O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 30 de Junho de 2018

Hoje, 30 de Junho, é dia dos Primeiros Mártires da Igreja de Roma, S. Raimundo Lulo, S. Januário Sarnelli e S. Marçal.

Este último, padroeiro dos bombeiros e invocado contra os incêndios, é apontado como sendo uma das crianças que Jesus afagou ou como podendo ser aquele rapaz que apresentou a Jesus os cinco pães e dos dois peixes para a multiplicação.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:25

Sexta-feira, 29 de Junho de 2018

Hoje, 29 de Junho, é dia de S. Pedro e S. Paulo, S. Cásio, Sta. Emma e S. Siro.

S. Pedro é padroeiro dos serralheiros, dos sapateiros, dos ceifeiros e dos mareantes.

S. Paulo é padroeiro dos cordoeiros e é invocado contra o granizo e as mordeduras das serpentes.

É neste dia que o Papa costuma oferecer o pálio aos arcebispos recentemente nomeados. Tal pálio é confeccionado com pele de cordeiro. Os cordeiros costumam ser oferecidos na festa de Sta. Inês, 21 de Janeiro.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:28

Quinta-feira, 28 de Junho de 2018

Hoje, 28 de Junho, é dia de Sto. Ireneu, S. Leão III e S. Nicolau de Charmetsky e seus companheiros mártires. À tarde, a Santa Missa e as Primeiras Vésperas dsão da Vigília da Solenidade de São Pedro e São Paulo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 27 de Junho de 2018

Hoje, 27 de Junho, é dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, S. Ladislau, S. Cirilo de Alexandria e Sta. Luísa Teresa de Montaignac de Chauvance.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:35

Terça-feira, 26 de Junho de 2018
    1. Tem o Papa Francisco falado muito — e muito bem — sobre os males do egoísmo.

    O pior de todos é o enfraquecimento da liberdade: «Quando alguém se entrega às forças do egoísmo — denuncia o Santo Padre —, a sua liberdade adoece».


    1. É que, ao contrário do que se julgará, a nossa liberdade não é condicionada apenas pelos outros. Também pode ser coagida por nós.

    A «coactio interior» é menos notada que a «coactio exterior», mas não é menos perigosa.


    1. Não somos mais livres quando nos entrincheiramos em nós e nos fechamos aos outros.

    Falta-nos, porém, compreender que os outros também fazem parte de nós. Se não houvesse tu, haveria eu?


    1. Acontece que o egoísmo da pessoa não se limita ao íntimo de cada pessoa.

    Além do egoísmo pessoal, temos de contar igualmente com o «egoísmo temporal» e com o «egoísmo local».


    1. Preocupante, com efeito, já seria o egoísmo das pessoas, cada vez mais centradas em si mesmas.

    Não menos perturbador, contudo, é o «egoísmo do tempo», voltado preferencialmente para o actual. E o «egoísmo do lugar», desagregado em multiformes vivências locais.


    1. Há, assim, o perigo de nos deixarmos aprisionar pelo «pessoalismo», pelo «actualismo» e pelo «localismo».

    Sem nos apercebermos, estamos tutelados pelo que é pessoal, actual e local. A cada passo, vamos ouvindo afirmações do género: «É assim que “eu” vejo»; «É assim que se pensa “agora”»; «É assim que se faz “aqui”».


    1. Não espanta que o «opinialismo» e o mero «perspectivismo» pareçam triunfar.

    O problema é que a verdade de um pode não convergir com a verdade de outro. A verdade de hoje pode não ser aceite como verdade amanhã. E o que é verdade aqui pode não ser visto como verdade ali. Numa situação destas, como nos havemos de guiar e entender?


    1. Escutemos o alerta que do século V nos vem, via São Vicente de Lérins.

    Segundo ele, devemos acreditar agora no que foi acreditado sempre, em toda a parte e por todos («quod semper, quod ubique, quod ab omnibus creditur»).


    1. Com efeito, o que vem de Deus é eterno, transcendente e universal. Pelo que deve ser acolhido em todo o tempo, em toda a parte e por toda a gente.

    Importa perceber que Deus não está só em mim, não fala só agora e não age só aqui. Por conseguinte, é preciso de nós sair para a presença de Deus sentir!

publicado por Theosfera às 11:33

Hoje, 26 de Junho, é dia de S. João e S. Paulo (mártires do século IV), S. Pelágio ou Paio e S. Josemaria Escrivá de Balaguer.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 01:11

Segunda-feira, 25 de Junho de 2018

 

Hoje, 25 de Junho, é dia de S. Próspero de Aquitânia, S. João de Espanha e S. Guilherme de Vercelli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 24 de Junho de 2018

Este era um homem de fibra,

um homem autêntico, honesto e bom.

 

Celebramos, hoje, o nascimento de João,

aquele que veio preparar os caminhos do Senhor.

 

Foi sempre corajoso, honesto e íntegro.

Não se deixou vergar. Não se deixou vender.

 

Foi igual a si próprio. Procurou ser fiel a Deus.

Não veio para dizer o que as pessoas gostavam de ouvir.

Veio para dizer o que as pessoas precisavam de escutar.

 

Obrigado, Senhor, pela coragem de João,

aquele que Te baptizou nas água do Jordão.

 

Obrigado, Senhor, por não ter vacilado nas horas difíceis

e por ter olhado sempre em frente, sem hesitar.

 

Obrigado, Senhor, por este homem sem calculismos.

Obrigado pela sua lição de vida:

«É preciso que Ele (Jesus) cresça e eu diminua»!

 

Obrigado também pela sua simplicidade e despojamento.

João não se vestia com grandes roupas nem se banqueteava em refeições opulentas.

 

Obrigado, Senhor, pela frugalidade de João.

Num tempo de tantos desperdícios, dá-nos a ousadia da partilha e da solidariedade.

 

Dá-nos, Senhor, a força para anunciar, com os lábios e com a vida,

que Tu és o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

 

Que desapareçam os calculismos e as ambições.

Que em nós arda o vigor de João.

 

Que nós sejamos capazes de viver para Ti

como João viveu para Ti.

 

Que os nossos lábios Te anunciem

como os lábios de João Te anunciaram.

 

Que o nosso coração esteja voltado para Ti

como sempre esteve o coração de João.

 

Que nós sejamos capazes de Te mostrar a todos

como João Te mostrou.

 

Que nunca recuemos nas dificuldades

como João nunca recuou.

 

Que o nosso testemunho perdure até ao fim

como perdurou o testemunho de João.

 

Que nos demos inteiramente

como João se doou.

 

Obrigado, Senhor, pela vida deste grande homem.

Obrigado pela lição da sua vida.

 

Obrigado pela entrega total do seu ser.

Que os nossos lábios e que a nossa vida mostrem quem Tu és,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:34

A. Celebramos João no início do Verão

 

 

  1. Eis mais um dia de festa em honra do Senhor. Celebramos hoje o nascimento do Seu precursor. João é um dom de Deus para todos nós, filhos Seus. O que nele mais reluz é o anúncio que faz de Jesus. João apresenta Jesus como Cordeiro (cf. Jo 1, 29) que vem para salvar o mundo inteiro. João é justamente reconhecido pela coragem que mostrou. Denunciou Herodes por ter desposado a mulher do seu irmão (cf. Mc 6, 18). Não calou a verdade que tinha no seu coração. Por ela deu a vida, enfrentando todo o tipo de agressão.

Mas, além de corajoso, João também era humilde. A sua humildade engrandeceu, ainda mais, a sua coragem. João não trabalhou para o seu próprio proveito. Um belo percurso, centrado em Cristo, foi feito. Era Cristo que devia crescer, mesmo que João tivesse de diminuir (cf. Jo 3, 30).

