O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 02 de Outubro de 2016

Obrigado, Senhor, por não nos deixares sós.

Obrigado por estares sempre connosco, sempre em nós.

 

A Tua presença é a nossa vida,

a cor dos nossos sonhos,

o horizonte do nosso olhar.

 

Tu és família,

uma família de amor formada pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo.

 

Que todas as famílias vivam esse amor.

Que o amor de todas essas famílias seja alimentado pelo Teu amor.

 

Que os problemas não vençam as famílias.

Que as famílias possam vencer os problemas.

 

Mas sem Ti nada se consegue.

ConTigo tudo se obtém,

tudo se alcança.

 

As famílias são um pequeno mundo.

Que o mundo possa ser uma grande família.

 

Que estejamos todos unidos.

Que sejamos sempre amigos.

Que sejamos sempre irmãos.

 

Que as famílias não sejam fonte de sofrimento.

Que as famílias sejam espaço de paz,

tolerância, concórdia e amor.

 

Que sejamos como as crianças:

simples, humildes e puras.

 

Que saibamos acolher as crianças,

os mais simples e os mais pequenos.

 

Que as crises nos deixem mais fortes.

Que não vacilemos no amor.

 

A eternidade é amor.

O amor é eterno.

 

Que saibamos alimentar o amor

com a Tua palavra e o Teu pão.

 

Obrigado, Senhor, por tanto.

Obrigado, Senhor, por tudo.

 

Mãe do amor formoso,

inspira os nossos corações,

lava o nosso espírito.

 

Faz projectar no mundo

a paz de Teu Filho,

a paz de JESUS!

publicado por Theosfera às 10:59

A. Às vezes, parece que, mais do que falar, berramos com Deus

  1. Tantas são as vezes em que já nos apeteceu gritar como o profeta: «Até quando?» «Até quando, Senhor?» «Até quando, Senhor, clamarei sem que me escutes?» (Hab 1,2). Muitas são as vezes em que parece que Deus não fala. Muitas são as vezes em que parece que Deus não ouve. E, então, como Habacuc, gritamos a nossa impaciência. Mais do que falar, parece que berramos com Deus. Só nos momentos difíceis é que nos lembramos de Deus. Como não estamos dispostos a fazer a Sua vontade, protestamos quando, aparentemente, Ele não faz a nossa.

Também Habacuc passou por esta experiência. Também Habacuc ousou interpelar Deus. Também por Habacuc passou a interrogação que muitos não cessam de fazer: «Onde está Deus?» Habacuc não se limita a escutar a Palavra de Deus e a transmiti-la. Ele próprio toma a iniciativa, questionando Deus e exigindo respostas.

 

  1. Na Primeira Leitura, o profeta Habacuc interpela Deus, rogando-Lhe que intervenha no mundo e ponha fim à violência, à injustiça, ao pecado. Em resposta, Deus assume a Sua intenção de actuar no mundo, no sentido de destruir a morte e a opressão, mas dá a entender que só o fará quando for o momento oportuno. Ao homem, cabe confiar e esperar com paciência o «tempo de Deus». Então, à maneira de uma sentinela vigilante, o profeta fica à espera até que Deus responda. Finalmente, Deus digna-Se responder. A mensagem, por isso, é de esperança, pois a resposta de Deus deixa claro que Ele não fica indiferente diante do mal que campeia no mundo.

É preciso esperar e confiar. Deus não falta nem falha. É preciso, porém, compreender que Deus age quando quer e como quer e não quando queremos e como queremos. É fundamental, pois, respeitar os «prazos de Deus». E nos «prazos de Deus» o orgulhoso não triunfará. Quem há-de triunfar é o homem justo. Enquanto uns «incham de orgulho», o justo vive pela fé, pela fidelidade (cf. Hab 2, 4).

 

B. Deus não é possuível

 

3. É precisamente sobre a fé — e a correspondente fidelidade — que nos fala o Evangelho deste Domingo. Tudo começa com um pedido dos apóstolos: «Aumenta em nós a fé» (Lc 17, 5). Isto significa, desde logo, que eles têm consciência de que a fé não é inata, mas também não é conquistada.

