O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 04 de Setembro de 2017

Devemos dar. E devemos, acima de tudo, dar-mo-nos.

Mas há coisas que é melhor ficarem em nós: os nossos aborrecimentos, por exemplo.

Para Georges Simenon, «é necessário que nunca nos aborreçamos; caso contrário, aborrecemos os outros».

De facto, diz a experiência que quem se aborrece, aborrece.

Mas como é praticamente impossível que nunca nos aborreçamos, o mais recomendável é que guardemos os nossos aborrecimentos.

Não tenhamos ilusões. Não conseguimos gerar simpatias (nem comiserações) com os nossos aborrecimentos.

Regra geral, quem partilha aborrecimentos acaba por aborrecer.

Não mostremos o que não somos. Mas evitemos partilhar tudo o que sentimos.

Deixemos na intimidade o que é íntimo!

publicado por Theosfera às 09:48

Entre o ser e o fazer, haverá sempre uma interacção simbiótica e um compromisso vital.

No que somos revelamos o que fazemos, no que fazemos mostramos o que somos.

É por isso que falamos mais com a vida do que com os lábios.

Eduardo Galeano percebeu que «somos o que fazemos». Mas acrescentou que «somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos».

Insatisfeitos por natureza e por vontade, a mudança nas nossas atitudes tipifica as mudanças no nosso ser.

Que essas mudanças possam ser para melhor. A mudança tem de desaguar sempre na conversão!

publicado por Theosfera às 09:39

1. Com os Seus Remédios (oração, penitência e conversão), Maria, há cem anos, entrou directamente no nosso coração. Ela veio do Céu à Terra para sacudir um mundo que estava em guerra. Começou por dizer que do Céu era e deu a entender que no Céu está à nossa espera. Por seis — ou, como veremos, sete — vezes apareceu e uma importante mensagem nos deu.

Deixou-nos recomendações e fez alguns pedidos, olhando-nos como Seus filhos queridos. Tudo o que em Fátima aconteceu tem uma moldura quase poética, mas a linguagem é precisa, concreta e profética. Maria disse claramente o que é necessário deixar e apontou o caminho que devemos trilhar. É imperioso vencer o pecado e é urgente viver o Evangelho a toda a hora, em todo o lado.

 

  1. Tudo começou a 13 de Maio, um Domingo, após a Eucaristia. Os pastorinhos tinham participado na Santa Missa. Os pais de Jacinta e Francisco tinham ido à Batalha. Os filhos foram ao encontro da prima Lúcia. Em conjunto, foram para os pastos que o pai desta última possuía na Cova da Iria. Enquanto as ovelhas pastavam, as crianças entretinham-se em pequenos — e pueris — trabalhos.

Eis quando, de forma totalmente inopinada (pois o céu brilhava de azul), surge um raio de luz, à maneira de um relâmpago. Imediatamente, os pastorinhos deixaram o que estavam a fazer e correram na direcção do clarão. Ao chegar, um segundo clarão reluziu. Nessa altura, afastaram-se cerca de cem metros. Foi então que viram, na copa de uma azinheira, uma esfera de luz. Ao centro, estava uma Senhora «vestida de branco».

 

  1. Qual era o Seu aspecto? Segundo palavras de Lúcia, era uma Senhora «mais brilhante que o sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal […], atravessado pelos raios do sol mais ardente».O Seu rosto era de uma de uma indescritível beleza, «nem triste, nem alegre, mas sério». Como descrever mais concretamente as Suas feições: a cor dos olhos e do cabelo? Lúcia nunca soube responder porque era impossível fixar o olhar naquele rosto. A luz que de tal rosto vinha cegava de tanto brilhar!

O vestido era de cor branca. Fechado no pescoço, tinha mangas estreitas e descia até aos pés, os quais, envolvidos por uma nuvem, quase não eram vistos, tanto mais que roçavam a ramagem da azinheira. Um manto cobria a cabeça. A cor também era branca. Dourado nas margens, o manto parecia ter o mesmo comprimento que o vestido, envolvendo-lhe quase todo o corpo.

 

  1. A posição das mãos de Nossa Senhora merece igualmente ser reflectida e imitada. Nossa Senhora não traz as mãos abertas. Abrir as mãos na oração é uma atitude especificamente sacerdotal. Nossa Senhora, em atitude de oração, aparece com as mãos juntas, apoiadas na zona do coração.

Da mão direita pendia um Terço de contas brilhantes como pérolas, que terminava com uma pequena cruz de luz prateada. O único adereço era um colar de «ouro-luz», pendente sobre o peito, e rematado, quase à cintura, por uma pequena esfera do mesmo metal.

 

  1. Meio fascinadas e meio assustadas, as crianças viram-se dentro do círculo luminoso que acompanhava tão deslumbrante aparição. Mas foram logo tranquilizadas pelas palavras que ouviram: «Não tenhais medo». Curiosamente, estas primeiras palavras de Maria foram exactamente as mesmas que, 59 anos mais tarde, foram usadas por um grande devoto de Maria. Em 1978, São João Paulo II inaugurava o seu pontificado com este mesmo convite: «Não tenhais medo».

O receio passou e o diálogo começou. Lúcia era a única que ouvia, via e falava. Jacinta ouvia e via. E Francisco apenas ouvia. Curiosamente, Lúcia não perguntou à Senhora «quem era», mas «donde era» e «que lhe queria». A resposta não se fez esperar. Aquela Senhora vinha do Céu e queria que as crianças fossem àquele lugar — e àquela hora — durante seis meses seguidos.

