O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 15 de Julho de 2015

Diz a narrativa dominante que os mercados têm regras e que as regras são para respeitar.

Certo, mas não só. As regras também são para mudar.

O importante é que o critério não seja só o proveito próprio.

Ou seja, as regras não devem ser respeitadas só quando interessa e não devem ser mudadas só quando convém.

Há momentos em que certas regras devem ser mudadas. Para que possam ser respeitadas!

publicado por Theosfera às 10:18

Quem não se lembra da história do homem que caiu no buraco? Todos os que se prestavam a socorrê-lo acabaram também por cair.

De há uns tempos para cá, a austeridade é um enorme buraco em que quase todos caíram. E até aqueles que garantiram que nunca iriam cair acabaram por tombar.

Hollande prometeu crescimento: cedeu à austeridade. Renzi acenou com prosperidade: sucumbiu à austeridade.

Tsipras foi resistindo e até chegou a anunciar o fim da «troika»: também ele já tropeçou na austeridade. Muito a contragosto, é certo, mas já lá está.

É hora de repensar tudo. Este caminho não pode continuar a ser trilhado.

Há muros que estão a ser erguidos e há até um país que já está a construir um. E já nem sequer falta quem ponha a hipótese de sair.

Atenção ao que pode vir do Reino Unido. Que quer continuar unido. Mas não ao resto da Europa!

publicado por Theosfera às 10:08

Ele queria a vinha. O dono da vinha não queria vender a vinha.

Então a mulher do que queria a vinha não hesitou. Contratou dois homens sem escrúpulos para caluniar o dono da vinha.

Foi assim que o mataram e se apoderaram da vinha.

Tudo isto está na Bíblia (cf. 1Re 21, 10-13).

A falta de escrúpulos dá sempre mau resultado.

Ter escrúpulo leva, por vezes, a sofrer injustificadamente.

Não ter escrúpulo faz sempre alguém sofrer injustamente!

publicado por Theosfera às 07:06

Hoje, 15 de Julho, é dia de S. Boaventura e Sta. Ana Maria.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 14 de Julho de 2015

 

  1. Para muitos, o divino é o humano sem limites.

No prolixo imaginário de séculos e povos, o divino não é tanto o diferente do humano. É sobretudo o máximo projectado pelo humano.

 

  1. Não espanta, por isso, que Deus tenda a ser apresentado como uma espécie de «super-homem».

O que o homem faz bem, Deus faz melhor. O que o homem não tem, Deus possui. O que o homem não consegue, Deus alcança.

 

  1. Compreende-se, assim, que Robert Marett tenha sugerido que, mais do que «homo sapiens», o ser humano possa ser designado «homo religiosus».

Estudos como os de Mircea Eliade documentam que o sagrado é um elemento da estrutura da consciência humana e não um mero estádio da história da consciência.

 

  1. Segundo Hans Urs von Balthasar, «tão longe quanto remonta no passado a memória da humanidade, o homem aparece como um ser religioso, sempre consciente de estar submetido a um poder divino, que deve reconhecer e honrar e do qual deve esperar a salvação».

David Barrett estima que, ainda hoje, haja mais de dez mil religiões no mundo.

 

  1. É sabido que a matriz de todas as civilizações foi religiosa.

    O próprio Fernando Pessoa reparou que «o fenómeno religioso define e exprime a civilização».

 

  1. No território onde viria a formar-se Portugal, abundavam os deuses e os cultos.

Seriam necessárias muitas páginas para esboçar uma pequena síntese.

 

  1. Atégina era a deusa do nascimento e da fertilidade.

O famoso Endovélico era o deus da saúde e da segurança.

 

  1. Bandua era o deus da guerra. Nábia era a deusa da água e dos rios.

E a toponímia transmontana conserva a menção de Larouco, o célebre deus do trovão, da medicina e da fertilidade.

 

  1. A novidade introduzida por Jesus está não na sobreposição, mas na cooperação entre o divino e o humano.

Deus age para o homem e interage com o homem, mas não age em vez do homem. Os dons divinos não apagam a responsabilidade humana.

 

 

  1. Jesus ensinou-nos a esperar tudo como dádiva e a realizar tudo como tarefa.

Deus tudo pode. Mas não quer dispensar o homem. É pelo homem que Ele quer alimentar tanta fome — e tanta sede — que continua a existir no mundo (cf. Lc 9, 13)!

publicado por Theosfera às 10:25

Uma moeda comum só faz sentido com uma política conjunta e com um povo único.

A Europa tem de perceber que é um corpo. Não pode continuar a degolar os seus membros!

publicado por Theosfera às 10:08

Que diríamos se a Lei fixasse um salário mínimo em Lisboa maior que o salário mínimo do Porto?

Que diríamos se a Lei fixasse um salário mínimo no Alentejo diferente do salário mínimo do Minho?

Impensável, não é? A Lei prevê o mesmo salário mínimo é o mesmo para todo o povo português.

Acontece que o salário mínimo em Portugal é muito inferior ao salário mínimo da Alemanha, do Luxemburgo ou da França.

Isto significa que estamos na Europa, mas ainda não existe um povo europeu!

publicado por Theosfera às 09:54

Hoje, 14 de Julho, é dia de S. Camilo de Léllis (protector dos doentes e padroeiro dos que deles cuidam), de S. Francisco Solano e de S. Bernardo de Sabóia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 01:19

Segunda-feira, 13 de Julho de 2015

Há quem faça questão de recordar que a Grécia é o país que tem sido mais ajudado.

Caso para dizer: estranha ajuda, esta.

