O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 07 de Março de 2015

Por muito que queiramos parar ou recuar, o tempo só nos leva para a frente.

Já dizia Jean Commerson que «o tempo é uma locomotiva que nos conduz a certa estação, na qual não há bilhetes de volta».

Na viagem da vida, a «locomotiva» do tempo não passa duas vezes em cada estação!

publicado por Theosfera às 08:52

Acertar é fundamental, mas é difícil.

A aprovação da multidão nem sempre é a via segura.

A multidão é oscilante e a popularidade acaba depressa.

Quem quer ser popular não pode ter coluna vertebral: tem de estar sempre a seguir as ondas.

A vida ensina que não há melhor certificado do que a aprovação da mãe.

Quando a mãe aprova é porque está certo. O que a mãe diz nasce do amor. E, por isso, da verdade.

Quem de facto ama (e ninguém ama como uma mãe) só sabe trilhar os caminhos da verdade!

publicado por Theosfera às 08:49

Há quem fale muito do futuro, mas parecendo continuar a habitar no passado.

Quem ouve fica com a impressão de que tudo vai ser diferente. Mas quem vê acaba por notar que tudo se mantém igual.

As palavras acenam com a novidade. Mas há atitudes que atestam que nada muda.

As promessas de mudança precisam de dar lugar a uma mudança de promessas.

O importante não é prometer mudança; é começar a mudar. Para melhor, se for possível.

publicado por Theosfera às 08:40

O monge disse ao noviço: «Vieste aqui não para adquirir algo, mas para te libertares de muita coisa».

O importante na fé não é o que esperamos ganhar, mas o que estamos dispostos a deixar

publicado por Theosfera às 07:19

A extrema provação manifesta, tantas vezes, a extrema determinação.

A história dos mártires está cheia de casos de uma coragem que supera todos os limites.

Em 203, cinco catecúmenos, que se preparavam para o baptismo, foram condenados às feras.

Os mais conhecidos são duas mulheres: Felicidade, que estava grávida, e Perpétua, que tinha um menino de peito.

Mas os outros três também deram admiráveis provas de dedicação pela fé.

Um deles, chamado Saturo, avisou o soldado Pudente de que seria abatido com uma única mordedura de leopardo.

E, de facto,  foi lançado a um leopardo, e com um só golpe ficou coberto de tanto sangue que o povo, sem saber o que dizia, dava testemunho do seu segundo baptismo, aclamando: «Foste lavado, estás salvo. Foste lavado, estás salvo!».

O baptismo é uma lavagem, uma purificação. Foi o sangue de Cristo que nos abriu as portas da salvação!

publicado por Theosfera às 07:16

Hoje, 07 de Março, é dia de Sta. Perpétua, Sta. Felicidade e S. Paulo, o Simples.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 06 de Março de 2015

É importante não esquecer os conflitos que são lembrados.

Mas é igualmente necessário lembrar os confiltos que são (teimosamente) esquecidos.

No Sudão do Sul, em menos de dois anos, terão morrido 50 mil pessoas. Os desalojados ascendem a dois milhões.

Até quando?

publicado por Theosfera às 10:27

Parece que o ateísmo não se esgota na relação com Deus.

Victor Hugo achava que «não acreditar no povo é ser ateu em política».

Às vezes, há motivos para não acreditar no povo e em quem serve o povo.

Não sabemos se havemos de acreditar no que, agora, se diz ou no que, a seguir, se desdiz.

Mas mais vale errar por confiar do que penar eternamente na desconfiança.

Confiar é um risco. Mas é um risco que vale a pena ser corrido!

publicado por Theosfera às 10:18

É verdade que o tempo só anda para a frente. Mas, muitas vezes, parece estar refém do que acontece atrás.

É preciso aprender com o tempo.

Há coisas que é necessário sepultar e há coisas que é vital manter.

Só tradição é uma prisão. Nunca tradição pode ser contradição.

A vida só se compreende olhando para o passado.

E só se triunfa na vida caminhando para o futuro!

publicado por Theosfera às 10:06

Atenção ao que dita a experiência.

O momento obscurece, o tempo clarifica.

Muitas vezes, é preciso esperar que o tempo passe para que acontecido em cada momento se esclareça.