A fé é um dom, uma oferta de Deus. É Deus quem no-la dá. É Deus quem no-la pode fazer crescer. Sem Deus, não há fé. A fé consiste em viver segundo Deus. Por isso é que ela é uma virtude teologal, ou seja, é uma forma de viver segundo Deus.

 

  1. É neste sentido que, quando os discípulos Lhe pedem para aumentar a fé, Jesus dá-lhes a entender que a fé que eles tinham nem sequer pequena era. De facto, Jesus diz-lhes que bom já seria se eles tivessem fé como o «grão de mostarda» (Lc 17, 6). Sucede que o «grão de mostarda» é uma coisa pequena. Só tendo consciência da nossa pequenez é que podemos crescer. Também na fé, é pela humildade que se faz o caminho do crescimento.

Só quem é pequeno pode crescer. Quem se julga detentor de uma «fé grande» não está em condições de crescer. Aliás, não somos nós que temos fé; a fé é que nos tem, é que nos há-de ter. Deus não é possuível. Ninguém possui Deus. Ele é que é nosso Senhor.

 

C. Na fé, não agimos por nós, agimos em Deus

 

5. Por conseguinte, a fé situa-se no campo da doação, da entrega. Pelo que, como reparou Tomás Halik, apenas «uma fé que aguenta o fogo da Cruz sem bater em retirada» será semelhante ao Deus que «é representado por Aquele que foi crucificado».

É esta a fé que nos transporta para lá do desespero, da resignação e da indiferença. É ela que nos dá a coragem para optar pelo «caminho do altruísmo, da não-violência e do amor generoso». Daqui se segue que quem segue Jesus não deve esperar conforto nem aplauso, mas sacrifício e, «por vezes, até o sacrifício supremo». Não deve o discípulo ser como o seu Mestre (cf. Lc 6, 40)?

 

  1. Compreende-se, assim, que o Evangelho convide os discípulos a aderir, integralmente, ao projecto de vida que, em Jesus, Deus veio oferecer ao homem. A fé consiste precisamente nessa adesão ao projecto de Deus. É uma resposta à Sua proposta.

A partir de tal adesão, os discípulos deixam de agir por si próprios. Daí que se devam considerar «servos inúteis» pois apenas «fizeram o que deveriam fazer» (Lc 17, 10). O problema é quando não fazemos o que devemos. Nessa altura, nem «inúteis» somos!

 

D. Não há impossíveis quando há fé

 

7. A primeira parte do Evangelho é constituída por uma afirmação sobre a fé (cf. Lc 17, 5-6). É importante enquadrar este texto no seu contexto. Depois das exigências que Jesus apresentou para entrar no Reino de Deus (e que ouvimos nos domingos pretéritos), é compreensível que a reacção dos discípulos seja pedir que lhes fosse aumentada a fé. Eles tinham noção de que, por si, não estavam em condições de satisfazer tão grandes exigências. Só com fé é possível despojarmo-nos de tudo.

Neste sentido, a fé aparece-nos sobretudo no âmbito pessoal. Acima de tudo, a fé é a adesão a Jesus e ao Seu projecto, isto é, ao projecto do Reino por Ele anunciado. Pedir a Jesus que aumente a nossa fé significa, portanto, pedir-Lhe que aumente a nossa coragem de optar pelo Evangelho e pela exigência que o Evangelho envolve. Significa pedir que nos torne capazes de aderir incondicionalmente à proposta de vida que Jesus nos vem apresentar.

 

  1. Entretanto, Jesus aproveita a oportunidade para recordar aos discípulos os frutos da fé. A ordem dada à amoreira para se arrancar da terra e ir transferir-se para o mar mostra que, com a fé, tudo é possível. Quando nos entregamos totalmente a Jesus, há uma transformação completa da nossa vida e da vida do mundo. Daí que aderir a Jesus Cristo signifique ter a possibilidade de mudar a história, mesmo quando essa mudança parece impossível. Nem o impossível consegue vencer a fé.

Na segunda parte do Evangelho (cf. Lc 17, 7-10), São Lucas descreve a atitude que o homem deve assumir diante de Deus. Os fariseus estavam convencidos de que bastava cumprir os mandamentos da Lei para alcançar a salvação. Se o homem cumprisse as regras, alcançaria a salvação. Assim sendo, a salvação dependeria, dos méritos do homem.

