O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2015

Aprendemos que o oposto do amor é o ódio. Mas há quem pense que é a posse.

Pelo menos, é o que pensa Corbella Petrillo: «O contrário do amor, não é o ódio, mas o possuir».

A sofreguidão de tudo ter leva, muitas vezes, a olhar com raiva para quem já tem.

O ódio espreita a cada passo. Importante será, por isso, mudar o «chip».

Que o ser prevaleça sobre o ter. Que o ser guie sempre o ter!

publicado por Theosfera às 10:05

Num dos locais onde tudo se vende e muito se compra, a discussão oscilava entre o plástico e o metal.

O pretexto era o preço dos sacos de plástico.

Alguém comentava, e de forma pertinente, que os sacos gratuitos fazem mal ao ambiente ao passo que os sacos pagos deixam de fazer mal.

O dinheiro muda tudo? Percebe-se a intenção de dissuadir, mas não é com 10 cêntimos que se dissuade.

Se o motivo é mesmo o mal que o saco de plástico faz ao ambiente, então que seja totalmente posto de lado e que se criem alternativas.

É que, deste modo, dá a impressão de que se trata de um imposto. Um imposto que mais parece uma impostura!

publicado por Theosfera às 09:59

Hoje, 17 de Fevereiro, é dia dos Sete Santos Fundadores dos Servitas, S. Silvino e Sta. Mariana.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2015

Andamos deslumbrados com a vontade de dizer tudo o que nos apetece e de fazer tudo o que nos apraz.

Olhamos para a palavra e para as acções, mas não medimos as suas implicações.

A vida é feita de equilíbrios. Era bom que descobríssemos o valor do respeito e a importância da lei.

Esta não é necessária quando aquele é posto em prática. Mas, uma vez mais, o equilíbrio propende a funcionar. Se não há respeito, a lei tenta implantá-lo.

William Pitt, no século XVIII, ilustrou a vantagem da lei de um modo interpelante: «O homem mais pobre no seu casebre pode desafiar toda a força da coroa britânica. O casebre pode ser frágil, o telhado pode abanar, o vento pode soprar lá dentro; as tempestades podem entrar, a chuva pode entrar, mas o Rei de Inglaterra não pode entrar. Todo o seu poder não se atreve a atravessar o limiar do casebre arruinado».

O problema surge onde não existe lei e onde a lei não é respeitada.

Porque a lei, quando é respeitada, obriga a todos. Nem o soberano está acima da lei!

publicado por Theosfera às 09:51

Há mais problemas diante das soluções do que soluções diante dos problemas.

Mas não desfaleçamos.

Podemos não ter soluções, mas temos as nossas mãos.

Schiller apercebeu-se da situação: «Não temos nas nossas mãos as soluções para todos os problemas do mundo, mas diante de todos os problemas do mundo temos as nossas mãos».

E acima de tudo contamos com a graça de Deus.

Quando Deus quer e o homem sonha, alguma coisa boa estará impedida de nascer?

publicado por Theosfera às 09:28

Hoje, 16 de Fevereiro, é dia de Sto. Elias, Sto. Isaías, S. Jeremias, S. Samuel, S. Daniel, Sto. Onésimo, Sto. Honesto, Sta. Filipa Mareria, S. Simão de Cássia e Beato José Allamano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 15 de Fevereiro de 2015

Só uma palavra.

Só uma palavra para Ti, Senhor.

Só uma palavra para Te agradecer,

para Te louvar.

 

Hoje, Senhor, apareces com uma mensagem de alento,

com uma proposta com sabor a novidade.

 

Tu queres, Senhor, que olhemos para a frente,

que não fiquemos dominados pelo passado.

 

Obrigado, Senhor, por fazeres algo de novo,

por fazeres tudo de novo.

 

Essa novidade já começa a aparecer,

essa novidade és Tu:

a Tua palavra e a Tua presença.

 

Tu, Senhor, és o caminho aberto no deserto,

o rio lançado na terra árida.

 

Tu és aquele que junta multidões,

que faz andar os paralisados.

 

Tu és aquele que perdoa,

que transforma e revigora.

 

Como há dois mil anos,

também hoje nunca vimos nada assim,

nunca vimos nada igual.

 

Tu, Senhor, és incomparável,

Tu, Senhor, és único.

 

Por isso, nós Te dizemos «sim»,

sim com os lábios,

sim com a vida.

 

Recebe o sim do nosso amor,

do amor que vem de Ti,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:54

Eis como a Alemanha faz tudo para apaziguar a Ucrânia e parece não fazer nada para pacificar a Grécia.

Num lado, faz-se guerra com armas. No outro lado, há conflito por causa do dinheiro.

Precisamos de um exercício de autocrítica que nos leve, a todos, para os caminhos da paz e da justiça!

publicado por Theosfera às 08:50

O ser humano é, consabidamente, um «animal social».

Apesar dos contratempos da convivência, temos um pavor enorme da solidão.

Georg Lichtenberg confidenciou: «O homem ama a companhia, mesmo que seja apenas a de uma vela que queima».

Às vezes, a companhia de certas pessoas faz-nos desejar a solidão.

Outras vezes, o peso da solidão faz-nos aspirar pela presença das pessoas.

Somos assim: sempre nómadas, eternamente insatisfeitos.

Só Deus nos satisfaz inteiramente!

publicado por Theosfera às 08:02

A. Deus está nos corações rectos e sinceros

  1. Acerca de Deus, duas são as perguntas que mais fazemos: «Quem é?» e «Onde está?»; «Quem é Deus?», «Onde está Deus?». É difícil que as respostas nos satisfaçam. Daí a recorrência das perguntas, daí as infindáveis tentativas de resposta. Cada resposta parece não fechar as portas a mais perguntas. Pelo contrário, cada resposta é uma porta aberta a um novo vendaval de perguntas. A catequese dos mais adiantados em anos dizia que «Deus é um espírito puro, eterno e criador». E ensinava que «Deus está no céu, na terra e em toda a parte».

Curiosamente, a oração colecta da Eucaristia deste Domingo concretiza este ensinamento. (Já agora, a oração que antecede a Primeira Leitura chama-se colecta porque colecciona os nossos pedidos e os eleva até ao Pai). Tal oração, hoje, evoca a promessa de Deus estar presente «nos corações rectos e sinceros». É nos corações rectos e sinceros que Deus faz a Sua morada.

 

  1. A rectidão e a sinceridade são fundamentais. Não são as palavras que convencem. Ou, então, convencem quando estão respaldadas por uma conduta recta e sincera. Sincero quer dizer — etimologicamente — sem cera, ou seja, sem enfeites artificiais. E recto pressupõe ausência de curvas. Ser sincero e ser recto é ser liso, é ser transparente, é ser autêntico.

Entende-se, então, que Deus seja encontrado na rectidão e na sinceridade. É sabido que Deus nos deu um só rosto, não duas caras. Devemos ter, por isso, uma personalidade única e não uma personalidade dupla, ou múltipla. A nossa personalidade não deve variar conforme as ocasiões ou os interesses. Em cada situação, devemos ser inteiros e limpos. Não devemos ser integristas, mas devemos ser íntegros. Caso contrário, nunca nos conhecemos verdadeiramente. Sem rectidão e sinceridade, navegaremos sempre no mar indefinido — e permanentemente alterado — das aparências.