Já Thomas Mann reparou: «O tempo tudo clarifica e não há estado de espírito que se mantenha inalterado com o passar do tempo».

O tempo muda, muda-nos. E que nem sempre notamos como estamos diferentes!

publicado por Theosfera às 09:57

 

  1. Um dos valores matriciais da convivência é o respeito.

Deste respeito não hão-de fica fora o espaço sagrado e os actos sagrados. Nem será preciso invocar normas. Bastará seguir o bom senso.

 

  1. Todos sabem que a experiência religiosa é, por excelência, uma experiência de escuta.

Daí que o ambiente no espaço sagrado deva primar pelo silêncio.

 

  1. Quem tem fé compreenderá com facilidade. E quem não tem fé também perceberá sem dificuldade.

É por isso que se pede que, antes das celebrações e como forma de ambientação, haja silêncio na igreja, na sacristia e até à volta do templo.

 

  1. Sei que não é por mal, mas, nos últimos tempos, chega-se a uma igreja e o que avulta é o ruído.

A vontade de conversar sobrepõe-se ao direito de meditar. Parece que se pode falar com todos menos com Deus. Parece que se ouve toda a gente, menos a voz de Deus.

 

  1. Como se isto não bastasse, já se vêem pessoas a entrar com bonés e chapéus, com fatos de praia, a beber, a comer (sobretudo gelados), a mastigar (rebuçados ou pastilhas elásticas), a atender o telemóvel ou a consultar a net.

Isto colide frontalmente com a natureza do lugar e das celebrações que nele decorrem.

 

  1. Sobra, ainda, um problema para quem tem a missão de conduzir o povo de Deus.

Se intervém, arrisca-se a ser incompreendido e até maltratado. Se não intervém, acaba por consentir o que não pode aprovar. Ou seja, é uma situação sempre delicada.

 

  1. Acresce que, à medida que o tempo passa, há uma tendência para transformar a excepção em regra.

Já se agenda quase todo o tipo de actividades para as igrejas.

 

  1. Não raramente, prevalece a impressão de que a igreja é para tudo, excepto para aquilo que ela existe: rezar. Até parece que o incorrecto tem mais espaço que o correcto. E que o errado encontra maior acolhimento que o certo.

Aliás, quem é apontado como estando errado acaba por ser quem tenta corrigir o erro.

 

  1. A Igreja é para todos, mas não é para tudo.

Só que é complicado gerir as situações concretas e os factos que muitos dão como consumados.

 

  1. Apesar de tudo, creio não ser impossível restituir a dignidade aos lugares e a beleza às celebrações.

Para glória de Deus. E bem-estar de todos!

 

publicado por Theosfera às 09:16

Hoje, 06 de Março, é dia de S. Cónon, o Jardineiro, e Sto. Olegário.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:27

Quinta-feira, 05 de Março de 2015

Devemos ser nós a mudar o mundo ou deve ser o mundo a mudar-nos, a nós?

Tarefa difícil é mudar o mundo. Constatação inevitável é que todos vamos sendo mudados pelo mundo.

É por isso que merecem admiração os que persistem. Podem ser acusados de obstinação, mas não cedem.

Michael Josephson reparou: «As pessoas de carácter fazem o que acham certo não porque isso vá mudar o mundo, mas porque se recusam a ser mudadas pelo mundo».

Até pode ser que estejam erradas. Mas, num tempo em que tudo é líquido, ressalve-se a solidez da coerência que alguns mostram!

publicado por Theosfera às 10:16

O «Público» faz , hoje, 25 anos e, desde há 25 anos, passei a ser seu leitor diário.

Na altura, 5 de Março de 1990, estava em Lisboa e o jornal que costumava comprar («O Comércio do Porto»), chegava um pouco tarde à capital.

Como também comprava o «Expresso» e uma vez que foi deste jornal que partiram os principais artífices do «Público», passou a ser este o «meu» jornal.

Confesso que a fase em que o apreciei mais foi mesmo a primeira: no conteúdo e na forma.

Era um jornal muito bonito, atraente, convidativo.

Penso que,  nos últimos tempos, a qualidade foi decaindo. Compreendo (e admiro) a necessidade de não estagnar e o imperativo de sobreviver. Mas o que tenho visto não me consegue cativar tanto.