É que tanta «ajuda» cria um estado de penúria tal que rapidamente se torna necessária mais ajuda.

O caminho parece ser: quanto mais «ajuda», maior é a necessidade de ajuda.

«Ad aeternum»?

publicado por Theosfera às 13:36

Eurípedes dizia que «um entendimento vale mais que muitas mãos».

Não porque as mãos valham pouco, mas porque sem entendimento o esforço de muitas mãos cairá por terra!

publicado por Theosfera às 09:22

É hora de acordar.

É hora de acordar no sentido de chegar a um acordo.

E é hora de acordar no sentido de despertar.

É que se a Europa não desperta para a necessidade de um acordo, não será só um país a cair. Toda a Europa começará a tombar!

publicado por Theosfera às 00:18

Hoje, 13 de Julho, é dia de Sto. Henrique, Sta. Cunegundes e Sta. Angelina de Marsciano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 12 de Julho de 2015

Estamos na Europa, mas ainda não pensamos (nem nos sentimos) como europeus.

Quando tudo parece correr bem, ainda fazemos um esforço por nos assumirmos como europeus.

Mas quando os problemas surgem na Europa, dá a impressão de que deixamos de ser europeus.

Os problemas são coisa da Grécia, de Portugal ou da Irlanda. Nas horas difíceis, são poucos os que defendem a Europa. O que vê é defender a Alemanha ou a Finlândia.

Pensávamos nós que os problemas da Grécia eram problemas europeus. E achávamos nós que os interesses da Alemanha (ou da Finlândia) eram os interesses europeus.

Se a Europa não funcionar nas horas difíceis, terá sentido falar de construção europeia?

Uma construção que vacila nas dificuldades não tem grande futuro!

publicado por Theosfera às 20:24

A. Ele anda e manda

  1. Jesus veio ao mundo para trazer notícias de Deus. Mais. Jesus é a grande notícia de Deus. É por isso que a missão é a maior prioridade de Jesus. Ele não só anda em missão como manda em missão. Ele é o enviado que envia.

A missão desponta, pois, como o principal mandato de Jesus. Ele manda em missão não apenas depois d’Ele, mas também à frente d’Ele e com Ele. Ao mandar, Jesus explica a missão e previne para a rejeição. Ele próprio tinha acabado de passar pela rejeição na Sua terra. Agora, alerta os Doze para a possibilidade de rejeição na sua missão pela terra. Afinal, o discípulo não é superior ao mestre; bom será o discípulo que procurar ser como o seu mestre (cf. Lc 6, 40).

 

  1. Jesus até recomenda qual o tipo de reacção que os discípulos devem ter perante a rejeição: «Se algum lugar não vos receber, nem aí vos escutarem, ao sairdes de lá, sacudi o pó dos vossos pés, como testemunho contra eles»(Mc 6, 11).

Por aqui se vê como o êxito da missão não consiste necessariamente numa missão com êxito. De resto, não é o êxito que deve ser procurado. O verdadeiro êxito da missão não está no aplauso. Jesus até tem o cuidado de ressalvar: «Ai de vós quando todos disserem bem de vós»(Lc 6, 26). Por muito agradável que possa ser ouvir falar bem de nós, não é isso que interessa. O evangelizador não existe para agradar, mas para servir. E servir não rima com agradar. O segredo do êxito da missão não está no resultado, mas no esforço e na atitude.

 

B. Não a popularidade, mas a fidelidade

 

3. Independentemente da aceitação ou da rejeição, o importante é que a missão se faça. Jesus até dá a entender que, quando se cumpre a missão, o mais certo é que apareçam focos de rejeição. O que nunca se pode é alterar a mensagem. Alterar a mensagem seria adulterar a missão. Por conseguinte, mais vale enfrentar a rejeição do que adulterar a missão.

Os cristãos não andam a disputar um qualquer «campeonato de popularidade». Os cristãos não devem procurar a popularidade, mas a fidelidade. O fundamental é que a proposta chegue, mesmo que a resposta não venha.

 

  1. Na missão, o protagonista não é o missionário, mas o «missionante»: Jesus Cristo. A missão não é «show» nem entretenimento ou espectáculo, em que o objectivo é, naturalmente, ser aplaudido. A missão não é feita em nosso nome, mas em nome de Jesus Cristo. Ele é que há-de ser o centro.

Daí o despojamento que a missão deve revestir. Jesus deixa, por assim dizer, uma espécie de «código ético» para o missionário. O apóstolo deve levar o mínimo para que possa transportar o máximo: deve levar o mínimo de si para transportar o máximo de Cristo. Neste aspecto, a exigência chega a ser extrema. O apóstolo não há-de levar nada para o caminho, a não ser um cajado: nem pão, nem saco, nem moedas, nem duas túnicas (cf. Mc 6, 8-9). Ou seja, o apóstolo deve levar Cristo. Nada mais, ninguém mais. Cristo há-de ser tudo para o apóstolo. Quem olhar para o apóstolo não há-de ver o apóstolo, mas Cristo no apóstolo.

 

C. Evangelizar é (também) provocar

 

5. Esta presença de Jesus nos apóstolos é tal que, ao enviar em missão, como que delega os Seus poderes naqueles que envia (cf. Mc 6, 7). No fundo, Jesus vai com aqueles que envia. Ele mesmo o garante: «Quem vos ouve a Mim ouve; quem vos rejeita a Mim rejeita»(Lc 10, 16).

