O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 19 de Maio de 2015

Amar a Deus é o segredo de tudo.

Dizia S. Crispim de Viterbo: «Quem ama a Deus com pureza de coração vive feliz e morre contente».

Até porque esse amor a Deus transborda (sempre) em mais amor pelo próximo!

publicado por Theosfera às 07:08

Hoje, 19 de Maio, as agendas litúrgicas assinalam a memória de S. Celestino V.

 

Trata-se de alguém que, muito a contragosto, aceitou ser Papa, mas que, pouco tempo depois, abdicou.

 

O que sempre me impressionou mais neste homem foi a humildade com que aceitou a missão e a humildade com que se retirou dela.

 

Pedro Celestino, eremita, nasceu em 1221 em Isenia, na província de Apulia.

 

Tendo apenas seis anos de idade, disse à mãe: «Mãe, quero ser um bom servo de Deus».

 

Depois de ter terminado os estudos, retirou-se para um ermo, onde viveu dez anos.

 

Decorrido este tempo, ordenou-se em Roma e entrou na Ordem Beneditina.

 

Com licença do Abade, abandonou o convento, para continuar a vida de eremita. Como tal, teve o nome de Pedro de Morone, nome tirado do morro de Morone, no sopé do qual erigira a cela em que morava.

 

O tempo que passou naquele ermo foi uma época de grandes lutas e provações.

 

A paz e tranquilidade voltaram depois de Pedro ter confessado o estado de sua consciência a um sábio sacerdote.

 

Em 1251, fundou, com mais dois companheiros, um pequeno convento, perto do morro Majela. A virtude dos monges animou outros a seguir-lhes o exemplo.

 

O número dos religiosos, sob a direcção de Pedro, cresceu tanto que o superior, por uma inspiração divina, deu uma regra à nova ordem, chamada dos Celestinos.

 

Esta Ordem, reconhecida e aprovada por Leão IX, estendeu-se admiravelmente, e, ainda em vida do fundador, contava 36 conventos.

 

Com a morte de Nicolau V, em 1292, ficou a Igreja sem Papa.

 

Dois anos durou o conclave, sem que os cardeais chegassem a acordo.

 

Finalmente, a 5 de Julho de 1294, contra todas as expectativas, saiu eleito Pedro Morone.

 

Só que ao eremita faltavam por completo as qualidades indispensáveis para governar a Igreja, ainda mais num período tão crítico e difícil.

 

Os cardeais depressa viram que o eleito, em vez de ouvir os seus conselhos, preferia seguir os do rei e de alguns monges, ficando com isto seriamente afectados os interesses da Igreja.

 

O Pontífice, por sua vez, reconheceu que estava deslocado e depressa abdicou (13-12-1294).

 

Bonifácio VIII, seu sucessor, foi interpelado por muitos, que chegaram a declarar não justificada, e sem efeito a abdicação de Celestino, e ilegal a eleição de Bonifácio.

 

Para afastar o perigo de um cisma, mandou fechar Celestino, até à morte, no castelo Fumone.

 

Pedro sujeitou-se a esta medida coerciva e passou dez meses, por assim dizer, na prisão.

 

Por uma graça divina foi conhecedor do dia da sua morte, que predisse com toda a exactidão.

 

Tendo recebido os Santos Sacramentos, esperou a morte, deitado no chão. As últimas palavras que disse foram as do Salmo 150: «Todos os espíritos louvem ao Senhor».

 

Já em 1313 foi honrado com o título de Santo, pela canonização feita por Clemente V.

 

A Ordem dos Celestinos estendeu-se rapidamente pela Itália, França, Alemanha e Holanda.

 

Estimada pelos príncipes, teve em todos os países uma bela florescência, até à grande catástrofe religiosa na Alemanha e a Revolução Francesa.

 

Na Itália existem ainda poucos conventos da fundação de Pedro Celestino.

publicado por Theosfera às 00:03

Hoje, 19 de Maio, é dia de S. Celestino V, S. Clemente Ósimo, Sto. Agostinho de Tarano e S. Crsipim de Viterbo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 18 de Maio de 2015

Questionar não é, necessariamente, negar. Pode ser até a melhor forma de começar a experimentar.

Diderot achava que «o que nunca foi questionado nunca foi provado».

A questão é uma provação, mas é igualmente uma prova.

No fundo, quando questionamos, já estamos a provar!

publicado por Theosfera às 09:40

A violência já não é só uma reacção ao negativo; é também uma consequência do positivo.

A violência está tão entranhada que ela já não se manifesta apenas na hora do infortúnio; revela-se também como um ingrediente dos momentos de festa.

Se está tudo mal, violência. Se está tudo bem, violência.

Ou seja, mesmo quando as coisas correm bem, há sempre algo que as faz deslizar para os terrenos do mal.

E o mais preocupante é pressentir que, no caso desta noite, se outros tivessem sido os triunfadores, o cenário tenderia a ser semelhante.

A questão não é particular; é (infelizmente) geral. A violência é um tumor que se vai multiplicando por todas as camadas etárias e sociais.

Acresce que só damos por ela quando se mostra. Devíamos (procurar) neutralizá-la quando germina.

Os sinais são preocupantes. Mas não nos resignemos.

É altura de continuar a reflectir. E de procurar inflectir!

publicado por Theosfera às 09:27

Hoje, 18 de Maio, é dia de S. João I, S. Venâncio, S. Guilherme de Toulouse, S. Téodoto, Sta. Tecusa e companheiros mártires, S. Leornardo Murialdo, S. Félix de Cantalício, Sta. Blandina Merten e Sta. Maria Josefa Sancho de Guerra.

Faz 95 anos que nasceu São João Paulo II.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 17 de Maio de 2015

A fé é uma dependência, a única dependência salutar que existe.

E quando temos verdadeiramente fé? Segundo Óscar Romero, que vai ser beatificado no próximo sábado, começamos a ter fé «quando temos coração de pobre, quando sabemos que o capital financeiro e o poder não valem nada e que sem Deus nós próprios não somos nada».

Sem Deus, não somos mesmo nada!

publicado por Theosfera às 15:59

Era para ser uma despedida,

mas tornou-se a continuação de um encontro.

 

A Tua Ascensão, Senhor,

não é um adeus,

é uma presença eterna,

um encontro constante.

 

Tu não deixaste o Pai quando vieste nós.

Não nos deixas a nós quando voltas para o Pai.

 

Tu és sempre a presença de Deus junto dos homens

e a presença dos homens junto de Deus.

 

Tu não queres que fiquemos a olhar para o Céu.

O que Tu queres, Senhor, é que,

na Terra,

comecemos a construir o Céu.

 

«O Céu existe mesmo»!

O Céu existe já na Terra

quando fazemos o bem,

quando dizemos a verdade,

quando trabalhamos pela justiça,

quando espalhamos a paz.

 

«O Céu existe mesmo»!

O Céu és Tu, Senhor,

O Céu é a Tua e nossa Mãe.

E o Céu podemos ser nós,

se nos respeitarmos como pessoas

e se nos unirmos e amarmos como irmãos.

 

«O Céu existe mesmo»!

E tudo pode ser diferente

e tudo pode ser melhor.

Se agirmos em Teu nome,

um novo começo será sempre possível.

 

«O Céu existe mesmo»!

As trevas não hão-de vencer.