 

B. Jesus é a verdade que nos cura da lepra da mentira

 

3. Não podemos ser uns em casa e outros fora de casa. Não podemos ser uns na igreja e outros fora da igreja. Há que ser coerente. A mentira dos lábios faz mal, mas a mentira da vida faz muito pior. Só que, como acontece com a mentira dos lábios, também a mentira da vida acaba sempre por ser descoberta. Ainda que enganemos os homens, nunca conseguiremos enganar a Deus. E mesmo quanto aos homens, nunca conseguiremos enganar toda a gente durante todo o tempo. Haverá sempre um momento em que se fará luz sobre a nossa obscuridade. Como garantiu o Mestre dos mestres, não há nada oculto que não venha a descobrir-se (cf. Lc 12, 2).

A mentira é, hoje em dia, a grande lepra de que padecemos. Como sabemos, a lepra já não é uma doença incurável. Trata-se, porém, de uma doença de que muitos não se querem curar. Há quem não queira curar-se da lepra da mentira, da lepra da falsidade, da lepra da corrupção, da lepra da injustiça. É uma lepra que todos reconhecemos, mas que poucos assumem.

 

  1. Jesus, que Se apresentou como a Verdade (cf. Jo 14, 6), é o médico e o medicamento para vencermos esta lepra da mentira. Não é por acaso que, na Bíblia, o verbo que significa curar («sozô») também significa salvar. Do mesmo modo, o latim «salus» tanto significa saúde como salvação. E a experiência confirma que, quando há a cura de uma doença grave, as pessoas costumam comentar: «Aquele médico salvou-me». De facto, curar é salvar e salvar é curar. A cura é salvação e a salvação é a definitiva cura.

Não é em vão que o Evangelho coloca a cura de um leproso nos começos da missão pública de Jesus. A lepra era não só um facto, era também um sinal. Em suma, tratava-se de um significante com um enorme significado. Além de uma doença, a lepra era um estigma que acarretava exclusão. O Evangelho quer mostrar que Jesus vem para incluir os que estão excluídos, atraindo para o centro os que são atirados para as margens.

 

C. Quando a lepra era uma morte antecipada

 

5. Tenhamos em conta que, naquela altura, a lepra era uma doença incurável e, ainda por cima, contagiosa. Desde o início, o leproso era privado do convívio com as outras pessoas sendo remetido para um lugar isolado.

Como ouvimos na Primeira Leitura, o leproso tinha de usar «vestuário andrajoso» e «cabelo desalinhado». Era obrigado a gritar: «Impuro, impuro». Com efeito, era como impuro que costumava ser visto pelos outros (cf. Lev 13, 44-46). Daí a condenação ao isolamento.

 

  1. Se um leproso viesse ao encontro das outras pessoas, teria de tocar um sino, para se fazer anunciar e, assim, manter as distâncias. Podemos dizer que se tratava de uma espécie de morte antes da morte. A lepra era uma morte antecipada. No caso, muitíssimo raro, de um leproso se curar, teria de ir ao Templo de Jerusalém para se mostrar ao sacerdote, que o examinava e o libertava para conviver com qualquer pessoa. Foi por isso que Jesus, que conhecia as apertadas normas do Judaísmo, determinou que este leproso, agora curado, se fosse apresentar ao sacerdote (cf. Mc 1, 44).

Ao curar o leproso, Jesus sinaliza que está no mundo para nos curar da grande lepra que é o pecado. A cura está, portanto, à nossa disposição. Mas é fundamental assumir que estamos doentes. Tal como sucede com a lepra, também o pecado pode criar em nós alguma insensibilidade. A zona do corpo atingida pela lepra vai caindo aos bocados, tornando-se insensível. Também nós vamos decaindo no pecado e, a certa altura, pode acontecer que já nem nos apercebamos do pecado.

 

D. Jesus é o Deus que (nos) toca

 

7. Como alertou Pio XII, «o pecado do nosso tempo é a perda do sentido do pecado». É preciso ter a lucidez e a coragem deste leproso. Tal como o primeiro passo para reaver a saúde é reconhecer que estamos doentes, também a primeira atitude para recuperar a graça é assumir que somos pecadores. Neste contexto, o afastamento do sacramento da Confissão não indica, necessariamente, que as pessoas tenham uma vida mais santa. Pode indicar, antes, que muitos já nem sequer têm consciência do pecado em que vivem.

É importante «cair de joelhos» como o leproso (cf. Mc 1, 40). No fundo, ele já reconhece a condição divina de Jesus. Começa, pois, uma aproximação pela adoração. Adorar é a forma amorosa de reconhecer Deus como Deus. A adoração é o começo e o ápice de tudo. A adoração é o grande certificado da fé. É ela que leva a vencer as barreiras. O leproso venceu as barreiras do estigma e as barreiras da multidão. Ele tinha a certeza de que Jesus era o Emanuel, o Deus-connosco, o Deus em nós.

 

  1. Jesus, para escândalo dos circunstantes, é a nova — e definitiva — face de Deus. Jesus é o Deus próximo, o Deus compadecido, o Deus que estende a mão, o Deus que abraça. Enfim, Jesus é o Deus que (nos) toca. Jesus curava tocando nas pessoas e deixando-se tocar pelas pessoas. Em Jesus, Deus não age à distância. Jesus não é nenhum alfandegário de Deus. Ele supera a estranheza ontológica, que nos distancia de Deus, através de uma entranheza pessoal, que nos vincula definitivamente a Deus.

Nunca é demais insistir nesta verdadeira revolução. Jesus cura, mas não cura apenas. Não Se limita a preceituar a cura ou a indicar o medicamento. Jesus cura, tocando a ferida e abraçando o sofredor. Jesus é o Deus-abraço. Por isso, Ele respeita as leis, mas vai mais além das leis, até porque Ele mesmo é a Lei. A Lei-Jesus desfaz barreiras e vence todos os estigmas. Jesus quer a nossa cura como quis a cura do leproso (cf. Lc 1, 41).

 

E. Até o antigo se torna novo

 

9. Estaremos nós dispostos a vencer as barreiras que erguemos dentro de nós e que mantemos fora de nós? Tudo nos é oferecido, mas nem sempre tudo é por nós acolhido. A nossa mente ainda está muito insensível e o nosso coração ainda se mantém bastante fechado. Mas não tenhamos medo de nos aproximar de Jesus.

Ele é luz para a nossa mente e limpidez para o nosso coração. Também a cada um de nós Ele diz: «Quero, fica limpo!» (Mc 1,41). Jesus é a limpidez que limpa e a pureza que purifica. Das mãos de Jesus nasce uma vida totalmente nova.

 

  1. Agora, o grito já é outro. Já não se grita para denunciar a impureza, mas para anunciar a Boa Notícia de Jesus. Apesar da gratidão, aquele homem desobedeceu à ordem de Jesus, que o tinha mandado calar (cf. Mc 1, 44). Acontece que aquilo que sentia dentro tinha de vir cá para fora. Ele começa a anunciar a boa nova da cura da sua lepra (cf. Mc 1, 45). Nós somos chamados a anunciar a boa nova da cura de todas as lepras. Evangelizar é gritar que estamos curados, que estamos salvos.

