O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 04 de Junho de 2017
  1. Termina hoje o Tempo da Páscoa;


  1. Amanhã regressa o Tempo Comum, na IX Semana (o último dia antes da Quaresma, 28 de Fevereiro, pertencia à VIII Semana);


  1. Quem tiver Liturgia das Horas em quatro volume passa a usar o III volume;


  1. Amanhã, os salmos do Saltério são Primeira Semana;


  1. A cor predominante dos paramentos é o verde, excepto quando houver solenidade, festas ou memórias de Nossa Senhora ou Santos (cor branca); se os Santos forem Mártires, usa-se a cor vermelha; nas Missas Exequiais, utiliza-se o roxo;


  1. A partir de amanhã, não se recita o «Regina Coeli», mas o «Angelus»;


  1. O Tempo da Páscoa chega ao fim, mas a Páscoa no tempo nunca terá fim!
publicado por Theosfera às 21:05

Tanto Espírito e tão pouca espiritualidade.

Tanto trabalho faz o Espírito por dentro e nós teimamos em dissipar-nos por fora.

Mesmo no Dia do Espírito Santo, avulta a preocupação pelo aparato e pela aparência, pelo estrépito e pelo ruído.

O grande sinal de atenção ao Espírito é a interioridade, a disponibilidade para a escuta.

Mas, mesmo no Dia do Espírito Santo, há quem faça da Casa de Deus uma praça.

O Espírito continua a querer vir. Será que O queremos acolher?

publicado por Theosfera às 15:54

Espírito Santo de Deus,

Espírito do Pai e do Filho,

Espírito da Igreja,

Espírito do mundo,

nós Te louvamos e agradecemos

por tantos dons.

 

Obrigado pelo dom da sabedoria.

Obrigado pelo dom do entendimento.

Obrigado pelo dom da ciência.

 

Obrigado pelo dom do conselho.

Obrigado pelo dom da fortaleza

Obrigado pelo dom da piedade.

Obrigado pelo dom do temor de Deus.

 

Obrigado pela beleza de cada dia.

Obrigado pela bondade de tantos corações.

Obrigado pela verdade de tantas palavras.

 

Obrigado também pelos silêncios.

Obrigado ainda pela esperança.

Obrigado pela oração.

 

Obrigado por cada manhã.

Obrigado por cada encontro.

Obrigado por cada pessoa.

 

Tu que habitaste o seio de Maria,

habita o nosso coração,

transforma-nos por dentro

e muda-nos a partir do fundo.

 

Faz deste mundo um mundo novo.

Vem recriar a nossa humanidade.

Que este mundo seja um povo de amigos,

um povo de irmãos.

 

Que estejamos cada vez mais fortalecidos para a missão.

Que nunca nos esqueçamos de dar testemunho.

 

Dá-nos sempre o Teu Espírito,

a respiração da nossa vida,

o vento da nossa jornada.

 

Que sejamos outros,

que aspiremos e aspiremos paz,

em Teu nome,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:57

Eis o Pentecostes nas imediações do Verão.

Mais que o sol, é o Espírito que nos aquece. Mais que a luz, é o Espírito que nos ilumina.

É pena que, não obstante todo este calor e todo este brilho, a nossa temperatura espiritual se mantenha tão baixa.

Aproximam-se as festas e as romarias. Que fica para lá do folguedo e das (etílicas) euforias?

À sombra do padroeiro, as noites derretem-se em álcool e música pimba.

Como é possível que, a pretexto dos santos, andemos a promover o mau gosto?

Há caminhos que se tornaram ínvios. Mas não podemos desistir de harmonizar o culto e a cultura numa aliança que nos trará mais serenidade e paz!

publicado por Theosfera às 08:52

Vivemos do passado que tanto desprezamos. E não preparamos o futuro, que tanto excelsamos.

Eis uma das aporias mais frequentes do nosso tempo.

Urge acordar do torpor em que nos instalamos e do sono narcotizante em que vamos navegando.

Há que respeitar o que de bom veio do passado. E há que preparar o que de melhor pode emergir do futuro.

O presente é este transcurso entre o ontem e o amanhã.

Façamos a viagem pelo tempo com lucidez e harmonia!

publicado por Theosfera às 08:29

A. O começo da Igreja no princípio do mundo

  1. Grande e muito bela é a festa deste dia. Celebramos hoje o «aniversário» da Igreja: não especificamente o «aniversário» do seu nascimento, mas, por assim dizer, o «aniversário» do seu começo. Teologicamente e como já reconheciam os antigos, a Igreja nasce com Jesus. Mas o início da sua missão ocorre precisamente no dia de Pentecostes, após a vinda do Espírito Santo. Em síntese, a Igreja nasce com Jesus e começa com o Espírito Santo.

