O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 31 de Outubro de 2018

Hoje, 31 de Outubro, é dia de Sto. Afonso Rodrigues, Sto. Ângelo de Acri, S. Quintino (invocado contra a tosse), S. Wolfang e Sta. Joana Delanoue.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 30 de Outubro de 2018

Hoje, 30 de Outubro, é dia de S. Marcelo, S. Cláudio, Sta. Doroteia Swartz e S. Domingos Collins.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 29 de Outubro de 2018

Hoje, 29 de Outubro, é dia de S. Narciso, Sta. Ermelinda e S. Miguel Rua.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 28 de Outubro de 2018

Em cada dia, a cada instante,

Tu nos surpreendes, Senhor.

Estás sempre a surpreender-nos.

 

Em cada dia, a cada instante,

vens ao nosso mundo, vens à nossa terra, vens à nossa casa

e levas tanta gente.

 

Para nós, é tudo inopinado e desconcertante.

Estamos sempre impreparados

para acolher a notícia.

Mas, afinal, alguma vez estaríamos preparados?

A morte chega sempre cedo para os nossos desejos.

 

Mas Tu, Senhor,

sabes bem o que fazes.

Se vens chamar, é porque assim o entendes.

 

Sabemos que não retiras ninguém do nosso convívio.

Sentimos a falta,

choramos a partida,

mas contamos sempre com a presença de quem parte.

 

Em Ti, todos continuam connosco.

ConTigo, todos permanecem ao nosso lado.

 

Obrigado, Senhor, pela vida dos que já partiram,

obrigado pelo seu testemunho,

pela sua ilimitada dedicação.

publicado por Theosfera às 11:25

A. Não basta ter olhos para ver

  1. Muito doloroso já é não ver. Mas mais perigoso é não ver quando se pensa que se vê. A cegueira de olhos abertos não faz menos mal que a cegueira de olhos fechados. O certo é que há tanta coisa que olhamos e não vemos. A ilusão é a pior cegueira.

Não basta ter olhos para ver até porque nem todos os olhos permitem ver. Nem todos os olhos permitem ver bem. Os olhos deste cego estavam fechados. Mas, muitas vezes, os nossos olhos podem permanecer tapados mesmo quando estão abertos.

 

  1. Neste mundo, há muita cegueira de quem tem olhos (pretensamente) abertos. Há muita cegueira por parte de quem julga que vê, embora se limite somente a olhar.

Há muita cegueira quando nos recusamos a descer até à profundidade. Há muita cegueira quando não aterramos no que se mantém escondido. Ou, melhor, não é tanto a realidade que se esconde de nós; nós é que, muitas vezes, nos escondemos da realidade.

 

B. Também na fé precisamos de óculos

 

3. Não é por falta de aviso, porém, que nos comportamos assim. Antoine de Saint-Exupéry deixou o alerta quando afirmou que «o essencial é invisível aos olhos». O que ele queria dizer é que o mais importante da vida não se capta com os olhos que temos na face. O mesmo Saint-Exupéry assinalou que «só se vê bem com o coração». Ou seja, não se vê bem apenas por fora. Só se vê bem por dentro. Só se vê bem quando conseguimos chegar dentro e aterrar na profundidade.

É por isso que, como muito bem percebeu o Papa Bento XVI, «o programa do cristão é o coração que vê». Só o coração vê onde «há necessidade de amor». E só o coração «actua em consequência».

 

  1. Olhemos, pois, para o cego do Evangelho, mas não esqueçamos nunca o «Evangelho do cego», isto é, a boa notícia realizada neste cego. Só Jesus é luz. Só Jesus faz ver. Só Jesus cura da cegueira. Afinal, este homem, antes de ver com os olhos, já via com o coração. O seu coração já estava iluminado pela luz que é Jesus. Por isso, teve a lucidez, a coragem e a humildade de pedir: «Que eu veja» (Mc 10, 51). O texto diz que «imediatamente recuperou a visão» (Mc 10, 52).

Jesus lembra-lhe que foi a fé que o salvou (cf. Mc 10, 52). Isto significa que a fé oferece-nos aqueles «óculos» que podemos colocar por cima dos nossos olhos. É pelos «ocula fidei» (óculos da fé) que conseguimos ver o invisível. Por conseguinte, Deus deixou-nos uns óculos para podermos ver, para O podermos ver: os «óculos da fé».

 

C. Fora de Jesus não há luz

 

5. Não olhemos apenas com os nossos olhos. Procuremos ver com os olhos da fé, com os olhos de Deus. Só na Sua luz vemos a luz (cf. Sal 36, 10). Só na Sua luz encontramos luz. Deus é uma luz que o Seu Filho Jesus acende em nós. É por isso que o Concílio Vaticano II proclama que «Cristo, o Verbo Encarnado, revela o homem ao homem». Assim sendo, para sabermos quem somos, temos de procurar Cristo. Só Ele desvela o que está velado (cf. Jo 8, 12).

Que fique, portanto, bem claro. Fora de Jesus, não há luz. Fora da Sua verdade é só obscuridade. Jesus é uma luz que nunca se apaga. Pelo contrário, esta é uma luz que sempre se apega. Não admira, pois, que Jesus queira que todos nós, Seus discípulos, também sejamos luz. «Vós sois a luz do mundo» (Mt 5, 14) — eis o que Ele nos diz no Sermão da Montanha. Nós somos chamados a ser a luz que traz a luz que é Jesus. A fé é todo um mistério de luz, de iluminação.

