O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 03 de Maio de 2015

Como não agradecer-te, mãe,
se é tanto o que és,
o que ofereces
e o que semeias no meu ser?

Mas como agradecer-te, mãe,
se é tão pouco o que tenho
para dizer, para te bendizer?

O que o coração sente
os lábios não são capazes de balbuciar.
Trémulos, hesitam e gaguejam,
incapazes de soltar uma palavra
ou de articular um som.

Mas será que existe alguma palavra
que consiga dizer o que o coração sente?

Dizer «obrigado» é pouco,
mas dizer-te «obrigado» é tudo o que resta
quando tudo já tiver sido dito.

Obrigado, mãe,
pela vida que nunca recusaste dar-me.

Obrigado pelo amor
que nunca hesitaste oferecer-me.

Obrigado pelo sacrifício
a que nunca te furtaste.

Obrigado pela fé
com que sempre me inundaste.

Obrigado
por seres sempre berço a que volto
e fonte a que regresso.

Obrigado
pelo testemunho e pela fidelidade.

Obrigado
me teres dado a vida
e por seres vida para mim.

Obrigado
por não me eliminares quando habitei teu ventre.

Obrigado
por me amares desde o primeiro instante.

Obrigado
por nunca seres túmulo
e por sempre seres regaço.

Obrigado
por nunca pensares em ti
e por sempre pensares em mim.

Eu não mereço.
Eu não te mereço.
Mas agradeço.

Porque sei
que amar assim,
como tu amas,
é algo que só está ao alcance de ti, mãe!

Na pobreza dos gestos
e na fragilidade das palavras,
nada mais me ocorre
que este «obrigado».

Entrego-o no colo da Mãe das mães,
Maria-Mãe de Jesus.

Que Ela te abençoe
e proteja.

Que Ela te conforte
e compense por tudo quanto fazes,
por tudo quanto és,
mãe!

publicado por Theosfera às 11:10

A. Maio rima com Mãe

  1. As duas coisas mais belas da vida: ser mãe e ter mãe. É pela mãe que a vida é depositada no mundo. Mãe é fonte de vida e oceano infindo de amor. Nem todos podem ser mãe. Mas todos deveriam saber o que significa ter mãe. É por isso que a coisa mais triste é perder a mãe. Só que a mãe nunca se perde. Nem a morte perde a mãe. Aqui, no tempo, ou além, na eternidade, mãe nunca deixa de ser mãe!

Maio rima com Mãe. Para nós, dizer Mãe é, antes de mais, dizer Maria. Para nós, dizer Maria é, acima de tudo, dizer Mãe. Até Deus quis ter Mãe! Até Deus é Mãe! Como alguém terá dito, Deus é um Pai que nos ama com amor de Mãe. E Maria é o mais belo rosto desta «paternidade maternal» de Deus.

 

  1. Se até Deus quis ter uma Mãe, como é que nós não havemos de ser gratos para com a nossa Mãe? Será sempre pouco o que damos a quem nos dá tanto, a quem nos deu tudo. É por isso que a Mãe simboliza o amor puro, o amor em estado puro. É importante que haja amor no mundo. É desejável que façamos tudo para que só haja amor no mundo. Porém, nunca haverá amor como o de Mãe.

O amor de Mãe é o amor que nunca passa, mesmo quando tudo passa. É ao amor da Mãe que se regressa quando todas as promessas de amor cessam. O amor de Mãe é o amor da vida, é o amor para a vida. É, sem dúvida, um amor único, o amor de Mãe. Razão tem, pois, quem escreveu aquele epitáfio que se encontra, em forma de verso, no cemitério da minha terra natal: «Minha Mãe era uma santa/por quem sempre rezarei/porque amor igual ao dela/ nunca mais encontrarei»!

 

B. Dia para que muitos filhos se lembrem que têm mãe

 

3. Não existe Dia do Filho já que, para a Mãe, todos os dias são dias para os filhos. Mas existe um Dia da Mãe até porque não faltará quem só neste dia se lembre que tem mãe. Não faltará quem só neste dia se lembre da sua mãe. Mesmo quando a memória vai faltando, uma mãe nunca esquece os seus filhos. Será que todos os filhos se lembram da sua mãe? Será que todos os filhos expressam a gratidão pela sua mãe? Uma mãe é capaz de cuidar de muitos filhos e, por vezes, muitos filhos não cuidam de uma mãe. Uma mãe pode não ter muitos lugares em casa, mas tem sempre imensos lugares no seu coração.