 

  1. Como notou Santo Agostinho, João era a voz e Cristo a Palavra. João foi a voz da Palavra. Ele foi o último passo antes de chegar o caminho. O caminho, que é Jesus (cf. Jo 14, 6), encontra em João o mais seguro passo que a ele nos conduz. João é, pois, o preparador dos caminhos do Senhor.

Em relação a Cristo, não podemos enveredar pelo improviso. É fundamental que nos preparemos para que a Sua presença acolhamos. É por isso que João é um farol que, para nós, faz brilhar a cor do sol. Não é ele que conta; é para Jesus que aponta. Não é por acaso que celebramos João no início do Verão. Dele chega luz e calor para a nossa humana peregrinação.


 

B. Um santo popular, mas não populista

 

  1. João tornou-se um santo popular e a sua festa é celebrada em toda a parte, em todo o lugar. Sendo, porém, bastante popular, nunca João foi populista. A sua preocupação não era agradar, mas servir. Não procurou os aplausos das multidões e até correu riscos em muitas situações. Vendo o oportunismo de alguns, não poupou nas palavras que usou. Foi ao ponto de chamar «raça de víboras» (cf. Mt 3, 7; Lc 3, 7) aos seus contemporâneos.

É curioso notar como o início da pregação de João é o mesmo da pregação de Jesus. Ambos convidam ao arrependimento, à mudança, à conversão. «Arrependei-vos porque o Reino de Deus está próximo» (Mt 3, 2). É assim que, segundo Mateus, começa João. É praticamente assim que, segundo Marcos (cf. Mc 1, 15), começa Jesus.

 

  1. Tal como Jesus, também João vem para nos desassossegar. Jesus, anunciado por João, está no mundo para rebentar o conformismo existencial que nos afecta. A paz de Jesus não nos aquieta, mas inquieta-nos. Daí que a paz de Jesus seja a paz da permanente inquietação.

No entanto, João não se limitou a falar com os lábios. O seu discurso existencial foi tão interpelante como o seu discurso vocal. João vivia — e trajava — de uma maneira austera, despojada. O seu vestuário era feito de pêlos de camelo (cf. Mt 3, 4) e a sua alimentação eram gafanhotos e mel silvestre (cf. Mt 3, 4). Daí que tivesse autoridade para apelar à partilha de bens: «Quem tem duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma e quem tem mantimentos faça o mesmo» (Lc 3, 11). Curioso também o que diz aos cobradores de impostos: «Nada exijais além do que está estabelecido» (Lc 3, 13).


 

C. Alguém que interpelava e incomodava

 

  1. Era a sua conduta — e não apenas a sua palavra — que interpelava fortemente os seus contemporâneos. Não espanta, portanto, que acorressem a ele pessoas de Jerusalém, de toda a Judeia e da região do Jordão (cf. Mt 3, 5). Confessavam os seus pecados e requeriam o seu baptismo (cf. Mt 3, 6).

João interpelava e incomodava. Aliás, é próprio de todo o profeta interpelar e incomodar, expondo-se a sofrer as respectivas consequências. Será que estamos dispostos a interpelar e a incomodar? E será que estaremos receptivos a ser interpelados e incomodados?

 

  1. O testemunho de João foi tão marcante que ficou assinalado na história. São Lucas diz que a Palavra de Deus lhe foi dirigida «no décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes, tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe, tetrarca da Itureia e da Traconítide, e Lisânias, tetrarca de Abilena, sob o pontificado de Anás e Caifás» (Lc 3, 1-2).

Se o testemunho de João foi marcante naquele tempo, como não há-de ser marcante no nosso tempo? Não é em vão que, na preparação para o Natal, a figura de João aparece nas leituras do Evangelho de dois domingos seguidos: no segundo e no terceiro domingos do Advento. João, de facto, é o grande indicador da chegada do Senhor. É com ele que faremos a melhor preparação para a vivência do mistério da Encarnação.


 

D. Um programa inscrito no próprio nome

 

  1. E também não é por acaso que de João nós celebramos, além da morte, o nascimento. É um privilégio que só acontece com Jesus e com Maria. Habitualmente, dos santos celebramos a sua morte enquanto celebração do seu verdadeiro — e definitivo — nascimento: o nascimento para a vida eterna. É este, como diziam os antigos, o autêntico «dies natalis», o autêntico «dia de Natal».

O martírio de João é, como sabemos, assinalado a 29 de Agosto. A celebração do seu nascimento para a terra constitui uma acrescida certificação da sua importância.

 

  1. Aliás, João é, todo ele, um programa: a começar pelo nome. João significa «dom de Deus». E, efectivamente, que grande foi — e é — o dom que Deus nos fez com o nascimento de João. Ele nasceu numa altura em que, para os pais, o nascimento de um filho era improvável, para não dizer impossível.

Daí que seu pai, Zacarias, tenha duvidado de tal possibilidade. Ele já se sentia velho e a sua esposa, Isabel, também era de idade avançada (cf. Lc 1, 18). Não lhe ocorria que, para Deus, não há impossíveis (cf. Lc 1, 37). Ficou, então, impedido de falar (cf. Lc 1, 20). Só voltou a falar para bendizer a Deus pelo nascimento do seu filho (cf. Lc 1, 64).


 

E. João não é só vinho, música e foguetes a estourar

 

  1. O nome da criança também não foi iniciativa humana. Pelas tradições em vigor, devia chamar-se Zacarias, tal como o pai. Mas a mãe (de forma oral) e o próprio pai (por escrito) objectaram logo que o seu nome iria ser João, como fora anunciado pelo anjo de Deus (cf. Lc 1, 13). Em tudo e sempre, é a vontade de Deus que devemos realizar.

«Quem virá a ser aquele menino?» (Lc 1, 66) — perguntavam. A «mão do Senhor estava com ele» (Lc 1, 66). A mão do Senhor está sempre connosco. Que seria de nós sem a mão de Deus? Como reconheceu Antero de Quental, é na mão de Deus que repousa o nosso coração. É para Ele que nos devemos voltar. É só n’Ele que tem sentido continuar a caminhar.

 

  1. João foi para o deserto até à sua missão pública (cf. Lc 1, 66). Eis uma experiência que importa fazer: a experiência do deserto. É a experiência da aridez, da escuta e também da disponibilidade. João é, pois, um programa de mudança. Não tenhamos medo de mudar. É pela mudança que poderemos ver germinar a esperança.

Não nos deixemos arrastar pela corrente. Aprendamos com João a ter uma vida diferente. E assim teremos sobejos motivos para fazer festa. Não há festa só com vinho, música e foguetes a estourar. A mais bela festa é quando vemos a nossa vida transformar. João é motor de transformação. Ele traz Jesus ao nosso coração. O maior tributo que a João podemos fazer é o Evangelho de Jesus viver. Deixai, pois, que de novo insista: demos a vida por Jesus, como fez João Baptista!

publicado por Theosfera às 05:20

Hoje, 24 de Junho, é dia do nascimento de S. João Baptista (que substitui o 12º Domingo do Tempo Comum) e de Sta. Raingarda.

Refira-se que S. João Baptista, dada a sua extrema popularidade, é padroeiro dos cuteleiros, espadeiros, alfaiates e peleiros.

É invocado contra os espasmos, as convulsões, as epilepsias e o granizo.

É também considerado protector dos cordoeiros.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:17

Sábado, 23 de Junho de 2018

Hoje, 23 de Junho, é dia dos Mártires de Nicomédia e de S. Bento Menni.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 22 de Junho de 2018

Hoje, 22 de Junho, é dia de S. Paulino de Nola, S. João Fisher, S. Tomás Moro e S. José Cafasso. Refira-se que S. Tomás Moro não foi padre nem bispo. Foi um político, um político íntegro. Por causa da sua integridade, foi assassinado pelo rei, a 06 de Julho de 1535.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 21 de Junho de 2018

Hoje, 21 de Junho, é dia de S. Luís Gonzaga e S. Raul.