Nada é deixado ao acaso. Jesus manda em nome dos mandamentos. Como entreviu S. Gregório Magno, Jesus manda os discípulos dois a dois (cf. Mc 6, 7) porque dois são os mandamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a nós mesmos. Ou, melhor, amar o próximo com o amor com que Jesus o ama.

 

  1. Hoje, nós somos os pés, as mãos, os lábios e o coração de Deus. Deus quer chegar aonde nós chegarmos. Deus quer abraçar aqueles que nós abraçarmos. Deus quer falar àqueles a quem nos falarmos. Enfim, Deus quer amar aqueles que nós amarmos. Deus actua no mundo através dos homens e mulheres que Ele chama e envia.

Os enviados devem ter, como principal desígnio, a fidelidade ao projecto de Deus e não a defesa dos seus próprios interesses. Neste sentido, não admira que a vocação tenha muito de provocação. A Primeira Leitura apresenta-nos o exemplo do profeta Amós. Escolhido, chamado e enviado por Deus, o profeta vive para propor aos homens os projectos e os sonhos de Deus para o mundo. Actuando com total liberdade, o profeta não se deixa manipular pelos poderosos nem condicionar pelas suas perspectivas pessoais.

 

D. Um profeta corajoso

 

7. Já agora, convém referir que Amós, embora pouco conhecido, foi um profeta importante e um profeta corajoso. Ele foi o «profeta da justiça social», exercendo o seu ministério em meados do séc. VIII a.C., durante o reinado de Jeroboão II. É uma época de prosperidade económica e de tranquilidade política: as conquistas do rei alargaram os limites do reino. O comércio e a indústria desenvolveram-se bastante.

Acontece que o bem-estar das classes favorecidas contrastava, de uma maneira flagrante, com a miséria das classes mais pobres. A classe dirigente, rica e poderosa, dominava os tribunais e subornava os juízes, impedindo que se fizesse justiça e se defendesse os direitos dos mais humildes. Entretanto, a religião sobressaía através de ritos e festas. Tratava-se de um culto que não tinha nada que ver com a vida. Os mesmos que participavam nos ritos e nas festas praticavam injustiças contra o pobre e cometiam toda a espécie de atentados contra a lei.

 

  1. É neste contexto que aparece o profeta Amós. Natural de Técua (uma pequena aldeia situada no deserto de Judá), não é um profeta profissional; é chamado por Deus para deixar a sua terra e partir para o reino vizinho a fim de denunciar o comportamento dos poderosos. Amós é uma pessoa íntegra, corajosa, mas com um discurso bastante rude. Em síntese, toda a sua personalidade contrasta com a indolência e o luxo da sociedade israelita da época.

O episódio que a Primeira Leitura nos propõe decorre no santuário de Betel, no centro da Palestina. Trata-se de um lugar considerado sagrado, desde tempos imemoriais (cf. Gén 35,1-8). Quando o Povo de Deus se dividiu em dois reinos, após a morte de Salomão (932 a.C.), os reis de Israel intensificaram o culto em Betel, para impedir que os seus súbditos se deslocassem a Jerusalém, situado no reino inimigo de Judá. Betel transformou-se, então, numa espécie de «santuário oficial» do regime, onde o culto era financiado, em grande parte, pelo próprio rei. O sacerdote que presidia ao culto era uma espécie de «funcionário real», encarregado de zelar para que os interesses do rei fossem defendidos.

 

E. O que nos não fizermos, Deus fará

 

9. Na época em que Amós exerce o seu ministério, o sacerdote encarregado do santuário era Amasias. A Primeira Leitura descreve um confronto entre os dois. É um texto fundamental para entendermos a missão do profeta diante dos poderes instituídos. Para Amasias, o que interessa é manter um sistema que assegura benefícios, quer ao poder, quer à religião. A tarefa da religião é deixar tudo na mesma: o sacerdote defende o rei e, em troca, o rei sustenta o sacerdote.

Amós não se conforma com esta situação e não fica calado. Não espanta, por isso, que o sacerdote convide o profeta a voltar para a sua terra. Só que o profeta não se deixa intimidar nem abater. A resposta de Amós deixa claro que o profeta é um homem livre, que não actua por interesses humanos, mas por mandato de Deus. Amós é profeta porque Deus invadiu a sua vida com uma força irresistível. Ele foi chamado para ser a voz de Deus e só lhe interessa cumprir a missão que Deus lhe confiou.

 

  1. Também no nosso tempo, a missão do apóstolo é uma missão profética. É uma missão que incomoda e desinstala. O Senhor convoca-nos para sairmos da nossa «zona de conforto».

Os cristãos não estão no mundo como ornamento dos poderes. A nossa missão é ser alternativa, não redundância. Não estamos na vida para que tudo continue na mesma, mas para que tudo possa ser diferente, para que tudo possa (finalmente) ser melhor. É muito pesada esta missão. É por isso que, como diz a Segunda Leitura, o Senhor nos enche com «toda a espécie de bênçãos espirituais»(Ef 1, 3). Não tenhamos medo. O que nós não fizermos, Deus fará em nós, connosco!

publicado por Theosfera às 13:23

 

É tempo de agradecer.

É hora de louvar.

É o momento de fazer sentir a nossa gratidão.

 

Obrigado, Senhor,

por fazeres de nós a terra onde lanças a Tua semente.

 

Obrigado por acreditares em nós.

Apesar das nossas limitações e resistências,

Tu continuas a estar ao nosso lado

e a habitar na nossa vida.

 

Nós somos pequeninos.

Mas Tu, Senhor, apostas sempre no que é pequeno,

naquilo que quase nem se nota.