 

E. Não fechemos o nosso coração: só se ouve bem com ele

 

9. É claro que é importante cumprir a Lei. Mas não basta a Lei. É urgente ver mais fundo e chegar mais longe. A salvação consiste em seguir os passos do Salvador. A salvação consiste em (procurar) ser como Cristo, vivendo como Ele, dando a vida como Ele.

O que Jesus nos pede no Evangelho de hoje é que percorramos, com coragem e alegria, os caminhos do Evangelho. Quando o discípulo aceita percorrer esse caminho, é capaz de realizar obras de espanto. E, deste modo, sentir-nos-emos felizes, porque servos humildes de Deus. Não há felicidade maior. Não existe sequer felicidade igual.

 

  1. Procuremos, então, escutar a voz do Senhor. Escutemos sempre a voz do Senhor que nos escuta. Não Lhe fechemos o nosso coração. Por vezes, as portas do nosso coração estão surdas, pesadas. Só se ouve bem com o coração.

Abramos o nosso coração a Deus e não o fecharemos a ninguém. Aquilo que Deus abre, ninguém pode fechar. Há muitos corações fechados neste mundo. Deixemos que Deus abra o nosso coração. Escutemos sempre o Senhor Deus. E portemo-nos, toda a vida, como bons filhos Seus!

publicado por Theosfera às 07:17

 

Dizem que vivemos um «tempo de estranhezas».

É verdade. Tudo nos parece estranho nos tempos que correm. Até nós parecemos estranhos para nós mesmos.

Só em Deus nos conhecemos verdadeiramente!

 

publicado por Theosfera às 07:10

São Gregório de Nazianzo rezou assim: «Ó Tu que estás para lá de tudo, será possível cantar-Te de outro modo? Que palavra Te poderá celebrar? A Ti, que nenhum termo Te pode nomear. Que espírito Te poderá perscrutar? A Ti, que nenhuma inteligência te pode apreender? Tu és o único inominável. Porque Tu criaste tudo o que é nomeado. Tu és o único que se não pode conhecer. Porque Tu criaste tudo o que o pensamento abarca. Todas as coisas falantes e não falantes te louvam. Tudo o que pensamos e não pensamos é em Tua honra. Os desejos comuns, as dores comuns de todos são acerca de Ti. Todas as preces a Ti se dirigem. Tudo o que existe e tem consciência de Ti entoa um hino silencioso. Em Ti tudo permanece, tudo para Ti ao mesmo tempo converge. Tu és o fim de tudo, Tu és o único, és tudo e ninguém.Não sendo um só, não sendo tudo, ó todos os nomes, como Te chamarei a Ti, o único que não tem nome? Que espírito celeste poderá elevar-se para cima dos véus que estão para lá das nuvens? Sê-nos propício, ó Tu que estás para lá de tudo. Quem terá o direito de cantar-Te de outro modo?»

publicado por Theosfera às 07:06

É importante que a democratização não se confunda com a vulgarização.

Tudo deve estar ao alcance de todos. Mas tudo deve ser bem feito por todos.

Daí que não se compreenda este afã de «fabricar» heróis a todo o custo quando do que se trata é de fazer o que se deve.

Aliás, Jesus, também a este respeito, foi muito claro.

Segundo o Mestre, quando fizermos o que devemos, não nos consideremos mais que «servos inúteis». Fizemos apenas o que devíamos fazer (cf. Lc 17, 10).

O problema é quando não fazemos o que devemos.

Nem inúteis seremos?

publicado por Theosfera às 06:49

Há quem diga que muitos dos nossos problemas começaram quando perdemos a vergonha.

A vergonha não nos ajudará a fazer muito bem, mas ajuda-nos, sem dúvida, a não fazer muito mal.

Hoje em dia (e em noite) perdeu-se a vergonha para quase tudo.

Parece que só temos vergonha de dar testemunho de Cristo.

Curiosamente, já São Paulo exortava a que não tivéssemos tal vergonha (cf. 2Tim 1, 8).

Não nos envergonhemos de Cristo. Ele também não Se envergonha de nós!

publicado por Theosfera às 05:56

Hoje, 02 de Outubro (27º Domingo do Tempo Comum), é dia dos Stos. Anjos da Guarda, S. Tomás de Bereford e Sto. António Chevrier. Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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