Em Jesus, Deus não Se limita a introduzir o novo. Em Jesus, Deus renova tudo. Em Jesus, Deus até o antigo torna novo. Foi, aliás, o que ocorreu também a S. Paulo: o perseguidor torna-se anunciador. Como Paulo imitou Jesus, também nós somos convidados a imitar Paulo (cf. 1Cor 11, 1), anunciando Jesus. Muita gente está à espera, mas o Evangelho não pode esperar. É connosco que Jesus conta, hoje, para levar o Evangelho. Não faltemos à chamada. Tudo pode ser diferente se cada um de nós não for indiferente. Que o «não» nunca se solte dos nossos lábios. E que um imenso «sim» inunde as nossas vidas!

publicado por Theosfera às 07:19

Hoje, 15 de Fevereiro (Sexto Domingo do Tempo Comum), é dia de. S. Faustino, S. Jovita e S. Cláudio la Colombière.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 14 de Fevereiro de 2015

Às vezes, o mundo parece uma longa (e prolongada) central de ódio.

O que se ouve, o que se vê e o que se lê não parecem dar margem para grandes alternativas.

Acresce que o ódio das palavras rapidamente é transponível para o ódio das atitudes.

Mata-se com assustadora facilidade. Calunia-se (que é outra forma de matar) com aflitiva insistência.

Todos saem a perder.

As vítimas perdem, como é óbvio. Mas os provocadores também não costumam ganhar muito. Nem por muito tempo.

É tempo de acabar com o ódio!

publicado por Theosfera às 12:08

É bom que nós saibamos esperar no tempo. Mas o tempo não espera por nós.

O tempo está sempre a acontecer, independentemente de quem está a ver.

Eurípdes notova que «o tempo não se ocupa em realizar as nossas esperanças; faz o seu trabalho e voa».

Mas essa também não é a missão do tempo. Nós é que temos de (procurar) realizar o que esperamos.

A esperança quer precisar de nós: para existir e para agir!

publicado por Theosfera às 11:48

Qual a diferença entre a pintura e a poesia?

Muitas haverá, seguramente. Leonardo da Vinci descortinou esta: «A pintura é uma poesia que se vê e não se sente, e a poesia é uma pintura que se sente e não se vê».

Ou ver-se-á de outra maneira. Não se vê apenas com os olhos!

publicado por Theosfera às 11:39

Marcos.jpg

  1. Há livros que marcam. Há livros que são marcos.

Este livro sobre São Marcos está destinado a ser marcante.

 

  1. Nele, o Autor oferece não apenas uma hermenêutica científica, mas também uma luminosa hermenêutica existencial.

Num registo a que há muito nos habituou, D. António Couto surge de novo como um generoso fornecedor de significações e um atento perscrutador do eco do Sentido.

 

  1. O aprumo da técnica interpretativa não dispensa sequer alguma imagética e faz ressoar até uma certa poética.

No conjunto, tudo entronca fecundamente na missão de teólogo e no serviço de pastor.

 

  1. Nas árduas estradas do tempo, o povo de Deus tem fome, o povo de Deus está faminto.

O povo de Deus precisa de quem lhe dê pão (também) em forma de palavra.

 

  1. Esta obra documenta que a Palavra que ensina também alimenta.

Grande mérito de D. António Couto é o de não se limitar a falar da Palavra; ele faz falar a Palavra.

 

  1. Com ele, os textos adquirem vida e ganham voz.

Daí, por exemplo, a insistência no dizer Jesus, nos dizeres de Jesus e nos dizeres sobre Jesus.

 

  1. São dizeres maiúsculos — e em maiúscula aparecem muitas vezes — que não podem ser correspondidos por uma vivência minúscula.

Basta reparar no nome «Evangelho». Na sua origem, não evoca a imagem de um livro, mas, muito mais, «a imagem do mensageiro que corre para transmitir uma notícia».

 

  1. O Evangelho está escrito em livro para ser, permanentemente, inscrito na Vida.

Esta, a Vida, tem de procurar ser tão maiúscula como o Evangelho que lhe é proposto.

 

  1. É nos caminhos da Vida que Jesus nos interpela como outrora interpelou os discípulos no caminho de Cesareia (cf. Mc 8, 27).

O caminho é o lugar do encontro, do convite e do seguimento.

 

  1. Eis, em síntese, um belo guião para entrar, com saudável afã, no «Evangelho de Jesus Cristo», oferecido por São Marcos (cf. Mc 1, 1). Mais um excelente trabalho, a juntar a tantos outros e a prenunciar seguramente outros tantos.

Quem sabe se, um dia como corolário, não seremos surpreendidos com uma espécie de «Summa Biblica»?

publicado por Theosfera às 00:38

É, no mínimo, curioso que tanto se fale de um santo de que nem sequer se sabe se existiu.

E é igualmente sintomático que nada se diga acerca de dois santos cuja vida e obra são sobejamente conhecidas.

De facto, por esta altura muito se fala de S. Valentim. Sucede que, desde 1969, este santo deixou de ser celebrado oficialmente porque não há provas seguras de que tenha existido.

Repare-se.

Não se diz que não tenha existido. Apenas se adverte para a falta de indicações irrebatíveis que comprovem a sua existência.

O interessante é que, nesse dia, se celebra a festa de dois irmãos que foram santos: S. Cirilo e S. Metódio.

Os dois tiveram um papel determinante na evangelização e promoção cultural dos povos orientais.

Ainda hoje se fala do alfabeto «cirílico». Mas pouco (ou nada) se diz.

Se consultarem um calendário litúrgico, lá aparecem as referências a S. Cirilo e a S. Metódio.

É claro que algumas publicações mencionarão S. Valentim, mas com todas as ressalvas.

É óbvio que não há mal nenhum na evocação de S. Valentim, tenha ou não tenha existido. Mas muito bem haveria na invocação de S. Cirilo e S. Metódio!

publicado por Theosfera às 00:34

Hoje, 14 de Fevereiro, é dia de S. Cirilo, S. Metódio, S. Marão e S. João Baptista da Conceição.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:29

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2015

A Ucrânia tem um pesadelo a leste. E pode vir a ter uma ilusão a oeste.

A Rússia está a ser um problema. Mas estará a Europa em condições de se tornar a solução?

Entre um pesadelo e uma ilusão, o sonho pode fazer alguma coisa.

Que, ao menos, a realidade não se agrave!

publicado por Theosfera às 11:01

Que fazer para vencer?

Tudo começa na visão. Mas não basta ver antes para agir primeiro.

Para vencer, é imperioso ver o que não está à vista.

Como notou Antoine de Saint-Exupéry, isso é o essencial.

Daí que, para Sun Tzu, «o vencedor seja aquele que vê o que não está visível».

Não é fácil. Mas é (cada vez mais) decisivo!

publicado por Theosfera às 10:53

O que leva ao falhanço das revoluções?

Ortega y Gasset respondeu: «Nas revoluções, a abstracção tenta sublevar-se contra o real; por isso, o fracasso é consubstancial às revoluções».

O real tem muita força e costuma ser bastante teimoso.

Não nos resignemos, porém. E procuremos compreender que a realidade não muda com abstracções, mas com a instauração de uma realidade diferente.

Se procurarmos mudar a realidade do nosso ser, a realidade do mundo começará a mudar também!

publicado por Theosfera às 10:45

O trabalho cansa. A falta de trabalho mata.

