O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014

É sempre um bom conselho aquele que manda agarrar a oportunidade.

«Carpe diem» é uma máxima oportuna e sempre estimulante.

Pode acontecer, porém, que algumas oportunidades não queiram ser agarradas. Já nos idos de Seiscentos, o general Montecuccoli sentia ser preciso «agarrar a oportunidade pelos cabelos, mas sem esquecer que ela é careca».

O melhor é mesmo agarrá-la pelo «corpo inteiro».

Uma coisa é certa. As oportunidades costumam ser fugidias. E não costumam de passar duas vezes pelo mesmo sítio!

publicado por Theosfera às 10:20

Estamos sempre, queiramo-lo ou não, em relação com Deus.

Mesmo os que não falam com Ele não conseguem passar sem Ele.

Célebre ficou a confissão de Voltaire: «Cumprimentamo-nos, mas não falamos» .

Só que o «cumprimento» está sempre a acontecer!

publicado por Theosfera às 10:11

A vida é cheia de surpresas e não é sequer vazia de contradições.

Há quem faça muito com pouco e quem faça pouco com muito.

Isso acontece no campo político, no campo laboral, no campo económico, no campo intelectual.

Cícero recomendava: «Não basta adquirir sabedoria; é preciso, além disso, saber utilizá-la».

Pode acontecer que a preocupação de a adquirir retire alguma disposição para a utilizar.

Diria que tudo é necessário em relação à sabedoria: procurá-la, adquiri-la e aplicá-la!

publicado por Theosfera às 09:54

O homem é comandado pelos seus desejos. Devia ser também orientado pelas suas forças.

Henri Amiel observou: «O nosso dever é ser útil não de acordo com os nossos desejos, mas de acordo com as nossas forças».

Estamos no mundo para fazer tudo o que pudermos pelos outros. E não apenas para fazer que nos apetece.

O dever vai muito mais além do mero apetecer!

publicado por Theosfera às 09:40

Dizia Madame de Stael que «a poesia é a linguagem natural de todos os cultos».

Afinal, Deus é o maior poeta.

É aquele que inscreve na vida o livro da eternidade. Sem nunca colocar qualquer ponto final.

A poesia de Deus está sempre em aberto...

publicado por Theosfera às 09:35

Fala-se muito com os lábios. Devia falar-se mais, muito mais, com a vida.

O problema nem é tanto o que se ouve dos lábios. O problema é o que não se vê na vida.

Daí o acerto da advertência de Madeleine Scudéry: «As acções são muito mais sinceras que as palavras». E, muitas vezes, estão em total contradição com elas!

publicado por Theosfera às 09:29

Cada dia transporta a memória de muitos outros dias.

Recordo um 7 de Novembro de há 17 anos. Era uma manhã de sexta-feira, taciturna como esta sexta-feira. Gostava de a esquecer, mas ela alojou-se na lembrança.

Evoco também um 7 de Novembro de há 101 anos. Nesse dia, nascia Albert Camus, autor de «O Estrangeiro», grande livro e preciosa metáfora destes tempos.

Para ele, «o homem não é nada em si mesmo. Não passa de uma probabilidade infinita. Mas ele é o responsável infinito por essa probabilidade»!

publicado por Theosfera às 05:50

Hoje, 07 de Novembro, é dia de Sto. Herculano, S, Vicente Grassi, S. Vilibrordo, Sto. Ernesto, Sta. Catarina de Cattaro e S. Francisco de Palau e Quer.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 06 de Novembro de 2014

A convivência com a adversidade é constante e é íntima.

Quando uma dificuldade desaparece, outra aparece ou reaparece.

É importante que estejamos precavidos e sempre determinados.

Há dificuldades antes de começar. E não deixa de haver dificuldades quando estamos perto de acabar.

Goethe reconheceu que «as dificuldades crescem à medida que nos aproximamos do nosso objectivo».

Há que vencê-las. Há que não deixar que as dificuldades nos vençam!

publicado por Theosfera às 10:45

Reafirmo o que já escrevi. Para mim, o futebol interessa-me mais como sinal do que como realidade.

É neste registo que me impressionam alguns acontecimentos destes dias.

Um jogador português conquistou, pela terceira vez, o prémio de melhor marcador da Europa.

O mesmo jogador português já conquistou, por duas vezes, o título de melhor jogador do mundo.

É obra. É notabilíssimo.

Acontece que o referido jogador português conseguiu todos estes feitos lá fora, ao serviço de empresas estrangeiras.

É normal. Num mundo globalizado, isto é cada vez mais comum.

Mas era importante que tais feitos pudessem ser cometidos em Portugal.

Recorde-se que outros dois jogadores, Eusébio e Gomes, foram os maiores goleadores europeus jogando em clubes portugueses.