 

  1. Acontece que a nossa luz não é própria, é recebida: está em nós, mas não vem de nós. Daí que os escritores cristãos antigos gostassem de comparar a Igreja ao mistério da lua («mysterium lunae»). Tal como a luz da lua não vem da lua, também a luz da Igreja não vem da Igreja. Tal como a luz da lua vem do sol, também a luz da Igreja vem de Cristo, a verdadeira — e definitiva — luz.

Ao falar dela mesma no Concílio Vaticano II, a Igreja não diz que é luz. A luz dos povos («lumen gentium») não é a Igreja; a luz dos povos é Cristo, presente na Sua Igreja para chegar a toda a humanidade.

 

D. Não tenhamos medo de gritar

 

7. Por nós, não conseguimos nada. Sem Jesus, nada conseguiremos fazer (cf. Jo 15, 5) e nada conseguiremos ver. Sem Jesus, é só escuridão. Temos de fazer como este homem. Temos de ir ao encontro de Jesus.

Não tenhamos receio de chamar por Ele. Não tenhamos medo até de gritar por Ele. Ainda que muitos nos tentem calar, como tentaram calar o cego (cf. Mc 10, 47), gritemos por Jesus e nunca cessemos de gritar Jesus. Evangelizar também é gritar. Evangelizar é gritar Jesus. É que, se neste mundo há muita cegueira, também há nele uma persistente surdez. Não hesitemos, pois, em gritar. Gritemos Jesus com a voz. Gritemos Jesus com a alma. Gritemos Jesus com o testemunho de vida.

 

  1. É hora de fazer como este homem. Também nós temos de «dar o salto» (Mc 10, 50). Na vida, há momentos em que não basta dar mais um passo. Na vida, há momentos em que é preciso mesmo «dar o salto».

Este homem percebeu que, para continuar a ver, tinha de seguir Jesus. Nunca mais poderia largá-Lo. Nunca mais poderia afastar-se d’Ele. Foi Jesus que lhe deu a luz.

 

E. O caminho de Jesus é um caminho de luz

 

9. Aquele homem encontrou Jesus no caminho (cf. Mc 10, 46) e começou a seguir Jesus pelo caminho (cf. Mc 10, 52). É no caminho que se dá o encontro, é no caminho que se dá a mudança. Os caminhos de Jesus são os nossos caminhos para que os nossos caminhos sejam os caminhos de Jesus. Não foi Jesus quem (também) Se apresentou como o caminho (cf. Jo 14, 6)?

Não desistamos nem desanimemos. Enchamo-nos de coragem e levantemo-nos porque Jesus também chama por nós, também vem ao nosso encontro (cf. Mc 10, 49). Levemos esta palavra de ânimo a tantos que permanecem caídos. Deixemos que a Sua luz brilhe em todas as vidas.

 

  1. Não hesitemos em recorrer à «Óptica Jesus». Este homem, de nome Bartimeu, pedia esmola, mas do que ele precisava era de luz. Por isso, apelou à misericórdia de Jesus: «Tem misericórdia de mim» (Mc 10, 47). Nós podemos contar sempre com a misericórdia de Jesus. Será que Jesus pode contar sempre com a nossa disponibilidade? Aquele homem «deitou fora a capa» (Mc 10, 50), ou seja, fez um corte com a vida que levava. E nós? Que coisas estamos dispostos a deitar fora? O encontro com Jesus tem de nos conduzir a uma vida nova.

Notemos que Jesus, aparentemente, não faz o que o cego pede. O cego pede para ver (cf. Mc 10, 51) e Jesus manda-o segui-Lo (cf. Mc 10, 52). Isto quer dizer que reencontramos a luz quando nos dispomos a seguir Jesus. A luz está em Jesus. O caminho de Jesus é um caminho de luz. Para todos. Para nós também!

publicado por Theosfera às 05:07

Hoje, 28 de Outubro (30º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Simão, S. Judas e S. Malchion.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 27 de Outubro de 2018

Hoje, 27 de Outubro, é dia de Nossa Senhora das Vitórias, S. Gonçalo de Lagos, S. Vicente, Sta. Sabina e Sta. Cristeta.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 26 de Outubro de 2018

Hoje, 26 de Outubro, é dia de Sto. Evaristo e S. Boaventura de Potenza.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 25 de Outubro de 2018

Hoje, 25 de Outubro, é dia de S. Crispim, S. Crispiniano, S. Crisanto, Sta. Daria, S. João Stone e Sta. Maria Jesus Masiá Ferragut.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 24 de Outubro de 2018

Hoje, 24 de Outubro, é dia de Sto. António Maria Claret, S. Proclo, S. José Baldo e S. Luís Guanella.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 23 de Outubro de 2018

Hoje, 23 de Outubro, é dia de S. João de Capistrano, S. Servando, S. Germano e Sto. Arnulfo Reche.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:38

Segunda-feira, 22 de Outubro de 2018

Hoje, 22 de Outubro, é dia de Sta. Josefina Léroux e suas Companheiras mártires, Sto. Abércio, Sta. Salomé, Sta. Nunilona e Sta. Alódia, S. Tiago Giaccardi e S. João Paulo II.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 21 de Outubro de 2018

Precisamos de ver

e só Tu és a luz.

 

Precisamos de ver

por fora e por dentro.

 

Precisamos de ver a vida,

o passado, o presente e o futuro.

 

 

A fé salvou o cego.

