O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 04 de Maio de 2016
  1. Quantas pessoas há, afinal, numa pessoa? Há quem seja muito elástico. Há quem se mostre variável conforme os locais, as conveniências.

Talvez por isso Shakespeare denunciava: «Deus deu-vos uma cara e vós fazeis outra». Só a autenticidade nos liberta e nos reconcilia. connosco.

 

  1. Escrevemos para os outros, mas acabamos por falar para nós.

Fernando Pessoa percebeu: «Quando escrevo, visito-me solenemente».

 

  1. Deus defende os inocentes e não condena os culpados. Porquê? Porque é justo. E porque, sendo justo, não deixa de ser misericordioso.

A justiça só não congraça com a misericórdia quando, no lugar do coração, se tem uma pedra. A misericórdia é o ápice da justiça.

 

  1. Viver sem Deus é viver? Se Deus é a vida, a resposta está dada.

Aliás, Julian Barnes notou: «Quando matamos ou exilamos Deus, matamo-nos a nós próprios». É que, «se não existe Deus, não existe vida depois da vida, e então não existimos nós».

 

  1. Chesterton propôs uma provocadora definição de lei: «algo que pode ser transgredido».

Não sei se é bem. Não sei se é mal. Sei que é frequente.

 

  1. Um aviso de Agustina que devia soar em muitos corredores do poder: «Não se fazem nações livres com pessoas infelizes».

Seremos uma nação livre?

 

  1. Muitas palavras se gritam. Muitas vozes se soltam. Muitas pessoas se movimentam.

Mas nem sempre todas as vontades se juntam. Muitos «eus» formarão um verdadeiro «nós»?

 

  1. Não é a idade que retira a vontade de agir. Talvez até a aumente.

Já Voltaire reconhecia: «Quando mais envelhecemos, mais precisamos de ter que fazer. Trabalhar é viver».

 

  1. Carl Jung usou uma imagem reveladora: «Uns sapatos que ficam bem numa pessoa são pequenos para uma outra; não existe uma receita para a vida que sirva para todos».

Nem o grupo, nem a comunidade, nem a multidão têm legitimidade para anular a identidade de uma só pessoa. O problema é que estamos atentos à ditadura de um sobre muitos. Mas quem está atento à ditadura de muitos sobre um?

 

  1. Safo assumia: «Se a morte fosse um bem, os deuses não seriam imortais». Só que, em Jesus, até a morte pode ser vencida.

Continua a ser duro morrer. Mas a fé testifica que a morte não é termo, mas trânsito; não é fim, mas passagem. Afinal e como assegurava a mãe do mártir Sinforiano, «a vida não acaba, apenas se transforma».

 

  1. Nós também somos o que fomos. Ilude-se, pois, quem subestimar o passado.

Benedetto Croce asseverou: «A cultura histórica tem o objectivo de manter viva a consciência que a sociedade humana tem do próprio passado, ou melhor, do seu presente, ou melhor, de si mesma».

 

  1. A sabedoria não exclui o erro. Pelo contrário, a sabedoria até pode aprender muito com os erros.

Já dizia Alexander Pope: «Quem confessa os seus erros é mais sábio hoje do que ontem».

 

  1. Não ignoremos os perigos. Não nos julguemos imunes a eles. Tenhamos cuidado com eles.

Já dizia Edmund Burke: «Os perigos crescem se os desprezamos».

 

  1. Parece mais fácil encontrar respostas que remédios. Mas, como avisa Jean Rostand, «a ciência encontra mais depressa remédios que respostas».

Há remédios que não trazem respostas. Mas há respostas que são autênticos remédios. Por isso é que são raras.

 

  1. «Uma criança que nasça hoje não vai saber o que é a privacidade». Eis o que disse Edward Snowden.

Mas, infelizmente, não é preciso esperar pelas crianças que vão nascer hoje…

publicado por Theosfera às 10:42

Hoje, 04 de Maio, é dia de S. Gregório, o Iluminador, S. Jorge Haydock e seus Companheiros Mártires e S. João, Roberto e Sto. Agostinho (da Cartuxa).

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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