O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 09 de Junho de 2015

 

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  1. O maior exemplo de coragem vem sempre de quem tem a coragem do exemplo.

É por isso que, como percebeu Jacques Maritain, «os melhores educadores são os santos». Nem sempre dizem o que fazem, mas fazem sempre o que dizem.

 

  1. Mais do que falar da pobreza, D. Óscar Romero foi alguém que viveu para os pobres e morreu pelos pobres.

Para ele, «a Igreja atraiçoaria o seu amor a Deus e a sua fidelidade ao Evangelho se deixasse de ser a voz dos sem-voz, a defensora dos pobres, a promotora de cada aspiração justa à libertação».

 

  1. Esta opção preferencial pelos pobres não discrimina ninguém.

Trata-se de «um convite para que todos assumam a causa dos pobres como a sua própria causa e a causa do próprio Cristo, que disse: "Tudo o que fizerdes ao mais pequenino dos Meus irmãos a Mim o fareis"(Mt 25, 40».

 

  1. Em D. Óscar Romero, tal compromisso não era retórico, mas efectivo.

Pelos pobres ele não deu só a voz, deu a vida. A disponibilidade era total e a coerência absoluta: «Como pastor, tenho de dar a vida por aqueles que amo».

 

  1. E D. Óscar amava os pobres, mas sem odiar os que os perseguiam.

Apenas achava que estavam a «perder o seu tempo».

 

  1. Não acreditava na morte sem ressurreição.

Por isso, garantiu: «Se me matarem, voltarei à vida no meu povo».

 

  1. Acresce que «um bispo pode morrer, mas a Igreja de Deus, que é o povo, nunca morrerá».

Ele sabia que cada membro da Igreja continuaria a ser uma espécie de «microfone de Deus, desfraldando o estandarte da verdade do Senhor e da Sua justiça».

 

  1. Até ao fim, pediu que se parasse com a violência. E nunca deixou de impedir que se respondesse com violência à violência.

A única violência que defendia era a «violência do amor».

 

  1. A violência que pregou não foi «a violência da espada, do ódio, mas a violência do amor, da fraternidade, a violência que escolhe transformar as armas em foices para o trabalho».

Enfim, o amor é a «a vingança dos cristãos».

 

  1. Samuel Butler notou que ninguém morre enquanto é recordado. D. Óscar Romero tornou-se imortal: a sua morte eternizou o exemplo da sua vida!

 

 

publicado por Theosfera às 10:39

Lamego «é um sacrário de monumentos».

O olhar de José Hermano Saraiva era um olhar atento.

Nesta cidade está depositado muito passado.

Nesta cidade está semeado, assim creio, um imenso futuro!

publicado por Theosfera às 09:45

Os recursos crescem e a miséria não desce.

Esta é a realidade. Esta é a nossa responsabilidade.

Aliás, já Charles Darwin tinha percebido: «Se a miséria dos pobres não é causada pela natureza mas pelas instituições, grande é o nosso pecado».

De facto, grande continua a ser o nosso pecado!

publicado por Theosfera às 09:37

As pessoas devem ser contadas e merecem ser pesadas. Não se trata de conferir o peso físico, mas de aferir o peso cívico.

Já Cícero tinha reparado: «Nas divergências civis, quando os bons valem mais que os muitos, os cidadãos devem ser pesados e não contados».

Como reparou Toynbee, o futuro da humanidade está (pode estar) nas «minorias criativas».

São elas que perscrutam e alastram!

publicado por Theosfera às 08:11

Hoje, 09 de Junho, é dia de Sto. Efrém, S. José de Anchieta e Sta. Ana Maria Taígi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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