O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 07 de Setembro de 2017
  1. A Procissão de Nossa Senhora dos Remédios não é a única com bois.

Mas talvez seja uma das poucas a ter autorização para incluir bois.

 

  1. Desde que começou, nunca os bois dispensou.

Sabemos que estiveram na primeira Procissão (em 1894) por causa de um desentendimento com o decorador dos carros e «dos arreios dos bois». Este queria receber 20 mil réis. Mas a Irmandade só lhe entregou metade.

 

  1. Foi em 1925 que a presença dos bois esteve em perigo.
  2. Agostinho de Jesus e Sousa, cumprindo orientações dimanadas da Santa Sé, emitiu um decreto em que proibia «os bois nas procissões».

 

  1. A Irmandade ficou apreensiva e toda a cidade terá entrado em alvoroço.

É neste entretanto que emerge a figura do Dr. Alfredo de Sousa. É a sua sugestão que vai «salvar» a Procissão.

 

  1. Entre uma estrita obediência à lei e uma indesejável violação da lei, alvitra uma terceira via.

Porque não investir na alteração da lei ou, pelo menos, numa excepção à lei?

 

  1. Ao Bispo de Lamego faz chegar a seguinte proposta: «Apesar de os católicos deverem respeitar as leis da Igreja, esta também pode modificar as suas leis por meio de uma portaria».

«Peça-se à Santa Sé esse rescrito, alegando costume antiquíssimo e dificuldade de transporte por causa de os andores serem muito pesados».

 

  1. É claro que a invocação de um «costume antiquíssimo» constitui uma hiperbolização da linguagem para tornar o argumento mais convincente.

Em 1925, a Procissão contava 31 anos (começou, de forma regular, em 1894) e 28 edições (não saiu em 1899, 1909 e 1912).

 

  1. O pedido seguiu para Roma em nome da Irmandade: não através do Juiz que estava em funções, Joaquim Rodrigues dos Santos, mas pela mão do Juiz eleito, Padre Avelino Monteiro.

O destinatário era o Papa Pio XI e o texto era acompanhado de uma carta de recomendação de D. Agostinho de Jesus e Sousa.

 

  1. No dia 27 de Abril de 1925, foi remetida a esperada resposta.

Era assinada pelo Prefeito (Cardeal Antonio Vico) e pelo Secretário (D. Alexandre Verde) da Sagrada Congregação dos Ritos.

 

  1. Atendendo às circunstâncias particulares expostas na petição, a Santa Sé acedeu às preces lamecenses.

E os bois, com todo o esmero e dedicação, continuaram a integrar a Procissão!

publicado por Theosfera às 12:07

  1. Quando Nossa Senhora a Fátima desceu, os Seus preciosos Remédios nos ofereceu. Não esqueçamos, pois, a oração, a penitência e a conversão. São elas as «vias» que nos levam à salvação. Com os Seus Remédios, Maria em Fátima nos veio alertar. Mas não foi só em Fátima que quis ficar. Para todos, Nossa Senhora é luz e aconchego. O eco da Sua voz também chegou a Lamego.

Ao longo destes cem anos, a nossa terra muito tem vibrado. Entre Lamego e Fátima, há passos que jamais têm parado. Como a Senhora é só uma — a Mãe de Deus e mais nenhuma —, sentimos que Nossa Senhora dos Remédios também está em Fátima e que Nossa Senhora de Fátima também está em Lamego.

 

  1. Em Fátima e em Lamego, sentimos o eco do que a Mãe nos diz. A Sua Mensagem é a que Deus para nós quis. Neste Santuário, concluímos mais um itinerário. Esta Novena, vivida com tanto fervor, atesta como pela Mãe é grande o nosso amor. Não podemos apagar a partir de agora a luz que nos iluminou até agora. Cem anos mais tarde, a mensagem de Fátima continua a ser uma chama que em nós arde. Fátima terá sempre actualidade porque ao Evangelho guarda perene fidelidade.

Foi por isso que o dia 13 de Maio deste ano também ficou para a história. Ao Céu chegaram cânticos de glória. Foi bela a festa naquele Santuário. Todo o povo vibrou com o centenário. Era grande o cansaço. Mas ninguém arredou pé daquele espaço.

 

  1. Dois novos santos nos foram dados para que os nossos caminhos sejam (ainda) mais abençoados. São Francisco e Santa Jacinta foram dois meninos que coloriram a nossa vida com tons divinos. Da Mãe de Deus foram interlocutores. Agora, tornaram-se nossos protectores.

Fátima continua a fazer descer o Céu à Terra, que muito sofre com a injustiça e a guerra. Fátima continua a ser altar de paz, daquela paz que só Jesus traz. Fátima é manto de luz, que nos ilumina com a presença de Jesus. Na alegria ou na aflição, ao encontro da Mãe vamos em peregrinação. A alma do nosso país é junto da Mãe que se sente feliz. Mas não somos só nós. Todo o mundo em Fátima faz ouvir a sua voz.

 

  1. Em Maio e em Setembro, em Fátima ou em Lamego, há que repetir sem medo: «Temos Mãe! Temos Mãe! Temos Mãe!» Foi o Santo Padre quem o disse. Ainda haverá alguém que não o ouvisse? «Temos Mãe!» Eis o que, aparentemente, todos sabemos. Mas eis o que também, pelos vistos, esquecemos.

Às vezes, parece que só temos Mãe para pedir. É verdade que «temos Mãe» para pedir. Mas também «temos Mãe» para nos conduzir. «Temos Mãe» à nossa beira, ao longo da vida inteira. «Temos Mãe» que nos segura enquanto a nossa vida dura. E, quando o nosso fim chegar, «temos Mãe» para, na porta do Céu, nos esperar. «Temos Mãe» quando d’Ela nos lembramos. E «temos Mãe» quando do Seu Filho nos afastamos.

