O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 07 de Fevereiro de 2015

A morte opera a grande selecção e faz avultar o que verdadeiramente importa.

Os bens ficam para outros. Só o bem permanecerá ligado à nossa memória.

Como dizia Jules Petit-Senn, «a morte despe-nos dos nossos bens para nos vestir das nossas obras».

É por isso que muitos, como Santo António, aconselham: «Cessem as palavras e falem as obras».

As palavras podem ser muitas. Mas as obras falarão sempre mais alto!

publicado por Theosfera às 12:15

Vingar para quê?

Não é a vingança que nos devolve o que, porventura, se tenha perdido.

A vingança só leva a que se imite quem ofende. Daí o acerto da advertência de Séneca: «Quando o sábio nos ofende, o seu arrependimento sincero deve satisfazer-nos; se o que nos ofende é um néscio, mais néscios ainda somos vingando a ofensa».

A vingança nunca é caminho. A vingança é sempre um (des)caminho!

publicado por Theosfera às 12:10

Pode parecer estranho, mas é a verdade.

A intolerância não é um exclusivo dos intolerantes.

Aliás, quem é que nesta vida se apresenta como intolerante?

Samuel Coleridge testemunhava: «Vi demonstrarem uma grande intolerância em defesa da tolerância».

Em toda a parte, é mister cultivar o respeito pelo outro!

publicado por Theosfera às 12:06

A decência introduz um alto grau de exigência. Já a decadência conduz a um constante impulso para a indolência.

Resultado: a pessoa decente considera-se sempre em falta e a pessoa indolente acha-se sempre irrepreensível.

Já Pascal tinha reparado neste contraste ao dividir os seres humanos em dois grupos: «os justos que se consideram pecadores e os pecadores que se consideram justos».

Os justos não querem ser vencidos pelo mal. Os outros mostram-se convencidos no mal, tingindo-o de bem.

Mas a ilusão não ajuda nunca!

publicado por Theosfera às 12:00

Não degolemos a esperança que nos visita em horas difíceis.

A esperança é sempre benfazeja.

Nas horas de felicidade, modera o nosso entusiasmo alertando-nos do que ainda há para fazer.

Nos momentos de dificuldade, desperta o nosso agir, não nos deixando desistir.

Vergílio Ferreira achava que «quanto mais grave é uma doença, maior tem de ser a esperança. Porque a função da esperança é preencher o que nos falta».

A esperança não garante que alcancemos o que desejamos. Mas ajuda-nos a não desistir de procurar!

publicado por Theosfera às 11:41

Não dá para esquecer apesar de as estradas do tempo acelerarem, cada vez mais, a velocidade da existência.

Mas aquela madrugada nunca se apaga. Nem aquele rosto que se ia apagando, sem nunca se extinguir.

Eram 05h37 de 7 de Fevereiro de 1997. A respiração começou a enfraquecer até que, àquela hora, parou. A 7 de Fevereiro de 1997 meu querido Pai foi chamado para junto do eterno Pai.

Foi há dezoito anos. Parece que foi há instantes.

Por tudo, muito obrigado, meu querido Pai. Sei que continuas em mim, comigo. Sempre.

publicado por Theosfera às 05:37

Meu Pai,

de olhos embaciados,

voz soluçante

e mãos trémulas,

aqui venho,

aqui estou,

junto de ti.

 

Há dezoito anos

(completam-se às cinco e meia da manhã deste dia 7),

olhava para teus olhos

e registava o teu último suspiro.

 

 

Parece que foi ontem,

parece que foi há instantes.

 

 

Não nego que me custou esse momento

e que ainda me dói essa imagem:

teu rosto cansado

exalava uma derradeira respiração.

 

 

Mas sabes muito bem

que tudo foi como quiseste,

tudo foi como pediste.

 

 

Estavas em casa,

e eu estava a teu lado.

 

 

Nunca te senti longe.

Mas, humano como sou,

sinto a tua falta,

o teu apoio,

os teus conselhos e recomendações,

a tua energia indomável.

 

 

Sei que estás bem,

em Deus.

 

Tenho feito o que me pediste.

Em nenhuma Eucarista te esqueço.

Lembro-te sempre ao Senhor.

Tu tens-me amparado sempre.

 

 

Eu recordo-te não como um morto,

mas como vivo e muito próximo.

 

 

Obrigado, meu Pai.

Tu partiste,

mas nunca me deixaste.

 

 

Eu sinto a tua presença,

dezassete anos depois.

 

 

Um dia nos encontraremos aí,

onde tu estás,

nessa pátria maravilhosa

de felicidade e paz.

 

 

Aí nos abraçaremos

e abraçados permaneceremos para sempre

em Deus!

publicado por Theosfera às 05:37

D. Hélder da Câmara percebeu muito bem o sentido profundo do Evangelho e, particularmente, a identificação de Cristo com os pobres.

Para o bispo brasileiro, os pobres eram a sua família. E tomava esta convicção a peito. Até às últimas consequências.

Quando ouvia dizer que algum pobre era injustamente preso, telefonava logo para a polícia: «Ouvi dizer que prenderam o meu irmão».

Aparecia logo um polícia a desfazer-se em mil desculpas: «Lamentamos muito, senhor bispo. Não sabíamos que era seu irmão. Pode vir buscá-lo quando quiser».

Ao chegar à prisão, alguém interpelava D. Hélder. «Mas, senhor bispo, ele não tem um apelido igual ao seu».

 

E D. Hélder replicava que todos os pobres eram seus irmãos!

publicado por Theosfera às 00:29

Faz hoje 106 anos que nasceu um grande crente, um grande pastor, um grande coração, um enorme ser humano.

Chamava-se Hélder. Viu Deus no Homem, sobretudo nos pobres.

Recebeu ameaças, mas não desistiu.

Espécimen de uma estirpe que já rareia, faz bem evocar D. Hélder da Câmara. Sobretudo para imitar o seu exemplo e para seguir o Jesus que ele tão belamente nos mostrou.

publicado por Theosfera às 00:26

Hoje, 07 de Fevereiro, é dia das Cinco Chagas do Senhor, Beato João Maria Mastai Ferretti (Pio IX), Sta. Coleta e S. Ricardo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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