O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 09 de Janeiro de 2017

O poder deve primar pela proximidade.

Mas é fundamental que também saiba evitar a banalidade. Até porque quando o poder se banaliza também se esvazia. Ou seja, deixa de ser poder.

Daí o acertado aviso de Norberto Bobbio: «O poder é tanto maior quanto mais insondável for a sua profundidade».

Se o poder se vulgariza, rapidamente se esgota.

Às vezes, a excessiva popularidade é uma espécie de contraponto compensador para uma grande vacuidade.

É preciso que o povo saiba que ainda há muito por saber e para fazer!

publicado por Theosfera às 09:23


Hoje, 09 de Janeiro (Baptismo do Senhor e último dia do Tempo de Natal), é dia de Sto. André Corsini, Sto. Adriano de Cantuária e Sta. Marciana.

Um santo e abençoado dia para todos!


 
publicado por Theosfera às 00:23

Domingo, 08 de Janeiro de 2017

Ainda criança já todos Te procuram.

Até os grandes se ajoelham diante de Ti.

Porque sabem que, na Tua simplicidade,

és rei, rei de amor e de paz.



Como os magos, também nós aqui estamos

e diante de Ti nos prostramos.



Não trazemos ouro, incenso ou mirra.

Transportamos a pobreza da nossa vida,

a simplicidade dos nossos gestos,

a ternura do nosso amor

e a vontade de estarmos conTigo.



Aceita, pois, Jesus Menino,

os nossos presentes,

o presente da nossa presença.



Tu vieste para nós.

Nós nunca queremos afastar-nos de Ti,

de Ti, que és a luz e a paz.



Tu manifestas-Te a todos.

Vieste à Terra

para seres o salvador e irmão de todos os homens.



Em cada um de nós, Tu encontras uma habitação.

Que nós nunca Te esqueçamos.



Fica sempre connosco.

Nós queremos ficar sempre conTigo,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:01

A. Ser Deus é ser fiel

  1. Deus cumpre. Em Deus, tudo se cumpre. Podemos, pois, confiar sempre em Deus. De facto, ser Deus é ser fiel. E ser humano, à imagem de Deus, também devia equivaler a ser fiel. Mas mesmo que o homem não seja fiel, Deus permanece fiel «porque não pode negar-Se a Si mesmo»(2Tim 2, 13). O mistério da Encarnação é, por excelência, um mistério de fidelidade.

Ao longo deste tempo de Natal, ouvimos anunciar que «uma virgem conceberá»(Is 7, 14) e, de facto, a Virgem concebeu (cf. Lc 1, 31-38). Também ouvimos vaticinar que seria de Belém, terra de Judá, que iria sair o Pastor de Israel (cf, Miq 5, 1). E, na verdade, foi em Belém que Jesus nasceu (cf. Mt 5, 1). Acabamos de ouvir falar dos que haviam de vir de longe para cantar as glórias do Senhor (cf. Is 60, 1-6). E eis que o Evangelho nos reporta a vinda de pessoas que, efectivamente, vêm de muito longe procurar o Senhor (cf. Mt 2, 1).

 

  1. Afinal, o Deus que nos procura também Se deixa procurar, o Deus que nos visita também Se deixa visitar, o Deus que vem ao nosso encontro também Se deixa encontrar. Ele vem ao encontro de todos e todos são convidados a ir ao encontro d’Ele: os de perto, como os pastores (cf. Lc 2, 16) e os de longe, como os magos (cf. Mt 2, 1).

Como bem notou S. Paulo, todos, em Cristo Jesus, «pertencem ao mesmo Corpo e beneficiam da mesma Promessa»(Ef 3, 6). Caem pois os muros, só ficam as pontes. Todos estamos ligados a todos através do Pontífice, isto é, d’Aquele que faz as pontes: o próprio Jesus.

 

B. Número, nome e condição dos mago

 

3. O Evangelho, com extrema parcimónia, apresenta-nos «uns magos»(Mt 2, 1). Não refere nem o seu número nem o seu nome. Nem sequer diz que seriam reis, assim chamados talvez pela alusão que o Salmo 72 faz aos reis que viriam pagar tributo e oferecer presentes (cf. Sal 72, 10). A designação de magos não se reporta seguramente a artes mágicas, mas ao estudo dos astros.

