O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 26 de Junho de 2016

Tu, Senhor, és vida.

Tu, Senhor, és fonte de vida.

Tu, Senhor, és recomeço de vida.

 

Obrigado, Senhor, por nos tocares.

Por te aproximares de nós com tanto afecto,

com tanto amor.

 

Obrigado por Te fazeres um de nós

e por nos devolveres à vida

mesmo depois de todas as nossas quedas.

 

É tão admirável o Teu procedimento

que, mesmo quando nós não damos conta de Ti,

Tu já estás connosco,

Tu já estás em nós.

 

É tão maravilhosa a Tua presença.

É tão intensa a Tua paz.

É tão imenso o Teu amor.

 

Vivemos um tempo de desânimos e desalentos,

de tristezas muitas e angústias mil.

 

Mas Tu, Senhor, não desistes de nós,

mesmo quando algum de nós desiste de Ti.

 

Tu estás sempre a presentear-nos com as Tuas oportunidades.

Tu és vida antes da vida.

Tu és vida depois da vida.

Tu és sempre vida,

vida sem fim.

 

Obrigado, Senhor, por tanto.

Obrigado, Senhor, por tudo.

 

Cura-nos por dentro.

Transforma-nos a partir do fundo.

Dá-nos um novo coração,

um coração como o Teu,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:27

A. Antes de mais e acima de tudo, Deus

  1. O nosso problema não está no momento de dizer, mas no momento de agir. Em relação a Deus, ninguém hesita em confessar que O ama sobre todas as coisas. Mas será que colocamos Deus antes de tudo e acima de tudo? Deus é o mais importante, mas será que, na prática, é a nossa prioridade?

Será que a nossa vida é verdadeiramente teocêntrica? Será que a nossa vida está mesmo centrada em Deus? Ou não sucederá que, na hora da verdade, olhamos demasiado para trás?

 

  1. No texto que acabamos de escutar, Jesus, embora pareça radical ou até extremista, é simplesmente claro, luminoso e coerente. Quem «olhar para trás não serve para o Reino de Deus» (Lc 9, 62).

Seguir Jesus é uma decisão envolvente, prioritária, urgente e definitiva. Não é possível seguir Jesus no condicional nem como aditamento. Ou seja, não é possível seguir Jesus depois de fazer tudo o resto. Nem sequer é possível seguir Jesus em simultâneo com tudo o resto. Além de prioritário, seguir Jesus tem de ser único. Seguir Jesus só pode ser em «full time», nunca em «part time».

 

B. Seguir Jesus só em «full time»

 

3. É preciso estar inteiro e limpo no seguimento de Jesus. No Evangelho deste Domingo, encontramos algumas alegações que, à luz do bom senso, parecem pertinentes. Alguém dirá que sepultar o pai não é uma boa acção? Ou que despedir-se da família não é uma atitude da mais elementar correcção? É preciso notar que o Evangelho não diz que tudo isto seja negativo ou reprovável. Mas, em comparação com seguimento de Cristo, torna-se secundário.

Jesus, o enviado do Pai, está em primeiro lugar. Daí que Ele apele com insistência e veemência: «Segue-Me» (Lc 9, 59). Eis o que Jesus não cessa de nos dizer. O convite de Jesus tem, pois, esta formulação imperativa. É preciso seguir Jesus desde que acordamos até que nos deitamos. É preciso seguir Jesus nos pensamentos, nos lábios, no coração e em toda a vida.

 

  1. O problema é que ainda cultivamos muitos respeitos humanos e cultivamos pouco o respeito divino. Somos, muitas vezes, «cristãos de língua» em vez de sermos verdadeiros «cristãos de vida». Não basta trazer Cristo nos lábios. É urgente transportar Cristo na vida.

Não será que, tantas vezes, trocamos a Eucaristia de Domingo por qualquer actividade, por qualquer passeio ou, então, pelo prolongamento do descanso? Que tempo damos à escuta de Cristo? Que espaço damos ao testemunho de Cristo? Eis o nosso maior défice: o défice de Cristo. É fundamental, por isso, encher a nossa vida com Cristo. Onde quer que estejamos, que seja sempre Cristo a estar através de nós.

