O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 31 de Julho de 2018
  1. É habitual associarmos os santos à mansidão.

Há, porém, quem tenha alcançado a santidade não só pelo caminho da brandura, mas também pela via da bravura.


  1. Nem sempre os santos estiveram longe das bofetadas e nem sempre as bofetadas estiveram longe dos santos.

Houve santos que levaram bofetadas. Mas o mais sintomático é que houve igualmente santos que deram bofetadas.


  1. Santa Isabel da Hungria, apesar de ser rainha, foi severamente penitenciada.

O seu director espiritual, Conrado de Magburgo, disciplinava-a com bofetadas. E, como se isto não bastasse, arranjou duas mulheres para a agredir e caluniar.


  1. O Santo Cura d’Ars, quando era seminarista, levou duas bofetadas de um colega que lhe dava explicações. Como João Maria Vianney revelava dificuldades na aprendizagem, o «explicador» perdeu a paciência.

É claro que depressa se arrependeu da agressão. Mais tarde, viria a chegar a bispo e foi sempre respeitador para com o antigo colega.


  1. Não foi, contudo, a única vez que o santo foi agredido.

Já sacerdote, alguém lhe deu uma bofetada. Impávido e sereno, ainda conseguiu reagir com tintas de humor: «Meu amigo, a outra face está com inveja!»


  1. A Beata Rafaela Ibarra foi atingida à bofetada por uma reclusa que tinha ido visitar.

Eis a sua resposta: «Não me fizeste mal, minha filha! A partir de agora, vou gostar ainda mais de ti».

 

 

  1. Aliás, nem Jesus ficou a salvo das bofetadas.

Também Ele foi esbofeteado: não por Verónica (como, por desatinado lapso, foi dito recentemente na TV), mas por um guarda (cf. Jo 18, 22).


  1. O mais intrigante, porém, é ver como — em relação às bofetadas — houve santos que as deram.

Foi o caso de São Pio X, que, torturado por uma dor de dentes, esbofeteou a irmã que lhe recomendava paciência.


  1. Também consta que São Nicolau, em pleno Concílio de Niceia (325), deu umas bofetadas em Ario, por este negar a plena divindade de Cristo.

No século XIII, São Peregrino agrediu São Filipe Benizi a soco e à bofetada. Este, no entanto, perdoou-lhe e acolheu-o na Ordem dos Servos de Maria, que tinha fundado.


10 É sobejamente conhecido o conselho de São João Crisóstomo. Se alguém ouvir uma blasfémia, não hesite em esbofetear quem a profere. «Batendo-lhe, santificas a tua mão».

Mas é melhor não seguir tal conselho. Tanto mais que, como notava o mesmo santo, «a violência não se vence com a violência, mas com a mansidão»!

publicado por Theosfera às 11:59

Hoje, 31 de Julho, é dia de Sto. Inácio de Loiola (fundador da Companhia de Jesus) e S. Germano.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Segunda-feira, 30 de Julho de 2018

Hoje, 30 de Julho, é dia de S. Pedro Crisólogo, Sta. Julita, S. Justino de Jacobis, S. Cláudio Correa e S. Frederico Rubio.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Domingo, 29 de Julho de 2018

Eu Te bendigo, Senhor
com a fragilidade do meu ser
e a debilidade das minhas palavras,
por tantas maravilhas e por tanto amor que semeias no coração de cada homem.



Eu Te bendigo, Senhor
pela simplicidade da Tua presença
e pelo despojamento do Teu estar.



Obrigado é pouco para agradecer,
mas é tudo o que temos para Te bendizer.



Obrigado, pois,
por seres Pão e Paz,
na Missa que celebramos
e na Missão a que nos entregamos.



Obrigado por seres Pão e Paz
num mundo dilacerado pela fome e martirizado pela guerra.



Fome de Ti sempre!
Fome de Pão nunca!



Que o pão nunca falte nas mesas
e que a paz nunca se extinga nos corações.



Que jamais esqueçamos, por isso,
que a Eucaristia nunca termina.



Que possamos compreender que o "ide em paz"
não é despedida, mas envio.



Queremos trazer-Te connosco,
queremos ser sacrários vivos onde todos Te possam encontrar e reconhecer.



Obrigado, Senhor,
por seres Pão e Paz.



Obrigado por nunca faltares à Tua promessa.
Prometeste ficar connosco e connosco estás.

Sacia a nossa sede de verdade e de justiça.

Pedimos-Te pelos mais pequenos, pelos mais pobres e pelos mais desfavorecidos,
pelos mais sacrificados e por aqueles a quem exigem sempre mais sacrifícios.


Ensina-nos, Senhor,
a sermos mais humanos e fraternos.



Que com Maria, Tua e nossa Mãe,
aprendamos a ser Eucaristia para o mundo.



Obrigado, Senhor, por vires sempre connosco.
Leva-nos sempre conTigo,
Conduz-nos sempre para Ti,
para Ti que és a Paz,
JESUS!

publicado por Theosfera às 11:30

A. Um só corpo no mesmo Corpo

 

  1. Não falta quem, como Hipócrates, reconheça que «o homem é aquilo que come». Assim sendo, se nós comemos Cristo, então podemos dizer que todos nós somos Cristo. E, de facto, ser cristão não é só seguir Cristo, ser cristão é ser Cristo. Ser cristão é acolher Cristo. Ser cristão é perceber que Cristo Se transforma em nós para que nós nos transformemos em Cristo.

Neste e nos próximos domingos, o Evangelho apresenta-nos Cristo como pão e apresenta-nos o pão como figura de Cristo. É Cristo que nos alimenta, é Cristo que sacia a nossa fome. E uma vez que é o mesmo pão que comemos, então, como exorta São Paulo, formamos todos um só corpo (cf. Ef 4, 4).

 

  1. Toda a liturgia deste 17º Domingo do Tempo Comum se faz eco da preocupação de Deus em saciar a fome da humanidade. Não se trata apenas da fome corporal, mas de todas as fomes, incluindo também a fome espiritual, a fome de sentido, a fome de esperança, a fome de felicidade.

Mas Deus vai mais longe. Ele quer saciar a fome do homem através do homem. É através de nós que o pão tem de chegar a todos os famintos desta vida. No fundo, Deus está em quem tem fome e em quem faz tudo para saciar a fome.


 

B. Mais divisão que multiplicação

 

  1. Deus quer contar connosco para que o Seu pão chegue a todos.

Na Primeira Leitura, o profeta Eliseu, ao partilhar o pão que lhe foi oferecido, testemunha a vontade de Deus em saciar a fome do mundo. No Evangelho, Jesus apercebe-Se da fome da multidão que O segue. É aos discípulos que Ele confia a tarefa de distribuir o pão.

Na Segunda Leitura, encontramos como que os requisitos que os cristãos devem ter nesta missão de distribuir o pão. Não devemos repartir com arrogância ou qualquer complexo de superioridade. Os cristãos devem comportar-se sempre com «humildade, mansidão e paciência» (Ef 4, 2). Afinal, Deus está em todos (cf. Ef 4, 6): está em nós, que distribuímos o pão, e está também em quem tem fome de toda a espécie de pão.

 

  1. No nosso tempo, é a Igreja de Cristo que é chamada a distribuir o pão. Quem tem pão é convidado a distribuir o pão. Foi o que aconteceu aos discípulos. André encontrou alguém com cinco pães e dois peixes (cf. Jo 6, 9). E foram esses pães e dois peixes que foram distribuídos pela multidão (cf. Jo 6, 11).

A bem dizer, mais do que uma multiplicação, o que encontramos neste texto é uma divisão. É aquele pouco — cinco pães e dois peixes — que se divide por muitos. Como é possível? Na sua sabedoria simples e na sua simplicidade sábia, o povo costuma dizer que «o pouco com Deus é muito». É isto, com efeito, que se passa aqui. Jesus pega no pouco recebido do homem (cinco pães e dois peixes), «dá graças» e distribui (cf. Jo 6, 11). O nosso pouco muito contém quando Deus intervém.


 

C. Os pães que são figura do Pão

 

  1. Deus não quer que demos muito. Deus quer que demos tudo, ainda que o nosso tudo seja pouco. Quando damos tudo — e sobretudo quando nos damos totalmente —, deixamos de nos pertencer a nós. Passando a pertencer a Deus, aceitamos que Deus faça tudo à Sua maneira. E quando as coisas correm à maneira de Deus, ninguém passa fome, ninguém passa mal.

Não espanta que o capítulo 6 seja o capítulo eucarístico do Evangelho segundo São João. Não tendo um relato sobre a instituição da Eucaristia, oferece-nos, aqui, uma preciosa — e deliciosa — catequese sobre o significado da Eucaristia. Jesus começa por experimentar os discípulos de ontem, como nos experimenta a nós, Seus discípulos de hoje. E o estado inicial dos discípulos é um retrato do nosso estado habitual.

 

  1. Na Sua passagem para o outro lado do Mar da Galileia, Jesus é acompanhado por uma numerosa multidão (cf. Jo 6, 2). Jesus sobe ao monte, senta-Se aí com os discípulos (cf. Jo 6, 3). Está próxima a festa da Páscoa, enquanto festa dos judeus (cf. Jo 6, 4).

Isso, por um lado, explica que muita gente estivesse em movimento. E, por outro lado, expressa a ligação entre a Páscoa e a Eucaristia. Aquela Páscoa ainda era a festa dos judeus, mas a futura Páscoa não iria ser a festa só dos judeus. Naquela Páscoa, o alimento ainda é o cordeiro ao passo que, na futura Páscoa, o alimento é o pão da vida. É esse pão que está figurado nos pães. Esse pão é o próprio Jesus.


 

D. O pouco com Jesus é muito

 

  1. Acontece que os discípulos ainda estavam longe de entender o que estava em causa. Jesus pergunta-lhes «onde haviam de comprar pão» (Jo 6, 5). E os discípulos têm noção de que, acima do local da compra, havia o problema do montante da compra: «Duzentos denários não bastariam para dar um pedaço a cada um» (Jo 6, 7). Sucede que um denário equivalia ao salário de um dia de trabalho, pelo que nem o dinheiro de mais de meio ano de trabalho daria para resolver o problema.