Diz um estudo agora publicado que um em cada cinco suicídios é provocado pelo desemprego.

Entre o cansaço e a morte, assim vai decorrendo a vida da humanidade nestes dias cinzentos.

Há que pedir apoio à esperança.

Ela não resolve tudo. Mas não costuma consentir que se decaia num desânimo sem remissão!

publicado por Theosfera às 10:39

Hoje, 13 de Fevereiro, é dia de S. Martiniano, S. Jordão da Saxónia, Sta. Cristina de Espoleto e S. Benigno.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:46

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2015

É, no mínimo, curioso que tanto se fale de um santo de que nem sequer se sabe se existiu.

E é igualmente sintomático que nada se diga acerca de dois santos cuja vida e obra são sobejamente conhecidas.

De facto, por esta altura muito se fala de S. Valentim. Sucede que, desde 1969, este santo deixou de ser celebrado oficialmente porque não há provas seguras de que tenha existido.

Repare-se.

Não se diz que não tenha existido. Apenas se adverte para a falta de indicações irrebatíveis que comprovem a sua existência.

O interessante é que, nesse dia, se celebra a festa de dois irmãos que foram santos: S. Cirilo e S. Metódio.

Os dois tiveram um papel determinante na evangelização e promoção cultural dos povos orientais.

Ainda hoje se fala do alfabeto «cirílico». Mas pouco (ou nada) se diz.

Se consultarem um calendário litúrgico, lá aparecem as referências a S. Cirilo e a S. Metódio.

É claro que algumas publicações mencionarão S. Valentim, mas com todas as ressalvas.

É óbvio que não há mal nenhum na evocação de S. Valentim, tenha ou não tenha existido. Mas muito bem haveria na invocação de S. Cirilo e S. Metódio!

publicado por Theosfera às 23:09

Dizem que é altura de questionar as respostas.

Eu pergunto se não é chegado o momento de questionar também as próprias perguntas.

É importante saber por onde não se quer andar.

Mas é cada vez mais urgente perceber para onde se pretende ir!

publicado por Theosfera às 11:05

Há pessoas esquecidas cuja vida merecia ser sempre lembrada.

12 de Fevereiro é a data da morte de um filósofo e é a data de nascimento de um estudioso da filosofia.

Kant morreu há 211 anos. Carlos Alberto Pinto Resende nasceu há 105 anos.

Mas não foi tanto a filosofia que o celebrizou. Foi sobretudo a sua conduta que o imortalizou.

«Monsenhor Reitor» (assim se tornou conhecido) tinha uma delicadeza no trato que nos confundia. E exalava uma pureza de alma que o enobrecia.

A sua rectidão atingia o escrúpulo. Muito exigente consigo, era magnânimo e indulgente para com os outros.

Em nome dessa auto-exigência, impunha a si mesmo a obrigação de explicar as decisões mais incómodas.

Parecia ficar mais incomodado que os alunos quando tinha de lhes atribuir uma nota baixa.

Não era fraqueza, era nobreza: não nobreza de linhagem, mas nobreza de carácter.

O seu aprumo perfumava o convívio. O seu porte fez escola. O seu exemplo continua a fazer eco.

O filtro das mudanças de época gere conquistas e perdas. Quem não sente a falta que fazem pessoas assim?

Podem ter passado à eternidade, mas não podem passar ao esquecimento!

publicado por Theosfera às 10:50

Aceita-se mal esta estratificação entre as vítimas.

Há vítimas permanentemente lembradas. E há vítimas constantemente esquecidas.

O Mediterrâneo é um cemitério cada vez mais lotado.

Mais trezentas pessoas foram nele sepultadas.

A nossa indiferença é o grande (e cruel) coveiro!

publicado por Theosfera às 10:13

O poder alcança-se pelo consentimento ou pela força.

Diderot sintetizou: «O consentimento dos homens reunidos em sociedade é o fundamento do poder. Aquele que só se estabelece pela força só pela força pode subsistir».

O problema é que também só pela força pode cair. Que seja pela força das ideias. E não pela força das armas.

O mundo está cansado de tantas exibições de força. Que só contribuem para enfraquecer a vida dos povos!

publicado por Theosfera às 09:55

É difícil haver uma interacção simbiótica entre a vida e a obra. Por vezes, há muitas contradições. Paul Jonshon ficou célebre por ter apontado algumas.

Não é, porém, o que, a meu ver, se passa com Immanuel Kant.

Tudo o que vê na sua bibliografia encontra-se na sua biografia. Esta faz transparecer o rigor, a disciplina, a exigência e o aprumo da sua conduta.

Quem lê o opúsculo de Thomas de Quincey, sobre os últimos dias do filósofo, fica impressionado com o perfil da sua pessoa e do seu quotidiano.

A poucos dias da morte, ocorrida a 12 de Fevereiro de 1804 e já completamente sem forças, fazia questão de se pôr de pé quando o médico entrava no seu quarto.

Levantava-se sempre às cinco menos dez e deitava-se, invariavelmente, às dez da noite.

O pequeno-almoço era, pontualmente, servido às cinco. Nele, não faltava um cachimbo, o único por dia.

Pelas 12h45, era chamado para almoçar, habitualmente com mais pessoas. O início da refeição era sempre o mesmo: «Meus senhores, vamos lá!».

 Muito contido, só se exasperava se alguém se atrasasse. Mas, para Kant, o atraso de um minuto era quase imperdoável.

Após o convívio da refeição, seguia-se a solidão do passeio. Passeava sozinho não só por causa da meditação que gostava de fazer, mas também para praticar a respiração pelas narinas, que não podia concretizar se tivesse de abrir a boca para falar. Achava que, assim, era mais imune a tosses, rouquidão, catarro, etc.

Tinha cada dia planeado mentalmente e, por vezes, por escrito. Não gostava de abandonar a sua rotina.

O seu salário como professor de Filosofia permitiu-lhe acumular uma pequena fortuna para a época (20.000 dólares), mas Kant foi sempre dadivoso.

Não dava esmolas a pedintes na rua, mas chegava a pagar, do seu bolso, pensões mensais a familiares, empregados e outros carenciados.

Apesar de comedido, era estimado. Quando vinha do médico, as imediações da sua casa chegavam a inundar-se de pessoas só para o ver.

O seu funeral, muitos dias após a morte, foi o maior de que havia memória em Konisberg.

Igual a si mesmo, Kant mostrou-se fiel a si próprio. Não se desviou do caminho que traçou. Foi um aristocrata na mais nobre acepção da palavra.

É difícil ler a obra de Kant. Não é fácil imitar a vida de Kant.

A sua obra justifica atenção. A sua vida merece muita admiração.

Não sei se terá sido, como alguns alvitram, o homem mais inteligente desempre. Mas foi, seguramente, uma das pessoas mais notáveis de todos os tempos.

Elaborar uma obra como a Crítica da Razão Pura está ao alcance de poucos. Corporizar uma existência como a dele também não é coisa que se veja em muitos.

Kant foi um mestre de exepção. E um exemplo invulgar.

publicado por Theosfera às 00:57

Hoje, 12 de Fevereiro, é dia de Sta. Eulália de Barcelona e Sto. António Cauleas.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2015

Muita coisa (per)passa pelas páginas de um livro. Nele, podemos encontrar imensas preciosidades.