Cedo, porém, a tradição entrou em campo. Quanto ao número, foi fácil chegar a três por causa dos presentes que levaram: ouro, incenso e mirra (cf. Mt 2, 11). Ouro porque aquele Menino era Rei, incenso porque aquele Menino era Deus e mirra porque aquele Menino iria ser Mártir. Remontará a esta oferta o costume de dar presentes nesta época natalícia. No que respeita à identidade dos magos, há um evangelho apócrifo arménio, datado do século VI, que refere o nome, a condição e a proveniência. Assim, Baltasar seria rei da Arábia, Gaspar seria rei da Índia e Melchior seria rei da Pérsia. Tal escrito também diz que seriam irmãos e que a viagem que fizeram teria demorado nove meses, chegando a Belém na altura do nascimento de Jesus.

 

  1. É claro que estes dados são fantasiosos, mas o certo é que se tornaram muito populares. Até um homem culto como S. Beda Venerável dá voz, no século VIII, a pormenores que já estariam muito difundidos. Segundo um dos seus escritos, «Melchior era velho de 70 anos, de cabelos e barbas brancas. Gaspar era jovem, de 20 anos, robusto. E Baltasar era mouro, de barba cerrada e com 40 anos».

De acordo com uma tradição medieval, os magos ter-se-iam reencontrado quase 50 anos depois de terem estado com Jesus, em Sewa, na Turquia, onde viriam a falecer. Mais tarde, os seus corpos teriam sido levados para Milão, onde teriam permanecido até ao século XII, quando o imperador alemão Frederico terá trasladado os seus restos mortais para Colónia.

 

C. Um mistério de mostração

 

5. Acerca da estrela que viram, também tem havido não poucos palpites. Muitos têm identificado aquela estrela com o cometa Halley, que foi visto por volta dos anos 12-11 a.C. Também poderia ser uma luz resultante da tríplice conjunção de Júpiter e Saturno na constelação de Peixes, ocorrida em 7 a.C. Há ainda quem fale de uma «nova» ou «supernova», visível por volta dos anos 5-4 a.C.

Esta estrela pode ser vista como um símbolo messiânico insinuado já no livro dos Números, quando o Balaão diz que «um astro procedente de Jacob se torna chefe»(Núm 24,17). Também Isaías garante que «o povo que andava nas trevas viu uma grande luz, uma luz raiou para os que habitavam uma terra sombria»(Is 9, 1).

 

  1. A verdadeira luz é o próprio Jesus. Ele mesmo Se apresentará como a luz do mundo (cf. Jo 8, 12). O Concílio Vaticano II proclama que «a luz dos povos é Cristo». Jesus é uma luz que nunca deixa de brilhar. Mas essa luz só é acessível a olhares lisos e limpos. Só quem for puro e transparente conseguirá ver esta luz. Herodes não viu esta luz porque não queria deixar-se iluminar: estava corroído pela inveja e dominado pelo poder (cf. Mat 2, 7-17).

A Epifania é, toda ela, uma festa de luz, de uma luz que ilumina toda a terra. Esta festa autentica a universalidade da missão de Jesus. Jesus manifesta-Se a todos, dá-Se a conhecer a todos. E a manifestação é essencialmente uma automanifestação. Em Jesus, Deus manifesta-Se a Si mesmo, dá-Se a conhecer a Si mesmo. A Epifania não é, portanto, um mistério de demonstração, mas de mostração. E Deus mostra-Se de uma forma disponível, despojada e encantadoramente humilde.

 

D. Uma festa que chegou a englobar o Natal

 

7. Aliás, é o que depreende do magnífico conto de Sophia de Mello Breyner. Baltasar, em nome dos outros magos, foi consultar os homens da ciência e da política para que lhes dissessem onde estava o «Rei dos Judeus» (cf. Mt 2, 2). Decepcionado com a resposta, virou-se para os homens da religião. É que encontrara um altar dedicado ao «deus dos poderosos», outro ao «deus da terra fértil» e outro ao «deus da sabedoria». Insatisfeito de novo, perguntou aos sacerdotes pelo «deus dos humilhados e dos oprimidos». Resposta dos sacerdotes: «Desse deus nada sabemos». Então Baltasar subiu ao terraço e «viu a carne do sofrimento, o rosto da humilhação». Deus estava ali, o Deus que os sacerdotes desconheciam.

