino não é deste mundo, fica claro que Jesus não quer ser rei de um reino de mentira, de um reino de falsas verdades ou de um reino de meias verdades.

Como assinala o Prefácio da Oração Eucarística deste Domingo, o reino de Jesus é um «reino de verdade». Ou seja, a mentira não tem lugar nele. Jesus veio ao mundo «para dar testemunho da verdade» (Jo 18, 37). Mais: Ele próprio é a Verdade (cf. Jo 14, 6).

 

D. A verdade é uma pessoa: Jesus

 

7. Como pode Jesus ser rei neste mundo se neste mundo há tanta mentira? Como pode Jesus ser rei neste mundo se neste mundo se triunfa à custa de tanta mentira? Jesus tanto escancara a verdade do mundo novo como desmascara toda a mentira deste mundo envelhecido.

Mas, afinal, o que é a verdade? É a pergunta que Pilatos vai fazer (cf. Jo 18, 38). Jesus não responde com os lábios porque sempre respondera com a vida: a verdade é mais para viver do que para dizer. É por isso que a pergunta de Pilatos é imprecisa. Com efeito, a questão decisiva não é «o que é a verdade?», mas «quem é a verdade?». A verdade é Jesus (cf. Jo 14, 6) Está na verdade quem está com Jesus: «Todo aquele que é da verdade escuta a Minha voz» (Jo 18, 37).

 

  1. Eis, portanto, a única condição para sermos cidadãos do reino de Jesus: basta sermos verdadeiros. Não somos verdadeiros quando possuímos alguma verdade. Somos verdadeiros quando nos deixamos possuir pela verdade.

Uma vez que a verdade é Jesus, então estaremos na verdade quando estivermos com Jesus, quando dermos a vida por Jesus.

 

E. Dar testemunho da verdade é dar testemunho de Jesus

 

9. É verdade o que vem dos lábios quando tal corresponde ao que se vê na vida. As palavras de Jesus (cf. Jo 18, 37) estiveram sempre em plena sintonia com a vida de Jesus. Podíamos acreditar na Sua voz porque a Sua voz era a transparência da Sua vida.

Como refere o Livro do Apocalipse, Jesus é «testemunha fiel» (Ap 1, 5), é a testemunha fiel da verdade. Também nós seremos testemunhas da verdade se formos testemunhas fiéis de Jesus. Nós não somos a verdade, mas todos nós podemos — e devemos — ser verdadeiros. E seremos verdadeiros se estivermos com Jesus, que é a verdade.

 

  1. Está aqui desenhado o percurso da missão. A missão é, essencialmente, um serviço à verdade ou, como dizia São João Paulo II, uma «diaconia de verdade». Dar testemunho da verdade é dar testemunho de Jesus. O Seu reino há-de consumar-se no mundo que há-de vir, mas há-de começar a germinar neste mundo: não neste mundo como ele está, mas neste mundo como Jesus quer que ele esteja.

É por isso que este rei não está num palácio. Jesus quer reinar no coração de cada pessoa: de cada pessoa verdadeira, de cada pessoa que vive o Evangelho a vida inteira!

publicado por Theosfera às 05:06

Hoje, 25 de Novembro (Último Domingo do Ano Litúrgico, Solenidade de Cristo Rei e 137º aniversário do nascimento de S. João XXIII), é dia de S. Tomás de Vila Nova, Sta. Catarina de Alexandria, Sta. Beatriz, S. Luís Beltrame e Sta. Maria Beltrame Quatrocchi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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