O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 07 de Fevereiro de 2015

Hoje, 07 de Fevereiro, é dia das Cinco Chagas do Senhor, Beato João Maria Mastai Ferretti (Pio IX), Sta. Coleta e S. Ricardo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2015

Uma coisa é a esperança. Outra coisa, bem diferente, é a ilusão.

A esperança dá força para transformar a realidade. A ilusão limita-se a colorir a realidade, pintando-a com cores que ela não tem.

A esperança está sempre a acenar. Mas a ilusão também não deixa de nos assediar.

Demóstenes, há muito tempo atrás, já tinha reparado: «Nada é mais fácil do que se iludir, pois todo o homem acredita que aquilo que deseja seja também verdadeiro».

Daí a dificuldade que alguns têm diante dos «porta-vozes» da realidade.

Acontece que nenhuma ilusão é capaz de vergar a incorrigível teimosia da realidade!

 

publicado por Theosfera às 10:14

Afinal, uma vida tem preço? Qual é o preço de uma vida?

O absurdo das perguntas só é superado pelo contra-senso de algumas respostas.

Há dois mil anos, houve uma vida avaliada em 30 moedas (Mt 26, 15). Foi o preço acordado para que uma vida fosse eliminada.

Nos últimos dias, há várias vidas avaliadas em 42 mil euros. É o preço fixado para que tais vidas sejam salvas.

Havendo uma percepção clara da hierarquia de valores, não há lugar para qualquer hesitação.

Aprendemos, desde sempre, que uma única vida vale mais que todo o dinheiro do mundo.

Assim sendo, quando os dois valores estivessem em confronto, a opção deveria ser sempre pela vida.

Mais vale sacrificar o dinheiro pela vida do que a vida pelo dinheiro.

Só que nem sempre as palavras dos lábios estão em sintonia com as atitudes que se tomam.

É claro que é na vida que se ganha dinheiro. Mas é preocupante notar que se pretenda ganhar tanto dinheiro com a vida.

Dizem (embora, como é óbvio, não possa confirmar) que a produção do medicamento de que tanto se fala varia entre os 60 e os 120 euros.

Como entender que ele seja posto à venda por 42 mil euros?

Haverá muitas explicações plausíveis. Mas será que existe alguma justificação aceitável?

Uma coisa é pagar os custos. Outra coisa é alimentar o lucro.

Procuremos meditar e pôr as coisas no seu devido lugar.

Uma vida é uma vida. O seu valor está infinitamente acima de todos os valores!

publicado por Theosfera às 10:06

Reza uma máxima de ignota proveniência: «Quem muito te critica, no fundo admira-te».

É uma admiração que está tão lá no fundo que nem se nota.

Mas é uma admiração tão incómoda que recorre à crítica para (tentar) afastá-la.

Grande mistério habita o ser humano!

publicado por Theosfera às 09:30

Receava, mas não podia saber. Só Deus sabe.
Este dia, 6 de Fevereiro, há 18 anos, ia quente. Era o último dia de meu querido Pai nesta terra.

Já só comunicava por gestos. Foram momentos de muita dor, que deram lugar a tempos de profunda saudade.

Mas todos estes sentimentos foram emoldurados por um profunda e serena paz. Sei que, na madrugada seguinte, meu querido Pai encetou uma viagem que o levou ao seio do Pai, ao coração de Deus.

É lá que se encontra. É lá que o reencontro. Sempre.
publicado por Theosfera às 00:44

Faz hoje 407 anos que nasceu o Padre António Vieira.
Vieira é muito apreciado pela forma. Mas merece ser reapreciado sobretudo pelo conteúdo, pela profecia, pela coragem, pela fidelidade.

Leiamos Vieira. Hoje. E sempre.

Precisamos de reaprender a beleza do que ele disse e a intensidade do que ele escreveu.