 

  1. Anunciou que haveria de vir uma sétima vez. Foi a 15 de Junho de 1921, quando Lúcia hesitava acerca da proposta do Bispo de Leiria no sentido de ir para uma casa das Doroteias, no Porto. Nossa Senhora disse-lhe: «Aqui estou pela sétima vez; vai, segue o caminho por onde o senhor Bispo te quiser levar, essa é a vontade de Deus». E Lúcia foi, mudando de nome. Passou a chamar-se, durante alguns anos, Maria das Dores.

Voltando a Maio de 1917, ficaram logo bem vincados os grandes Remédios de Nossa Senhora em Fátima: conversão, penitência e oração. Ou, precisando um pouco melhor, a conversão através da penitência e oração. A Senhora pergunta aos pastorinhos se queriam «oferecer-se a Deus para suportar todos os sofrimentos». Perante a resposta afirmativa, assegurou que «iriam ter muito que sofrer». No entanto, a graça de Deus iria ser sempre o seu conforto. Como já notara Santo Agostinho, é nas adversidades do mundo que mais encontramos as «consolações de Deus».

 

  1. Quem foge dos problemas humanos não estará também a fugir das consolações divinas? Custa sofrer, mas haverá amor longe da dor? Para Santa Teresa de Calcutá, «amar é dar até doer». Sacrifício é «ofício sagrado». Haverá algo mais — comoventemente — sagrado do que aceitar sofrer para aliviar um sofrimento maior? Verdadeiramente, só se dá quando dói. Só quem aceita sofrer é capaz de reparar no quanto dói sofrer. Só quem aceita sofrer evitará fazer sofrer. O mundo não entende e, pelos vistos, não aprende. Mas não é preciso tocar nas feridas para curar todas as feridas (cf. Is 53, 5; 1Ped 2, 24; Jo 20, 27)?

Juntamente com a penitência, aparece o apelo à oração. A Senhora pede uma oração muito simples, mas muito eficaz: o Terço. É o meio proposto para «alcançar a paz no mundo e o fim da guerra». Refira-se que a humanidade vivia sobressaltada com a Primeira Guerra Mundial. A 5 de Maio, em Roma, o Papa Bento XV suplicava a Maria que apontasse um caminho para a paz. A resposta veio oito dias depois, mas não em Roma nem ao Papa. A 13 de Maio, em Fátima, Maria responde, apontando o caminho para a paz: «rezar o Terço todos os dias». Do Céu à Terra vem, assim, o Remédio para acabar com a guerra.

 

  1. O Terço é — quiçá, para nosso espanto — o único pedido que Maria repete por seis vezes, de Maio a Outubro. Como é possível que a oração tenha tanto poder? Já São João Crisóstomo defendia que «o homem mais poderoso é o que reza porque se torna participante do poder de Deus». E o antigo Presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan foi ao ponto de reconhecer que «pessoas simples como os pastorinhos de Fátima têm mais poder que os grandes exércitos e estadistas do mundo».

A oração é a «arma» dos «desarmados». Com esta «arma», os «desarmados» não estão «desamados». Pelo contrário, os «desarmados» são os que se sentem mais «amados» por Deus. E o amor de Deus é mais forte que a maior força. O certo é que, um ano após este pedido do Céu, a guerra terminou. Como alerta o Papa Francisco, o Terço ajuda-nos a reviver «gestos concretos em que se desenvolve a acção de Deus em nosso favor». Contemplando Aquele que dá a vida por todos, como é que ousaremos tirar a vida a alguém?

 

  1. Foi após o pedido da recitação do Terço que a Senhora começou a elevar-Se em direcção ao nascente, até desaparecer no horizonte. As crianças ficaram, muito tempo, a meditar. Mas, ao longo daquela tarde, a Jacinta começou a exclamar: «Ai que Senhora tão bonita».

Combinaram nada dizer, mas, logo nesse dia, a mesma Jacinta não se conteve e contou à mãe: «Ó mãe, hoje vi Nossa Senhora na Cova da Iria». A estupefacção foi geral e as incompreensões não se fizeram esperar. A própria família e o pároco mostraram um grande cepticismo.

 

  1. Com a aproximação do 13 de Junho, dia de Santo António, houve quem esperasse que as crianças optassem por ficar na festa. Mas nada as demoveu. E cumpriram o que prometeram à Senhora «mais brilhante que o sol». Partiram para a Cova da Iria. Como a notícia da aparição de Maio se espalhou com rapidez, entre 50 a 60 pessoas marcaram presença em Junho. Em Julho, o número aumentou para 5.000. Em Agosto, fala-se de 18.000 peregrinos. Só que, no dia 13, os pastorinhos estavam presos. Só estiveram com Nossa Senhora no dia 19, nos Valinhos. Em Setembro, devem ter estado 30.000 pessoas. E em Outubro, há quem fale de 70.000.

Todo este «mar de gente» mostra que, desde o princípio, Fátima não deixou ninguém indiferente. Dir-se-ia que a humanidade fez da Cova da Iria um ponto de encontro com Maria. Os Remédios que Maria nos traz são o único caminho para alcançar a paz. É pela oração, penitência e conversão que o mundo (re)encontrará a salvação. Ouçamos sempre o que Maria nos diz e a nossa vida voltará a ser feliz!

publicado por Theosfera às 08:00

Hoje, 04 de Setembro (6º Dia da Novena de Nossa Senhora dos Remédios), é dia de Nossa Senhora da Consolação, S. Moisés, Sta. Rosa de Viterbo, Sta. Rosália e Sta. Maria de Santa Cecília Romana.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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