O mal não há-de triunfar.

O egoísmo não há-de persistir.

 

«O Céu existe mesmo!»

As crianças hão-de cantar.

Os velhinhos hão-de sorrir.

E as mãos serão dadas.

 

«O Céu existe mesmo!»

Nós temos a certeza

e não deixaremos de ter a esperança.

As nuvens podem cair.

Mas o sol há-de sempre brilhar.

O sol que é fonte de luz.

O sol que ilumina sempre.

O sol que és Tu,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:58

O Evangelho nunca será silenciado. O Evangelho tem sempre um plano B, C, D e muitos mais.

Podem tentar calar os que falam. Outras vozes se levantarão.

D. Óscar Romero, o bispo-mártir, avisou: «Se não nos deixarem falar, se ficardes sós, cada um de vós deverá ser o microfone de Deus, cada um de vós deverá ser um mensageiro, um profeta»!

publicado por Theosfera às 08:59

Na vida, a a competência não é suficiente, a dedicação é bastante, mas só o exemplo é tudo.

É por isso que Albert Schweitzer alega que «o exemplo não é a melhor maneira de educar; é a única».

E, antes dele, já Edmund Burk tinha alertado: «O exemplo é a escola da humanidade e só nela os homens poderão aprender».

Faltam bons exemplos. Falta vontade de seguir os melhores exemplos!

publicado por Theosfera às 07:51

A. Não uma despedida, mas uma presença nova

  1. Faltam-nos as palavras para descrever o mistério que celebramos hoje. Acompanhamos Jesus no último momento da Sua peregrinação pela terra. Só que, a bem dizer, Jesus não Se ausenta. Acompanhamos Jesus no Seu regresso ao Pai. Só que, em boa verdade, Jesus nunca tinha deixado o Pai: Ele e o Pai foram — são — sempre um só (cf. Jo 10, 30).

A Ascensão não assinala uma despedida, mas inaugura um tempo novo e uma vida renovada. Jesus não deixou o Pai quando veio até ao mundo e, agora, não deixa o mundo quando volta até ao Pai. Jesus trouxe-nos o Pai, Jesus (e)leva-nos para o Pai. É também a nossa humanidade redimida, salva e transfigurada que vai com Ele. Nós (já) estamos com Ele na eternidade; Ele (ainda) está connosco no tempo. Enfim, o Céu continua na Terra e a Terra como que já está no Céu. Em Jesus Cristo, a eternidade e o tempo entrelaçam-se: não subsistem um sem o outro. No tempo que vivemos na Terra, já somos verdadeiramente «cidadãos do Céu»(Fil 3, 20), habitantes da «Casa do Senhor»(Sal 122, 1).

 

  1. A Ascensão de Jesus é o alicerce e a certeza da ascensão da humanidade. O destino de Jesus será o destino da humanidade quando os caminhos da humanidade forem os caminhos de Jesus. Jesus desceu até à humanidade para que a humanidade possa subir com Jesus. Verdadeiramente e como terá notado S. Francisco Xavier, «para Deus, sobe-se descendo». A Ascensão ilumina e aprofunda o significado da Ressurreição, à qual aliás está intimamente ligada: aquele que sobe às alturas do Céu é o mesmo que desceu às profundidades da Terra.

Eis a lição desta solenidade e, mais vastamente, de toda a vida de Jesus Cristo. Só se sobe quando se desce. Só se ganha quando se perde. Só se recebe quando se dá. A máxima exaltação veio após a suprema humilhação. Deus exaltou maximamente aquele que Se humilhou completamente (cf. Fil 2, 6-11).

 

B. Nós (já) com Ele na eternidade; Ele (ainda) connosco no tempo

 

3. Em Jesus Cristo, Deus vem até nós de uma forma totalmente humanizada. Em Jesus Cristo, nós vamos até Deus de uma forma totalmente divinizada. Não se trata de uma conquista nossa, mas de um puro dom de Deus. Trata-se não de endeusamento, mas de divinização («theosis»). Entramos no Céu pela porta de Cristo, pela porta que é Cristo (cf. Jo 10, 7). Como diziam os antigos, «Cristo sobe, levando conSigo os homens cativos da morte. Ele, o primeiro, Deus incarnado, entra no Céu». E, ao entrar, faz-nos entrar com Ele.

É por isso que a Ascensão, enquanto celebração do triunfo de Cristo, é também celebração do triunfo da humanidade unida a Cristo. Ele, que fez Seu o nosso sofrimento, permite que façamos nossa a Sua glória.

 

  1. Entretanto, Jesus continua presente no mundo, acompanhando os Seus discípulos em missão. S. Marcos diz-nos que o Senhor consolida a palavra dos Seus enviados (cf. Mc 16, 20). E S. Mateus refere a Sua promessa de que Ele estará sempre connosco, até ao fim dos tempos (cf. Mt 28, 20).

É, aliás, sobre a missão dos discípulos que incide o encontro de Jesus narrado pelo Livro dos Actos dos Apóstolos. Nele, Jesus pede aos discípulos que não se afastem até que venha o Prometido do Pai (cf. Act 1, 4). O Prometido do Pai é o Espírito Santo (cf. Act 1, 5). É o Espírito Santo que vai dar aos discípulos uma força suave — e uma suavidade forte — para que sejam testemunhas de Cristo «até aos confins da Terra»(Act 1, 8).

 

C. Este é o momento de caminhar na Terra, não de «olhar para o Céu»

 

5. Segundo o referido Livro dos Actos dos Apóstolos, foi após estas palavras que Jesus Se elevou (cf. Act 1, 9). Os discípulos deixaram de ver aquele que tinham visto e que, segundo os «dois homens vestidos de branco»(Act 1, 10), voltarão a ver quando voltar (cf. Act 1, 11). A partir de agora, podemos ver — e fazer ver — Jesus através do testemunho, através do testemunho da missão. Este ainda não é, pois, o momento de «olhar para o Céu» (cf. Act 1, 11). Este é o momento de «pisar a Terra». Este é o momento de trilhar todos os «caminhos da Terra». Este, em suma, é o tempo da Igreja, a nova corporeidade de Jesus (cf 1Cor 12).

Que resta, então, do rasto de Jesus? O que resta do rasto de Jesus chama-se precisamente Igreja. É na Igreja que Jesus dilata o Seu Corpo. É na Igreja que Jesus estende a Sua presença. É à Igreja que Jesus confia o Seu Evangelho: não apenas o Evangelho escrito, mas sobretudo o Evangelho inscrito; não apenas o Evangelho que encontramos no livro, mas acima de tudo o Evangelho que reencontramos na vida. O Evangelho é um permanente começo: é um começo a que nenhum tropeço consegue pôr fim.

 

  1. A Igreja, de todos fazemos parte, não é, por conseguinte, uma mera continuação da «causa de Jesus». A Igreja, de que todos fazemos parte, é uma nova presença do próprio Jesus. Eis, portanto, a boa — e bela — notícia que transportamos connosco: a presença de Jesus no mundo, a presença de Jesus em cada pessoa que há no mundo.

