O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 10 de Janeiro de 2016

O pior que nos pode acontecer é desperdiçar os tesouros que nos foram confiados.

A nós, cristãos, foi-nos confiada a Palavra de Deus. Até Gandhi reparou: «Aos cristãos foi confiado um texto com a quantidade de dinamite suficiente para fazer explodir em mil pedaços a civilização inteira, para virar o mundo de cabeça para baixo e trazer a paz a um planeta devastado pela guerra, mas tratam-no como se fosse uma simples obra literária, nada mais».

Façamos «explodir» a Palavra de Deus para que nenhuma arma faça «explodir» a morte!

publicado por Theosfera às 07:58

Hoje, 10 de Janeiro (Festa do Baptismo no Senhor), é dia de S. Gonçalo de Amarante, S. Guilherme de Bourges, Sto. Agatão, Sta. Irmã Francisca de Sales Aviat e S. Gregório de Nissa.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 09 de Janeiro de 2016

Para Jean Delumeau, o problema da Igreja foi a ligação com o poder. E foi também ter-se ela própria transformado, muitas vezes, em poder.

Mas é sempre tempo de deixar o serviço do poder e de regressar ao poder do serviço.

O único poder que vale é mesmo o poder do serviço.

Essa é sempre a soberana (e imprescritível) lição de Jesus!

publicado por Theosfera às 09:06

É verdade que o futuro pode demorar.

Mas, mais cedo ou mais tarde, acaba sempre por chegar!

publicado por Theosfera às 09:01

O maior erro dos que se consideram grandes é subestimar os que eles consideram pequenos.

No fim, são eles que empequenecem.

A história está cheias de exemplos para documentar esta tentação!

publicado por Theosfera às 08:25

Hoje, 09 de Janeiro, é dia de Sto. André Corsini, Sto. Adriano de Cantuária e Sta. Marciana.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 08 de Janeiro de 2016

Hoje, 08 de Janeiro, é dia de S. Pedro Tomás e S. Severino.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:31

Quinta-feira, 07 de Janeiro de 2016

É assustadora a «necrofilia» que se respira. É assustadora a atracção pela morte que nos envolve.

Parece que, neste mundo, há mais meios para matar a vida do que para matar a fome.

Dizem que, neste momento, há nove potências nucleares e 15 mil ogivas no mundo.

O potencial destruidor é enorme, terrível e aflitivo.

Paremos!

publicado por Theosfera às 10:09

Tudo o que se diz volta-se para quem o diz.

Tudo o que se faz volta-se sobre quem o faz.

Cuidado, pois, com as palavras e com as atitudes!

publicado por Theosfera às 10:04

Hoje, 07 de Janeiro, é dia de S. Luciano, S. Raimundo de Penhaforte e Sta. Maria Teresa Haze.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 06 de Janeiro de 2016
  1. Em relação aos outros animais, temos tudo para ser diferentes, melhores. Mas, às vezes, parecemos iguais, para não dizer piores.

Jules Renard só entrevia uma diferença: «Descobri finalmente aquilo que distingue o homem dos outros animais: são os problemas de dinheiro».

 

  1. Não iria tão longe. Uma coisa, porém, é certa. Ninguém é tão humano como os homens. Mas também ninguém consegue ser tão desumano como os homens.

Aproveitemos cada instante para corrigir a trajectória. Não nos desumanizemos mais. Procuremos humanizar-nos cada vez mais.

 

  1. Porque é que tão poucos suportam a verdade? A sabedoria judaica acha que é por causa do peso: «a verdade é pesada; por isso poucos a suportam».

Mas, pensando bem, o peso da verdade é bem leve. O peso da mentira é muito mais difícil de suportar.

 

  1. A escola prepara para o teste e deve preparar sobretudo para a vida. É por isso que a educação é mais que o ensino.

O conhecimento é fundamental, mas o comportamento é decisivo.

 

  1. Alain anotou: «Os trabalhos de estudante são provas para o carácter e não para a inteligência. Seja ortografia, versão ou cálculo, trata-se de aprender a querer».

Sem carácter, nem a inteligência consegue ser inteligente.

 

  1. Num mundo de altos e baixos, de exploradores e explorados, de senhores e escravos,

Francisco de Assis ensina-nos o melhor trato entre os seres humanos: «irmão». Ser homem é ser irmão. De todos os outros homens.

 

  1. A juventude entusiasma, mas também preocupa. Sentimos que há toda uma geração motivada pelo sonho, mas igualmente tolhida por muitos bloqueios.

Não podemos dar muito aos jovens. Mas, pelo menos, não deixemos de lhes dar esperança.

 

  1. Retenhamos estas palavras (imaginem!) de Elvis Presley: «Tudo o que os jovens precisam é de esperança e do sentimento de que pertencem a algo. Se eu pudesse fazer ou dizer alguma coisa que desse a eles este sentimento, eu acredito ter contribuído em algo para o mundo».

Como dizia Teilhard de Chardin, «o futuro pertencerá àqueles que derem ao mundo um pouco de esperança». Um pouco pelo menos. Um pouco de esperança já é muito.

 

  1. As ocupações gastam. Mas são as preocupações que desgastam. É por isso que o maior envelhecimento não ocorre no corpo, mas no espírito.

Esta era, pelo menos, a percepção de Montaigne: «A velhice faz-nos mais rugas no espírito do que na cara». Mas essas rugas não retiram encanto. Há rugas que trazem a marca da coerência. E trazem o selo da fidelidade. Por isso embelezam. E comovem.

 

  1. Só o sábio é capaz de reconhecer que não sabe. Quem se apresenta como portador do saber nem sequer se apercebe de que lhe falta o primeiro saber: saber que não sabe, saber que nem tudo se sabe.

Poder-se-á chegar ao segundo momento sem passar pelo primeiro passo? Só os sábios são humildes. Só os humildes são sábios!

 

 

 

 

 

 

publicado por Theosfera às 22:25

É habitual as pessoas começarem a «arrumar» os adereços de Natal a partir do dia 7 de Janeiro.

Dizem que o Natal acaba no Dia de Reis, que seria hoje.

Acontece que o Dia de Reis coincide com a solenidade da Epifania. É aqui que se celebra a ida dos «reis» a Belém para adorar Jesus Menino.

Só que, como o dia 6 não é feriado, o Dia de Reis passa para o Domingo a seguir ao dia 1. Pelo que este ano, o Dia de Reis (para usar a terminologia popular) já foi no Domingo, dia 3.

Mas o tempo de Natal não termina no Dia de Reis. O tempo de Natal só termina com a festa do Baptismo de Jesus, que ocorre no próximo Domingo, 10 de Janeiro.

É a partir desse dia que podemos arrumar os adereços. Mas nunca devemos «arrumar» as incontáveis lições recebidas no Natal!

publicado por Theosfera às 10:30

Nestes tempos convulsos, é difícil encontrar um norte, divisar um rumo ou descortinar uma direcção.

Os que criticam não costumam gostar de ser criticados.

Numa altura em que lembramos (e lamentamos) a morte dos trabalhadores de uma revista satírica, era bom que aproveitássemos (todos!) a oportunidade para reflectir.

A capa da última edição nem merece apreciação.

Não é assim que se fala de Deus. Não é assim que se respeita quem acredita em Deus.

Não percamos o último suplemento de serenidade que nos resta!

publicado por Theosfera às 10:20

Atenção ao que se diz, cuidado com o que se faz.

A realidade mostra-nos tanta coisa que o melhor é pensar (e pensar muito bem) antes de falar ou de agir.

Era por isso que o salmista se mostrava atento ao seu proceder «não pecar com a língua»(Sal 39, 1).

É que os desmandos da língua dificilmente têm solução.

Na sua simplicidade sábia, o povo diz: «Graças a Deus muitas; graças com Deus poucas». E um velho (e há falecido) mestre costumava sentenciar: «Quem com Deus graceja desgraçado fica».

Na altura, confesso que me arrepiava ao ouvir isto.

Na Sua misericórdia, Deus não castiga. Mas a própria vida revolta-se. E revolta-se muito quando em causa está Deus.

Uma lição que a vida nos dá é que o mal que se faz volta-se sempre sobre quem o faz.

Nunca façamos o mal!

publicado por Theosfera às 07:06

Hoje, 06 de Janeiro, é dia de Sto. André Bessette e Sta. Rafaela Maria.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 05 de Janeiro de 2016

Hoje, 05 de Janeiro, é dia de S. Simeão Estilita, S. Telésfero, S. João Neponucemo, Sta. Maria Repetto e S. Pedro Bonilli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 04 de Janeiro de 2016

Portugal é, no dizer de Eduardo Lourenço, uma «maravilhosa imperfeição».

No fundo, é isto que nos aguenta. Não tanto a imperfeição. Mas o facto de tal imperfeição ser maravilhosa.

Habituámo-nos, há muito, a ser imperfeitos. Não conseguimos ser mais.

Mas é uma maravilha querermos ser mais e não desistirmos apesar de não conseguirmos!

publicado por Theosfera às 09:06

Está quase a passar o Tempo de Natal.
Nunca passará, porém, o Natal no tempo.
O Natal está em todo o tempo.
Que todo o tempo seja tempo de Natal!

publicado por Theosfera às 08:58

Hoje, 04 de Janeiro, é dia de Sta. Isabel Ana Seton e Sta. Ângela de Foligno.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 03 de Janeiro de 2016

Ainda criança já todos Te procuram.

Até os grandes se ajoelham diante de Ti.

Porque sabem que, na Tua simplicidade,

és rei, rei de amor e de paz.



Como os magos, também nós aqui estamos

e diante de Ti nos prostramos.



Não trazemos ouro, incenso ou mirra.

Transportamos a pobreza da nossa vida,

a simplicidade dos nossos gestos,

a ternura do nosso amor

e a vontade de estarmos conTigo.



Aceita, pois, Jesus Menino,

os nossos presentes,

o presente da nossa presença.



Tu vieste para nós.

Nós nunca queremos afastar-nos de Ti,

de Ti, que és a luz e a paz.



Tu manifestas-Te a todos.

Vieste à Terra

para seres o salvador e irmão de todos os homens.



Em cada um de nós, Tu encontras uma habitação.

Que nós nunca Te esqueçamos.



Fica sempre connosco.

Nós queremos ficar sempre conTigo,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:11

A. Ser Deus é ser fiel

  1. Deus cumpre. Em Deus, tudo se cumpre. Podemos, pois, confiar sempre em Deus. De facto, ser Deus é ser fiel. E ser humano, à imagem de Deus, também devia equivaler a ser fiel. Mas mesmo que o homem não seja fiel, Deus permanece fiel «porque não pode negar-Se a Si mesmo»(2Tim 2, 13). O mistério da Encarnação é, por excelência, um mistério de fidelidade.

Ao longo deste tempo de Natal, ouvimos anunciar que «uma virgem conceberá»(Is 7, 14) e, de facto, a Virgem concebeu (cf. Lc 1, 31-38). Também ouvimos vaticinar que seria de Belém, terra de Judá, que iria sair o Pastor de Israel (cf, Miq 5, 1). E, na verdade, foi em Belém que Jesus nasceu (cf. Mt 5, 1). Acabamos de ouvir falar dos que haviam de vir de longe para cantar as glórias do Senhor (cf. Is 60, 1-6). E eis que o Evangelho nos reporta a vinda de pessoas que, efectivamente, vêm de muito longe procurar o Senhor (cf. Mt 2, 1).

 

  1. Afinal, o Deus que nos procura também Se deixa procurar, o Deus que nos visita também Se deixa visitar, o Deus que vem ao nosso encontro também Se deixa encontrar. Ele vem ao encontro de todos e todos são convidados a ir ao encontro d’Ele: os de perto, como os pastores (cf. Lc 2, 16) e os de longe, como os magos (cf. Mt 2, 1).

Como bem notou S. Paulo, todos, em Cristo Jesus, «pertencem ao mesmo Corpo e beneficiam da mesma Promessa»(Ef 3, 6). Caem pois os muros, só ficam as pontes. Todos estamos ligados a todos através do Pontífice, isto é, d’Aquele que faz as pontes: o próprio Jesus.

 

B. Número, nome e condição dos mago

 

3. O Evangelho, com extrema parcimónia, apresenta-nos «uns magos»(Mt 2, 1). Não refere nem o seu número nem o seu nome. Nem sequer diz que seriam reis, assim chamados talvez pela alusão que o Salmo 72 faz dos reis que viriam pagar tributo e oferecer presentes (cf. Sal 72, 10). A designação de magos não se reporta seguramente a artes mágicas, mas ao estudo dos astros.

Cedo, porém, a tradição entrou em campo. Quanto ao número, foi fácil chegar a três por causa dos presentes que levaram: ouro, incenso e mirra (cf. Mt 2, 11). Ouro porque aquele Menino era Rei, incenso porque aquele Menino era Deus e mirra porque aquele Menino iria ser Mártir. Remontará a esta oferta o costume de dar presentes nesta época natalícia. No que respeita à identidade dos magos, há um evangelho apócrifo arménio, datado do século VI, que refere o nome, a condição e a proveniência. Assim, Baltasar seria rei da Arábia, Gaspar seria rei da Índia e Melchior seria rei da Pérsia. Tal escrito também diz que seriam irmãos e que a viagem que fizeram teria demorado nove meses, chegando a Belém na altura do nascimento de Jesus.

 

  1. É claro que estes dados são fantasiosos, mas o certo é que se tornaram muito populares. Até um homem culto como S. Beda Venerável dá voz, no século VIII, a pormenores que já estariam muito difundidos. Segundo um dos seus escritos, «Melchior era velho de 70 anos, de cabelos e barbas brancas. Gaspar era jovem, de 20 anos, robusto. E Baltasar era mouro, de barba cerrada e com 40 anos».

De acordo com uma tradição medieval, os magos ter-se-iam reencontrado quase 50 anos depois de terem estado com Jesus, em Sewa, na Turquia, onde viriam a falecer. Mais tarde, os seus corpos teriam sido levados para Milão, onde teriam permanecido até ao século XII, quando o imperador alemão Frederico terá trasladado os seus restos mortais para Colónia.

 

C. Um mistério de mostração

 

5. Acerca da estrela que viram, também tem havido não poucos palpites. Muitos têm identificado aquela estrela com o cometa Halley, que foi visto por volta dos anos 12-11 a.C. Também poderia ser uma luz resultante da tríplice conjunção de Júpiter e Saturno na constelação de Peixes, ocorrida em 7 a.C. Há ainda quem fale de uma «nova» ou «supernova», visível por volta dos anos 5-4 a.C.

Esta estrela pode ser vista como um símbolo messiânico insinuado já no livro dos Números, quando o Balaão diz que «um astro procedente de Jacob se torna chefe»(Núm 24,17). Também Isaías garante que «o povo que andava nas trevas viu uma grande luz, uma luz raiou para os que habitavam uma terra sombria»(Is 9, 1).

 

  1. A verdadeira luz é o próprio Jesus. Ele mesmo Se apresentará como a luz do mundo (cf. Jo 8, 12). O Concílio Vaticano II proclama que «a luz dos povos é Cristo». Jesus é uma luz que nunca deixa de brilhar. Mas essa luz só é acessível a olhares lisos e limpos. Só quem for puro e transparente conseguirá ver esta luz. Herodes não viu esta luz porque não queria deixar-se iluminar: estava corroído pela inveja e dominado pelo poder (cf. Mat 2, 7-17).

A Epifania é, toda ela, uma festa de luz, de uma luz que ilumina toda a terra. Esta festa autentica a universalidade da missão de Jesus. Jesus manifesta-Se a todos, dá-Se a conhecer a todos. E a manifestação é essencialmente uma automanifestação. Em Jesus, Deus manifesta-Se a Si mesmo, dá-Se a conhecer a Si mesmo. A Epifania não é, portanto, um mistério de demonstração, mas de mostração. E Deus mostra-Se de uma forma disponível, despojada e encantadoramente humilde.

 

D. Uma festa que chegou a englobar o Natal

 

7. Aliás, é o que depreende do magnífico conto de Sophia de Mello Breyner. Baltasar, em nome dos outros magos, foi consultar os homens da ciência e da política para que lhes dissessem onde estava o «Rei dos Judeus» (cf. Mt 2, 2). Decepcionado com a resposta, virou-se para os homens da religião. É que encontrara um altar dedicado ao «deus dos poderosos», outro ao «deus da terra fértil» e outro ao «deus da sabedoria». Insatisfeito de novo, perguntou aos sacerdotes pelo «deus dos humilhados e dos oprimidos». Resposta dos sacerdotes: «Desse deus nada sabemos». Então Baltasar subiu ao terraço e «viu a carne do sofrimento, o rosto da humilhação». Deus estava ali, o Deus que os sacerdotes desconheciam.

Deus está, desde os começos, nos humilhados e oprimidos (cf. Mt 25, 40). E foram muitos os que, também desde os começos, O encontraram na humildade e entre as vítimas da opressão.

 

  1. Não espantará, assim, que esta seja uma festa muito antiga, mais antiga que o próprio Natal. Aliás, houve uma altura em que a Epifania englobava também a celebração do nascimento de Jesus. De facto, não há notícia de qualquer festa específica do Natal nos três primeiros séculos. A primeira vez que o Natal é mencionado no dia 25 de Dezembro é no ano 354.

Como sabemos, não é conhecido o dia exacto do nascimento de Jesus. S. Clemente de Alexandria indica que uns celebravam o Natal a 28 de Março, outros a 19 ou 20 de Abril, outros a 20 de Maio ou, então, na festa da Epifania. A opção por 25 de Dezembro deveu-se ao facto de, nessa altura, se celebrar em Roma a festa do «Sol invicto». Uma vez que o verdadeiro sol é Cristo, os cristãos optaram por cristianizar esta festa pagã, celebrando nela o nascimento do Salvador.

 

E. Um misto de aceitação, rejeição e indiferença

 

9. No Oriente, criou-se a 6 de Janeiro a festa da Epifania, cujo conteúdo era inicialmente variável conforme as regiões: nascimento de Jesus, bodas de Caná, Baptismo de Jesus. Muito depressa, ainda no século IV, o Ocidente acolheu a festa da Epifania, mas deu-lhe, sobretudo em Roma e no Norte de África, um conteúdo inteiramente novo: a adoração dos magos.

Foi esta evolução que ditou a actual estrutura do Tempo do Natal: Natal a 25 de Dezembro, Epifania a 6 de Janeiro e Baptismo do Senhor no Domingo depois da Epifania. No fundo, entre o Natal e a Epifania há um intercâmbio de significado. Celebra-se o mesmo em ambos os casos: a manifestação de Deus aos homens. No Natal e na Epifania, celebramos portanto a mesma Teofania.

 

  1. Mistério de luz e humildade, a Epifania envolve igualmente um misto de aceitação, indiferença e rejeição. Jesus começa, desde o início, a ser adorado e a ser rejeitado. Diante de Jesus, diferentes personalidades assumem diferentes atitudes, que vão desde a adoração (os magos), até à rejeição total (Herodes), passando pela indiferença. Esta última é a atitude dos sacerdotes e dos escribas, que não se preocupam em ir ao encontro desse Messias que eles bem conheciam dos textos sagrados.

Não basta, com efeito, conhecer Jesus, é fundamental ir ao encontro d’Ele para O anunciar. Uma vez que Ele Se dá totalmente, é de esperar que também nos demos inteiramente. Ele vem para mudar os nossos passos. Por isso é que os magos regressaram à sua terra por outro caminho (cf. Mt 2, 12). Quando nos encontramos com Jesus, que é o caminho (cf. Jo 14, 6), os nossos caminhos são outros. Transformemos, então, a nossa vida. Convertamo-nos Àquele que Se converteu a nós, Àquele que Se fez um de nós. Se Deus veio ao nosso encontro, não deixemos, também nós, de ir ao encontro de Deus. E, em Deus, procuremos ir ao encontro de todos!

 

publicado por Theosfera às 07:06

Hoje, 03 de Janeiro (Solenidade da Epifania), é dia do Santíssimo Nome de Jesus, S. Fulgêncio de Ruspas, Sta. Genoveva de Paris, Sto. Antero e S. Ciríaco Elias Chavara.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 02 de Janeiro de 2016

1. «Nascemos, sofremos e morremos».

 

2. Eis a síntese da existência. Eis também a súmula da sabedoria.

 

3. Pelo menos, era esta a visão que o velho sábio levou ao velho rei.

 

4. Parece óbvia esta percepção, mas, às vezes, levamos muito tempo a chegar a esta conclusão.

 

5. Aquele rei, quando era jovem, pediu aos sábios do reino que lhe levassem um resumo da sabedoria.

 

6. Passados 30 anos, apresentarem-lhe 500 volumes em 12 camelos.
Como o rei já ia nos 50 anos, pediu que lhe fizessem uma edição abreviada.

 

7. Dez anos volvidos, já só levaram 3 camelos com livros.
Mesmo assim, o rei, que já ia nos 60, achou que não teria tempo para ler tudo.

 

8. Pediu uma versão ainda mais breve. Dez anos depois, bastou um camelo com livros.
Só que o rei já tinha a vista debilitada.

 

9. Cinco anos depois, levaram-lhe apenas um livro.
Acontece que, nessa altura, o rei já estava no leito da morte.

 

10. Lamentou-se: «Chegarei ao fim dos meus dias sem ter aprendido a história da caminhada humana?»

 

11. Foi então que o sábio mais velho lhe sussurrou: «Majestade, tudo se resume a três palavras: nascemos, sofremos e morremos».
O rei concordou e...expirou.

 

12. De facto, andamos tanto tempo até perceber que é mesmo assim.
Nascemos, sofremos e morremos.

 

13. Afinal, viver é sofrer e sofrer é viver. 
Quem achar que viver não é sofrer ilude-se. E a ilusão não é vida.

 

14. Já quem aprender a sofrer aprende a viver. 
Essa é a sabedoria. Esse é o sábio!

publicado por Theosfera às 09:05

Deixar de fumar. Emagrecer. Mudar de emprego. Poupar. Estudar mais. Arranjar mais tempo livre. Alterar hábitos alimentares. Ir mais ao ginásio. Ser pontual. Gerir melhor o tempo.

Estas são, segundo a imprensa, algumas das resoluções mais comuns do ano novo.

São propósitos meritórios. Mas insuficientes.

Onde está orar? A saúde espiritual é vital.

Enquanto não o percebermos, dificilmente cresceremos!

publicado por Theosfera às 08:35

Todas as palavras de ano novo são belas.

O problema são os actos que vêm depois.

Parece que a transição dos lábios para a vida despeja todo e qualquer rasto de beleza.

É pena. Será que 2016 vai ser diferente?

publicado por Theosfera às 08:28

Arturo Pérez-Reverte tem razão: «Todas as guerras são más, mas a guerra civil é a pior de todas, pois põe o amigo contra o amigo, o vizinho contra o vizinho, o irmão contra o irmão».

Sem dúvida. Apenas pergunto. Haverá alguma guerra que não seja civil?

A mundialização aproximou-nos. Hoje os amigos, os vizinhos e os irmãos não estão apenas ao lado de casa.

Qualquer guerra é, por isso, um fratricídio. Toda a guerra é uma guerra civil. Ou, melhor, uma guerra incivil, isto é, sem civismo nenhum!

publicado por Theosfera às 08:23

Muitos debates à noite. Muitos comentários sobre os debates da noite durante o dia.

Os candidatos falam uns dos outros. O comentadores falam do que os candidatos falam.

E a realidade? A realidade parece ficar à porta dos estúdios!

publicado por Theosfera às 08:09

Hoje, 02 de Janeiro, é dia de S. Basílio Magno e S. Gregório Nazianzeno.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 01 de Janeiro de 2016

Um novo ano nos dás, Senhor:

12 meses para uma nova jornada pelos caminhos do Tempo,

52 semanas para uma nova peregrinação pelas estradas da Vida,

366 dias para uma nova aventura pelas encruzilhadas do Mundo.

 

Obrigado, Senhor, por mais esta oportunidade, com que — imerecidamente — nos presenteias em cada instante.

Sim, porque é no acolhimento do dom de cada instante

que mais envolvidos nos sentimos pela Tua solicitude

e que mais surpreendidos somos pelo Teu amor.

 

Que este novo ano, Senhor,

Sejam, pois, 12 meses de paz,

52 semanas de harmonia

e 366 dias de contínua solidariedade e esperança.

 

Sabemos que sozinhos não podemos nada.

Mas também sabemos que conTigo conseguiremos tudo.

Queremos, por isso, que o novo ano faça de nós criaturas novas,

porque só com homens novos será possível acender a chama do tempo novo!

 

Que ao longo deste ano, que hoje começa

nós queiramos ser

construtores da paz,

peregrinos da esperança,

arautos da Boa Nova,

testemunhas da verdade,

promotores da justiça,

semeadores do perdão,

paladinos da liberdade

e anunciadores da salvação.

 

Que, ao longo deste ano, nos encontres, Senhor,

mais atentos à Tua presença,

mais comprometidos com a Tua Palavra,

mais iluminados pela Tua luz,

mais fortalecidos pelo Teu Espírito

e mais inundados — por dentro e por fora — pela Tua infinita paz!

 

Que tudo isto não seja só o nosso sonho, mas também o nosso projecto.

Não só o nosso desejo, mas também o nosso esforço.

Não só o nosso horizonte longínquo, mas também o nosso empenhamento constante.

 

Pedimos-Te, Senhor,

que a santidade seja o nosso objectivo,

que a fé seja a nossa prioridade,

que a oração seja o ar que absorvemos,

que o silêncio seja a atmosfera que aspiramos

e que o Mandamento Novo seja a nossa eterna Lei!

 

Concede-nos

que o Teu rosto ilumine os nossos olhos,

que a Tua Palavra resplandeça em nossos lábios,

que o Teu exemplo desinstale o nosso ser

e que a Tua Vida transforme a nossa própria vida!

 

A Ti, Senhor, queremos agradecer,

em Ti, Senhor, queremos permanecer,

conTigo, Senhor, queremos gritar:

 

«Nunca mais a guerra!

Nunca mais o ódio!

Nunca mais a violência e a injustiça!».

 

Contamos conTigo,

conta connosco também

para fazermos deste ano

um passo em frente

na construção de um mundo melhor,

de um mundo onde não haja grandes nem pequenos,

onde todos se sintam irmãos,

onde só Tu sejas Senhor,

pois o Teu senhorio

é a garantia mais segura

de que a humanidade

ainda pode ser uma única família,

um imenso povo de irmãos!

publicado por Theosfera às 11:06

 

  1. Começamos cada ano com os ouvidos a captar os ecos do Natal.

E, na verdade, o Natal não «foi», o Natal «é», o Natal continua a ser.

 

  1. O Natal continua no tempo.

O Tempo Litúrgico do Natal só termina com a festa do Baptismo do Senhor, a 10 de Janeiro.

 

  1. Só que, no fundo, é sempre tempo de Natal.

O Natal está no tempo para que possa estar na vida, para que possa estar na nossa vida no tempo.

 

  1. No primeiro dia do ano ocorre a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus.

Sendo Mãe de Cristo e sendo Jesus o Filho de Deus, pode dizer-se que Maria é Mãe de Deus. Não só Mãe do homem Jesus, mas também Mãe do Filho de Deus que encarnou em Jesus.

 

  1. Foi por Maria que Jesus veio até nós. Será sempre com Maria que nós iremos até Jesus.

Em Jesus, oferecido por Maria, encontramos o que mais procuramos para nós e o que mais desejamos para o mundo: a paz.

 

  1. Jesus não é apenas o portador da paz. Ele próprio é a paz hipostasiada.

Aliás, é assim que o Messias é descrito por Miqueias: «Ele será a paz»(Miq 5, 5).

 

  1. Desde 1968, o dia de ano novo tornou-se também o Dia Mundial da Paz.

Pretendia Paulo VI colher inspiração na invocação que, neste dia, se faz de Jesus e de Maria: «Estas santas e suaves comemorações devem projectar a sua luz de bondade, de sabedoria e de esperança sobre o modo de pedirmos, de meditarmos e de promovermos o grande e desejado dom da paz».

 

  1. A paz é o decisivo sinal de que Deus já está entre nós.

Quando Jesus nasceu, os enviados celestes entoam um cântico que diz tudo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra» (Lc 2, 14).

 

  1. O lugar onde a paz mais se decide é o nosso interior.

Se o nosso interior não for indiferente, o nosso exterior começará a ser diferente.

 

  1. Que haja, pois, vida nova no ano novo.

Não é o ano novo que faz a vida nova. Só uma vida nova fará o ano novo. Só uma vida nova trará o tempo novo, o mundo novo!

 

publicado por Theosfera às 10:11

A palavra que, porventura, mais ouvimos em 2015 foi «atentado».

Tantos foram os atentados cometidos e tantos foram os atentados à última hora evitados.

Que em 2016 prevaleça a «atenção».

Que haja atenção não só para evitar mais atentados. Mas que possamos estar mais atentos ao melhor que a vida nos oferece.

Estejamos mais atentos à presença íntima de Deus no nosso coração. E procuremos espraiá-la em toda a nossa vida!

publicado por Theosfera às 07:12

A. Não comecemos a desistir e nunca desistamos de começar

  1. Nestas alturas, é praticamente impossível ser original. Como notava Terêncio, «não se diz nada que já não tenha sido dito». As palavras parecem sempre velhas, mesmo quando falam do que é novo. Que esperar, então, do ano novo?

Após os desejos habituais, eis que nos preparamos para as amargas desilusões de sempre. À primeira vista, já nenhum ano parece ser novo. A própria palavra «novo» é bem antiga. Há quantos séculos não anda a humanidade a desenhar promessas de novidade?

 

  1. Por vezes, a vontade de desistir é grande. Mas é precisamente por isso que a determinação de persistir tem de ser ainda maior. Afinal e como dizia Sto. Agostinho, «é quando parece que tudo acaba que tudo verdadeiramente começa». Na vida, são muitas as situações em que tudo parece que vai acabar. Na vida, são muitos os momentos em que temos de ganhar forças para recomeçar.

O início de um ano sinaliza que a vida é um recomeço constante. Há 12 meses, também estávamos a começar um ano. Há 24 e há 36 meses, estávamos igualmente a começar outros anos. O que jamais podemos é desistir: não comecemos a desistir e nunca desistamos de começar.

 

B. Um dia para Jesus, um dia com Maria

 

3. Começamos cada ano com os ouvidos ainda a captar os ecos do Natal. E, na verdade, o Natal não «foi», o Natal «é», o Natal continua a ser. Em suma, o Natal nunca deixa de ser. É certo que, nos últimos dias, já teremos usado vezes sem conta a fórmula verbal «foi» na pergunta que mais fizemos e que mais nos fizeram: «Como foi o teu Natal?» ou «Como foi esse Natal?». Já António Gedeão escrevia que «tudo é foi». Mas não é isso o que sucede com o Natal. O Natal é uma manhã sem ocaso, é um começo sem fim.

Assim sendo, o Natal continua no tempo. Hoje mesmo é a Oitava do Natal. Aliás e como acabamos de escutar, foi oito dias depois do Seu nascimento que o Menino recebeu o nome de Jesus (cf. Lc 2, 21). Daí que, durante muitos anos, este fosse também o dia da festa do Santíssimo Nome de Jesus. Entretanto, o Tempo Litúrgico do Natal não acaba nesta Oitava. Ele só termina com a festa do Baptismo do Senhor, que este ano ocorrerá a 10 de Janeiro. Mas, no fundo, é sempre tempo de Natal. O Natal está no tempo para que possa estar na vida, para que possa estar na nossa vida no tempo.

 

  1. É, então, a Jesus que entregamos este nosso novo percurso no tempo, que queremos percorrer também na companhia de Maria, que tudo — e a todos — guarda em Seu coração (cf. Lc 2, 19). Com D. António Couto, saudámo-La, hoje, como «Senhora e Mãe de Janeiro, do Dia Primeiro e do Ano inteiro». Diante d’Ela nos sentimos «tão cheios de coisas e tão vazios de nós mesmos e de humanidade e divindade» Apesar de nos faltar muita coisa, ainda temos bastante. Falta-nos, porém, o essencial: «a simplicidade e a alegria» de Maria. Mas Maria está connosco, está connosco como Mãe.

Hoje ocorre a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus. Sendo Mãe de Cristo e sendo Cristo o Filho de Deus, os cristãos cedo perceberam que Maria era Mãe de Deus. Não era só Mãe do homem Jesus, mas Mãe do Filho de Deus que encarnou em Jesus. O Concílio de Éfeso oficializou esta doutrina em 431. S. Cirilo de Alexandria já tinha tornado tudo muito claro: «Se Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus e se a Virgem Santa O deu à luz, então Ela tornou-Se a Mãe de Deus».

 

C. A paz tem um nome: Jesus

 

5. Foi por Maria que Jesus veio até nós. Será sempre com Maria que nós iremos até Jesus. Aquela que nos dá Jesus é sempre a melhor condutora para irmos ao encontro de Jesus. Façamos, portanto, como os pastores. Como os pastores, corramos (cf. Lc 2, 16). Procuremos ir depressa, sem demora, ao encontro de Jesus. O encontro com Jesus terá de ser sempre a prioridade da nossa vida e o centro da missão na vida.

Em Jesus, oferecido por Maria, encontramos o que mais procuramos para nós e o que mais desejamos para o mundo: a paz. Jesus não é apenas o portador da paz. Ele próprio é a paz hipostasiada. Aliás, é assim que o Messias é descrito por Miqueias: «Ele será a paz»(Miq 5, 5). Isaías apresenta o Menino «que nos nasceu» como o «príncipe da paz»(Is 9, 6). Por sua vez, os salmos apontam os tempos messiânicos como sendo marcados por uma grande paz (cf. Sal 72, 7).

 

  1. Não espanta, por isso, que, no século V, S. Leão Magno tenha dito que «o nascimento de Cristo é o nascimento da paz». De facto e como reconhece S. Paulo, Cristo «é a nossa paz»(Ef 2, 14). É aquele que derruba todos os muros de separação e que de todos os povos faz um só povo (cf. Ef 2, 14). Trata-se de uma paz única, sem paralelo. O próprio Jesus viria a dizer que a Sua paz era diferente: «Deixo-vos a paz, dou-vos a Minha paz; não vo-la dou como o mundo a dá»(Jo 14, 27).

É neste sentido que o Concílio Vaticano II recorda que a paz é muito mais do que a mera ausência de guerra. De resto, a ausência de guerra é, muitas vezes, ocupada com a preparação para a guerra. A paz é mais do que «pax», que, segundo os antigos romanos, resultava da negociação entre as partes desavindas. As partes continuavam desavindas, apenas não entravam em conflito. Semelhante é o conceito veiculado pelo grego «eirene». A paz, para os gregos da antiguidade, é uma tentativa de harmonia entre forças contrárias. As forças permanecem contrárias, unicamente não avançam para o combate.

 

D. Para estar no mundo, a paz tem de estar em cada pessoa

 

7. O hebraico «shalom» contém muito mais. A paz, aqui, é anterior a qualquer esforço humano. É um dom de Deus que faz o homem sentir-se completo, integral. É por isso que a paz só estará no mundo se estiver em cada pessoa que há no mundo. Antes da negociação, é fundamental pugnar pela conversão à paz. Jesus, no Sermão da Montanha, considera felizes os construtores da paz. Só eles serão «chamados filhos de Deus»(Mt 5, 9).

Importa perceber que o primeiro sinal de Deus é a paz. Quando Deus vem à terra em forma de criança, os enviados celestes entoam um cântico que diz tudo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra» (Lc 2, 14). A paz desponta, assim, como o grande indicador de que Deus já está entre nós.

 

  1. Desde 1968, o dia de ano novo tornou-se também o Dia Mundial da Paz. Pretendia Paulo VI colher inspiração na invocação que, neste dia, se faz de Jesus e de Maria: «Estas santas e suaves comemorações devem projectar a sua luz de bondade, de sabedoria e de esperança sobre o modo de pedirmos, de meditarmos e de promovermos o grande e desejado dom da paz, de que o mundo tem tanta necessidade». Com aquele grande Papa, continuamos a pedir para que «seja a paz, com o seu justo e benéfico equilíbrio, a dominar o processamento da história no futuro».

Para 2016, o Papa Francisco propõe o tema «Vence a indiferença e conquista a paz». De facto, a paz não é a indiferença perante o que ocorre, a paz é a diferença diante do que acontece. Segundo o Papa, a primeira forma de indiferença é a indiferença para com Deus É desta indiferença que deriva a indiferença para com o próximo e com a criação. Aos poucos, essa atitude vai gerando inércia e apatia, alimentando situações de injustiça e desequilíbrio social, que podem levar a muitos conflitos. No contexto do Ano da Misericórdia, o Santo Padre deixa um apelo para que cada um adopte um empenho concreto a fim de contribuir para melhorar a realidade em que vive, a partir da própria família, da vizinhança e do ambiente de trabalho.

 

E. Antes de mais, importa atingir o zero

 

9. Afinal, ainda há aspectos onde nem sequer atingimos o «grau zero» de humanidade. Ainda há aspectos onde nos encontramos abaixo de zero. E abaixo de zero, tudo é negativo, tudo é negação. Como pode haver paz no mundo se no mundo não há justiça nem respeito pela dignidade humana? Temos, pois, um longo caminho a percorrer. Temos muito que fazer ou, como diria Sebastião da Gama, «temos muito que amar».

Diante dos que vaticinam o iminente fim da história, é importante começar com urgência uma história de re-humanização do mundo. Sim, porque a humanidade ainda consegue ser muito não-humana, muito desumana. Para re-humanizar o mundo, diria que duas são as coisas que têm de acabar já: a guerra e a fome. Consequentemente, duas têm de ser as coisas que importa assegurar desde já: paz para todos e pão para cada um. Para re-humanizar cada pessoa que há no mundo, duas são também as coisas a que urge pôr fim: egoísmo e violência. E duas serão igualmente as coisas que é imperioso introduzir: solidariedade e educação.

 

  1. Neste início de ano, acolhamos o olhar com que Deus nos presenteia e a paz que Ele benevolamente nos concede (cf. Núm 6, 26). Não esqueçamos que o lugar onde a paz mais se decide é o nosso interior. Se o nosso interior não for indiferente, o nosso exterior começará a ser diferente. E a verdadeira novidade descerá à terra.

Que haja, pois, vida nova no ano novo. Não é o ano novo que faz a vida nova. Só uma vida nova fará o ano novo. Só uma vida nova trará o tempo novo, o mundo novo!

publicado por Theosfera às 07:11

Hoje, 01 de Janeiro (início de um novo ano e dia mundial da paz), é dia de Santa Maria, Mãe de Deus, S. Vicente Maria Strambi e S. José Maria Tomasi.

Um santo e abençoado oitavo dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 00:52

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