O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 27 de Agosto de 2017

Obrigado, Senhor,

muito obrigado

não só por nos ensinares a sermos humildes,

mas por Tu mesmo nos dares lições tão vivas de humildade.



Quanta competição pelos lugares da frente.

Quantos atropelos pelas posições mais importantes.

Quanta sofreguidão por ser primeiro,

por olhar os outros de cima, com sobranceria, arrogância.



Ainda bem que Tu, Senhor, és diferente.

Ainda bem que és único.



Que nós aprendamos a ser humildes

e que nunca humilhemos ninguém.



Que não subjuguemos os humildes

nem bajulemos os grandes.



Que percebamos que todas as pessoas

são iguais em dignidade, em humanidade.



Que compreendamos que ninguém é mais que ninguém.

Que nos sintamos igualmente filhos de Deus,

igualmente irmãos uns dos outros.



Que valorizemos a grandeza de ser pequeno.

Que dêmos sempre o devido valor às coisas simples.

Que nunca eliminemos a criança que há em nós.

Que olhemos com pureza para os outros.

E que sejamos sempre autênticos e sinceros junto de todos.



Que não tenhamos receio de procurar o último lugar.

Que não disputemos protagonismos.

Que não haja guerras nem guerrinhas por causa de sermos vistos e aplaudidos.



Que compreendamos que basta que Deus veja.

Deus, de facto, tudo vê.

E vê ainda mais o que mais ninguém consegue ver.



Que ajudemos os outros a pegar na Cruz

e que não sejamos cruz para ninguém.

Que suavizemos as dores desta vida

e os sofrimentos múltiplos deste mundo.



Nem sempre há humildade na grandeza,

mas existe sempre grandeza na humildade.



Que nunca percamos de vista

que os mais humildes, os mais pequenos e os mais simples

também são filhos de Deus.

Também eles mereceram o Teu sangue.

Também são amados por Ti,

muito amados por Ti,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:41

A. Até Jesus foi tocado pela intriga

  1. Nesta vida, ninguém está a salvo de imprecisões sobre os seus actos e sobre a sua honra. Nesta vida, ninguém está a salvo de uma insinuação, de uma calúnia.

Às vezes, a vida parece ser muito injusta e totalmente arbitrária. A uns tudo é permitido, a outros nada é tolerado. No tribunal da opinião pública, uns são idolatrados e outros imolados. Uns são idolatrados mesmo que transportem culpas. E outros são imolados, ainda que carreguem virtudes.

 

  1. Eis o que, no fundo, acontece a todos ou a quase todos. E eis o que também aconteceu a Jesus. Até Ele, que era a verdade (cf. Jo 14, 6), foi alvejado pela mentira. Até Ele, que passou a vida a fazer o bem (cf. Act 10, 38), foi assediado pelo mal e perseguido pela maldade.

Nem Ele escapou à intriga, à difamação e à calúnia. De facto, não faltou sequer quem Lhe chamasse «impostor» (cf. Mt 27, 63) e quem dissesse que estava possuído pelo «príncipe dos demónios» (cf. Mt 12, 25).

 

B. Nem sempre a maioria está na verdade, nem sempre a verdade está na maioria

 

3. Como verificámos neste pedaço do Evangelho, o que se dizia sobre Jesus não correspondia ao que Jesus efectivamente era. Jesus sonda os Seus discípulos precisamente acerca do que sobre Ele se dizia. As perguntas indiciam uma vontade de procura e as respostas apontam possíveis vias de encontro.

Mas à legítima curiosidade da pergunta parece suceder uma repetida insatisfação nas respostas. Era como se a resposta terminasse não com um ponto final, mas com um novo ponto de interrogação. A sondagem de Jesus não era para que eles O clarificassem, mas era seguramente para que Ele os esclarecesse. Jesus pretendia que, mais tarde, os Seus discípulos anunciassem a verdade sobre Ele e não vagas impressões acerca d’Ele.

 

  1. Já no tempo de Jesus, a maioria não estava na verdade e a verdade não estava com a maioria. A opinião maioritária achava que Jesus era mais um profeta. Para uns, seria João Baptista; para outros, Elias; para outros, Jeremias ou algum dos profetas (cf Mt 16, 14). No entanto, não basta saber o que os outros dizem. É preciso testemunhar o que nós mesmos acreditamos.

É então que Pedro avança: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo»(Mt 16, 16). Só que, como ressalva Jesus, o que sai da boca de Pedro não vem de Pedro. Pedro ainda não estava em condições de saber tudo sobre Jesus. Pedro foi, por isso, o eco da voz, o eco humano da divina voz.

 

C. É Deus quem nos ensina a conhecer Jesus

 

5. Não há felicidade maior: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim Meu Pai que está nos Céus»(Mt 16, 17). Só Deus sabe quem é Jesus: «Ninguém conhece o Filho senão o Pai»(Mt 11, 27). E, já agora, só Jesus sabe quem é Deus: «Ninguém conhece o Pai senão o Filho»(Mt 11, 27).

Deus suscita em Pedro o conhecimento sobre Jesus. Só na luz de Deus conhecemos quem é Jesus. E só na luz de Deus encontramos a luz (cf. Sal 35, 10) para saber quem é Pedro. Jesus apresenta Pedro como pedra e apresenta-Se a Si mesmo como a Pedra que sustenta Pedro.