Mas o mais importante num livro não são os possíveis ensinamentos, são as experiências.

Montaigne confessava: «Os livros têm-me servido menos de instrução do que de exercício».

Um livro de papel é um ponto de chegada e um ponto de partida.

O livro da vida está antes. E continua sempre depois!

publicado por Theosfera às 10:45

Fugir nunca resolve. Quem foge nunca deixa de fugir porque acha que há sempre quem o queira perseguir.

Fugir de um problema não afasta o problema. Pode-se estar sempre a fugir, mas o problema estará sempre a ressurgir.

Cesare Pavese observou: «Não conseguimos livrar-nos de uma coisa evitando-a, mas apenas atravessando-a».

Só enfrentando os problemas poderemos resolvê-los.

Se quer vencer um problema,comece por olhar para ele. De frente!

publicado por Theosfera às 10:38

Há países que não se contentam em ser países. Querem, a toda a força, ser impérios.

Mesmo quando se trata de países grandes, há quem não fique saciado.

Em tamanho, a Rússia é o maior país da terra. Porquê todo este afã em anexar mais territórios?

Talvez porque, na sua óptica, só existe império quando um país domina outro(s) país(es).

Há quem diga que, sem a Ucrânia, a Rússia é um país. Com a Ucrânia, a Rússia torna-se um império.

Curiosamente, Ucrânia é uma palavra que significa fronteira. Neste momento, trata-se da fronteira que (ainda) sustém a materialização dos ímpetos imperiais do vizinho.

Mas a Crimeia já foi conquistada e algumas parcelas estão a ser ferozmente disputadas.

Esta manhã, mais vinte mortos sucubiram a esta espiral de violência.

Até quando?

publicado por Theosfera às 10:27

Grande e muito bela é a proximidade.

Ser próximo é mais do que estar perto.

Nem sempre os que estão perto se tornam próximos.

Há quem não queira ser próximo. E também há quem queira deixar de ser próximo.

A proximidade não pode ser imposta. Tem de ser, permanentemente, cultivada e cativada.

Como reagir ao abandono? Com delicadeza, sem estrondo.

Já dizia Anne Louise Germaine de Stael: «Abandonando nobremente quem nos deixa, colocamo-nos acima de quem perdemos».

Mas, pela minha parte, nem colocava a questão em estar acima ou em estar abaixo. Tudo se cinge ao respeito.

Há que acolher quem se aproxima. Há que respeitar quem se afasta.

Sem dramas ou, como diz agora, sem «stress». Ainda que com algumas mágoas. Mas estas devem ser guardadas cá dentro!

publicado por Theosfera às 10:13

Foi por amor à Igreja que João Paulo II entendeu permanecer até ao fim. Foi por amor à Igreja que Bento XVI decidiu sair antes do fim.

Neste sentido, não é correcto dizer que João Paulo II ficou apegado ao lugar nem que Bento XVI optou por fugir da missão.

João Paulo II optou por confiar naqueles que trabalhavam com ele. Há dois anos, Bento XVI optou por confiar o trabalho a outro depois dele.

No fundo, é a mesma leitura crente da realidade. Sejam quais forem as nossas opções, é sempre Deus que conduz a história: antes de nós, connosco e depois de nós!

publicado por Theosfera às 02:16

Não posso esquecer, neste dia de Nossa Senhora de Lourdes, quem é acometido pelo mistério da dor, pelo mistério do sofrimento.

Penso na dor física, na dor moral, na injustiça. Penso nas vítimas da calúnia, da difamação, da inveja, da intriga malsã, da insinuação torpe. Estou com todos. Rezo por todos. 

Não esqueço também tanta gente que, de perto ou de longe, me pede oração.

A minha oração é pobre, muito pobre. Mas ofereço-a com a melhor vontade.

Tenho a certeza de que todos irão melhorar. O sol da felicidade há-de brilhar me todos os corações!

publicado por Theosfera às 01:12

Confesso que sinto uma profunda nostalgia de tempos em que sorríamos de felicidade por ver acontecer aquilo em que acreditávamos.

Um dos dias em que experimentei essa (reconfortante) sensação foi precisamente o dia 11 de Fevereiro de 1990.

Nesse dia, um sorridente e muito calmo Nélson Mandela saía da prisão, onde estivera 27 anos. 

Despojado, disse que vinha «não como profeta, mas como humilde servo do nosso povo».

Que belo o tempo em que se lutava e sofria, não por interesses, mas por ideais! Sobretudo por ideais como a justiça, a liberdade, a paz!

publicado por Theosfera às 00:09

Hoje, 11 de Fevereiro, é dia de Nossa Senhora de Lourdes, Sto. Adolfo e S. Bento de Aniano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2015

 

  1. Nem todos os não religiosos são imediatamente ateus. Nem todos os não ateus são automaticamente religiosos.

Entre a religiosidade declarada e o ateísmo assumido, há uma vasta zona com elementos confinantes à fé e à descrença.

 

  1. Há quem, não se sentindo ateu, opte por não ter nenhuma filiação religiosa.

E também não falta quem, não se declarando religioso, decida não enveredar por uma militância ateia.

 

  1. A experiência prova que a alternativa ao ateísmo não é inevitavelmente a religião.

E a mesma experiência ensina que a demarcação em relação à religião nem sempre passa pelo ateísmo.

 

  1. Entre os que afirmam convictamente e os que negam peremptoriamente o divino, há os que entendem nada poder dizer e os que resolvem nada querer dizer.

No primeiro caso costumamos enquadrar os agnósticos. E no segundo grupo é habitual situar os indiferentes e os despreocupados.

 

  1. Ressalve-se, já agora, que indiferença e despreocupação não indicam necessariamente a mesma coisa.

É certo que a indiferença pode vir da despreocupação e a despreocupação pode vir da indiferença. Mas enquanto a indiferença não exclui o interesse pela questão de Deus (embora não tome posição sobre ela), a despreocupação recusa dar-lhe qualquer atenção.

 

  1. A resposta tradicional à pergunta por Deus era afirmativa (fé e teísmo filosófico), negativa (ateísmo) ou suspensiva (agnosticismo).

Mesmo que não houvesse religião, sempre havia alguma religação. Fosse para afirmar, fosse para negar, fosse para suspender a afirmação ou a negação, Deus era uma palavra omnipresente.

 

  1. Já o mesmo não acontece com a indiferença e a despreocupação.

Aqui, a palavra «Deus» quase desaparece do vocabulário.

 

  1. Trata-se, pois, de duas atitudes nitidamente pós-teístas. Qual será o seu perfil?

Estarão mais perto do ateísmo ou da fé?

 

  1. É difícil determinar um fenómeno tão denso e heterogéneo.

A palavra «Deus» já não surge em muitos lábios. Mas será que Deus Se ausentou de tantas vidas?

 

  1. Muitos são os que, não querendo falar de Deus, falam de «algo acima de nós».

Como notou Thomas Halik, o «algoísmo» começa a ser uma «religião» muito difundida nos tempos que correm. Há que estar alerta. No fundo, pode haver quem, não se revendo no que nós dizemos, não desista de procurar Aquele que nós anunciamos. E que nem sempre somos capazes de mostrar!

