O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 19 de Agosto de 2018

Abre, Senhor, os nossos olhos.

Abre, Senhor, o nosso coração.

 

Abre, Senhor, a nossa vida.

Abre-nos, Senhor, à vida,

ao amor, ao perdão e à paz.

 

Abre-nos, Senhor, à partilha.

Abre-nos ao dom e à dádiva.

 

Que sejas sempre Tu em nós.

Que sejas verdadeiramente o nosso Senhor.

 

Habita, Senhor, no nosso mundo,

na nossa vida, no nosso coração.

 

Queremos recomeçar com alento.

Dá-nos, Senhor, a coragem e a confiança.

 

Que nós nunca desfaleçamos.

Tu, Senhor, estás sempre em nós.

 

Que nós queiramos estar em Ti,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:28

A. Dar a carne é dar a vida

 

  1. O Pão de Deus — Pão vivo e Pão da Vida — pode estar além da nossa compreensão, mas não é inacessível à nossa disponibilidade. Neste sentido, o importante não é tanto compreender o seu significado. O importante é que estejamos disponíveis para nos deixamos transformar por ele.

O Pão que Jesus oferece é a «Sua carne», que Ele nos dá pela vida do mundo (cf. Jo 6, 51). A palavra «carne» designa habitualmente a realidade física do homem, na sua estrutural debilidade. Tony Blair reconheceu que «ser humano é ser frágil». Ao assumir que vai oferecer a «Sua carne» por nós, Jesus partilha da nossa fragilidade. Não paira à distância. Faz Seu o que é nosso.

 

  1. Acontece que isto não é fácil de entender. Os judeus não entendem as palavras de Jesus (cf. Jo 6, 51). Quando Jesus Se apresenta como «Pão vivo descido do céu para dar a vida ao mundo», eles entenderam que Jesus pretendia mostrar-Se como uma espécie de «mestre de sabedoria».

Só que Jesus usa o verbo «comer». Jesus convida a «comer» a Sua carne. O que significam as Suas palavras? Terão alguma conotação antropofágica? São, sem dúvida, palavras difíceis de compreender.

 

B. A Eucaristia ajuda a compreender o incompreensível

 

3. Só conseguiremos compreender o que Jesus diz em chave eucarística. A Eucaristia é a chave de toda a Teologia e de toda a vida cristã. É na Eucaristia que sabemos o que se deve saber e o que importa fazer. Todavia, os judeus não conseguem — nem querem — entender.

Mas nem assim Jesus desiste. Jesus reitera a Sua afirmação e vai até mais longe. Ele não só vai dar a «comer» a Sua carne como vai também dar de beber o Seu «sangue». Quem comer esta carne e beber deste sangue recebe a vida definitiva, a vida eterna (cf. Jo 6, 53-54).

 

  1. Esta referência ao «sangue» coloca-nos no caminho da paixão e da morte. Dizer que Jesus é «carne» é o mesmo que dizer que Ele assumiu a nossa fraqueza e até a nossa morte. Dizer que o pão que Ele há-de dar é a Sua «carne para a vida do mundo» significa que Jesus fez da Sua vida um dom, uma oferta, uma dádiva, uma entrega de amor pela humanidade. O ponto alto da entrega dessa vida é a morte, é a Cruz.

Aquela morte surge, assim, como a expressão máxima daquela vida. Na Cruz, manifesta-se, na «carne» de Jesus, o Seu amor, o Seu dom, a Sua entrega.

 

C. Que significa «comer» e «beber»?

 

5. Por conseguinte, quem quiser seguir Jesus tem de «comer» e «beber». Ou seja, tem de aderir a Jesus e tem de se transformar em Jesus. O discípulo não tem de ser outro Jesus, porque não há outro Jesus. O cristão tem de procurar ser sempre Jesus.

O que Jesus está a pedir é que os Seus discípulos reproduzam a Sua vida, o Seu amor e a Sua entrega. Quem se der como Ele terá acesso à vida eterna, a uma vida plena, a uma vida feliz. Quem está com Jesus no tempo com Jesus estará por toda a eternidade.