Refira-se que o Papa Pio XI declarou, em 1926, S. Luís Gonzaga padroeiro da juventude.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 20 de Junho de 2018

Hoje, 20 de Junho, é dia de Sta. Sancha, Sta. Mafalda e Sta Teresa (filhas de D. Sancho I), S. Francisco Pacheco e companheiros mártires e Sta. Gema.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 19 de Junho de 2018
  1. A novidade não é a mudança, mas a aceleração da mudança.

Mudanças sempre houve. Mudanças tão aceleradas é que não nos recordamos de ter havido.


  1. É verdade que — como notou o poeta — «o mundo é composto de mudança». Mas salta à vista que «já não se muda como soía».

Mudando como sempre, estamos a mudar aceleradamente como nunca.


  1. Daí que dificilmente nos apercebamos do que nós próprios realizamos.

Foi a humanidade que produziu a técnica. Será que temos consciência de que a técnica está a produzir um novo perfil de humanidade?


  1. No rastreio de ganhos e perdas, importa perceber que temos conquistado muito, mas também temos desperdiçado bastante.

Como nos acostumámos a conseguir, fomo-nos desabituando de esperar. A rapidez está a retirar-nos paciência e a esvaziar-nos de esperança.


  1. Somos uma «geração apressada» e, por isso, «stressada». Mostramos muita eficácia nos actos, mas pouca lucidez nas decisões.

Somos a geração das grandes euforias e, ao mesmo tempo, das prolongadas depressões.


  1. Comunicamos cada vez mais sem filtros. Os espaços mediáticos estão cheios de protestos, pejados de murmurações e inundados de rancores.

Sobretudo os mais jovens, com a sua espontaneidade, não escondem as suas frustrações nem as suas rebeldias. Não falta, assim, quem qualifique muitos adolescentes como…«aborrecentes».


  1. O mais curioso é que são os mais novos quem melhor se movimenta num mundo desenhado pelos mais velhos.

A chamada «geração millennials» (também denominada «geração y») foi apanhada em cheio por uma revolução tecnológica que já estava em marcha.


  1. Por sua vez, a «geração z» (que lhe sucedeu) tornou-se a primeira geração de «nativos digitais». Nos tempos que correm, é especialmente nas redes sociais que se estabelecem os contactos pessoais.

Só que pouco parece ser sólido. As relações entre as pessoas são instáveis e os trabalhos precários.


  1. Sempre à procura da última novidade, facilmente nos cansamos: das coisas e também das pessoas.

São cada vez mais os objectos que arrumamos e as pessoas que descartamos.


  1. Contudo, não é por acaso que, segundo a Bíblia, «a sabedoria está nos cabelos brancos e a inteligência na longevidade» (Jb 12, 12). Quem nega que a experiência é uma preciosa fonte de ciência?

Não diabolizemos o que é novo. Mas também não subestimemos o que, vindo do passado, não está ultrapassado. Com todos podemos aprender, enquanto nos for dado viver!

publicado por Theosfera às 11:32

Hoje, 19 de Junho, é dia de S. Romualdo, S. Gervásio e S. Protásio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 18 de Junho de 2018

Hoje, 18 de Junho, é dia de S. Gregório Barbarigo e Sta. Osana. Refira-se que S. Gregório Barbarigo foi alvo de «canonização equipolente». Ou seja, o povo já o venerava como santo e o Papa acabou por reconhecer esse culto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:05

Domingo, 17 de Junho de 2018

 

  1. Ronaldo é um português atípico.

E, pelas sucessivas amostras, também não é um humano muito típico.


  1. Ao contrário do habitual, Ronaldo não se atemoriza perante a adversidade.

Até parece mais motivado diante das dificuldades.


  1. Criticam-no? Ele melhora. Menorizam-no? Ele supera-se.

Dão como próximo o seu fim? Ele responde como se estivesse no princípio. O adversário é forte? Ele mostra que não é nada fraco.


  1. Nem o fisco o atrai para o fiasco.

Onde outros tremem, ele não treme.


  1. No jogo com a Espanha, notava-se bem o encolhimento e a ansiedade da Selecção.

Com Ronaldo, nada disso se sentia. Uma espantosa força nele sobressaía.


  1. Se repararem, com os outros jogadores, é bola nos pés e olhos em Ronaldo.

E, diferentemente de Messi, Ronaldo não quer muito a bola nos pés. Para a baliza é o caminho.


  1. Até nisso ele se afasta do padrão lusitano.

Ronaldo não é de rodeios; é objectivo, directo, frontal e,quase sempre, preciso.


  1. Não voltará a jogar no clube que o formou.

Mas só uma pessoa como ele a presidente o tirará do abismo em que o estão a meter!

publicado por Theosfera às 20:41

É tempo de agradecer.

É hora de louvar.

É o momento de fazer sentir a nossa gratidão.

 

Obrigado, Senhor,

por fazeres de nós a terra onde lanças a Tua semente.

 

Obrigado por acreditares em nós.

Apesar das nossas limitações e resistências,

Tu continuas a estar ao nosso lado

e a habitar na nossa vida.

 

Nós somos pequeninos.

Mas Tu, Senhor, apostas sempre no que é pequeno,

naquilo que quase nem se nota.

 

Obrigado, Senhor, por nos ensinares

que a grandeza é sempre humilde

e que a humildade é sempre grande.

 

Semeia em nós, Senhor,

a Tua semente e o Teu grão de mostarda.

 

Que nós sejamos terra arável, terra fecunda.

Que não sejamos nós, mas que deixemos ser Tu em nós.

 

Transforma o nosso ser.

Sê Tu a vida da nossa vida,

o tempo para o nosso tempo,

o horizonte do nosso caminhar pelo tempo!

 

Ajuda-nos a crescer na escuta da Tua palavra.

Dá-nos a força da serenidade,

a simplicidade da confiança

e a energia da paz.

 

Que nós nunca deixemos de Te procurar

e de convidar outros para esta procura,

sabendo e sentido

que na procura já existe encontro

e que cada encontro é convite para nova procura.

 

Obrigado, Senhor, por tanto.

Obrigado, Senhor, por tudo.

Obrigado pelo pão.

Obrigado pelo amor.

Obrigado por seres quem és,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:29

Hoje, 17 de Junho (11º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Rainério de Pisa, S. Manuel, S. Jobel e Sto. Ismael (mártires), S. Manuel (arcebispo de Adrianópolis) e Sta. Emília de Vialar.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:27

 

A. Deus aprecia o que é pequeno e não deprecia o que parece lento

  1. Deus responde sempre às nossas necessidades, ainda que nem sempre satisfaça os nossos desejos. Deus, que tudo sabe, sabe perfeitamente que aquilo que desejamos nem sempre corresponde àquilo de que necessitamos e aquilo de que necessitamos nem sempre corresponde àquilo que desejamos.

Por hábito, gostamos do que é grande e do que é rápido. Regra geral, desprezamos o que é pequeno e exasperamo-nos diante do que é lento. Só que, coisa estranha, nem reparamos que andamos cada vez mais depressa e chegamos cada vez mais atrasados. Causa? Queremos fazer tudo, queremos fazer tudo ao mesmo tempo. Enfim, falta-nos um pouco de pausa, um pouco de lentidão. Falta-nos perceber que talvez chegássemos mais depressa se não andássemos tão apressados. E tão penosamente «stressados».

