O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 28 de Junho de 2015

Tu, Senhor, és vida.

Tu, Senhor, és fonte de vida.

Tu, Senhor, és recomeço de vida.

 

Obrigado, Senhor, por nos tocares.

Por te aproximares de nós com tanto afecto,

com tanto amor.

 

Obrigado por Te fazeres um de nós

e por nos devolveres à vida

mesmo depois de todas as nossas quedas.

 

É tão admirável o Teu procedimento

que, mesmo quando nós não damos conta de Ti,

Tu já estás connosco,

Tu já estás em nós.

 

É tão maravilhosa a Tua presença.

É tão intensa a Tua paz.

É tão imenso o Teu amor.

 

Vivemos um tempo de desânimos e desalentos,

de tristezas muitas e angústias mil.

 

Mas Tu, Senhor, não desistes de nós,

mesmo quando algum de nós desiste de Ti.

 

Tu estás sempre a presentear-nos com as Tuas oportunidades.

Tu és vida antes da vida.

Tu és vida depois da vida.

Tu és sempre vida,

vida sem fim.

 

Obrigado, Senhor, por tanto.

Obrigado, Senhor, por tudo.

 

Cura-nos por dentro.

Transforma-nos a partir do fundo.

Dá-nos um novo coração,

um coração como o Teu,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:53

Temos de ser optimistas, mas não podemos deixar de ser realistas.

Temos de procurar transformar o mundo tornando-o naquilo que gostaríamos que ele fosse. Mas não podemos deixar de o encarar tal como ele é.

Às vezes, parece que está tudo trocado. Dorme-se de dia e bebe-se de noite. Sofremos com  a desordem, mas promovemos a falta de ordem. Chamamos bem ao mal e mal ao bem.

Como dizia Eduardo Galeano, parece que «o umbigo está nas costas e a cabeça está nos pés».

Que fazer? Esperar? Sempre. Mas só esperar?

A esperança não pode ser vista como sinónimo de adiamento. Ou seja, não nos podemos limitar a ficar à espera de que o bem aconteça. Temos de fazer tudo o que está ao nosso alcance para que o bem possa acontecer!

publicado por Theosfera às 08:23

A. De Deus não vem a morte

  1. Nada fazemos para nascer e, em princípio, fazemos tudo para não morrer. É por isso que a morte dói, é por isso que a morte mói. Dir-se-ia que a morte começa a doer muito antes de acontecer. No fundo, a morte começa a doer desde sempre. E as perguntas sobre a morte nunca deixam de (nos) moer.

Porquê morrer? Porquê a morte? A explicação biológica, embora irrenunciável, não nos satisfaz. Sabemos, de facto, que os seres vivos têm princípio, meio e fim. Tudo tem um prazo de validade. Até as estrelas morrem. Se até o espaço que nos abriga é finito, como é que nós haveríamos de ser infinitos? Apesar de tudo, a inquietação não pára e as perguntas sucedem-se.

 

  1. Os textos deste Domingo não entram em questões científicas nem pretendem resolver problemas metafísicos. Mas pressupõem que as pessoas se interrogassem e questionassem o próprio Deus. Daí que o Livro da Sabedoria deixe bem claro que «não foi Deus quem fez a morte»(Sab 1, 13). Pelo contrário, olhando para o Evangelho, Deus é a única saída para a morte.

Sem Deus, vivemos para morrer. Em Deus, morremos para viver. Sem Deus, até em vida se morre. Em Deus, até na morte se vive.

 

B. De Deus (só) vem a vida

 

3. A Primeira Leitura garante que Deus dá o ser a todas as coisas e «o que nasce no mundo destina-se ao bem»(Sab 1, 14), não ao mal. Para o autor sagrado, Deus criou «o homem para ser incorruptível», fazendo-o «à imagem do que Ele é em Si mesmo»(Sab 2, 23).

A morte vem de outro lado, de outra proveniência, não de Deus. Não é a morte que agrada a Deus, não é com a morte que se louva a Deus, não é matando (mesmo que se mate em nome de Deus) que se rende homenagem a Deus. É preciso proclamar que Deus é o autor — e doador — da vida. Deus cria a vida e restaura a vida, quando esta está em perigo de se apagar. Dá e restaura a vida quando a vida está perdida, como testemunha o Evangelho deste Domingo.

 

  1. Como resposta à Primeira Leitura, o Salmo 30 exalta Deus, reconhecendo que Ele nos faz reviver quando já descíamos à cova. (cf. Sal 30, 3). Trata-se de um salmo que exprime a experiência de Deus como alguém que quer a vida das pessoas. Em Jesus ressuscitado, esta oração encontra toda a sua verdade. Ou seja, para todos os que acreditam em Cristo, a morte não é o fim. Jesus ressuscitado não nos faz evitar a morte, mas ensina-nos — e ajuda-nos — a vencer a morte.

Neste sentido, salta à vista que todo este 13º Domingo celebra a vida mais forte que a morte, celebra Deus como alguém entranhadamente apaixonado pela vida. Não há dúvida de que a morte é forte, tremendamente forte. Só que a vida é ainda mais forte. Não parece, mas nem tudo é como parece. E, mesmo não parecendo, a vida é muito mais forte que a morte. Convém, no entanto, perceber que a vida mais forte que a morte é a vida com Deus, a vida com Deus em Jesus Cristo.

 

C. Jesus é o Deus que restaura a vida

 

5. Jesus andou pelo mundo a oferecer a vida: devolvendo a vida a quem a perdera e melhorando a vida de quem estava em dificuldade. A ressurreição da filha de Jairo e a cura da mulher com hemorragia são um misto de realidade e sinal. Mostram a preocupação de Jesus pelas pessoas e constituem sinal da presença de Jesus junto das pessoas.