 

  1. A Eucaristia celebra — e actualiza — esta doação. O mesmo Jesus, que Se doou até ao fim, continua a oferecer-Se como alimento. Por isso, o discípulo, que «come» e «bebe» a Sua «carne» e o Seu «sangue», compromete-se a dar a vida como Ele deu, como Ele sempre dá.

É por isso que as Eucaristias não se somam, mas entranham-se. Muito pertinente era o saudoso D. António de Castro Xavier Monteiro quando perguntava aos cristãos: «Quantas vezes comungastes o Corpo de Cristo e quantas vezes vos transformastes no Corpo de Cristo?». Comungar Cristo tem de implicar sempre transformarmo-nos em Cristo.

 

D. Transformemo-nos em Cristo

 

7. A Eucaristia tem uma celebração sacramental e há-de ter sempre uma celebração existencial. Quando termina a Missa, tem de começar a Missão. Somos chamados a transformarmo-nos em Cristo neste mundo para ajudarmos a transformar o mundo em Cristo.

«Comer a carne» e «beber do sangue» de Jesus é ficar em comunhão íntima com Jesus. O discípulo que adere a Jesus identifica-se com Ele e torna-se um com Ele (cf. Jo 6, 56). É aqui que tem raiz o compromisso cristão. Quem «come a carne» e «bebe do sangue» de Jesus tem de se comprometer com o projecto de Jesus: dar vida ao mundo, dar a vida pelo mundo. Do «comer a carne» e do «beber o sangue» de Jesus nasce uma nova humanidade, que vence a morte e vive para sempre (cf. Jo 6, 58). A Eucaristia é, assim, uma forma singularíssima de tornar presente, na vida dos crentes, a vida e o amor de Jesus.

 

  1. É aqui que se encontra o «senso cristão», que tantas vezes desperdiçamos. O cristão não é chamado a viver segundo o senso comum. São Paulo alerta-nos para a nossa maneira de proceder e diz para não vivermos como «insensatos» (cf. Ef 5, 15). Ao apelar para sermos pessoas de senso, ele está seguramente a exortar para que vivamos segundo o senso de Cristo.

Não basta, pois, qualquer senso nem sequer o consenso. O importante é crescermos todos no senso de Cristo. É no senso de Cristo que aproveitaremos bem os próprios dias maus (cf. Ef 5, 16). Os tempos não ajudam muito, mas Cristo ajuda-nos sempre. E é particularmente nos dias maus que temos de ter uma conduta boa.

 

E. Embriaguemo-nos, mas não com vinho

 

9. São Paulo apela: «Não vos embriagueis com vinho, que leva à vida desregrada, mas deixai-vos encher do Espírito» (Ef 5, 18). Não nos embriaguemos com vinho. Embriaguemo-nos, antes, com o Espírito, que nos infunde a vida de Deus.

São Paulo faz um convite à oração, ao louvor e à acção de graças ao Senhor. Não tenhamos medo de pedir, mas também não nos esqueçamos de agradecer. A oração é importante para tudo: para pedir e para agradecer. Há tanto para pedir sem dúvida. Mas há muito mais para agradecer.

 

  1. Quando sabemos agradecer os dons de Deus estamos no caminho da sabedoria, de que nos fala a Primeira Leitura. Ela surge-nos hipostasiada sob a forma de uma dona de casa, que convida para o banquete. Não descura nada: constrói uma «casa» com «sete colunas» (Prov 9, 1), pois o número sete é o número da plenitude, da perfeição. Prepara comida com abundância e põe a mesa (cf. Prov 9, 2). Depois, envia criadas para que levem a toda a cidade o convite para participar na festa (cf. Prov 9, 3).

Quem são os destinatários do convite feito pela «senhora Sabedoria»? São os «simples», os chamados «inexperientes» e «insensatos» (cf. Prov 4-6). Não é preciso ser muito dotado para chegar a Deus. É o próprio Deus que nos dota. O importante é estar aberto. E os simples, porque estão vazios de si, costumam mostrar uma abertura maior. Sejamos sempre simples e estejamos sempre atentos. O convite de Jesus não demora a chegar!

 

publicado por Theosfera às 05:24

Hoje, 19 de Agosto (20º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. João Eudes, Sto. Ezequiel Dias Moreno, S. Luís de Toulouse e S. Bernardo de Tolomai.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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