Não é por acaso que a Igreja assinala, neste Domingo da Ascensão, o Dia Mundial das Comunicações Sociais. A comunicação social, desde os meios mais clássicos até aos mais novíssimos recursos, faz-se portadora de notícias. Acontece que as notícias mais difundidas nem sempre são boas. E nem sempre as notícias boas são as mais difundidas. Como se isto não bastasse, há uma espécie de contágio. Parece que as notícias negativas atraem factos negativos. Quanto mais se fala de uma tragédia, tanto mais essa tragédia parece multiplicar-se.

 

D. A Igreja existe para comunicar

 

7. É claro que não podemos ignorar o que acontece. Mas também não desistamos do que pode vir a acontecer. A comunicação social não pode limitar-se a ser um eco da realidade. Ela tem de procurar ser um agente de transformação da realidade.

Na sua mensagem para este ano, o Papa Francisco chama a nossa atenção para a relação da família com os meios de comunicação social. A sociedade costuma olhar preferencialmente para a família como uma consumidora da comunicação social. O Santo Padre aponta uma perspectiva diferente, mais activa e mobilizadora. Basta prestar atenção ao título da referida mensagem: «Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor».

 

  1. Nesta interacção inevitável, salta à vista que a comunicação social, para o bem e para o mal, foi alterando o perfil e o funcionamento da família. Será que a família não poderá alterar o perfil e o funcionamento da comunicação social?

Muitas vezes, confunde-se o combate ao preconceito com a ausência de critérios. Temos de reconhecer que nem sempre a comunicação social é amiga da família. Nem sempre os valores que ela veicula correspondem ao que se espera que sejam os valores da família. Talvez sem querer, a comunicação social arrisca-se, frequentemente, a contribuir mais para a destruição dos laços familiares do que para a consolidação desses mesmos laços familiares.

 

E. Nem tudo é para mostrar, nem tudo é para consumir

 

9. É certo que não podemos exigir que a comunicação social faça o que deve ser feito pela família. Mas pode ajudar ou, pelo menos, pode não complicar mais. A vida das famílias já não é fácil. Era bom que, sem contender com um sadio pluralismo, todos déssemos as mãos para não a tornarmos mais difícil.

Precisamos, por isso, de uma ética: não só para a produção, mas também para a utilização da comunicação social. Nem tudo é para mostrar, nem tudo é para consumir. Não se trata de advogar a censura, sempre abominável, mas de defender um necessário sentido crítico.

 

  1. Não pode ser a comunicação social a definir e a comandar a vida das famílias. As famílias é que devem definir e comandar a sua relação com a comunicação social. É preciso perceber que, não raramente, para se acompanhar o que se passa nos extremos do mundo, deixamos de acompanhar como devíamos o que se passa ao nosso lado. Trata-se de uma espécie de «comunicação incomunicante», uma comunicação que não comunica com quem está na nossa casa, com quem faz parte da nossa família.

O que celebramos na Ascensão é um poderoso estímulo para a missão, também na comunicação social. Procuremos converter as dificuldades em oportunidades. Não nos limitemos a pôr de lado os meios de comunicação social. Procuremos fazer tudo para que eles possam ser também meios de evangelização. Afinal, há tanto Evangelho para espalhar na vida. E há tanto Deus para semear no coração das pessoas!

publicado por Theosfera às 07:11

Hoje, 17 de Maio (Solenidade da Ascensão do Senhor e Dia Mundial das Comunicações Sociais), é dia de S. Pascoal Bailão, Sta. Restituta e Sta. Antónia Messina.

Refira-se que S. Pascoal recebeu o seu nome do facto de ter nascido em dia de Páscoa no ano de 1540.

Ele é considerado padroeiro das adorações e dos congressos eucarísticos dada a sua acendrada devoção à Eucaristia.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 16 de Maio de 2015

Óscar Romero, o mártir do amor pelos pobres, vai ser (finalmente) beatificado no próximo sábado, dia 23.

Entre nós, quase nada se diz. Uma das maiores figuras do século XX passa despercebida neste sorumbático início do século XXI.

No fundo, a história, mesmo não se repetindo, continua.

A sociedade tem mais afinidades com os que eliminaram Mons. Óscar Romero.

Se não actua pela violência, pactua pela indiferença, que é uma forma (não menos dolorosa) de violência.

Bom seria que todos conhecessem a vida e a morte deste homem. É uma lição viva e um púlpito flamejante.

Os seus últimos três anos de vida foram uma sequência de incompreensões e ameaças.

A sua resposta? A coragem e o amor.

O amor, como ele disse, é «a vingança dos cristãos»!

publicado por Theosfera às 12:32

Hoje, 16 de Maio, é dia de S. João Nepomuceno (invocado para proteger as pontes, para fazer uma boa confissão e contra as injúrias e calúnias), Sto. André Bobola, S. Simão Stock, Sto. Alípio e Sta. Gema Galgani.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 15 de Maio de 2015

Qual será a coisa mais forte?

A vida, onde tudo acontece? Ou a morte, onde (aparentemente) tudo desaparece?

A vida é teimosamente persistente, mas a morte é cruamente eficaz: quando vem, vem mesmo e vem para sempre.

O amor é vida, mas a Bíblia ousa comparar o amor à morte. Se visitarmos o Livro do Cântico dos Cânticos, lá encontraremos que «o amor é forte como a morte»(Ct 8, 6).

Como a morte? Sim, como a morte.

Ou seja, quando o amor vem, vem para ficar, vem para ficar para sempre.

O amor nunca acabará (cf. 1Cor 13, 8). Já que o amor é como a morte, então nem a morte acaba com o amor.

publicado por Theosfera às 16:08

Não é inédito, mas é cada vez mais preocupante.

As imagens são arrepiantes e os factos aterradores.

Jovens agridem jovens, jovens deliciam-se a ver agredir jovens, jovens (muito possivelmente) matam jovens.

Dir-se-á que sempre foi assim e que, no passado, até terá sido pior.

Acontece que ao passado já não podemos acudir. Aos prevaricadores de outrora já não conseguimos corrigir.

O mal não é só o que foi feito no passado. O mal é também o bem que (não) está a ser feito no presente.

Esquecemos, muitas vezes, que a maior ajuda que podemos dar aos novos é educá-los, não imitá-los.

Há quem goste de parecer jovem mesmo quando a idade já é de adulto. Se até os adultos gostam de parecer jovens, que vontade terão os jovens de ter atitudes adultas?

Se os adultos não amadureceram, como esperar que os mais jovens amadureçam?

Educar é superar o que se é; é corrigir muito do que se faz; é introduzir o diferente. É ponderar para lá dos impulsos.

O panorama geral é pouco animador.

Mas, atenção, há jovens excepcionais. Há jovens que são um verdadeiro exemplo até para os mais crescidos.

E, graças a Deus, ainda são muitos!

publicado por Theosfera às 13:36

Onde há ambição, não costuma haver franqueza. Assim diz a vida e com razão.

Quando impera o calculismo, abundam as palavras ambíguas. Com o que se diz esconde-se o que se sente.

Pelo contrário, quando há clareza e sinceridade, há também desprendimento.

O Padre António Vieira alertou com sagaz lucidez: «Nada receia perder quem nada espera ganhar».

Quem é franco sabe que muitos não toleram a franqueza. E  obrigam a pagar um preço alto pela sinceridade.

É por isso que a verdade anda longe de muitos lábios.

Heróis são os que se dispõem a tudo pela verdade.