É, realmente, um imperador. Da língua. E da coragem.

publicado por Theosfera às 00:40

Hoje, 06 de Fevereiro, é dia de S. Paulo Miki e seus Companheiros Mártires, Sta. Doroteia, Sto. Amândio e S. Mateus Correa de Magallanes.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2015

Não é só o futuro que nos ocupa. O passado também nos preenche.

Neste dia 5 de Fevereiro, há 18 anos, o meu querido Pai passava o seu último dia plenamente consciente neste mundo.

No dia seguinte, 6 de Fevereiro, já só fazia gestos. Até que, na manhã do dia 7, partiu.

Mas nada se apaga. Obrigado, meu querido (e sempre presente) Pai!

publicado por Theosfera às 10:36

Compulsando o que se ouve, o que se vê e o que se lê, parece que a Europa está à beira da falência.

Não penso tanto na falência económica, mas penso sobretudo na falência ética, na falência civilizacional.

Em falência parecem estar os modelos de actuação. Em falência parecem estar as alternativas.

Dá a impressão de que as soluções têm o mesmo destino que os problemas. Os problemas não resolvem. Mas as soluções também parecem não solucionar.

Esta não é a direcção. Outro tem de ser o caminho.

Pouco ganharemos com os que decidem. Mais poderemos ganhar com os que procuram. Com os que não desistem de procurar!

publicado por Theosfera às 09:58

Sempre a integridade, nunca o integrismo.

O integrismo não é filho da coerência, mas do fanatismo.

E, como dizia Denis Diderot, «do fanatismo à barbárie não há mais que um passo». Um passo que nos pode fazer cair no abismo!

publicado por Theosfera às 09:50

Entre a hospitalidade e a hostilidade a distância é infinita, mas a coexistência é frequente.

Há quem tenha palavras de hospitalidade, mas, ao mesmo tempo, não se dispensa de expender atitudes de hostilidade.

Afinal, em que devemos fazer fé? Nas palavras, que indiciam uma coisa, ou nas atitudes que mostram outra coisa, completamente diferente?

É claro que a hospitalidade é insinuada na presença e a hostilidade é cultivada na ausência.

Só que aquilo que se presume escondido acaba por se tornar manifesto. E a hostilidade sobrepõe-se, quase sempre, à hospitalidade.

Não se consegue enganar sempre. De pouco servem palavras de hospitalidade quando elas são degoladas por atitudes de hostilidade.

Sejamos sempre hospitaleiros. Nos lábios. No coração. Em toda a vida!

publicado por Theosfera às 09:43

Por estes dias, a Europa parece assistir a uma troca de bravatas e gravatas.

Dá a impressão de que há mais bravatas que gravatas.

Ontem mesmo, o primeiro-ministro de Itália ofereceu uma gravata ao primeiro-ministro da Grécia.

No plano simbólico, tratar-se-á de um subtil convite para que Atenas abandone a sua reiterada atitude de desalinho.

A Europa gostaria de uma Grécia mais alinhada, mais aprumada.

Como é sabido, os novos governantes gregos apresentam-se ostensivamente sem gravata.

Há imagens que incidem mais sobre o que (não) está no pescoço do que sobre o que vem dos lábios.

Temo que, no fundo, tudo isto se reduza a uma questão de pose, embora em sentido contrário.

Acontece que os problemas não se resolvem com gravatas a menos e bravatas a mais.

Tsipras terá prometido a Renzi que iria usar a gravata oferecida quando fosse encontrada uma solução para a Grécia.

Oxalá que ela não fique (des)arrumada eternamente num qualquer armário!

publicado por Theosfera às 09:22

Hoje, 05 de Fevereiro, é dia de Sta. Águeda e S. Jacob.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 04 de Fevereiro de 2015
  1. A juventude entusiasma, mas também preocupa. Sentimos que há toda uma geração motivada pelo sonho, mas igualmente tolhida por muitos bloqueios.

Não podemos dar muito aos jovens. Mas, pelo menos, não deixemos de lhes dar esperança.