 

Obrigado, Senhor, por nos ensinares

que a grandeza é sempre humilde

e que a humildade é sempre grande.

 

Semeia em nós, Senhor,

a Tua semente e o Teu grão de mostarda.

 

Que nós sejamos terra arável, terra fecunda.

Que não sejamos nós, mas que deixemos ser Tu em nós.

 

Transforma o nosso ser.

Sê Tu a vida da nossa vida,

o tempo para o nosso tempo,

o horizonte do nosso caminhar pelo tempo!

 

Ajuda-nos a crescer na escuta da Tua palavra.

Dá-nos a força da serenidade,

a simplicidade da confiança

e a energia da paz.

 

Que nós nunca deixemos de Te procurar

e de convidar outros para esta procura,

sabendo e sentido

que na procura já existe encontro

e que cada encontro é convite para nova procura.

 

Obrigado, Senhor, por tanto.

Obrigado, Senhor, por tudo.

Obrigado pelo pão.

Obrigado pelo amor.

Obrigado por seres quem és,

JESUS!

 

publicado por Theosfera às 11:28

Hoje, 12 de Julho (15º Domingo do Tempo Comum), é dia de três santos com o mesmo nome: João. Assim, assinala-se, neste dia, a memória de S. João Gualberto, S. João Jones e S. João Wall.

Refira-se que a conversão de S. João Gualberto ocorreu em Sexta-feira Santa quando, finalmente, encontrara o assassino de um parente seu. Ele, armado com uma espada, preparava-se para a vingança após uma prolongada procura. O assassino pediu clemência e ouviu como resposta: «Não por ti, mas por Aquele que, num dia como este, derramou o Seu sangue por todos nós». Foi logo para um convento beneditino e mudou de vida.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 11 de Julho de 2015

A Grécia, em referendo, disse «não» à austeridade. A mesma Grécia, poucos dias após o referendo, teve de dizer «sim» à austeridade.

É possível que os responsáveis gregos achassem que a voz do povo iria impressionar os credores. Mas o dinheiro não costuma ser impressionável.

A Grécia chegou à rápida conclusão de que não sobreviveria com os votos. Precisava do dinheiro.

A Grécia não tinha alternativa. Mas a Europa tem de encontrar uma alternativa.

Com dívidas para pagar dívidas, quando iremos pensar no que verdadeiramente importa: a vida das pessoas?

publicado por Theosfera às 09:02

A recordação de acontecimentos dolorosos não é menos dolorosa que os acontecimentos.

A injustiça tem uma longa mão que não cessa de agredir.

Resta a consciência de que se fez o que se pôde e o que se devia.

Não chega para eliminar a dor. Mas basta para prosseguir o caminho!

publicado por Theosfera às 08:36

Em tudo, o homem deixa a sua marca. Até nos erros.

Confúcio achava que, «ao examinarmos os erros de um homem, ficamos a conhecer o seu carácter».

Há quem nem sequer saiba errar. Até nos erros se confere a dignidade (ou a falta de dignidade) de uma pessoa!

publicado por Theosfera às 08:30

Hoje, 11 de Julho, é dia de S. Bento, Padroeiro da Europa, e de Sta. Olga.

Refira-se que S. Bento é invocado contra as tentações do demónio, contra a eripisela, as febres e as doenças dos rins.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 10 de Julho de 2015

A esperança não é inactiva. Esperar também é agir.

Inactivo é aquele que já nada espera ou aquele que já nada tem para esperar.

Cesare Pavese assim pensava: «Esperar é ainda uma ocupação. Terrível é não ter nada que esperar».

Enquanto há esperança, ainda há vida!

publicado por Theosfera às 10:32

Hoje, 10 de Julho, é dia de Sta. Verónica Giuliani, Sta. Felicidade e seus Sete Filhos e S. Pacífico.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 09 de Julho de 2015

O mistério não está associado só a Deus. O mistério envolve tudo quanto existe.

Até as nações são mistérios. Fernando Pessoa assim o notou: «As nações são todas mistérios. Cada uma é todo o mundo a sós»!

publicado por Theosfera às 10:16

A democracia é uma palavra de origem grega.

De origem grega é também a palavra demagogia.

Impõe-se estar atento. A demagogia pode gangrenar a democracia.

Não basta um discurso ornamentado com as melhores cores quando a realidade permanece sombria.

O discurso da verdade nem sempre rende votos. Mas é o único que nos desperta para a realidade!

publicado por Theosfera às 10:05

Hoje, 09 de Julho, é dia de Sta. Joana Scopelli, S. Nicolau Pick, S. Wilhaldi, S. João de Colónia, Nossa Senhora, Mãe da Santa Esperança e Virgem Santa Maria, Rainha da Paz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 08 de Julho de 2015

Hoje, 08 de Julho, é dia de S. Grégório Grassi, S. Francisco Fogolla, Sto. António Fantosati e Mártires Abraamitas.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 23:56

O que é soberano, hoje em dia?

Tudo está cada vez mais ligado. Tudo se encontra cada vez mais condicionado.

Dizem que o povo é soberano, mas a soberania do povo está condicionada pelo poder.

Dizem que o poder é soberano, mas aparece sempre outro poder mais soberano que anula as decisões do anterior poder.

Ironicamente, continuam a dizer-nos que as dívidas são soberanas. Ou seja, não são anuladas.

O pior é que, na maior parte dos casos, têm de ser pagas por quem não as contraiu. E por quem delas não beneficiou!

publicado por Theosfera às 10:15

Terça-feira, 07 de Julho de 2015

 

  1. A Igreja é uma casa sem portas.

Porque, se as tivesse, teriam de estar sempre abertas.