Nenhum ideal de riqueza é comparável à riqueza de um ideal!

publicado por Theosfera às 10:00

Duvidar é humano.

Duvidar pode ser uma necessidade, ditada pela realidade.

Duvidar de alguém é triste. Duvidar de si mesmo é ainda mais triste.

Henry Beacher confessou: «As horas mais tristes da vida são aquelas em que duvidamos de nós próprios».

Não duvidemos de nós. Não demos motivos para duvidarem de nós. E procuremos não ter motivos para duvidarmos dos outros.

A dúvida é uma estrada para o conhecimento. Mas pode ser também um caminho para a desconfiança!

publicado por Theosfera às 09:51

Hoje, 15 de Maio, é dia de S. Manços, Sta. Dionísia, S. Paulo e Sto. André (mártires), Sto. Isidro Lavrador e S. Gil de Vouzela.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:02

Quinta-feira, 14 de Maio de 2015

Que existe primeiro: o amor ou as pessoas?

Qualquer resposta parece possível, nenhuma resposta se impõe como incontestável.

Dir-se-á que para haver amor tem de haver pessoas, o que é verdade. Mas não faltará quem diga que para haver pessoas tem de haver amor, o que (também) não é mentira.

Para realmente haver amor, tem de haver pessoas que se amem. Para verdadeiramente haver pessoas, tem de haver amor que as una.

Só o amor é capaz de unir. Se não há união, é porque não há amor. E sem amor que una — ou sem união que ame —, dificilmente conseguiremos sobreviver como pessoas.

Em Deus, o amor coexiste com as pessoas: desde sempre e para sempre. O amor gera desde sempre as pessoas. As pessoas geram para sempre o amor.

O amor é tão eterno como Deus e Deus é tão eterno como o amor.

Nunca houve Deus sem amor. Nunca houve — nem haverá — amor sem Deus!

publicado por Theosfera às 15:54

Há quem habite na ilusão por ter medo da verdade.

Nietzsche apercebeu-se: «Por vezes, as pessoas não querem ouvir a verdade porque não desejam que as suas ilusões sejam destruídas».

Acontece que as ilusões só subsistem no íntimo das pessoas iludidas.

A realidade não suporta ilusões. Ela tem um pacto firmado com a verdade.

E cumpre!

publicado por Theosfera às 09:59

A miséria de uns é, quase sempre, resultado da desumanidade de muitos.

Só que o efeito consegue ultrapassar as causas. A miséria acaba por ser mais contagiante.

Victor Hugo notou que «há sempre mais miséria entre as classes mais baixas do que humanidade nas mais altas».

Mas não será esta falta de humanidade a miséria maior?

publicado por Theosfera às 09:55

Hoje, 14 de Maio, é dia de S. Matias (padroeiro dos carpinteiros, dos alfaiates, dos alcoólicos arrependidos e invocado para as dores de bexiga), S. Frei Gil de Santarém e S. Miguel de Garicoits.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 13 de Maio de 2015
  1. Só chega ao cimo quem parte do fundo. Só termina quem começa. Só consegue ser grande quem sabe ser pequeno. Só atinge a maturidade que não abandona a inocência da infância.

É por isso que a humildade é importante. Só ela nos livra da ilusão. Só ela nos faz aterrar na vida. Só ela nos faz perceber que, só em nós, não somos nós.

 

  1. Nenhum de nós é tudo. Nenhum de nós está apenas em si. Há muito de nós que habita nos outros.

Paulo Bonfim tem razão: «Quando através de uma senha percebemos que um pouco de nós nos espreita no fundo do outro, e que a terra prometida são algumas pessoas que temos a vidência de pressentir, passamos a sentir-nos em casa. O verdadeiro encontro é aquele que confirma algo que trazemos em nós. É conhecimento e reconhecimento daqueles que podem livremente fluir uns nos outros». O essencial da vida é o encontro.

 

  1. Ilya Ehrenburg achava que «não se tem razão quando se diz que o tempo cura tudo: de repente, as velhas dores tornam-se lancinantes e só morrem com o homem».

Mas enquanto sofremos, é sinal de que vivemos. Afinal, de dor em dor, sempre a viver, a reviver.

 

  1. Abundam, hoje em dia, respostas a perguntas que ninguém faz. Devíamos fazer como Confúcio, que «não procurava saber as respostas, mas compreender as perguntas».

Só quem procura compreender as perguntas está em condições de elaborar as verdadeiras respostas.

 

  1. «O poder está na rua». Muitos são os que se assustam com esta frase. Mas é preciso distinguir o exercício do poder da fonte do poder. O exercício do poder tem de ocorrer, obviamente, na sede própria: parlamento, governo, tribunais.

Mas o poder deve estar na rua, sim. Deve estar atento ao que se passa na rua. É para isso que existe. É na rua que estão as pessoas. Que, hoje por hoje, sofrem tanto.

 

  1. Há quem confunda a justiça com a vingança. Francis Bacon achava que «a vingança é uma espécie de justiça selvagem». E se é selvagem, será justiça?

Compreende-se que, muitas vezes, haja desejo de vingança. Mas nunca se perca de vista o valor (perene) da justiça. Ela costuma vir tarde. Mas não deixa de vir.

 

  1. O passado não é só passado. O passado é a semente do futuro. Aliás, já Mîllor Fernandes dizia que «o passado é o futuro usado». É o futuro usado e ousado.

Não desprezemos o passado. O nosso futuro começou lá.

 

  1. Nem sempre nos sentimos acompanhados por quem está ao nosso lado. Nem sempre estamos desacompanhados por quem não está à nossa beira.

Nem sempre estaremos sós quando nos encontramos sozinhos. É nessa altura que o melhor dos outros pode entrar em nós: pela recordação, pelo eco da presença, pela revivescência do que já aconteceu e deixou marcas imperecíveis.

 

  1. Ao fim e ao cabo, não sou eu que procuro a solidão; é a própria solidão que me visita.

Não seria indelicadeza fechar-lhe as portas?

 

  1. Dizia Napoleão Bonaparte: «A glória é fugaz, mas a obscuridade dura para sempre». Não digo que a obscuridade seja permanente. Mas a glória é, sem dúvida, passageira. Passa tão depressa. Valerá a pena lutar por ela? Esmagar os outros por causa dela?

O que nunca deixa de valer é o bem que se faz. O rasto do bem vale muito mais que as trombetas da glória!

publicado por Theosfera às 09:53

Já houve um Papa que foi ordenado Bispo a 13 de Maio: Eugénio Pacelli recebeu a ordenação episcopal a 13 de Maio de 1917, precisamente quando Nossa Senhora apareceu em Fátima pela primeira vez.

Ainda nos lembramos de que foi neste dia que, há 34 anos, S. João Paulo II foi alvejado em Roma.

Só que, como ele disse, uma mão disparou a bala e outra mão, a mão da Mãe, desviou a bala. E, há 33 anos, estava em Fátima para agradecer.

Sabemos, também, que o actual Papa foi informado da sua eleição episcopal a 13 de Maio: a 13 de Maio de 1992, quando se comemoravam os 75 anos da primeira aparição.

Foi nesse dia que o Núncio Apostólico de Sua Santidade em Buenos Aires disse ao padre Jorge Mário Bergoglio que iria ser Bispo Auxiliar de Buenos Aires!

publicado por Theosfera às 05:48

Este é um dia em que todos os olhos se voltam para um único local: Fátima.

