O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 03 de Junho de 2015

A realidade tem muito peso e o que tem de ser tem muita força.

Pode-se esconder muita coisa durante algum tempo. Mas é impossível esconder todas as coisas durante todo o tempo.

Daí o precioso (e axiomático) conselho de Sófocles: «Não procures esconder nada; o tempo vê, escuta e revela tudo»!

publicado por Theosfera às 10:36

 

  1. Desta vez, o Dia de Portugal sobe até ao norte para descer até às raízes. O Dia de Portugal em Lamego acabará por ser também um dia de Lamego em Portugal.

Portugal vai ter os olhos volvidos para Lamego, sabendo que Lamego tem o seu coração sempre voltado para Portugal.

 

  1. Nas terras de Lamego está depositado muito do passado de Portugal. Nas gentes de Lamego ardem muitos sonhos sobre o futuro de Portugal.

Faz bem ao país olhar para estas terras. E é bom que quem manda no país se habitue a escutar estas gentes.

 

  1. Afinal, aqui também é Portugal. Por aqui também se faz Portugal. Por aqui também se diz Portugal.

É triste que nem sempre se repare no Portugal que por aqui se faz. É pena que nem sempre se oiça o Portugal que por aqui se diz. Por aqui persiste um Portugal sofrido que anseia ser ouvido. Aqui labuta um Portugal escondido que merece ser mostrado.

 

  1. A história de Portugal é conhecida em Lamego, ainda que a história de Lamego nem sempre seja devidamente reconhecida em Portugal.

Visto de Lamego, Portugal é uma pátria sempre amada, com um poder muitas vezes avaro. Vista de Portugal, Lamego é uma terra de que se sabe o suficiente, mas que não se valoriza o bastante.

 

  1. Para muitos, Lamego é um lugar de passagem, mas de não muito investimento.

Os lamecenses transportam a mágoa de viverem numa terra a que pouco se dá e a que muito se vai tirando. Lamego está habituada a ouvir muitos elogios e a ver poucos apoios.

 

  1. A síntese angustiada de Pessoa mantém-se pertinente: «Cumpriu-se o Mar e o Império se desfez. Falta cumprir-se Portugal».

Falta que Portugal cumpra com cada um. Falta que cada um cumpra com Portugal.

 

  1. Hoje, voltam a dizer-nos que somos um país adiado, mas, nesse caso, já o somos há muitos séculos.

Não somos perfeitos. Às vezes, até nos mostramos contrafeitos. Temos defeitos. Eis o nosso drama, eis também a nossa sorte. Se não fossem os nossos defeitos, o que nos motivaria? Se tudo já estivesse feito (e bem feito), que futuro nos restaria?

 

  1. A tudo temos sobrevivido. Temos sobrevivido à realidade, cruel. E temos sobrevivido aos diagnósticos, nada estimulantes.

Seremos, como afirmava o Padre Manuel Antunes, uma «excepção». Constituímos um paradoxo vivo. Somos «um povo místico mas pouco metafísico; povo lírico mas pouco gregário; povo activo mas pouco organizado; povo empírico mas pouco pragmático; povo de surpresas mas que suporta mal as continuidades, principalmente quando duras; povo tradicional mas extraordinariamente poroso às influências alheias».

 

  1. Seja como for, continuamos a sentir Portugal, a fazer Portugal e, não raramente, a chorar Portugal. Tantas vezes, são essas lágrimas que nos identificam e pacificam. Aquilo que soa a desespero acaba por saber a esperança.

Apesar das tardes sofridas, acreditamos sempre que uma manhã radiosa voltará a sorrir. É por isso que nunca desistimos de nós. É por isso que, não obstante as nuvens, há sempre um Portugal a brilhar em milhões de corações espalhados pelo mundo.

 

  1. O Dia de Portugal serve para estimular a identidade nacional, fortalecendo a sua realização local. Um saudável regionalismo não apouca, antes favorece, o fervor patriótico.

Em Lamego cumpre-se o mesmo destino do resto de Portugal. A vocação dos lamecenses também é sair. E é assim que, em qualquer parte do mundo, corre muito sangue de Portugal. E escorre muito do sangue de Lamego!

publicado por Theosfera às 10:24

A 3 de Junho de 1963, falecia, em Roma, o Papa bom, João XXIII.

 

Nasci e cresci a ouvir falar deste Homem.

 

Minha querida Mãe estava sempre a invocar o nome desta figura enorme da Igreja e da Humanidade.

 

Quem acompanhou a sua trajectória e leu os seus escritos ficou sempre com esta impressão: João XXIII era indulgente com os outros e exigente consigo mesmo.

 

 

O seu lema, extraído de Barónio, era «obediência e paz».

 

Escrevia em 1947: «Em casa, tudo vai bem. A paciência ajuda-me nos meus defeitos e nas minhas imperfeições e dos que trabalham comigo. O meu temperamento e a minha educação ajudam-me no exercício da amabilidade para com todos, da indulgência, da cortesia e da paciência. Não me afastarei deste caminho».

 

Reencontrar João XXIII é sempre um conforto que nunca cansa: «Não há nada mais excelente que a bondade. A inteligência humana pode procurar outros dons eminentes, mas nenhum deles se pode comparar à bondade».

 

E, atenção, «o exercício da bondade pode sofrer oposição, mas acaba sempre por vencer porque a bondade é amor e o amor tudo vence».

publicado por Theosfera às 00:43

Hoje, 03 de Junho, é dia de Sto. Ovídio, S. Carlos Lwanga e seus companheiros mártires, Sto. Isaac de Córdova, S. Juan Diego e S. João Grande.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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