O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 01 de Fevereiro de 2015

Ainda há pouco, ouvimos o Evangelho

e daqui a pouco vamos para o mundo viver o Evangelho.

 

O Evangelho é a nossa vida,

o nosso trabalho, o nosso ser.

 

«Ai de mim se não anunciar o Evangelho!».

Este é o grito de S. Paulo.

Esta há-de ser a nossa preocupação.

 

Que o Evangelho seja a nossa respiração,

o nosso acordar, o nosso viver e o nosso entardecer.

 

Leva-nos para o mundo, Senhor,

semear o Evangelho da esperança,

o Evangelho da justiça

e o Evangelho da paz.

 

Cura-nos, Senhor, da nossa febre,

como curaste a febre da sogra de Simão.

 

Que não haja nada nem ninguém a impedir-nos

de fazer do Evangelho a estrela do nosso firmamento,

a cintilar nos passos do nosso caminho.

 

Ajuda-nos, Senhor,

a ser eco do Teu Evangelho,

a levarmos a todos

a Tua presença de amor,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:59

Há palavras que têm impacto imediato e grande efeito mediático.

Há palavras que têm até o condão de serem um grande enfeite mediático.

Dão belos títulos e provocam vendadais de reacções.

Tais palavras podem tocar em feridas sensíveis. Mas podem erguer também muros de resistência.

Mais do que explodir como vulcões ou soar como trombetas, é importante que haja palavras que curem, que sarem e que ajudem a recomeçar.

Percebe-se que, nestes tempos agitados, se procurem palavras com efeito nos jornais e nas televisões.

Fundamental, porém, é que não deixemos de encontrar palavras que produzem efeito na vida. Na nossa vida!

No fundo, precisamos mais de palavras despertadoras do que de palavras demolidoras!

publicado por Theosfera às 09:56

A. No começo está a oração

  1. Conhecemos muito do que Jesus disse e do que Jesus fez. Mas certamente já houve momentos em que a nossa legítima — e sadia — curiosidade nos levou a perguntar: «Como seria o dia-a-dia de Jesus?» Neste Domingo, S. Marcos começa a satisfazer a nossa curiosidade e a responder à nossa pergunta.

Deparamos, hoje, com a chamada «Jornada de Cafarnaum». É no âmbito desta jornada que encontramos a descrição do dia típico de Jesus. Já agora, Cafarnaum, que significa «aldeia de Naum», situava-se a norte do mar da Galileia. Era uma espécie de cidade adoptiva de Jesus, a Sua residência mais frequente e o local de tantas maravilhas por Ele realizadas. Não espanta, pois, que Cafarnaum fosse vista como «a Sua cidade»(Mt 9, 1). Era lá que Jesus Se sentia em casa (cf. Mc 2, 1). O Seu dia-a-dia era composto, basicamente, por quatro actividades: 1) orar; 2) acolher; 3) ajudar e 4) ensinar. São estas as ocupações de Jesus. Hão-de ser estas também as ocupações de todo o discípulo de Jesus.

 

  1. No começo de tudo, está a oração. A oração vem logo no início do dia ou até antes do início, dado que Jesus Se levanta antes de o dia começar. Como iremos ouvir no próximo Domingo, Ele começa o dia de madrugada, «ainda muito escuro», num lugar solitário, em oração (cf. Mc 1, 35).

Depois da oração pessoal, vem a oração comunitária. Jesus vai à sinagoga para rezar em comunidade. Nem a oração pessoal dispensa a oração comunitária nem a oração comunitária dispensa a oração pessoal. As duas requerem-se, postulam-se e abastecem-se. A oração pessoal alimenta a oração comunitária e a oração comunitária nasce da oração pessoal.

 

B. Tudo é novo em Jesus

 

3. A sinagoga, que significa «assembleia reunida», é o lugar de encontro por excelência da comunidade judaica. Aqui se fazia a profissão de fé (cf. Deut 6, 4-9), seguida de orações e cânticos. Aqui se proclamavam dois textos da Thora (ou Lei) e dos Profetas. Vinha, depois, a explicação dos textos (uma espécie de homilia) e também as bênçãos. Como qualquer israelita cumpridor da Lei, Jesus frequentava a sinagoga desde a infância. Foi na sinagoga que Jesus deu início à Sua missão e foi na sinagoga que ensinou muitas vezes. Aliás, os apóstolos farão o mesmo mais tarde (cf. Act 13, 14-44).