 

publicado por Theosfera às 10:30

Há quem pense que o maior terror (e que está na base de todo o terrorismo) é a ignorância.

Sucede que a pior ignorância é aquela que se apresenta revestida de presunções de sabedoria.

A arrogância é a irmã gémea da ignorância.

Só pela humildade conseguiremos abrir, de par em par, as janelas do saber!

publicado por Theosfera às 09:41

Na vida, a lei das compensações leva a que cada coisa provoque, muitas vezes, o seu contrário.

Por alguma razão Heraclito terá notado que os extremos tocam-se.

E o povo, na sua sabedoria simples, tem vertido máximas que documentam isso mesmo.

Por exemplo, «quem diz o que quer ouve o que não quer».

Podemos achar que a nossa palavra é a última. Mas há sempre quem não se vergue e, com mais elegância ou mais contundência, replique e implique.

Noutro registo, Benjamin Franklin avisava: «Se comprares aquilo de que não precisas, não tardarás a vender o que te é necessário». O problema é se, nessa altura, não aparece quem queira (ou quem possa) comprar.

Em tudo, avulta um imperativo maior. Tem o nome de prudência.

A falar ou a agir, é bom tomar as devidas cautelas!

publicado por Theosfera às 09:34

Já houve anúncios de catástrofe que não se confirmaram. E já houve prenúncios de prosperidade que também não se verificaram.

Célebre terá sido a declaração solene do presidente dos Estados Unidos Calvin Coolidge, em 1928: «O país pode olhar para o presente com satisfação e para o futuro com optimismo».

Um ano depois, em 1929, começava a Grande Depressão, uma das maiores crises do século passado.

O futuro não é para prever. É para construir. Em cada presente!

publicado por Theosfera às 09:24

Hoje, 10 de Fevereiro, é dia de Sta. Escolástica (irmã de S. Bento), S. Luís Stepinac, Sta. Sotera e Sto. Arnaldo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 09 de Fevereiro de 2015

Dá a impressão, por vezes, de que alguns políticos teimam em competir com os romancistas na produção de ficção.

Quem ouve o presidente da Síria, parece o país está em plena prosperidade e em total normalidade.

Tristes tópicos, estes.

Só que a realidade grita de tal modo que ninguém a consegue calar!

publicado por Theosfera às 09:27

Pressentir é um dom. Nem sempre nos sentidos habitados por ele.

Dizia o nosso maior vate que «coração pressago nunca mente».

Mas, por vezes, os nossos pressentimentos não se verificam. Outras vezes, não os seguimos por muito insistentes que se mostrem. Outras vezes ainda, confundimos pressentimentos com desejos.

Henry Miller achava que «alguns pressentem a chuva; outros contentam-se em molhar-se».

Temos de estar alerta aos sinais.

Ser precavido é uma virtude. Mas a prudência não nos deve tolher nem amarrar!

publicado por Theosfera às 09:23

Hoje, 09 de Fevereiro, é dia de Sta. Apolónia e S. Miguel Febres Cordero.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 08 de Fevereiro de 2015

A. Um cristão existe para cristianizar

  1. Dizem que cada um é para o que nasce. Para nós, é claro que o ser humano nasce para Deus, para a vida com Deus. É por tal motivo que nos tornamos cristãos. Tornamo-nos cristãos para estarmos com Deus em Cristo, o Filho de Deus feito homem. E é assim que, tal como um escritor nasce para escrever e um jogador nasce para jogar, um cristão nasce para cristianizar.

Um cristão existe para cristianizar a sua vida e para propor a cristianização da vida dos outros. Teilhard de Chardin usava até a expressão «pancristianização», para urgir a necessidade de meter Cristo em tudo: nas pessoas, no mundo e em toda a criação. Todos devem ser envolvidos por Cristo. Tudo há-de estar embebido em Cristo.

 

  1. A esta luz, compreende-se que, como alertou o Concílio Vaticano II, a Igreja seja por natureza missionária. E que, por inerência, cada membro da Igreja tenha de ser, efectivamente, missionário. A missão não nasce do sacramento da Ordem nem da Consagração Religiosa. A missão nasce logo a partir do Baptismo. Por conseguinte, ser missionário não é apenas para padres e para religiosos, mas para todos os cristãos.

Ser cristão é ser missionário. E ser missionário significa transmitir o que nos foi transmitido e oferecer o que nos é concedido. Cada um de nós foi agraciado com a feliz notícia de Deus chamada Jesus Cristo. Se as más novas não são caladas, como admitir que esta boa — e bela — nova possa ser silenciada?

 

B. Evangelizar não é facultativo, tem de ser imperativo

 

3. Quando pensamos na Boa Nova, costumamos dizer «Evangelho». É a tradução semântica — e sobretudo existencial — desta palavra. De facto, Evangelho significa «Boa Nova». Como se pode ver, trata-se de uma palavra que não se limita a indicar uma mensagem. Evangelho é uma palavra que, além de indicar uma mensagem, implica a obrigação de a difundir.

Daí que, na prática, Evangelho seja o mesmo que Evangelização. Esta, a evangelização, consiste em anunciar a feliz notícia da ressurreição de Jesus. Ou, para usar a terminologia bíblica, a feliz notícia sobre um certo Jesus que morreu e que nós afirmamos estar vivo (cf. Act 25, 19). Evangelizar é, portanto, anunciar que Jesus está vivo, que Jesus está connosco, que Jesus está no meio de nós, que Jesus está dentro de nós.

 

  1. Os cristãos da primeira hora tinham bem vincada esta prioridade, sentida em tons de urgência. S. Paulo até clamava: «Ai de mim, se não evangelizar»(1Cor 9, 16). Para ele, não fazia sentido existir fora do Evangelho e longe da evangelização. Anunciar o Evangelho não era, para S. Paulo, um «título de glória», mas «uma obrigação»(1Cor 9, 16). Não se tratava de uma actividade facultativa, mas do maior imperativo.

Ele sabia que a iniciativa não era dele. Se anunciasse o Evangelho por sua iniciativa, até poderia esperar alguma recompensa. Mas evangelizar era um «encargo que lhe foi confiado»(1Cor 9, 17). Aliás, S. Paulo sempre se considerou apóstolo não por iniciativa humana, mas por iniciativa de Jesus Cristo e do próprio Pai (cf. Gál 1, 1). O evangelizador existe para levar o Evangelho, não para alterar o Evangelho. S. Paulo não abre lugar para quaisquer dúvidas: «Não há outro Evangelho». O que pode haver é pessoas que «pretendem alterar o Evangelho»(Gál 1, 7). Só que, como vinca o Apóstolo, Evangelho só há um: o «Evangelho de Cristo»(Gál 1, 7). É este Evangelho, e não nenhum outro, que somos chamados a viver e a testemunhar.

 

C. Não de sol a sol, mas de noite a noite

 

5. Ser cristão é ser pregador — e pregoeiro — do Evangelho de «maneira gratuita»(1Cor 9, 18). De resto, também foi de maneira gratuita que o Evangelho nos foi entregue. Como poderia, então, o Evangelho ser anunciado a não ser gratuitamente, a não ser graciosamente?

