O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 13 de Maio de 2015
  1. Só chega ao cimo quem parte do fundo. Só termina quem começa. Só consegue ser grande quem sabe ser pequeno. Só atinge a maturidade que não abandona a inocência da infância.

É por isso que a humildade é importante. Só ela nos livra da ilusão. Só ela nos faz aterrar na vida. Só ela nos faz perceber que, só em nós, não somos nós.

 

  1. Nenhum de nós é tudo. Nenhum de nós está apenas em si. Há muito de nós que habita nos outros.

Paulo Bonfim tem razão: «Quando através de uma senha percebemos que um pouco de nós nos espreita no fundo do outro, e que a terra prometida são algumas pessoas que temos a vidência de pressentir, passamos a sentir-nos em casa. O verdadeiro encontro é aquele que confirma algo que trazemos em nós. É conhecimento e reconhecimento daqueles que podem livremente fluir uns nos outros». O essencial da vida é o encontro.

 

  1. Ilya Ehrenburg achava que «não se tem razão quando se diz que o tempo cura tudo: de repente, as velhas dores tornam-se lancinantes e só morrem com o homem».

Mas enquanto sofremos, é sinal de que vivemos. Afinal, de dor em dor, sempre a viver, a reviver.

 

  1. Abundam, hoje em dia, respostas a perguntas que ninguém faz. Devíamos fazer como Confúcio, que «não procurava saber as respostas, mas compreender as perguntas».

Só quem procura compreender as perguntas está em condições de elaborar as verdadeiras respostas.

 

  1. «O poder está na rua». Muitos são os que se assustam com esta frase. Mas é preciso distinguir o exercício do poder da fonte do poder. O exercício do poder tem de ocorrer, obviamente, na sede própria: parlamento, governo, tribunais.

Mas o poder deve estar na rua, sim. Deve estar atento ao que se passa na rua. É para isso que existe. É na rua que estão as pessoas. Que, hoje por hoje, sofrem tanto.

 

  1. Há quem confunda a justiça com a vingança. Francis Bacon achava que «a vingança é uma espécie de justiça selvagem». E se é selvagem, será justiça?

Compreende-se que, muitas vezes, haja desejo de vingança. Mas nunca se perca de vista o valor (perene) da justiça. Ela costuma vir tarde. Mas não deixa de vir.

 

  1. O passado não é só passado. O passado é a semente do futuro. Aliás, já Mîllor Fernandes dizia que «o passado é o futuro usado». É o futuro usado e ousado.

Não desprezemos o passado. O nosso futuro começou lá.

 

  1. Nem sempre nos sentimos acompanhados por quem está ao nosso lado. Nem sempre estamos desacompanhados por quem não está à nossa beira.

Nem sempre estaremos sós quando nos encontramos sozinhos. É nessa altura que o melhor dos outros pode entrar em nós: pela recordação, pelo eco da presença, pela revivescência do que já aconteceu e deixou marcas imperecíveis.

 

  1. Ao fim e ao cabo, não sou eu que procuro a solidão; é a própria solidão que me visita.

Não seria indelicadeza fechar-lhe as portas?

 

  1. Dizia Napoleão Bonaparte: «A glória é fugaz, mas a obscuridade dura para sempre». Não digo que a obscuridade seja permanente. Mas a glória é, sem dúvida, passageira. Passa tão depressa. Valerá a pena lutar por ela? Esmagar os outros por causa dela?

O que nunca deixa de valer é o bem que se faz. O rasto do bem vale muito mais que as trombetas da glória!

publicado por Theosfera às 09:53

Já houve um Papa que foi ordenado Bispo a 13 de Maio: Eugénio Pacelli recebeu a ordenação episcopal a 13 de Maio de 1917, precisamente quando Nossa Senhora apareceu em Fátima pela primeira vez.

Ainda nos lembramos de que foi neste dia que, há 34 anos, S. João Paulo II foi alvejado em Roma.

Só que, como ele disse, uma mão disparou a bala e outra mão, a mão da Mãe, desviou a bala. E, há 33 anos, estava em Fátima para agradecer.

Sabemos, também, que o actual Papa foi informado da sua eleição episcopal a 13 de Maio: a 13 de Maio de 1992, quando se comemoravam os 75 anos da primeira aparição.

Foi nesse dia que o Núncio Apostólico de Sua Santidade em Buenos Aires disse ao padre Jorge Mário Bergoglio que iria ser Bispo Auxiliar de Buenos Aires!

publicado por Theosfera às 05:48

Este é um dia em que todos os olhos se voltam para um único local: Fátima.

 

O mesmo rosto é contemplado: o da Virgem Mãe. O Seu amor amoriza toda a nossa existência.

 

Fátima é este mar de fé e de despojamento que serve de lição para todos.

 

Muitos foram a pé.

 

Muitos não arredam pé.

 

Muitos não dormiram toda a noite.

 

Eis a grande cátedra e a maior lição: o Evangelho continua a ser reescrito na vida de tanta gente simples e humilde. Mas que se agiganta na coerência do testemunho.

 

Santos Sabugal, eminente eclesiólogo, colocou as coisas com muita clareza: a Igreja tem um modelo fontal (Jesus Cristo) e um modelo paradigmático (Maria).

 

Os dois apontam, indelevelmente, para o serviço: Jesus é o servo de Deus, Maria é a serva do Senhor.

 

Por isso, quem conduz a Igreja tem o nome de ministro. Ministro vem precisamente de minus, o menor.

 

Poder-se-á alegar que nem sempre isso é palpável, visível, notório. Falta, amiúde, o espírito de serviço e o serviço ao Espírito.

 

Só na humildade podemos crescer. O padre e o bispo têm de ser humildes, simples. Como humilde e simples foi/é Jesus. Ele é Senhor porque servo, porque humilde, porque simples.

 

Quando perdermos tudo, não percamos jamais a humildade.

publicado por Theosfera às 00:41

Hoje, 13 de Maio, é dia de Nossa Senhora de Fátima e de Sto. André Hubert Fournet. Faz 98 anos que Nossa Senhora apareceu pela primeira vez aos pastorinhos.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

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