No Dia da Mãe — que é também Dia do Pai —, é importante que todos aprendamos a ser filhos. Daí que estes devam ser verdadeiros dias da família, em que se fortaleça a união na família, o amor na família e a gratidão em família.

 

  1. Por aqui se vê como este não é um dia para ser comprimido em 24 horas. O Dia da Mãe é um dia esticado, uma manhã dilatada, uma primavera interminavelmente estendida. Este é um dia em que o sol nunca se põe. Este é o dia que nunca anoitece. Mãe nunca adormece. Mesmo a dormir, ela dorme como mãe. Ela é a mais pura guardiã do amor, o santuário onde a vida nunca deixa de palpitar. Uma mãe antecipa-se sempre. Este dia só consegue «postecipar». Os gestos de gratidão deste dia são sempre um mínimo diante do máximo: diante do máximo de doação, do máximo de amor.

É muito grande o que há numa mãe. Mãe nunca deixa de ser mãe. Nem a morte mata a mãe. Mãe sobrevive sempre. Ninguém seria nada sem Mãe. Mãe é o que fica, mesmo quando tudo passa.

 

C. Mãe nunca deixa de ser mãe

 

5. Este, a bem dizer, não é o dia da mãe. É, possivelmente, o dia em que muitos se lembram que existe mãe. Dia da mãe tem de ser cada dia. Mãe que é mãe nunca se cansa de ser mãe e nunca descansa como mãe. Mãe que é mãe está sempre em funções, está sempre em funções de mãe. Mãe que é mãe pensa sempre como mãe, sente sempre como mãe, age sempre como mãe, sofre sempre como mãe, chora sempre como mãe e morre sempre como mãe.

Há muitas condecorações neste país e neste mundo, mas haverá herói maior que uma mãe? Haverá maior escola de vida que uma mãe? Uma mãe dá tudo sem cobrar nada. Mesmo quando não há reconhecimento, a Mãe não mostra ressentimento. É comovente sentir como a Mãe também tem lugar para a dor. Mas só o amor vem aos lábios. A dor fica alojada na alma. Quando muito, pode escorrer em algumas lágrimas furtivas. Mas Mãe que é mãe diz sempre o melhor de seus filhos. Não poderíamos aprender com as mães?

 

  1. Mãe é a mão que nos livra da queda. Mãe é o colo que nos ampara na fraqueza. Mãe é a luz que nos aponta o caminho e nos acompanha na estrada. Pode-se ter tudo, mas não há nada que se compare a uma mãe.

Mãe é o que fica mesmo quando tudo parece passar. Mãe nunca adormece. Mesmo a dormir, ela dorme como mãe. É por isso que Mãe nunca se reforma. Mãe nunca morre. Mãe é sempre Mãe. Mãe nunca deixa de ser mãe. Nem a morte mata a mãe. Mãe sobrevive sempre.

 

D. Tanto para aprender com as mães

 

7. Mãe é palavra. Mãe é sobretudo gesto, gesto que não cabe em qualquer palavra. Mas «Mãe» pode ser a melhor chave de leitura das palavras da Missa deste Domingo. É com a Mãe que aprendemos a falar. E pode ser com a Mãe que podemos aprender a perceber o que Deus nos quer dizer. Adverte-nos S. João para que «não amemos com palavras nem com a língua, mas por obras e em verdade»(1Jo 3, 18). Quem como a Mãe consegue ilustrar esta afirmação? Muita gente pode saber o que é o amor, mas só as mães sabem verdadeiramente o que é amar. É por isso que a Mãe é obra de Deus. A Mãe é como um eco de Deus no nosso mundo. Se queremos saber o que é amar, olhemos para a Mãe.

Eu diria — e peço que me compreendam — que Mãe não tem coração. Ou, melhor, Mãe não tem só um coração. Mãe tem muitos corações.O coração da Mãe está transplantado no coração dos filhos. Mãe que é mãe hipoteca tudo, a começar pelo seu coração. «Obrigado» é tão pouco para lhe agradecer tanto. Mas talvez seja tudo o que nos resta para lhe dizer. Não lho digamos, contudo, só com os lábios. Digamos «obrigado» à nossa Mãe com a nossa vida, com a nossa presença, com o nosso auxílio, com o nosso reconhecimento, com a nossa oração.