 

  1. Retenhamos estas palavras — imaginem! — de Elvis Presley: «Tudo o que os jovens precisam é de esperança e do sentimento de que pertencem a algo. Se eu pudesse fazer ou dizer alguma coisa que desse a eles este sentimento, eu acredito ter contribuído em algo para o mundo».

Como dizia Teilhard de Chardin, «o futuro pertencerá àqueles que derem ao mundo um pouco de esperança». Um pouco pelo menos. Um pouco de esperança já é muito.

 

  1. William Shakespeare vincou que «os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são».

O problema é que nem este mínimo está garantido. Há quem seja mestre na «arte» de enganar. E nem os mais inteligentes advertem o engodo.

 

  1. É possível enganar alguém durante algum tempo. Não é impossível enganar muita gente durante muito tempo.

Mas é completamente impossível enganar toda a gente durante todo o tempo.

 

  1. Não somos apenas aquilo que temos, aquilo que conseguimos, aquilo que realizamos. Somos também — e bastante — aquilo que não possuímos, aquilo que não alcançamos, aquilo que não obtivemos.

Se repararmos bem, estamos quase sempre a pensar naquilo que nos falta. O que nos falta é, assim, aquilo que mais nos acompanha. O que nos falta torna-se, portanto, paradoxal. Por um lado, esvazia-nos. Por outro lado, preenche-nos. Sufoca-nos?

 

  1. O mal está a tornar-se banal. Já ninguém se espanta com ele. Muitos até lhe asseguram cidadania. Não poucos até o publicitam, sobrevivendo à custa da sua divulgação.

Eis o maior cancro destes tempos sombrios: a banalidade do mal. Haverá pessoas luminosas que lhe ponham fim?

 

  1. A escola prepara para o teste e deve preparar sobretudo para a vida. É por isso que a educação é mais que o ensino. O conhecimento é fundamental, mas o comportamento é decisivo.

Alain anotou: «Os trabalhos de estudante são provas para o carácter e não para a inteligência. Seja ortografia, versão ou cálculo, trata-se de aprender a querer». Sem carácter, nem a inteligência consegue ser inteligente.

 

  1. A palavra depende da frase. A frase depende do texto. O texto depende do contexto. Tudo o que é dito revela sempre quem o diz.

Karl Kraus achava até que «as boas opiniões não têm valor. Depende de quem as tem». A mesma coisa afirmada por pessoas diferentes tem uma valoração distinta. Não basta invocar autoridade. É preciso revelar credibilidade. E a credibilidade não vem dos lábios. Vem da vida.

 

  1. Manhã, tarde, noite. Noite, manhã, tarde. Tarde, noite, manhã. Tão depressa se termina. Tão rapidamente se recomeça.

Montaigne tinha razão: «O mundo não passa de um balanço perene». Que, neste «balanceamento», nunca deixemos a verdade e que a paz nos possa visitar sempre.

 

  1. A vontade não consegue tudo, mas é fundamental para conseguir tudo. Já Alexandre Herculano dizia: «Querer é quase sempre poder: o que é excessivamente raro é o querer».

Queira querer. Hoje. Agora. Já!

publicado por Theosfera às 10:20

Os números não são tudo. Mas podem ser determinantes para entender quase tudo.

Há países onde o desemprego juvenil ronda os 50%.

Em Portugal, há cerca de 280 mil jovens que não trabalham nem estudam.

Ou seja, já não é apenas o futuro que preocupa. É sobretudo o presente que aflige!

publicado por Theosfera às 09:59

A maioria das pessoas é indulgente consigo e exigente com os outros.

Muito melhor seria o mundo se o contrário prevalecesse.