Isto significa que a solução para o problema não passa por comprar, mas por oferecer e repartir. É o que acontece quando André disponibiliza os cinco pães e os dois peixes que estavam nas mãos de um rapaz (cf. Jo 6, 9). Ou seja, ele sabe que a solução não passa por comprar, mas por dar. Só que também acha que se trata de uma solução insuficiente. Pouco dará para poucos. Pouca coisa dará para pouca gente (cf. Jo 6, 9).

 

  1. A André só faltava compreender que, para chegar aos outros, aquilo que possuímos tem de passar por Jesus. Antes de dar, temos de nos dar a Jesus: temos de dar tudo, temos de nos dar totalmente. Quem se dá inteiramente a Jesus, dá-se inteiramente aos outros.

Neste sentido, será bom notar que os números «cinco» (pães) e «dois» (peixes) não estão aqui por acaso. A soma de cinco mais dois dá «sete», o número que simboliza totalidade. Isto significa que é na partilha da totalidade do que temos — e do que somos — que ajudamos a combater as carências das pessoas. Jesus não censura a posse das coisas. O que Jesus quer é que estejamos dispostos a repartir por quem não possui. Nada faltará se todos soubermos dar, se todos (nos) soubermos dar.


 

E. Deus não faz «cortes», só quer que cortemos com o egoísmo

 

  1. Esta partilha do que se possui sinaliza que, em rigor, o verdadeiro proprietário de tudo é Deus. Ao «dar graças» sobre os pães e os peixes (cf. Jo 6, 11), Jesus mostra que os bens são dons que vêm de Deus. Ele é o único Senhor. O que Ele nos entrega não entrega só a nós. O que Ele nos entrega é para chegar a todos. Se tudo recebemos de graça, também é de graça que tudo devemos distribuir. Daí que a solução não seja comprar nem vender, mas oferecer e repartir.

Jesus manda recolher o que sobra (cf. Jo 6, 12), o que torna claro que os dons de Deus são abundantes. Deus não é «austeritário», mas abundantemente solidário. Deus não faz «cortes». Deus só quer que cortemos com o egoísmo e com o calculismo.

 

  1. Não desperdicemos nada (cf. Jo 6, 12). Que não se perca nenhum pão, que não se perca nenhum peixe e que não se perca sobretudo a disponibilidade para distribuir o pão e o peixe. O que não se pode jamais perder é o amor, a generosidade e a partilha. Se soubermos repartir o que recebemos de Deus, não haverá fome na humanidade.

É isso o que falta. É isso o que urge. É preciso aprender com Jesus. Ele não aceita que O façam rei (cf. Jo 6, 15) porque não veio para ser servido, mas para servir (cf. Mt 20, 28). O importante não é o poder, mas o serviço. É este mundo novo que não pode ser adiado. Jesus conta connosco para que esse mundo novo possa começar quanto antes. Se possível, agora!

publicado por Theosfera às 05:30

Hoje, 29 de Julho (17º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sta. Marta, S. Lázaro e Sto. Olavo.

Refira-se que Sta. Marta é invocada como padroeira dos estalajadeiros, hoteleiros, lavadeiras e cozinheiras.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 28 de Julho de 2018

Hoje, 28 de Julho, é dia de S. Celso, S. Nazário, S. Vítor I, S. Pedro Poveda Castroverde e Sta. Maria Teresa Kolawska.

Refira-se que S. Vítor I foi o responsável por colocar a Páscoa no Domingo após a Lua Cheia da Primavera, contra a opinião das chamadas «Igrejas catorzimais», que defendiam o dia estrito correspondente ao 14 de Nisan. Também terá sido o primeiro escritor cristão a usar o Latim. Antes, o Grego era a língua oficial da Igreja.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 27 de Julho de 2018

Hoje, 27 de Julho, é dia de S. Pantaleão. Sta. Maria Madalena Martinengo e S. Tito Bradsma.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 26 de Julho de 2018

Hoje, 26 de Julho, é dia de S. Joaquim e Sta. Ana e Sta. Bartolomea Capitânea.

Dado que S. Joaquim e Sta. Ana, Pais de Nossa Senhora, foram os Avós de Jesus, convencionou-se ser hoje o Dia dos Avós.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 25 de Julho de 2018

Hoje, 25 de Julho (faltam apenas cinco meses para o Natal), é dia de S. Tiago e S. Cristóvão.

O nome Tiago resulta de uma evolução do hebraico Jacob, que tem como equivalentes Jacques, James, Jácome, Jaume e Jaime. No ocidente da Península Ibérica, começou a ser conhecido como Iago. Daí Sant'Iago, Santiago e S. Tiago. Foi o primeiro dos Doze a receber o martírio.

Cristóvão (ou Cristófero) significa «aquele que transporta Cristo». Este santo é padroeiro dos archeiros, dos que fazem fretes, dos carregadores dos mercados, dos pisoeiros, dos negociantes de frutas, dos automobilistas; é invocado contra a morte súbita, as tempestades, o granizo, as dores de dentes e a impenitência final.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 24 de Julho de 2018
  1. Tanto nos habituamos a ele que quase já não pensamos nele.

O sino tornou-se-nos tão familiar que só damos conta dele quando deixa de tocar.


  1. Quem se mobiliza, hoje em dia, ao som dos sinos?

Como indica a própria palavra, «sino» é sinal («signum»). Trata-se de um sinal para agregar, para reunir, para juntar.


  1. Eram os sinos que avisavam as pessoas da proximidade das celebrações.

Era pela cadência ritmada do som emitido dos campanários que cada um saía da sua casa para a Casa de Deus.


  1. Ao formar assembleias, os sinos fermentavam comunidade e geravam povo.

No templo rezava-se e nos átrios convivia-se. Os cidadãos sentiam-se verdadeiros «filhos da Igreja». Foi, aliás, de «filho da Igreja» («filius Ecclesiae») que veio a «freguesia», a autarquia mais presente em cada localidade.


  1. Além da sua óbvia função eclesial, os sinos cumpriam — e, em parte, ainda cumprem — uma importante função social.

Era pelos sinos que se sabia que alguém tinha sido baptizado. Era pelos sinos que se notava que alguém tinha morrido. E era pelos sinos — tocados a rebate — que se tomava conhecimento dos maiores sinistros como os incêndios.


  1. Foi o Papa Sabiniano que, no século VI, tornou obrigatório o uso dos sinos.

Há quem diga que eles foram a primeira ferramenta de «marketing» da história. E, além de ter sido a primeira, terá sido também a melhor.


  1. É o que pensa Alexis Periscinoto, que, em abono da sua tese, aduz razões pertinentes.

«Quando os sinos tocavam, eles atingiam 90% dos habitantes de uma população, mudando o seu comportamento pessoal». As pessoas guiavam o seu dia ao som dos sinos.


  1. Acresce que, «quando todas as casas eram baixas, os cristãos construíam igrejas com torres seis vezes maiores. Isso permitia o reconhecimento imediato da igreja».

O «logótipo» dos cristãos também é o melhor: é a Cruz. Ela estava «sempre colocado no ponto mais alto e visível das igrejas».


  1. Os sinos não pararam a tocar. Mas nem todos por eles se deixam mover.

Temos, por isso, de usar outros «signos» e de investir em novos «sinos».


  1. Há que recorrer às «sms» e ao «facebook». É preciso fazer «soar» esses meios, se possível de forma personalizada.

Estes novos «sinos» até chegam mais longe. E podem motivar pessoas que, de tão acostumadas aos outros sinos, já nem sequer os ouvem!

publicado por Theosfera às 10:54

Hoje, 24 de Julho, é dia de Sta. Cristina Admirável, Sta. Luísa de Sabóia, S. João Soreth, S. Sarbélio Makhluf, Sta. Maria Mercês, Sta. Teresa, Sta. Maria Pilar, Santa Kinga e Sta. Maria Ângeles.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 23 de Julho de 2018

Hoje, 23 de Julho, é dia de Sta. Brígida (Padroeira da Europa), Sto. Apolinário, Sta. Cunegundes e S. Nicéforo e seus Companheiros mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 22 de Julho de 2018

Obrigado, Senhor,

Pelo Altar e no Sacrário

E por tantas maravilhas

Que fazes neste Santuário.

 

É neste lugar santo

Que nos esperas em cada dia

Aqui sempre Te encontramos

Mais à Tua Mãe, Maria.

 

Hoje é dia de festa.

Recordamos a inauguração

Deste lugar de encanto

Que nos aquece o coração.

 

Este povo que tem fé

Não encontra lugar igual

Aqui está mais perto do Céu.

É mesmo um lugar especial.

 

É por causa do Santuário

Que tantos vêm a Lamego.

Aqui todos procuram paz,

Aqui todos encontram aconchego.

 

Obrigado por este dia

Em que tudo começou a acontecer.

E que nunca se apague em nós

A luz da fé que nos faz viver.

 

Queremos agradecer, Senhor.

Queremos louvar-Te, Maria.

Que em nós aumente sempre

O amor e a alegria.

 

Nossa Senhora dos Remédios,

Que nos acolhes no santuário.

Que meditemos sempre conTigo

Os mistérios do Rosário.

 

Nossa Senhora dos Remédios,

Nossa Mãe e Padroeira,

Ampara-nos nos caminhos

Ao longo da vida inteira.

 

Aos doentes dá saúde

E a todos consolação

Recebe as nossas preces

E guia-nos pela Tua mão.

 

Aqui estamos em casa,

Aqui nos sentimos bem

Que, um dia, a Tua morada

Possa ser a nossa também.

 

Aceita a nossa gratidão

Neste dia aniversário.

Obrigado, Mãe querida,

Pelo Teu belo Santuário!

publicado por Theosfera às 13:29

Neste tempo de férias,

pensamos, Senhor, naqueles que estão a repousar

e lembramos aqueles que não podem sequer descansar.