 

  1. Todos são bem-vindos à Igreja.

Ela inclui até os que o mundo exclui.

 

  1. À frente da Igreja, Jesus não colocou o mais sábio, o mais capaz ou o mais fiel dos Seus discípulos.

Optou por alguém que tinha dado sinais de ser incoerente, inconstante e até medroso.

 

  1. A força da Igreja também assenta sobre a fraqueza de Pedro.

Segundo Chesterton, «todos os impérios se desfizeram devido à intrínseca fraqueza de terem sido fundados por homens fortes sobre homens fortes. Só esta coisa única, que é a Igreja de Cristo, foi fundada sobre um homem fraco, e por isso é indestrutível».

 

  1. De facto, é próprio do fraco socorrer-se do forte, deixando que o forte o fortaleça.

A força de Pedro consistiu em não se resignar à sua fraqueza. A força de Pedro era a força de Cristo nele.

 

  1. Os frágeis deste mundo foram encontrando na Igreja o seu lar.

É por isso que, como notou Henri de Lubac, «a Igreja não é uma academia de sábios, nem um cenáculo de intelectuais sublimes, nem uma assembleia de super-homens. É precisamente o oposto. Os coxos, os aleijados e os miseráveis de toda a espécie têm cabimento na Igreja, e a legião dos medíocres são os que lhe dão o seu tom».

 

  1. É bom não esquecer que o primeiro cristão a entrar no paraíso foi um ladrão (cf. Lc 23, 43).

Como lembra Timothy Radcliffe, o Salvador não deixou ninguém de lado, muito menos «aqueles cujas vidas são um caos».

 

  1. Não espanta, por conseguinte, que Jan Patocka descreva a Igreja como uma espécie de «comunidade de abalados».

É nela que os marginalizados nunca serão postos à margem. É nela que os feridos jamais continuarão a ser magoados.

 

  1. Em grego, o verbo que significa curar («sozo») também significa salvar. E, no latim, a palavra que se traduz por saúde («salus») também se traduz por salvação.

Alguém nega que a salvação é a grande — e definitiva — cura?

 

  1. Preocupante é quando um paciente não reconhece a sua fragilidade. Pior é quando não quer vencer a sua enfermidade.

Afinal, quando perceberemos que um cristão sem conversão é como um doente sem cura?

publicado por Theosfera às 10:50

Aparentemente, trata-se de uma «boutade».

Mas a frase de Demócrito acaba por encerrar a sua dose de pertinência: «O animal é tão ou mais sábio que o homem: conhece a medida da sua necessidade, enquanto o homem a ignora».

De facto, o homem confunde, muitas vezes, a necessidade com a ambição.

E enquanto as ambições de uns nunca estão satisfeitas, as necessidades de outros não param de aumentar!

publicado por Theosfera às 09:27

Hoje, 07 de Julho, é dia de S. Diogo de Carvalho, S. Rogério Dickenson, S. Raul Milner e Sta. Maria Romero.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 06 de Julho de 2015

Sinal dos tempos, mais um.

Varoufakis não chamou as televisões nem telefonou para os jornais. Escreveu no seu blogue.

E foi pelo seu blogue que as televisões e os jornais foram buscar a informação.

Varoufakis já não é ministro!

publicado por Theosfera às 10:05

Vida difícil, a de um jornal.

Nada se diz, nos jornais de papel, sobre a demissão de Varoufakis. E até há quem opine sobre a vitória do «sim».

A realidade desta manhã é muito diferente daquela que era percebida ontem à noite.

Outrora, os acontecimentos também não esperavam pelos jornais. Só que estes eram os únicos meios para os difundir.

Agora antes de chegar a um quiosque, há uma miríade de locais onde é possível saber o que está a acontecer!

publicado por Theosfera às 09:45

Uns viram reforçada a autoridade. Mas os outros não sentem diminuído o poder.

Ambos os campos reclamam, pois, legitimidade.

A esta hora, ainda não se sabe como chegar um desfecho comum.

Talvez urja uma mudança de paradigma.

É preciso começar a perceber que do outro lado não estão adversários, mas irmãos.

O padrão da fraternidade é a força motriz da (nova) humanidade!

publicado por Theosfera às 09:35

Democracia é uma palavra de origem grega que traduz uma realidade cada vez mais universal.

Só que essa universalidade é, compreensivelmente, complexa.

A democracia faz torna cada um soberano e, ao mesmo tempo, responsável.

A maioria tem de ser respeitada, mas a minoria não pode ser silenciada.

A maioria de um país tem de ser tida em conta, mas a maioria de outros tem de ser igualmente tida em consideração.

A democracia pode parecer lenta. Goethe dizia até que «a democracia não corre, mas chega segura ao objectivo».

O caminho é o compromisso. O povo deve ser sempre ouvido. E a dignidade de cada pessoa do povo há-de ser priorizada.

O importante não é que uma determinada posição triunfe. O importante é que a situação de todos possa melhorar!

publicado por Theosfera às 09:29

Hoje, 06 de Julho, é dia de Sta. Maria Goretti, Sto. Isaías, Sta. Maria Teresa Ledochovska, Sta. Inácia Mesa e Sta. Rosalina.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 05 de Julho de 2015

Espantados continuamos todos nós, Senhor.

Estamos cheios de espanto como as pessoas do Teu tempo.

 

Estamos cheios de espanto conTigo,

com a Tua Palavra, com o Teu amor,

com os Teus milagres.