 

O mesmo rosto é contemplado: o da Virgem Mãe. O Seu amor amoriza toda a nossa existência.

 

Fátima é este mar de fé e de despojamento que serve de lição para todos.

 

Muitos foram a pé.

 

Muitos não arredam pé.

 

Muitos não dormiram toda a noite.

 

Eis a grande cátedra e a maior lição: o Evangelho continua a ser reescrito na vida de tanta gente simples e humilde. Mas que se agiganta na coerência do testemunho.

 

Santos Sabugal, eminente eclesiólogo, colocou as coisas com muita clareza: a Igreja tem um modelo fontal (Jesus Cristo) e um modelo paradigmático (Maria).

 

Os dois apontam, indelevelmente, para o serviço: Jesus é o servo de Deus, Maria é a serva do Senhor.

 

Por isso, quem conduz a Igreja tem o nome de ministro. Ministro vem precisamente de minus, o menor.

 

Poder-se-á alegar que nem sempre isso é palpável, visível, notório. Falta, amiúde, o espírito de serviço e o serviço ao Espírito.

 

Só na humildade podemos crescer. O padre e o bispo têm de ser humildes, simples. Como humilde e simples foi/é Jesus. Ele é Senhor porque servo, porque humilde, porque simples.

 

Quando perdermos tudo, não percamos jamais a humildade.

publicado por Theosfera às 00:41

Hoje, 13 de Maio, é dia de Nossa Senhora de Fátima e de Sto. André Hubert Fournet. Faz 98 anos que Nossa Senhora apareceu pela primeira vez aos pastorinhos.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 12 de Maio de 2015

Fazemos muitas coisas, mas raramente avaliamos o seu alcance.

Dizemos muitas palavras, mas dificilmente pensamos no seu significado.

Jaime Balmes percebeu: «A experiência ensina que são pouquíssimos os que são capazes de fixar o sentido das palavras que usam».

Pensar antes de falar e de agir. Eis um bom princípio!

publicado por Theosfera às 10:43

  1. A violência religiosa é a pior instrumentalização de Deus.

Ela invoca a mais alta inspiração divina para dar guarida aos mais baixos impulsos humanos.

 

  1. Ninguém, contudo, está a salvo desta violência.

Sobressalta-nos a incerteza acerca do momento e do local do próximo atentado. Mas vivemos na certeza de que, perto ou longe, algo vai acontecer.

 

  1. É arrepiante ver o religioso repetidamente envolvido nos actos mais sangrentos que a história regista.

Afinal, ainda não compreendemos que pertencer a uma religião não significa «despertencer» a outra religião.

 

  1. O facto de pertencermos a uma mesma humanidade determina que pertencemos todos uns aos outros.

Por conseguinte, acabamos por pertencer ao que os outros pertencem. O que pertence aos outros não pertencerá também a nós?

 

  1. É claro que não pertencemos à religião dos outros do mesmo modo que pertencemos à nossa.

Mas será que a pertença formal a uma religião impedirá qualquer forma de «pertença» a outras religiões?

 

  1. Será que a opção por uma religião obriga a uma animosidade pelas outras religiões?

Ou não sucederá que uma lúcida adesão a uma religião levará à percepção de elementos de afinidade com outras religiões?

 

  1. Não há dúvida de que, como advertia Xavier Zubiri, «viver é optar». Mas optar passará necessariamente por excluir?

Uma opção exprime sempre uma prioridade. Mas não tem de exprimir, forçosamente, uma rejeição.

 

  1. Andrés Torres Queiruga insiste, a este propósito, num neologismo talvez cacofónico, mas bastante expressivo: «inreligionação».

No fundo, trata-se de perceber que alguma coisa de cada religião acaba sempre por estar incluída noutra religião.

 

  1. Um cristão notará que, nas outras religiões, está presente um «Cristo desconhecido» (Raimon Panikkar), um «Cristo anónimo» (Karl Rahner), um «Cristo implícito» (Edward Schilebeeckx), um «Cristo intrínseco» ou um «Cristo germinal» (Xavier Zubiri), etc.

Este pluralismo ilustra, na óptica fecunda de Zubiri, «a essencial possibilidade que tem o espírito humano de chegar a Deus por diferentes caminhos».

 

  1. Se Deus «religa» todas as religiões, será efectivamente religioso quem só se preocupa com a sua religião? Quem não tem apreço pelas outras religiões? Ou quem persegue os membros de outras religiões?

Uma religião só ilumina quando não elimina!

 

publicado por Theosfera às 10:28

Hoje, 12 de Maio, é dia da Bem-Aventurada Joana Princesa, S. Nereu, Sto. Aquileu, S. Pancrácio, Sto. Epifânio de Salamina e Sta. Lúcia Filippini.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:11

Segunda-feira, 11 de Maio de 2015

Muitos se inquietam. Para quê ser decente?

Uma afamada apresentadora televisiva sentenciou que «quem tem ética passa fome».

Descontando o óbvio exagero, a experiência ensina que a decência não facilita muito o acesso ao êxito.

Mas antes a decência sem êxito do que o êxito sem decência.

Wladyslaw Bartoszeski, recentemente falecido, recomendava: «Vale a pena ser decente, mesmo que muitas vezes não sejamos recompensados; não vale a pena ser indecente, ainda que muitas vezes possamos ser recompensados».

Os dados estão lançados. A opção fica com cada um.

publicado por Theosfera às 09:35

Muitos dos mais pobres já não fazem greve.

Muitos dos mais pobres têm salários em atraso.

Muitos dos mais pobres já nem trabalham.

Muitos dos mais pobres estão em casa ou, quem sabe, na rua.

Muitos dos mais pobres permanecem no hospital mesmo quando têm alta.

Muitos dos mais pobres já nem sequer têm família.

Muitos dos mais pobres vivem muito, mas vivem mal e vivem sós.

O proletariado foi degenerando num contagiante «pobretariado».

Aos mais pobres dos pobres até a voz é negada.

As revistas «cor-de-rosa» não parecem ter lugar para eles. O «prime time» televisivo está entretido com novelas, futebol e concursos.

Só quando há uma tragédia, é que a atenção existe.

Quem estende a mão ao «pobretariado»?

publicado por Theosfera às 09:26

A oração não é para informar nem para influenciar Deus.

Deus não precisa de ser informado. E não pode ser influenciado. Nós é que podemos — e devemos — ser influenciados por Deus.

A oração não existe para transformar Deus, mas para nos transformar a nós.

Já Kierkegaard tinha notado que «o objectivo da oração não é influenciar Deus, mas mudar a natureza daquele que reza».

Como estamos necessitados de oração!

publicado por Theosfera às 09:11

À primeira vista, a comparação pode parecer um pouco mórbida. Mas é, sem dúvida, muito pertinente.

A Bíblia diz que «o amor é forte como a morte»(Ct 8, 6).

Como a morte? Sim, como a morte.

A morte é eficaz e é duradoura: quando vem, vem mesmo e vem para sempre.

Assim deve ser o amor: quando vem é para ficar, é para ficar para sempre.

Mesmo que os sentimentos passem, o amor há-de ficar.

O amor, como reconheceu S. Paulo, nunca termina.

O amor é como a morte: nunca morre (cf. 1Cor 13, 13). Dura (e faz durar) para sempre!