 

Neste tempo de contrastes,

pensamos naqueles que estão a trabalhar

e lembramos aqueles que nem sequer conseguem encontrar trabalho,

nem pão, nem casa.

 

Tu, Senhor, queres o nosso descanso.

Tu, Senhor, és o nosso descanso.

 

Como há dois mil anos,

Tu convida-nos a descansar,

a descansar conTigo,

a descansar em Ti.

 

Tu fazes-nos descansar quando nos ensinas.

Tu fazes-nos descansar quando nos acompanhas.

Tu fazes-nos descansar quando nos envolves com a Tua compaixão,

com o Teu amor, com a Tua infinita paz.

 

Fica connosco, Senhor,

como ficaste com os Teus discípulos quando a barca parecia afundar-se na tempestade.

 

Dá-nos luz para vermos que só Tu és a vida, a paz e tranquilidade

mesmo que tudo ameace ruína.

 

Ensina-nos, Senhor, a perdoar e a pedir perdão,

a amar e a sermos amados,

a louvarmos as virtudes e a sermos tolerantes com os defeitos e os limites.

 

Fica connosco, Senhor.

Sê Tu mesmo o nosso confidente,

a nossa praia e o nosso passeio dominical,

o nosso travesseiro e o nosso sonhar.

Sê Tu mesmo, hoje e sempre,

o nosso amanhecer e o nosso acordar.

 

Queremos viver em Ti.

Queremos amar em Ti,

sorrir para Ti, chorar conTigo.

 

Queremos ir sempre ao Teu encontro,

toda a vida, hora a hora,

até que, um dia, Tu nos chames

e nos convides a repousar definitivamente

e a permanecer em Ti para sempre,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:30

A. Uma viagem até 22 de Julho de 1761

 

  1. Não é só pelo espaço que viajamos. Viajamos também — e bastante — pelo tempo. Que é o tempo senão uma viagem? Que é o tempo senão uma contínua — e acelerada — viagem?

Acontece que a viagem pelo tempo não nos conduz apenas ao que ainda está para acontecer. Também nos conduz ao que já aconteceu. Se não fosse o que outros foram, não seríamos o que somos. É por isso que recordar também é viver. Como notou o escritor Paul Auster, «a memória é o lugar onde tudo acontece pela segunda vez». É que aquilo que acontece e aquilo que está para acontecer dependem muito daquilo que já aconteceu.

 

  1. Basta olhar para este Santuário. O que aqui está deve-se muito a quem aqui esteve, a quem aqui trabalhou, a quem aqui peregrinou e rezou. Muitas páginas brilhantes aqui se escreveram: com fé, amor, entusiasmo e também muito suor. Muitos dias estão aqui gravados a letras de ouro. Mas, sem dúvida, o dia mais importante deste Santuário foi o dia da sua dedicação, o dia da sua inauguração.

Foi precisamente neste dia, há 257 anos, que o Santuário foi dedicado e, portanto, inaugurado. Propunha, por isso, que fizéssemos uma breve — sentida e agradecida — viagem até esse dia 22 de Julho de 1761. É um dia que nenhum lamecense — nem nenhum devoto — devia esquecer. É, pois, um dia que todos os anos deveríamos assinalar.


 

B. Uma madrugada de festa

 

  1. Era uma quarta-feira. Pelas cinco horas da manhã, este lugar estava completamente cheio. Foi precisamente a essa (matutina) hora que começou a celebração. O Bispo de Lamego, D. Feliciano de Nossa Senhora, não veio, tendo delegado a sua representação na pessoa do Cón. José Pinto Teixeira, Juiz da Irmandade. Foi este sacerdote, natural de Valdigem e residente na Rua da Olaria, o grande artífice da construção. Tendo sido eleito em 1748, desencadeou os trabalhos a 14 de Fevereiro de 1750, o dia da bênção e do lançamento da primeira pedra.

Durou, por conseguinte, 11 anos a construção do corpo do nosso Santuário. Aliás, é o que mostra a inscrição que se encontra no centro da fachada. Diz tal inscrição «acabada [em] 1761». Só que este acabamento ainda não incluía as torres nem o recheio. O que foi inaugurado a 22 de Julho de 1761 foi mesmo o corpo do edifício: a nave, a capela-mor e a sacristia (que corresponde à actual Sala dos Retratos).

 

  1. Compreende-se, então, que tenha sido o Cón. José Pinto Teixeira a presidir ao rito da dedicação. Acompanharam-no o mestre-de-cerimónias da Mitra, Padre António José da Costa, além de muitos outros sacerdotes e fiéis.

Pela descrição, ficamos a saber que se procedeu à «bênção por fora bem como por todo o seu âmbito e sacristia em volta». O ritual começou com uma procissão onde iam a Cruz e as tochas, bem como a caldeirinha com água benta e hissope. Durante o cerimonial, entoaram-se salmos, ladainhas e orações. Logo de seguida, o próprio Juiz da Irmandade celebrou a primeira Missa no Santuário, que «foi cantada» e assinalada com «vários repiques no sino».


 

C. Do Santuário para a Cidade

 

  1. Mas as celebrações não se ficaram por aqui. O ciclo festivo estendeu-se por mais uns dias, até ao dia de Nossa Senhora dos Remédios, que nesse tempo era a 5 de Agosto. [Só em 1778 é que passou para 8 de Setembro]. Na noite de sábado, 25 de Julho, a imagem de Nossa Senhora dos Remédios saiu em procissão.

Esta teve início na Capela que havia no actual Largo dos Reis e que, sucedendo à primitiva Capela de Santo Estêvão, tinha sido inaugurada em Agosto de 1565. Além da imagem de Nossa Senhora dos Remédios, integraram a procissão as imagens de Santo Estêvão, de São Joaquim e de Santa Ana. A Padroeira foi transportada pelos irmãos da Confraria do Terço «num andor primorosamente armado de gala branca».

 

  1. O cortejo dirigiu-se para a Igreja do Desterro. Os sacerdotes traziam sobrepeliz e os leigos levavam vestes brancas, com lanternas acesas e tochas. As orações e os cânticos da procissão foram acompanhados por repetidos toques dos sinos da Sé e do Convento de Santa Cruz.

Os habitantes de Lamego verteram publicamente a sua alegria iluminando as janelas das suas casas com lamparinas. Dizem os anais que a cidade mais «parecia um céu estrelado na terra».


 

D. Da Cidade para o Santuário

 

  1. Na Igreja do Desterro, foram preparados quatro altares: um para Nossa Senhora dos Remédios, outro para São Joaquim, outro para Santa Ana e outro para Santo Estêvão. No Domingo, 26 de Julho, nessa mesma Igreja houve Missa cantada com sermão pelo Padre Manuel Caminha, do Convento de Santa Cruz.

Pelas cinco horas da tarde, saiu uma longa — e muito solene — procissão com os andores das quatro imagens atrás indicadas e presidida pelo Cón. Manuel Pereira da Silva, comissário do Santo Ofício em Lamego. Participaram todas as Irmandades, com a Cruz da Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios à frente. Seguia-se o andor de Santo Estêvão, o andor de Santa Ana, o andor de São Joaquim, o clero e, no meio do clero, o andor de Nossa Senhora dos Remédios, transportado por seis sacerdotes.

 

  1. Cada andor era acompanhado por duas tochas sendo o andor de Nossa Senhora dos Remédios acompanhado por quatro. Entoaram-se cânticos e salmos e, a concluir, via-se o pálio de seda branca, onde o referido Cón. Manuel Pereira da Silva levava o Santo Lenho. Atrás do pálio ia o Juiz da Irmandade, com a murça e o bastão. Muito foi o povo que se incorporou na procissão. O cortejo para o Santuário seguiu pela Corredoura, Rossio, Praça de Cima, Convento das Chagas (com pregação pelo Padre Manuel António da Purificação), Rua Nova, Almacave e Mazeda.

A imagem de Nossa Senhora dos Remédios foi colocada no trono na segunda-feira, 27 de Julho. Este trono veio da Sé e aqui esteve cinco anos, até 1766, ano em que foi instalado o Altar-Mor. Na terça-feira, dia 28, começou a Novena que culminou com a Festa no dia 5 de Agosto, uma quarta-feira.


 

E. Sem nada dizer, é tanto o que a Mãe está sempre a fazer

 

  1. A Festa teve início às cinco horas da manhã com a exposição do Santíssimo Sacramento no peito da imagem de Nossa Senhora. Este hábito de colocar o relicário com o Santíssimo Sacramento na imagem de Nossa Senhora permitia que quem olhasse para Maria também olhasse, no mesmo instante, para o Corpo sacramentado de Jesus. Fundia-se, deste modo, no mesmo gesto, o culto a Maria com a centralidade da Eucaristia. No entanto, tal costume de pôr o relicário no peito da Senhora foi suprimido, por decisão episcopal, a 7 de Agosto de 1865.

Segundo informações da época, o trono estava «bem guarnecido de lumes, tudo de cera nova, muito perto de noventa e mais». A Missa da festa desse ano foi celebrada pelo Cón. Gonçalo Corte Real, Deão do Cabido, e o sermão esteve a cargo do Cón. Bernardo José de Carvalho. Era tanta a gente que o púlpito teve de ser colocado no exterior do Santuário.

 

  1. Como se pode ver, já nesta altura a devoção por Nossa Senhora dos Remédios era muito grande, muito intensa, muito vivida e, às vezes, até muito sofrida. Tal devoção ficou a dever-se à vinda desta imagem que se encontra no trono. Foi o grande Bispo D. Manuel de Noronha que a trouxe de Roma, em 1551. Tal como naquela época, também hoje Nossa Senhora dos Remédios atrai para a nossa terra gente de toda a terra. Sem nada dizer, é muito o que a Mãe está sempre a fazer. Sem dizer nada, Ela faz muito. Com o Seu silêncio, é Ela quem mais longe leva o nome de Lamego. É, pois, muito o que Nossa Senhora dos Remédios tem feito por Lamego. E Lamego que tem feito por Nossa Senhora dos Remédios? Tem feito o que pode. Mas poderá certamente fazer muito mais.

