Num país em que muitos sobrevivem com pouco, não se pára de falar em poucos que acumulam muito.
Os números que têm sido ventilados, esta manhã, deviam fazer-nos corar e pensar.
Diz-se muita coisa que pode não ser verdade. Mas, a ser verdade o que diz, o encanto pelo desporto só pode derrapar.
Num país tão severo no que toca ao salário mínimo, causa espécie que ninguém coloque a questão de um salário máximo.
Já não falo de outros pontos conexos a toda esta operação.
Como entender que se contrate alguém para funções ainda desempenhadas por outro alguém que ainda está em funções? E que, ainda por cima, fez um bom trabalho?