Desta forma, Jesus leva o novo ao antigo. Ele é o novo que renova o antigo. Como refere o Apocalipse, Jesus é aquele que faz novas todas as coisas (cf. Ap 21,5). Dir-se-ia que faz novas todas as coisas para fazer novas todas as pessoas. Na verdade, Jesus reza de uma forma nova, relaciona-se de uma forma nova, age de uma forma nova e, como não podia deixar de ser, ensina de uma forma nova. Não havia qualquer termo de comparação relativamente a Jesus.

 

  1. Jesus impôs-Se por Si mesmo. As pessoas maravilhavam-se com a Sua doutrina (cf. Mc 1, 22), que consideravam «nova» (cf. Mc 1, 27). Mas qual era a novidade de Jesus? A Sua novidade não estava tanto no que dizia; estava sobretudo no modo como dizia e agia. Como notou Walter Kasper, o que era novo em Jesus era acima de tudo, «a Sua conduta», isto é, a Sua vida.

Jesus preocupou-Se sempre mais com o porte do que com a pose, mais com a verdade do que com a mera aparência. S. Marcos não se esquece de vincar que «Jesus ensinava como quem tem autoridade»(Mc 1, 22) em total contraste com os outros que ensinavam: os doutores da Lei. Estes eram especialistas nas Escrituras, mas não convenciam. Porquê? Porque difundiam um conhecimento sem vivência. Já Paulo VI sublinhou que o mundo segue mais as testemunhas que os mestres. Só seguirá os mestres se também forem testemunhas.

 

C. Alguém que diz o que faz e faz o que diz

 

5. Jesus sempre denunciou os que dizem e não fazem (cf. Mt 23, 3), os que dizem o contrário do que fazem, os que fazem o contrário do que dizem. Os habitantes de Cafarnaum já estavam, seguramente, saturados daqueles que se limitavam a repetir os textos sem deles extrair nenhuma implicação concreta para a vida.

Um dizer sem fazer cansa e um dizer contrário ao fazer afasta. Percebe-se, então, que Jesus fosse uma autêntica lufada de ar fresco, sacudindo o bafio das atitudes incoerentes dos que alardeavam uma sabedoria sem tradução prática.

 

  1. Compreendemos, assim, porque é que a autoridade de Jesus era reconhecida. A autoridade de Jesus era reconhecida não porque fosse reivindicada ou imposta, mas porque era (visivelmente) exercida. Jesus dizia o que fazia e fazia o que dizia. Em Jesus, a palavra dos lábios estava em sintonia com a palavra da vida.

As pessoas de Cafarnaum não estavam habituadas a isto, não estavam acostumadas a esta coerência. O que vinha de Jesus soava a diferente e sabia a novo. Daí o efeito da Sua presença e a eficácia da Sua palavra. A palavra de Jesus não é meramente indicativa; é uma palavra performativa: diz o que realiza e realiza o que diz. Diz ao «espírito impuro» para sair do homem que entretanto aparecera na sinagoga e o «espírito impuro» imediatamente sai (cf. Mc 1, 25-26).

 

D. Em Jesus, tudo podemos alcançar

 

7. Os judeus estavam convencidos de que as doenças eram provocadas por «espíritos maus» que se apoderavam das pessoas. Estas ficavam impossibilitadas de cumprir a Lei e, nessa medida, caíam numa situação de «impureza». Daí que tais espíritos sejam qualificados como «impuros».

Só Deus, com o Seu poder absoluto, era capaz de vencer estes «espíritos» devolvendo aos homens a saúde e a liberdade perdidas. Acontece que os ritos de exorcismo, para invocar a libertação de Deus, eram muito demorados e muito estranhos. Daí o espanto quando as pessoas vêem Jesus resolver tudo com uma única frase: «Cala-te e sai desse homem»(Mc 1, 25).