É graças a Nossa Senhora dos Remédios que Lamego chega longe, muito longe. Vamos, pois, expressar-Lhe sempre a nossa gratidão, abrindo-Lhe as portas do nosso coração. E nunca esqueçamos a Eucaristia quando aqui viermos em romaria. Não esqueçamos jamais: o que faz Nossa Senhora feliz é fazer o que Jesus (Seu Filho) nos diz (cf. Jo 2, 5). Neste dia de festa, pensemos que a nossa terra não tem casa como esta. Que a nossa Mãe e Padroeira esteja sempre à vossa beira. E vos acompanhe ao longo da vossa vida inteira!

publicado por Theosfera às 05:51

 A. Pouco produzimos no trabalho, pouco produzimos no descanso


  1. Para muitos, já é tempo de férias, o que não quer dizer que seja tempo de descanso. De facto, muito estranha parece ser a nossa época. Não repousamos quando trabalhamos e não repousamos quando descansamos. As ocupações podem ser suspensas, mas há preocupações que nunca são interrompidas. E, como sabemos, as preocupações (des)gastam muito mais que as ocupações.

Parece que vivemos em permanente défice de produtividade. Dizem que não produzimos muito no trabalho e — vá lá saber-se porquê — parece que não produzimos muito no descanso. Cansados estamos antes das férias. Cansados continuamos a estar depois das férias. Nas praias ou nas viagens de veraneio, andamos apressados e ansiosos como sempre. Como repousar em assim? Não são os locais ou as actividades que nos fazem descansar. O que nos faz descansar é um modo de vida diferente.


  1. É curioso notar como Jesus aparece, neste Domingo, preocupado com o descanso dos Seus discípulos. Jesus, que os mandara em missão, convida-os, agora, a descansar (cf. Mc 6, 31). E eles bem precisavam de descanso já que nem tempo tinham para comer (cf. Mc 6, 31). É interessante verificar o tipo de lugar que Jesus escolhe para o descanso. Não convida os discípulos para um local muito frequentado, mas para um sítio isolado (cf. Mc 6, 32). Para descansar, nada como o recolhimento propício à meditação e ao reencontro. E como faz falta que nos reencontremos neste tempo sem tempo e nesta vida que nos vai levando — velozmente — para fora da vida!

Tudo tende a tumultuar nestes tempos sem paragem, sem paz, sem norte e, aparentemente, sem destino. Que falta faz a serenidade, o aconchego de uma presença, a oferta de um sorriso, a paz de um gesto feito com cortesia e compostura. Tentemos ser diferentes neste tempo diferente.


 

B. Como devem descansar os discípulos?


  1. Também para descansar, Jesus tem uma proposta diferente. Jesus convida os discípulos para um sítio isolado, mas não com o objectivo de fugir. Aliás, eles não chegaram a ficar isolados nesse sítio isolado pois muitos foram para o mesmo local (cf. Mc 6, 33). E foi nesse local que todos encontraram a melhor forma de descanso: a presença de Deus, a presença de Deus em Jesus Cristo.

Na verdade, Jesus ficou com os discípulos e com toda a multidão que se gerou. Começou então a instruí-los, a instruí-los demoradamente (cf. Mc 6, 34). Não há melhor descanso do que escutar Jesus, do que escutar este Jesus cheio de compaixão (cf. Mc 6, 34). É que, como confessou Santo Agostinho, todos nós andamos inquietos enquanto não descansamos em Deus. Cada um de nós pode repetir o desabafo do salmista: «Só em Deus descansa a minha alma» (Sal 62, 2). Com efeito e como poetou Antero de Quental, é «na mão de Deus, na Sua mão direita, [que] repousa afinal o meu coração».


  1. Deus quer o nosso descanso, Deus é o nosso descanso. Nós, que tantas vezes nos portamos como «ovelhas sem pastor» (Mc 6, 34), só encontramos descanso quando encontramos o sentido. Só descansamos quando encontramos quem nos aponta o sentido. Jesus é aquele que nos aponta o sentido da vida. Jesus é, na Sua mensagem e na Sua conduta, o sentido para a nossa vida.

Ser pastor é, por conseguinte, indicar o sentido para tanta gente que parece andar sem qualquer sentido, rumo ou direcção.


 

C. É preciso estar com Jesus para aproximar de Jesus


  1. É por isso que, logo na Primeira Leitura, pela voz do profeta Jeremias, Deus condena os pastores indignos, que usam o rebanho para satisfazer os seus interesses pessoais. Daí que o mesmo Deus anuncie que vai, Ele próprio, tomar conta do Seu rebanho, assegurando-lhe a fecundidade, a paz, a tranquilidade e a salvação.

O Evangelho torna claro que a solicitude de Deus pelos homens, corporizada em Jesus, é agora continuada pelos discípulos. Os discípulos devem ser, na linha de Jesus, as testemunhas do amor, da bondade e da compaixão de Deus. Os discípulos devem amar as pessoas com o amor do próprio Jesus. Por tal motivo, precisam de vir frequentemente ao Seu encontro, para serem instruídos. Aliás, como poderemos mostrar Jesus se não convivemos com Jesus?


  1. A oração não é, portanto, um entrave à missão, mas o permanente alimento da missão. Só quem está próximo de Jesus consegue aproximar Jesus das pessoas e aproximar as pessoas de Jesus.

A Segunda Leitura apresenta-nos São Paulo a dar testemunho da solicitude de Deus pelo Seu Povo. Foi na oração que São Paulo pôde experimentar essa mesma solicitude divina, manifestada na entrega de Jesus Cristo. Reunidos na família de Deus, os discípulos de Jesus são agora irmãos, unidos pelo amor. Tudo o que é barreira, divisão, inimizade, fica definitivamente superado.


 

D. As ovelhas não pertencem aos pastores, mas ao Pastor


  1. São muitas, por conseguinte, as responsabilidades dos pastores. Eles não actuam em nome próprio, mas em nome de Deus. Daí o alerta que nos chega pela boca do profeta: «Ai dos pastores que arruínam e dispersam as ovelhas» (Jer 23, 1).

As ovelhas não são propriedade dos pastores, mas de Deus. Deus chama os pastores para cuidar das ovelhas, não para oprimir ou afugentar as ovelhas. O mau testemunho dos pastores prejudica as ovelhas (cf. Jer 23, 2). Deus não está disposto a tolerar abusos de confiança nem aceita pactuar com aqueles que exploram o rebanho em seu proveito.


  1. As ovelhas são maltratadas pelos pastores quando não lhes é oferecida e verdade e quando lhes é negada a justiça. As ovelhas são maltratadas quando os pastores se calam na hora de as instruir e se escondem no momento de as defender. As ovelhas são maltratadas quando os pastores não rezam por elas nem com elas, quando os pastores não lhes apresentam o Evangelho ou, o que é pior, quando os pastores lhes distorcem o Evangelho.

Só que nem a infidelidade dos pastores põe em causa a fidelidade de Deus. Ele promete vir ao encontro das ovelhas para as juntar e (re)unir. E assegura que lhes dará pastores que as hão-de apascentar para que não mais tenham receio ou pavor (cf. Jer 23, 4).


 

E. Não férias da missão, mas férias em missão


  1. Em relação ao rebanho, os pastores não são senhores, mas servidores. Afinal, ser pastor não é ser patrão. Porque, no fundo, o pastor orienta, mas é Deus quem conduz. Como cantávamos no Salmo Responsorial, o Senhor é o nosso pastor; é Ele quem nos conduz; é Ele quem nos guia por caminhos seguros; é a Sua bondade e misericórdia que nos acompanham sempre (cf. Sal 23, 1-6).

Percebe-se, então, que Santo Inácio de Antioquia tenha olhado para o Espírito Santo como o «bispo invisível». É este «pastor invisível» que conduz todos os «pastores visíveis», para que todos sejam fiéis e permaneçam unidos.


  1. Peçamos a Deus pelos nossos pastores e para que nos dê a graça de termos sempre pastores à imagem do Bom Pastor. Peçamos a graça de termos pastores que conduzam sempre o rebanho para o Bom Pastor.

A pastoral está sempre em marcha, sempre em acção. A vida pastoral nunca se encerra nem se interrompe. O próprio repouso faz parte da pastoral, ou seja, faz parte da missão do pastor junto das ovelhas. Nunca façamos, pois, férias da missão, mas férias (sempre) em missão. Jesus vai com aqueles que vão. Ele nunca abandona os que plantam em todas as vidas as sementes do Seu amor. Plantemos, então, em todas as vidas as sementes do amor de Jesus!

publicado por Theosfera às 05:03

Hoje, 22 de Julho (16º Domingo do Tempo Comum e Aniversário da Dedicação do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios), é dia de Sta. Maria Madalena e Sto. Agostinho Fangi.

Refira-se que Sta. Maria Madalena é invocada como padroeira dos vendedores de perfumes, dos surradores de peles finas, dos luveiros e dos arrependidos.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 21 de Julho de 2018

Do lero-lero destes nossos dias (flanqueado por inanidades, alarmismos e especulações) sobra uma sensação de estranheza: o calor está menos quente em Portugal. Pelo contrário, no norte da Europa, onde as temperaturas costumam ser mais moderadas, estão a atingir níveis muito elevados. Quando na Sibéria, os termómetros ultrapassam 35 graus e quando a Suécia está a arder, alguma coisa está a acontecer. Mas não entremos em pânico. O clima é, por natureza, mutante.  Se Deus está por nós, quem será contra nós? (cf. Rom 8, 31)

publicado por Theosfera às 10:51

Hoje, 21 de Julho, é dia de S. Lourenço de Brindes, Sta. Praxedas, Stos. Mártires Escilitanos e S. Daniel.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 20 de Julho de 2018

Hoje, 20 de Julho, é dia de Sto. Apolinário, Sto. Elias, Sta. Margarida, Sto. Aurélio e Sta. Vilgeforte ou Liberata ou Comba.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quinta-feira, 19 de Julho de 2018

Hoje, 19 de Julho, é dia de Nossa Senhora da Divina Graça, Sta. Justa. Sta. Rufina, Sto. Arsénio e Sta. Áurea.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:37

Quarta-feira, 18 de Julho de 2018

Hoje, 18 de Julho, é dia do Bem-Aventurado D. Frei Bartolomeu dos Mártires e de S. Frederico.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 17 de Julho de 2018
  1. O crente não tem de ser anti-ateu. Será que o ateu terá de ser anticrente?