 

Tu, Senhor, nunca deixas de nos espantar.

Nunca deixas de nos surpreender.

 

É claro que continua a haver quem não aceite,

quem não adira, quem não reconheça a luz que vem de Ti.

 

Nós somos fracos e pequenos.

mas, com diz S. Paulo, é «quando nos sentimos fracos, que somos mais fortes».

 

É nessa altura de fraqueza que mais sensíveis somos à força de que vem de Ti.

É uma força que não esmaga, mas fortalece,

que não asfixia, mas liberta.

 

Tu, Senhor, és o profeta definitivo que está no meio de nós.

Desinstala-nos do nosso egoísmo, da nossa falsidade, da nossa superficialidade.

 

«Os nossos olhos estão postos em Ti, Senhor».

Sabemos que os Teus (divinos) olhos estão sempre postos em nós.

 

Obrigado, Senhor, pela Tua presença,

pela Tua interpelação,

pela Tua permanente dádiva e pelo Teu infinito amor.

 

Liberta-nos, Senhor, do orgulho,

da auto-suficiência e da falta de solidariedade.

 

Que nós imitemos a Tua proximidade com os simples.

Ensina-nos, Senhor, a ser simples, puros e humildes.

 

Obrigado, Senhor, por tanto.

Obrigado, Senhor, por tudo.

 

Obrigado por seres o nosso descanso,

a nossa confidência e e nossa paz.

 

Leva-nos para Ti.

Que fiquemos sempre conTigo,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:17

Tantas crianças que morrem. Tantas crianças que são mortas.

Mas, atenção, as crianças não morrem apenas quando são assassinadas. Há crianças que morrem quando passam a adultos.

Ser adulto não devia ser o mesmo que deixar de ser criança. Ser adulto devia ser deixar crescer a criança que nele se encontra.

Enfim, ser adulto devia ser (pre)encher a mente, mas sem esvaziar o coração.

A inocência não tem de ser ingénua. Ser inocente é ser capaz de encontrar o brilho por entre a obscuridade de tantas sombras.

Não matemos a criança que, um dia, se acendeu em nós.

Afinal, foi essa criança que nos abriu as portas do mundo. E as janelas da vida!

publicado por Theosfera às 08:53

A.  Pouca hospitalidade no «regresso» a casa

  1. Hoje, acompanhamos Jesus numa visita à Sua terra. A «terra de Jesus» é Nazaré (cf. Mc 6, 1), em cuja sinagoga Jesus vai ensinar a um sábado (cf. Mc 6, 2). Trata-se de uma pequena vila da Galileia situada a 22 km a oeste do Lago de Tiberíades.

É uma povoação tipicamente agrícola que nunca teve grande importância na história de Israel. O Antigo Testamento ignora-a completamente. Flávio Josefo e os escritores rabínicos também não lhe fazem qualquer referência. Tampouco os contemporâneos de Jesus parecem conceder-lhe alguma consideração (cf. Jo 1,46). E, no entanto, foi em Nazaré que Jesus cresceu. Lá continuava a residir a Sua família.

 

  1. Não encontrou grande hospitalidade neste regresso a Nazaré. Será que não viria de trás algum clima de animosidade? O certo é que Jesus, sendo de Nazaré, sentia que Cafarnaum se comportava como a «Sua cidade»(Mt 9, 1). Era em Cafarnaum, mais do que em Nazaré, que Se sentia em casa (cf. Mc 2, 1).

Os ensinamentos de Jesus tanto impressionam os habitantes de Nazaré como os de Cafarnaum (cf. Mc 1,21-28). Acontece que enquanto os habitantes de Cafarnaum, depois de ouvir Jesus, reconhecem a Sua autoridade, os de Nazaré enveredam pela contestação. Jesus «veio para o que era Seu, mas os Seus não O receberam»(Jo 1,11). De facto, a vida ensina-nos que, muitas vezes, sentimo-nos longe de quem está perto e perto de quem está longe. As distâncias mais difíceis de vencer não são as que separam os lugares, mas as que separam as pessoas.

 

B. Rejeitado — e desprezado — pelos Seus

 

3. Jesus vai à sinagoga de Nazaré e ensina (cf. Mc 6, 2). Os ouvintes eram muitos e estavam espantados (cf. Mc 6, 2). Havia um misto de admiração e inveja ou ciúme: «Donde Lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E os prodigiosos milagres que as Suas mãos realizam? Não é Ele o carpinteiro, filho de Maria?»(Mc 6, 2-3)

Em Jesus, Deus está totalmente aberto, até para os corações que teimam em permanecer fechados. Houve quem ficasse indisposto ou escandalizado com Jesus. Também Jesus passou pela rejeição e pelo desprezo. Jesus também foi rejeitado e desprezado pelos Seus. Por isso, lamentou-Se: «Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os parentes e em sua casa»(Mc 6, 4). Trata-se de um conhecido provérbio, que Ele modifica, em parte. O original devia soar mais ou menos assim: «Nenhum profeta é respeitado no seu lugar de origem, nenhum médico faz curas entre os seus conhecidos».

 

  1. Nesta resposta, Jesus assume-Se como profeta, isto é, como um enviado de Deus, que actua em nome de Deus e que tem uma mensagem de Deus para oferecer aos homens. Os ensinamentos que Jesus propõe não vêm dos mestres judaicos, mas do próprio Deus; a vida que Ele oferece é a vida plena e verdadeira que Deus quer propor aos homens.

