O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 25 de Agosto de 2015

Stendhal reconhecia que «quem se desculpa, acusa-se».

É verdade. E ainda bem.

Antes acusar-se que acusar.

Se cada um acusasse as suas culpas, não haveria necessidade de imputar culpas alheias!

publicado por Theosfera às 11:13

 

  1. A imperfeição é, obviamente, um problema.

Mas é ela também que nos abre as portas a um mar infindo de possibilidades.

 

  1. É por causa da nossa imperfeição que procuramos ir mais além de nós mesmos.

Estamos sempre em saída e encontramo-nos em contínua viagem. Só em nós não somos nós. Como reconhecia Pascal, «viver é ultrapassar-se».

 

  1. Se o mundo fosse perfeito, seria divino. Em tal caso, não haveria procura de Deus.

Se nada falta, para quê procurar? Para quê procurar fora se tudo já existe dentro?

 

  1. É a imperfeição do homem que excita a procura de Deus. É a perfeição de Deus que excita a procura do homem.

O homem vai ao encontro de Deus do fundo da sua indigência. Deus vem ao encontro do homem desde a plenitude do Seu amor.

 

  1. Em Cristo, Deus oferece a perfeição ao homem como um projecto (cf. Mt 5, 48).

No mesmo Cristo, o homem olha para a perfeição de Deus como um dom.

 

  1. Deste modo, quanto mais indigentes nos achamos, tanto mais receptivos nos tornamos à presença de Deus.

Jesus Cristo é, verdadeiramente, Emanuel, o Deus-connosco e com as nossas feridas.

 

  1. Muito comovente é ouvir Tomé proclamar a divindade de Jesus quando toca as Suas feridas (cf. Jo 20, 27-28).

O apóstolo chega à fé pela «porta das feridas». Alguém conseguirá aderir à fé sem ser pela «porta dos feridos»?

 

  1. Como bem notou Tomás Halik, só atinge a certeza da fé quem, «ao tocar nas feridas do mundo, toca em Deus».

Consta que Pascal, estando impedido de comungar, começou a cuidar de um pobre. Era uma forma de continuar a receber o Corpo de Cristo.

 

  1. Também se conta que, um dia, Satanás terá aparecido a S. Martinho disfarçado de Cristo.

O santo, porém, não se deixou enganar. «Onde estão as tuas chagas?», perguntou.

 

  1. Tirar as chagas de Cristo é o mesmo que desfigurar Cristo. E retirar Cristo das chagas é o mesmo que agravar — ainda mais — as (nossas) chagas.

Uma religiosidade telegénica, que não aterra nas chagas da vida, é por muitos exaltada. Mas será muito exaltante? Tomás Halik não acredita em «religiões sem chagas». Não foi pelas chagas que fomos curados (cf. Is 53, 5)?

 

publicado por Theosfera às 10:46

Muitas vezes, o que nos traz preocupados não são os problemas, mas a ansiedade por causa dos problemas.

Ou seja, os problemas começam a preocupar-nos não quando surgem, mas quando tememos que surjam.

Já na antiguidade, Epicteto reconhecia: «O homem não fica preocupado pelos verdadeiros problemas, mas pelas ansiedades imaginadas acerca dos verdadeiros problemas».

Mantenhamos a calma. Deixemos que os problemas venham. Aliás, podem nem vir.

Muitos problemas até podem ser evitados. Se vierem, olhemos bem de frente para eles.

Os problemas evitam-se, enfrentam-se e superam-se.

Eles existem não para nos vencerem, mas para serem vencidos por nós com a ajuda de Deus! 

publicado por Theosfera às 09:42

Hoje, 25 de Agosto, é dia de S. Luís, Rei de França, S. José de Calazans e S. Miguel de Carvalho.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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