A fé salva-nos a nós,

tantas vezes cegados pela mentira, pela insinuação e pela inveja.

 

A fé salva na esperança e no amor.

A fé é luz que ilumina e brilha.

A fé é luz que liberta e redime.

 

Hoje também,

Tu, Senhor, continuas a chamar,

a chamar por nós nesta situação difícil.

 

 

Ouve, Senhor,

o clamor dos pobres, dos aflitos e dos famintos.

 

Ouve, Senhor,

o grito dos sem-abrigo e dos sem-amor.

 

Ouve, Senhor,

a súplica dos desempregados e dos que têm salários em atraso.

 

Ouve, Senhor,

o pedido dos que querem dar pão aos seus filhos e não têm conseguem encontrar esse pão.

 

As prateleiras até estão cheias,

mas há corações que permanecem vazios.

 

Mas Tu, Senhor, fazes maravilhas.

Tu, Senhor, és a constante maravilha.

 

 

Por isso continuamos a soltar brados de alegria.

Apesar da crise,

apesar do sufoco e da tempestade,

nós sabemos que, neste tempo de fome,

nós dás o alimento.

 

 

Tu, Senhor, és o alimento,

o pão da Palavra e o pão da vida.

 

Vem connosco saciar a fome deste mundo:

a fome de pão,

a fome de justiça

e a fome de paz.

 

Há nuvens por debaixo do sol.

Mas há sol por cima das nuvens.

 

Obrigado, Senhor, por este pão.

Que ele chegue a todas as casas.

Que ele entre em todos os corações.

 

Obrigado, Senhor, pelos sonhos.

Um dia, as lágrimas hão-de regar as avenidas da vida.

E o sonho de um mundo melhor há-de sorrir para todos.

 

Tu, Senhor, és esse sonho,

um sonho que se realiza em cada instante.

 

O sonho és Tu,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:27

A. A fé mexe com tudo, até com o bolso

 

  1. Chegados, uma vez mais, ao Dia Mundial das Missões, era bom que não reduzíssemos tudo a uma esmola. A partilha de dinheiro é indispensável, mas a entrega da vida é muito mais necessária. Aliás, a partilha de dinheiro deve ser sempre inserida no âmbito da entrega da nossa vida. Afinal, se a fé mexe com tudo, é natural que mexa também com o nosso bolso. Uma fé que não nos entrasse no bolso seria autêntica fé?

A fé é, por natureza, invasiva e incendiária. Ela pretende invadir todas as dimensões do nosso ser e incendiar todos os momentos da nossa vida. A fé não admite poupanças. A fé implica gastos. A fé exige que nos gastemos até ao último dia, até à derradeira gota do nosso suor.

 

  1. A primeira coisa que temos de assumir é a própria missão. Nós não somos apenas destinatários, temos de ser também agentes. Quem é tocado por Cristo é chamado, nesse mesmo instante, a tornar-se anunciador de Cristo.

A missão é para todos: para todas as pessoas, para todos os lugares e para todos os momentos. A missão não é só para os missionários até porque missionários temos de ser todos. Quem não faz missão será cristão? Não. Quem não faz missão não é cristão. A missão é para todos, é para tudo e é para sempre. É o que se infere, aliás, da convocatória da Conferência Episcopal para o Ano da Missão, que começa neste Outubro de 2018 para terminar em Outubro de 2019.

 

B. Há que criar uma «cultura de missão», não de demissão

 

3. Hoje é (mais) uma oportunidade para tomarmos consciência do que somos. Hoje é (mais) uma oportunidade para percebermos que ser cristão é ser missionário. Neste sentido, há que compreender que a oração tem de desaguar na acção. E, concretamente, há que ter presente que a Missa é o começo — e o alimento — da Missão.

Onde está o cristão, aí tem de estar o missionário. Em casa e na rua, no trabalho e no lazer, nada pode ficar à margem da missão. Quem nega que é preciso levar o Evangelho às famílias, ao trabalho, à política, à cultura e ao desporto? A resposta pode não vir de todos, mas a proposta não pode deixar de chegar a todos.

 

  1. Por conseguinte, é vital criar uma «cultura de missão», pelo que é fundamental vencer — definitivamente — uma certa «tendência para a demissão», que teima em persistir, em tolher-nos. Até sabemos o que deve ser feito, mas facilmente nos tranquilizamos sob o pretexto de que não é para nós, de que não temos tempo nem habilitações.

Há quem saiba o que outros devem fazer, esquecendo que o importante é que cada um faça o que deve não se recusando a fazer o que pode. Em tudo — e sempre —, a missão, não a demissão! Jesus quer que sejamos missionários, não demissionários. Todo o cristão traz o nome de «discípulo» e o sobrenome de «missionário». Não é possível ser missionário sem ser discípulo, mas é inteiramente impossível ser discípulo sem ser missionário.

 

C. Até as redes sociais podem ser (fecundas) redes missionárias

 

6. É preciso estar onde as pessoas estão. E se há problemas, também há-de haver uma forma de lidar com os problemas. É sabido que, hoje em dia — e em noite! —, as pessoas estão nas redes sociais. Será legítimo subestimar ou abandonar este novo mundo, ainda por cima tão densamente povoado?

Tanta gente que por ali passa! Como não apresentar aí o Deus que nos enlaça, o Deus que sempre nos abraça? Estes novos meios também podem ser vistos como «novos púlpitos». Além do mais, eles podem ensinar-nos a importância de trabalhar em rede, interagindo com quem questiona, com quem inquieta, com quem procura.