Já pensei várias vezes em mudar de jornal, embora também procure ler outros, mas, invariavelmente, mantenho-me fiel ao «Público».

Nem sempre me revejo nos ângulos de análise e nos posicionamentos.Mas também é verdade que não temos de concordar para consumir.

Às vezes, é díficil aceitar algumas coisas. Mas lá vou continuando a conviver com o «Público».

Mesmo quando não há tempo para o ler ou mesmo quando o consulto na net, gosto de olhar para o lado e ver a edição de papel.

Um jornal acaba por ser uma companhia, mais que um informador.

Leio o «Público» da última para a primeira página. Leio-o cada vez mais depressa. Não tanto porque tenha mais que fazer. Mas sobretudo porque noto que ele tem cada vez menos para oferecer.

Esta edição de aniversário revela muito trabalho, mas é desmedidamente centrada num tema e bastante recentrada no próprio jornal.

Percebo a intenção, mas não era preciso.

Parabéns pelo aniversário. O jornal não estará bom. Mas os outros ainda não me convenceram de que estão melhor!

publicado por Theosfera às 09:58

Faz hoje, 5 de Março, 111 anos que nasceu um dos maiores teólogos do século XX: Karl Rahner.

Aliás, Março acaba por ser um mês rahneriano já que o genial teólogo faleceu a 30 deste mês, em 1984.

publicado por Theosfera às 00:20

Hoje, 05 de Março, é dia de S. João José da Cruz, S. Teófilo e Sto. Adriano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:14

Quarta-feira, 04 de Março de 2015
Também na Igreja, há a tentação de, ao arrepio do exemplo de Cristo, transformar o serviço em poder.

É preciso reaprender, por isso, com Aquele que veio para servir não para ser servido (cf. Mt 20, 28).

O único poder da Igreja é o poder do amor e nunca o amor pelo poder. É esta a lição que, como alerta Paul Ricoeur, vem de Deus: «O único poder de Deus é o amor desarmado. De todo-poderoso Deus torna-Se todo-amoroso. Deus não tem nenhum outro poder para lá de amar e de nos dirigir, quando sofremos, uma palavra de auxílio. O difícil para nós é ouvi-la».
publicado por Theosfera às 10:12

A realidade visita-nos, quase sempre, sob três pontos de vista: o meu, o teu e o...verdadeiro.

Às vezes, é preciso que cada um deposite o vai de si para a realidade e esteja mais atento ao que vem da realidade para si!

publicado por Theosfera às 10:05

Faz parte da mensagem de Jesus o amor aos inimigos.

Por isso e como disse alguém, quem não tem inimigos não é um cristão completo.

Sucede que o amor aos inimigos leva a que deixem de o ser.

Pinchas Lapide fala do «amor desinimigador».

De facto, só o amor vence a inimizade.

publicado por Theosfera às 09:59

Desde Moltmann e Metz (no fundo, desde sempre), fica claro que não há teologia (nem acção eclesial) que seja apolítica.

A intervenção do crente tem sempre implicações políticas: ou directa ou indirectamente. Quem assume essas implicações revela de que lado está. Quem não assume é conivente com aquilo que acontece.

Concretizando, alguém que denuncie as injustiças sociais pode ser facilmente apodado de vanguardista, comunista, revolucionário. Mas alguém que, para não receber tal acusação, se cale acaba por tomar também uma opção: pelos que praticam a injustiça.

Neste caso, o silêncio é pouco edificante. A Igreja não pode ser imparcial. Não deverá, como é óbvio, tomar partido por partidos. Ela tomará sempre partido por pessoas, por ideais, por causas, por valores.

Se ela não o fizesse não seria isenta. Estaria a tomar partido por quem explora, por quem agride. Quem cala consente. Poderá um cristão consentir a exploração, a injustiça?

A clareza é sempre importante. As pessoas têm o direito de saber de que lado estamos. Nós temos o dever de as não defraudar. Cristo foi sempre claro. «Que as vossas palavras sejam sim, sim, não, não» (Mt 5, 37).

publicado por Theosfera às 09:54

Não há dias iguais. Até os que parecem mais rotineiros e monótonos são diferentes.