 

  1. Uma vez mais, Deus mostra, para nosso espanto, o quanto se revê no que é pequeno e no que (nos) parece lento. Nas Suas contínuas instruções, Deus passa o tempo a engrandecer o que é pequeno e a valorizar o que se nos afigura lento. Aliás, a própria vida encarrega-se de demonstrar que há tanta pequenez no que aparenta ser grande e tanta grandeza no que aparenta ser pequeno. Não foi certamente por acaso que Emmanuel Levinas proclamou que «mais alta que a grandeza é a humildade».

Do mesmo modo, aquilo que aparenta caminhar lentamente é, quase sempre, mais seguro do que tantos passos rápidos, mas sem noção do caminho que se segue. O mais importante raramente se compadece com pressas. O mais apressado nem sempre caminha melhor e pode não chegar primeiro. Até pode nem chegar. Deus não nos aconselha obviamente a optar pela indecisão, mas quer alertar-nos para o valor da paciência. Muito pertinente foi, por isso, Bento XVI, que brilhantemente percebeu que «o mundo é redimido pela paciência de Deus e pode ser destruído pela impaciência do homem». Breve já é a vida. Se a abreviamos, ainda mais, pela nossa impaciência, corremos o risco de lhe perder o rasto e de não lhe aspirar o sabor. A impaciência leva-nos a uma espiral de ansiedade diante daquilo que nos falta, não chegando a saborear a riqueza de cada dom que nos vai sendo oferecido.

 

B. É na terra que (também) está Deus

 

3. O Evangelho deste Domingo diz-nos, com recurso a parábolas, que o Reino de Deus é pequeno, lento, surpreendente e fecundo. É pequeno nos seus começos. É lento no seu crescimento. É surpreendente aos nossos olhos, germinando sem sabermos como (cf. Mc 4, 27). E é fecundo nos seus frutos.

Importa, desde logo, notar como Jesus acentua a proximidade: «O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra» (Mc 4, 26). Ou seja, devemos olhar ao mesmo tempo para o alto (cf. Col 3, 1) e para o baixo: aquele que está nas alturas encontra-se também metido nas profundezas. Jesus trouxe o Céu para a Terra, a Eternidade para o Tempo.

 

  1. Não foi por acaso que Arnold Toynbee olhava para o mundo como «uma província do Reino de Deus». Não é saindo do mundo que encontramos Deus. Encontramos Deus, trabalhando no mundo. O encontro com o mundo conduzir-nos-á ao encontro com Deus no mundo.

Razão tinha, pois, Edward Schillebeeckx quando escreveu que «fora do mundo, não há salvação». A história da salvação, como percebeu Karl Rahner, acontece na história do mundo. Deus não está só no Céu, à nossa espera. Deus vem também à terra, ao nosso encontro. Em Jesus Cristo, Deus como que «aterra» no mundo e como que Se «enterra» na vida de cada pessoa que há no mundo.

 

C. Sejamos os «microfones» de Deus

5. Será, entretanto, que estamos atentos aos sinais da vinda de Deus? Precisamos de atenção para ver Deus no que é pequeno e precisamos de paciência para acompanhar o crescimento do Seu Reino, que é lento.

Nestas duas parábolas, Jesus compara o Reino de Deus à semente e ao grão de mostarda. Neste caso, diz mesmo que é a mais pequena de todas as sementes (cf. Mc 4, 31). A semente da mostarda tem um diâmetro aproximado de 1,6 milímetros. Jesus tem o cuidado de ressalvar que, depois de lançada à terra, a semente «começa a crescer» (Mc 4, 32). Isto é, dá a entender que não se trata de um crescimento repentino ou apressado. É um crescimento pausado e, por isso, consolidado. Daí que se torne a «maior de todas as plantas da horta» (Mc 4, 32). A árvore que resulta desta pequena semente chegava a ter uma altura de 2 a 4 metros.

 

  1. Por conseguinte, não tenhamos medo dos pequenos começos nem dos pequenos sinais. Tudo o que é grande começou por ser pequeno. E, em Jesus Cristo, Deus faz questão de Se identificar preferencialmente com os mais pequenos (cf. Mt 25, 40).

Também não desanimemos diante do crescimento aparentemente lento. Aliás, não é a nós que cabe definir o ritmo do crescimento nem o tempo da colheita. A nós cabe cuidar da semente, sabendo que ela cresce sem sabermos como (cf. Mc 4, 27). Deus gosta de surpreender e, como observou São Paulo, é Deus quem faz crescer (cf. 1Cor 3, 6). Ele quer agir através de nós, mas a iniciativa é sempre Sua. Estejamos, portanto, disponíveis e nunca deixemos de estar confiantes. O Reino de Deus vai crescer, o Reino de Deus está a crescer. Às vezes, é quando parece mais escondido que ele está mais manifesto. Como dizia D. Óscar Romero, é bom que nos disponhamos a ser os «microfones de Deus». Porque a Sua voz nunca deixará de se fazer ouvir.

 

D. Deus quer «precisar» de nós

7. A terra está grávida de céu. O tempo arde com saudades da eternidade. Será que nos vamos recusar a ser morada de Deus? Ele, o Senhor que tudo pode, quer actuar humanamente. Ele quer chegar ao homem fazendo-Se homem em cada homem. Como Jesus é a transparência do Pai — «quem Me vê, vê o Pai» (Jo 14, 6) —, cada um de nós é chamado a ser a transparência de Jesus.

Essa transparência é ontológica e há-de procurar ser testemunhal. Ou seja, nós, que pelo Baptismo já somos habitação de Deus, estamos chamados a ser o eco da Sua presença através do nosso testemunho: concretamente, através das nossas palavras, dos nossos gestos e sobretudo do nosso amor.

 

  1. Não tenhamos medo das dificuldades. As dificuldades podem ser fortes, mas não são mais fortes que a força de Deus. Tal como a semente enfrenta muitos obstáculos no seu crescimento, também o Reino de Deus depara com muitas adversidades. Mas Deus está presente e (poderosamente) actuante.

Não entremos em euforia com os êxitos, mas também não desfaleçamos perante os problemas. Os problemas existem, mas não existem para nos vencerem. Os problemas existem para serem vencidos com a ajuda de Deus. O Evangelho deste Domingo garante-nos que Deus tem para nós um projecto de vida e salvação. Pode parecer que a nossa história caminha entregue ao acaso ou às flutuações dos acontecimentos. Só que o acaso é aquilo de que não sabemos as causas. Mas, mesmo naquilo que não sabemos, sempre podemos saber que Deus está e caminha connosco.

 

E. Todos os motivos para ter cuidado, nenhuma razão para ter medo

9. Num tempo marcado por tantas sombras e perturbações, é reconfortante saber que não estamos abandonados. Há todos os motivos para ter cuidado, mas não há nenhuma razão para ter medo. Jesus propõe um caminho novo: lança na vida a semente de transformação dos nossos corações e das nossas vontades. A semente não é lançada no vazio: ela cresce por acção de Deus. Cabe-nos acolher tal semente e deixar que Deus intervenha.

Confiemos, por isso, na força da Palavra anunciada. E habituemo-nos a respeitar a forma de resposta de cada um. A resposta não será igual em todos: uns serão mais prontos, outros serão mais lentos. Não desistamos da missão nem desistamos das pessoas. Insistamos sempre com a proposta e confiemos no surgimento, cedo ou tarde, de uma resposta. Há que respeitar a consciência e o ritmo de caminhada de cada pessoa, como Deus sempre faz.

 

  1. E nunca nos esqueçamos de dar valor ao que é pequeno. Há um grande significado em cada significante e um surpreendente significado no que nos parece insignificante. Não fiquemos prisioneiros do número. Tenhamos presente que o Cristianismo começou com pouco mais de 12 pessoas. Esses poucos conseguiram muito porque deram tudo: deram tudo por Cristo, deram tudo pelo Evangelho de Cristo.