 

  1. Não podemos deixar Fátima em Fátima. Não podemos deixar Fátima ao sair de Fátima. Aquela que a Fátima veio também está aqui, no nosso meio. Assim sendo, a «hora de Fátima» não se esgota em Fátima. A «hora de Fátima» também ressoa em Lamego. Em toda a parte — e em cada tempo —, a «hora de Fátima» tem de ser a «hora de Maria», a «hora de Cristo», a «hora de Deus». Como notou São João Paulo II, a Igreja, ao aceitar Fátima, reconheceu que a sua mensagem «contém uma verdade e umchamamentoque, no seu conteúdo fundamental, são a verdade e o chamamento do próprio Evangelho».

Tal como o Evangelho nos traz o apelo de Jesus à mudança (cf. Mc 1, 15), também Fátima nos faz chegar o chamamento de Maria à conversão. A missão de Maria não consiste em completar Jesus, mas em atrair para Jesus. Fátima não é um acrescento do Evangelho. A sua função — como adverte o Catecismo — é «ajudar a vivê-lo mais plenamente». O Evangelho não carece de complemento, mas de cumprimento. O concreto de Fátima faz ressoar o perene do Evangelho.

 

  1. São várias as propostas concretas que nos chegam de Fátima. 1) Fazer peregrinação e não apenas turismo: Nossa Senhora pediu aos pastorinhos que, em cada dia 13 (de Maio a Outubro), fizessem peregrinação ao encontro do Seu Coração. 2) Entrega da vida a Deus: logo em Maio, Nossa Senhora propõe aos pastorinhos que ofereçam a sua vida a Deus, suportando todos os sofrimentos e adversidades. 3) Acabar com as ofensas a Deus: é o pedido que ressoa na última aparição: «Não ofendam mais a Nosso Senhor que já está muito ofendido!» 4) Penitência e Sacrifício: Nossa Senhora, por várias vezes, pede sacrifícios pela conversão dos pecadores.

5) Oração, especialmente a recitação do Terço: Nossa Senhora, em Agosto, pede aos pastorinhos que rezem, que rezem muito; e o único pedido que repete em todas as aparições é a recitação do Terço, do Terço diário pela paz. 6) Devoção ao Imaculado Coração: em Junho, Nossa Senhora afirma que Jesus quer estabelecer no mundo a devoção ao Seu Imaculado Coração. 7) Comunhão reparadora nos cinco Primeiros Sábados: em Julho, Nossa Senhora anuncia que virá pedir a comunhão reparadora nos primeiros sábados; oito anos depois, em 1925, concretiza esse pedido.

 

  1. A resposta a estas propostas não é para ser dada só em Fátima. Também pode — deve — ser dada em Lamego, em qualquer momento da nossa vida. É por isso que Fátima não pode acontecer só quando se chega nem somente quando se está. Fátima também tem de acontecer quando se parte. É natural que nos «vistamos» com a nossa vida para chegar a Fátima. Mas é vital que nos «revistamos» de Fátima para retomar a nossa vida.

Fátima não pode ser apenas uma experiência diferente no meio de uma vida indiferente. Há que acolher a chama da transformação que Fátima vem acender nesta nossa (humana) peregrinação. A Fátima não é admissível ir só em passeio. Foi para nos converter que a Mãe à nossa terra veio. Os «cristãos de Fátima» terão de ser sempre «cristãos do Evangelho», «cristãos do Domingo», enfim, «cristãos da vida».

 

  1. Nós também não vamos ser apenas «cristãos de Setembro» nem somente «cristãos da Novena». A Novena, que está a chegar ao final, não nos conduzirá a um qualquer terminal. A Novena, mais que um acontecimento, é um itinerário que nos liga para sempre ao Santuário. Aqui a Mãe nos espera. Daqui a Mãe nos acompanha. A Mãe espera-nos, em romaria, para connosco rezar o Terço e participar na Eucaristia.

A Eucaristia é obrigatória uma vez por semana. Mas não será necessária todos os dias? Será que nós devemos limitar-nos ao mínimo obrigatório? A Eucaristia é uma constante. A Eucaristia é para sempre. É a Eucaristia que faz a Igreja. Só na Eucaristia cresceremos em Igreja. É na Igreja que encontramos realmente Jesus. É na Eucaristia que reencontramos maximamente a Mãe de Jesus. A Procissão, que é bela, só se torna belamente deslumbrante quando está ligada ao mais importante. Não sendo vivida em ligação com a Eucaristia, a Procissão não passará de um desfile sem consistência e harmonia.

 

  1. Nós, que tanto amamos Maria, não Lhe neguemos a maior alegria. Sigamos sempre os passos de Jesus. É para Ele que Ela nos conduz. «Temos Mãe», a Mãe de Cristo. Haverá coisa mais bela do que isto? «Temos Mãe», nunca o esqueçamos. E que os passos de Seu Filho sempre sigamos. O que deixa esta Mãe feliz é que façamos o que Jesus diz. Ouçamos, então, a nossa Mãe. Ela, que tudo guardava dentro de Si, continua connosco, hoje e aqui.

«Temos Mãe», nunca A deixemos. Com a nossa Mãe, muito mais felizes seremos!

publicado por Theosfera às 08:00

Hoje, 07 de Setembro (9º Dia da Nossa Senhora dos Remédios), é dia de S. Vicente de Santo António e S. Clodoaldo.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

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