 

C. Evangelizar a vida e vitalizar o Evangelho

 

5. Em suma, é urgente introduzir mais compromisso com Cristo. É urgente evangelizar a vida e vitalizar o Evangelho. Não podemos fazer férias de Cristo. Podemos — e devemos — fazer, se for caso disso, férias com Cristo. Em toda a parte e em qualquer momento, Cristo há-de despontar sempre como a prioridade, a urgência.

Nem as adversidades nos hão-de fazer recuar neste propósito. As adversidades só nos hão-de estimular. Quanto maiores são as adversidades, tanto maiores hão-de ser as possibilidades. Entretanto, como reagir às adversidades? Pela vingança? Essa pode ser a nossa tentação, mas não pode ser a nossa acção.

 

  1. Naquele tempo, os samaritanos não quiseram receber os mensageiros de Jesus. Hoje em dia, também há muita gente que pode não querer receber os enviados de Jesus. As perseguições no nosso tempo não são em menor número que as perseguições daquele tempo. Há muitas pessoas perseguidas e mortas só pelo facto de serem cristãs.

O que Jesus recomenda aos discípulos, em caso de adversidade, não é a vingança, mas a alternativa. Se não nos aceitam num lugar, há que tentar noutro lugar. Os irmãos Tiago e João queriam destruir os samaritanos. Jesus, porém, repreendeu-os e seguiu para outro lugar (cf. Lc 9, 54-56).

 

D. Amados, não armados

 

7. É curioso notar que Jesus não faz exigências quanto aos lugares. Jesus faz exigências quanto às atitudes. Os lugares da missão, afinal, são todos. As atitudes na missão é que têm de ser claras: compromisso total, entrega plena e despojamento completo.

Na missão, Jesus quer-nos amando e amados, não armados nem armadilhados. O Evangelho não se transporta com o amor pela força, mas pela força do amor. Seguir Jesus é ir sempre atrás d’Ele, mostrando-O a quem ainda não O encontrou. A missão é sempre uma proposta que anela por uma resposta.

 

  1. Na missão, não pode haver intervalos nem interstícios ou interrupções. A missão há-de ser uma constante, uma urgência. Basta aprender a lição do tempo. Quando termina um ano, começa logo um outro ano. Do mesmo modo, quando termina uma etapa, tem de começar logo uma outra etapa.

Na missão, não há interrupção. Na evangelização, não pode ser defeso. Mesmo em férias (para quem as tiver), há-de haver sempre missão. Mesmo a descansar, é urgente evangelizar.

 

E. Muito será diferente na vida de muita gente

 

9. Na evangelização, não há que ter medo das exigências. Jesus é exigente porque é amigo e é amigo porque é exigente. A Sua exigência é sinal de que aposta em nós, de que acredita em nós. Não é a facilidade que nos conduz à felicidade. Um Cristianismo fácil não é um Cristianismo útil. Pelo contrário, um Cristianismo fácil não tem qualquer utilidade para a nossa vida.

Não recuemos diante das exigências da missão. Aquele que nos envia nunca deixa de estar ao nosso lado. Neste sentido, a missão não é propriamente fazer, mas deixar fazer. A missão consiste em deixar que Cristo actue em nós. No fundo, nós somos convidados a ser os lábios, as mãos e os pés de Cristo. Ele quer precisar de nós. Ele quer falar através de nós. Ele quer abraçar através de nós. Ousaremos recusar? Ousaremos recuar?

 

  1. Afinal, levamos connosco a maior riqueza: o próprio Cristo. Ele é a nossa herança, para usarmos a palavra do refrão do Salmo Responsorial. É Ele que nos liberta. É n’Ele que somos realmente livres. Estejamos atentos porque, a todo o momento, Ele vem até nós como Deus veio ter com Eliseu através de Elias. Foi no seu trabalho que recebeu o convite para se tornar profeta. A missão está acima da nossa ocupação.

Não tenhamos medo desta radicalidade. É na radicalidade que assenta a nossa liberdade. É na radicalidade do que estamos dispostos a deixar que nos abrimos ao que de melhor se pode encontrar. É nesta ousadia que reencontraremos a maior alegria. Comecemos por escutar. O Senhor vai batendo à nossa porta. Que o nosso coração esteja atento e que a nossa alma esteja atenta. Com o nosso «sim», muito será diferente na vida de muita gente!

publicado por Theosfera às 06:05

Hoje, 26 de Junho (13º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. João e S. Paulo (mártires do século IV), S. Pelágio ou Paio e S. Josemaria Escrivá de Balaguer.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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