Sucede que a novidade hoje já não é o ateísmo; é a atitude anti-religiosa. O que mais impressiona actualmente não é haver quem não tenha fé; é haver quem hostilize quem pretende viver a fé que tem.


  1. O regresso da intolerância — assinalado recentemente por Lídia Jorge — não é um exclusivo da religião.

A intolerância vai assumindo também uma feição cada vez mais anti-religiosa.


  1. No ocidente, esta intolerância não é feita através de uma perseguição declarada. Ela é tecida sobretudo através de condicionamentos e depreciações.

Na hora que passa, a religião não é abertamente combatida. Mas a sua expressão é crescentemente limitada e teimosamente retorcida.


  1. Polarizado o tempo em torno do instante, o perene da mensagem tende a ser zurzido como retrógrado, desfasado.

As manifestações de fé são, muitas vezes, truncadas e distorcidas. Há quem as apresente com um ar escarnecedor e zombeteiro.


  1. À semelhança dos outros poderes, também o poder mediático não é favorável à religião.

Em nome de uma presumida neutralidade, opta-se geralmente por um silenciamento. Este é pontualmente quebrado para expor aspectos marginais. Ou então — como tem sucedido ultimamente — para explorar «ad nauseam» algumas fragilidades.


  1. Acontece que, dada a sua capacidade para influenciar, os «media» acabam por formatar a sensibilidade das pessoas acerca da religião.

São muitos os que validam a mais improvável informação sem cuidar de conferir a respectiva veracidade.


  1. Quem lê os documentos da Igreja? Quando muito, lê-se o que é dito — e mostrado — sobre tais documentos.

Sem nos apercebermos, não debatemos o que dizem directamente os Padres, os Bispos e o Papa. Passamos o tempo a discutir o que sobre eles passa nos jornais, nas televisões e nas redes sociais.


  1. Dir-se-á que é a realidade, a que temos de nos habituar.

O problema é que aquilo que é veiculado parece partir de arquétipos e preconceitos anti-religiosos.


  1. Quantas não são as vezes em que temos de coar o que nos é transmitido, encaminhando os interlocutores para o encontro com a realidade e com as fontes?

Mas há sempre quem tome uma possibilidade como um facto consumado. E não falta sequer quem transforme uma mera suspeita numa definitiva — e impiedosa — sentença.


  1. Acresce que nesta intolerância quase ninguém repara.

O direito de não crer é indiscutível. Mas será que o dever de respeitar quem crê é menos sagrado?

publicado por Theosfera às 11:40

Hoje, 17 de Julho, é dia do Bem-Aventurado Inácio Azevedo e seus companheiros mártires, Sta. Teresa de Sto. Agostinho e suas companheiras mártires e Sto. Aleixo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:56

Segunda-feira, 16 de Julho de 2018

Hoje, 16 de Julho, é dia de Nossa Senhora do Carmo, S. Sisenando, Sta. Madalena Alberici, S. Cláudio e S. Lázaro.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 15 de Julho de 2018

Na vida, há chegadas e há partidas,

há começos e recomeços.

 

Neste tempo de férias, Senhor,

nós não Te vamos deixar,

até porque Tu também nunca nos deixas.

 

Queremos que estas sejam férias com Deus e não férias de Deus.

Queremos escutar, ainda mais, a Tua voz

e sentir sempre a Tua presença.

 

Na Palavra, na Oração e sobretudo na Santa Missa,

nós queremos continuar sempre conTigo,

pois sabemos e sentimos que Tu estás sempre connosco.

 

Vem, Senhor, connosco.

Acompanha os nossos passos.

Liberta-nos da pior doença: o egoísmo.

Cura-nos com a mais preciosa vitamina:

a vitamina C, a vitamina Cristo!

 

Nossa Senhora dos Remédios,

o Teu santuário não é só neste monte.

O Teu santuário será também o nosso coração.

 

Onde Tu estiveres, nós estaremos.

Onde nós estivermos, também Tu estarás.

 

Toma conta da nossa vida.

E dá-nos sempre o Teu querido Filho:

Jesus!

publicado por Theosfera às 11:38

A. Ele anda e manda


  1. Jesus veio ao mundo para trazer notícias de Deus. Mais. Jesus é a grande notícia de Deus. É por isso que a missão é a maior prioridade de Jesus. Ele não só anda em missão como manda em missão. Ele é o enviado que envia.

A missão desponta, pois, como o principal mandato de Jesus. Ele manda em missão não apenas depois d’Ele, mas também à frente d’Ele e com Ele. Ao mandar, Jesus explica a missão e previne para a rejeição. Ele próprio tinha acabado de passar pela rejeição na Sua terra. Agora, alerta os Doze para a possibilidade de rejeição na sua missão pela terra. Afinal, o discípulo não é superior ao mestre; bom será o discípulo que procurar ser como o seu mestre (cf. Lc 6, 40).


  1. Jesus até recomenda qual o tipo de reacção que os discípulos devem ter perante a rejeição: «Se algum lugar não vos receber, nem aí vos escutarem, ao sairdes de lá, sacudi o pó dos vossos pés, como testemunho contra eles» (Mc 6, 11).

Por aqui se vê como o êxito da missão não consiste necessariamente numa missão com êxito. De resto, não é o êxito que deve ser procurado. O verdadeiro êxito da missão não está no aplauso. Jesus até tem o cuidado de ressalvar: «Ai de vós quando todos disserem bem de vós» (Lc 6, 26). Por muito agradável que possa ser ouvir falar bem de nós, não é isso que interessa. O evangelizador não existe para agradar, mas para servir. E servir não rima com agradar.


 

B. Não a popularidade, mas a fidelidade


  1. Independentemente da aceitação ou da rejeição, o importante é que a missão se faça. Jesus até dá a entender que, quando se cumpre a missão, o mais certo é que apareçam focos de rejeição. O que nunca se pode é alterar a mensagem. Alterar a mensagem seria adulterar a missão. Por conseguinte, mais vale enfrentar a rejeição do que adulterar a missão.

Os cristãos não andam a disputar um qualquer «campeonato de popularidade». Os cristãos não devem procurar a popularidade, mas a fidelidade. O fundamental é que a proposta chegue, mesmo que a resposta não venha.


  1. Na missão, o protagonista não é o missionário, mas o «missionante»: Jesus Cristo. A missão não é «show» nem entretenimento ou espectáculo. A missão não é feita em nosso nome, mas em nome de Jesus Cristo. Ele é que há-de ser o centro.

Daí o despojamento que a missão deve revestir. Jesus deixa, por assim dizer, uma espécie de «código ético» para o missionário. O apóstolo deve levar o mínimo para que possa transportar o máximo: deve levar o mínimo de si para transportar o máximo de Cristo. Neste aspecto, a exigência chega a ser extrema. O apóstolo não há-de levar nada para o caminho, a não ser um cajado: nem pão, nem saco, nem moedas, nem duas túnicas (cf. Mc 6, 8-9). Ou seja, o apóstolo deve levar Cristo. Nada mais, ninguém mais. Cristo há-de ser tudo para o apóstolo. Quem olhar para o apóstolo não há-de ver o apóstolo, mas Jesus Cristo.


 

C. Evangelizar é (também) provocar


  1. Esta presença de Jesus nos apóstolos é tal que, ao enviar em missão, como que delega os Seus poderes naqueles que envia (cf. Mc 6, 7). No fundo, Jesus vai com aqueles que envia. Ele mesmo o garante: «Quem vos ouve a Mim ouve; quem vos rejeita a Mim rejeita» (Lc 10, 16).

Nada é deixado ao acaso. Jesus manda em nome dos mandamentos. Como entreviu São Gregório Magno, Jesus manda os discípulos dois a dois (cf. Mc 6, 7) porque dois são os mandamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a nós mesmos. Ou, melhor, amar o próximo com o amor com que Jesus o ama.


  1. Hoje, nós somos os pés, as mãos, os lábios e o coração de Deus. Deus quer chegar aonde nós chegarmos. Deus quer abraçar aqueles que nós abraçarmos. Deus quer falar àqueles a quem nos falarmos. Enfim, Deus quer amar aqueles que nós amarmos. Deus actua no mundo através dos homens e mulheres que Ele chama e envia.

Os enviados devem ter, como principal desígnio, a fidelidade ao projecto de Deus e não a defesa dos seus próprios interesses. Neste sentido, não admira que a vocação tenha muito de provocação. A Primeira Leitura apresenta-nos o exemplo do profeta Amós. Actuando com total liberdade, o profeta não se deixa manipular pelos poderosos nem condicionar pelas suas perspectivas pessoais.


 

D. Um profeta corajoso


  1. A propósito, convém referir que Amós, embora pouco conhecido, foi um profeta importante, um profeta corajoso. Ele foi o «profeta da justiça social», exercendo o seu ministério em meados do séc. VIII a.C., durante o reinado de Jeroboão II. É uma época de prosperidade económica e de tranquilidade política. O comércio e a indústria desenvolveram-se bastante.

Acontece que o bem-estar das classes favorecidas contrastava, de uma maneira flagrante, com a miséria das classes mais pobres.

Entretanto, a religião sobressaía através de ritos e festas. Tratava-se de um culto que não tinha nada que ver com a vida. Os mesmos que participavam nos ritos e nas festas praticavam injustiças contra o pobre e cometiam toda a espécie de atentados contra a lei.