Esta gratuidade vai ao ponto de o evangelizador aceitar ser escravo de todos com o objectivo de a todos tentar ganhar para o Evangelho (cf. 1Cor 9, 19). A «causa do Evangelho»(1Cor 9, 23) merece tudo: todos os trabalhos, todos os sacrifícios. A resposta pode não vir de todos, mas a proposta tem de chegar a todos. É por isso que, sem exclusivismos nem preferências arbitrárias, o evangelizador tem de se fazer «tudo para todos»(1Cor 9, 22).

 

  1. Neste empreendimento, S. Paulo parecia nunca se cansar mesmo quando também se sentia cansado. Como reconheceu S. João Crisóstomo, por causa do Evangelho, Paulo «desejava sempre mais o trabalho sem descanso do que nós desejamos o descanso depois do trabalho». Aliás, foi o que S. Paulo aprendeu com Jesus, o portador do Evangelho por excelência e o Evangelho em pessoa. Jesus também não descansa. Ele mesmo o assume: «Meu Pai trabalha continuamente e Eu também trabalho»(Jo 5, 17). Jesus não trabalha de sol a sol, mas de noite a noite. Dedica-Se à evangelização de dia e de noite. Jesus trabalha de dia e não Se poupa de noite.

Neste Domingo, voltamos a acompanhar Jesus na «Jornada de Cafarnaum». Vemo-Lo, incansável, a sair da sinagoga para ir curar a sogra de Simão e todos os doentes que Lhe apareciam (cf. Mc 1, 31-34). Teve de atender toda a população da cidade, que se reuniu junto da porta da casa de Pedro (cf. Mc 1, 33). A população de Cafarnaum naquela altura andaria por mil habitantes. Atender mil pessoas é, seguramente, desgastante. Apesar disso, na manhã seguinte, Jesus não dispensou a oração. O encontro com os homens não dispensa — antes requer — o encontro com o Pai. E é assim que contemplamos Jesus a orar, «de manhãzinha, ainda muito escuro», num «sítio muito ermo»(Mc 1, 35).

 

D. O evangelizador começa por ser um orante

 

7. Que fique bem claro. Não é a oração que tira tempo à evangelização. É a oração que alenta — amamenta e alimenta — a evangelização. O encontro com Deus não afasta as pessoas, atrai as pessoas. É no encontro com Deus que Jesus é encontrado pelas pessoas, por todas as pessoas. «Todos Te procuram!»(Mc 1, 37) — dizem Simão e os companheiros.

É espantoso como todos procuram o Orante. É espantoso como todos são contagiados pelo aroma da oração. É espantoso como a oração move, como a oração movimenta, como a oração motiva, como a oração mobiliza. Não admira, portanto, que a experiência evangelizadora de S. Paulo também tenha começado por uma forte experiência de oração (cf. Act 13, 1-3). A oração é como que a parteira da evangelização. Na oração, sentimos a voz do Deus que chama e do Deus que envia.

 

  1. A oração é não só o despertador, mas também o persistente alimento da evangelização. S. Marcos não diz que Jesus tenha tomado o pequeno-almoço. Porque o Seu alimento era fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34), pode dizer-se que o Seu pequeno-almoço foi a oração.

Finda a oração, Jesus dirige-Se imediatamente para «as povoações vizinhas»(Mc 1, 38), para «toda a Galileia»(Mc 1, 39). Jesus vai e leva outros consigo. Jesus instala e, ao mesmo tempo, desinstala: instala o Evangelho na vida e desinstala a nossa vida com o Evangelho. O Evangelho não se acomoda à nossa vida, a nossa vida é que deve acomodar-se ao Evangelho. O Evangelho não traz a paz do comodismo. O Evangelho traz a paz da permanente inquietação.

 

E. Pode não haver resposta, mas não pode deixar de haver proposta

 

9. Podemos pensar que não temos capacidade para a missão. Acontece que — como alertou Einstein — Deus não escolhe os capazes, mas capacita os escolhidos. A evangelização não se faz em nosso nome, mas em nome de Jesus. De um evangelizador não se requer capacidade, mas apenas — e sempre — fidelidade. Quem está com o evangelizador deve sentir que está com o Evangelho. Tal como Jesus foi a transparência do Pai — «quem Me vê, vê o Pai»(Jo 14, 9) —, também o evangelizador é chamado a ser a transparência de Jesus Cristo. De resto, o próprio Jesus disse aos primeiros evangelizadores que quem os ouvia a eles, ouvia-O a Ele (cf. Lc 10, 16).

Façamos, então, como Jesus, como S.Paulo e os outros apóstolos: «Vamos, também nós, para a missão». Vamos, também nós, anunciar o Evangelho. Procuremos anunciar o Evangelho em toda a parte e a toda a gente. Não recuemos diante das dificuldades. Deus é maior que as maiores dificuldades que possamos encontrar. Anunciemos o Evangelho com os lábios e anunciemos o Evangelho sobretudo com a vida.

 

  1. Job recorda que «a nossa vida não passa de um sopro»(Job 7, 7) e que «os nossos dias fogem mais rápidos que a lançadeira no tear»(Job 7, 5). Por isso, não há tempo a perder. Todo o tempo é precioso para viver o Evangelho e para anunciar o Evangelho. Num tempo de más novas, como desperdiçar tantas oportunidades de testemunhar a Boa Nova? Há muitos que desesperam enquanto estão à nossa espera.

Em relação ao Evangelho, poderá haver quem não o aceite, mas não deve haver quem não o anuncie. A nossa fraqueza está habitada pela força de Deus. Transportemos, pois, o Evangelho com os nossos lábios e sobretudo com o testemunho da nossa vida. Levemos a todos o Evangelho em forma de amor, em forma de solidariedade, em forma de justiça, em forma de paz. Onde estiver o Evangelho, estará sempre a acender-se a manhã de um tempo novo!

 

publicado por Theosfera às 19:01

Uma vez mais aqui estamos, Senhor,

para ser envolvidos por Ti,

pela Tua presença amorosa,

pela Tua presença curadora,

sanante e salvadora.



Junto de Ti,

sentimo-nos curados de todas as nossas lepras,

sobretudo da lepra asfixiante do egoísmo e da falsidade.



Como há dois mil anos,

também nós, hoje, caímos de joelhos, a Teus pés,

e Te suplicamos: «Cura-nos, Senhor»!



Obrigado, Senhor, pela Tua bondade,

pelo Teu amor, pela Tua paz.



Tu és o melhor medicamento

e a única terapia.



Também hoje, estendes a Tua mão

e tocas-nos:

Tocas as nossas feridas,

tocas as nossas ansiedades,

tocas os nossos sonhos,

tocas o nosso coração,

tocas a nossa vida.



Que bom, Senhor,

é ser tocado por Ti,

abraçado por Ti.



Num mundo de tanto abandono e rejeição,

as crianças, os velhinhos,

os marginalizados e os oprimidos

sentem o Teu abraço.



Que nós não nos afastemos de ninguém.

Que nós não afastemos ninguém.



Que tenhamos para todos uma palavra de esperança

e gestos de ternura.



Que cada um de nós, lá fora,

seja o eco do Teu amor

e o prolongamento do Teu ser:

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:56

Não seria necessário o direito se a ética funcionasse.

Se há lei, é porque há tendência para a infracção.

Bob Dylan dizia que, «para viver sem lei, é preciso ser honesto».