 

  1. Note-se que, no Antigo Testamento, «rocha», «rochedo» ou «pedra firme» fazem parte de uma terminologia usada, por 33 vezes, para falar de Deus e da solidez do Seu amor. O Salmo 18 (v. 3) exclama que «o Senhor é a minha Rocha e a minha fortaleza». No Novo Testamento, só Jesus e Pedro é que recebem o qualificativo de «pedra». Todavia, Pedro recebe-o não por causa de si — até porque ele é muito vacilante — mas por causa de Jesus.

Sem Jesus, Pedro é uma pedra pouco útil e pode ser até uma pedra perigosa. Sem Jesus, Pedro é uma pedra de tropeço, uma pedra de atropelo. Sem Jesus, Pedro é uma pedra que não serve para construir. Só na pedra que é Jesus é que Pedro é uma pedra forte, uma pedra que fortalece. Sem Jesus, Pedro não vale nada. Tem de ser Jesus a segurá-lo quando ele começa a afundar-se após duvidar (cf Mt 14, 31). E tem de ser Jesus a reabilitá-lo depois de ele O ter negado (cf. Lc 22, 62). Ao negar Jesus, Pedro nega-se a si mesmo como discípulo de Jesus.

 

D. Em que consiste o poder de «ligar» e «desligar»?

 

7. A importância de Pedro vem de Jesus. A nossa ligação a Pedro é, afinal, uma ligação a Jesus presente em Pedro. Pedro é de Jesus, tal como toda a Igreja é de Jesus. Daí o possessivo «Minha Igreja» (Mt 16, 18), que poderia ser precedido ou sucedido pelo possessivo «Meu Pedro». Pedro só está seguro na Pedra que é Jesus. Aliás, o próprio Pedro o reconhece, quando diz que Jesus é a «pedra rejeitada pelos construtores» e que, não obstante, se tornou «pedra angular» (Act 4, 11).

Como assinala D. António Couto, «quem constrói a Igreja é Jesus». Ele é a Pedra que dá segurança à construção. «Cefas» também significa rochedo, mas rochedo esburacado. Só Jesus é rocha firme para toda a Igreja e, portanto, também para Pedro.

 

  1. Deste modo, até o inseguro Pedro se torna referência segura para chegar a Cristo. É Cristo que dá segurança a Pedro. É Cristo que nos dá segurança em Pedro. Pedro é o primeiro depois do último. Pedro é testemunha do definitivo de Deus no mundo. A missão de Pedro é acolher e conduzir os que querem entrar na construção do Reino de Deus. Sim, Pedro é o primeiro, o primeiro servidor. Ele não é imitador de César, o imperador, mas seguidor de Jesus, o servo.

Ao longo dos tempos, Pedro já teve muitos nomes. Já teve o nome de João e de Paulo, de João Paulo e de Bento. Hoje tem o nome de Francisco. A missão de Pedro é a mesma: a missão das chaves, das «chaves do Reino dos Céus»(Mt 16, 19). Ter as chaves é ter um saber e exercer um poder. Enfim, trata-se sobretudo de um serviço: «Tudo o que ligares na terra ficará ligado nos Céus, tudo o que desligares na terra ficará desligado nos Céus» (Mt 16, 19).

 

E. É preciso ser «cristodependente» para estar (sempre) contente

 

9. O importante é que Pedro — e os seus sucessores — nos liguem a Jesus e nos ajudem a desligar de quem nos quer afastar de Jesus. É por isso que o grande serviço das chaves é o serviço do perdão. É o perdão que religa aqueles que o pecado desliga. Cristo entrega a Pedro e, como se vê em Mt 18, 18, a toda a comunidade com Pedro a responsabilidade de perdoar. É uma responsabilidade que requer fidelidade. Chebna não foi fiel e Deus afastou-o, confiando a Eliacim a chave da Casa de David (cf. Is 22, 19-20).

Não só naquele tempo, mas também no nosso tempo, a pedra e as chaves continuam a ser instrumentos necessários. Não só naquele tempo, mas também no nosso tempo, há construções que são pouco sólidas. Não só naquele tempo, mas também no nosso tempo, há portas que continuam fechadas. Precisamos de pedras sólidas e necessitamos de chaves eficientes. Cristo é a pedra que torna seguro o que está vacilante e a chave que abre o que está fechado. N’Ele, tudo está firme. Com Ele tudo se abre.

 

  1. O cristão, para ser fiel e ficar contente, tem de ser «cristodependente». Só Cristo nos atrai a «riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus», de que nos fala S. Paulo (cf. Rom 11, 33). Só Cristo é vacina contra os equívocos trazidos por julgamentos apressados e condenações infundadas.

Cristo é pedra segura, é pedra que nos segura. Mesmo que vacilemos, Ele não nos deixará cair. E se chegarmos a cair, Ele ajudar-nos-á a levantar. As Suas mãos são a nossa salvação!

publicado por Theosfera às 05:13

Hoje, 27 de Agosto (21º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sta. Mónica e S. Gabriel Maria.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

mais sobre mim
pesquisar
 
Agosto 2017
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5

6
7
8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
contador
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro