O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 15 de Agosto de 2015

 

 

Nossa Senhora, nossa Mãe,

que neste dia sobes ao Céu,

fica connosco, que ainda peregrinamos na Terra.

 

Tantas vezes perdidos,

precisamos de uma luz

e Tu és o farol que nos mostra a luz da luz.

 

Nossa Senhora dos Remédios,

Nossa Senhora da Assunção,

scompanha-nos na subida

pelos difíceis caminhos da vida.

 

Estar conTigo é estar na paz,

no amor e na alegria.

 

Estar em Ti é encontrar a melhor companhia

e o mais belo seguro na vida.

 

Mãe, querida Mãe,

hoje é o Teu dia,

o dia da Tua vitória,

o dia do Teu triunfo.

 

Onde nós estamos, Tu continuas a estar.

Onde estás, nós um dia estaremos

para sempre: conTigo e com Teu Filho:

JESUS!

 

publicado por Theosfera às 11:31

Belo — muito belo — é este dia. Grande — muito grande — é a festa que celebramos neste dia.

De facto, muito belo é este dia e muito grande é esta festa.

É grande a festa no Céu e na terra. É grande a festa em toda a terra. É grande a festa na nossa terra. E grandes são também os motivos de festa neste Santuário de Nossa Senhora dos Remédios.

Foi, com efeito, neste dia 15 de Agosto, há 654 anos, que provavelmente foi celebrada a primeira Missa neste lugar.

A Capela de Santo Estêvão foi inaugurada a 15 de Agosto de 1361 por D. Durando Lourenço.

Nessa altura, só Deus sabia que, 400 anos mais tarde, aqui haveria ser inaugurada a casa da Sua — e nossa — Mãe: Nossa Senhora dos Remédios.

E foi já com o Santuário praticamente concluído que, também neste dia 15 de Agosto (de 1882), houve aqui uma celebração que ficou gravada na memória de todos.

O rei de Portugal, D. Luís — acompanhado pela rainha, D. Maria Pia, e pelos príncipes D. Carlos e D. Luís Filipe — participou na Santa Missa neste mesmo Santuário, presidida pelo então Bispo de Lamego, D. António da Trindade de Vasconcelos Pereira de Melo.

Mas este 15 de Agosto não é menos importante.

Está aqui o rei dos reis. Está a rainha do Céu e da terra. E estão aqui muitos dos Seus filhos.

Esta é, pois, uma Eucaristia de louvor, de alegria e de muita festa.

publicado por Theosfera às 11:13

A. Uma festa eminentemente pascal

  1. Belo — muito belo — é este dia. Grande — muito grande — é a festa que celebramos neste dia. Na Eucaristia, celebramos sempre a vitória da vida sobre a morte. Nesta Eucaristia, celebramos também o triunfo de alguém a quem nem a morte pôs fim à vida.

A solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria é uma festa eminentemente pascal. Hoje, de facto, celebramos a passagem de Maria da morte para a plenitude da vida. A Ressurreição de Maria é uma consequência da Ressurreição de Jesus e, ao mesmo tempo, desponta como prenúncio da nossa própria Ressurreição.

 

  1. A união entre mãe e filho encontra aqui a sua expressão máxima e a sua concretização suprema. Maria esteve unida a Jesus na morte. Como é que Jesus não haveria estar unido a Maria na Ressurreição? Maria acompanha Jesus até à morte. Jesus conduz Maria à Ressurreição. Jesus sobe para o Pai e faz subir Maria para o mesmo Pai. Jesus eleva-Se ao Céu. Maria é elevada ao Céu.

É a diferença, não apenas terminológica, entre ascensão e assunção: ascensão é mais activa, assunção é mais passiva. Jesus sobe ao Céu pelas Suas próprias forças. Maria é elevada ao Céu na força de Seu Filho Jesus.

 

B. No tempo, caminhando para além do tempo

 

3. A Igreja sempre acreditou naquilo que o Papa Pio XII viria a formular a 1 de Novembro de 1950, na constituição apostólica «Munificentissimus Deus»: a Virgem Maria,«tendo terminado a Sua missão na terra, foi elevada, em corpo e alma, à glória do Céu».

Em apoio desta verdade de fé, o Santo Padre invoca o Livro do Génesis (cf. Gén 3, 15), destacando a vitória de Maria sobre o pecado e sobre a morte. A certeza desta vitória sobre a morte é reforçada por S. Paulo, na sua Primeira Carta aos Coríntios: «Então se cumprirá a palavra que está escrita [por Isaías 25, 8)]: “a morte foi engolida pela vitória”»(1Cor 15, 55).

 

  1. Como membro da Igreja — membro mais eminente porque mais santo —, Maria, na Sua assunção, indica o caminho à própria Igreja: a consumação no tempo futuro, na eternidade com Deus. Maria é a garantia de que a Igreja, que caminha no tempo, não se esgota no tempo. O caminho da Igreja só estará concluído além-tempo, na eternidade.

A Ressurreição de Maria surge, por conseguinte, como a certeza, neste mundo de incertezas, de que cada um de nós caminha para a glória plena, em que Ela já Se encontra. A assunção de Maria ao Céu, em corpo e alma, funciona, por isso, como a garantia de que o homem se salvará na totalidade. Também o nosso corpo ressuscitará. Também o nosso corpo será para Deus.

 

C. A vitória dos que costumam ser vencidos

 

5. O triunfo de Maria é o triunfo da Igreja. Não um triunfo sobre ninguém nem contra ninguém. O triunfo de Maria é o triunfo da Igreja com toda a humanidade. No fundo, o triunfo de Maria é o triunfo da humanidade: de uma humanidade redimida, de uma humanidade reconciliada, de uma humanidade aberta e acolhedora.

O triunfo desta humanidade é o triunfo da humildade. Maria mostra bem que só chega ao alto quem fica ao lado dos que estão em baixo. Só atinge as alturas quem se dispõe a descer às profundezas. Só alcança a luz quem não foge das sombras. É por isso que Maria agradece a Deus por ter olhado para a humildade da Sua serva (cf. Lc 1, 48). Ela reconhece, em linha com o Salmo 138, que Deus olha para quem é humilde (cf. Sal 138, 6).

 

  1. O triunfo de Maria não é, pois, o triunfo dos que costumam vencer. Pelo contrário, é o triunfo daqueles que costumam ser vencidos. Não espanta, portanto, que Maria veja a história ao contrário. Maria sabe que, para Deus, os vencidos são os vencedores e os pequenos é que são reconhecidos como grandes.

O triunfo de Maria é oferecido por Deus, que não sabe — nem quer — ser imparcial. Deus toma partido pelos oprimidos, pelos sofredores, pelos humildes. Deus está ao lado de quem é marginalizado e não de forma passiva. Como Maria canta no «Magnificat», Deus dispersa os soberbos, derruba os poderosos e esvazia de riqueza os ricos. Em contrapartida, o mesmo Deus enche de bens os que têm fome e eleva os humildes (cf. Lc 1, 51-53).

 

D. Adormecimento, não aniquilamento

 

7. Neste sentido, podemos — e devemos — olhar para a Assunção de Maria como um despertador da sonolência em que nos deixamos cair. É curioso notar que esta festa também é conhecida, sobretudo no oriente, como festa da «dormição». Mas trata-se de uma «dormição» que nos provoca um grande abanão. Maria desperta-nos quando «adormece». Aliás, ainda hoje se diz de alguém que morreu após uma vida santa que «adormeceu no Senhor».

Deste modo, uma vez mais verificamos como a fé oferece um sentido para a vida e não deixa de oferecer um sentido para a morte. A tradição cristã apresenta-nos a morte como um adormecimento, não como um aniquilamento ou destruição. Daí que o lugar onde repousam os defuntos tenha o nome de «cemitério», isto é, o «lugar onde se dorme» e não o «lugar onde se morre». Nós, crentes, olhamos para a morte como um «adormecimento» para este mundo transitório e como um «despertador» para o mundo definitivo.

 

  1. A este propósito, será interessante recordar que a«dormição» de Maria é uma das grandes festas das Igrejas Ortodoxas e das Igrejas Católicas Orientais. Trata-se de uma festa que, na maior parte dos casos, também se comemora neste dia 15 de Agosto. Isto significa que Maria também morreu. De resto e como perguntava Severo de Antioquia, se não tivesse morrido, como é que poderia ter ressuscitado? E, afinal, Jesus também morreu. Pelo que, para partilhar a Ressurreição de Cristo, Maria teve que primeiro compartilhar de Sua morte.

O certo é que, em 1997, S. João Paulo II afirmou que Maria experimentou a morte natural antes de ser elevada ao Céu. Como sabemos, o Novo Testamento é omisso nesta matéria, não nos oferecendo qualquer informação sobre as circunstâncias da morte de Maria. Este silêncio leva a supor que tal morte terá ocorrido de forma natural, mas num ambiente totalmente sobrenatural. S. Francisco de Sales defende que a morte de Maria constituiu um transporte de amor. Ele fala de uma morte «de amor, no amor e através do amor». Foi ao ponto de dizer que a Mãe de Deus morreu de amor por Seu Filho Jesus.

 

E. Do Céu, Ela continua a perfumar a terra

 

9. Já agora, é interessante notar que os nossos irmãos ortodoxos preparam a «dormição» de Maria com um jejum de 14 dias. Eles acreditam que o Seu corpo foi ressuscitado ao terceiro dia após a morte — depois de encontrarem o Seu túmulo vazio — e que ela foi corporalmente elevada aos céus numa antecipação da ressurreição universal dos mortos. 

Os católicos também acreditam que Maria primeiro morreu e depois foi elevada ao Céu. Algumas versões dizem que tudo aconteceu em Éfeso, na Casa da Virgem Maria. Outras versões, mais antigas, indicam que Maria morreu em Jerusalém. Consta que um dos apóstolos — pelos vistos, S. Tomé — não estava presente quando Maria morreu. Quando ele chegou, reabriram o túmulo e verificaram que estava vazio. Só restavam as mortalhas. Uma outra tradição afirma que Maria lançava do Céu a Sua cinta para S. Tomé como prova de que tinha ressuscitado .

 

  1. Embora tenha sido definida há relativamente pouco tempo,existem relatos muito antigos sobre a assunção de Maria ao Céu. A Igreja sempre interpretou o capítulo 12 do Apocalipse como fazendo referência à Assunção. A mais antiga narrativa que se conhece é o chamado  «Livro do Repouso de Maria». Também muito antigas são as diferentes tradições das chamadas «Narrativas da Dormição dos “Seis Livros”». A Assunção aparece igualmente no livro do «trânsito de Maria», de finais do século V.

É comum, em muitos lugares, a bênção de perfumes no dia da Festa da Dormição. E não há dúvida de que Maria continua a perfumar a nossa vida com bênçãos sem limite e graças sem fim. Do Céu, Ela continua a perfumar a terra. Deixemo-nos perfumar sobretudo pela vida do Filho de Maria. A alegria desta Mãe é que sigamos, cada vez mais, os passos de Seu Filho, Jesus!

publicado por Theosfera às 00:48

Hoje, 15 de Agosto, é dia da Assunção de Nossa Senhora, de Nossa Senhora da Lapa e de S. Tarcísio.

É Dia Santo de Guarda e Feriado Nacional.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 14 de Agosto de 2015

O povo pergunta: «Mãos que não dais, por que esperais?».

Mas há quem espere receber sem ter mostrado a mínima vontade de dar.

Há quem pretenda receber daqueles que ignoraram e até maltrataram.

Abandonar os idosos vai passar a ser crime. Alguma vez não terá sido crime?

publicado por Theosfera às 10:02

Concluir é difícil. Mas começar também não é nada fácil.

Aliás, Victor Hugo já tinha notado: «Nada há como começar para ver como é árduo concluir».

A experiência, com a sua multissecular autoridade, determina que os passos mais difíceis de dar são o primeiro e o último.

Mas é fundamental que saibamos dá-los. Na altura própria e com a direcção certa!

publicado por Theosfera às 09:52

Hoje, 14 de Agosto, é dia de S. Maximiliano Maria Kolbe, Sta. Anastácia e Sta. Isabel Renzi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 13 de Agosto de 2015

 

 

  1. São muitos os que não pertencem a nenhuma religião e dizem ter fé.

Mas também já não são poucos os que mostram não ter fé e continuam a fazer parte de alguma religião.

 

  1. É frequente encontrar pessoas crentes sem religião. Mas já não é tão raro descobrir pessoas religiosas sem fé.

Estamos mais habituados a falar dos primeiros. Mas será bom que comecemos a prestar atenção aos segundos.

 

  1. A paradoxal figura do «crente ateu» tem vindo a conquistar o seu espaço.

Há estudos sobre clérigos que se mantêm no universo eclesiástico por razões estritamente profissionais. Só parece contar a profissão, embora não seja a profissão de fé.

 

  1. Por exemplo, Klaus Hendrikse defende que «a inexistência de Deus não é um obstáculo».

Segundo ele, Deus «não é um ser, mas uma palavra que designa o que poderá existir entre as pessoas».

 

  1. No mesmo registo, Thorkild Grosboll confessou-se cansado de falar sobre «milagres e vida eterna».

Na sua óptica, «Deus pertence ao passado e pode considerar-se como algo antiquado».

 

  1. Esta «dissidência interna» é muito mais intrigante que o «afastamento externo».

Logo numa época em que se ouvem tantas profissões de fé fora da religião, surpreende que avultem estas atitudes de falta de fé dentro da própria religião.

 

  1. Daí que alguns procurem fora o que não conseguem colher dentro.

Com efeito, nem sempre as religiões constituem o ambiente da escuta e da espera. Às vezes, não se respira muito Deus no interior da Sua própria casa.

 

  1. Pode acontecer que alguns abandonem a religião pelo mesmo motivo que outros permanecem vinculados a ela: porque não encontram Deus nela.

Não é que Deus não esteja presente. Mas será que deixamos que O procurem?

 

  1. Os comportamentos religiosos serão sempre comportamentos crentes?

Que lugar para a oração e que compromisso com a missão? Qual a qualidade da liturgia e até onde vai a caridade?

 

  1. Acontece que enquanto uns se recusam a acolher Deus na vida, outros há que vão ao ponto de oferecer a sua vida por Deus. São estes (heróicos) testemunhos de fé que continuam a interpelar, a convencer e a cativar.

Nem tudo está perdido no mundo quando tantos se dispõem a perder tudo por Deus!

publicado por Theosfera às 11:10

O ofendido deve perdoar. Mas o problema não é tanto a falta de perdão dos ofendidos. O maior problema é os que ofendem nunca perdoarem.

Jean-Jacques Rousseau apercebeu-se: «Conheço muito bem os homens para ignorar que, muitas vezes, o ofendido perdoa, mas o ofensor não perdoa jamais».

O ofensor não sabe fazer mais nada. Só sabe ofender!

publicado por Theosfera às 10:53

«Festa sunt mihi infesta».

Era assim que se lamentava, no seu tempo, o Bem-Aventurado Hermano José.

Numa tradução livre, significa: «Os dias de festa, para mim, não são de festa».

Muitas vezes, assim sucede.

Não faltam factores a obscurecer a festa: a ostentação, os excessos.

É verdade que, para tédio, já basta o quotidiano.

Mas uma alegria sóbria não será a mais bela?

publicado por Theosfera às 10:01

Hoje, 13 de Agosto, é dia de S. Ponciano, Sto. Hipólito, S. Cassiano de Ímola e S. Marcos de Aviano. Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 12 de Agosto de 2015

Hoje, 12 de Agosto, é dia de Sto. Amadeu da Silva, Sta. Hilária, S. João de Riéti e Sta. Joana Francisca de Chantal.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 11 de Agosto de 2015

 

  1. Parece que a surpresa e a perplexidade se apoderaram do universo religioso.

Todos temos uma percepção daquilo que acontece. Mas será que alguém compreende verdadeiramente o que se passa?

 

  1. Há dados completamente desencontrados. E abundam estudos com resultados aparentemente opostos.

As pesquisas, umas vezes, indicam que a religião continua em alta. Outras vezes, porém, apontam para uma queda acentuada. Em que ficamos?

 

  1. Penso que tudo depende da perspectiva que se toma e da abordagem que se faz. Tomando as devidas cautelas, será bom não confundir identificação com envolvimento.

Um é o panorama quando se pergunta pela religião com que cada um se identifica. Outra é a realidade quando se pretende apurar o nível de envolvimento de cada crente com a sua religião.

 

  1. Neste último caso, a atitude dos descrentes e de muitos crentes chega a ser muito semelhante.

A importância da religião na vida concreta das pessoas é bastante reduzida.

 

  1. Há países onde a percentagem de pessoas que dizem não ter religião atinge quase os 90%.

Só que daí não decorre, automaticamente, que tais pessoas se considerem ateias ou agnósticas.

 

  1. Manda a verdade reconhecer que há muita gente que procura Deus longe da religião.

E, mais concretamente, não falta quem se considere cristão fora do Cristianismo.

 

  1. Alega-se que a apetência pelo compromisso é pequena. E que o desencanto pela vivência comunitária é imensa.

A alternativa, para muitos, passa por desenvolver uma adesão meramente individual, intimista.

 

  1. Há, contudo, quem obtenha grandes êxitos fazendo fortes exigências e controlando a vida das pessoas. Há quem multiplique adeptos sufocando a liberdade, asfixiando a interioridade e fomentando até a violência.

Enfim, o que leva a afastar uns acaba por atrair (muitos) outros.

 

  1. É com pesar que vemos surgir sucessivos muros entre as religiões. E bastantes feridas dentro de cada religião.

As diferenças são facilmente entendidas como ofensas. E o outro, em vez de ser para acolher, parece que é para dominar. Ou até para eliminar.

 

  1. Neste cenário, há que prosseguir, incessantemente, o diálogo inter-religioso. E há que fomentar, cada vez mais, a unidade intra-religiosa.

Há muitas pontes que estão em perigo. Não deixemos cair o que levou tanto tempo a levantar!

publicado por Theosfera às 10:43

Não devemos desprezar os erros. E é preciso estar atento às misérias.

Nietzsche recomendava: «É preciso estudar as misérias dos homens, incluindo as ideias que eles têm para as combater».

Muitas vezes, tais ideias ainda conseguem ser mais erradas que os erros, mais miseráveis que as misérias!

publicado por Theosfera às 08:18

Nenhuma religião tem o exclusivo da violência. Todas as religiões têm responsabilidades na construção da paz.

Na história de cada religião, encontramos uma «convivência» entre o melhor e o pior.

O próprio budismo, que tem uma tradição de condutas pacificantes, também não está isento de focos de violência.

O Bem-Aventurado Maurício Tornay, cuja memória ocorre neste dia, pagou com a vida a sua «ousadia» de levar o Evangelho às terras do Tibete.

Maurício Tornay nasceu a 31 de Agosto de 1910 em La Rosière, município de Orsières, diocese do Valês, Suíça.

Em 1936 partiu para a Missão e, a 24 de Abril de 1938, foi ordenado presbítero.

Entretanto, foi nomeado pároco da aldeia de Yerkalo, no Tibete. Expôs-se, assim, à perseguição dos Lamas, monges budistas, que o expulsaram da paróquia.

Desejando obter do Dalai Lama um édito de tolerância, pôs-se a caminho de Lhassa. Mas os Lamas, numa armadilha, mataram-no perto de Choula a 11 de Agosto de 1949.

O seu corpo descansa no cemitério da aldeia de Yerkalo.

No dia 16 de Maio de 1993 foi beatificado pelo Papa João Paulo II.

publicado por Theosfera às 08:14

Santa Clara foi sempre fiel a São Francisco, que por sua vez foi sempre fiel a Jesus Cristo.

Também para Clara, a pobreza era um compromisso irrenunciável.

O Papa Gregório IX quis desligá-la desse compromisso instando com ela para que aceitasse algumas rendas. Sempre era o Papa.

Resposta de Clara: «Não me impeçais de cumprir o meu dever de imitar Jesus Cristo».

Nem o Papa tem poder para impedir que se cumpra tal compromisso...

publicado por Theosfera às 08:00

Hoje, 11 de Agosto, é dia de Sta. Clara de Assis, Sta. Susana e S. Maurício Tornay.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 10 de Agosto de 2015

O que mais nos felicita não é a facilidade.

A facilidade, ao contrário do que se pensa, não rima com felicidade.

Já Séneca percebera que «um atleta não pode chegar à competição muito motivado se não for posto à prova».

Os problemas dificultam, mas também estimulam.

Não fujamos dos problemas. Mas não deixemos que eles nos vençam!

publicado por Theosfera às 09:34

Hoje, dia 10 de Agosto, é dia de S. Lourenço e Sta. Filomena.

Refira-se que S. Lourenço é invocado contra o lumbago e os incêndios. É também o protector das bibliotecas. É ainda o padroeiro dos cozinheiros e dos hospedeiros.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 09 de Agosto de 2015

Tudo sobe para cima.

Tudo caminha para o alto.

Tudo tende para o fim.

 

E, na verdade, o que importa é o fim,

o fim para o qual nos chamas.

 

Tu, Senhor, chamas-nos para a felicidade,

para a alegria, para a justiça, para a paz.

Tu, Senhor, chamas-nos para Ti.

 

A vida é cheia de sinais.

É importante estar atento a eles.

É fundamental deixarmo-nos guiar por eles.

 

Neste mundo, tudo passa.

Nesta vida, tudo corre.

Neste tempo, tudo avança.

Só a Tua Palavra permanece, Senhor.

 

 

Obrigado por nos reunires,

por nos congregares,

por nos juntares.

 

De toda a parte Tu chamas,

Tu convocas,

Tu reúnes.

 

Obrigado, Senhor, pela esperança

E pelo ânimo,

Pelo vigor e pela presença.

 

 

 

O importante não é saber a hora do fim.

O fundamental é estar pronto, preparado, disponível.

 

Para Ti, Senhor, o fim não é destruição nem dissolução.

ConTigo, Senhor, o fim é plenitude, realização, felicidade.

 

Em Ti já sabemos o que nos espera.

Tu, Senhor, és a esperança e a certeza da esperança.

 

Tu já abriste as portas.

Tu já inauguraste os tempos últimos, os tempos novos.

 

ConTigo nada envelhece.

Em Ti tudo se renova.

Renova sempre a nossa vida,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:05

A. Quantas vezes já não dissemos «basta»?

  1. Quem não se sente retratado nos textos deste 19º Domingo do Tempo Comum? Quem não se reconhece no desânimo de Elias? E quem já não foi alvo de murmurações como Jesus? Desânimo e murmurações são, pois, o que nos acontece, são aquilo em que mais nos vemos envolvidos.

Tantas são as vezes, com efeito, em que desanimamos. Tantas são as vezes em que nos apetece desabafar como Elias: «Já chega!»; «Já basta!» (cf. 1Re 19, 4). Tantas são as vezes em que nos apetece deitar e adormecer com vontade de não mais acordar. Não falta até quem, à semelhança de Elias, deseje a morte, rogando a Deus que lhe tire a vida (cf. 1Re 19, 4).

 

  1. A Primeira Leitura apresenta-nos um Elias abatido, deprimido e dramaticamente solitário. Sente-se incompreendido e abandonado no meio da perseguição que se abate sobre ele. O profeta sente que falhou, que a sua missão está condenada ao fracasso e que a sua luta é inglória. Está com medo e com vontade de desistir de tudo.

Nada disto é surpresa para nós. Tudo isto faz parte daquilo a que estamos habituados. Mas tal como acontece connosco, porém, o profeta não quer morrer; o que ele quer é libertar-se do sofrimento. Penoso, porém, é quando se olha para a morte como única saída do sofrimento. O pedido que Elias faz a Deus — que lhe dê a morte — mostra que o profeta não está diminuído na sua humanidade. Mostra que ser profeta é ser humano, é ser, muitas vezes, tragicamente humano.

 

B. Quando o sofrimento está perto, Deus não está longe

 

3. Mas tal pedido acaba por revelar também que o profeta deprimido é alguém de quem Deus está próximo. Se Deus está sempre connosco, diria que Ele faz questão de estar ainda mais perto nas horas más, nas horas de provação. E é quando parece que está mais ausente que Ele está efectivamente mais presente.

Quando o sofrimento está perto, Deus não está longe. Já dizia Guerra Junqueiro que «quem fraterniza com a dor, comunga com Deus». No fundo, a Primeira Leitura não apresenta só o drama do profeta Elias. Apresenta também — e bastante — a presença solícita de Deus junto do profeta no seu momento dramático.

 

  1. Deus sinaliza a Sua solicitude oferecendo a Elias «pão cozido sobre pedras quentes e uma bilha de água»(1Re 19, 6). É a certeza de que o profeta não está abandonado por Deus, mesmo quando é incompreendido e perseguido pelos homens. Isto significa que Deus está ao lado daqueles que chama. Dá-lhes alimento — e alento — para serem fiéis à missão, sobretudo em ambientes de adversidade e incerteza. Deus é a presença certa na hora incerta.

Deus não Se resigna ao desânimo. Deus reanima o desanimado, dando-lhe força para continuar a sua missão. Alentado pela força de Deus, o profeta levanta-se e caminha, durante «quarenta dias e quarenta noites até ao monte de Deus, o Horeb»(1Re 19, 8).

 

C. Com Deus é difícil, sem Deus é insuportável

 

5. Esta referência aos «quarenta dias e quarenta noites» alude certamente à estadia de Moisés junto de Deus na montanha sagrada (cf. Ex 24,18). E também pode aludir ao percurso do Povo durante quarenta anos pelo deserto, até alcançar a Terra Prometida. A subida ao monte é, pois, um regresso às fontes, às origens de Israel como Povo de Deus.

Também hoje, só em Deus conseguiremos levantar-nos para continuar o caminho da vida. Com Deus, a vida continua a ser difícil. O problema é que, sem Deus, a vida torna-se, pura e simplesmente, insuportável. Deus não só nos dá o alimento como é o nosso permanente alento. Só com este alento teremos forças para caminhar.

 

  1. O Evangelho apresenta-nos Jesus como alimento, como alimento incomparável. Jesus não é mero pão para a vida, mas verdadeiro «Pão da vida»(Jo 6, 48). Jesus é o «Pão vivo que desceu do Céu»(Jo 6, 41. 50). Não se trata, pois, de um pão qualquer. Trata-se de um pão que oferece vida eterna.

Há, porém, quem não entenda e recuse e murmure. Há quem se alimente na vida, mas não queira alimentar a vida. O Evangelho anota a murmuração dos judeus a propósito das palavras de Jesus e descreve a controvérsia que se seguiu. Eles não aceitam que Jesus Se apresente como «o Pão que desceu do Céu». Eles conhecem a Sua família, a Sua terra e acham que Jesus não pode vir de Deus (cf. Jo 6, 41). Como se a terra não viesse também do Céu, como se a terra não estivesse destinada ao Céu.

 

D. Famintos sem fome?

 

7. Acontece que Jesus não entra por estes atalhos da discussão. Ele não discute a Sua origem divina. O que mais O preocupa é que os Seus ouvintes não estejam abertos. O que mais O preocupa é que os Seus ouvintes olhem para Ele não como Ele é, mas como eles são. Eles sabem que não são capazes de fazer o que Jesus faz. É pena que não estejam receptivos a que Jesus faça algo neles.

No fundo, eles não se apercebem de que Deus lhes oferece Jesus como o Pão para dar vida ao mundo. O problema é que os judeus estão demasiado instalados nas suas certezas. O problema é que eles cercados pelas suas seguranças. O problema é que eles olham para a religião como um sistema meramente ritualista, estéril e vazio, sem implicações na vida.

 

  1. O nosso mal é que, tal como os judeus de há dois mil anos, nos comportamos como famintos que nem sequer sentem fome nem necessidade de comer. O Pão está à nossa beira, o Pão está à nossa disposição. Não é preciso fazer qualquer despesa para ter acesso ao Pão. Basta ter vontade de ser alimentado. É pena que nos falte essa vontade. É pena que, muitas vezes, nos falte a vontade de acolher Jesus, «o Pão que desceu do Céu»(cf. Jo 6, 43-46).

O nosso mal é, tal como os judeus de há dois mil anos, não escutar Jesus. O nosso mal é estarmos muito «ego-centrados» e muito «ego-sentados». O nosso mal é estarmos instalados num esquema de orgulho e de auto-suficiência julgando que não precisamos de Deus.

 

E. O Pão que dá vida até para lá da morte

 

9. É tudo isto que entristece o Espírito Santo. É isto que nos leva a não reparar na marca que Ele imprimiu em nós (cf. Ef 4, 30). Acontece que, como recorda S. Paulo na Segunda Leitura, nós estamos marcados por Deus (cf. Ef 4, 30). É importante que essa marca se note. É fundamental que a marca do Seu Pão vivo se torne visível na nossa vida. Quem se dispõe a aceitar como Jesus como Pão vivo nunca lhe verá falta força na vida. Não esqueçamos que Jesus é, de facto, o Pão que sacia a nossa fome de vida. Nunca é demais recordar que a expressão «Eu sou» —presente em «Eu sou o Pão da vida»(Jo 6, 48) — é, na Bíblia, uma fórmula de revelação. Ela corresponde ao nome de Deus tal como aparece no Êxodo: «Eu sou aquele que sou»(Ex 3,14).

Por conseguinte, ao dizer que é o Pão da vida, Jesus manifesta a Sua origem divina e a validade da proposta de vida que Ele nos traz. Deste modo, estar com Jesus é estar com Deus. Aderir a Jesus é aderir a Deus: quem acredita em Jesus possui, por isso, a vida eterna, isto é, a vida definitiva (cf. Jo 6, 47). Jesus é um pão diferente do pão antigo. Quem comeu o pão antigo, o maná, morreu (cf. Jo 6, 49). Quem come o novo Pão, que é Jesus, não morrerá. Até depois da morte, viverá. Decisivo, por isso, é acreditar em Jesus, é confiar em Jesus, é receber Jesus, é entregar toda a vida a Jesus.

 

  1. Sucede que a vida eterna não é só uma vida sem fim; é sobretudo uma vida cheia. Vida eterna é, pois, sinónimo de vida plena. E vida plena não é acrescentar anos à vida, mas acrescentar vida em cada ano. Olhando para o exemplo de Jesus, vida plena é uma vida doada, uma vida oferecida.

Jesus anuncia que vai dar a Sua «carne» (cf. Jo 6, 51). Não está, obviamente, a referir-se à Sua carne física. A «carne» de Jesus é a Sua pessoa, é a Sua vida. Jesus está sempre a dar-Se, está sempre a dar-Se-nos. Jesus dá-Se-nos todos os dias, em gestos concretos de amor, de bondade, de solicitude, de misericórdia. Na Sua dádiva, Jesus mostra como Deus é bom (cf. Sal 34, 8). Aliás, estamos sempre a provar e a ver como Deus é bom. Sejamos, nós também em cada dia, o eco da infinita bondade de Deus!

publicado por Theosfera às 08:39

O país está a arder.

Não devia, porém, arder só com chamas de fogo destruidor.

O país devia estar a arder de entusiasmo, de esperança.

Comamos o pão da consolação que, neste Domingo, Jesus nos serve!

publicado por Theosfera às 07:58

Fátima.jpg

Nossa Senhora de Fátima «visita» Nossa Senhora dos Remédios.

Muitos são os nomes para o mesmo (e imenso) amor. Maria é um precioso «activo» pastoral.

Em toda a parte, Ela arrasta gente, congrega vontades e une corações.

Afinal, é tão simples mobilizar, atrair, cativar.

Maria constitui um luminoso «upgrade» para a evangelização.

Os humildes são os verdadeiramente grandes.

Obrigado,Senhora, por vires até nós.

Obrigado, Mãe, por estares sempre connosco!

publicado por Theosfera às 07:14

Hoje, 09 de Agosto (19º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sta. Teresa Benedita da Cruz (nome religioso da filósofa Edith Stein), S. Carlos Maria Leisner, S. Samuel de Edessa e S. João de Fermo ou da Alvérnia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 08 de Agosto de 2015

Ler não consiste apenas em perceber palavras, frases e textos.

Ler consiste sobretudo em compreender a vida.

É por isso que aprender a ler leva muito tempo.

Goethe confessava: «Muitos não sabem quanto tempo e fadiga custa a aprender a ler. Trabalhei nisso 80 anos e não posso dizer que o tenha conseguido».

Espanta-me quem diz que consegue tudo com facilidade!

publicado por Theosfera às 07:57

Hoje, 08 de Agosto, é dia de S. Domingos (Fundador da Ordem dos Pregadores), 14 Santos Auxiliadores e Sta. Maria Margarida do Sagrado Coração, Fundadora das Irmãs Mínimas do Sagrado Coração.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 07 de Agosto de 2015

O que é ser civilizado? É viver segundo os impulsos da natureza?

Não. É viver com naturalidade o que vem de além da natureza.

Ana Hatherly, recentemente falecida, dizia que «a civilização consiste em aprender a fazer naturalmente tudo o que não é natural».

Essa é a sabedoria. O que não é natural é que pode mudar (para melhor) a natureza!

publicado por Theosfera às 11:08

Hoje, 07 de Agosto, é dia de S. Sisto II, S. Caetano, Sto. Alberto de Trápani, Sto. Agatângelo de Vêndome e S. Cassiano de Nantes.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:28

Quinta-feira, 06 de Agosto de 2015

A política existe para mudar o mundo. O problema é quando a política prefere mudar a verdade.

Daí o (pertinente) pedido de Jean Paulhan: «Tudo o que peço aos políticos é que se contentem em mudar o mundo sem começar por mudar a verdade».

Tarefa inglória, aliás. A verdade é sempre o que é. Não adianta negá-la ou distorcê-la.

Importante é mudar o mundo. Mas para melhor. Se for para pior, deixem-no estar como está!

publicado por Theosfera às 09:55

Hoje, 06 de Agosto, é dia da Transfiguração do Senhor (festa celebrada, em alguns locais, como do Santíssimo Salvador), S. Justo e S. Pastor.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 05 de Agosto de 2015

Os jornais (e os anais) só se fazem eco de quem faz ruído.

É por isso que a história escrita raramente corresponde à história vivida.

A verdadeira história é feita pelos que se erguem à primeira ordem do sol, ou até antes, e mourejam campos e vidas.

Por hábito, a história só fala dos que falam. Era bom que a história olhasse para os «sem-história».

O que a história não deve aos «sem-história»!

publicado por Theosfera às 13:25

Sou rigorosamente apartidário, mas não sou (nem posso ser) apolítico.

Todos os partidos me merecem igual respeito e a mesma distância.

Não sou da direita nem da esquerda nem do centro. Procuro ser do fundo, da profundeza e da profundidade.

O que me preocupa é o país, é Portugal, são as pessoas.

publicado por Theosfera às 11:11

Creio numa Igreja perto de Deus.

Creio numa Igreja próxima do Homem.

Creio numa Igreja orante.

Creio numa Igreja humilde.

Creio numa Igreja embebida no Evangelho, amassada na esperança, aberta ao Espírito, comprometida na justiça, militante da Paz.

Essa é a Igreja de Cristo.

Essa é a Igreja de todos.

Que Ela se torne cada vez mais visível na nossa vida.

publicado por Theosfera às 11:03

Todos os excessos são perigosos, incluindo o excesso de confiança.

Orson Welles dizia que «é preciso ter dúvidas. Só os estúpidos têm uma confiança absoluta em si mesmos».

Deixemos alguma confiança para depositar nos outros.

Afinal, os outros também nos pertencem.

Afinal, nós também pertencemos aos outros!

publicado por Theosfera às 10:48

Hoje, 05 de Agosto, é dia de Sta. Maria Maior (ou Nossa Senhora das Neves), Sto. Abel de Reims e Sto. Emídio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 04 de Agosto de 2015
  1. Ser crente não é ser ensimesmado. É ser alienado, saudavelmente alienado.

O crente decide não pertencer a si. Decide pertencer a alguém para lá de si.

 

  1. Uma vida de fé não gira em função do eu. Ou, melhor, não gira em função do «eu» de cada um.

Uma vida de fé opta por girar em função do «eu» de Deus. Ou, para ser trinitariamente mais preciso, em função do «nós» divino.

 

  1. Quando o crente confessa Deus como Senhor, está a reconhecer que Ele é o «dono» da sua vida.

O crente sente que recebeu tudo d’Ele. Por isso, dispõe-se a oferecer-se todo a Ele.

 

  1. Não pode, contudo, ficar pela disponibilidade.

A fé não é só intenção. Ela tem de estar presente em cada momento, em cada acção.

 

  1. Uma fé à medida de cada um será verdadeiramente fé?

Uma fé que não se esforce por incorporar a vida de Deus terá condições de sobreviver?

 

  1. Às vezes, parece que avulta mais a «fé de» do que a «fé em».

Uma profissão de fé nem sempre é correspondida por uma efectiva — e perceptível — vivência da fé.

 

  1. Há quem se limite a uma fé sem compromisso nem visibilidade.

Acontece que, como alega S. Tiago, «a fé sem obras é morta»(Tgo 2, 20).

 

  1. Há tempos, causou estrondo um estudo realizado num país do centro da Europa entre agentes pastorais.

Quarenta e dois por cento assumiram que não rezam nem uma única vez por dia. E cinquenta e quatro por centro afirmaram que se confessam uma ou nenhuma vez por ano.

 

  1. Percebe-se o espanto e compreende-se a perplexidade. Que frutos se poderá colher de uma árvore que descuida as raízes?

Não está em causa a dedicação, mas a transparência. O problema não é o que se faz, mas o que transparece. Conseguirá mostrar Deus quem não cultiva uma intensa relação com Deus?

 

  1. O amor costuma destacar-se pela presença. E o amor apaixonado distingue-se pela intimidade.

O amor não sobrevive a mínimos. O amor a Deus avalia sempre como pouco o tempo de oração. E a paixão por Deus nunca se enfastia na missão. Quer sempre chegar mais alto, mais longe e mais fundo. Em cada passo, quer ser abraço. E levar o abraço de Deus a todos!

 

publicado por Theosfera às 10:41

Hoje, 04 de Agosto, é dia de S. João Maria Vianey (St. Cura d'Ars), Sto. Aristarco, Sto. Eleutério de Társia, S. Gonçalo e S. Rúben Estilita.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 03 de Agosto de 2015

Houve um tempo em que tudo se aceitava e quase nada se discutia.

Parece que estamos num tempo em que tudo se discute e quase nada se aceita.

O resultado, em qualquer caso, não é bom!

publicado por Theosfera às 09:50

Haverá coisa pior que o ódio? É difícil, mas há: a indiferença.

Para George Bernard Shaw, «o maior pecado para com os nossos semelhantes não é odiá-los, mas tratá-los com indiferença».

A indiferença, acrescentava, «é a essência da desumanidade».

O ódio combate a existência. A indiferença nem sequer reconhece a existência.

E neste oitavo pecado mortal muitos se deixam atolar. Indiferença nunca!

publicado por Theosfera às 09:24

Hoje, 03 de Agosto, é dia de Sta. Lídia (padroeira dos tintureiros), S. Nicodemos, S. Gamaliel e S. Pedro de Anâgni.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 02 de Agosto de 2015

Eu Te bendigo, Senhor
com a fragilidade do meu ser
e a debilidade das minhas palavras,
por tantas maravilhas e por tanto amor que semeias no coração de cada homem.



Eu Te bendigo, Senhor
pela simplicidade da Tua presença
e pelo despojamento do Teu estar.



Obrigado é pouco para agradecer,
mas é tudo o que temos para Te bendizer.



Obrigado, pois,
por seres Pão e Paz,
na Missa que celebramos
e na Missão a que nos entregamos.



Obrigado por seres Pão e Paz
num mundo dilacerado pela fome e martirizado pela guerra.



Fome de Ti sempre!
Fome de Pão nunca!



Que o pão nunca falte nas mesas
e que a paz nunca se extinga nos corações.



Que jamais esqueçamos, por isso,
que a Eucaristia nunca termina.



Que possamos compreender que o "ide em paz"
não é despedida, mas envio.



Queremos trazer-Te connosco,
queremos ser sacrários vivos onde todos Te possam encontrar e reconhecer.



Obrigado, Senhor,
por seres Pão e Paz.



Obrigado por nunca faltares à Tua promessa.
Prometeste ficar connosco e connosco estás.

Sacia a nossa sede de verdade e de justiça.

Pedimos-Te pelos mais pequenos, pelos mais pobres e pelos mais desfavorecidos,
pelos mais sacrificados e por aqueles a quem exigem sempre mais sacrifícios.


Ensina-nos, Senhor,
a sermos mais humanos e fraternos.



Que com Maria, Tua e nossa Mãe,
aprendamos a ser Eucaristia para o mundo.



Obrigado, Senhor, por vires sempre connosco.
Leva-nos sempre conTigo,
Conduz-nos sempre para Ti,
para Ti que és a Paz,
JESUS!

publicado por Theosfera às 11:23

Se não quer ter problemas, não diga nada, não faça nada.

Se não quiser ser incomodado, não ande para a frente, não ande para trás.

Mia Couto, com muita subtileza, reparou: «A melhor maneira de fugir é ficar parado; é deixar de ter dimensão, é converter-se em areia no deserto».

Mas esse será o maior problema, quiçá o único problema.

Fugir dos problemas não será o magno problema de muitas vidas?

publicado por Theosfera às 07:58

A. A Palavra está unida ao Pão

  1. De novo, o Pão. Depois do milagre, a explicação. Afinal, ontem como hoje, o Pão está unido à Palavra. É que «nem só de pão vive o homem; mas de toda a palavra que sai da boca de Deus»(Mt 4, 4). A Palavra também alimenta e o Pão também ensina. É por isso que, já em Jesus, notamos que a Liturgia da Palavra é inseparável da Liturgia Eucarística.

Este 18º Domingo do Tempo Comum repete, no essencial, a mensagem do passado Domingo. Assegura-nos que Deus está empenhado em oferecer ao Seu povo o alimento que dá a vida eterna.

 

  1. Assim, a Primeira Leitura faz-se eco da preocupação de Deus em proporcionar ao Seu povo o alimento para a vida. No entanto, a intervenção de Deus não se limita a satisfazer a fome biológica. Pretende também — e acima de tudo — ajudar o Povo a crescer, a amadurecer, a superar mentalidades estreitas e egoístas, a sair do seu egocentrismo colectivo e a tomar consciência de outros valores.

No Evangelho, Jesus vai mais longe. Não só oferece alimentos como Ele mesmo Se apresenta como o alimento. Jesus é, verdadeiramente, pão: o Pão da vida, o Pão para a (nossa) vida. Aos que O seguem, Jesus pede que O aceitem como Pão, isto é, que escutem a Sua mensagem e adiram à Sua proposta. Como corolário, a Segunda Leitura certifica-nos de que a adesão a Jesus implica deixar de ser homem velho para passar a ser homem novo. Aquele que acolhe Jesus como Pão passa a ser outra pessoa, passa a ter nova vida. O encontro com Cristo deve significar, para todos, uma mudança total. Nada pode ser como dantes.

 

B. O «outro lado» da realidade

 

3. O episódio que, hoje, o Evangelho nos transmite transporta-nos para o dia seguinte. Trata-se do dia seguinte à multiplicação dos pães e dos peixes. A multidão vai «à procura de Jesus»(Jo 6, 24). Eis o essencial de tudo: procurar Jesus, nunca desistir de procurar Jesus, nunca nos cansarmos de procurar Jesus. No nosso tempo, continua a haver muita gente que está à procura de Jesus.

É preciso pensar, por isso, no dia de hoje e no dia seguinte. O dia seguinte é um dia que não pode ser desperdiçado. Jesus espera-nos no dia seguinte. Jesus espera-nos no «outro lado». De facto, Jesus está à nossa espera «no outro lado do mar»(Jo 6, 25) e sobretudo «no outro lado» das nossas expectativas, no «outro lado» dos nossos interesses. Jesus é o «outro lado» da nossa vida: o melhor lado da nossa vida, o lado da verdade, o lado do bem, o lado da justiça, o lado do amor.

 

  1. Na manhã daquele «dia seguinte», a multidão que tinha sido alimentada pelos pães e pelos peixes conseguiu passar para o «outro lado do mar». Mas ainda não tinha conseguido passar totalmente para o «lado» de Jesus. Aquela gente ainda não tinha percebido quem era Jesus e até estava convencida do que Jesus não era. Aquela gente, afinal, procurava Jesus não por causa de Jesus, mas por causa de si.

Jesus faz notar que a multidão estava equivocada. Aquela gente estava com a pessoa certa, mas por razões erradas. A actividade de Jesus não é de natureza biológica, mas teológica. Mais do que encher o estômago, o que Jesus pretende é (pré)encher a vida. Levar os pães às pessoas é connosco, oferecer o Pão às pessoas é com Jesus.

 

C. Não um Jesus à nossa maneira, mas nós à maneira de Jesus

 

5. De que Pão se trata? Qual é o Pão que Jesus nos oferece? É o Pão do amor, da partilha e do serviço. É este Pão que faz nascer — e multiplicar — os outros pães. Acontece que a tentação do imediatismo não é de agora. Já naquele tempo, o entendimento fixava-se mais no significante que no significado. No nosso tempo, continuamos a não dar atenção ao significado de tantos significantes.

Também hoje nos ficamos pelas aparências e só nos lembramos de Jesus quando precisamos, ou seja, quando nos vemos aflitos. Falta perceber que Jesus não é apenas o último recurso. Jesus é, com toda a propriedade, o único percurso. Não basta, por isso, procurar Jesus, embora esse seja o primeiro — e decisivo — passo. Mas é fundamental fazer caminho com Jesus, aderindo à Sua proposta de vida.

 

  1. Não podemos procurar Jesus para resolver os nossos problemas. Devemos procurar Jesus para irmos mais além dos nossos problemas. Devemos procurar Jesus para seguir Jesus, para fazer nossa a vida de Jesus. Daí que Jesus nos deixe um aviso e que se pode entender do seguinte modo: é preciso conseguir não só o alimento para matar a fome dos pães para a vida, mas sobretudo o alimento que permita saciar a fome do Pão da Vida.

É necessário perceber que, mesmo perto de Jesus, podemos não entender o essencial sobre Jesus. Pode acontecer que, mesmo perto de Jesus, queiramos um Jesus à nossa maneira em vez de sermos nós a ser à maneira de Jesus. A multidão, ao preocupar-se apenas com a procura do alimento material, está a esquecer o fundamental: o alimento que dá a vida eterna. Tal alimento é o próprio Jesus (cf. Jo 6, 27).

 

D. Importante é «comer» Jesus

 

7. O que é preciso fazer, então, para receber esse alimento, para comer desse pão? Esta é a pergunta daquela multidão (cf. Jo 6, 28). A resposta é inequívoca: é preciso aderir a Jesus e ao Seu projecto (cf. Jo 6, 28). É que, no fundo, aquela multidão tinha beneficiado da acção de Jesus, mas mostrava que ainda não estava disposta a seguir Jesus. Não basta comer o Pão; é determinante deixarmo-nos transformar pelo Pão que comemos.

Todavia, os interlocutores de Jesus ainda não estão convencidos de que esse pão garanta a vida eterna. E dão até o exemplo dos seus antepassados, que comeram um pão vindo do céu — o maná — e, mesmo assim, morreram (cf. Jo 6, 31). Custa-lhes a aceitar que a vida eterna resulte do amor, do serviço, da partilha. O que é que garante que esse seja um caminho verdadeiro para a vida eterna (cf. Jo 6, 30)? Jesus afirma que o maná foi um dom de Deus para saciar a fome material do Seu povo. Só que o maná não é o pão que sacia a fome de vida eterna. O pão que sacia a fome de vida eterna é o próprio Jesus (cf. Jo 6, 32-33).

 

  1. Daqui resulta que o importante não são gestos espectaculares, que deslumbram e impressionam, mas não mudam nada. O importante é acolher a proposta que Jesus faz e vivê-la nos gestos simples de todos os dias. É em cada dia que somos alimentados pelo Pão da vida. O Pão da vida é Jesus.

De facto, «Eu sou o Pão da vida»(Jo 6, 35) é uma fórmula de revelação, ou seja, uma afirmação de identidade. Jesus é não só o portador do pão, mas o próprio pão. Só em Jesus saciamos a nossa fome. Ele é a resposta total para a pergunta total. Quem se alimenta de Jesus nunca mais terá fome nem sede (cf. Jo 6, 35). Alimentarmo-nos de Jesus implica escutar a Sua Palavra, acolher a Sua proposta, enfim, incorporar toda a Sua vida.

 

E. Ninguém envelhece quando está com Jesus

 

9. Tudo se transforma, por conseguinte, a partir de Jesus. Entende-se, pois, que S. Paulo nos convide a deixar a vida antiga e os esquemas do passado, para abraçarmos definitivamente a vida nova que Jesus veio propor. Para sinalizar esta mudança, Paulo recorre à linguagem do «homem velho» e do «homem novo». O «homem velho» é o homem que ainda não aderiu a Jesus Cristo. Trata-se de uma vida marcada pela mediocridade, pela futilidade (cf. Ef 4, 17), pela corrupção e pela submissão aos «desejos enganadores»(Ef 4, 22). Já o «homem novo» é o homem que encontra Jesus Cristo e que aderiu à Sua proposta. É alguém que vive na verdade, na justiça e na santidade verdadeiras (cf. Ef 4, 21.24).

O Baptismo é o sacramento da transformação do «homem velho» em «homem novo». O próprio rito do Baptismo sugere esta transformação: o imergir na água significa o morrer para a vida antiga de pecado; o emergir da água assinala o nascimento de um outro homem, purificado do egoísmo, do orgulho, do pecado.

 

  1. Sabemos, porém, que, apesar de renovados pelo Baptismo, continuamos a ceder ao «homem velho». Daí a necessidade de «uma segunda tábua de salvação depois do Baptismo». O Sacramento da Confissão é, como diziam os antigos, uma espécie de «Baptismo laborioso». Quem se confessa mostra que não desiste da renovação da sua vida.

O «homem novo» tem de ser alimentado todos os dias. A conversão não é só para uma vez. É para sempre!

publicado por Theosfera às 03:40

Hoje, 02 de Agosto (18º Domingo do Tempo Comum), é dia de Nossa Senhora da Porciúncula, Sto. Eusébio de Vercelas. S. Pedro Juliano Eymard, S. João de Rieti, Sta. Joana de Aza, S. Pedro Fabro e Sto. Augusto Czartoryski.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 01 de Agosto de 2015

Os culpados abundam de um lado e doutro. Mas quem mais sofre são os inocentes.

Ali Dawsbshe era palestiniano e tinha 18 meses. Qual a sua culpa nos conflitos que têm ensanguentado aqueles territórios?

Mas, desta vez, foi ele que pagou pelos actos cometidos pelos culpados.

Incendiaram a casa onde vivia e o bebé morreu queimado.

Não importa se era israelita ou palestiniano. O que devia importar é que se tratava de um ser humano, ainda por cima inocente.

Mas a nossa (des)humanidade teima em espatifar o que nos resta da inocência.

Até quando?

publicado por Theosfera às 08:48

Não sou, nunca fui, apreciador da caça. E não gosto de nenhum tipo de violência.

O que me espanta é que países que não se destacam propriamente pelo respeito dos direitos humanos se mostrem tão preocupados pelo abate de um leão.

Era melhor que este incidente não tivesse acontecido, como é óbvio.

Mas será que os direitos leoninos sobrelevam os direitos humanos?

Meditemos!

publicado por Theosfera às 08:32

A confiança é o bem mais precioso e o investimento mais perigoso.

Como ter confiança em quem não se sabe se merece confiança?

Como confiar em quem já demonstrou não merecer confiança?

Mas sem dar confiança não se pode conquistar confiança. Lao-Tsé avisou há muitos séculos: «Aquele que não tem confiança nos outros não lhes pode ganhar a confiança».

Apesar de perigoso, o investimento na confiança é sempre precioso!

publicado por Theosfera às 08:14

Hoje, 01 de Agosto, é dia de Sto. Afonso Maria de Ligório e S. Félix de Gerona.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:05

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