Refira-se, a propósito, que o Pentecostes já era um importante dia de festa para os judeus. Situada cinquenta dias após a Páscoa, era uma festa agrícola, em que se agradecia a Deus a colheita da cevada e do trigo. Mais tarde, tornou-se também a festa da aliança, assinalando o dom da Lei no Sinai e a constituição do primeiro Povo de Deus. A partir de agora, o Pentecostes marca o começo da Igreja, novo Povo de Deus.

 

  1. Como sabemos, a fundação da Igreja não é instantânea, é progressiva; não é formal, é processual. Ou seja, não resulta de um acto formal, mas de um longo processo que remonta ao princípio do mundo. Como reconhece o Concílio Vaticano II, «desde a origem do mundo, a Igreja foi prefigurada e admiravelmente preparada». De resto, já em plena antiguidade, escritores como Hermas notavam que «o mundo foi criado em ordem à Igreja».

Todo o Antigo Testamento é uma longa e contínua preparação para o nascimento da Igreja: «A preparação longínqua da reunião do Povo de Deus começa com a vocação de Abraão, a quem Deus promete que será o pai de um grande povo. A preparação imediata tem o seu início com a eleição de Israel como povo de Deus».

 

B. Da Cruz ao Pentecostes

 

3. A vida e a missão de Cristo constituem o nascimento da Igreja. De que modo? Como observa o Concílio, «o Senhor Jesus deu origem a Sua Igreja pregando a Boa Nova».

A Igreja nasceu «do dom total de Cristo para nossa salvação, antecipado na instituição da Eucaristia e realizado na Cruz». O nascimento da Igreja é significado pelo sangue e pela água que saíram do lado aberto de Jesus crucificado. Retomando uma máxima dos primeiros tempos, o Concílio recorda que «foi do lado de Cristo adormecido na Cruz que nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja».

 

  1. E eis que chegamos ao Pentecostes: «Terminada a obra que o Pai havia confiado ao Filho para cumprir na terra, foi enviado o Espírito Santo no dia de Pentecostes para santificar continuamente a Igreja». Foi então que «a Igreja se manifestou publicamente diante da multidão e começou a difusão do Evangelho com a pregação».

Concretizando, a Igreja nasce em Jesus e inicia a sua actividade com a vinda do Espírito enviado por Jesus. Não esqueçamos que, antes de morrer, Ele tinha garantido aos discípulos que «o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome, vos ensinará todas as coisas, e recordar-vos-á tudo quanto vos tenho dito»(Jo 14, 26).

 

C. O templo e o tempo do Espírito

 

5. A Igreja é, por conseguinte, o templo e o tempo do Espírito Santo. Como bem disse Sto. Ireneu de Lyon, o «Filho e o Espírito são como que “as duas mãos” pelas quais o Pai nos toca». Pelo Filho somos tocados de uma maneira mais visível, pelo Espírito Santo somos tocados de uma maneira mais invisível, o que não quer dizer que seja menos real.

Houve quem, como o célebre Joaquim de Fiori, intentasse estratificar a presença das pessoas divinas no mundo. Segundo ele, o Antigo Testamento era o tempo do Pai, o Novo Testamento era o tempo do Filho e a Igreja seria o tempo do Espírito Santo. Não foi, porém, aceite esta doutrina. Na Igreja, está efectivamente o Espírito Santo e, como não podia deixar de ser, estão também o Filho e o Pai. É na unidade do Espírito Santo que, como proclamamos na doxologia que finaliza a Oração Eucarística, chegamos ao Pai através do Filho, Jesus Cristo.

 

  1. A Igreja não é, portanto, uma mera «continuadora» de Cristo. Note-se, a este propósito, que costumamos falar em «sucessores dos apóstolos», mas não em «sucessores de Cristo». Só há sucessão de quem já não está presente. Os apóstolos têm sucessores porque já não estão presentes. Mas Jesus continua presente. Jesus continua presente no mundo precisamente através da Sua Igreja. Esta, a Igreja, é a nova presença de Cristo, o novo corpo de Cristo, não uma sucessora de Cristo.

É por isso que Sto. Agostinho fala do «Cristo total» («Christus totus»), que tem Jesus como cabeça e cada um de nós como membros do Seu corpo. S. Paulo sustenta que cada um de nós faz parte do corpo de Cristo (cf. 1Cor 12, 27). O corpo é único: o corpo de Cristo. Os seus membros são muitos: todos nós, os baptizados.

 

D. O «laço» que nos «entrelaça»

 

7. Todos os membros deste corpo são diferentes: legítima e desejavelmente diferentes, aliás. A unidade entre eles é assegurada por Deus, por Cristo, pelo Espírito e pelo Baptismo. É S. Paulo quem no-lo recorda ao dizer que «há um só Senhor, uma só fé, um só baptismo, um só Deus e Pai»(Ef 4, 5) e «um só Espírito»(1Cor 12, 13). Somos muitos e, sendo muitos, estamos unidos não em função das nossas afinidades, mas em razão da presença do mesmo Deus que nos une.