  1. É neste contexto que aparece o profeta Amós. Natural de Técua (uma pequena aldeia situada no deserto de Judá), é chamado por Deus para denunciar o comportamento dos poderosos. Amós é uma pessoa íntegra, corajosa, mas com um discurso bastante rude. Em síntese, toda a sua personalidade contrasta com a indolência e o luxo da sociedade israelita da época.

O episódio que a Primeira Leitura nos propõe decorre no santuário de Betel, no centro da Palestina. Trata-se de um lugar considerado sagrado, desde tempos imemoriais (cf. Gén 35,1-8). Quando o Povo de Deus se dividiu em dois reinos, após a morte de Salomão (932 a.C.), os reis de Israel intensificaram o culto em Betel, para impedir que os seus súbditos se deslocassem a Jerusalém, situado no reino inimigo de Judá. Betel transformou-se, então, numa espécie de «santuário oficial» do regime, onde o culto era financiado, em grande parte, pelo próprio rei.


 

 E. O que nos não fizermos, Deus fará


  1. Na época em que Amós exerce o seu ministério, o sacerdote encarregado do santuário era Amasias. A Primeira Leitura descreve um confronto entre os dois. É um texto fundamental para entendermos a missão do profeta diante dos poderes instituídos. Para Amasias, o que interessa é manter um sistema que assegura benefícios, quer ao poder, quer à religião. A tarefa da religião é deixar tudo na mesma: o sacerdote defende o rei e, em troca, o rei sustenta o sacerdote.

Amós não se conforma com esta situação e não fica calado. Não espanta, por isso, que o sacerdote convide o profeta a voltar para a sua terra. Só que o profeta não se deixa intimidar nem abater. A resposta de Amós torna claro que o profeta é um homem livre, que não actua por interesses humanos, mas por mandato de Deus.


  1. Também no nosso tempo, a missão do apóstolo é uma missão profética. É uma missão que incomoda e desinstala. O Senhor convoca-nos para sairmos da nossa «zona de conforto».

Os cristãos não estão no mundo como ornamento dos poderes. A nossa missão é ser alternativa, não redundância. Não estamos na vida para que tudo continue na mesma, mas para que tudo possa ser diferente, para que tudo possa (finalmente) ser melhor. É muito pesada esta missão. É por isso que, como diz a Segunda Leitura, o Senhor nos enche com «toda a espécie de bênçãos espirituais» (Ef 1, 3). Não tenhamos medo. O que nós não fizermos, Deus fará em nós, connosco!

publicado por Theosfera às 05:42

Hoje, 15 de Julho (15º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Boaventura e Sta. Ana Maria.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 14 de Julho de 2018

Hoje, 14 de Julho, é dia de S. Camilo de Léllis (protector dos doentes e padroeiro dos que deles cuidam), de S. Francisco Solano e de S. Bernardo de Sabóia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 01:04

Sexta-feira, 13 de Julho de 2018

Hoje, 13 de Julho, é dia de Sto. Henrique, Sta. Cunegundes e Sta. Angelina de Marsciano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 12 de Julho de 2018

Hoje, 12 de Julho, é dia de três santos com o mesmo nome: João. Assim, assinala-se, neste dia, a memória de S. João Gualberto, S. João Jones e S. João Wall.

Refira-se que a conversão de S. João Gualberto ocorreu em Sexta-feira Santa quando, finalmente, encontrara o assassino de um parente seu. Ele, armado com uma espada, preparava-se para a vingança após uma prolongada procura. O assassino pediu clemência e ouviu como resposta: «Não por ti, mas por Aquele que, num dia como este, derramou o Seu sangue por todos nós». Foi logo para um convento beneditino e mudou de vida.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 11 de Julho de 2018

Hoje, 11 de Julho, é dia de S. Bento, Padroeiro da Europa, e de Sta. Olga.

Refira-se que S. Bento é invocado contra as tentações do demónio, contra a eripisela, as febres e as doenças dos rins.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 10 de Julho de 2018
  1. Em cada dez jovens, nove não têm religião. É o que se passa na República Checa.

Na Estónia, os jovens sem religião são oito em cada dez e na Suécia sete.


  1. Olhando para a população em geral, os países com maior percentagem de ateus são a Suécia (85%), o Vietname (81%) e a Dinamarca (80%).

Seguem-se a Noruega (72%), o Japão (65%) a República Checa (61%), a Finlândia (60%), a França (54%) e a Coreia do Sul (52%).


  1. Isto não significa que o ateísmo seja globalmente muito expressivo. Em cada dez pessoas que há no mundo, não chega a haver duas que se declarem sem fé (16%).

Salta, porém, à vista que o ateísmo está a crescer. E já se mostra maioritário em certas zonas da Europa Central e do Pacífico.


  1. Se, entretanto, aos que se assumem descrentes adicionarmos os que se afirmam crentes não praticantes, estes números e percentagens atingirão outra moldura.

Em causa já não está apenas a «exculturação da religião», mas também — e cada vez mais — a «desvitalização da fé».


  1. A «exculturação» da religião é tipificada através da perseguição, da hostilidade ou da marginalização.

São formas (mais ou menos) compulsivas de tornar irrelevante a religião.


  1. Pouca gente fala disso, mas os cristãos são o grupo humano mais perseguido no mundo.

Há estudos — como o de Thomas Schirrmacher — que informam que 270 cristãos são assassinados diariamente. Neste momento, há 215 milhões de cristãos (um em cada doze) gravemente expostos à perseguição.


  1. Acresce que esta fenomenologia da perseguição não provém unicamente da descrença. Provém igualmente do extremismo religioso.

É espantoso — e deveras arrepiante — notar como muitos crentes são perseguidos por outros crentes.


  1. Mas, para lá da eliminação física dos crentes, há que contar com o silenciamento das religiões.

No ocidente, que se proclama apólogo da liberdade, a expressão da fé está praticamente confinada ao domínio privado.


  1. Os últimos indicadores, contudo, convocam a nossa atenção para uma situação não menos melindrosa.

É que, além de não estar na cultura de alguns povos, a fé também não está na vida de muitas pessoas.


  1. Se a «exculturação da religião» é uma escolha política e uma tendência social, a «desvitalização da fé» parece ser uma opção pessoal.

Assim sendo, a «revitalização da fé» tem de despontar como uma urgente prioridade eclesial. É preciso voltar a testemunhar a alegria de crer. A resposta pode não vir de todos. Mas a proposta não pode deixar de chegar a todos.

publicado por Theosfera às 10:45

Hoje, 10 de Julho, é dia de Sta. Verónica Giuliani, Sta. Felicidade e seus Sete Filhos e S. Pacífico.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:29

Segunda-feira, 09 de Julho de 2018

Hoje, 09 de Julho, é dia de Sta. Joana Scopelli, S. Nicolau Pick, S. Wilhaldi, S. João de Colónia, Nossa Senhora Mãe da Santa Esperança e Virgem Santa Maria, Rainha da Paz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:01

Domingo, 08 de Julho de 2018

É tempo de agradecer.

É hora de louvar.

É o momento de fazer sentir a nossa gratidão.

 

Obrigado, Senhor,

por fazeres de nós a terra onde lanças a Tua semente.

 

Obrigado por acreditares em nós.

Apesar das nossas limitações e resistências,

Tu continuas a estar ao nosso lado

e a habitar na nossa vida.

 

Nós somos pequeninos.

Mas Tu, Senhor, apostas sempre no que é pequeno,

naquilo que quase nem se nota.

 

Obrigado, Senhor, por nos ensinares

que a grandeza é sempre humilde

e que a humildade é sempre grande.

 

Semeia em nós, Senhor,

a Tua semente e o Teu grão de mostarda.

 

Que nós sejamos terra arável, terra fecunda.

Que não sejamos nós, mas que deixemos ser Tu em nós.

 

Transforma o nosso ser.

Sê Tu a vida da nossa vida,

o tempo para o nosso tempo,

o horizonte do nosso caminhar pelo tempo!

 

Ajuda-nos a crescer na escuta da Tua palavra.

Dá-nos a força da serenidade,

a simplicidade da confiança

e a energia da paz.

 

Que nós nunca deixemos de Te procurar

e de convidar outros para esta procura,

sabendo e sentido

que na procura já existe encontro

e que cada encontro é convite para nova procura.

 

Obrigado, Senhor, por tanto.

Obrigado, Senhor, por tudo.

Obrigado pelo pão.

Obrigado pelo amor.

Obrigado por seres quem és,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:30

A. Pouca hospitalidade no «regresso» a casa

 

  1. Hoje, acompanhamos Jesus numa visita à Sua terra. A «terra de Jesus» é Nazaré (cf. Mc 6, 1), em cuja sinagoga Jesus vai ensinar a um sábado (cf. Mc 6, 2). Trata-se de uma pequena vila da Galileia, situada a 22 km a oeste do Lago de Tiberíades.

É uma povoação tipicamente agrícola que nunca teve grande importância na história de Israel. O Antigo Testamento ignora-a completamente. Flávio Josefo e os escritores rabínicos também não lhe fazem qualquer referência. Tampouco os contemporâneos de Jesus parecem conceder-lhe alguma consideração (cf. Jo 1,46). E, no entanto, foi em Nazaré que Jesus cresceu. Lá continuava a residir a Sua família.

 

  1. Não encontrou grande hospitalidade neste regresso a Nazaré. Será que não viria de trás algum clima de animosidade? O certo é que Jesus, sendo de Nazaré, considerava Cafarnaum como a «Sua cidade» (Mt 9, 1). Era em Cafarnaum, mais do que em Nazaré, que Se sentia em casa (cf. Mc 2, 1).

