O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 17 de Julho de 2016

Na vida, há chegadas e há partidas,

há começos e recomeços.

 

Neste tempo de férias, Senhor,

nós não Te vamos deixar,

até porque Tu também nunca nos deixas.

 

Queremos que estas sejam férias com Deus e não férias de Deus.

Queremos escutar, ainda mais, a Tua voz

e sentir sempre a Tua presença.

 

Na Palavra, na Oração e sobretudo na Santa Missa,

nós queremos continuar sempre conTigo,

pois sabemos e sentimos que Tu estás sempre connosco.

 

Vem, Senhor, connosco.

Acompanha os nossos passos.

Liberta-nos da pior doença: o egoísmo.

Cura-nos com a mais preciosa vitamina:

a vitamina C, a vitamina Cristo!

 

Nossa Senhora dos Remédios,

o Teu santuário não é só neste monte.

O Teu santuário será também o nosso coração.

 

Onde Tu estiveres, nós estaremos.

Onde nós estivermos, também Tu estarás.

 

Toma conta da nossa vida.

E dá-nos sempre o Teu querido Filho:

Jesus!

publicado por Theosfera às 11:03

1. Olhemos para o testemunho do Seleccionador Nacional de Futebol. Habituámo-nos a vê-lo na sua fatigante «função de Marta», preparando os jogos e orientando a equipa. Era bom que olhássemos também para o seu «papel de Maria», escutando Jesus e pondo-se à disposição do Seu Evangelho.

Mesmo quando veste o «fato de treinador», o Eng. Fernando Santos nunca despe a sua condição de crente. A condição de crente faz parte do seu ser. E quem trabalha com ele sabe que o seu ser é — estruturalmente — crente. Neste sentido, não conheceria devidamente a pessoa deste treinador quem desconhecesse a sua fé.

 

2. Trata-se de uma fé que ele não impõe, mas também não esconde. Aliás, como ele muito bem diz, «não podemos deixar de dar testemunho independentemente da profissão que tenhamos». Neste sentido, «quando vou jogar fora, a primeira coisa que faz, no hotel, é perguntar, no hotel a que chego, o­nde é que há Eucaristia e a que horas».

Reconhece que nem todos compreendem «porque é que ele vai à Eucaristia e me ausentava algum tempo, mas ele tem o cuidado de explicar aos seus jogadores e à direcção dos clubes a importância, para si, da Eucaristia». É sobretudo na Eucaristia que ele procura alimentar a fé. Por isso, a primeira coisa que faz, em cada dia, «é rezar e ler as leitura da Missa desse dia». E porque a Missa não tem fim, Fernando Santos disponibiliza-se para o trabalho na sua paróquia, oferecendo-se nomeadamente para ajudar na preparação dos Baptismos e visitando os presos.

 

3. Para ele e para a sua família, Cristo é o centro. Assume que, para si, «a vida sem Cristo não teria qualquer sentido». Por isso, não espanta (embora nos tivéssemos espantado todos) que, após a conquista do Campeonato da Europa, as suas primeiras — e últimas — palavras fossem dirigidas para Deus, para Jesus e para Maria: «Em primeiro lugar e acima de tudo, quero agradecer a Deus Pai por este momento e por toda a minha vida».

Ao concluir a sua declaração, invocou Jesus, a Quem tratou como o seu «maior amigo». A Ele, e à Sua Mãe, dedicou «esta conquista». Por isso, agradeceu-Lhe «por ter sido convocado e por lhe conceder o dom da sabedoria, perseverança e humildade para guiar esta equipa e por Ele a ter iluminado e guiado. Que tudo seja para glória do Seu nome».

 

4. Donde vem toda esta coragem, toda esta audácia, toda esta humildade e toda esta coerência? Da oração, da intimidade com Jesus. Como Maria, irmã de Marta, também Fernando Santos tem por hábito colocar-se aos pés de Jesus no Sacrário: «O lugar onde fico mais à vontade para falar com Jesus é o Sacrário, porque Ele está ali». De facto, é sobretudo no Sacrário que sentimos que tudo nesta vida (a começar pelo sucesso) é passageiro. É sobretudo no Sacrário que sentimos que só o invisível é eterno (cf. 2Cor 4, 18). Depois de toda esta euforia, é ali que se reacende a verdadeira alegria.