Jesus é a nossa ressurreição, Jesus é o sentido para a nossa vida. Ele é o Médico e o medicamento. Ele é a cura e o Curador. Em suma, Ele é a salvação e o Salvador. Na Sua vida, encontramos a nossa vida. Ele dá a Sua vida para que nós tenhamos sempre vida, para que nós tenhamos melhor vida.

 

  1. Jesus é, pois, sumamente generoso. Como reconhece S. Paulo, Ele, que era rico, fez-Se pobre por nossa causa, para nos enriquecer pela Sua pobreza (cf. 2Cor 8, 9). Não é a riqueza que nos torna ricos. Há certas riquezas que só empobrecem. Pelo contrário, há uma pobreza que enriquece. Trata-se da pobreza que parte de cada um e reparte com os outros. Trata-se da pobreza que não sobrecarrega, mas alivia. Trata-se da pobreza que percebe que aquilo que sobra a alguns faz falta a muitos. Trata-se, portanto, de uma pobreza que nos humaniza porque nos fraterniza: faz de nós mais humanos porque mais irmãos. Paulo faz um apelo à justa distribuição de bens pensando no exemplo de Jesus, que passou a vida a semear o Bem.
  2. D. O caminho é tocar Deus em Jesus
  3. 7. Jesus não foge das pessoas. Jesus anda de margem para margem (cf. Mc 5, 21), sempre sensível às pessoas que estão nas margens, às pessoas que são marginalizadas. Até à beira-mar, Ele é procurado pelas pessoas (cf. Mc 5, 21). Nesta altura do ano, muita gente já se encontra também à beira-mar. Mesmo à beira-mar, é importante procurar Jesus. Férias boas não são «férias de Deus», mas «férias com Deus».

Mesmo à beira-mar, coloquemos nas mãos de Jesus os nossos problemas como fez Jairo e como fez a mulher com hemorragias. Esta mulher tocou em Jesus. Hoje nós podemos tocar em Jesus: na Palavra, no Pão e em cada Irmão.

 

  1. Jesus é Deus que Se deixa tocar. «Sê curada», diz Jesus à mulher (cf. Mc 5, 34). Esta palavra é também um elogio da fé: «Foi a tua fé que te salvou»(Mc 5, 34). A cura, isto é, a mudança de vida, é uma consequência da fé, que é surge assim como fonte de felicidade.

É a fé nos faz recomeçar depois de tudo parecer terminar. É a fé que nos faz levantar depois de cair. O que Jesus diz à filha de Jairo também é dito a cada um de nós: «Levanta-te»(Mc 5, 41). É uma palavra que evoca a ressurreição, o novo surgir da vida, o amor divino que nos coloca de pé. A única condição que Jesus nos põe é a mesma que pôs ao pai desta menina: «Basta que tenhas fé»(Mc 5, 36). A fé é o bastante, mesmo que a nossa fé nunca seja bastante. Basta que tenhamos fé e que confiemos, e que nos entreguemos e que nos levantemos!

 

E. Ninguém fica sem resposta

 

9. Há um pormenor curioso a ligar estas duas beneficiárias dos milagres de Jesus: o número 12. Com efeito, a mulher tinha hemorragias há 12 anos e a menina tinha morrido quando tinha 12 anos, isto é, a idade em que se devia tornar mulher. Para o povo de Israel, o percurso destas duas mulheres era sinal de um fracasso. Uma, ao perder o seu sangue, estava a perder o princípio de vida segundo a mentalidade semítica. A outra perdia a vida, precisamente na idade em que se preparava para a transmitir. De facto, era tradição em Israel casar-se muito cedo. Jesus, ao curar as duas mulheres, permite-lhes assumir a sua vocação de mães.

Por conseguinte, estas duas mulheres representam a Igreja, na sua vocação maternal de dar — e de alimentar — a vida em Cristo. Se repararmos, existem neste texto alusões aos santos mistérios da Igreja: Jairo pede a Jesus para impor as mãos, a fim de salvar a sua filha (cf. Mc 5, 23). Como sabemos, toda a preparação para o Baptismo está sinalizada pela imposição das mãos. Por sua vez, ao levantar a jovem, Jesus toma-a pela mão (cf. Mc 5, 41). Também o diácono fazia sair da água o baptizado, tomando-o pela mão, para que fosse desperto para a vida em Deus. Em seguida, Jesus pede que se dê de comer a esta jovem ressuscitada da morte (cf. Mc 5, 43). Trata-se de uma referência à Eucaristia que se segue ao Baptismo.

 

  1. Em conclusão: deixemo-nos guiar sempre pela fé. Na fé, abramos o coração a Jesus e não tenhamos medo sequer em tocar Jesus. Às vezes, é preciso suplicar como Jairo. Outras vezes, pode ser mais recomendável não dizer nada como a mulher com hemorragias. Em qualquer caso, o importante é confiar naquele que veio para nos levantar, para nos curar, enfim, para salvar a nossa humanidade ferida.

Ninguém fica sem resposta. Jesus está atento à situação concreta das pessoas. Nada Lhe passa despercebido. Cada um de nós tem um lugar reservado no Seu coração!

publicado por Theosfera às 07:12

É importante ter presente que Deus é verdade. E é fundamental não esquecer que Deus também é bondade.

Santo Ireneu assim o disse: «Não há Deus sem bondade»!

publicado por Theosfera às 07:06

Hoje, 28 de Junho (13º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sto. Ireneu, S. Leão III e S. Nicolau de Charmetsky e seus companheiros mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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