Confúcio, em plena antiguidade, já se apercebeu: «Se os homens fossem severos para consigo e generosos para com os outros, nunca dariam azo a ressentimentos». Nem a violências!

publicado por Theosfera às 09:53

Este dia 4 de Fevereiro transporta recordações que não se apagam nunca. É o dia de anos do meu primeiro Vice-Reitor, aquele que, há 40 anos, me recebeu no Seminário e que continua a ser um grande Amigo. Era feriado no Seminário.

É o dia da festa na Paróquia de S. João de Brito, vivida com muita intensidade, seriedade e autenticidade por toda a gente.

Neste dia, há sempre mails, sms ou telefonemas que chegam. Há uma emoção muito grande e agradecida.

Ao contrário do que dizia Óscar Wilde, o passado não passa. Acompanha-nos ao longo da vida.Tudo isto permanece no mais fundo de mim.

Obrigado, Senhor!

publicado por Theosfera às 00:45

Hoje, 04 de Fevereiro, é dia de S. João de Brito, S. José de Leonissa, Sta. Maria de Matias e Sta. Catarina de Ricci.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 03 de Fevereiro de 2015

 

  1. Acerca de Deus, talvez tenha chegado o momento de nos fixarmos sobretudo naquilo que não sabemos.

É possível que esse não-saber nos forneça palavras menos impróprias e atitudes mais adequadas.

 

  1. Temos passado muito tempo a falar — e a agir — com base no que sabemos sobre Deus.

Acontece que os resultados nem sempre são brilhantes.

 

  1. As palavras conseguem mais escondê-Lo que mostrá-Lo. E muitas atitudes levam mais a encobri-Lo do que a descobri-Lo.

Como entender, então, que haja tantas palavras absolutas sobre Deus? E tantas atitudes irreversíveis em nome de Deus?

 

  1. Acresce que há palavras absolutas em contraste com outras palavras absolutas. E há atitudes irreversíveis em colisão com outras atitudes irreversíveis.

Até parece que Deus Se contradiz a Si mesmo.

 

  1. No mundo das religiões, a desarrumação é assustadora. O discurso da paz não está ausente, mas a violência teima em continuar presente.

Por vezes, o ser divino é representado como alguém menos humano do que muitos seres humanos. Como aceitar que se renda culto a Deus maltratando pessoas e eliminando vidas?

 

  1. O ateísmo de muitos crentes é mais devastador do que o ateísmo dos ateus.

Os ateus negam a existência de Deus, ao passo que muitos crentes negam a natureza de Deus, a identidade de Deus.

 

  1. Uns negam que Deus exista. Outros negam o Deus que existe. Que será pior?

Deus é imensamente mais do que uma não-existência. E é infinitamente melhor do que muitas existências que Lhe atribuem.

 

  1. Quando os ateus dizem que Deus, a existir, é o oposto de muitas das suas imagens, merecem alguma atenção. E reclamam o máximo cuidado.

Os que estiveram mais perto de Deus, os santos, foram sempre muito cautelosos. Sto. Anselmo, para mencionar as pessoas divinas, referia-se aos «três não sei quê». A própria Bíblia reconhece que «nuvens e trevas» envolvem a presença de Deus (cf. Sal 97, 2).

 

  1. O melhor, por conseguinte, é não parar de aprender. Importante é a escuta e não a luta.

O principal sobre Deus pode estar no que (ainda) não sabemos. Mas o que sabemos basta para ter a certeza de que Deus só ama (cf. Jo 3, 16), não arma. E até desarma os que se armam, os que estão armados (cf. Jo 18, 11)!

publicado por Theosfera às 10:26

O demasiado óbvio conforta, mas também pode complicar.

Às vezes, não prestamos a devida atenção às coisas mais simples. E o resultado acaba por ser uma série de equívocos.

Edgar Allan Poe alertou: «Talvez seja a própria simplicidade do assunto que nos conduz ao erro».