Na maior parte dos casos, tem de ser a lei a lembrar-nos!

publicado por Theosfera às 08:56

Confesso que não aprecio muito que se antagonize a sabedoria e a santidade.

Sto. Inácio de Loyola terá sustentado que «muita sabedoria unida a uma santidade moderada é preferível a muita santidade com pouca sabedoria».

Só que, no fundo, onde cresce a santidade não decresce a sabedoria.

Esta, a sabedoria não se encontra só nos livros. Encontra-se sobretudo na vida, numa vida com Deus.

A maior sabedoria bebe-se de joelhos. Na luz de Deus, descobrimos a luz!

publicado por Theosfera às 08:26

É redundante dizê-lo, mas é cada vez mais importante recordá-lo.

O evangelizador existe para levar o Evangelho, não para alterar o Evangelho.

S. Paulo não abre lugar para dúvidas: «Não há outro Evangelho».

O que pode haver é pessoas que «pretendem alterar o Evangelho»(Gál 1, 7).

Só que, como vinca o Apóstolo, Evangelho só há um: o «Evangelho de Cristo»(Gál 1, 7).

É esse que somos chamados a viver e a testemunhar. Sempre!

publicado por Theosfera às 08:08

Hoje, 08 de Fevereiro (Quinto Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Jerónimo Emiliano, Sta. Jacoba ou Jacquelina e Sta. Josefa Fortunata Backhita.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 07 de Fevereiro de 2015

A morte opera a grande selecção e faz avultar o que verdadeiramente importa.

Os bens ficam para outros. Só o bem permanecerá ligado à nossa memória.

Como dizia Jules Petit-Senn, «a morte despe-nos dos nossos bens para nos vestir das nossas obras».

É por isso que muitos, como Santo António, aconselham: «Cessem as palavras e falem as obras».

As palavras podem ser muitas. Mas as obras falarão sempre mais alto!

publicado por Theosfera às 12:15

Vingar para quê?

Não é a vingança que nos devolve o que, porventura, se tenha perdido.

A vingança só leva a que se imite quem ofende. Daí o acerto da advertência de Séneca: «Quando o sábio nos ofende, o seu arrependimento sincero deve satisfazer-nos; se o que nos ofende é um néscio, mais néscios ainda somos vingando a ofensa».

A vingança nunca é caminho. A vingança é sempre um (des)caminho!

publicado por Theosfera às 12:10

Pode parecer estranho, mas é a verdade.

A intolerância não é um exclusivo dos intolerantes.

Aliás, quem é que nesta vida se apresenta como intolerante?

Samuel Coleridge testemunhava: «Vi demonstrarem uma grande intolerância em defesa da tolerância».

Em toda a parte, é mister cultivar o respeito pelo outro!

publicado por Theosfera às 12:06

A decência introduz um alto grau de exigência. Já a decadência conduz a um constante impulso para a indolência.

Resultado: a pessoa decente considera-se sempre em falta e a pessoa indolente acha-se sempre irrepreensível.

Já Pascal tinha reparado neste contraste ao dividir os seres humanos em dois grupos: «os justos que se consideram pecadores e os pecadores que se consideram justos».

Os justos não querem ser vencidos pelo mal. Os outros mostram-se convencidos no mal, tingindo-o de bem.

Mas a ilusão não ajuda nunca!

publicado por Theosfera às 12:00

Não degolemos a esperança que nos visita em horas difíceis.

A esperança é sempre benfazeja.

Nas horas de felicidade, modera o nosso entusiasmo alertando-nos do que ainda há para fazer.

Nos momentos de dificuldade, desperta o nosso agir, não nos deixando desistir.

Vergílio Ferreira achava que «quanto mais grave é uma doença, maior tem de ser a esperança. Porque a função da esperança é preencher o que nos falta».

A esperança não garante que alcancemos o que desejamos. Mas ajuda-nos a não desistir de procurar!

publicado por Theosfera às 11:41

Não dá para esquecer apesar de as estradas do tempo acelerarem, cada vez mais, a velocidade da existência.

Mas aquela madrugada nunca se apaga. Nem aquele rosto que se ia apagando, sem nunca se extinguir.

Eram 05h37 de 7 de Fevereiro de 1997. A respiração começou a enfraquecer até que, àquela hora, parou. A 7 de Fevereiro de 1997 meu querido Pai foi chamado para junto do eterno Pai.

Foi há dezoito anos. Parece que foi há instantes.

Por tudo, muito obrigado, meu querido Pai. Sei que continuas em mim, comigo. Sempre.

publicado por Theosfera às 05:37

Meu Pai,

de olhos embaciados,

voz soluçante

e mãos trémulas,

aqui venho,

aqui estou,

junto de ti.

 

Há dezoito anos

(completam-se às cinco e meia da manhã deste dia 7),

olhava para teus olhos

e registava o teu último suspiro.

 

 

Parece que foi ontem,

parece que foi há instantes.

 

 

Não nego que me custou esse momento

e que ainda me dói essa imagem:

teu rosto cansado

exalava uma derradeira respiração.

 

 

Mas sabes muito bem

que tudo foi como quiseste,

tudo foi como pediste.

 

 

Estavas em casa,

e eu estava a teu lado.

 

 

Nunca te senti longe.

Mas, humano como sou,

sinto a tua falta,

o teu apoio,

os teus conselhos e recomendações,

a tua energia indomável.

 

 

Sei que estás bem,

em Deus.

 

Tenho feito o que me pediste.

Em nenhuma Eucarista te esqueço.

Lembro-te sempre ao Senhor.

Tu tens-me amparado sempre.

 

 

Eu recordo-te não como um morto,

mas como vivo e muito próximo.

 

 

Obrigado, meu Pai.

Tu partiste,

mas nunca me deixaste.

 

 

Eu sinto a tua presença,

dezassete anos depois.

 

 

Um dia nos encontraremos aí,

onde tu estás,

nessa pátria maravilhosa

de felicidade e paz.

 

 

Aí nos abraçaremos

e abraçados permaneceremos para sempre

em Deus!

publicado por Theosfera às 05:37

D. Hélder da Câmara percebeu muito bem o sentido profundo do Evangelho e, particularmente, a identificação de Cristo com os pobres.

Para o bispo brasileiro, os pobres eram a sua família. E tomava esta convicção a peito. Até às últimas consequências.

Quando ouvia dizer que algum pobre era injustamente preso, telefonava logo para a polícia: «Ouvi dizer que prenderam o meu irmão».

Aparecia logo um polícia a desfazer-se em mil desculpas: «Lamentamos muito, senhor bispo. Não sabíamos que era seu irmão. Pode vir buscá-lo quando quiser».

Ao chegar à prisão, alguém interpelava D. Hélder. «Mas, senhor bispo, ele não tem um apelido igual ao seu».

 

E D. Hélder replicava que todos os pobres eram seus irmãos!

publicado por Theosfera às 00:29

Faz hoje 106 anos que nasceu um grande crente, um grande pastor, um grande coração, um enorme ser humano.

Chamava-se Hélder. Viu Deus no Homem, sobretudo nos pobres.

Recebeu ameaças, mas não desistiu.

Espécimen de uma estirpe que já rareia, faz bem evocar D. Hélder da Câmara. Sobretudo para imitar o seu exemplo e para seguir o Jesus que ele tão belamente nos mostrou.

publicado por Theosfera às 00:26

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