A recusa generalizada da proposta que Jesus traz coloca-o na linha dos grandes profetas de Israel. O Povo teve sempre dificuldade em reconhecer o Deus que vinha ao seu encontro na palavra e nos gestos proféticos. O facto de as propostas apresentadas por Jesus serem rejeitadas pelos líderes e pela gente da Sua terra não invalida, porém, a Sua verdade e a Sua procedência divina.

 

C. Até ao povo infiel Deus é fiel

 

5. Jesus estava «admirado com a falta de fé daquela gente»(Mc 6, 6). Mas nem assim desiste. A vida de Jesus é um permanente balanceamento entre a rejeição e a persistência. Em vez de transformar as oportunidades em problemas, transforma os problemas em oportunidades.

Jesus não desiste, Jesus insiste, «percorrendo, a ensinar, as povoações das redondezas»(Mc 6, 6). Ou seja, Jesus deixa os centros, mas nunca deixa o que é central. Ele andou sempre pelas periferias a anunciar o que é central: a verdade sobre Deus e a verdade de Deus. É rejeitado por muitos que são Seus, mas, em contrapartida, é acolhido por tantos que decidem tornar-se Seus.

 

  1. Já o Antigo Testamento nos previne para a possibilidade da rejeição. Deus aparece a enviar um «filho de homem» (ou seja, um homem «normal») a um «povo de rebeldes»(Ez 2, 3). É um povo de «infiéis», de «cabeça dura» e «coração obstinado»(Ez 2, 4).

Apesar disso, Deus não desiste. Deus é fiel até ao Seu povo infiel. Manda reproduzir as Suas Palavras para que todos saibam que, no meio do Povo, há um profeta (cf. Ez 2, 5).

 

D. Nunca recuar nem recusar

 

7. Deus nunca cessa de enviar. Não são as dificuldades que O fazem recuar. Em nome de Deus, não podemos recuar nem recusar. O trabalho da missão é urgente, mas não é só para hoje, para agora. S. João Paulo II falava da importância dos «tempos longos da humanidade».

Deus não nos pedirá conta do que conseguimos, mas do que tentamos. Deus não é resultadista. Ele valoriza sobretudo o esforço, a dedicação e a persistência. Ele quer-nos ter perto, para chegar longe.

 

  1. S. Paulo, como ouvimos na Segunda Leitura, também tem consciência das dificuldades que encontra e das suas limitações. Ele sabe que a missão não é obra sua, mas iniciativa de Deus. Por isso, não cede à tentação do triunfalismo.

Ele tem cuidado «para não se encher de orgulho»(2 Cor 12, 1). O orgulho pode obscurecer a virtude. De facto, há pessoas virtuosas que se tornam muito orgulhosas. O orgulho faz-lhes presumir que a virtude se deve a si e não a Deus. Daí que S. Paulo tenha noção de que tudo deve a Deus, que lhe disse: «Basta-te a Minha graça, pois é na fraqueza que a Minha força actua plenamente»(2 Cor 12, 9). É, por conseguinte, nas fraquezas que Paulo põe toda a sua glória. A fraqueza é uma espécie de passaporte para a manifestação da força de Deus (cf. 2 Cor 12, 9).

 

E. Força, na própria fraqueza

 

9. Não é por masoquismo que o Apóstolo sente «prazer nas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições e nas angústias»(2 Cor 12, 10). Ele está disposto a sofrer tudo isso por causa de Cristo. É por isso que o sofrer se transforma em prazer. Cristo é a força que até na fraqueza se manifesta. «Quando me sinto fraco, então é que sou forte»(2 Cor 12, 10).

Frequentemente, estamos à espera das condições favoráveis para agir. Sucede que, enquanto esperamos o óptimo, deixamos de fazer o bom. Por outro lado, também podemos criar a ilusão de que, por nós, conseguimos tudo. Julgamo-nos invencíveis. Deus não nos requer timoratos nem convencidos. Ele quer que avancemos mesmo sabendo-nos fracos porque a força é d’Ele. Ele quer que nos disponibilizemos, mas que não actuemos em nosso nome: sempre — e só — em nome d’Ele.

 

  1. O que a Liturgia deste Domingo revela é que Deus chama, continuamente, pessoas para serem testemunhas no mundo da Sua proposta de salvação. Não importa que essas pessoas sejam frágeis e limitadas: a força de Deus revela-se precisamente — e até mais intensamente — através da fraqueza e da fragilidade desses instrumentos humanos que Deus escolhe.

A Primeira Leitura, ao apresentar a vocação de Ezequiel, torna bem claro que a iniciativa é de Deus. Também esclarece que excepcional é a missão. Os que participam na missão são pessoas normais. Daí a designação de «filho de homem». Na Segunda Leitura, S. Paulo assegura aos cristãos, recorrendo ao seu exemplo pessoal, que Deus actua através de instrumentos débeis, finitos e limitados. Se foi assim no passado, como não há-de continuar a ser assim no presente? O importante é que não nos recusemos nem recuemos. Como terá dito Albert Einstein, «Deus não escolhe os capazes, mas capacita os escolhidos». O fundamental é que nos entreguemos a Ele, é que nos deixemos conduzir por Ele!

 

publicado por Theosfera às 08:01

A lucidez é uma qualidade. Mas é uma qualidade que, quase sempre, arrasta problemas.

Uma pessoa lúcida vê tanta coisa má. E, ao mesmo tempo, vê-se impotente para a transformar.

Já Heródoto dizia que o mais amargo dos infortúnios era «ter consciência de muito e controlo de nada».

O problema é que, muitas vezes, o que mais nos dói passa à nossa frente em frémitos de festa.