Os ensinamentos de Jesus tanto impressionam os habitantes de Nazaré como os de Cafarnaum (cf. Mc 1,21-28). Acontece que, enquanto os habitantes de Cafarnaum, depois de ouvir Jesus, reconhecem a Sua autoridade, os de Nazaré optam pela contestação. Afinal, Ele «veio para o que era Seu, mas os Seus não O receberam» (Jo 1,11). E a vida continua a ensinar-nos que, muitas vezes, sentimos longe quem está perto e sentimos perto quem está longe. As distâncias mais difíceis de vencer não são as que separam os lugares, mas as que afastam as pessoas.


 

B. Rejeitado — e desprezado — pelos Seus

 

  1. Jesus vai à sinagoga de Nazaré e ensina (cf. Mc 6, 2). Os ouvintes eram muitos e estavam espantados (cf. Mc 6, 2). Havia um misto de admiração e inveja ou ciúme: «Donde Lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E os prodigiosos milagres que as Suas mãos realizam?

Não é Ele o carpinteiro, filho de Maria?» (Mc 6, 2-3)

Houve quem ficasse indisposto ou escandalizado com Jesus. Também Jesus passou pela rejeição e pelo desprezo. Por isso, lamentou-Se: «Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os parentes e em sua casa» (Mc 6, 4). Trata-se de um conhecido provérbio, que Ele modifica, em parte. O original devia soar mais ou menos assim: «Nenhum profeta é respeitado no seu lugar de origem, nenhum médico faz curas entre os seus conhecidos».

 

  1. Nesta resposta, Jesus assume-Se como profeta, isto é, como um enviado de Deus, que actua em nome de Deus e que tem uma mensagem de Deus para oferecer aos homens. Os ensinamentos que Jesus propõe não vêm dos mestres judaicos, mas do próprio Deus; a vida que Ele oferece é a vida que Deus quer propor aos homens.

A recusa da proposta que Jesus traz coloca-o na linha dos grandes profetas de Israel. O Povo teve sempre dificuldade em reconhecer o Deus que vinha ao seu encontro na palavra e nos gestos proféticos. O facto de as propostas apresentadas por Jesus serem rejeitadas não invalida, porém, a Sua verdade nem a Sua procedência divina.


 

C. Até ao povo infiel Deus é fiel

 

  1. Jesus estava «admirado com a falta de fé daquela gente» (Mc 6, 6). Mas nem assim desiste. A vida de Jesus é um permanente balanceamento entre a rejeição e a persistência. Em vez de transformar as oportunidades em problemas, transforma os problemas em oportunidades.

Jesus não desiste, Jesus insiste, «percorrendo, a ensinar, as povoações das redondezas» (Mc 6, 6). Ou seja, Jesus deixa os centros, mas nunca deixa o que é central. Ele andou sempre pelas periferias a anunciar o que é central: a verdade sobre Deus e a verdade de Deus. É rejeitado por muitos que são Seus, mas, em contrapartida, é acolhido por tantos que decidem tornar-se Seus.

 

  1. Já o Antigo Testamento nos previne para a possibilidade da rejeição. Deus aparece a enviar um «filho de homem» (ou seja, um homem «normal») a um «povo de rebeldes» (Ez 2, 3). Trata-se de um povo de «infiéis», de «cabeça dura» e «coração obstinado» (Ez 2, 4).

Apesar disso, Deus não desiste. Deus é fiel até ao Seu povo infiel. Manda reproduzir as Suas Palavras para que todos saibam que, no meio do Povo, há um profeta (cf. Ez 2, 5).


 

D. Nunca recuar nem recusar

 

  1. Deus nunca cessa de enviar. Não são as dificuldades que O fazem recuar. Em nome de Deus, não podemos recuar nem recusar.

Deus não nos pedirá conta do que conseguimos, mas do que tentamos. Deus não é resultadista. Ele valoriza sobretudo o esforço, a dedicação e a persistência. Ele quer-nos ter perto, para chegar longe.

 

  1. São Paulo, como ouvimos na Segunda Leitura, também tem consciência das dificuldades que encontra e das suas limitações. Ele sabe que a missão não é obra sua, mas iniciativa de Deus. Por isso, não cede à tentação do triunfalismo.

Ele tem cuidado «para não se encher de orgulho» (2 Cor 12, 1). O orgulho pode obscurecer a virtude. De facto, há pessoas virtuosas que se tornam muito orgulhosas. O orgulho faz-lhes presumir que a virtude se deve a si e não a Deus. Daí que São Paulo tenha noção de que tudo deve a Deus, que lhe disse: «Basta-te a Minha graça, pois é na fraqueza que a Minha força actua plenamente» (2 Cor 12, 9). É, por conseguinte, nas fraquezas que Paulo põe toda a sua glória. A fraqueza é uma espécie de passaporte para a manifestação da força de Deus (cf. 2 Cor 12, 9).


 

E. Força, na própria fraqueza

 

  1. Não é por masoquismo que o Apóstolo sente «prazer nas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições e nas angústias» (2 Cor 12, 10). Ele está disposto a sofrer tudo isso por causa de Cristo. É por isso que o sofrer se transforma em prazer. Cristo é a força que até na fraqueza se manifesta. «Quando me sinto fraco, então é que sou forte» (2 Cor 12, 10).

Frequentemente, estamos à espera de condições favoráveis para agir. Sucede que, enquanto esperamos o óptimo, deixamos de fazer o bom. Por outro lado, também podemos criar a ilusão de que, por nós, conseguimos tudo. Julgamo-nos invencíveis. Deus não nos requer receosos nem convencidos. Ele quer que avancemos mesmo sabendo-nos fracos, porque a força é d’Ele. Ele quer que nos disponibilizemos, mas que não actuemos em nosso nome: só — e sempre — em nome d’Ele.

 

  1. O que a Liturgia deste Domingo revela é que Deus chama, continuamente, pessoas para serem testemunhas da Sua proposta de salvação. Não importa que essas pessoas sejam frágeis ou limitadas: a força de Deus revela-se precisamente — e até mais intensamente — através da fraqueza e da fragilidade desses instrumentos humanos que Deus escolhe.

A Primeira Leitura, ao apresentar a vocação de Ezequiel, torna bem claro que a iniciativa é de Deus. Também esclarece que excepcional é a missão. Os que participam na missão são pessoas normais. Daí a designação de «filho de homem».

Na Segunda Leitura, São Paulo assegura aos cristãos que Deus actua através de instrumentos débeis, finitos e limitados. Se foi assim no passado, como não há-de continuar a ser assim no presente? O importante é que não nos recusemos nem recuemos. Como terá dito Albert Einstein, «Deus não escolhe os capazes, mas capacita os escolhidos». O fundamental é que nos entreguemos a Ele, é que nos deixemos conduzir por Ele!

publicado por Theosfera às 05:03

Hoje, 08 de Julho (14º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Grégório Grassi, S. Francisco Fogolla, Sto. António Fantosati e Mártires Abraamitas.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 07 de Julho de 2018

Hoje, 07 de Julho, é dia de S. Diogo de Carvalho, S. Rogério Dickenson, S. Raul Milner e Sta. Maria Romero.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 06 de Julho de 2018

Hoje, 06 de Julho, é dia de Sta. Maria Goretti, Sto. Isaías, Sta. Maria Teresa Ledochovska, Sta. Inácia Mesa e Sta. Rosalina.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 05 de Julho de 2018

Hoje, 05 de Julho, é dia de Sto. António Maria Zacarias e Sta. Godoleva, invocada para as doenças da garganta e para a amigdalite.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 04 de Julho de 2018

Hoje, 04 de Julho, é dia de Sta. Isabel de Portugal, Santos Mártires de Iorque e S. Pedro Jorge Frassati.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:46

Terça-feira, 03 de Julho de 2018
  1. A saúde — tal como a verdade — está na totalidade.

É por isso que, quando nos dói a cabeça, não dizemos que a nossa cabeça está doente; dizemos simplesmente que estamos doentes.


  1. Até São Paulo notou que, «quando um membro [do corpo] sofre, todos os membros sofrem com ele» (1Cor 12, 26).

O problema é que nem sempre extraímos a devida ilação desta percepção. Achamos que tudo se resume ao corpo e à mente. E o espírito?


  1. O certo é que cuidamos da nossa saúde física e preocupamo-nos com a nossa saúde mental.

Em contrapartida, é praticamente nula a atenção que dispensamos à nossa saúde espiritual.


  1. Daí que, ao contrário do que sucede com a nossa saúde física e com a nossa saúde mental, o investimento na nossa saúde espiritual seja cada vez menor.

Há já muitos anos, Danah Zohar e Ian Marsall, da Escola de Oxford, garantiram que «o QEs [quociente espiritual] da sociedade moderna é reduzido».


  1. Acontece que, à semelhança do que ocorre com as doenças psíquicas, temos uma grande dificuldade em nos apercebermos da nossa enfermidade espiritual.

Isto significa que, muitas vezes, estamos espiritualmente enfermos, mas não damos conta. Como curar o doente que não se apercebe da doença?


  1. É um facto que, tal como sucede com o clima, também a nossa vida parece ser uma sequência interminável de «tempestades».

Quando recuperamos dos estragos provocados por uma «intempérie», eis que — acto contínuo — se desencadeiam novos «vendavais».


  1. Deslumbrados com o que ganhamos na técnica, não reparamos no que vamos perdendo com o progresso.

Habituados a correr, já nem nas férias somos capazes de parar. E é assim que, em vez de acumular descanso, vamos acumulando quilómetros.


  1. Encontrar um lugar de paragem não nos faria melhor do que coleccionar tantos locais de passagem?

Resultado. Andamos por fora quase sempre e sentimo-nos cada vez menos dentro de quase tudo. Não será altura de parar?


  1. Se não for mais, comece por arranjar 15 minutos por dia.

Imagino que me responderá que não consegue. E é verdade que há muito para fazer, mesmo em tempo de férias.


  1. Mas pense nisto. Em cada dia, ao longo de 24 horas, dispõe de 1440 minutos. Retire apenas 15 minutos. Afinal, ainda fica com 1425 minutos para muita coisa.