Eu ressalvaria. O problema não está na simplicidade do assunto. Estará, antes, na ligeireza com que o encaramos!

publicado por Theosfera às 09:32

Hoje, 03 de Fevereiro, é dia de S. Brás, Sto. Estêvão Bellesini, Sto. Ansgário (ou Óscar), Sta. Claudina Thévenet e Sta. Ana Maria Rivier.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2015

O segredo da vida está sempre na simplicidade.

Não se pode, por isso, chegar ao tecto sem trabalhar os alicerces. E, às vezes, descuidamos tantos os alicerces da convivência.

Ulpiano achava que os preceitos fundamentais são: «viver honestamente, não ofender ninguém, dar a cada um o que lhe pertence».

Alguém discorda? Mas quem se preocupa em pôr tudo isto em prática?

publicado por Theosfera às 09:48

A disciplina é importante, mas a desorganização pode não ser totalmente prejuducial.

Algo pode advir até do próprio caos.

Mary Shelley notou: «A invenção, devo modestamente admiti-lo, não consiste em criar disciplinadamente, mas sim em criar a partir do caos».

Em tudo se pode encontrar um sentido!

publicado por Theosfera às 09:45

Em relação ao erro, o melhor, sem dúvida, é evitá-lo. Mas quando isso não é possível, o melhor é assumi-lo. Justificá-lo pode ser uma reincidência.

Inácio Dantas notou: «Na maioria das vezes em que erramos o silêncio é a melhor defesa. Ao abrirmos a boca para nos defendermos poderemos errar pela segunda vez».

Nem sempre o silêncio é bom. Mas, às vezes, faz menos mal do que algumas palavras!

publicado por Theosfera às 09:40

As primeiras medidas do novo governo da Grécia são justas e de grande alcance social.

Serão, pois, medidas bem acolhidas, mas que podem ser tolhidas.

Em causa, como sempre, está o dinheiro. Este, o dinheiro, devia ser um aliado, mas pode tornar-se num entrave.

Perguntar-se-á, então, porque é que não terão esperado para ver se haverá suporte financeiro para tais medidas.

Creio, porém, que não terá sido precipitação, mas estratégia.

Se não houver dinheiro, os governantes enfrentarão o descontentamento popular de forma irrebatível. Dirão que eles tentaram e que outros impediram.

Isso não resolve o problema. Mas salvaguardará os protagonistas!

publicado por Theosfera às 09:36

O que mais me impressiona, na actual conjuntura, é o grau de certeza com que muitos actuam.

O novo poder da Grécia está seguro sobre qual é o caminho a seguir.

E o velho poder europeu assegura que o caminho seguido é o certo.

Neste combate de certezas, alguém terá de ceder. Ou, então, alguém terá de cair.

O acordo entre discrepantes tem de acontecer!

publicado por Theosfera às 09:29

Um corpo são ajuda a ter uma mente sã.

Já Buda se apercebeu: «Manter o corpo saudável é um dever; de outra forma não seremos capazes de manter a nossa mente forte e clara».

Sem dúvida. Mas creio que há mentes sãs em corpos pouco sadios.

Uma mente sã é capaz de sanar até o que parece doente. O espírito lubrifica tudo!

publicado por Theosfera às 09:22

Hoje, 02 de Fevereiro, é dia da Apresentação de Jesus no Templo (festa conhecida também como Nossa Senhora da Candelária ou das Candeias), Sta. Joana de Lestonnac, S. Cornélio (centurião), Sto. André Maria Ferrari e Sta. Maria Catarina Kasper.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 01 de Fevereiro de 2015

Ainda há pouco, ouvimos o Evangelho

e daqui a pouco vamos para o mundo viver o Evangelho.

 

O Evangelho é a nossa vida,

o nosso trabalho, o nosso ser.

 

«Ai de mim se não anunciar o Evangelho!».

Este é o grito de S. Paulo.

Esta há-de ser a nossa preocupação.

 

Que o Evangelho seja a nossa respiração,

o nosso acordar, o nosso viver e o nosso entardecer.