Neste momento, somos muito mais de doze. Mesmo que nos sintamos pequenos diante do tamanho da missão, basta que nos entreguemos a Deus, basta que nos deixemos guiar por Deus. Façamos o que Ele fez. Façamos como Ele faz. Ele fará muito. Através de nós e connosco!

publicado por Theosfera às 05:10

Sábado, 16 de Junho de 2018

Hoje, 16 de Junho, é dia de S. Ciro, Sta. Julita e Sta. Lutgarda.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:06

Sexta-feira, 15 de Junho de 2018

Hoje, 15 de Junho, é dia de S. Vito, S. Modesto, Sta. Crescência e Sta. Germana Cousin.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 14 de Junho de 2018

Hoje, 14 de Junho, é dia de Sto. Eliseu, Sta. Anastásia, S. Félix, Sta. Digna e Sta. Maria Micaela do Santíssimo Sacramento.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:40

Quarta-feira, 13 de Junho de 2018

Hoje, 13 de Junho, é dia de Sto. António e S. Fândila. Refira-se que Sto. António, que nasceu Fernando, é conhecido como sendo de Lisboa (onde viu a luz do dia) e de Pádua (onde viveu os últimos anos da sua vida).

Começou por ser Cónego Regrante de Sto. Agostinho vindo a aderir à Ordem Franciscana. Notabilizou-se como pregador e taumaturgo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 12 de Junho de 2018
  1. Na semana em que começa o Mundial, o centro da informação continua a ser o que se passa no futebol nacional.

A situação de um dos maiores clubes portugueses está a revelar-se um verdadeiro — e muito preocupante — «case study».


  1. Intermináveis rios de tinta e ilimitadas horas de conversa são gastas a escalpelizar o problema.

Não falta quem aponte saídas. Mas quem se mostra capaz de implementar uma solução?


  1. Como se pode mobilizar um grupo quando se cavam divisões no seu seio?

Quando o adversário está fora, o grupo une-se e motiva-se. Já quando os atritos surgem dentro, o grupo divide-se e desagrega-se. Como chegar ao êxito assim?


  1. Se as pressões são sempre inibidoras e as acusações afectam o rendimento, o que dizer da violência física?

Ninguém se espanta com a acção de muitos adeptos. O que surpreende muitos é a reacção de alguns dirigentes.


  1. Um dirigente não deixa de ser adepto, mas não pode ter atitudes de um simples adepto. Dele se espera um acréscimo de autodomínio e comedimento.

As massas já não se destacam pela moderação. Porquê excitá-las ainda mais?


  1. É natural que, como qualquer adepto, um dirigente se alegre com as vitórias e se angustie com as derrotas.

Mas tem de se conter no momento dos festejos e no rescaldo dos insucessos.


  1. É sabido que, nessas alturas, as emoções costumam estar pouco controladas.

É por isso que um dirigente deve ser, não um inflamador de ânimos, mas um amortecedor de tensões.


  1. Acontece que há dirigentes que não são apenas o reflexo dos adeptos dos seus clubes, sendo também o espelho das mutações sociais.

Há quem não lide pacificamente com a contrariedade. Há quem não tenha paciência para com as falhas. E há quem reaja destemperadamente às adversidades.


  1. Não admira pois que, apesar das ondas de contestação, sejam muitos os adeptos a defender lideranças intempestivas.

Quando não celebram a conquista de títulos, «aclamam» os líderes pelas suas reacções aos fracassos.


  1. Daí que o «presidente-adepto» seja igualmente um «presidente repto». Há quem não aceite determinado presidente no clube. Mas também há quem não imagine o clube sem tal presidente.

Quem vai levar a melhor? O clube do presidente ou o presidente do clube?

publicado por Theosfera às 11:02

Hoje, 12 de Junho, é dia de Nossa Senhora do Sameiro, S. João de Sahagún, Sto. Onofre, Sta. Jobenta, Sta. Mercedes de Jesus Molina e S. Lourenço Salvi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 11 de Junho de 2018
Hoje, 11 de Junho, é dia de S. Barnabé, Sta. Paula Frassinetti, Sta. Maria Rosa Molas e Vallvé e Sta. Maria do Divino Coração.

 

Refira-se que S. Barnabé é chamado Apóstolo por S. Paulo porque com ele participou na primeira viagem missionária.

 

Foi, aliás, Barnabé que apresentou Paulo aos cristãos de Antioquia. No entanto, desentenderam-se.

 

Na segunda viagem, Barnabé queria levar o seu sobrinho Marcos, que os acompanhara na primeira viagem, mas que desistira.

 

Paulo foi intransigente. Barnabé era mais clemente (a apreciação é de S. Jerónimo).

 

Por isso é que a Bíblia faz uma apreciação do carácter de S. Barnabé que diz tudo: «Homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé» (Act 11, 24).

 

Um santo e abençoado dia para todos!
publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 10 de Junho de 2018

Eu sei, Senhor,
que não mereço
que me visites,
que entres na minha casa,
que te envolvas na minha vida.

Eu sei, Senhor,
que não sou digno
que deixes o Teu aconchego,
que experimentes o frio e o desconforto,
que Te sujeites à intempérie do abandono e da ingratidão.

Eu sei, Senhor,
que não tenho direito
a exigir tanto despojamento
nem a esperar tamanha disponibilidade.

Eu sei, Senhor,
que não mereço nada,
que não sou digno de nada,
que não tenho direito a nada.

Mas é por isso que Te agradeço,
é por isso que me comovo
e é por isso que fico sem palavras.

Obrigado, Senhor,
obrigado, bom Deus.
Tu és tudo
e vens ao meu nada.
Tu és tanto
e cabes em tão pouco
que sou eu.

Ensina-me, Senhor,
a ser humilde,
a olhar para todos
não com os meus óculos
mas com os Teus olhos,
que são olhos de afecto,
olhos de esperança,
olhos de amor.

Ensina-me, Senhor,
a compreender a lição da Tua vinda:
lição de humanidade,
de simplicidade,
de singeleza.

Ensina-me, Senhor,
a ver-Te
não apenas nas Tuas imagens de barro,
mas nas Tuas imagens de carne e osso
(algumas mais de osso que carne).

Ensina-me, Senhor,
a sentir
que a Tua morada é no Homem,
em todo o ser humano.

Ensina-me, Senhor,
a venerar-Te nas crianças, nos idosos,
nos pobres,
nos famintos,
nos sofredores e nos desalentados.

Que eu possa perceber
que sempre que estou com alguém
é conTigo que me encontro.

Aquece, Senhor, o nosso coração.
Não deixes que ele gele
com a arrogância, a frieza e a indiferença.

Fica connosco, Senhor,
sorri para nós Domingo de sol!

publicado por Theosfera às 11:07

A. Há censuras que se tornam elogios

 

  1. Há elogios que deviam ser tomados como censuras e há censuras que poderíamos tomar como elogios. O que os parentes dizem a respeito de Jesus tem o objectivo de constituir uma censura, mas no fundo estão a fazer-Lhe um grande elogio. Alegavam eles que Jesus estava fora de Si (cf. Mc 3, 21). Sem querer, estavam a fazer-Lhe um grande elogio, já que estavam a afirmar uma enorme verdade.

De facto, Jesus viveu sempre «fora de Si». Jesus nunca pensou em Si. O centro de Jesus nunca esteve em Si. Jesus foi alguém — verdadeira e profeticamente — «excêntrico». O centro de Jesus era o Pai e a humanidade. Foi por isso que Jesus entregou a Sua vida ao Pai. Foi por isso que Jesus entregou a Sua vida pela humanidade. Eis o que falta, eis o que urge: hoje e aqui, é fundamental estar «fora de si».