Deus está, desde os começos, nos humilhados e oprimidos (cf. Mt 25, 40). E foram muitos os que, também desde os começos, O encontraram na humildade e entre as vítimas da opressão.

 

  1. Não espantará, assim, que esta seja uma festa muito antiga, mais antiga que o próprio Natal. Aliás, houve uma altura em que a Epifania englobava também a celebração do nascimento de Jesus. De facto, não há notícia de qualquer festa específica do Natal nos três primeiros séculos. A primeira vez que o Natal é mencionado no dia 25 de Dezembro é no ano 354.

Como sabemos, não é conhecido o dia exacto do nascimento de Jesus. S. Clemente de Alexandria indica que uns celebravam o Natal a 28 de Março, outros a 19 ou 20 de Abril, outros a 20 de Maio ou, então, na festa da Epifania. A opção por 25 de Dezembro deveu-se ao facto de, nessa altura, se celebrar em Roma a festa do «Sol invicto». Uma vez que o verdadeiro sol é Cristo, os cristãos optaram por cristianizar esta festa pagã, celebrando nela o nascimento do Salvador.

 

E. Um misto de aceitação, rejeição e indiferença

 

9. No Oriente, criou-se a 6 de Janeiro a festa da Epifania, cujo conteúdo era inicialmente variável conforme as regiões: nascimento de Jesus, bodas de Caná, Baptismo de Jesus. Muito depressa, ainda no século IV, o Ocidente acolheu a festa da Epifania, mas deu-lhe, sobretudo em Roma e no Norte de África, um conteúdo inteiramente novo: a adoração dos magos.

Foi esta evolução que ditou a actual estrutura do Tempo do Natal: Natal a 25 de Dezembro, Epifania a 6 de Janeiro e Baptismo do Senhor no Domingo depois da Epifania. No fundo, entre o Natal e a Epifania há um intercâmbio de significado. Celebra-se o mesmo em ambos os casos: a manifestação de Deus aos homens. No Natal e na Epifania, celebramos portanto a mesma Teofania.

 

  1. Mistério de luz e humildade, a Epifania envolve igualmente um misto de aceitação, indiferença e rejeição. Jesus começa, desde o início, a ser adorado e a ser rejeitado. Diante de Jesus, diferentes personalidades assumem diferentes atitudes, que vão desde a adoração (os magos), até à rejeição total (Herodes), passando pela indiferença. Esta última é a atitude dos sacerdotes e dos escribas, que não se preocupam em ir ao encontro desse Messias que eles bem conheciam dos textos sagrados.

Não basta, com efeito, conhecer Jesus, é fundamental ir ao encontro d’Ele para O anunciar. Uma vez que Ele Se dá totalmente, é de esperar que também nos demos inteiramente. Ele vem para mudar os nossos passos. Por isso é que os magos regressaram à sua terra por outro caminho (cf. Mt 2, 12). Quando nos encontramos com Jesus, que é o caminho (cf. Jo 14, 6), os nossos caminhos são outros. Transformemos, então, a nossa vida. Convertamo-nos Àquele que Se converteu a nós, Àquele que Se fez um de nós. Se Deus veio ao nosso encontro, não deixemos, também nós, de ir ao encontro de Deus. E, em Deus, procuremos ir ao encontro de todos!

 

publicado por Theosfera às 05:44

Muito estranho é este mundo. Muito estranhos somos nós neste mundo.

Fazemos tudo para estar conectados com quem está longe. E parece que não fazemos nada para ligar a quem está perto.

E é assim que nos vamos distanciando de quem está próximo. Não sei se nos aproximaremos alguma vez de quem está distante.

As ruas das nossas terras estão cheias de gente que não olha para a frente nem para os lados. Apenas olha para baixo: para o telemóvel.

Esta gente procura alguém no outro lado. Mas nem se apercebe de quem vai passando (mesmo) ao seu lado!

publicado por Theosfera às 04:53

Hoje, 08 de Janeiro (Solenidade da Epifania do Senhor e Jornada da Infância Missionária), é dia de S. Pedro Tomás e S. Severino.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 07 de Janeiro de 2017

 

As palavras são portadoras de uma ambivalência paradoxal.

Elas parecem leves quando saem dos lábios, mas tornam-se, quase sempre, pesadas quando chegam aos ouvidos.

Daí que já Victor Hugo tenha notado: «As palavras têm a leveza do vento e a violência das tempestades».

Cuidado, pois, com o que se diz.