Não são 15 minutos de meditação que vão perturbar a sua acção. Pelo contrário, até podem ajudar a transformar a sua vida. Experimente. E — se puder — boas férias!

 

 

publicado por Theosfera às 11:36

Hoje, 03 de Julho, é dia de S. Tomé e Sto. Anatólio de Laodiceia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:27

Segunda-feira, 02 de Julho de 2018

Hoje, 02 de Julho, é dia de S. Bernardino Realino, S. João Francis Régis, S. Francisco de Jerónimo, S. Julião de Maunoir e Sto. António Baldinucci.

Existe a particularidade de serem todos sacerdotes e todos membros da Companhia de Jesus.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 01 de Julho de 2018

Tu, Senhor, és vida.

Tu, Senhor, és fonte de vida.

Tu, Senhor, és recomeço de vida.

 

Obrigado, Senhor, por nos tocares.

Por te aproximares de nós com tanto afecto,

com tanto amor.

 

Obrigado por Te fazeres um de nós

e por nos devolveres à vida

mesmo depois de todas as nossas quedas.

 

É tão admirável o Teu procedimento

que, mesmo quando nós não damos conta de Ti,

Tu já estás connosco,

Tu já estás em nós.

 

É tão maravilhosa a Tua presença.

É tão intensa a Tua paz.

É tão imenso o Teu amor.

 

Vivemos um tempo de desânimos e desalentos,

de tristezas muitas e angústias mil.

 

Mas Tu, Senhor, não desistes de nós,

mesmo quando algum de nós desiste de Ti.

 

Tu estás sempre a presentear-nos com as Tuas oportunidades.

Tu és vida antes da vida.

Tu és vida depois da vida.

Tu és sempre vida,

vida sem fim.

 

Obrigado, Senhor, por tanto.

Obrigado, Senhor, por tudo.

 

Cura-nos por dentro.

Transforma-nos a partir do fundo.

Dá-nos um novo coração,

um coração como o Teu,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:29

A. De Deus não vem a morte

 

  1. Nada fazemos para nascer e, em princípio, tudo fazemos para não morrer. É por isso que a morte dói, é por isso que a morte mói. Dir-se-ia que a morte começa a doer muito antes de acontecer. No fundo, é desde sempre que a morte começa a doer. E as perguntas sobre a morte nunca deixam de (nos) moer.

Porquê morrer? Porquê a morte? A explicação biológica, embora irrenunciável, não nos satisfaz. Sabemos, de facto, que os seres vivos têm princípio, meio e fim. Até as estrelas morrem. Se até o espaço que nos abriga é finito, como é que nós haveríamos de ser infinitos? Apesar de tudo, a inquietação não pára e as perguntas sucedem-se.

 

  1. Os textos deste Domingo não entram em questões científicas nem pretendem resolver problemas metafísicos. Mas pressupõem que as pessoas se interroguem e questionem o próprio Deus. Daí que o Livro da Sabedoria deixe bem claro que «não foi Deus quem fez a morte» (Sab 1, 13). Pelo contrário, olhando para o Evangelho, Deus é a única saída para a morte.

Sem Deus, vivemos para morrer. Em Deus, morremos para viver. Sem Deus, até em vida se morre. Em Deus, até na morte se vive.


 

B. De Deus (só) vem a vida

 

  1. A Primeira Leitura garante que Deus dá o ser a todas as coisas e «o que nasce no mundo destina-se ao bem» (Sab 1, 14), não ao mal. Para o autor sagrado, Deus criou «o homem para ser incorruptível», fazendo-o «à imagem do que Ele é em Si mesmo» (Sab 2, 23).

A morte vem de outro lado, de outra proveniência, não de Deus. Não é a morte que agrada a Deus, não é com a morte que se louva a Deus, não é matando (mesmo que se mate em nome de Deus) que se rende homenagem a Deus. É preciso proclamar que Deus é o autor — e doador — da vida. Deus cria a vida e restaura a vida, quando esta está em perigo de se apagar. Dá e restaura a vida quando a vida está perdida.

 

  1. Como resposta à Primeira Leitura, o Salmo 30 exalta Deus, reconhecendo que Ele nos faz reviver quando já descíamos à cova. (cf. Sal 30, 3). Trata-se de um salmo que exprime a experiência de Deus como alguém que quer a vida das pessoas. Em Jesus ressuscitado, esta oração encontra toda a sua verdade. Ou seja, para todos os que acreditam em Cristo, a morte não é o fim. Jesus ressuscitado não nos faz evitar a morte, mas ensina-nos — e ajuda-nos — a vencer a morte.

Neste sentido, salta à vista que todo este 13º Domingo celebra a vida mais forte que a morte. Não há dúvida de que a morte é forte, tremendamente forte. Só que a vida é ainda mais forte. Não parece, mas nem tudo é como parece. Convém, no entanto, perceber que a vida mais forte que a morte é a vida com Deus, a vida com Deus em Jesus Cristo.


 

C. Jesus é o Deus que restaura a vida

 

  1. Jesus andou pelo mundo a restaurar vidas e a curar a nossa vida. A ressurreição da filha de Jairo e a cura da mulher com hemorragia são uma realidade e um sinal. Estes episódios mostram que Jesus é o sentido para a nossa vida.

Ele é o Médico e o medicamento. Ele é a cura e o Curador. Em suma, Ele é a salvação e o Salvador. Na Sua vida, encontramos a nossa vida. Ele dá a Sua vida para que nós tenhamos sempre vida, para que nós tenhamos melhor vida.

 

  1. Jesus é sumamente generoso. Como reconhece São Paulo, Ele, que era rico, fez-Se pobre para nos enriquecer pela Sua pobreza (cf. 2Cor 8, 9). Não é a riqueza que nos torna ricos. Há certas riquezas que só empobrecem.

Pelo contrário, há uma pobreza que enriquece. Trata-se da pobreza que parte de cada um e reparte com os outros. Trata-se da pobreza que não sobrecarrega, mas alivia. Trata-se da pobreza que percebe que aquilo que sobra a alguns faz falta a muitos. Trata-se, portanto, de uma pobreza que nos humaniza porque nos fraterniza: faz de nós mais humanos porque mais irmãos.


 

D. O caminho é tocar Deus em Jesus

 

  1. Jesus não foge das pessoas. Jesus anda de margem para margem (cf. Mc 5, 21), sempre sensível às pessoas que estão nas margens, às pessoas que são marginalizadas. Até à beira-mar, Ele é procurado pelas pessoas (cf. Mc 5, 21). Nesta altura do ano, muita gente já se encontra também à beira-mar. Mesmo à beira-mar, é importante procurar Jesus. Férias boas não são «férias de Deus», mas «férias com Deus».

Seja onde for, coloquemos nas mãos de Jesus os nossos problemas como fez Jairo e como fez a mulher com hemorragias. Esta mulher tocou em Jesus. Hoje nós podemos tocar em Jesus: na Palavra, no Pão e em cada Irmão.

 

  1. Jesus é Deus que Se deixa tocar. «Sê curada», diz Jesus à mulher (cf. Mc 5, 34). Esta palavra é também um elogio da fé: «Foi a tua fé que te salvou» (Mc 5, 34). A cura, isto é, a mudança de vida, é uma consequência da fé, que surge assim como fonte de felicidade.

É a fé que nos faz recomeçar depois de tudo parecer terminar. É a fé que nos faz levantar depois de cair. O que Jesus diz à filha de Jairo também é dito a cada um de nós: «Levanta-te» (Mc 5, 41). É uma palavra que evoca a Ressurreição, o surgir da vida nova. É esta vida que nos coloca de pé. A única condição que Jesus nos põe é a mesma que pôs ao pai desta menina: «Basta que tenhas fé» (Mc 5, 36). A fé basta, a fé é o bastante. Basta, pois, que tenhamos fé. Ou, melhor, basta que a fé nos tenha. Confiemos, entreguemo-nos e levantemo-nos!


 

E. Ninguém fica sem resposta

 

  1. Há um pormenor curioso a ligar estes dois episódios: o número 12. A mulher tinha hemorragias há 12 anos e a menina morrera quando tinha 12 anos, isto é, a idade em que se devia tornar mulher. Para o povo de Israel, o percurso destas duas mulheres era sinal de um fracasso. Uma, ao perder o seu sangue, estava a perder o princípio de vida. A outra perdia a vida, precisamente na idade em que se preparava para a transmitir. De facto, era tradição em Israel casar-se muito cedo. Jesus, ao curar as duas mulheres, permite-lhes, assim, assumir a sua vocação de mães.

Assim sendo, estas duas mulheres representam a Igreja, na sua vocação maternal de dar — e de alimentar — a vida em Cristo. Se repararmos, existem neste texto alusões aos santos mistérios da Igreja: Jairo pede a Jesus para impor as mãos, a fim de salvar a sua filha (cf. Mc 5, 23). Como sabemos, toda a preparação para o Baptismo está sinalizada pela imposição das mãos. Por sua vez, ao levantar a jovem, Jesus toma-a pela mão (cf. Mc 5, 41). Também o diácono fazia sair da água o baptizado, tomando-o pela mão, para que fosse despertado para a vida em Deus. Em seguida, Jesus pede que se dê de comer a esta jovem ressuscitada da morte (cf. Mc 5, 43). Trata-se de uma referência à Eucaristia que se segue ao Baptismo.

 

  1. Deixemo-nos guiar sempre pela fé. Abramos o coração a Jesus e não tenhamos medo de tocar Jesus. Às vezes, é preciso suplicar como Jairo. Outras vezes, é preferível não dizer nada como a mulher com hemorragias. Em qualquer caso, o importante é confiar naquele que veio para nos levantar, para nos curar, enfim, para nos salvar.

Ninguém fica sem resposta. A Jesus Cristo, nada passa despercebido. Cada um de nós tem um lugar reservado no Seu coração!

publicado por Theosfera às 05:41

Hoje, 01 de Julho (13º Domingo do Tempo Comum), é dia do Preciosíssimo Sangue de Jesus e de Sto. Aarão.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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