 

  1. Mais do que descrever a natureza do mal que afectava aquele homem, o que o texto sagrado nos quer mostrar é a autoridade de Jesus sobre tudo: até sobre o próprio mal. Jesus é mais forte que o mal. Jesus é aquele que vence o mal e derrota toda a maldade. Só em Jesus, somos capazes de vencer o mal e de derrotar toda a maldade. Sem Jesus nada podemos fazer (cf. Jo 15, 5). Mas em Jesus nada há que não possamos alcançar (cf. Fil 4, 13).

Não nos preocupemos com eventuais «espíritos». Não há nada — nem ninguém — que seja mais forte que Jesus. Ele veio para nos libertar. A Sua libertação é imensamente mais forte do que todas as opressões. Se Ele está por nós, quem será contra nós? (cf. Rom 8, 31). Até pode haver quem esteja contra nós, mas basta saber que Jesus Cristo está ao nosso lado para a tranquilidade ser completa e a paz ser total.

 

E. A «fama de Jesus» chegou até nós

 

9. Entende-se que as pessoas se questionem: «O que vem a ser isto?»(Mc 1, 27). Jesus é mesmo diferente, Jesus é único, Jesus é inteiramente novo. A «fama de Jesus espalhou-se por toda a parte»(Mc 1, 28). Aliás, a «fama de Jesus» nunca cessa de se espalhar: por toda a parte e por todo o tempo. Foi assim que a «fama de Jesus» veio até nós. Dois mil anos depois, a «fama de Jesus» continua marcada com o mesmo selo de novidade. Jesus nunca deixa de ser novo e nunca deixa de renovar. É sempre nova a Sua presença, é sempre nova a Sua palavra, é sempre novo o Seu mandamento (cf. Jo 13, 34), é sempre nova a Sua Lei, enfim é sempre nova a Sua vida. E será sempre renovada a nossa vida na Sua vida. A nossa missão consiste precisamente em renovar: em renovar a vida e em renovar o mundo. No fundo, trata-se de transportar para a vida do mundo a renovação operada por Jesus.

É nisto que consiste o trabalho de profeta, delineado na Primeira Leitura. Ao contrário do que se ouve por aí, o profeta não é aquele que adivinha o futuro; é, sim, aquele que anuncia um sentido para o presente. É para isso que o profeta é escolhido e enviado por Deus. O profeta é como uma espécie de lábios de Deus, pelo que escutar o profeta é escutar o próprio Deus. O profeta não tem discurso próprio. Deus põe na boca do profeta as Suas palavras para que ele diga sempre — e apenas — o que lhe ordenar (cf. Deut 18, 18).

 

  1. O profeta deve ser fiel e nós devemos ser fiéis. Como acentua S. Paulo, a fidelidade é para todos: para os que se casam e para os celibatários por amor do Reino de Deus (cf. 1Cor 7, 32-35). No fundo, a fidelidade conjugal é também uma realização da fidelidade a Deus. O marido, ao ser fiel à sua esposa, está a ser fiel a Deus e a esposa, ao ser fiel ao seu marido, está a ser fiel a Deus. Foi diante de Deus que ambos prometeram fidelidade. Essa fidelidade há-de ser vista não como um peso, mas como um dom.

Nada nos pacifica tanto como ser fiel. As adversidades podem ser grandes, mas o Deus sempre fiel é imensamente maior. E Deus ajuda-nos a sermos fiéis: a sermos fiéis a Deus, a sermos fiéis às pessoas e a sermos fiéis aos compromissos para com Deus e para com as pessoas. Escutemos sempre a voz de Deus. Nunca Lhe fechemos as portas do nosso coração (cf. Sal 95, 8)!

publicado por Theosfera às 08:21

Hoje, 01 de Fevereiro (Quarto Domingo do Tempo Comum), é dia de Sta. Viridiana, Sto. António Peregrino, Sto. André de Ségni, Sta. Maria Vaiblot, Sta. Odília de Baumgarten e Sta. Ana Michelotti.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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