Marcel Proust apercebeu-se: «Os dias talvez sejam iguais para um relógio, mas não para um homem».

Nós somos sempre diferentes. De dia para dia, de instante para instante, vamo-nos transformando.

Pelo menos, temos mais tempo atrás de nós.

Que possamos ter muito tempo à nossa frente!

publicado por Theosfera às 09:50

Hoje, 04 de Março, é dia de S. Lúcio I, S. Casimiro e Sto. Humberto III de Sabóia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 03 de Março de 2015

 

  1. Na manhã das nossas vidas, todos nos vestimos de sonho. Com o andar do tempo, porém, rapidamente nos sentimos revestidos de desalento.

O mesmo acaba — quase sempre — por sufocar o diferente.

 

  1. Jesus é o diferente a que ninguém consegue ser indiferente.

Ele irrompe na história para romper com muitas zonas de conforto da nossa vida.

 

  1. Jesus abana e abala-nos. A paz, que nos traz, pacifica, mas não anestesia.

Ele hospeda-Se em nós para nos desinstalar de nós.

 

  1. Hoje, Ele continua a convidar-nos a passar para «outras margens» (cf. Mc 4, 35).

Aliás, Jesus sempre teve uma predilecção pelas margens. Não só pelas margens dos rios (cf. Lc 8, 22), mas também pelo que ficava à margem dos grandes centros.

 

  1. Jesus recolhe-Se, em longas noites de oração, nos montes (cf. Lc 6, 12). E retira-Se, por muitos dias, para o deserto (cf. Mc 1, 12-13).

Em Jesus, o marginal torna-se definitivamente central.

 

  1. Um retiro não é apenas para sair dos locais habituais e das ocupações rotineiras. Um retiro é sobretudo para sair de nós.

Não nos retiramos para fazer o que fazíamos. Mudamos de ambiente para procurar mudar de vida.

 

  1. Acontece que a mudança só atinge a totalidade quando chega à profundidade.

Muitas vezes, é no fundo de nós que está o maior entrave à presença de Deus em nós. O egoísmo é o obstáculo mais resistente, aquele que mais custa remover.

 

  1. É por dentro que se chega ao fundo. Por isso, não sendo um evento puramente intimista, um retiro é sempre pautado por uma forte intimidade.

O perfil do retiro é mais ermítico que cenobítico. Predomina o silêncio para prevalecer a escuta. Rareiam as palavras para melhor acolher a Palavra.

 

  1. Um retiro é para reviver, não para conviver. Um convívio é outra coisa, também excelente e igualmente necessária.

Só que o convívio do retiro é com Deus. É este convívio que antecede — e alimenta — todo o convívio.

 

  1. Um retiro investe no interior para dar frutos no exterior. Não se trata, portanto, de uma alienação, mas de uma transfiguração.

Um retiro ajuda a esvaziar o eu que ainda subsiste em nós. E começa a levar Deus até (mais) além de nós!

 

publicado por Theosfera às 11:01

Cumprir o dever pode custar muito. Mas não cumprir o dever custa sempre muito mais.

Alexandre Dumas reparou: «Por vezes, é penoso cumprir o dever, mas nunca é tão penoso como não cumpri-lo».

O peso de cumprir o dever sente-se enquanto se cumpre. O peso de não ter cumprido o dever sente-se a vida inteira.

Mais vale suportar o custo que cumprimento do dever implica do que pagar o preço que o incumprimento do dever arrasta!

publicado por Theosfera às 09:21

Hoje, 03 de Março, é dia de Marino, Sto. Astério, S. Frederico de Hallam, S. Liberto, S. Samuel, S. Miguel Pio e Sta. Catarina Maria Drexel.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 02 de Março de 2015

1. Andamos à volta de quase tudo e no centro de quase nada. Conhecemos quase tudo por fora e ignoramos quase tudo por dentro. Somos íntimos de muitos e estranhos em relação a quase todos, a começar por nós.

É o resultado da abundância de ruído e da ausência de silêncio. É pelo silêncio que entramos em nós. É pelo silêncio que acolhemos os outros em nós.

 

  1. Certeiro foi Sócrates, o preclaro filósofo da antiga Grécia, quando sinalizou: «O verdadeiro conhecimento vem de dentro».