Como todos os portugueses, também eu estou contente com a vitória de Portugal. Mas confesso que me sinto ainda mais feliz pelo espantoso testemunho de fé do homem que comandou os nossos jogadores. Se os feitos deste profissional merecem ser festejados, o testemunho de fé deste homem é — ainda mais — digno de ser imitado. Estejamos onde estivermos, estejamos inteiros. Não tenhamos medo, nem vergonha, de mostrar aquilo que somos. Não tenhamos medo, nem vergonha, de dar testemunho. Cristo está sempre connosco. Queiramos nós estar sempre com Cristo: como Marta, como Maria e também como Fernando Santos!

publicado por Theosfera às 10:23

A. Duas figuras, duas fontes de inspiração

  1. Eis duas figuras — duas irmãs — que, neste Domingo, desfilam com grande intensidade: Marta a trabalhar e Maria a escutar. Em cada dia, em cada instante talvez, Marta e Maria inspiram-nos à vez. Tanto sentimos vontade de trabalhar como experimentamos uma grande necessidade de orar.

Na missão, Marta e Maria não estão em contraposição. Ambas aparecem a servir Jesus. Entre as duas há um encadeamento fecundo e uma interacção formosa. Elas mostram que servir Jesus torna a vida mais ditosa. Mas a reacção do próprio Jesus sobre o essencial faz luz. É a oração que inspira a missão. Só há missão a partir da oração. Só quem escuta Jesus está em condições de anunciar Jesus. Só quem está aos pés de Jesus será capaz de oferecer os seus pés para anunciar Jesus.

 

  1. Note-se que Jesus não diz que Marta procede mal. Mas faz questão de tornar bem claro que Maria faz melhor. Maria escolheu a «melhor parte» (Lc 10 42). No fundo, o que Jesus, com suprema subtileza, está a fazer é a convidar Marta para também desfrutar dessa «melhor parte».

Como é óbvio, Jesus não censura a hospitalidade. Como poderia tal acontecer se Jesus é a hospitalidade que o Pai tem para nos oferecer? O que Jesus faz é alertar para a urgência de encher a hospitalidade com a necessária — e indispensável — espiritualidade. A advertência é pertinente e a lição é perene: só é capaz de servir Jesus quem se habitua a estar com Jesus.

 

B. Marta não faz mal, mas Maria fez melhor

 

3. Basta olhar para o que Jesus fez com os Doze. Antes de tudo o mais, chamou-os para «andarem com Ele» (Mc 3, 14). A prioridade na missão é estar com Jesus, é andar na companhia de Jesus, é crescer na intimidade com Jesus.

Não espanta, por isso, que o maior empreendimento missionário de todos os tempos — a missão de Paulo — tenha começado por uma forte experiência de oração (cf. Act 13, 1ss). Foi, portanto, a oração que gerou a missão. A oração é a parteira da missão.

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  1. É por tudo isto que Marta e Maria não são dois modelos antagónicos, constituindo antes duas atitudes convergentes. O cristão não é convidado a ser Marta ou Maria, mas a procurar ser Marta e Maria. É possível — e até saudável — que haja acentuações. Há quem se sinta chamado a uma vida de maior acção sem descurar a contemplação. E quem se veja chamado a uma vida de maior contemplação sem descuidar a acção.

Mas no limite deve prevalecer a conjugação. No fundo e como dizia São João Bosco, o cristão deve ser «orante como Maria e operante como Marta». Oração e acção, eis pois a súmula da missão

 

C. Só fazer por fazer, não

 

5. O fazer é muito importante. O doutor da lei que interpela Jesus sobre o acesso à vida eterna tem consciência da importância do fazer: «Que hei-de fazer para possuir a vida eterna?»(Lc 10, 25). E, depois de contar a parábola do Bom Samaritano, Jesus também responde dentro do fazer: «Faz tu também do mesmo modo» (Lc 10, 37).

Salta, deste modo, à vista que não se trata de um fazer pelo fazer. Trata-se, antes, de um fazer completamente habitado pelo ser, neste caso, por um ser habitado pela bondade e pela compaixão. Fazer pelo fazer não passa de obreirismo, de agitação, de frenesim. Só um fazer inundado pelo ser é portador de uma mensagem, de uma proposta, de uma interpelação, de um projecto de vida. Daí a advertência de João Paulo II quando, na «Novo Millennio Ineunte», realçava que o ser prevalece sobre o fazer. O fazer é chamado a ser uma epifania do ser.

