O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 21 de Abril de 2015

Sedutor pode ser trabalhar no palco. Mas importante é trabalhar para o alto.

Trabalhemos não para ser aplaudidos pelos homens, mas para sermos acolhidos por Deus.

Afinal, as coisas do alto (cf. Col 3, 1) são as que mais nos ajudam cá em baixo.

As luzes do alto iluminam mais que os holofotes do palco!

publicado por Theosfera às 11:27

Grande pessoa (e não apenas escritor) foi Pessoa.

Fernando Pessoa deixou-nos, em cada tecido que compõe a sua prolífica obra, tesouros que, além de preciosidades, são autênticos abanões.

Não foge de nada, excepto do lugar-comum. O seu pensar é verdadeiramente incomum.

Mesmo quando não sabemos que dizer perante o que ele diz, fica o convite para pensar. O seu percurso foi singularíssimo. Daí os seus conselhos: «Não faças o que os outros fazem, porque o fazem, nem o que os outros não fazem, porque não fazem. Faz o que for mais difícil».

Não espanta que tenha recomendado: «Sabe iludir-te, sabendo-o. Não chores porque o choro de nada serve; nem rias, porque o riso nada esconde. Sabe ignorar-te, mas não esqueças de que te ignoras. E nunca ensines a ninguém a tua consciência da vida».

Prosseguindo: «Não fales muito alto nem sintas muito alto. Não penses demais porque a compreensão da eternidade é a antecâmara da dor».

Ninguém porá em causa a aguda pertinência deste imperativo: «Nunca fales de ti. Guarda ao teu ser o teu segredo. Se o abrires, nunca o poderás fechar»!

publicado por Theosfera às 11:00

 

  1. Fé e religião são seguramente confinantes. Mas nem sempre serão mutuamente convertíveis.

Há quem opte por uma fé longe da religião. E haverá quem persista numa religiosidade longe da fé.

 

  1. Há quem se considere crente sem dar sinais de ser religioso.

E não faltará quem se considere religioso sem dar sinais de ser crente.

 

  1. Nem toda a pertença é garantia de crença. E nem toda a crença será garantia de pertença.

É difícil tipificar as situações de «pertença sem crença». Mas é inquestionável que os casos de «crença sem pertença» estão a aumentar.

 

  1. O desencanto pelas religiões é um dado a ter em conta.

E a tendência para a «individualização do crer», de que fala Marcel Gauchet, é outro factor a ter em mente.

 

  1. Neste contexto, como enquadrar os «cristãos sem Cristianismo»?

Já houve quem, como Dietrich Bonhoeffer, intentasse uma «interpretação não-religiosa» do Cristianismo. E Marcel Gauchet foi ao ponto de o apresentar como «a religião da saída da religião».

 

  1. Para muitos, seguir Jesus Cristo não passa necessariamente pelo Cristianismo. Aliás, há até os que, na linha de Gandhi, diferenciam Cristo do Cristianismo.

É frequente encontrar quem pretenda validar uma conduta cristã à margem da religião cristã.

 

  1. Edward Schillebeeckx sinalizou a emergência de um «Cristianismo implícito».

De facto, há pessoas que, não professando a fé cristã, adoptam os valores por ela veiculados.

 

  1. É uma visão aparentada com a conhecida — e muito discutida — tese do «Cristianismo anónimo», de Karl Rahner.

Outras tradições religiosas podem acolher, segundo Xavier Zubiri, uma espécie de «Cristianismo germinal».

 

  1. Cristo está presente na vida dos cristãos. Mas não está ausente da vida dos outros crentes. E nem sequer está distante da vida de quem não é crente.

    Basta reparar na resposta que Oskar Pfiser deu a Sigmund Freud quando este lhe perguntou se um cristão podia conviver com um ateu: «Quando penso que o senhor é muito melhor do que a sua falta de fé e que eu sou muito pior do que a minha fé, o abismo entre nós não pode ser assim tão terrível».

 

  1. Conhecer a mensagem é fundamental. Vivê-la é decisivo.

E se Jesus censura o comportamento dos que dizem e não fazem (cf. Mt 23, 3), como não há-de aplaudir a atitude dos que fazem, embora não o digam?

publicado por Theosfera às 10:21

É possível que Antoine de Saint-Exupéry tenha exagerado quando escreveu: «Cada um é responsável por todos. Cada um é o único responsável. Cada um é o único responsável por todos».

Não iria tão longe.

As responsabilidades por todos não estarão unicamente em um.

Mas aquilo que cada um pode fazer é único. E intransmissível!

publicado por Theosfera às 09:37

É muito provável que Etty Hillesum tenha razão: «A grandeza do homem está naquilo que lhe resta precisamente quando tudo o que lhe dava algum brilho exterior se apaga».

O maior brilho é o que reluz na escuridão!

publicado por Theosfera às 09:30

Hoje, 21 de Abril, é dia de Sto. Anselmo de Aosta, S. Conrado de Parzham e S. Maximiano de Constantinopla.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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