Há que pensar nas feridas que muitas palavras podem provocar.

Se algo sair dos nossos lábios que não seja para magoar. Mas apenas (e sempre) para sarar!

 

publicado por Theosfera às 07:47

Hoje, 07 de Janeiro, é dia de S. Luciano, S. Raimundo de Penhaforte e Sta. Maria Teresa Haze.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 06 de Janeiro de 2017

Podemos ser optimistas quando estamos bem informados?

Há quem pense que o optimista deixa o optimismo quando se informa.

João Visconde foi lapidar: «O pessimista é um optimista bem informado».

É claro que há o pessimista impenitente, tipificado por Óscar Wilde: «O pessimista é alguém que, podendo escolher entre dois males, escolhe os dois».

E se está errado no seu pessimismo? Sente-se bem por ter errado, como não se sentiria mal (só) por ter acertado.

Daí que Mîllor Fernandes tenha decretado, com sarcasmo, que mais vale ser pessimista do que optimista. É que «o pessimista fica feliz quando acerta e quando erra».

Caso, porém, para perguntar. Se fica feliz, tem motivos para ser pessimista?

A vida humana tem um enorme capital de enigma e mistério.

O importante é que nunca deixe também de ter esperança!

publicado por Theosfera às 21:55

Dizia Kahil Gibran, com a acutilância que lhe era própria, que «a sabedoria é a única riqueza que os tiranos não podem expropriar».

É verdade. Não conseguem expropriar. Mas, às vezes, fazem tudo para a destruir.

A tirania não gosta da sabedoria. Se gostassem, não eram tiranos.

Como os tiranos não conseguem possuir a sabedoria, dedicam-se a destruir quem a procura.

O problema é que nem assim são capazes de ficar com a sabedoria daqueles que destroem!

publicado por Theosfera às 10:58

Hoje, 06 de Janeiro, é dia de Sto. André Bessette e Sta. Rafaela Maria.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 05 de Janeiro de 2017

Achava Umberto Eco, de saudosa memória, que «nem todas as verdades são para todos os ouvidos».

Mas toda a verdade tem de ser para toda a vida. Não metade da verdade para metade da vida, mas toda a verdade para sempre.

Nem sempre se pode dizer tudo. Mas nunca se deve dizer o contrário de nada.

A verdade pode ferir durante algum tempo, mas a mentira acaba por magoar para sempre!

publicado por Theosfera às 09:45

Hoje, 05 de Janeiro, é dia de S. Simeão Estilita, S. Telésfero, S. João Neponucemo, Sta. Maria Repetto e S. Pedro Bonilli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 04 de Janeiro de 2017

Neste mundo globalizado e com uma actividade turística tão intensa, ainda haverá locais por visitar?

Na terra, todos os lugares podem já estar descobertos.

Mas na vida e como notou Heidegger, «ainda há caminhos por descobrir».

Falta fazer uma viagem: a viagem pelo interior da alma humana. Dag Harmarsjold identificou-a: «A viagem mais longa é a viagem para dentro».

Há quem não a termine. E não falta quem nem sequer a inicie.

Abundam «ilhas» de espiritualidade. Mas este ocidente atravessa uma tremenda crise de interioridade.

Se não cuidamos do interior, como é que podemos melhorar o exterior?

publicado por Theosfera às 21:06

Hoje, 04 de Janeiro, é dia de Sta. Isabel Ana Seton e Sta. Ângela de Foligno.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 03 de Janeiro de 2017

 

 

  1. Para muitos, a verdade não é para afirmar ou para negar. Para não poucos, a verdade já não é sequer para equacionar.

Da «não-verdade» (erro) e da «anti-verdade» (mentira) parece que estamos a deslizar para a «pós-verdade» (desinteresse).

 

  1. Na «sociedade do espectáculo» (Guy Debord), a realidade continua a contar.

Só que o que conta mais não é a realidade dos factos. O que conta cada vez mais é a realidade da adesão ao que se diz — e desdiz — sobre os factos.

 

  1. O ícone desta cultura é o novo modo de escrutinar a verdade.

Esta é apurada não a partir de uma aproximação à realidade, mas a partir de uma espécie de «leilão» de impressões pessoais sobre a realidade.

 

  1. No limite, se alguém conseguisse convencer uma plateia de que 2+2 são 5, não espantaria que se começasse a difundir que 2+2 já não eram 4.