Todos sabem que o abismo está perto. Mas, pela aparência, todos caminham (alegremente?) para dentro dele.

Não é fácil ser profeta. Mas é cada vez mais urgente a coragem dos profetas.

Apesar de tudo, ainda quero acreditar que este mundo pode melhorar!

publicado por Theosfera às 07:55

Hoje, 05 de Julho (14º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sto. António Maria Zacarias e Sta. Godoleva, invocada para as doenças da garganta e para a amigdalite.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 04 de Julho de 2015

Estes dias claros são visitados por um novo brilho.

Uma nova luz acena aos peregrinos.

É uma luz que se desprende do escadório do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios.

É uma luz que bordeja paisagens e aquece corações.

As obras de remodelação estão praticamente concluídas.

Afinal, o desgaste de séculos não erodiu o brilho daquele manto de beleza.

Escadório novo.jpg

 

O belo nunca se apaga. E é a persistência que melhor o acende. E irradia!

publicado por Theosfera às 09:18

Nem sempre o óbvio é caminho para a verdade. E quase nunca o discurso oficial consegue ser seu porta-voz.

A vida diz que o óbvio raramente é verdadeiro e o verdadeiro raramente é óbvio.

Ficar pelo óbvio é sujeitar-se a ficar por aparências de verdade.

É por isso que o discurso oficial fica aquém da verdade.

É por isso que a verdade vai sempre mais além do discurso oficial.

publicado por Theosfera às 08:54

A realidade e a (maior) alternativa.

George Orwell deu conta de uma e preconizou outra quando disse que, «num tempo de engano universal, dizer a verdade é um acto revolucionário».

Mas esta é a única revolução que nunca prescreve: procurar dizer a verdade, procurar viver na verdade!

publicado por Theosfera às 08:07

Tudo está determinado desde as origens.

Edson Athayde reparou: «Se Deus não quisesse que fôssemos gratos, dar-nos-ia tudo o que precisamos».

Mas Deus quer, efectivamente, que sejamos gratos.

Só é pena que haja gente que não sabe ser grata. E pior é haver gente que só sabe o significado da palavra «ingratidão»!

publicado por Theosfera às 08:02

Hoje, 04 de Julho, é dia de Sta. Isabel de Portugal, Santos Mártires de Iorque e S. Pedro Jorge Frassati.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 03 de Julho de 2015

A atenção é essencial. É preciso estar atento: a tudo e a todos.

São as acções (e não apenas as palavras) que revelam as pessoas.

Já dizia Kant: «Não se lesa ninguém com simples palavras, mesmo falsas; basta não acreditar nelas».

Às vezes, pode doer. Mas é sempre bom esperar pelos factos.

Os factos são a assinatura das palavras.

Sem factos, as palavras não passam de sons. Nem de tinta!

publicado por Theosfera às 09:56

Hoje, 03 de Julho, é dia de S. Tomé e Sto. Anatólio de Laodiceia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 02 de Julho de 2015

Eis o tempo do improviso.

Parece que nada se prepara, parece que nada se estuda.

As medidas sucedem-se ao minuto. As complicações multiplicam-se a cada instante.

Tempos novos, estes.

Não estávamos habituados. Mas é bom que nos habituemos.

As consequências do que está a acontecer não tardarão!

publicado por Theosfera às 10:41

Hoje, 02 de Julho, é dia de S. Bernardino Realino, S. João Francis Régis, S. Francisco de Jerónimo, S. Julião de Maunoir e Sto. António Baldinucci.

Existe a particularidade de serem todos sacerdotes e todos membros da Companhia de Jesus.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 01 de Julho de 2015

A esta hora, muita gente está desencantada com a utopia, resignando-se a qualquer distopia.

Aldous Huxley achava que esta era «a ditadura perfeita», porque se mascara de aparências de democracia.

Vivemos dominados pelo óbvio, pelo politicamente correcto.

Ainda não desistimos da realidade. Mas, pelos sinais, parece que vamos desistindo de a transformar!

publicado por Theosfera às 11:15

Muita gente se espanta pelo facto de um dirigente político estar disposto a tudo: até a fazer um pacto com o diabo.

Maior, porém, será o espanto se souberem que já houve um papa que disse praticamente o mesmo.

Foi, com efeito, Pio XI quem assumiu que, para defender a Igreja, estava disposto a tudo: até a fazer acordos com o diabo.

É claro que, olhando bem para o contexto das duas declarações, estamos perante imagens, imagens hiperbólicas.

Mas não é verdade que, muitas vezes, é preciso lidar com o mal para evitar que o mal faça (ainda) mais mal?

publicado por Theosfera às 11:09

É tempo de pensar e repensar.

A política europeia da Grécia é questionável. Mas a política grega da Europa também é discutível.

O afã de defender posições e dinheiros leva a que não se defenda quem mais deveria ser defendido: as pessoas!

publicado por Theosfera às 10:20

Há quem tenha certezas quanto ao futuro quando até o presente se apresenta como incerto.

Já dizia Anatole France que «o futuro permanece escondido até para aqueles que o fazem».

O futuro é, primeiro, para fazer e, depois, para ver!

publicado por Theosfera às 10:13

Quem cala pode acertar.  Ou  pode errar.

Só que não verbaliza o que acerta ou o que erra.

Enfim, a comunicação é um prodígio de beleza e um labirinto de complexidade!

publicado por Theosfera às 09:39

Hoje, 01 de Julho, é dia do Preciosíssimo Sangue de Jesus e de Sto. Aarão.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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