 

Leva-nos para o mundo, Senhor,

semear o Evangelho da esperança,

o Evangelho da justiça

e o Evangelho da paz.

 

Cura-nos, Senhor, da nossa febre,

como curaste a febre da sogra de Simão.

 

Que não haja nada nem ninguém a impedir-nos

de fazer do Evangelho a estrela do nosso firmamento,

a cintilar nos passos do nosso caminho.

 

Ajuda-nos, Senhor,

a ser eco do Teu Evangelho,

a levarmos a todos

a Tua presença de amor,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:59

Há palavras que têm impacto imediato e grande efeito mediático.

Há palavras que têm até o condão de serem um grande enfeite mediático.

Dão belos títulos e provocam vendadais de reacções.

Tais palavras podem tocar em feridas sensíveis. Mas podem erguer também muros de resistência.

Mais do que explodir como vulcões ou soar como trombetas, é importante que haja palavras que curem, que sarem e que ajudem a recomeçar.

Percebe-se que, nestes tempos agitados, se procurem palavras com efeito nos jornais e nas televisões.

Fundamental, porém, é que não deixemos de encontrar palavras que produzem efeito na vida. Na nossa vida!

No fundo, precisamos mais de palavras despertadoras do que de palavras demolidoras!

publicado por Theosfera às 09:56

A. No começo está a oração

  1. Conhecemos muito do que Jesus disse e do que Jesus fez. Mas certamente já houve momentos em que a nossa legítima — e sadia — curiosidade nos levou a perguntar: «Como seria o dia-a-dia de Jesus?» Neste Domingo, S. Marcos começa a satisfazer a nossa curiosidade e a responder à nossa pergunta.

Deparamos, hoje, com a chamada «Jornada de Cafarnaum». É no âmbito desta jornada que encontramos a descrição do dia típico de Jesus. Já agora, Cafarnaum, que significa «aldeia de Naum», situava-se a norte do mar da Galileia. Era uma espécie de cidade adoptiva de Jesus, a Sua residência mais frequente e o local de tantas maravilhas por Ele realizadas. Não espanta, pois, que Cafarnaum fosse vista como «a Sua cidade»(Mt 9, 1). Era lá que Jesus Se sentia em casa (cf. Mc 2, 1). O Seu dia-a-dia era composto, basicamente, por quatro actividades: 1) orar; 2) acolher; 3) ajudar e 4) ensinar. São estas as ocupações de Jesus. Hão-de ser estas também as ocupações de todo o discípulo de Jesus.

 

  1. No começo de tudo, está a oração. A oração vem logo no início do dia ou até antes do início, dado que Jesus Se levanta antes de o dia começar. Como iremos ouvir no próximo Domingo, Ele começa o dia de madrugada, «ainda muito escuro», num lugar solitário, em oração (cf. Mc 1, 35).

Depois da oração pessoal, vem a oração comunitária. Jesus vai à sinagoga para rezar em comunidade. Nem a oração pessoal dispensa a oração comunitária nem a oração comunitária dispensa a oração pessoal. As duas requerem-se, postulam-se e abastecem-se. A oração pessoal alimenta a oração comunitária e a oração comunitária nasce da oração pessoal.

 

B. Tudo é novo em Jesus

 

3. A sinagoga, que significa «assembleia reunida», é o lugar de encontro por excelência da comunidade judaica. Aqui se fazia a profissão de fé (cf. Deut 6, 4-9), seguida de orações e cânticos. Aqui se proclamavam dois textos da Thora (ou Lei) e dos Profetas. Vinha, depois, a explicação dos textos (uma espécie de homilia) e também as bênçãos. Como qualquer israelita cumpridor da Lei, Jesus frequentava a sinagoga desde a infância. Foi na sinagoga que Jesus deu início à Sua missão e foi na sinagoga que ensinou muitas vezes. Aliás, os apóstolos farão o mesmo mais tarde (cf. Act 13, 14-44).