Ao escolher «pós-verdade» como palavra do ano que findou, os dicionários Oxford aperceberam-se de que, hoje em dia, as pessoas são mais influenciadas pela opinião do que pela realidade.

 

  1. A ascensão das redes sociais veio exponenciar, com uma trepidação emocional muito forte, o impacto da opinião individual.

A realidade tende a deixar de ser encarada como ela é para ser cada vez mais vista conforme parece a cada um.

 

  1. É sabido que, por mais que nos esforcemos, nunca chegamos à realidade em si.

Por muito objectivos que procuremos ser, há sempre um índice de subjectividade que nos acompanha.

 

  1. Alçada Baptista ironizava quando dizia que seria objectivo se fosse objecto. Como era sujeito, teria de ser sempre subjectivo.

Acontece que, na adequação entre a realidade e o pensamento, «obrigamos» mais a realidade a adequar-se ao pensamento do que o pensamento a adequar-se à realidade.

 

  1. A radicalização desta propensão conduz a que haja tantas «verdades» quantas as pessoas que existem.

Como mudar? Só há um caminho: sair de nós, abrindo-nos ao que existe além de nós.

 

  1. Foi esta a opção de Jesus.

Ele viveu não para Si, mas para Deus e para o Homem.

 

  1. É por isso que Jesus é «a» verdade (cf. Jo 14, 6).

Ele entregou a Sua vida a Deus. Ele ofereceu a Sua vida pelo Homem. Ele deu a Sua vida pela verdade (cf. Jo 18, 37)!

publicado por Theosfera às 10:03

Para Cícero, a maior enfermidade do género humano é a ignorância.

Mas talvez haja duas doenças ainda piores: a maldade e a arrogância na maldade.

É possível que estas epidemias sejam «filhas» da ignorância.

É que nenhum ser humano minimamente esclarecido se coloca por cima de outro nem espezinha quem quer que seja.

É todo este «caldo de decadência» que provoca ondas vulcânicas de violência.

Será tão difícil enveredar pela bondade e pela sua irmã gémea, a humildade?

 

publicado por Theosfera às 09:20

Hoje, 03 de Janeiro, é dia do Santíssimo Nome de Jesus, S. Fulgêncio de Ruspas, Sta. Genoveva de Paris, Sto. Antero e S. Ciríaco Elias Chavara.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 02 de Janeiro de 2017

Isaac Asimov legitimava apenas uma guerra: a guerra da espécie humana «contra a sua própria extinção».

O que mais ameaça a humanidade é a ausência de bondade.

A maldade «passeia-se» com arrepiante sobranceria pelo coração humano.

Façamos «stop» ao mal. É que o mal faz ricochete. E não imuniza quem o comete.

Só o bem faz bem!

publicado por Theosfera às 20:38

Enquanto houver injustiça numa parte do mundo não haverá justiça no mundo.

Martin Luther King notou que «a injustiça num lugar é uma ameaça à justiça em qualquer lugar».

Acresce que tão grave como a prática da injustiça é a indiferença perante a injustiça.

E desse pecado temos muito que nos penitenciar.

Ainda há muito por fazer até que a justiça possa acontecer!

publicado por Theosfera às 20:31

Hoje, 02 de Janeiro, é dia de S. Basílio Magno e S. Gregório Nazianzeno.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 01 de Janeiro de 2017

 

 

  1. Do Natal ao Ano Novo a viagem é breve e, tantas vezes, acelerada.

Percorremos muitos quilómetros, visitámos muitos lugares e passámos por muitas pessoas. Chegaremos a estar verdadeiramente com alguém?

 

  1. Este é um tempo de alegria, mas também de muita nostalgia e imensas saudades.

Os que partiram parece que voltam. Não os vemos, mas não deixamos de os olhar. Sim, de os olhar com os olhos do coração e os óculos da alma.

 

  1. No fundo, o Natal continua a «prender» a atenção de muita gente. Alguém lhe será totalmente indiferente?

Até os lugares mais comuns — como o desejo de «Feliz Natal» — parecem vir adornados em tons de encanto.

 

  1. Precisamos de momentos como este. Necessitamos de sair, um pouco, da realidade de cada dia.

O problema não é o Natal ser diferente. O problema é tudo voltar a ser igual.