 

  1. O nosso maior problema é quando nos centramos nos nossos problemas. Porque, nessa altura, já nos estamos a distanciar de Jesus. Ao contrário de Jesus, nós vivemos muito voltados para nós. Estamos muito «ego-centrados», muito «ego-sentados». Com efeito, a revolução individualista desencadeou uma cultura egocêntrica e uma mentalidade egolátrica. O «eu» está no centro ou em cima. O outro encontra-se atrás e em baixo.

É o «eu» que está no centro, é ao «eu» que prestamos culto. Só nos ocupamos dos outros quando os outros servem o nosso «eu». É certo que nunca estivemos tão perto dos outros. Mas também é verdade que nunca nos teremos sentido tão distantes dos outros. O mal não é ser diferente. O mal é passar a ser indiferente. Infelizmente, estar perto nem sempre costuma equivaler a ser próximo.


 

B. Da «egolatria» à «egocracia»

 

  1. O «eu» parece gostar de se afirmar perante os outros e também — o que é pior —à custa dos outros. No fundo, cada «eu» sente-se detentor de todos os direitos. Cada outro é encarado como portador de todos os deveres. Eis a síntese do nosso tempo: tanta gente perto; tanta gente só. Todos vivem ao lado de todos. Mas ninguém parece saber de ninguém. Aos olhos de muitos, será que alguém é mais que ninguém?

É óbvio que, no tropel de mudanças que estão em curso, o «eu» ganha muito. Mas arrisca-se a perder o mais importante. A lógica do lucro valoriza a transacção comercial e subestima o serviço gratuito.

Ainda há muitos que servem. Mas são cada vez mais os que se servem. O «self service» é uma prática e é sobretudo um sinal. Servir está a ser um verbo cada vez mais reflexo. Para não poucos, servir é, acima de tudo, servir-se. É urgente perceber que nada somos sem os outros. Inferno não são os outros. Inferno é viver sem os outros, contra os outros. Era bom que percebêssemos que existir é nunca desistir, é nunca desistir dos outros.

 

  1. Acontece que a revolução individualista parece ter passado a uma segunda — e mais perigosa — fase. Como se já não bastasse a «egolatria», temos de suportar também a «egocracia». É que, enquanto a «egolatria» leva cada um a viver para si mesmo, a «egocracia» leva a pretender que os outros vivam em função de nós próprios.

Curiosamente, já Oscar Wilde se apercebera de que «egoísmo não é tanto viver à nossa maneira, mas exigir que os outros vivam como nós queremos». Estamos, assim, a ser arrastados para a dominação do mais descontrolado poder: o poder do «eu». E em vez de uma só ditadura, acabamos por estar submetidos a muitas ditaduras: às «ditaduras» de muitos «eus».


 

C. A melhor vitamina contra o egoísmo

 

  1. Não vivemos em ditadura, mas será que vivemos em autêntica liberdade? Ao menos numa ditadura, sabemos que não há liberdade. Será que, em democracia, nos sentiremos sempre livres? Entre a dor da ausência e a amargura de uma desilusão, que espaço sobra para a humana realização? É indiscutível que, como assinalou Ruy Barbosa, «a pior democracia é melhor que a melhor ditadura».

Só que há situações em que — entre a ditadura e a democracia — as diferenças são mínimas, tornando-se as linhas de demarcação praticamente imperceptíveis. O relacionamento humano surge cada vez mais contagiado por sintomas de intransigência, rigidez e intolerância. O que mais nos sobressalta já não é sequer a ditadura de um partido ou de um grupo. O que mais nos atormenta, hoje, é a crescente «tirania do eu». Nos tempos que correm, a mais pesada autocracia é a «egocracia». Obscurecidos os ideais e esgotadas as ideologias, resta a afirmação do «eu»: sobre os outros e — o que é mais grave — contra os outros.

 

  1. É por isso que Jesus é a maior alternativa a esta cultura individualista. E é desta «vitamina C» — é desta «vitamina Cristo» — que nós precisamos para mudar tudo isto. De facto, Jesus Cristo representa, como ninguém, a referência suprema do centramento descentrado. O centro de Jesus não é Jesus. O centro de Jesus é Deus e o Homem. Jesus é totalmente para Deus e totalmente para o Homem.

Foi neste sentido que o Concílio Vaticano II teve o cuidado de advertir que a luz dos povos não é a Igreja, mas Cristo. Por conseguinte, o que há-de resplandecer na Igreja é o que sempre transpareceu em Cristo: Deus e o Homem.


 

D. De joelhos para acolher e de pé para caminhar

 

  1. Assim sendo, o importante para a Igreja não há-de ser o aparato organizativo, mas a experiência espiritual e a acção social. A Igreja tem de ser perita na relação com Deus e mestra no encontro com os homens. Quando a Igreja se volta demasiado para si ofusca a luz que transporta. Torna-se «lua nova» quando é chamada a ser «lua cheia». Não deixa passar a luz quando se interpõe à frente da luz.

Precisamos não tanto de uma «Igreja sentada», mas de uma «Igreja de joelhos» e de uma «Igreja de pé». Precisamos de uma «Igreja de joelhos» para acolher o mistério de Deus e de uma «Igreja de pé» para caminhar ao lado dos homens.

 

  1. Até um ateu como André Comte-Sponville assinalou ser a espiritualidade o decisivo na nossa era. E um não crente como Albert Einstein tinha noção de que «a mais bela experiência que podemos fazer é a do misterioso». Karl Rahner percebeu que passava por aqui a sobrevivência do Cristianismo. Neste século XXI, o Cristianismo «será místico ou não será».

Ao mesmo tempo e porque Deus está voltado para o Homem (Jesus é, para nós, o Deus-Homem), a Igreja é chamada a envolver-se em tudo quanto é humano. Não apenas apoiando as vítimas da injustiça, mas questionando as causas da injustiça. É que o amor a Deus não sobrevive sem o amor ao próximo do mesmo modo que o amor ao próximo não vive sem o amor a Deus. Não é possível amar a Deus sem amar o próximo. E é inteiramente impossível amar o próximo sem amar a Deus. Só quem ama a Deus primeiro conseguirá amar a humanidade por inteiro. À semelhança de João Simão da Silva, mais conhecido como Marco Paulo, cada cristão também pode garantir: «Eu tenho dois amores». Os dois amores do cristão são o amor a Deus sobre todas as coisas e o amor ao próximo como a nós mesmos.


 

E. Por uma Igreja «intro» e «extro» vertida

 

  1. Por aqui se vê como, em Igreja, temo de nos descentrar constantemente para nos recentrar permanentemente: em Deus e no Homem. Temos de formar comunidades orantes e, simultaneamente, comunidades fraternas. Temos de constituir uma Igreja «intro-vertida» e, ao mesmo tempo, «extro-vertida»: voltada para Deus na oração e voltada para a Humanidade na acção.

Para isto, não são necessários especiais recursos organizativos. Até é bom que eles sejam mínimos para não nos desviarem do essencial. Basta que nos detenhamos no Evangelho. O programa de Jesus está aí. Basta que nos mobilizemos em torno de um mandamento: «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei» (cf. Jo 13, 34; 15, 12). É pela solidariedade, pela misericórdia e pela compaixão que a Igreja mostra o acolhimento do amor divino.