O verdadeiro conhecimento vem de dentro dos outros para dentro de nós. E vai de dentro de nós para dentro dos outros.

 

  1. Em relação aos outros animais, temos tudo para ser diferentes, melhores. Mas, às vezes, parecemos iguais, para não dizer piores. Jules Renard só entrevia uma diferença: «Descobri finalmente aquilo que distingue o homem dos outros animais: são os problemas de dinheiro».

Não iria tão longe. Uma coisa, porém, é certa. Ninguém é tão humano como os homens. Mas também ninguém consegue ser tão desumano como os homens. Aproveitemos cada instante para corrigir a trajectória. Não nos desumanizemos mais. Procuremos humanizar-nos cada vez mais.

 

  1. A guerra é abominável. Mas há quem não consiga sobreviver fora dela. Há quem só se sinta bem fazendo o mal. Há quem só viva matando. Vergílio Ferreira deu conta deste absurdo: «O mais odioso da guerra é a paixão que por ela se tem».

Quando a guerra não existe, inventam-na. Quando ela parece longe, trazem-na para perto. É preciso restaurar a paz onde ela é mais violada: no coração das pessoas.

 

  1. Uma opção tem de ser tomada. John Kennedy identificou-a: «A humanidade tem de acabar com a guerra antes que a guerra acabe com a humanidade».

Se adiarmos para tarde, pode ser tarde demais.

 

  1. A inveja dói. Mas, como já dizia Heródoto, «mais vale ser invejado que lastimado».

A inveja é uma coisa má por causa de uma coisa boa. A inveja é uma espécie de tributo que a incompetência e a raiva prestam ao mérito.

 

  1. Porque é que tão poucos suportam a verdade? A sabedoria judaica acha que é por causa do peso: «A verdade é pesada; por isso poucos a suportam».

Mas, pensando bem, o peso da verdade é bem leve. O peso da mentira é muito mais difícil de suportar.

 

  1. A dor dói, mas ensina. Ensina sobre o mundo. Ensina sobre a vida. Ensina sobre Deus.

Guerra Junqueiro assinalou: «Quem fraterniza com a dor, comunga no grémio de Deus».

 

  1. A tecnologia consegue muito. Mas a imaginação consegue muito mais. A imaginação é a alma que pode optimizar a tecnologia. Arthur Clarke percebeu: «Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinta de magia».

Não nos maquinizemos em demasia. Deixemos algum espaço para a magia. E muito espaço para fé. É ela o grande carburante da esperança.

 

  1. Deixemos que o futuro seja futuro. Hoje, há um excesso de futuro nas palavras e, ao mesmo tempo, um défice de futuro nas acções. Tanto se fala de futuro, tanto programamos o futuro que até o comprometemos, que até o adiamos.

A melhor oferta que podemos dar ao futuro é dar o nosso melhor no presente. O dia mais importante é hoje. Cada hoje. Não o desfeiteemos. Nem o desaproveitemos!

 

publicado por Theosfera às 10:33

O nosso (incorrigível) hábito de pôr um preço em tudo leva-nos a indexar o valor ao preço.

Quase por instinto, depreendemos que quanto maior o preço, tanto mais alto o valor.

Infelizmente, é por este meridiano que nos movemos.

Para muitos, o que tem baixo preço tem baixo valor. E, como corolário, o que não tem preço não terá qualquer valor.

Engano total, este.

Esquecemos que o mais valioso não tem preço. Para o mais valioso, nenhum preço basta.

Oliveira Martins assim o notou: «Nem tudo tem preço, mas tudo tem valor e o que tem mais valor é o que não tem preço».

publicado por Theosfera às 09:29

É difícil perceber a vontade, a roçar a sofreguidão, de, hoje em dia, se expor tudo.

Para quê tanto afã? Para quê tanto trabalho?

O tempo faz tudo isso. Já Sófocles o reconhecia: «O tempo vê, escuta e revela tudo». Até o que não é verdade. Até o que não existe.

O que colhemos no tempo nem sempre corresponde ao que o tempo (nos) mostra!

publicado por Theosfera às 09:22

Hoje, 02 de Março, é dia dos Mártires dos Lombrados, Sta. Inês da Boémia e Sta. Ângela da Cruz Guerrero González.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 01 de Março de 2015

Hoje também, Senhor,

na manhã deste Domingo belo,

Tu nos levas ao monte,

a um monte muito alto,

a um monte que és Tu.