 

  1. As redes sociais podem ser também estimulantes redes missionárias. Há muitas aproximações — ou reaproximações — à fé que começam nas redes sociais para prosseguir fora das redes sociais: no confessionário, na Eucaristia, num compromisso global com o Evangelho.

É por isso que, concretamente em relação ao «facebook», diria: «nem sempre nem nunca». Tão perigoso é estar sempre no «facebook» como nunca estar no «facebook». O importante é saber estar no «facebook» como se deve saber estar na vida: com critério, com equilíbrio e sobretudo com sentido de missão e não apenas diversão.

 

D. O missionário ao serviço do Missionante

 

7. Habitualmente, pensamos nos destinatários e nos espaços da missão. Não basta, porém. É prioritário que pensemos sempre no conteúdo da missão. Não chega pensar naqueles a quem levamos a missão; é decisivo pensar, antes de mais, n’Aquele que levamos na missão. Jesus não nos mandou apenas «ir», nem nos mandou unicamente «ir por todo o mundo». Ele mandou-nos «ir por todo o mundo anunciar o Evangelho» (Mc 16, 15).

A missão não pode ser parcial nem contentar-se com o limiar. Há que não ter medo de falar do Evangelho de Jesus nem do Jesus do Evangelho. A missão consiste em levar e trazer: em levar Jesus a todos e em trazer todos para Jesus. Só assim faremos da missão vida e da vida missão. Na sua mensagem para este Dia, o Papa Francisco recorda que «a vida é uma missão». E concretiza: «Todo o homem e mulher é uma missão, e esta é a razão pela qual se encontra a viver na terra. Ser atraído e ser enviado são os dois movimentos do nosso coração de discípulo».

 

  1. Neste Domingo, Jesus convida-nos a despojarmo-nos de nós. Afinal, na missão não vamos pregar-nos a nós mesmos. O centro da missão não é o missionário, é o Missionante. Parafraseando São Paulo, diria que não nos pregamos a nós, pregamos Jesus Cristo que vive em nós (cf. Gál 2, 20).

Na missão, não pode haver jogos de ambição nem sonhos de poder. Essa foi a tentação dos missionários da primeira hora e acaba por ser a tentação dos missionários desta nossa hora. Daí a pertinência da advertência de Cristo. Na missão não se está pelo poder, mas pelo serviço. Ser missionário não é ser proprietário, é ser servo e querer ser servidor. Tal foi, de resto, o testemunho do próprio Jesus Cristo, «que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida» (Mc 10, 45).

 

E. Uma vida «centrifugada» e não «centripetada»

 

9. Jesus é apresentado como sacerdote e até como «sumo sacerdote» (Heb 4, 14). Ele não oferece coisas exteriores, oferece-Se a Si mesmo, oferece a própria vida. Como já anteviu Isaías, Ele é o servo que oferece a Sua vida por nós, sofrendo em nosso lugar: Ele tomou sobre Si «as nossas dores» (Is 53, 11).

Jesus nunca foi «a-pático». Jesus foi sempre — e literalmente — «sim-pático», isto é, sofreu por nós, sofreu em nosso lugar. Fez Suas as nossas dores para que nós possamos fazer nosso o Seu amor, o Seu desmedido amor. A existência de Jesus não é «centripetada»; é totalmente «centrifugada». É por isso que Ele é capaz de nos compreender e de Se compadecer de nós (cf. Heb 4, 15).

 

  1. Procuremos ir, então, cheios de confiança a este «tono da graça» onde alcançamos a «misericórdia» e a ajuda em «tempo oportuno» (cf. Heb 4, 16). Mas nunca esqueçamos que a missão consiste não em fazer o que nós queremos, mas o que Deus quer. A missão também exige conversão. É urgente haver uma conversão à missão e uma conversão na missão.

A missão não existe para que Deus faça o que Lhe pedimos, mas para que nós façamos o que Deus nos pede (cf. Mc 10, 35-44). Estamos dispostos a fazer o que Deus nos pede, o que Deus quer? Uma coisa é certa. Na nossa generosidade, está a nossa felicidade. Quanto maior for a nossa generosidade, maior será a nossa felicidade!

publicado por Theosfera às 05:29

Hoje, 21 de Outubro (29º Domingo do Tempo Comum e Dia Mundial das Missões), é dia de Sto. Hilarião, Sta. Úrsula e S. Gaspar del Búfalo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 20 de Outubro de 2018

Hoje, 20 de Outubro, é dia de S. Maria Bertila Boscardin, S. Contardo Ferrini, Sta. Iria, S. Caprásio e Sta. Madalena de Nagasaky.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018

Hoje, 19 de Outubro, é dia de S. João Brebeuf, Sto. Isaac Jogues, S. Pedro de Alcântara e S. Paulo da Cruz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018

Hoje, 18 de Outubro, é dia de S. Lucas e S. Monon, eremita.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018

Hoje, 17 de Outubro, é dia de Sto. Inácio de Antioquia (que gostava de se apresentar como «Teóforo», aquele que traz Deus), Sta. Zélia, S. Balduíno e S. Gilberto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 16 de Outubro de 2018

Hoje, 16 de Outubro, é dia de Sta. Hedwiges, Sta. Margarida Maria Alacoque, Sta. Josefa Vanini e S. Gerardo Majela.