Desta forma, Jesus leva o novo ao antigo. Ele é o novo que renova o antigo. Como refere o Apocalipse, Jesus é aquele que faz novas todas as coisas (cf. Ap 21,5). Dir-se-ia que faz novas todas as coisas para fazer novas todas as pessoas. Na verdade, Jesus reza de uma forma nova, relaciona-se de uma forma nova, age de uma forma nova e, como não podia deixar de ser, ensina de uma forma nova. Não havia qualquer termo de comparação relativamente a Jesus.

 

  1. Jesus impôs-Se por Si mesmo. As pessoas maravilhavam-se com a Sua doutrina (cf. Mc 1, 22), que consideravam «nova» (cf. Mc 1, 27). Mas qual era a novidade de Jesus? A Sua novidade não estava tanto no que dizia; estava sobretudo no modo como dizia e agia. Como notou Walter Kasper, o que era novo em Jesus era acima de tudo, «a Sua conduta», isto é, a Sua vida.

Jesus preocupou-Se sempre mais com o porte do que com a pose, mais com a verdade do que com a mera aparência. S. Marcos não se esquece de vincar que «Jesus ensinava como quem tem autoridade»(Mc 1, 22) em total contraste com os outros que ensinavam: os doutores da Lei. Estes eram especialistas nas Escrituras, mas não convenciam. Porquê? Porque difundiam um conhecimento sem vivência. Já Paulo VI sublinhou que o mundo segue mais as testemunhas que os mestres. Só seguirá os mestres se também forem testemunhas.

 

C. Alguém que diz o que faz e faz o que diz

 

5. Jesus sempre denunciou os que dizem e não fazem (cf. Mt 23, 3), os que dizem o contrário do que fazem, os que fazem o contrário do que dizem. Os habitantes de Cafarnaum já estavam, seguramente, saturados daqueles que se limitavam a repetir os textos sem deles extrair nenhuma implicação concreta para a vida.

Um dizer sem fazer cansa e um dizer contrário ao fazer afasta. Percebe-se, então, que Jesus fosse uma autêntica lufada de ar fresco, sacudindo o bafio das atitudes incoerentes dos que alardeavam uma sabedoria sem tradução prática.

 

  1. Compreendemos, assim, porque é que a autoridade de Jesus era reconhecida. A autoridade de Jesus era reconhecida não porque fosse reivindicada ou imposta, mas porque era (visivelmente) exercida. Jesus dizia o que fazia e fazia o que dizia. Em Jesus, a palavra dos lábios estava em sintonia com a palavra da vida.

As pessoas de Cafarnaum não estavam habituadas a isto, não estavam acostumadas a esta coerência. O que vinha de Jesus soava a diferente e sabia a novo. Daí o efeito da Sua presença e a eficácia da Sua palavra. A palavra de Jesus não é meramente indicativa; é uma palavra performativa: diz o que realiza e realiza o que diz. Diz ao «espírito impuro» para sair do homem que entretanto aparecera na sinagoga e o «espírito impuro» imediatamente sai (cf. Mc 1, 25-26).

 

D. Em Jesus, tudo podemos alcançar

 

7. Os judeus estavam convencidos de que as doenças eram provocadas por «espíritos maus» que se apoderavam das pessoas. Estas ficavam impossibilitadas de cumprir a Lei e, nessa medida, caíam numa situação de «impureza». Daí que tais espíritos sejam qualificados como «impuros».

Só Deus, com o Seu poder absoluto, era capaz de vencer estes «espíritos» devolvendo aos homens a saúde e a liberdade perdidas. Acontece que os ritos de exorcismo, para invocar a libertação de Deus, eram muito demorados e muito estranhos. Daí o espanto quando as pessoas vêem Jesus resolver tudo com uma única frase: «Cala-te e sai desse homem»(Mc 1, 25).

