O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 04 de Fevereiro de 2018

Uma vez mais aqui estamos, Senhor,

para ser envolvidos por Ti,

pela Tua presença amorosa,

pela Tua presença curadora,

sanante e salvadora.



Junto de Ti,

sentimo-nos curados de todas as nossas lepras,

sobretudo da lepra asfixiante do egoísmo e da falsidade.



Como há dois mil anos,

também nós, hoje, caímos de joelhos, a Teus pés,

e Te suplicamos: «Cura-nos, Senhor»!



Obrigado, Senhor, pela Tua bondade,

pelo Teu amor, pela Tua paz.



Tu és o melhor medicamento

e a única terapia.



Também hoje, estendes a Tua mão

e tocas-nos:

Tocas as nossas feridas,

tocas as nossas ansiedades,

tocas os nossos sonhos,

tocas o nosso coração,

tocas a nossa vida.



Que bom, Senhor,

é ser tocado por Ti,

abraçado por Ti.



Num mundo de tanto abandono e rejeição,

as crianças, os velhinhos,

os marginalizados e os oprimidos

sentem o Teu abraço.



Que nós não nos afastemos de ninguém.

Que nós não afastemos ninguém.



Que tenhamos para todos uma palavra de esperança

e gestos de ternura.



Que cada um de nós, lá fora,

seja o eco do Teu amor

e o prolongamento do Teu ser:

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:12

 

A. Ser cristão é viver Cristo e convidar outros a viver Cristo

 

 

  1. Se um escritor existe para escrever, um governante para governar, um cantor para cantar e um jogador para jogar, um cristão existe para quê? É óbvio que um cristão só pode existir para cristianizar ou, mais especificamente, para «cristificar». Isto significa que um cristão existe para cristianizar a sua vida, incorporando nela a vida de Jesus Cristo.

Teilhard de Chardin usava até a expressão «pancristianização» para urgir a necessidade de meter Cristo em tudo e em todos. Tudo há-de estar marcado por Cristo. Todos são chamados a viver segundo Cristo.

 

  1. Ser cristão é viver Cristo e convidar outros a viver Cristo. Consequentemente, ser cristão é levar Cristo e trazer para Cristo. É por isso que ser cristão é ser missionário. A missão não nasce do sacramento da Ordem nem da Consagração Religiosa. A missão nasce logo a partir do Baptismo. Por conseguinte, ser missionário não é apenas para padres e para religiosos: é para todos.

Ser missionário significa transmitir o que nos foi transmitido e oferecer o que nos é concedido. Cada um de nós foi agraciado com a feliz notícia de Deus chamada Jesus Cristo. Se as más novas não são caladas, como admitir que esta boa — e bela — nova possa ser silenciada?

 

B. Evangelho só há um, o de Cristo e mais nenhum

 

 

 

3. Os cristãos da primeira hora sentiam bem a urgência de levar Cristo e de trazer para Cristo. Evangelizar é sempre isto e apenas isto: anunciar Jesus Cristo. Ele é o Evangelho vivo, o Evangelho em forma de vida. Daí que São Paulo clamasse: «Ai de mim, se não evangelizar» (1Cor 9, 16).

Para ele, não fazia sentido existir fora do Evangelho de Cristo. Anunciar o Evangelho não era, para São Paulo, um «título de glória», mas «uma obrigação» (1Cor 9, 16). Não se tratava de uma actividade facultativa, mas de um imperativo, do maior imperativo.

 

4. Ele sabia que a iniciativa não era dele. Se anunciasse o Evangelho por sua iniciativa, até poderia esperar alguma recompensa. Mas evangelizar era um «encargo que lhe foi confiado» (1Cor 9, 17). Aliás, São Paulo sempre se considerou apóstolo não por iniciativa humana, mas por iniciativa de Jesus Cristo e do próprio Pai (cf. Gál 1, 1).

É neste sentido que o evangelizador não pode alterar o Evangelho. Não é o evangelizador que inventa o Evangelho; o evangelizador recebe o Evangelho. Ele é servo do Evangelho, não dono do Evangelho. São Paulo sabia muito bem que «não há outro Evangelho». Evangelho só há um: o «Evangelho de Cristo» (Gál 1, 7) e mais nenhum. É este Evangelho — e não nenhum outro — que somos chamados a viver e a testemunhar.

 

C. Evangelizar sem parar

 

 

 

5. É de «maneira gratuita» (1Cor 9, 18) que o Evangelho deve ser anunciado. Aliás, também foi de maneira gratuita que o Evangelho nos foi entregue. Esta gratuidade vai ao ponto de o evangelizador aceitar ser escravo de todos com o objectivo de a todos tentar ganhar para o Evangelho (cf. 1Cor 9, 19). A «causa do Evangelho» (1Cor 9, 23) justifica tudo: todos os trabalhos, todos os sacrifícios. A resposta pode não vir de todos, mas a proposta tem de chegar a todos. É por isso que, com vontade firme e coração aberto, o evangelizador tem de se fazer «tudo para todos» (1Cor 9, 22).