Faz também 40 anos que foi eleito o Papa São João Paulo II.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 15 de Outubro de 2018

Hoje, 15 de Outubro, é dia de Sta. Teresa de Jesus e Sto. Eutímio, o Jovem.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:23

Domingo, 14 de Outubro de 2018

Tu sabes tanto.

Tu sabes tudo, Senhor.

Mas não sabes conjugar o verbo «mandar».

Tudo só sabes conjugar o verbo «servir».

 

Tu ficaste triste e desapontado

quando os Teus discípulos se mostravam preocupados pelo poder,

pela ambição de mandar,

pelo desejo de possuir.

 

O Teu Reino, Senhor, não é de poder,

é de amor, esperança e paz.

 

Nestes tempos convulsos e incertos,

Tu és a bússola e o sentido,

o horizonte e a paz,

 

 

Obrigado, Senhor,

por estares sempre connosco

e por nos ensinares a servir.

 

 

 

Ajuda-nos a constituir uma Igreja do serviço,

da ajuda e da solidariedade.

 

Ajuda-nos a crescer na disponibilidade

e na mansidão.

 

Tu estás no meio de nós como quem serve.

Tu não vens para ser servido, mas para servir

e dar a vida por todos.

 

Que nós aprendamos conTigo.

Que nós queiramos servir.

 

Tu experimentaste a dor

e toda a espécie de provações.

 

Tu és, pois, o nosso Cireneu,

aquele que condivide a nossa Cruz.

 

Obrigado, Senhor, pela Tua bondade,

pelo Teu infinito amor

e pela Tua intensa paz.

 

Que tudo em nós faça ressoar

a beleza da vida que vem de Ti,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:04

A. Um «quase discípulo» não é um discípulo

 

  1. Dizem os desportistas que as provas não são como começam, mas como acabam. É nos últimos instantes que se ganha, é nos últimos momentos que se perde. Às vezes — não tão poucas vezes assim —, há quem faça «quase» tudo bem, mas vacile à beira do fim. Não basta ir à frente para chegar em primeiro. Só fica em primeiro quem em primeiro terminar.

Há quem faça «quase» todo o percurso à frente, mas fique para trás quando o fim está à vista. O «quase» não chega. Um «quase» vencedor não é um vencedor. Do mesmo modo, um «quase discípulo» não é um discípulo. Ou somos discípulos a tempo inteiro ou, simplesmente, não somos discípulos.

 

  1. O que, muitas vezes, nos falta é capacidade para ver que o «quase» não é o mesmo que «tudo». Só Cristo é a luz (cf. Jo 8, 12) que nos faz ver a diferença entre o «quase» e o «tudo». E só Cristo é o caminho (cf. Jo 14, 6) que nos permite vencer a distância entre o «quase» e o «tudo».

O que já temos é importante, mas o que ainda nos falta é que pode ser decisivo. E, tal como sucedeu a este homem que aborda Jesus, o que nos falta não é saber nem fazer; o que nos falta é dar, é darmo-nos.

 

B. Lei já é bastante, mas ainda não é o bastante

 

3. Aquele homem sabia tudo e pensava que já tinha feito tudo. Para ele, era só continuar a fazer o que fazia. Quando Jesus enuncia os Mandamentos, ele exulta como o atleta que alcançou a meta: «Mestre, tudo isso tenho eu cumprido desde a juventude» (Mc 10, 20). Efectivamente, não é coisa pouca — nem coisa fácil — cumprir os Mandamentos. É certo que nenhum de nós mata nem rouba. Mas quantos de nós podem assegurar que nunca levantaram falsos testemunhos? Quantos de nós podem garantir que nunca cometeram fraudes? Quantos de nós farão tudo por seu pai e sua mãe? (cf. Mc 10, 19).

Afinal, aquele homem já tinha feito bastante. A avaliar pela reacção de Jesus, ele estava mesmo a ser sincero. A afeição de Jesus é sinal do reconhecimento da autenticidade das suas palavras. Se já tinha feito tanto, não deveria custar fazer o que ainda faltava: vender o que tinha, dá-lo aos pobres e seguir Jesus (cf. Mc 10, 21). Tratava-se, no fundo, do corolário da sua — já bem conseguida — obra.

 

  1. Em coerência com o Seu ensinamento, Jesus estava a dizer que o Antigo Testamento era necessário, mas insuficiente. A antiga Lei era bastante, mas ainda não era o bastante. Como sempre vincou desde o princípio, Jesus não veio destruir a Lei, mas cumprir a Lei (cf. Mt 5, 17). Jesus não é a anulação, mas o pleno cumprimento da Lei.

Isto significa que só no Novo Testamento se cumpre cabalmente o Antigo. Só Jesus cumpre integralmente a Lei. Como proclama o Concílio Vaticano II, o Antigo Testamento só está patente no Novo, o que equivale a reconhecer que o Novo Testamento já estava latente no Antigo.

 

C. Quando possuir significa ser possuído

 

5. Tal como sem o tecto a construção do edifício não está terminada, também sem Jesus — e sem o Seu Evangelho — a antiga Lei não está concluída.

O problema é que aquele homem resolveu estacionar no antigo. Diz o texto sagrado que, perante a proposta de Jesus, ficou pesaroso e «retirou-se entristecido» (Mc 10, 22). Porquê? Porque tinha «muitos bens». Ou, como especificam algumas traduções, porque tinha «muitas propriedades» (Mc 10, 22).

 

  1. Como acontece a tantos de nós, aquele homem sofria de «apraxia». A «apraxia» é uma desordem neurológica que provoca uma perda da capacidade de executar movimentos que conduziriam a um determinado objectivo. Aquele homem estava tolhido pela posse. Estava mais habituado a conjugar o verbo «possuir» do que o verbo «repartir».