 

  1. Damos conta, hoje em dia, de que o nosso ser está desabitado, ferido e continuamente atordoado por uma espiral de coisas sem fim que temos de fazer. A Igreja não é imune a esta propensão. Fazemos acções para as pessoas, mas estamos pouco com as pessoas e estamos ainda com Deus junto das pessoas. Vamos ao encontro com assiduidade, mas não nos deixamos encontrar com frequência.

Na missão, faz muita falta o estar. Desde logo, porque, como alertava Xavier Zubiri, «estar é ser em sentido forte». Só o estar é que enche o fazer. Para fazer chegar Jesus, é preciso estar cada vez mais com Jesus.

 

 

D. Não basta trabalhar para as pessoas, é preciso estar com as pessoas

 

7. Hoje em dia, temos o hábito de trabalhar muito para as pessoas, mas de estar pouco com as pessoas. Acontece que a hospitalidade não envolve apenas o fazer. Envolve, desde logo, o estar, o conviver, o escutar. Como pode trabalhar para Jesus quem não está habituado a escutar Jesus? Este é o ponto que condiciona e fragiliza a missão. Promovemos muitos eventos, mas falta promover o grande advento de Jesus na vida das pessoas.

Precisamos de nos acostumar mais à escuta, à atenção, ao cuidado. Não bastam os eventos que provocam muito impacto mas talvez pouco efeito. É necessário promover aquilo que deixa marcas nas pessoas: o hábito de estar com Jesus, escutando-O como Maria e servindo-O como Marta.

 

  1. Importa não esquecer que, hoje em dia, Jesus corre o risco de ser o grande esquecido. Esquecemos Jesus quando não O escutamos na oração e quando não O servimos na missão. Esquecemos Jesus quando não prestamos atenção à Sua presença soterrada nos pobres, nos doentes, nos marginalizados e em todos os injustiçados. O que não fazemos a estes é o que deixamos de fazer a Ele.

Sejamos, pois, hospitaleiros para com Jesus. Acolhamo-Lo na oração. Dediquemos mais tempo à oração. E disponhamo-nos para a missão, para esta bela aventura de levar o Evangelho a toda a parte e a toda a gente.

 

E. Nós somos a «companhia de Jesus»

 

9. A primeira leitura deste Domingo põe em destaque a hospitalidade de Abraão. Ele é o modelo da pessoa que está atento a quem passa, que partilha tudo o que tem com quem se atravessa no seu caminho e que encontra no hóspede que entra na sua tenda a figura do próprio Deus. Deus não pode deixar de recompensar quem assim procede.

Por sua vez, a segunda leitura apresenta-nos a figura de São Paulo, para quem Jesus Cristo é a referência suprema, à volta da qual se constrói toda a vida. Para São Paulo, o que é necessário é acolher Cristo e construir toda a vida à volta d’Ele. É isso que configura a experiência cristã. Por causa de Cristo, Paulo dispõe-se a tudo: a viver, a sofrer e até a morrer.

 

  1. Procuremos, então, encontrar Jesus e deixarmo-nos encontrar por Jesus. Não Lhe fechemos o coração quando Ele bater à nossa porta. E, ao servir Jesus, tenhamos presente que esse serviço começa, desde logo, pelo acolhimento, pela escuta. Não temos de ser só Marta nem só Maria. Mas não percamos jamais de vista que Maria escolheu a melhor parte. É a partir da intimidade com Jesus que se desencadeia toda a nossa acção em nome de Jesus.

Que na Igreja haja, pois, muitas Martas e que não faltem Marias. Na nossa vida, reservemos um lugar para Marta e também um espaço para Maria. Sentemo-nos aos pés de Jesus (cf. Lc 10, 39) e ofereçamos os nossos pés para transportar Jesus. De todas as formas, recebamos Jesus em nossa casa (cf. Lc 10, 38). Afinal, Jesus é da nossa família. Afinal, nós somos verdadeiramente a companhia de Jesus!

 

publicado por Theosfera às 06:38

Hoje, 17 de Julho (16º Domingo do Tempo Comum), é dia do Bem-Aventurado Inácio Azevedo e seus companheiros mártires, Sta. Teresa de Sto. Agostinho e suas companheiras mártires e Sto. Aleixo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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