 

publicado por Theosfera às 07:11

Hoje, 11 de Maio, é dia de S. Mamerto, Sto. Hugo de Cluny, Sto. Odo, Sto. Odilo, S. Pedro, o Venerável, e Sto. Inácio Laconi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 10 de Maio de 2015

Neste momento, Jesus,

queremos agradecer-Te

do fundo do coração

e envolver Tua e nossa Mãe

na nossa eterna gratidão.

 

Há 98 anos

(completam-se no dia 13 de Maio)

o Céu veio até à Terra,

o Céu veio até à nossa terra.

 

Veio através da Mãe,

veio por Maria,

veio a Portugal,

veio ao mundo inteiro.

 

Veio a Fátima,

veio a três crianças,

a três pastorinhos

e, por elas, convidou o mundo à mudança,

à conversão, à santidade, ao amor..

 

Em Fátima, Maria mostrou o coração de Deus,

um coração onde cabe a humanidade inteira,

um coração de paz, um coração que irradia luz.

 

Jesus tinha dito

que nunca nos deixaria órfãos, abandonados.

 

Ele enviou-nos do Pai o Defensor,

o Espírito da verdade,

o Espírito da esperança,

da justiça e do amor.

 

Obrigado, Maria,

Afinal, 13 de Maio também é dia da Mãe!

Qual é o dia que não é dia da Mãe?

 

Limpa, Maria, as nossas lágrimas.

Enxuga, Senhora, o nosso pranto.

Recebe as nossas preces

e dá-nos sempre o Teu Filho,

o Teu querido Filho,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:12

A. No centro de tudo está o amor

  1. Afinal, como é que mostramos que somos cristãos? Cristão vem de Cristo, cristão refere-se a Cristo. Somos cristãos quando procuramos seguir os ensinamentos de Cristo, quando procuramos viver a vida de Cristo. Quem mais sabe de Cristo não é, pois, quem mais fala de Cristo, mas quem mais se esforça por viver a vida de Cristo.

Cristo deixou-nos uma preciosa herança, cheia de preciosos ensinamentos. Creio que podemos resumir tudo em três mandamentos, aliás intimamente interligados: o mandamento missionário («ide por todo o mundo, pregai o Evangelho», Mc 16, 15), o mandamento da Eucaristia («fazei isto em memória de Mim», 1Cor 11, 24) e o mandamento do amor («amai-vos uns aos outros como Eu vos amei», Jo 15, 12). O amor é o corolário, a fonte e o centro. É o amor que faz a missão. É o amor que faz a Eucaristia. Que é a missão senão um gesto — e uma interminável gesta — de amor? E que é a Eucaristia senão um permanente mistério de amor? De resto, a Eucaristia é o «mistério da fé» na exacta medida em que é um perfeito mistério de amor. É que, como bem notou Hans Urs von Balthasar, «só o amor é digno de fé». Só o amor que dá a vida é digno de fé na nossa vida.

 

  1. Por conseguinte, percebe-se que Deus seja mais acessível ao coração que ama do que à mente que (apenas) pensa. O amor é o que maior honra tributa a Deus, que é amor (cf. 1Jo 4, 8.16). O poder consegue muito, mas só o amor consegue tudo. Basta olhar para Deus. O Seu poder é uma emanação do Seu amor. Nem sempre o poder é amoroso. Mas o amor será sempre poderoso. Afinal e como reconhecia Paul Ricoeur, Deus é «Todo-Poderoso» porque é «Todo-Amoroso».

Daí que a Igreja, não sendo uma democracia, deva ser mais — e nunca menos — que uma democracia. O que nela há-de prevalecer não é a «craciofilia» (amor do poder), mas a «filocracia» (poder do amor). É por este poder, pelo poder do amor, que as pessoas notarão que seguimos Jesus. O amor do poder tem esganado a vida de muita gente. Só o poder do amor transformará a vida de toda a gente.

 

B. A verdadeira «regra de ouro»

 

3. Jesus apresenta-nos a verdadeira «regra de ouro» ao dizer: «É este o Meu mandamento: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei»(Jo 15, 12). Na verdade, a «regra de ouro» tem sido apontada, ao longo dos tempos, como a alavanca para a convivência humana. Ela costuma ser apresentada de uma forma minimal: «Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti». Há quem atribua esta máxima a Confúcio. O certo é que ela já aparece gravada no Antigo Testamento, mais concretamente, no Livro de Tobias: «Aquilo que não queres para ti, não o faças aos outros»(Tb 4, 15). A sabedoria islâmica parece mover-se no mesmo registo quando estipula: «Não ofendas e não serás ofendido».

O próprio Jesus, no Sermão da Montanha, retoma este preceito, dando-lhe uma formulação positiva: «Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-lho vós também»(Mt 7, 12). Ou seja, enquanto antes se ensina a não fazer o mal, agora Jesus vai mais longe: em vez da proibição de fazer o mal, Ele convida-nos a fazer o bem ao nosso semelhante. Mais tarde, dá um passo em frente e coloca a «regra de ouro» sob a égide do amor, como já o fizera o Livro do Levítico: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo»(Mt 22, 39; cf. Lev 19, 18).

 

  1. Em todos estes casos, salta à vista que o critério é a pessoa de cada um. Isto significa que aquilo que não queremos para nós não devemos querer para os outros. E, correspondentemente, o que queremos para nós, devemos querer para os outros. Como é natural, levanta-se o problema de saber se aquilo que eu quero vai ao encontro daquilo que os outros querem.

Genericamente, o princípio é positivo, mas na prática pode não ser capaz de evitar algumas colisões. O que eu desejo para mim pode não ser desejado pelos outros. Já agora, não será descabido ressalvar que limitar-se a fazer o que os outros pretendem também não será opção totalmente segura. É que aquilo que para os outros é bom pode entrar em choque com aquilo que a minha consciência me determina como bem.

 

C. O critério do amor é Jesus

 

5. Neste encontro com os Seus discípulos, Jesus toca o extremo da «regra de ouro». O importante, agora, já não é apenas não fazer o que os outros não querem nem tão-pouco fazer o que, segundo eu, os outros anseiam. O importante é fazer aos outros o que Jesus faz, o que Jesus lhes faz.

O critério é Jesus. A novidade do Seu mandamento, como percebeu Sto. Agostinho, está no facto de não propor um amor meramente humano, mas o Seu próprio amor. Aliás, Jesus também nos ama com o amor do Pai: «Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei»(Jo 15, 9). Permanecer no amor de Cristo é, portanto, permanecer no amor do Pai (cf. Jo 15, 9).

 

  1. Em que consiste este amor? Não se trata, como hoje se pensa, de um mero sentimento. Quando o amor se reduz ao sentimento, arrisca-se a fenecer e até a desaparecer. É que, como nós sabemos, os sentimentos alteram-se: vêm e vão, aparecem e desaparecem. Não é, pois, o amor que tem de seguir os sentimentos; os sentimentos é que têm de seguir o amor. E que é o amor, neste caso?

O amor não é o que eu sinto, é, antes de mais, o que eu recebo. Concretizando, o meu amor é o amor de Cristo em mim, é o amor de Cristo através de mim. Verdadeiramente, então, só teremos amor no amor de Cristo. Ora, o amor de Cristo — ou, melhor, o amor que é Cristo — não é amor de posse, é amor de dádiva. O amor de Cristo — o amor que é Cristo — é amor que só sabe dar; é amor que doa; é amor que se doa.