A bem dizer, ele era servo daquilo que o devia servir. Em vez de ser ele o senhor dos bens, os bens é que eram senhores dele. Em lugar de ser dono das suas propriedades, as suas propriedades é que eram donas dele. Ou seja, não era dono; estava dominado. Não possuía; estava (totalmente) possuído.

 

D. Não falta ter, falta dar (e sobretudo darmo-nos)

 

7. Pela Sua palavra, pela Sua vida e sobretudo pela Sua morte, Jesus veio ensinar-nos que nunca possuímos tanto como quando nos damos. É por isso que «há mais alegria em dar do que em receber» (Act 20, 35).

Só somos senhores quando somos livres. Quando não damos, é porque não somos inteiramente livres, é porque ainda estamos escravizados. E, não raramente, quem mais nos escraviza somos nós mesmos, são as nossas coisas, são os nossos bens.

 

  1. A esta luz, salta à vista que a riqueza não está no que se tem, mas no que se dá. Jesus era rico porque era pobre e, como reconheceu São Paulo, veio enriquecer-nos com a Sua pobreza (cf. 2Cor 8, 9).

Será que estamos dispostos a aprender com Jesus? Será que já damos conta daquilo que nos falta? Será que já notamos que aquilo que nos falta é «ser» e não «ter»? E será que já interiorizamos que outros poderão «ter» mais se nós nos dispusermos a «ser» diferentes?

 

E. Não deixemos que o servo se torne (nosso) senhor

 

9. O dinheiro devia ser como os automóveis. O dinheiro também nasceu para circular, não para estacionar. Neste caso, o dinheiro deve circular por todos e não estacionar apenas por alguns. Se ele circular, ajudará a todos e não aprisionará ninguém. Não deixemos que o dinheiro seja, como alguém disse, «o grande senhor do século XXI». O dinheiro existe para ser servo. Não deixemos que o servo se torne (nosso) senhor.

O dinheiro deve ser guiado pela justiça e não dominado pelo lucro. Procuremos, então, pôr as pessoas à frente do dinheiro e não pôr o dinheiro à frente das pessoas. E em vez de estabelecermos «salários mínimos», porque não definir «salários máximos»? É bom compensar o mérito, mas a prioridade deve ser atender às necessidades e aos necessitados. O que alguns têm a mais outros têm a menos. O supérfluo de muitos será o essencial para tantos.

 

  1. Procuremos, então, vencer a última barreira. Também a nós pode faltar uma «última coisa» para pertencermos inteiramente a Jesus. Só que essa última coisa é capaz de ser a mais importante, a mais decisiva. Não tenhamos medo de saltar essa última barreira. Não estamos sós, porém. Contamos com Jesus e em Jesus nada é impossível (cf. Fil 4, 13). Em Jesus, até o impossível se torna possível. A «última coisa» que nos falta não é «ter»; a «última coisa» que nos falta até pode ser «deixar de ter».

Reside aqui a verdadeira sabedoria, aquela que devemos pedir incessantemente a Deus (cf. Sab 7, 7). A verdadeira sabedoria não passa pelo óbvio, mas pelo surpreendente. Deixemo-nos surpreender por Deus e pelo Evangelho do Filho de Deus. Acima de tudo, nunca nos fiquemos pelo «quase». Para Deus, menos que tudo é nada. Afinal, o que dermos será sempre um «mínimo» diante d’Aquele que nos oferece sempre o «máximo»!

publicado por Theosfera às 05:49

Hoje, 14 de Outubro (28º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Calisto, Sta. Madalena Panattieri e S. João Ogilvie.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 13 de Outubro de 2018

Hoje, 13 de Outubro, é dia de Sto. Eduardo III, S. Fausto e Bem-Aventurada Alexandrina Maria da Costa.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 12 de Outubro de 2018

Hoje, 12 de Outubro, é dia de Nossa Senhora do Pilar, Nossa Senhora de Aparecida, S. Serafim de Montegranaro, S. Vilfrido e S. João Beyzym.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 11 de Outubro de 2018

Hoje, 11 de Outubro, é dia de Sta. Soledade Torres, Sto. Alexandre Sáuli e S. João XXIII, o Papa Bom.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 10 de Outubro de 2018

Hoje, 10 de Outubro, é dia de S. Daniel e seus Companheiros Mártires, S. Daniel Comboni, S. Miguel Píni e S. Tomás de Vilanova.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:07

Terça-feira, 09 de Outubro de 2018

Hoje, 09 de Outubro, é dia de Sto. Abraão, S. João Leonardo, S. Dionísio Areopagita, S. Luís Beltrão, Sto. António Prazzini, Sto. Inocêncio Camauro e Bem-Aventurado John Henry Newman.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 08 de Outubro de 2018

Hoje, 08 de Outubro, é dia de Sta. Pelágia, Sta. Taís e Sto. Artoldo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 07 de Outubro de 2018

Nada é impossível para Ti.

Tudo é possível conTigo, Senhor.

 

Hoje em dia, precisamos de acreditar,

de não desistir

e de sempre caminhar.

 

Obrigado, Senhor, pelo estímulo

e pelo constante apoio.

 

O caminho é difícil, mas não é inviável.

Ele pode ser trilhado.

E, como aos discípulos de Emaús,

também hoje nos acompanhas.