 

  1. Mais do que descrever a natureza do mal que afectava aquele homem, o que o texto sagrado nos quer mostrar é a autoridade de Jesus sobre tudo: até sobre o próprio mal. Jesus é mais forte que o mal. Jesus é aquele que vence o mal e derrota toda a maldade. Só em Jesus, somos capazes de vencer o mal e de derrotar toda a maldade. Sem Jesus nada podemos fazer (cf. Jo 15, 5). Mas em Jesus nada há que não possamos alcançar (cf. Fil 4, 13).

Não nos preocupemos com eventuais «espíritos». Não há nada — nem ninguém — que seja mais forte que Jesus. Ele veio para nos libertar. A Sua libertação é imensamente mais forte do que todas as opressões. Se Ele está por nós, quem será contra nós? (cf. Rom 8, 31). Até pode haver quem esteja contra nós, mas basta saber que Jesus Cristo está ao nosso lado para a tranquilidade ser completa e a paz ser total.

 

E. A «fama de Jesus» chegou até nós

 

9. Entende-se que as pessoas se questionem: «O que vem a ser isto?»(Mc 1, 27). Jesus é mesmo diferente, Jesus é único, Jesus é inteiramente novo. A «fama de Jesus espalhou-se por toda a parte»(Mc 1, 28). Aliás, a «fama de Jesus» nunca cessa de se espalhar: por toda a parte e por todo o tempo. Foi assim que a «fama de Jesus» veio até nós. Dois mil anos depois, a «fama de Jesus» continua marcada com o mesmo selo de novidade. Jesus nunca deixa de ser novo e nunca deixa de renovar. É sempre nova a Sua presença, é sempre nova a Sua palavra, é sempre novo o Seu mandamento (cf. Jo 13, 34), é sempre nova a Sua Lei, enfim é sempre nova a Sua vida. E será sempre renovada a nossa vida na Sua vida. A nossa missão consiste precisamente em renovar: em renovar a vida e em renovar o mundo. No fundo, trata-se de transportar para a vida do mundo a renovação operada por Jesus.

É nisto que consiste o trabalho de profeta, delineado na Primeira Leitura. Ao contrário do que se ouve por aí, o profeta não é aquele que adivinha o futuro; é, sim, aquele que anuncia um sentido para o presente. É para isso que o profeta é escolhido e enviado por Deus. O profeta é como uma espécie de lábios de Deus, pelo que escutar o profeta é escutar o próprio Deus. O profeta não tem discurso próprio. Deus põe na boca do profeta as Suas palavras para que ele diga sempre — e apenas — o que lhe ordenar (cf. Deut 18, 18).

 

  1. O profeta deve ser fiel e nós devemos ser fiéis. Como acentua S. Paulo, a fidelidade é para todos: para os que se casam e para os celibatários por amor do Reino de Deus (cf. 1Cor 7, 32-35). No fundo, a fidelidade conjugal é também uma realização da fidelidade a Deus. O marido, ao ser fiel à sua esposa, está a ser fiel a Deus e a esposa, ao ser fiel ao seu marido, está a ser fiel a Deus. Foi diante de Deus que ambos prometeram fidelidade. Essa fidelidade há-de ser vista não como um peso, mas como um dom.

Nada nos pacifica tanto como ser fiel. As adversidades podem ser grandes, mas o Deus sempre fiel é imensamente maior. E Deus ajuda-nos a sermos fiéis: a sermos fiéis a Deus, a sermos fiéis às pessoas e a sermos fiéis aos compromissos para com Deus e para com as pessoas. Escutemos sempre a voz de Deus. Nunca Lhe fechemos as portas do nosso coração (cf. Sal 95, 8)!

publicado por Theosfera às 08:21

Hoje, 01 de Fevereiro (Quarto Domingo do Tempo Comum), é dia de Sta. Viridiana, Sto. António Peregrino, Sto. André de Ségni, Sta. Maria Vaiblot, Sta. Odília de Baumgarten e Sta. Ana Michelotti.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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