O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 30 de Junho de 2015

 

  1. O Cristianismo nasceu peregrino e foi crescendo inconformado.

Os primeiros cristãos viam-se não como residentes em qualquer lugar, mas como cidadãos de toda a terra.

 

  1. Não se sentindo distantes dos mais próximos, cedo aprenderam a sentir-se próximos dos mais distantes.

Não foram as dificuldades que travaram o seu sonho de levar Cristo ao mundo e de trazer o mundo a Cristo.

 

  1. Não procuravam apresentar Cristo segundo os critérios do mundo. Procuravam, antes, construir um mundo segundo os critérios de Cristo.

Tentaram, em suma, evangelizar o mundo sem «mundanizar» o Evangelho.

 

  1. Esta ânsia de anunciar o Evangelho ao mundo não impediu, porém, que encontrassem focos de incompreensão no mundo.

Um escrito do século II — «A Carta a Diogneto» — assinala que os cristãos «amam a todos e são perseguidos por todos»; «fazem o bem e são punidos como maus». Enfim, «o mundo odeia os cristãos, que não lhe fazem nenhum mal». É por isso que nem «os que os odeiam sabem dizer a causa do ódio».

 

  1. Nenhum obstáculo, porém, os desviou do seu propósito ou amoleceu o seu discurso.

Propunham-se mudar o mundo em nome do Evangelho e não mudar o Evangelho por causa do mundo.

 

  1. Quando as perseguições terminaram, o inconformismo manteve-se.

O desafio já não era dar a vida num momento, mas dar a vida a cada instante. No fundo, dar a vida é dar-se na vida. E não só no fim da vida.

 

  1. O Cristianismo amava o mundo, não se revia no mundo. Pelo que não lhe bastava a integração no mundo nem a aceitação do mundo.

Foi por isso que não desistiu de corporizar uma verdadeira alternativa ao mundo.

 

  1. Aparentemente, os cristãos estavam a afastar-se do mundo.

Não se tratava, contudo, de uma fuga, mas de uma nova presença.

 

  1. A opção pelo deserto e a proliferação de mosteiros mostram que houve quem percebesse que o Cristianismo transporta consigo o gérmen da insatisfação.

Só que essa insatisfação não está ausente do mundo. Afinal, o deserto e os mosteiros não estão fora do mundo.

 

  1. Eles são a prova de que é possível centrar a vida em Deus e não apenas por alguns dias. Deus é o centro da vida em cada dia.

Daí o encanto. Daí a surpresa. Daí a contínua (pro)vocação!

 

publicado por Theosfera às 10:45

Está visto. Não há solução sem acordo e não adianta haver acordo se não houver solução.

O terreno que os europeus estão a pisar é cada vez mais deslizante.

Formalmente, as decisões até são inatacáveis.

O poder grego vai ouvir o seu povo. É possível que este tenha dificuldade em aceitar as condições do novo empréstimo.

Acontece que se os países credores ouvissem os povos, também teriam dificuldade em obter autorização para conceder empréstimos.

Todos nos recordamos, aquando do nosso resgate, dos ecos que saltitaram em alguns países.

Várias vozes se levantaram opondo-se a uma ajuda financeira. Quando o dinheiro toca, há reservas que disparam. U

ma moeda única sem governo único é coisa complicada. Devíamos começar a união europeia pela política.

Uma moeda única com políticas tão opostas resultará? Que resulte a solidariedade!

publicado por Theosfera às 10:16

O poder é necessário. Mas torna-se perigoso.

Por isso em relação ao poder, antes ser vítima do que cúmplice.

Rabindranath Tagore não acalentava dúvidas: «Agradeço não ser uma das rodas do poder, mas sim uma das criaturas que são esmagadas por elas».

Custa ser esmagado. Mas é muito pior esmagar!

publicado por Theosfera às 09:57

Hoje, 30 de Junho, é dia dos Primeiros Mártires da Igreja de Roma, S. Raimundo Lulo, S. Januário Sarnelli e S. Marçal.

Este último, padroeiro dos bombeiros e invocado contra os incêndios, é apontado como sendo uma das crianças que Jesus afagou ou como podendo ser aquele rapaz que apresentou a Jesus os cinco pães e dos dois peixes para a multiplicação.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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