 

  1. Há uma bondade que se desprende dos céus e como que contagia as pessoas por estes dias.

Como notou António Gedeão, o Natal é o «dia de ser bom». Pena é que a nossa bondade se fique só pelas horas este dia.

 

  1. É bonito o Natal no aconchego do lar. Mas não é menos importante o Natal no desassossego do mundo.

Há muito Cristo de carne e osso (às vezes, mais osso que carne) pelas ruas das nossas cidades. Há muito Cristo sem lar, sem pão, sem ter quem Lhe estenda a mão.

 

  1. Ele disse, na «pauta» para o exame final, que seremos avaliados pela solidariedade e pelo amor.

«Tudo o que fizerdes ao mais pequenino dos Meus irmãos, é a Mim que o fazeis». Está no Evangelho segundo Mateus, capítulo 25, versículo 40.

 

  1. Deus, que habita no alto, visita-nos cá em baixo e com os que estão em baixo.

Aparece não como rei poderoso, mas como criança indefesa. Deste modo, se quisermos encontrar Deus, é para baixo que devemos olhar.

 

  1. É a partir de baixo que Deus nos olha. Deus não olha para nós, sobranceiramente, de cima para baixo. Deus olha para nós — humildemente — de baixo para cima.

E é em baixo que continua à nossa espera: nas profundidades da existência, onde a pobreza abunda, onde a injustiça avança, onde a solidão e o abandono não param de crescer.

 

  1. Jesus já não está só em Belém. Está na nossa vida também. Há dois mil anos, colocaram-No numa manjedoura, perto do chão. Mas, desde então, a Sua morada passou a ser o nosso coração.

Um excelente 2017 para todos!

 

publicado por Theosfera às 18:44

Que ao longo deste ano, que hoje começa

nós queiramos ser

construtores da paz,

peregrinos da esperança,

arautos da Boa Nova,

testemunhas da verdade,

promotores da justiça,

semeadores do perdão,

paladinos da liberdade

e anunciadores da salvação.

 

Que, ao longo deste ano, nos encontres, Senhor,

mais atentos à Tua presença,

mais comprometidos com a Tua Palavra,

mais iluminados pela Tua luz,

mais fortalecidos pelo Teu Espírito

e mais inundados — por dentro e por fora — pela Tua infinita paz!

 

Que tudo isto não seja só o nosso sonho, mas também o nosso projecto.

Não só o nosso desejo, mas também o nosso esforço.

Não só o nosso horizonte longínquo, mas também o nosso empenhamento constante.

 

Pedimos-Te, Senhor,

que a santidade seja o nosso objectivo,

que a fé seja a nossa prioridade,

que a oração seja o ar que absorvemos,

que o silêncio seja a atmosfera que aspiramos

e que o Mandamento Novo seja a nossa eterna Lei!

 

Concede-nos

que o Teu rosto ilumine os nossos olhos,

que a Tua Palavra resplandeça em nossos lábios,

que o Teu exemplo desinstale o nosso ser

e que a Tua Vida transforme a nossa própria vida!

 

A Ti, Senhor, queremos agradecer,

em Ti, Senhor, queremos permanecer,

conTigo, Senhor, queremos gritar:

 

«Nunca mais a guerra!

Nunca mais o ódio!

Nunca mais a violência e a injustiça!».

 

Contamos conTigo,

conta connosco também

para fazermos deste ano

um passo em frente

na construção de um mundo melhor,

de um mundo onde não haja grandes nem pequenos,

onde todos se sintam irmãos,

onde só Tu sejas Senhor,

pois o Teu senhorio

é a garantia mais segura

de que a humanidade

ainda pode ser uma única família,

um imenso povo de irmãos!

publicado por Theosfera às 11:26

 

A. Não comecemos a desistir e nunca desistamos de começar

  1. Nestas alturas, é praticamente impossível ser original. Como notava Terêncio, «não se diz nada que já não tenha sido dito». As palavras parecem sempre velhas, mesmo quando falam do que é novo. Que esperar, então, do ano novo?

Após os desejos habituais, eis que nos preparamos para as amargas desilusões de sempre. À primeira vista, já nenhum ano parece ser novo. A própria palavra «novo» é bem antiga. Há quantos séculos não anda a humanidade a desenhar promessas de novidade?