 

  1. Quanto mais a Igreja se voltar para fora, tanto melhor se revitalizará dentro. Quanto mais a Igreja se despojar, tanto melhor a Igreja se redescobrirá na sua beleza e na sua unidade. O pecado da divisão, tão duramente denunciado por Jesus, nasce de um enquistamento de cada um sobre si mesmo. «Se um reino estiver dividido, combatendo-se a si mesmo, não pode aguentar-se» (Mc 3, 24). Infelizmente, ainda há muitas divisões nas nossas comunidades. É sinal de que ainda estamos muito apegados a nós e pouco ligados a Cristo.

A divisão é fomentada pelo aprisionamento do «eu» e exacerbada pelo ódio dos outros. Como se não bastasse o egoísmo, temos de suportar, tantas vezes, o ódio. É tempo de parar. É tempo de recomeçar. Libertemo-nos de nós. Desapeguemo-nos da «tirania do eu». Entreguemo-nos a Deus. E habituemo-nos a tratar os outros como filhos Seus!

publicado por Theosfera às 05:14

Hoje, 10 de Junho (10º Domingo do Tempo Comum e Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades), é dia do Anjo de Portugal, Sta. Olívia e S. João Dominici.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 09 de Junho de 2018

Hoje, 09 de Junho (memória do Imaculado Coração de Maria), é dia de Sto. Efrém, S. José de Anchieta e Sta. Ana Maria Taígi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:48

Sexta-feira, 08 de Junho de 2018

Hoje, 08 de Junho (Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e Jornada Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes), é dia de Sta. Maria do Divino Coração, Sta. Quitéria, Sta. Marinha, S. Carlos Spínola, S. Tiago Berthieu, Sto. Ambrósio Fernandes, S. Leão Mangin e seus companheiros mártires e S. Rudolfo Acquaviva e seus companheiros mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 07 de Junho de 2018

Hoje, 07 de Junho, é dia de Sta. Ana de S. Bartolomeu e de Sto. António Maria Gianelli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 06 de Junho de 2018

Hoje, 06 de Junho, é dia de S. Norberto, S. Marcelino Champagnat e S. Filipe, diácono.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 05 de Junho de 2018
  1.  

    1. Numa ditadura, sabemos que não há liberdade. Será que, em democracia, nos sentiremos sempre livres?

    Entre a dor da ausência e a amargura de uma desilusão, que espaço sobra para a humana realização?


    1. É indiscutível que, como assinalou Ruy Barbosa, «a pior democracia é melhor que a melhor ditadura».

    É por isso que — já dizia Winston Churchill — a democracia é o pior regime…à excepção de todos os outros.


    1. Uma democracia com falhas é preferível a uma suposta ditadura sem erros.

    Mas o reconhecimento da congénita falência das ditaduras não impede que nos vejamos incomodados com as gritantes fragilidades das democracias.


    1. Há situações em que as diferenças são mínimas. É que também as democracias parecem afectadas por pulsões autocráticas e contaminadas por comportamentos ditatoriais.

    Acresce que a contaminação ditatorial das democracias não se limita à organização política. Toda a sociedade surge assustadoramente contagiada por sintomas de intransigência, rigidez e indiferença.


    1. O excesso de autonomia só reconhece uma liberdade: a liberdade de cada um.

    O que mais nos sobressalta, hoje, já não é a ditadura de um partido ou de um grupo. O que mais nos atormenta é a crescente «tirania do eu».


    1. Nos tempos que correm, a mais pesada autocracia é a «egocracia».

    Obscurecidos os ideais e esgotadas as ideologias, resta a afirmação do «eu»: sobre os outros e — o que é mais grave — contra os outros.


    1. Enquanto o egoísmo é cada um viver em função de si mesmo, a «egocracia» é pretender que os outros vivam em função de nós próprios.

    A «revolução individualista» entra, assim, numa segunda — e mais perigosa — fase. O problema já não é cada um estar voltado para si, mas exigir que os outros se submetam a si.


    1. Não é verdade que os direitos dos mais influentes, dos mais poderosos e dos mais ricos redundam em perda de direitos dos mais frágeis, dos mais desprotegidos e dos mais pobres?

    Enfim, temos dificuldade em coexistir. Já só saberemos colidir?


    1. A contestação do poder nem sempre resulta em libertação do poder.

    E, em vez de uma só ditadura, corremos o risco de estar submetidos a muitas ditaduras: às «ditaduras» de muitos «eus».


    1. Sem a intervenção correctiva da lei e sem uma acção moderadora da autoridade, a humanidade pode converter-se na maior ameaça para si mesma.

    Não nos deixemos sufocar pela «egocracia». Que o amor «desegoízador» nos faça compreender que só de mãos dadas tem sentido viver!

 

publicado por Theosfera às 11:08

Hoje, 05 de Junho, é dia de S. Bonifácio e S. Doroteu, o Moço.

Refira-se que S. Bonifácio era inglês e foi o grande cristianizador da Alemanha.

Fez suas as (fortes) palavras de S. Gregório, apelando aos pastores para não serem «cães mudos nem sentinelas silenciosas».

O silêncio da escuta tem de desaguar na palavra corajosa e habitada pela esperança.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 04 de Junho de 2018

Hoje, 04 de Junho, é dia de S. Tiago de Viterbo, S. Pedro de Verona, Sta Clotilde e S. Francisco Caracciolo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 03 de Junho de 2018

Só uma palavra.

Só uma palavra para Ti, Senhor.

Só uma palavra para Te agradecer,

para Te louvar.

 

Hoje, Senhor, apareces com uma mensagem de alento,

com uma proposta com sabor a novidade.

 

Tu queres, Senhor, que olhemos para a frente,

que não fiquemos dominados pelo passado.

 

Obrigado, Senhor, por fazeres algo de novo,

por fazeres tudo de novo.

 

Essa novidade já começa a aparecer,

essa novidade és Tu:

a Tua palavra e a Tua presença.

 

Tu, Senhor, és o caminho aberto no deserto,

o rio lançado na terra árida.

 

Tu és aquele que junta multidões,

que faz andar os paralisados.

 

Tu és aquele que perdoa,

que transforma e revigora.

 

Como há dois mil anos,

também hoje nunca vimos nada assim,

nunca vimos nada igual.

 

Tu, Senhor, és incomparável,

Tu, Senhor, és único.

 

Por isso, nós Te dizemos «sim»,

sim com os lábios,

sim com a vida.

 

Recebe o sim do nosso amor,

do amor que vem de Ti,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:29

A. Será que só o mal é ilimitado?

  1. Haverá limites para o bem? Infelizmente, estamos num mundo e vivemos num tempo em que só o mal parece ilimitado. A todas as horas, lidamos com ele. Em toda a parte, sofremos por causa dele. E o que é pior é que, à força de tanto hábito, chegamos ao ponto de colorir o mal com tintas de bem. A maldade parece ter-se apoderado das pessoas aprisionando os seus sentimentos e as suas atitudes.

Jesus confronta os fariseus acerca desta questão: haverá limites para o bem? Haverá dias em que não se possa fazer o bem? Afinal, será mal fazer o bem?

 

  1. «Será permitido ao Sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?» (Mc 3, 4). Aparentemente ninguém tem dúvidas na resposta, mas, na prática, notam-se muitos bloqueios na vida. O bem, tão exaltado, permanece bloqueado por vulcões de maldade que não cessam. Jesus «estava indignado com a dureza daqueles corações» (Mc 3, 5). Esta é a raiz de toda a maldade: a dureza dos corações. Precisamos de corações puros, não de corações duros. Precisamos de corações que se saibam compadecer e não de corações que façam sofrer.

Nesta vida, há quem estenda a passadeira ao mal e coloque todo o tipo de entraves ao bem. E, quando falham os argumentos, opta-se pela afronta. Os contemporâneos de Jesus ficaram calados (cf. Mc 3, 4). Como não sabiam o que dizer, resolveram fazê-Lo desaparecer (cf. Mc 3, 6). Hoje, infelizmente, continua a ser assim. Há quem ao mal nunca ponha fim.