 

D. Tanto amor nos lábios, tão pouco amor na vida

 

7. Deste modo, não há limites para o amor. O maior amor é o amor que dá mais. O amor total é o amor que dá tudo. Foi assim que muitos, como Sto. Agostinho, perceberam que a medida do amor é o amor sem medida, é o amor desmedido. Jesus avisou: «Não há maior prova de amor do que dar a vida pelos amigos»(Jo 15, 13).

E pelos inimigos não se deve dar a vida? A pergunta fará algum sentido já que o mesmo Jesus, no Sermão da Montanha, insistira no amor também pelos inimigos (cf. Mt 5, 44). Só que, ao dar a vida, todos passam a ser amigos. Não há servos nem inimigos. Para Jesus, todos são amigos. A Sua amizade é oferecida a todos. O que pode acontecer é que nem todos aceitem essa amizade. Afinal, já S. Francisco se lamentava, dizendo que «o Amor não é amado». Nem sempre o amor é amado. Mas, mesmo quando não é amado, o amor há-de ser continuamente oferecido.

 

  1. Nós somos amigos — e discípulos — de Jesus, fazendo o que Ele manda, isto é, amando os outros, procurando dar a vida pelos outros (cf. Jo 15, 14). Foi para isso que Ele nos escolheu (cf. Jo 15, 16). Pelo que só daremos fruto pelo amor (cf. Jo 15, 16). Daí que Jesus reforce o mandamento: «O que vos mando é que vos ameis uns aos outros»(Jo 15, 17).

É isso que importa, mas é isso que falta. É o amor que importa, mas é o amor que falta. Muito se fala de amor, mas há tanta falta de amor. Tanto amor nos lábios, tão pouco amor na vida. Até na Igreja, que é a «casa do amor», se nota, por vezes, falta de amor. Há falta de amor porque não bebemos na fonte de amor, que é Jesus Cristo.

 

E. Um pouco de amor nunca é pouco

 

9. Voltemo-nos, então, para Cristo. É pelo amor que mostramos que estamos com Ele e, por Ele, no Pai. Se nós somos imagem e semelhança de Deus (cf. Gén 1, 26) e se Deus é amor (cf. 1Jo 4, 8.16), então é pelo amor que demonstramos a nossa fidelidade a Deus.

João é muito claro: «Se Deus nos amou, também nós devemos amar-nos uns aos outros»(1Jo 4, 11). Só o amor atrai Deus, só o amor deixa ver Deus: «Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e em nós o Seu amor é perfeito»(1Jo 4, 12). Entre Deus e o amor existe uma identidade completa: «Deus é amor; quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele»(1Jo 4, 16).

 

  1. Não é a violência que nos aproxima de Deus. Agredir e matar em nome de Deus constituem o maior atentado contra Deus. Só o amor aproxima de Deus. Deus é amor e, por tal motivo, o amor é divino. É por isso que, na pauta para o juízo final, Jesus propõe, como critério supremo, não o amor da ciência, mas a ciência do amor (cf. Mt 25).

O Cristianismo é, geneticamente «a religião do amor». O amor está no código genético da Igreja. Os cristãos da primeira hora eram conhecidos pelo empenho que punham na vivência do «mandamento novo do amor». Que os cristãos desta nossa hora não esqueçam o mandamento que nunca deixa de ser novo. Anunciemos a todos o Deus do amor. E depositemos em cada pessoa um pouco do incomensurável amor de Deus. Um pouco de amor nunca é pouco. Um pouco de amor é sempre muito. Porque, em Deus, o amor é tudo, é para sempre!

 

publicado por Theosfera às 08:33

O verdadeiro lutador não é o que tem ódio, mas o que tem amor. Não é o que ataca, mas o que defende.

Chesterton, em tempos, reparou: «O verdadeiro soldado luta não por odiar o que está à sua frente, mas sim porque ama o que está atrás».

Eis uma diferença que faz toda a diferença.

É preciso defender. Sobretudo os indefesos!

publicado por Theosfera às 08:08

Neste dia, há 75 anos, operava-se um facto da maior relevância.

O curso da segunda guerra mundial ia alterar-se na sequência de uma decisão tomada neste dia.

Foi, de facto, a 10 de Maio de 1940 que Neville Chamberlain apresentou a demissão.

Winston Churchill viria a tornar-se o novo primeiro-ministro.

O rumo da história iria alterar-se profundamente...

publicado por Theosfera às 05:42

Hoje, 10 de Maio (Sexto Domingo da Páscoa), é dia de S. João de Ávila, Sto. Antonino de Florença e S. Damião de Veuster.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 09 de Maio de 2015

Para distinguir duas pessoas, ouvi em tempos esta descrição: uma pensava e depois fazia; a outra fazia e depois pensava.

Quer-me parecer que, de uma maneira geral, o ser humano é mais do segundo tipo. Aliás,

Eric Hobsbawm achava o mesmo: «Só retrospectivamente conseguimos reconhecer a natureza da nossa experiência».

Quando estamos em acção, todos propendemos a considerar positiva a nossa actuação. Só mais tarde, damos conta de que nem tudo é positivo. E, ainda pior, nem ouvidos damos aos que nos alertam para a eventual intrusão do negativo.

A vida das pessoas e a história dos povos estão cheias de exemplos.

Como foi possível que o mundo suportasse por tanto tempo o nazismo, o estalinismo ou o mussolinismo?

Hoje é fácil reconhecer que nada disto faz sentido. Mas quantas vidas não foram ceifadas por, na hora própria, terem erguido a voz?

publicado por Theosfera às 12:16

Walter Scott achava que, «para ter êxito, a atitude é tão importante como a capacidade».

A maior capacidade é, verdadeiramente, ter atitude!

publicado por Theosfera às 12:02

A história não pára.

 

Aliás, a história é o espaço daquilo que não pára, do que está sempre em movimento e permanentemente em devir.

 

A Europa não está como nos anos em que fermentou a União.

 

Os começos não podem ser um freio, mas ai de nós se não colhemos a sua inspiração.

 

Continuamos nos mesmos territórios, mas o espírito é completamente diferente.

 

Neste Dia da Europa, reler Monnet e revisitar Schumann poderá ser uma boa sugestão!
publicado por Theosfera às 05:45

Hoje, 09 de Maio, é dia de Sta. Catarina de Bolonha, Sta. Maria Domingas Mazarello, Sta. Maria Teresa de Jesus, S. Pacómio e S. Jorge Preca.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 08 de Maio de 2015

Somos constantes, até na inconstância.

Jonathan Swift dizia que «não há nada constante no mundo, excepto a inconstância».

Os tempos estão sempre a mudar, as pessoas estão sempre em mudança.

É difícil saber para onde os ventos correm!

publicado por Theosfera às 10:26

Se, como alerta Medard Kehl, compararmos o número de fiéis que participam na Missa com o número de turistas que visitam as igrejas, arriscamo-nos a fazer da Igreja (sobretudo na Europa) um mero, ainda que precioso, monumento.

É bom que as portas das igrejas nunca se fechem a quem nelas pretende entrar.