 

  1. Que melhor exegese do que a Mãe para compreender o que nos é dito no Evangelho deste Quinto Domingo da Páscoa? Jesus assegura que, só unidos a Ele, temos acesso à vida verdadeira. O Evangelho apresenta Jesus como «a verdadeira videira» que dá bons frutos (cf. Jo 15, 1). Se permanecerem em Jesus Cristo, os discípulos serão verdadeiras testemunhas no meio dos homens da vida e do amor de Deus.

Sem Cristo, «nada podemos fazer»(Jo 15, 5). Sem Cristo, nada de bom poderemos realizar. Mas também é verdade que, como nos garante S. Paulo, «tudo podemos em Cristo que nos dá força»(Fil 4, 13). Neste sentido, se permanecermos em Cristo, se acolhermos as Suas palavras, tudo será concedido e tudo será conseguido. Deus quer que demos muito fruto (cf. Jo 15, 8).

 

E. Na escola de Jesus ao colo da Mãe

 

9. Nenhum ser humano é alguma coisa sem Mãe. Nenhum discípulo é alguma coisa sem Mestre. Nenhum cristão é alguma coisa sem Cristo. A Mãe pode ser vista, portanto, como um Evangelho vivo. Tal como a existência da Mãe se prolonga na existência do filho, também a vida de Cristo se prolonga na existência do cristão. E tal como a melhor herança que a Mãe pode deixar aos filhos é o seu exemplo, também o maior legado que Jesus nos deixa é o Seu testemunho.

Estas palavras de Jesus constituem as Suas últimas indicações, o Seu testamento. Os discípulos são instruídos sobre a forma como continuar no mundo a missão de Jesus. Os discípulos são os «ramos» que devem estar unidos à «videira”» que é Jesus. Os «ramos» não têm vida própria, pelo que não podem produzir frutos por si próprios; necessitam da seiva que lhes é comunicada por Jesus. Por isso, são convidados a permanecer em Jesus: «Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós»(Jo 15, 4).

 

  1. Refira-se que o verbo «permanecer» («menein») é a palavra-chave deste texto: entre o versículo 4 e o versículo 8, aparece sete vezes. Ele sinaliza que a relação do discípulo com Jesus não é episódica, mas estável, sólida, contínua. Trata-se, pois, de um convite a que o discípulo mantenha a sua identificação com Jesus, a sua adesão a Ele, a sua comunhão com Ele. Permanece em Jesus quem acolhe no coração a Sua proposta de vida, entregando-se a Deus e aos irmãos até à doação completa de si mesmo.

É assim, aliás, que as mães se comportam para com os filhos. Não deixemos, então, de ler — e meditar — o «Evangelho segundo as mães». Vivamos o Evangelho olhando para as mães, a começar por Maria, modelo de todas as mães. Foi na Sua carne que Jesus Cristo Se fez carne. Que na nossa vida deixemos que Jesus Se faça vida. Hoje. Amanhã. E sempre!

publicado por Theosfera às 08:48

O sol ainda dorme nesta manhã cinzenta.

Mas há um sol que nunca adormece. O sol que brilha num olhar de mãe nunca se põe.

Não há poente para a luz que a mãe acende!

publicado por Theosfera às 07:57

As duas coisas mais belas da vida: ser mãe e ter mãe.

É pela mãe que a vida é depositada no mundo.

Mãe é fonte de vida e oceano infindo de amor.

Nem todos podem ser mãe. Mas todos  deveriam saber o que significa ter mãe.

É por isso que a coisa mais triste é perder a mãe.

Só que a mãe nunca se perde. Nem a morte perde a mãe.

Aqui, no tempo, ou além, na eternidade, mãe nunca deixa de ser mãe!

publicado por Theosfera às 05:39

Hoje, 3 de Maio, é dia de dois apóstolos, S. Filipe e S. Tiago.

Dia também para recordar, gratamente, uma figura apostólica que muito me marcou. O senhor D. António de Castro Xavier Monteiro foi ordenado bispo nesta data, em 1964.

Jamais poderei esquecer a sua estatura eclesial, espiritual, humana e intelectual.

Também é impossível olvidar o carinho com que nos tratava.

A sua delicadeza sempre o distinguiu e nobilitou.

Uma prece sentida. Uma recordação entremeada de saudades. Profundas. Imensas.

publicado por Theosfera às 00:33

Hoje, 03 de Maio (Quinto Domingo da Páscoa e Dia da Mãe), é dia de S. Filipe, S. Tiago Menor, S. Rupert Mayer, Sta. Maria Leónia Paradis e. S. Eduardo José Rosaz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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