Neste empreendimento, São Paulo parecia nunca se cansar mesmo quando se sentia cansado. Como reconheceu São João Crisóstomo, por causa do Evangelho, Paulo «desejava sempre mais o trabalho sem descanso do que nós desejamos o descanso depois do trabalho». Aliás, foi o que São Paulo aprendera com Jesus, o Evangelho em pessoa. Jesus também não descansa: «Meu Pai trabalha continuamente e Eu também trabalho» (Jo 5, 17). Jesus não trabalha de sol a sol, mas de noite a noite. Jesus trabalha de dia e não Se poupa de noite.

 

6. Neste Domingo, voltamos a acompanhar Jesus na «Jornada de Cafarnaum». Vemo-Lo, incansável, a sair da sinagoga para ir curar a sogra de Simão e todos os doentes que Lhe apareciam (cf. Mc 1, 31-34). Teve de atender toda a população da cidade, que se reuniu junto da porta da casa de Pedro (cf. Mc 1, 33).

A população de Cafarnaum naquela altura andaria por mil habitantes. Atender mil pessoas é, seguramente, desgastante. Apesar disso, na manhã seguinte, Jesus não dispensou a oração. O encontro com os homens não dispensa — antes requer — o encontro com Deus. E é assim que contemplamos Jesus a orar, «de manhãzinha, ainda muito escuro», num «sítio muito ermo» (Mc 1, 35).

 

D. É a oração que gera a missão

 

  1. Que fique bem claro. Não é a oração que tira tempo à missão. É a oração que alenta — amamenta e alimenta — a missão. O encontro com Deus não afasta as pessoas, atrai as pessoas. É no encontro com Deus que Jesus é encontrado pelas pessoas, por todas as pessoas. «Todos Te procuram!» (Mc 1, 37) — dizem Simão e os companheiros.

É espantoso como todos procuram o Orante. É espantoso como todos são contagiados pelo aroma da oração. É espantoso como a oração move e comove. Não admira, portanto, que a experiência evangelizadora de São Paulo também tenha começado por uma forte experiência de oração (cf. Act 13, 1-3). A oração é como que a parteira da missão.

 

  1. São Marcos não diz que Jesus tenha tomado o pequeno-almoço. O alimento de Jesus era outro: O alimento de Jesus era fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34). E a vontade do Pai é que o Filho chegue a todos. A oração é moção, é fonte de missão. A paz da oração não aquieta nunca; inquieta sempre.

É por isso que, finda a oração, Jesus dirige-Se imediatamente para «as povoações vizinhas» (Mc 1, 38), para «toda a Galileia» (Mc 1, 39). Mas não vai só. Jesus move-Se e comove, isto é, move-Se com outros. Daí a Sua ordem, de ontem, de hoje e de sempre: «Vamos para outro lado» (Mc 1, 38).

 

E. A única coisa que não se pode perder: tempo

 

  1. Haverá quem pense não ter capacidade para a missão. Acontece que — como alertou Einstein — Deus não escolhe os capazes; capacita os escolhidos. A missão não se faz em nosso nome, mas em nome de Jesus. De um evangelizador não se requer capacidade, mas apenas — e sempre — disponibilidade. Não somos nós que missionamos; é Jesus que missiona em nós (cf. Gál 2, 20).

Tal como Jesus foi a transparência do Pai — «quem Me vê, vê o Pai» (Jo 14, 9) —, também o missionário é chamado a ser a transparência de Jesus. É Jesus, Ele mesmo, que está com todos aqueles que envia em missão. Quem os ouve a eles, ouve-O a Ele (cf. Lc 10, 16).

 

  1. Por causa da missão, vale a pena estar disposto a perder tudo, excepto o tempo. Na missão, não há tempo a perder. A missão é urgente, é a coisa mais urgente. Como nos recorda Job, «a nossa vida não passa de um sopro» (Job 7, 7) e «os nossos dias fogem mais rápidos que a lançadeira no tear» (Job 7, 5). Assim sendo, todo o tempo é escasso para anunciar o Evangelho.

Em relação ao Evangelho, poderá haver quem não o aceite, mas não deve haver quem não o anuncie. A nossa fraqueza está habitada pela força de Deus. Transportemos, pois, o Evangelho com os nossos lábios e sobretudo com o testemunho da nossa vida. Levemos a todos o Evangelho em forma de amor, em forma de solidariedade, em forma de justiça, em forma de paz. Onde estiver o Evangelho, estará sempre a acender-se a manhã de um tempo novo!

 

 

publicado por Theosfera às 05:44

Hoje, 04 de Fevereiro (Dia Mundial da Luta Contra o Cancro), é dia de S. João de Brito, S. José de Leonissa, Sta. Maria de Matias e Sta. Catarina de Ricci.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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