 

  1. Por vezes, a vontade de desistir é grande. Mas é precisamente por isso que a determinação de persistir tem de ser ainda maior. Afinal e como dizia Sto. Agostinho, «é quando parece que tudo acaba que tudo verdadeiramente começa». Na vida, são muitas as situações em que tudo parece que vai acabar. Na vida, são muitos os momentos em que temos de ganhar forças para recomeçar.

O início de um ano sinaliza que a vida é um recomeço constante. Há 12 meses, também estávamos a começar um ano. Há 24 e há 36 meses, estávamos igualmente a começar outros anos. O que jamais podemos é desistir: não comecemos a desistir e nunca desistamos de começar.

 

B. Um dia para Jesus, um dia com Maria

 

  1. Desde logo, não desistamos de viver sempre em Natal. O Natal tem passado, mas não é passado. Hoje mesmo é a Oitava do Natal. Aliás e como acabamos de escutar, foi oito dias depois do Seu nascimento que o Menino recebeu o nome de Jesus (cf. Lc 2, 21). Daí que, durante muitos anos, este fosse também o dia da festa do Santíssimo Nome de Jesus.Entretanto, o Tempo Litúrgico do Natal não acaba nesta Oitava. Ele só termina com a festa do Baptismo do Senhor, que este ano ocorrerá a 09 de Janeiro. Mas, no fundo, é sempre tempo de Natal. O Natal está no tempo para que possa estar na vida, para que possa estar na nossa vida no tempo.

 

  1. É, então, a Jesus que entregamos este nosso novo percurso no tempo, que queremos percorrer também na companhia de Maria, que tudo — e a todos — guarda em Seu coração (cf. Lc 2, 19). Com D. António Couto, saudámo-La, hoje, como «Senhora e Mãe de Janeiro, do Dia Primeiro e do Ano inteiro». Diante d’Ela nos sentimos «tão cheios de coisas e tão vazios de nós mesmos e de humanidade e divindade» Apesar de nos faltar muita coisa, ainda temos bastante. Falta-nos, porém, o essencial: «a simplicidade e a alegria» de Maria. Mas Maria está connosco, está connosco como Mãe.

Hoje ocorre a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus. Sendo Mãe de Cristo e sendo Cristo o Filho de Deus, os cristãos cedo perceberam que Maria era Mãe de Deus. Não era só Mãe do homem Jesus, mas Mãe do Filho de Deus que encarnou em Jesus. O Concílio de Éfeso oficializou esta doutrina em 431. S. Cirilo de Alexandria já tinha tornado tudo muito claro: «Se Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus e se a Virgem Santa O deu à luz, então Ela tornou-Se a Mãe de Deus».

 

C. A paz tem um nome: Jesus

 

5. Foi por Maria que Jesus veio até nós. Será sempre com Maria que nós iremos até Jesus. Aquela que nos dá Jesus é sempre a melhor condutora para irmos ao encontro de Jesus. Façamos, portanto, como os pastores. Como os pastores, corramos (cf. Lc 2, 16). Procuremos ir depressa, sem demora, ao encontro de Jesus. O encontro com Jesus terá de ser sempre a prioridade da nossa vida e o centro da missão na vida.

Em Jesus, oferecido por Maria, encontramos o que mais procuramos para nós e o que mais desejamos para o mundo: a paz. Jesus não é apenas o portador da paz. Ele próprio é a paz hipostasiada. Aliás, é assim que o Messias é descrito por Miqueias: «Ele será a paz»(Miq 5, 5). Isaías apresenta o Menino «que nos nasceu» como o «príncipe da paz»(Is 9, 6). Por sua vez, os salmos apontam os tempos messiânicos como sendo marcados por uma grande paz (cf. Sal 72, 7).

 

  1. Não espanta, por isso, que, no século V, S. Leão Magno tenha dito que «o nascimento de Cristo é o nascimento da paz». De facto e como reconhece S. Paulo, Cristo «é a nossa paz»(Ef 2, 14). É aquele que derruba todos os muros de separação e que de todos os povos faz um só povo (cf. Ef 2, 14). Trata-se de uma paz única, sem paralelo. O próprio Jesus viria a dizer que a Sua paz era diferente: «Deixo-vos a paz, dou-vos a Minha paz; não vo-la dou como o mundo a dá»(Jo 14, 27).

