O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 24 de Junho de 2018

Este era um homem de fibra,

um homem autêntico, honesto e bom.

 

Celebramos, hoje, o nascimento de João,

aquele que veio preparar os caminhos do Senhor.

 

Foi sempre corajoso, honesto e íntegro.

Não se deixou vergar. Não se deixou vender.

 

Foi igual a si próprio. Procurou ser fiel a Deus.

Não veio para dizer o que as pessoas gostavam de ouvir.

Veio para dizer o que as pessoas precisavam de escutar.

 

Obrigado, Senhor, pela coragem de João,

aquele que Te baptizou nas água do Jordão.

 

Obrigado, Senhor, por não ter vacilado nas horas difíceis

e por ter olhado sempre em frente, sem hesitar.

 

Obrigado, Senhor, por este homem sem calculismos.

Obrigado pela sua lição de vida:

«É preciso que Ele (Jesus) cresça e eu diminua»!

 

Obrigado também pela sua simplicidade e despojamento.

João não se vestia com grandes roupas nem se banqueteava em refeições opulentas.

 

Obrigado, Senhor, pela frugalidade de João.

Num tempo de tantos desperdícios, dá-nos a ousadia da partilha e da solidariedade.

 

Dá-nos, Senhor, a força para anunciar, com os lábios e com a vida,

que Tu és o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

 

Que desapareçam os calculismos e as ambições.

Que em nós arda o vigor de João.

 

Que nós sejamos capazes de viver para Ti

como João viveu para Ti.

 

Que os nossos lábios Te anunciem

como os lábios de João Te anunciaram.

 

Que o nosso coração esteja voltado para Ti

como sempre esteve o coração de João.

 

Que nós sejamos capazes de Te mostrar a todos

como João Te mostrou.

 

Que nunca recuemos nas dificuldades

como João nunca recuou.

 

Que o nosso testemunho perdure até ao fim

como perdurou o testemunho de João.

 

Que nos demos inteiramente

como João se doou.

 

Obrigado, Senhor, pela vida deste grande homem.

Obrigado pela lição da sua vida.

 

Obrigado pela entrega total do seu ser.

Que os nossos lábios e que a nossa vida mostrem quem Tu és,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:34

A. Celebramos João no início do Verão

 

 

  1. Eis mais um dia de festa em honra do Senhor. Celebramos hoje o nascimento do Seu precursor. João é um dom de Deus para todos nós, filhos Seus. O que nele mais reluz é o anúncio que faz de Jesus. João apresenta Jesus como Cordeiro (cf. Jo 1, 29) que vem para salvar o mundo inteiro. João é justamente reconhecido pela coragem que mostrou. Denunciou Herodes por ter desposado a mulher do seu irmão (cf. Mc 6, 18). Não calou a verdade que tinha no seu coração. Por ela deu a vida, enfrentando todo o tipo de agressão.

Mas, além de corajoso, João também era humilde. A sua humildade engrandeceu, ainda mais, a sua coragem. João não trabalhou para o seu próprio proveito. Um belo percurso, centrado em Cristo, foi feito. Era Cristo que devia crescer, mesmo que João tivesse de diminuir (cf. Jo 3, 30).

 

  1. Como notou Santo Agostinho, João era a voz e Cristo a Palavra. João foi a voz da Palavra. Ele foi o último passo antes de chegar o caminho. O caminho, que é Jesus (cf. Jo 14, 6), encontra em João o mais seguro passo que a ele nos conduz. João é, pois, o preparador dos caminhos do Senhor.

Em relação a Cristo, não podemos enveredar pelo improviso. É fundamental que nos preparemos para que a Sua presença acolhamos. É por isso que João é um farol que, para nós, faz brilhar a cor do sol. Não é ele que conta; é para Jesus que aponta. Não é por acaso que celebramos João no início do Verão. Dele chega luz e calor para a nossa humana peregrinação.


 

B. Um santo popular, mas não populista

 

  1. João tornou-se um santo popular e a sua festa é celebrada em toda a parte, em todo o lugar. Sendo, porém, bastante popular, nunca João foi populista. A sua preocupação não era agradar, mas servir. Não procurou os aplausos das multidões e até correu riscos em muitas situações. Vendo o oportunismo de alguns, não poupou nas palavras que usou. Foi ao ponto de chamar «raça de víboras» (cf. Mt 3, 7; Lc 3, 7) aos seus contemporâneos.

É curioso notar como o início da pregação de João é o mesmo da pregação de Jesus. Ambos convidam ao arrependimento, à mudança, à conversão. «Arrependei-vos porque o Reino de Deus está próximo» (Mt 3, 2). É assim que, segundo Mateus, começa João. É praticamente assim que, segundo Marcos (cf. Mc 1, 15), começa Jesus.

 

  1. Tal como Jesus, também João vem para nos desassossegar. Jesus, anunciado por João, está no mundo para rebentar o conformismo existencial que nos afecta. A paz de Jesus não nos aquieta, mas inquieta-nos. Daí que a paz de Jesus seja a paz da permanente inquietação.

No entanto, João não se limitou a falar com os lábios. O seu discurso existencial foi tão interpelante como o seu discurso vocal. João vivia — e trajava — de uma maneira austera, despojada. O seu vestuário era feito de pêlos de camelo (cf. Mt 3, 4) e a sua alimentação eram gafanhotos e mel silvestre (cf. Mt 3, 4). Daí que tivesse autoridade para apelar à partilha de bens: «Quem tem duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma e quem tem mantimentos faça o mesmo» (Lc 3, 11). Curioso também o que diz aos cobradores de impostos: «Nada exijais além do que está estabelecido» (Lc 3, 13).


 

C. Alguém que interpelava e incomodava

 

  1. Era a sua conduta — e não apenas a sua palavra — que interpelava fortemente os seus contemporâneos. Não espanta, portanto, que acorressem a ele pessoas de Jerusalém, de toda a Judeia e da região do Jordão (cf. Mt 3, 5). Confessavam os seus pecados e requeriam o seu baptismo (cf. Mt 3, 6).

João interpelava e incomodava. Aliás, é próprio de todo o profeta interpelar e incomodar, expondo-se a sofrer as respectivas consequências. Será que estamos dispostos a interpelar e a incomodar? E será que estaremos receptivos a ser interpelados e incomodados?

 

  1. O testemunho de João foi tão marcante que ficou assinalado na história. São Lucas diz que a Palavra de Deus lhe foi dirigida «no décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes, tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe, tetrarca da Itureia e da Traconítide, e Lisânias, tetrarca de Abilena, sob o pontificado de Anás e Caifás» (Lc 3, 1-2).

Se o testemunho de João foi marcante naquele tempo, como não há-de ser marcante no nosso tempo? Não é em vão que, na preparação para o Natal, a figura de João aparece nas leituras do Evangelho de dois domingos seguidos: no segundo e no terceiro domingos do Advento. João, de facto, é o grande indicador da chegada do Senhor. É com ele que faremos a melhor preparação para a vivência do mistério da Encarnação.


 

D. Um programa inscrito no próprio nome

 

  1. E também não é por acaso que de João nós celebramos, além da morte, o nascimento. É um privilégio que só acontece com Jesus e com Maria. Habitualmente, dos santos celebramos a sua morte enquanto celebração do seu verdadeiro — e definitivo — nascimento: o nascimento para a vida eterna. É este, como diziam os antigos, o autêntico «dies natalis», o autêntico «dia de Natal».

O martírio de João é, como sabemos, assinalado a 29 de Agosto. A celebração do seu nascimento para a terra constitui uma acrescida certificação da sua importância.

 

  1. Aliás, João é, todo ele, um programa: a começar pelo nome. João significa «dom de Deus». E, efectivamente, que grande foi — e é — o dom que Deus nos fez com o nascimento de João. Ele nasceu numa altura em que, para os pais, o nascimento de um filho era improvável, para não dizer impossível.

Daí que seu pai, Zacarias, tenha duvidado de tal possibilidade. Ele já se sentia velho e a sua esposa, Isabel, também era de idade avançada (cf. Lc 1, 18). Não lhe ocorria que, para Deus, não há impossíveis (cf. Lc 1, 37). Ficou, então, impedido de falar (cf. Lc 1, 20). Só voltou a falar para bendizer a Deus pelo nascimento do seu filho (cf. Lc 1, 64).


 

E. João não é só vinho, música e foguetes a estourar

 

  1. O nome da criança também não foi iniciativa humana. Pelas tradições em vigor, devia chamar-se Zacarias, tal como o pai. Mas a mãe (de forma oral) e o próprio pai (por escrito) objectaram logo que o seu nome iria ser João, como fora anunciado pelo anjo de Deus (cf. Lc 1, 13). Em tudo e sempre, é a vontade de Deus que devemos realizar.

«Quem virá a ser aquele menino?» (Lc 1, 66) — perguntavam. A «mão do Senhor estava com ele» (Lc 1, 66). A mão do Senhor está sempre connosco. Que seria de nós sem a mão de Deus? Como reconheceu Antero de Quental, é na mão de Deus que repousa o nosso coração. É para Ele que nos devemos voltar. É só n’Ele que tem sentido continuar a caminhar.

 

  1. João foi para o deserto até à sua missão pública (cf. Lc 1, 66). Eis uma experiência que importa fazer: a experiência do deserto. É a experiência da aridez, da escuta e também da disponibilidade. João é, pois, um programa de mudança. Não tenhamos medo de mudar. É pela mudança que poderemos ver germinar a esperança.

Não nos deixemos arrastar pela corrente. Aprendamos com João a ter uma vida diferente. E assim teremos sobejos motivos para fazer festa. Não há festa só com vinho, música e foguetes a estourar. A mais bela festa é quando vemos a nossa vida transformar. João é motor de transformação. Ele traz Jesus ao nosso coração. O maior tributo que a João podemos fazer é o Evangelho de Jesus viver. Deixai, pois, que de novo insista: demos a vida por Jesus, como fez João Baptista!

publicado por Theosfera às 05:20

Hoje, 24 de Junho, é dia do nascimento de S. João Baptista (que substitui o 12º Domingo do Tempo Comum) e de Sta. Raingarda.

Refira-se que S. João Baptista, dada a sua extrema popularidade, é padroeiro dos cuteleiros, espadeiros, alfaiates e peleiros.

É invocado contra os espasmos, as convulsões, as epilepsias e o granizo.

É também considerado protector dos cordoeiros.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:17

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