 

És o nosso companheiro,

o que partilha a nossa vida.

 

Tu queres, Senhor, que saibamos os mandamentos.

Mas não chega.

 

Mais importante que saber é fazer.

Saber é necessário, mas fazer é decisivo.

 

Às vezes, falta-nos apenas uma coisa.

Mas essa coisa pode ser a mais importante.

 

É preciso dar aos pobres,

repartir com os pobres.

 

Como são actuais estas palavras.

Como é pertinente este apelo.

Como é urgente esta prioridade.

 

É aqui que está a sabedoria.

A sabedoria não está apenas no conhecimento.

A sabedoria está sobretudo no amor.

O amor é mais sábio que a sabedoria.

 

Essa sabedoria está na Tua Palavra

e no Teu Pão.

 

Obrigado, Senhor, por seres a Mesa

e o Pão.

 

Obrigado, Senhor, por nos dares tudo em abundância.

Obrigado por tanto. Obrigado por tudo.

 

Que nós saibamos repartir.

Aumenta a nossa solidariedade

e faz crescer o nosso amor!

publicado por Theosfera às 11:20

A. Boas — e belas — notícias para as famílias

  1. Eis que, neste Domingo, somos presenteados com uma bela — e muito profunda — ressonância do Evangelho da Família. Deus também tem boas notícias sobre a família e para as famílias. Deus também tem um projecto concreto para a família.

Neste dia, somos ajudados a responder às duas perguntas fundamentais: «em que consiste a família?» e «porque é que falham tantas famílias?».

 

  1. Desde logo, é importante perceber que a família é, acima de tudo, uma invenção de Deus. A Primeira Leitura diz que, para Deus, «não é bom que o homem esteja só» (Gén 2, 18). Isto significa que Deus não nos criou para a solidão, mas para a relação. É pela relação que o homem realiza a sua semelhança com Deus (cf. Gén 1, 26).

O próprio Deus, sendo único, não é um. Deus, sendo único, não vive na solidão, mas em relação. Por conseguinte, a Santíssima Trindade é a primeira comunidade, a primeira família. Pelo que a família humana está destinada a ser a imagem por excelência da família divina.

 

B. A família que Deus quer

 

3. O Pai é diferente do Filho e do Espírito Santo, o Filho é diferente do Pai e do Espírito Santo, o Espírito Santo é diferente do Pai e do Filho. E apesar disso — ou, melhor, por causa disso — todos estão unidos, formando uma família: a Santíssima Trindade. Também o homem é diferente da mulher e também a mulher é diferente do homem. E apesar disso — ou, melhor, por causa disso — são por Deus chamados a viver em unidade, em família.

A família não nasce por uma decisão do homem e da mulher; a família nasce, antes de mais, por decisão de Deus. Neste sentido, o matrimónio não é uma questão a dois, é uma questão a três. O matrimónio não é apenas uma questão entre o homem e a mulher; é uma questão entre o homem, a mulher e Deus. É Deus quem os chama porque é Deus quem mais os ama. Nós acreditamos que é Deus que coloca este homem no caminho daquela mulher e esta mulher no caminho daquele homem.

 

  1. A última frase da Primeira Leitura torna tudo muito claro: «O homem deixará pai e mãe para se unir à sua mulher e os dois passarão a ser um só» (Gén 2, 24). Ou seja, Deus quer que o homem se una à mulher e que a mulher se una ao homem. Dessa união resulta uma coisa nova, uma coisa bela: a família. Deste modo, a família não nasce do domínio do homem sobre a mulher nem do domínio da mulher sobre o homem; a família nasce da união entre o homem e a mulher.

O homem e a mulher não deixam de ser o que são. A família, no pensamento de Deus, não anula nenhum dos seus membros. A família não elimina, ilumina.

 

C. O amor entre o homem e a mulher é o amor de Deus no homem e na mulher

 

5. Jesus Cristo elevou esta união entre o homem e a mulher à dignidade de Sacramento. Ou seja, a união entre o homem e a mulher passa a ser uma expressão do amor de Deus, do amor que Deus é e do amor que Deus tem por cada um de nós. Não espanta, por isso, que São Paulo peça aos esposos que se amem como Cristo amou a Igreja. E como é que Cristo amou a Igreja? Dando-se por ela, entregando-se por ela, oferecendo a vida por ela (cf. Ef 5, 25).

A esta luz, o amor que existe entre marido e esposa não é somente um amor que de um homem e de uma mulher. Trata-se de um amor que, neles, foi depositado por Deus. É por isso que o homem e a mulher não se devem amar apenas como o seu amor. O homem e a mulher devem amar-se sempre com o amor de Deus, com o amor de Deus revelado em Cristo. Foi, aliás, o que nos pediu Jesus: que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou, como Ele nos ama (cf. Jo 15, 12).

 

  1. Assim sendo, a preparação para o matrimónio e a vivência do matrimónio devem ser, sobretudo, tempos de oração, tempos de escuta. Uma vez que o amor entre o homem e a mulher vem de Deus, então cada homem e cada mulher devem dispor-se a acolher o amor que Deus neles depositou. Na verdade, foi esse amor que os juntou e é esse amor que os faz sobreviver como pessoas e como família.

São João Paulo II disse, há muitos anos, que «família que reza unida permanece unida». Pelo que a falta de união começa, quase sempre, pela falta de oração. Inversamente, o reforço da oração contribuirá para o crescimento da união. O tempo para Deus será sempre o tempo mais precioso para a família.