É neste sentido que o Concílio Vaticano II recorda que a paz é muito mais do que a mera ausência de guerra. De resto, a ausência de guerra é, muitas vezes, ocupada com a preparação para a guerra. A paz é mais do que «pax», que, segundo os antigos romanos, resultava da negociação entre as partes desavindas. As partes continuavam desavindas, apenas não entravam em conflito. Semelhante é o conceito veiculado pelo grego «eirene». A paz, para os gregos da antiguidade, é uma tentativa de harmonia entre forças contrárias. As forças permanecem contrárias, unicamente não avançam para o combate.

 

D. Para estar no mundo, a paz tem de estar em cada pessoa

 

7. O hebraico «shalom» contém muito mais. A paz, aqui, é anterior a qualquer esforço humano. É um dom de Deus que faz o homem sentir-se completo, integral. É por isso que a paz só estará no mundo se estiver em cada pessoa que há no mundo. Antes da negociação, é fundamental pugnar pela conversão à paz. Jesus, no Sermão da Montanha, considera felizes os construtores da paz. Só eles serão «chamados filhos de Deus»(Mt 5, 9).

Importa perceber que o primeiro sinal de Deus é a paz. Quando Deus vem à terra em forma de criança, os enviados celestes entoam um cântico que diz tudo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra» (Lc 2, 14). A paz desponta, assim, como o grande indicador de que Deus já está entre nós.

 

  1. Desde 1968, o dia de ano novo tornou-se também o Dia Mundial da Paz. Pretendia Paulo VI colher inspiração na invocação que, neste dia, se faz de Jesus e de Maria: «Estas santas e suaves comemorações devem projectar a sua luz de bondade, de sabedoria e de esperança sobre o modo de pedirmos, de meditarmos e de promovermos o grande e desejado dom da paz, de que o mundo tem tanta necessidade». Com aquele grande Papa, pedimos para que «seja a paz, com o seu justo e benéfico equilíbrio, a dominar o processamento da história no futuro».

Para 2017, assinalando o 50º Dia Mundial da Paz, o Papa Francisco propõe um tema de suma pertinência: «A não-violência como um estilo de política para a paz». É que, excelsando a paz, continuamos a lidar com focos de violência a cada instante. O Santo Padre mostra-se mesmo preocupado ante a possibilidade de estarmos a viver «uma terceira guerra mundial aos bocados». Em relação a uma tal terceira guerra mundial, ninguém a assume, mas todos a vamos sentindo. Sem paz, não há qualquer progresso. Só a paz abre as portas para «o verdadeiro progresso».

 

E. Antes de mais, importa atingir o zero

 

9. Afinal, ainda há aspectos onde nem sequer atingimos o «grau zero» de humanidade. Ainda há aspectos onde nos encontramos abaixo de zero. E abaixo de zero, tudo é negativo, tudo é negação. Como pode haver paz no mundo se no mundo não há justiça nem respeito pela dignidade humana? Temos, pois, um longo caminho a percorrer. Temos muito que fazer ou, como diria Sebastião da Gama, «temos muito que amar».

Diante dos que vaticinam o iminente fim da história, é importante começar com urgência uma história de re-humanização do mundo. Sim, porque a humanidade ainda consegue ser muito não-humana, muito desumana. Para re-humanizar o mundo, diria que duas são as coisas que têm de acabar já: a guerra e a fome. Consequentemente, duas têm de ser as coisas que importa assegurar desde já: paz para todos e pão para cada um. Para re-humanizar cada pessoa que há no mundo, duas são também as coisas a que urge pôr fim: egoísmo e violência. E duas serão igualmente as coisas que é imperioso introduzir: solidariedade e educação.

 

  1. Neste início de ano, acolhamos o olhar com que Deus nos presenteia e a paz que Ele benevolamente nos concede (cf. Núm 6, 26). Não esqueçamos que o lugar onde a paz mais se decide é o nosso interior. Se o nosso interior não for indiferente, o nosso exterior começará a ser diferente. E a verdadeira novidade descerá à terra.

O novo ano pode nem ser melhor, mas nós podemos ser melhores no ano novo. Não é o ano novo que faz a vida nova. Só uma vida nova fará o ano novo. Só uma vida nova trará o tempo novo, o mundo novo!

publicado por Theosfera às 07:04

Hoje, 01 de Janeiro (início de um novo ano e dia mundial da paz), é dia de Santa Maria, Mãe de Deus, S. Vicente Maria Strambi e S. José Maria Tomasi.

Um santo e abençoado oitavo dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 01:04

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