 

B. Não há limites para a prática do bem

 

  1. É sabido que o Sábado era uma instituição central para o antigo Povo de Deus. Foi nesse dia que, segundo o Génesis, Deus concluiu a obra da criação (cf. Gén 2, 2). E concluiu-a criando o descanso. Não é que Deus estivesse cansado. Mas o descanso do sétimo dia é uma oportunidade para Deus contemplar a criação e para a criação contemplar o seu Deus. Por isso — acrescenta o Génesis — Deus abençoou e santificou esse dia (cf. Gén 2, 3).

Não espanta — tanto mais que o homem é imagem de Deus (cf. Gén 1, 26) — que um dos mandamentos divinos preceitue precisamente a santificação do Sábado: «Lembra-te do dia de Sábado para o santificar» (Êx 20, 8; Deut 5, 12). Em que consiste essa santificação? Fazendo o que Deus fez, ou seja, suspendendo a actividade dos outros dias. «Durante seis dias — diz Deus — hás-de trabalhar e farás tudo o que tiveres a fazer. Mas o sétimo dia é dia de descanso, que pertence ao Senhor, teu Deus. Não farás qualquer trabalho» (Deut 5, 13-14).

 

  1. O principal está na afirmação de que o Sábado pertence a Deus. Como, aliás, todo o tempo pertence a Deus. O Sábado tem uma função iluminadora — e inspiradora — para cada dia e para todo o tempo. O Sábado é o dia da Criação. É para o Sábado que toda a criação se encaminha. É para a celebração da criação que se orienta o trabalho da criação. A suspensão do trabalho não significa uma opção pela ociosidade. A suspensão do trabalho serve para entregar todo o trabalho nas mãos de Deus. É «o fruto da terra e do trabalho do homem» que Lhe confiamos.

Acontece que, como Jesus tem o cuidado de ressalvar, o Sábado foi feito por Deus para o homem (cf. Mc 2, 27). Isto é, foi feito para que o homem possa celebrar o encontro com Deus. Por aqui se vê como Jesus não interpreta restritivamente o mandamento do Sábado. Deus suspende a actividade habitual, mas sem impor a inactividade. O Sábado não é inactivo; é activo de uma maneira diferente. E, quando se trata de fazer o necessário (como comer) ou de praticar o bem (como curar alguém doente), não há restrições. Como percebeu belamente Santo Ireneu, «a glória de Deus é o homem vivo», isto é, o homem com saúde, com alimento, com habitação, com educação.

 

C. O Domingo é o novo Sábado

 

5. Ao contrário do que insinua a nossa terminologia, para Deus não há «dias inúteis» em contraposição aos «dias úteis». Todos os dias são úteis. O Domingo também é um «dia útil». Todos os dias — incluindo o Domingo — devem ser utilizados na prática do bem. E que melhor culto se pode prestar a Deus do que contribuir para melhorar a vida dos filhos de Deus?

Por conseguinte, fazer o bem, sempre! E não é sequer a prática do bem que impede que celebremos o culto a Deus. Como diz o Livro de Coelet, «tudo tem seu tempo e sua hora» (Ecl 3, 1). Havendo vontade, conseguimos tempo para tudo. Falhando a vontade, nunca arranjaremos tempo para nada.

 

  1. Como é sabido, Cristo não anulou o Sábado. Nós, cristãos, também não eliminamos o Sábado. O Domingo é o novo Sábado, é a plenitude do Sábado. No Sábado, Jesus Cristo esteve nas profundezas da Criação. No Domingo, ressurgiu para inaugurar a nova Criação. É por isso que Jesus é apresentado como o novo Adão (cf. 1Cor 15, 20-21; Rom 5, 17-19), isto é, como o primeiro Homem da nova humanidade. Jesus inaugura a nova humanidade com a entrega da Sua vida, com a oferta do Seu sangue.

Foi por isso que os cristãos, não deixando de celebrar o Sábado, depressa se habituaram a celebrar o Domingo, como novo Sábado, como o dia da nova — e definitiva — criação.


 

D. Não é a Eucaristia que nos impede de fazer o bem

 

  1. A celebração do Domingo consistiu sempre na celebração da Eucaristia, na dupla mesa da Palavra e do Pão. Mártires muito antigos morreram a proclamar que «não podemos viver sem o Domingo». O que, fundamentalmente, quer dizer que não podemos viver sem a Eucaristia.

Não esqueçamos, por isso, o terceiro Mandamento da Lei de Deus nem o primeiro Mandamento da Santa Igreja. O terceiro Mandamento da Lei de Deus lembra-nos a obrigação de santificar o Domingo (que é o novo Sábado) e Festas de Guarda. Por sua vez, o primeiro Mandamento da Santa Igreja concretiza em que consiste essa santificação: participar na Missa inteira no Domingo e Festas de Guarda.

 

  1. Não é a Eucaristia que nos impede de fazer o bem. Pelo contrário, a Eucaristia é o mais poderoso estímulo para a prática do bem. Quem celebra o bem que Deus faz pela humanidade não pode deixar de se comprometer na promoção do bem pela humanidade.

Nunca esqueçamos que a Missa não tem fim. O «ide em paz» não é uma despedida, mas um envio. Terminada a celebração sacramental, tem de começar a celebração existencial. E a celebração existencial da Eucaristia consiste na prática do bem, na vivência do amor fraterno.


 

E. Afinal, somos todos insuficientes

 

  1. Tenhamos presente o que disse Jesus a este homem: «Estende a mão» (Mc 3, 5). Eis o que falta, eis o que urge. É preciso estender a mão. Como aconteceu a este homem, só ficamos curados quando estendemos as mãos. Precisamos de estender mais as mãos. As nossas mãos ainda estão muito contraídas porque o nosso coração ainda se mantém muito fechado.

Habituemo-nos, então, a estender as mãos: em atitude de súplica, em atitude de louvor, em atitude de solidariedade, em atitude de comunhão. Todos os dias são bons para estender as mãos. Quem estende as mãos para Deus acabará por estender as mãos para os irmãos.

 

  1. Este gesto de estender as mãos permite-nos perceber que, sozinhos, não somos nada. As mãos estendidas mostram como estão entrelaçadas as nossas vidas.

Não nos sintamos diminuídos com a interdependência. Os outros fazem parte de nós e nós fazemos parte dos outros. Todos pertencemos a todos e, antes de mais, a Deus. Não nos vangloriemos de uma auto-suficiência que não temos. Tomar consciência da nossa radical insuficiência até pode ser um acto de inteligência. É que quando nos abrimos aos outros e a Deus somos mais, somos melhores, somos diferentes. Assim sendo, nunca faltemos à Eucaristia. E a todos estendamos as mãos, em cada dia!

publicado por Theosfera às 05:37

Hoje, 03 de Junho (nono Domingo do Tempo Comum), é dia de Sto. Ovídio, S. Carlos Lwanga e seus companheiros mártires, Sto. Isaac de Córdova, S. Juan Diego e S. João Grande.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:32

Sábado, 02 de Junho de 2018

Hoje, 02 de Junho, é dia de Sta. Blandina, S. Potino, Sto. Erasmo, S. Pedro, S. Marcelino e S. Félix de Nicósia.

Refira-se que Sta. Blandina é considerada padroeira da mocidade feminina.

E Sto. Erasmo é invocado contra as tempestades, contra as cólicas, contra as doenças intestinais das crianças e contra as dores de parto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 01 de Junho de 2018

Hoje, 01 de Junho (início do mês do Sagrado Coração de Jesus), é dia de S. Justino e Sto. Aníbal Maria di Francia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:55

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