Mas o fundamental é que a porta da Igreja esteja sempre aberta para que dela possa sair um sopro de esperança para a humanidade.

É preciso que a vida esteja na Igreja. E é urgente que a Igreja esteja na vida.

É para isso que ela existe. Só para isso. Sempre para isso!

publicado por Theosfera às 05:28

Hoje, 08 de Maio, é dia de Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças, S. Bonifácio IV, S. Bento II, Sta. Francisca Ulrica Nish, Sta. Maria Catarina de Sto. Agostinho, Sta. Madalena de Canossa, S. Jeremias de Valáquia e S. Luís de Rábata.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 07 de Maio de 2015

De Deus sabemos mais o que não é do que o que é.

É por isso que o Pseudo-Dionísio considerava, com algum exagero, que, «relativamente a Deus, só as negações são verdadeiras; as afirmações são insuficientes».

O certo é que, ao longo dos tempos, foram proliferando os atributos negativos de Deus.

Neste sentido, Deus costuma ser apresentado como invisível (que não é visível), imutável (que não muda), imortal (que não morre), infinito (que não tem fim), incompreensível (que não pode ser compreendido), incognoscível (que não pode ser conhecido), ou indizível (que não se pode ser dito).

Não espanta, por isso, que S. João Crisóstomo tenha encarado como sacrílega a pretensão de elaborar uma concepção acerca de Deus.

No mesmo registo, S. João Damasceno reconhecia que «a essência divina é incompreensível e inconcebível».

Deus é mais acessível ao coração que ama do que à mente que (apenas) pensa!

publicado por Theosfera às 11:59

Era bom que as pessoas atingissem o máximo da sinceridade. Mas já não era mau que, ao menos, chegassem ao mínimo da autenticidade.

William Shakespeare observou: «Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são».

Mas há quem seja mestre na «arte» do engano. Até um dia.

Há adornos que se gastam. E há «máscaras» que caem!

publicado por Theosfera às 10:16

Hoje, 07 de Maio, é dia de Sta. Flávia Domitila e Sta. Gisela.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 06 de Maio de 2015

Eis um tempo, o nosso, em que o poder parece já não estar nas ideias, mas na imagem.

Não estará na hora de dar algum poder à esperança?

Se ela está ausente de nós, não nos ausentemos nós dela.

«Quando a situação é mais dura — notava Vergílio Ferreira —, a esperança tem de ser mais forte».

publicado por Theosfera às 10:23

Quando acabará a guerra na Síria? Quando acabará a guerra no mundo?

Há relatos arrepiantes.

Há quem diga ter visto bocados de corpos de crianças espalhados pelas ruas.

Os limites da desumanidade ainda não foram atingidos?

A maldade poderá ser pior?

publicado por Theosfera às 10:19

A cada dia que passa, ouvimos previsões sobre a economia.

A cada dia que passa, ouvimos correcções às previsões sobre a economia.

Evan Esar, com algum humor, tipificava assim o economista: «É um especialista que irá saber amanhã por que razão as coisas que ele previu ontem não aconteceram hoje».

Eu penso que talvez nem se trate de falhanço da previsão. A realidade é que muda muito depois das previsões!

publicado por Theosfera às 10:14

  1. À primeira vista, o nosso mundo continua a ser fervorosamente religioso.

Segundo um estudo do «Forum Pew para Religião e Vida Pública», 84 em cada 100 pessoas assumem pertencer a uma religião.

 

  1. No entanto, a população que afirma não ter qualquer religião é muito expressiva (16,3%).

Depois do Cristianismo (31,5%) e do Islamismo (23,2%), constitui mesmo o grupo mais numeroso.

 

  1. Em alguns países, os sem-religião já estão em maioria.

É o caso da República Checa (76%), da Coreia do Sul (71%), da Estónia (60%), do Japão (57%) ou da China (52%).

 

  1. Ressalve-se, porém, que não ter religião não é o mesmo que ser ateu. E que ser crente não é o mesmo que ser religioso.

Por exemplo, 68% dos 20% de norte-americanos sem religião acreditam em Deus ou numa «força maior».

 

  1. A tipologia da fé não se limita, por conseguinte, ao universo religioso.

Para muitos, crer não obriga a pertencer. Pelo que acham possível ter fé sem ter religião.

 

  1. E é assim que se desenha um traço que vai unindo descrentes e uma larga faixa de crentes: a ausência de religião.

A religião não conta para os descrentes e parece contar pouco para muitos crentes.

 

  1. Tratar-se-á de uma atitude mais pós-religiosa que antirreligiosa.

De uma maneira geral, a sociedade não é hostil à religião. O que acontece é que, sobretudo no Ocidente, vai dando sinais de se converter numa sociedade «sem religião».

 

  1. É esta a expressão que Jean-Pierre Bacot usa para contrapor o nosso mundo ao resto do mundo: «Uma Europa sem religião num mundo religioso».

Descontando o óbvio exagero, salta à vista que a religião já não é um elemento tão marcante na vida dos europeus. Curiosamente, essa marca torna-se mais visível no quotidiano dos que têm vindo de fora para dentro da Europa.

 

  1. O ser humano já não será tão religioso. Mas continua a ser, estruturalmente, «religacional».

A religião estará em baixa, mas a «religação» não parece estar em queda.

 

  1. As pessoas esperam que a religião ajude a «religar» o homem e Deus. E que nunca impeça a «religação» entre os homens a partir de Deus.

Uma religião que desligasse os homens uns dos outros conseguiria «religar» alguém a Deus?

publicado por Theosfera às 09:29

Esta é uma semana especial. É

uma semana em que os caminhos estão cheios e em que a cadência dos passos quase se sobrepõe ao ruído dos motores.

Por estes dias, Portugal é um país que caminha em direcção a Fátima.

Os caminhos de Fátima são eloquentes.

Apesar do cansaço, a esperança mantém-se acesa e reacende a própria fé. Sob o olhar luminoso de Maria, a Mãe da Esperança!

publicado por Theosfera às 04:49

Hoje, 06 de Maio, é dia de S. Pedro Aumaitre, S. Mariano, S. Domingos Sávio e Sta. Catarina Troiani.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 05 de Maio de 2015

Achava Pitigrilli que «tudo deve ser discutido». E acrescentava: «Sobre isso não há discussão».

É claro que há discussão. A liberdade também inclui a responsabilidade. Uma liberdade total é pura quimera.

Aliás, Isaiah Berlin notou que «a liberdade total para os lobos é a morte das ovelhas».

A liberdade dos mais frágeis pode passar por conter alguns ímpetos dos que se presumem fortes.

Os indefesos não merecem ser (ainda mais) defendidos?

publicado por Theosfera às 09:28

Por estes dias, Portugal é um país que caminha em direcção a Fátima.
A minha admiração, o meu respeito e a minha oração por todos os peregrinos!

publicado por Theosfera às 07:08

Hoje, 05 de Maio, é dia de S. Máximo de Jerusalém, Sto. Ângelo, Sto. Hilário de Arles e S. Núncio Suplizio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 04 de Maio de 2015

No meio do estendal de morte em que se transformou o Nepal, ainda vão acontecendo alguns verdadeiros milagres.

Bebéssão retirados com vida. E até um senhor com 101 anos foi resgatado vivo, tantos dias após a catástrofe!

publicado por Theosfera às 09:36

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