 

Hoje de novo,

Tu realizas o mistério da transfiguração.

Transfiguras a vida.

Transfiguras a humanidade.

Transfiguras cada pessoa.

Transfiguras o mundo.

 

A fé é uma contínua transfiguração.

Junto de Ti, somos os mesmos e somos outros.

 

Somos diferentes,

somos melhores,

mais felizes,

mais fraternos,

mais humanos,

mais descentrados de nós,

mais recentrados em Ti.

 

Transfigura-nos, Senhor.

Torna-nos mais amáveis,

mais abertos, solidários e serviçais.

Faz de nós arautos da Boa Nova,

portadores da Esperança

e mensageiros do Amor e da Paz.

 

Como Pedro, dizemos:

«Que bom é estarmos aqui»!

Que bom é estar conTigo, Senhor.

Que bom é sentir a Tua presença.

 

Também hoje, ouvimos a voz do Pai:

«Tu és o Filho muito amado».

Que nós Te escutemos

e que escutemos aqueles que são amordaçados.

 

Que, ao descermos o monte,

não percamos a energia.

 

Que, lá em baixo, em cada dia,

nós sejamos missionários do Teu amor.

 

Que participemos na transfiguração deste mundo.

Que não desanimemos perante as dificuldades

e que a todos levemos o eco da Tua paz,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:15

FC Porto e Sporting vão jogar logo à tarde.

Que seja um jogo «entre» o FC Porto e o Sporting.

Que não seja uma partida do FC Porto «contra» o Sporting nem do Sporting «contra» o FC Porto!

publicado por Theosfera às 08:48

Há quatro anos, celebrámos o fim de uma ditadura. Hoje, receamos o fim de um país.

Houve quem falasse de um «sucesso catastrófico» na Líbia. Neste momento, subsiste uma profunda divisão entre a Cirenaica e a Tripolitânia, com muitos problemas e ameaças pelo meio.

À porta da Europa!

publicado por Theosfera às 08:45

Primeiro, dizem. Depois, desdizem. A seguir, redizem.

E, quase sempre, maldizem.

Assim parecem desfilar as palavras à nossa frente.

Para lá da trombeta dos sons, o que fica do que ouvimos?

Apenas fadiga, saturação, descrédito.

Honrar a palavra tem de ser o caminho, o único!

publicado por Theosfera às 08:22

«Varvatar» é uma palavra arménia que significa «decoração com rosas».

 

Esta era a festa pagã daquele povo no primeiro dia do mês que antecedeu a sua conversão.

 

S. Gregório, o Iluminador, transformou tal festa numa festa cristã: a festa da Transfiguração.

 

Na montanha do Tabor, enquanto rezava, Jesus viu o Seu rosto ser transfigurado.

 

Ouviu-Se a voz do Pai numa nuvem: «Este é o Meu Filho muito amado. Escutai-O».

 

É isso que tentamos fazer, dia a dia: escutar Jesus. Para nos transfigurarmos n'Ele!
publicado por Theosfera às 08:08

A transfiguração de Jesus é realidade e é apelo, apelo à nossa própria transfiguração.

Não é despiciendo notar que a transfiguração ocorre no âmbito da oração.

A oração transfigura, altera, felicita.

Deixemo-nos transfigurar. Por Cristo. Com Cristo. Em Cristo.

publicado por Theosfera às 08:06

O tempo das palavras anda, quase sempre, em contramão com o tempo dos acontecimentos.

Sobrepõem-se, mas raramente se encontram.

As palavras têm o encanto da esperança e o fascínio das ilusões.

Acreditamos nelas até os factos deporem. E tantas são as vezes em que a porta que as palavras abriam é implacavelmente fechada pelos factos.

As palavras decretam o fim de todas as crises e desenham infindáveis promessas de prosperidade.

O problema é quando as palavras são confrontadas com a realidade...

publicado por Theosfera às 07:59

Hoje, 01 de Março (Segundo Domingo da Quaresma), é dia de S. Rosendo, Sto. Albino e Sta. Eudóxia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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