Isto significa que, quando não estamos unidos, é porque não estamos a ser verdadeiramente fiéis ao nosso Baptismo, ao Espírito que nele recebemos e a Jesus Cristo que nos conduz para a unidade. Com efeito, é Cristo que nos une e é no Seu Espírito que nos devemos deixar re+unir cada vez mais.

 

  1. Não é por acaso que Sto. Hilário de Poitiers considera o Espírito Santo como o «laço» que une o Pai e o Filho. É neste sentido que o mesmo Espírito Santo nos une ao Pai e ao Filho e nos une uns aos outros. É, pois, o Espírito Santo que nos «enlaça», que nos «entrelaça». No mesmo Espírito, nunca estamos «deslaçados». No mesmo Espírito, estamos todos «entrelaçados» uns nos outros.

É o Espírito que inspira, é o Espírito que nos inspira para a missão, para os múltiplos — e surpreendentes — serviços da missão. Estes serviços são chamados «carismas», uma vez que resultam de dons suscitados pelo Espírito Santo. S. Paulo garante que os trabalhos da missão são muitos, «mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos»(1Cor 12, 6) com vista «ao bem comum»(1Cor 12, 7). A missão começa sempre na oração porque é na oração que se acolhe o sopro do Espírito. O grande empreendimento missionário de S. Paulo foi desencadeado por uma forte experiência de oração (cf. Act 13, 1-3).

 

E. O «vento» que abana e nunca abala

 

9. No dia de Pentecostes, os apóstolos estavam seguramente em oração (cf. Act 2, 1). O Espírito vem para animar e fortalecer os apóstolos. Não é em vão, de resto, que Espírito também é entendido, frequentemente, como sinónimo de ânimo, de força. O Espírito desce «por um rumor semelhante a forte rajada de vento»(Act 2, 2). O Espírito é, muitas vezes, apresentado como «ruah», como vento: às vezes, em forma de brisa, desta vez em forma de rajada.

Também hoje, precisamos de fortes rajadas de Espírito. Deixemos que o Espírito, também hoje, deposite em nós «línguas de fogo»(Act 2, 3) pelas quais possamos aquecer e iluminar as vidas de toda a gente. Precisamos, hoje também, de cristãos «cheios do Espírito Santo»(Act 2, 4) que não se cansem de anunciar «as maravilhas de Deus»(Act 2, 11). Precisamos, hoje também, de cristãos que exalem o perfume do Espírito e propaguem o sabor do Espírito. Precisamos, hoje também, de cristãos de escuta, de espera e de esperança, que ofereçam ao mundo as incontáveis surpresas de Deus.

 

  1. A Igreja não é propriedade nossa. Já Sto. Inácio de Antioquia notava que o Espírito Santo é o «bispo invisível» que conduz a Igreja. E é por Ele que o impossível se torna possível. Mais do que competência própria do que precisamos é de fidelidade à iniciativa do Espírito de Deus. É que, como notou Atenágoras, «sem o Espírito Santo, Deus fica longe, Cristo permanece no passado, o Evangelho é letra morta, a Igreja é uma simples organização, a autoridade é um simples poder, a missão transforma-se em propaganda, o culto parece uma velharia e o agir cristão uma coisa de escravos». Pelo contrário, «no Espírito Santo, Cristo torna-Se presente, o Evangelho faz-se poder e vida, a Igreja realiza a comunhão trinitária e a autoridade transforma-se em serviço que liberta».

Para que seja o Espírito a agir em nós, deixemo-nos habitar pelos Seus dons: pelo dom da fortaleza, pelo dom da sabedoria, pelo dom da ciência, pelo dom do conselho, pelo dom do entendimento, pelo dom da piedade e pelo dom do temor de Deus. Não fujamos da realidade do mundo, mas procuremos olhá-la e transformá-la a partir do Espírito Santo. O espiritual não é o que se opõe ao real. O espiritual é o que anima e transforma o real. É o Espírito Santo que nos transforma e nos renova. No Espírito Santo, nunca envelhecemos, mesmo que os anos passem. O Espírito é a novidade que torna tudo novo. O Espírito Santo é este vento que abana e nunca abala. Quem está no Espírito Santo nunca fica no chão mesmo que tenha caído. Escutemos a voz do Espírito. Porque o Espírito está sempre a soprar. O Espírito está sempre a surpreender-nos!

publicado por Theosfera às 05:39

Hoje, 04 de Junho (Solenidade do Pentecostes, fim do Tempo da Páscoa), é dia de S. Tiago de Viterbo, S. Pedro de Verona, Sta Clotilde e S. Francisco Caracciolo.

Um santo e abençoado dia pentecostal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

mais sobre mim
pesquisar
 
Junho 2017
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3

4
5
6
7
8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
contador
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro