O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 18 de Junho de 2017

É tempo de agradecer.

É hora de louvar.

É o momento de fazer sentir a nossa gratidão.

 

Obrigado, Senhor,

por fazeres de nós a terra onde lanças a Tua semente.

 

Obrigado por acreditares em nós.

Apesar das nossas limitações e resistências,

Tu continuas a estar ao nosso lado

e a habitar na nossa vida.

 

Nós somos pequeninos.

Mas Tu, Senhor, apostas sempre no que é pequeno,

naquilo que quase nem se nota.

 

Obrigado, Senhor, por nos ensinares

que a grandeza é sempre humilde

e que a humildade é sempre grande.

 

Semeia em nós, Senhor,

a Tua semente e o Teu grão de mostarda.

 

Que nós sejamos terra arável, terra fecunda.

Que não sejamos nós, mas que deixemos ser Tu em nós.

 

Transforma o nosso ser.

Sê Tu a vida da nossa vida,

o tempo para o nosso tempo,

o horizonte do nosso caminhar pelo tempo!

 

Ajuda-nos a crescer na escuta da Tua palavra.

Dá-nos a força da serenidade,

a simplicidade da confiança

e a energia da paz.

 

Que nós nunca deixemos de Te procurar

e de convidar outros para esta procura,

sabendo e sentido

que na procura já existe encontro

e que cada encontro é convite para nova procura.

 

Obrigado, Senhor, por tanto.

Obrigado, Senhor, por tudo.

Obrigado pelo pão.

Obrigado pelo amor.

Obrigado por seres quem és,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:44

A. Os trabalhadores são sempre poucos

  1. «Fatigados e abatidos», eis como, tantas vezes, nos encontramos. «Como ovelhas sem pastor», eis como, quase sempre, nos comportamos. O Pastor existe e junto de nós persiste. Só que nós, muitas vezes, andamos longe d’Ele mesmo quando Ele não Se cansa de Se aproximar de nós.

É por isso que a seara é grande. A seara do interior da alma humana é muito grande e aqueles que estão disponíveis para nela trabalhar são sempre poucos. Jesus manda pedir ao Dono da Seara que mande trabalhadores para a Sua Seara (cf. Mt 9, 38). Ele manda pedir não porque não conheça a situação, mas porque nos quer envolvidos na solução. Ele manda pedir para que nós nos disponhamos a aderir.

 

  1. Os trabalhadores da Seara são sempre menos que as necessidades. Os trabalhadores da Seara são cada vez mais necessários. Para fazer exactamente o quê? Para fazer o que Jesus faz. Desde logo e acima de tudo, para abrir o que está fechado. Há muitos corações que se mantêm fechados. Tal como acontecia nos começos do Cristianismo, Jesus quer abrir o nosso coração (cf. Act 15, 14).

E de que modo quer Jesus abrir o nosso coração? Removendo dele tudo o que é maligno (cf Mt 10, 1), isto é, tudo o que é portador de mal. Tenhamos presente que o mal não está só à nossa volta. Muitas vezes, o mal está dentro de nós. Muitas vezes, o mal apodera-se de nós e escraviza-nos. O mal faz doer, o mal faz sofrer, o mal faz corroer. Como Deus (só) quer o nosso bem, então ele envia-nos o Seu Filho para nos libertar do mal. E continua a suscitar enviados para, em nome de Seu Filho, prosseguir essa luta contra o mal.

 

B. Antes dos distantes, os perdidos

 

3. É neste contexto que Jesus chama e envia os Doze Apóstolos. Será interessante prestar atenção não apenas ao chamamento e ao envio, mas também às instruções. Trata-se de uma espécie de «código de conduta» que todo o apóstolo deve ter presente. O apóstolo não actua em nome pessoal nem em proveito próprio. O apóstolo não faz carreira, faz missão. Para conhecer a missão, é necessário estar perto de Jesus. É Jesus quem traça os caminhos da missão.

Aliás, a missão acontece no caminho. Por duas vezes, Jesus usa a expressão «pelo caminho» (cf. Mt 10, 5. 7). Não podemos ficar inactivos ou mostrar uma conduta meramente passiva. É urgente fazermo-nos ao caminho. Não basta ficar à espera que as pessoas venham. É preciso ir até onde as pessoas estão. Para a Igreja e como nos lembrou São João Paulo II em 1979, «o homem é o caminho».

 

  1. A prioridade não são os distantes, mas os perdidos. Os distantes não são esquecidos, mas tudo deve começar por ir ao encontro dos se afastaram. Jesus não desiste de ninguém. É por isso que as «ovelhas perdidas» não são esquecidas (cf. Mt 10, 6). É sintomático notar que a vontade de Jesus não é que os Doze deixem de ir ao encontro dos gentios ou dos samaritanos (cf. Mt 10, 5). O que Jesus ordena é que, primeiramente, eles se lancem ao encontro das «ovelhas perdidas da Casa de Israel» (Mt 10, 6).

Na nossa acção pastoral, falta ir ao encontro dos que se afastaram. Falta perguntar-lhes os motivos por que se afastaram. Ninguém pode ser obrigado a vir. Mas ninguém pode ser desobrigado de ir. Pelo menos, é importante que se manifeste a falta que sentimos da sua presença. Ao contrário do que é comum dizer-se, «não fazem falta apenas os que estão». Os que não estão, os que ainda não estão e os que já não estão também são necessários. Todos fazem falta, todos são bem-vindos. A resposta pode não chegar de todos, mas a proposta não pode deixar de chegar a todos.

 

C. O nosso «caderno de encargos

 

5. Eis, então, o nosso «caderno de encargos». São seis as acções que Jesus confia aos Seus enviados, aos de ontem, aos de hoje e aos de sempre: 1) pregar a proximidade do Reino, 2) curar os enfermos, 3) ressuscitar os mortos, 4) sarar os leprosos, 5) expulsar os demónios e 6) tudo fazer «de graça» (Mt 10, 8). Tudo se pode resumir em 1) anunciar e 2) curar.

De facto, evangelizar é, essencialmente, anunciar e curar. Na prolixa diversidade das suas aplicações, a evangelização é anúncio e cura. Ao anunciar a Presença de Deus, o enviado de Cristo já está a ser portador de cura. Não é em vão que, na Bíblia, o verbo que significa curar («sozô») também significa salvar. Do mesmo modo, o latim «salus» tanto significa saúde como salvação. E a experiência confirma que, quando há a cura de uma doença grave, as pessoas costumam comentar: «Aquele médico salvou-me». De facto, curar é salvar e salvar é curar. A cura é salvação e a salvação é a definitiva cura.

 

  1. Cada um de nós já esteve doente. E todos nós damos conta de que o mundo está doente. Como é sabido, «doente» significa ter dor. Quem não sente dor neste mundo e neste momento do mundo? Entretanto, o que mais (nos) faz doer, sendo por isso a doença maior, é o egoísmo.

Do que mais sofremos é, sem dúvida, de «egopatia», a doença do excesso do eu, do exacerbamento do eu. Há muito egoísmo no mundo. Há muito em muitas pessoas do mundo. O egoísmo tem «células» que se multiplicam como tumores. Acresce que as «células» do egoísmo atropelam-se, agridem-se.

 

D. O evangelizador é (essencialmente) um «curador»

 

7. Acontece que esta doença — como nenhuma outra, aliás — não é mais forte que a cura. Cristo é a «cura», uma «cura» eficaz para quem d’Ele se aproximar. Se Ele também nos manda curar, é porque quer que a Sua «cura» passe através de nós. É neste sentido que os evangelizadores têm de ser, fundamentalmente, «curadores», isto é, têm de levar a cura e o cuidado a todos.

Muitas vezes esquecemos — ou, pelo menos, negligenciamos — esta dimensão «curadora» da missão. É preciso ter presente as dores que desfilam à nossa frente e ao nosso lado. Como ser indiferente às dores de tanta gente? Estas não são provocadas apenas pela natureza. Muitas delas são infligidas pelas próprias pessoas. Como entender que haja pessoas a fazer doer outras pessoas?

 

  1. Mas se há pessoas a fazer doer, tem de haver (ainda) mais pessoas a curar o que outros fazem doer. Tem haver (ainda) mais pessoas a serem portadores da cura que Jesus Cristo a todos oferece. Não deixemos de levar Cristo aos outros. Levemos Cristo em forma de palavra, em forma de Pão, em forma de presença, em forma de missão, em forma de testemunho.

Cristianizar — ou cristificar — não é um momento sucessivo de humanizar. Cristianizar — ou cristificar — não é um aditivo de humanizar. Cristianizar — ou cristificar — é verdadeiramente constitutivo de humanizar. É assim que levar Cristo não vem depois do trabalho de humanização. A evangelização é a suprema humanização.

 

E. Uma missão que «dá saúde»

 

9. Neste Domingo, a Liturgia da Palavra recorda-nos a presença constante de Deus no mundo e a vontade que Ele tem de nos oferecer a Sua vida e salvação. Sucede que esta presença divina é concretizada através daqueles que Ele chama e envia, para serem sinais vivos do Seu amor e testemunhas da Sua bondade.

A Primeira Leitura mostra Deus a eleger um povo para com ele estabelecer laços de comunhão e de familiaridade. A esse Povo, é confiada uma missão: ser sinal de Deus no meio dos outros povos.

 

  1. A Segunda Leitura realça que os discípulos formam uma comunidade de pessoas amadas por Deus. A sua missão no mundo é dar testemunho do amor de Deus pelos homens. Trata-se de um amor eterno, resistente, gratuito. Ou seja, trata-se de um amor único.

A missão dos cristãos é uma concretização da missão de Jesus. A missão dos cristãos é, pois, lutar contra o mal e promover o bem. É uma missão salutar, que dá saúde. E como é necessária esta saúde vital, esta saúde espiritual, esta saúde total. A «cura» está sempre a chegar. Teremos a ousadia de a recusar?

publicado por Theosfera às 05:47

Hoje, 18 de Junho (11º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Gregório Barbarigo e Sta. Osana. Refira-se que S. Gregório Barbarigo foi alvo de «canonização equipolente». Ou seja, o povo já o venerava como santo e o Papa acabou por reconhecer esse culto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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