 

D. Porque é que as famílias falham?

 

7. Se têm tudo para dar certo, porque é que tantas famílias falham? Acima de tudo, por uma razão: porque as famílias se desligam de Deus. Tal como um viajante pelo deserto desfalece se não encontra uma fonte, a família desmorona-se se não bebe a água pura que lhe chega da parte de Deus. Por muitas ilusões que tenhamos, é importante que percebamos que sem Deus nada somos. De resto, o Filho de Deus preveniu-nos com suma clareza: «Sem Mim, nada podeis fazer» (Jo 15, 5).

Para Jesus, é a nossa «dureza» que estraga tudo. É a nossa «dureza» que conduz à falência da família. É a «dureza» da nossa mente — e do nosso coração — que nos impede de ver a verdade da família e de cultivar a beleza da vida familiar.

 

  1. Perante as objecções dos Seus contemporâneos (cf. Mc 10, 2), Jesus recorda o proto-Evangelho da família. A família, no plano de Deus, consiste na união entre um homem e uma mulher (cf. Mc 10, 6-7). É, portanto, esta a família que Deus quer: a família entre um homem e uma mulher, abertos à geração de novas vidas. E se é esta a vontade de Deus, será legítimo que alguém a modifique? Jesus não deixa lugar a dúvidas: «O que Deus uniu, não o separe o homem» (Mc 10, 9).

Ficam, assim, bem vincadas as propriedades essenciais do matrimónio: unidade e indissolubilidade, com a consequente abertura à vida. Não se trata de um mero projecto ideal. Trata-se, obviamente, de um ideal, mas que há-de tornar-se real, que há-de tornar-se realidade em cada dia.

 

E. Os problemas existem para serem vencidos, não para (nos) vencerem

 

9. A Igreja recebeu esta mensagem de Jesus, não se sentindo, portanto, em condições de a alterar. A Igreja é serva — não dona — da Palavra de Deus. Ela recebeu o encargo de a difundir, não de a modificar. Mas, então, e os problemas da família? Como lidar com tantos dramas, com tantas separações? Como ajudar tantas famílias que acabam pouco depois de começar?

É claro que a Igreja tem de usar sempre de misericórdia. As portas da Igreja estarão sempre abertas e o coração da Igreja é um coração permanentemente compassivo. Os que estão em maior dificuldade merecerão um maior acolhimento. Os que a vida mais feriu serão envolvidos por um acréscimo de compreensão, de solidariedade e de evangélica compaixão. Enfim, é preciso aproximar a mensagem das famílias e não desistir de aproximar as famílias da mensagem.

 

  1. Ninguém deve ser excluído e ninguém deverá ser iludido. Tal como o remédio para a doença não é a eliminação do doente, também a solução para os problemas da família não é a dissolução das famílias. O caminho só pode ser a revitalização da família e o apoio às famílias. Há muitos problemas nas famílias e há famílias com muitos problemas. Uma coisa, no entanto, é certa: os problemas existem não para nos vencerem, mas para serem vencidos por nós com a ajuda de Deus.

Queridas famílias, não comeceis a desistir e nunca desistais de começar. Queridas famílias, não desistais de vós. Maridos, não desistais das vossas esposas; esposas, não desistais dos vossos maridos. Filhos, não desistais dos vossos pais. Netos, não desistais dos vossos avós. Acreditai que aquilo que nos parece sombrio em muitos fins de tarde acabará por ser novamente luminoso ao nascer de uma qualquer manhã. E nunca esqueçais que, como já dizia Santo Agostinho, às vezes, é quando parece que tudo acaba que tudo verdadeiramente começa. A vossa família é muito bela. Não desperdiceis tanta beleza que Deus acendeu no vosso lar, no vosso coração, na vossa vida!

publicado por Theosfera às 05:39

Hoje, 07 de Outubro (Vigésimo Sétimo Domingo do Tempo Comum), é dia de Nossa Senhora do Rosário e S. Marcos, Papa.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 06 de Outubro de 2018

Hoje, 06 de Outubro, é dia de S. Bruno, Sta. Maria Francisca das Cinco Chagas, S. Diogo de San Vítores, Sta. Maria Ana Mógas de Funtcuberta, Sta. Fé e S. Francisco Gárate.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:25

Sexta-feira, 05 de Outubro de 2018

Hoje, 05 de Outubro, é dia de S. Plácido, Sta. Flor, S. Raimundo de Cápua, S. Bartolomeu Longo, Sta. Faustina, S. Francisco Xavier Seelos e St. Alberto Marvelli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 04 de Outubro de 2018

Hoje, 04 de Outubro, é dia de S. Francisco de Assis, Sta. Calistena e Sto. Adaucto.

Retenhamos o conselho do «Poverello» e sejamos «simples, humildes e puros».

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:34

Quarta-feira, 03 de Outubro de 2018

Hoje, 03 de Outubro, é dia de S. Francisco de Borja, S. Veríssimo, S. Máximo, Sta. Júlia, Sto. Evaldo e Sto. Evaldo (irmãos) e S. Columba Marmion.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 02 de Outubro de 2018

Hoje, 02 de Outubro, é dia dos Stos. Anjos da Guarda, S. Tomás de Bereford e Sto. António Chevrier. Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:39

Segunda-feira, 01 de Outubro de 2018

Hoje, 01 de Outubro (início do mês do Rosário e das Missões), é dia de Sta. Teresa do Menino Jesus e da Santa Face e S. Bavão.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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