Isso é que é obra. É sinal de que os portugueses podem fazer muito não só por Portugal, mas também em Portugal.

Sucede que os princiapis clubes portugueses também não estão a dar muita oportunidade aos jogadores portugueses.

As equipas iniciais do FC Porto e do Benfica quase não têm jogadores portugueses.

Em contrapartida, o Sporting chega a alinhar com oito. Mas dos três grandes é o que menos resultados tem conseguido.

Há que insistir, porém, nesta estratégia.

Os cidadãos portugueses sentem-se cada vez mais obrigados a sair. Será que Portugal não dá oportunidade aos portugueses?

publicado por Theosfera às 10:21

Hoje, 06 de Novembro, é dia de S. Nuno de Santa Maria (D. Nuno Álvares Pereira), Sto. Inácio Delgado, S. Francisco Capillos, Sto. Afonso de Navarette e S. Leonardo de Noblat.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 05 de Novembro de 2014

Importante não é guardar; é arriscar.

Não devemos estar na vida para conservar o que temos, mas para arriscar o que somos.

Deus está ao lado dos ousam!

publicado por Theosfera às 11:01

Há quem se mostre humilde quando precisa. E quem se mostre arrogante quando pensa não precisar.

Mas é nessa altura que mais precisa.

Como ajudar, porém, aquele que nem sequer pede ajuda?

publicado por Theosfera às 10:11

O exterior é uma oportunidade. Mas é também um problema.

É no exterior que nos conhecemos. É no exterior que nos enganamos.

Camilo Castelo Branco observou nos idos de Novecentos: «As exterioridades estão sempre prontas a mascarar hipócritas ou a desmentir infelizes».

Mas há sempre um momento em que a máscara cai. E em que o velado se desvela!

publicado por Theosfera às 10:07

A intimidade não pode ser devassada. Infelizmente, há quem a devasse.

Mas também não é para ser destruída. E, para nosso mal, há quem a destrua.

Nessa altura, é preciso fazer alguma coisa.

Há cada vez mais vítimas da violência doméstica.

As cadeias também começam a encher por este motivo.

Há muita coisa que está a falhar neste mundo. E quando as falhas começam em casa, o problema é grave!

publicado por Theosfera às 10:03

Hoje, 05 de Novembro, é dia de S. Zacarias, Sta. Isabel, Sta. Francisca Amboise e S. Caio Coreone. Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 04 de Novembro de 2014

 

  1. Parece que foi ontem e já lá vão 25 anos. O Muro de Berlim, que se afigurava inderrubável, foi derrubado.

Afinal, o poder da vontade sempre levou a melhor sobre a vontade do poder.

 

  1. A 9 de Novembro de 1989, nascia uma cidade transfigurada, uma Europa renovada e a promessa de um mundo melhor.

Era um povo que se reunificava. Era o ideal de uma Europa unida que ficava mais perto. E era, finalmente, o sonho de uma humanidade reconciliada que parecia mais próximo.

 

  1. A História, ao contrário do que insinuava Francis Fukuyama, não chegava ao fim. Mas estava à beira de se reencontrar com o seu fim.

Se o fim da História é a reconciliação e a paz, então a História dava a impressão de ter redescoberto o seu fim: o seu fim sonhado, o seu fim sofrido, o seu fim chorado…

 

  1. Era compreensível a alegria. Mas nunca seria recomendável qualquer onda de euforia.

Uma importante conquista fora assegurada. Mas nenhuma vitória poderia ser definitivamente garantida.

 

  1. Um muro caiu, mas outros muros se perpetuavam.

Já não haverá muros a separar países. Mas continua a haver persistentes muros a separar pessoas dentro de cada país.

 

  1. Têm desaparecido fronteiras entre povos, mas mantêm-se muitas barreiras entre as pessoas.

O muro que separa poder e cidadãos não pára de crescer. O muro que separa ricos e pobres não cessa de aumentar.

 

  1. Uma ideologia terá, simbolicamente, colapsado com a queda do Muro.

Mas a ideologia que — também simbolicamente — triunfou pouco tem mostrado para convencer, para cativar.

 

  1. A Europa deixou de ter uma causa. Após o deslumbramento, veio o desencantamento.

Aliás, por essa altura fomos avisados, via Lipovetsky, da chegada da «era do vazio». Hoje parece que estamos em pleno «apogeu do vácuo».

 

  1. Onde o nada se impõe, tudo se decompõe. E assim vamos oscilando entre a pressão consumista e a ameaça terrorista.

Da «egolatria» (idolatria do eu) à «alterofobia» (desprezo pelo outro) o passo é pequeno e o risco é muito grande.

 

  1. Não estamos no fim da História do Mundo. Será bom que, como sugere Anin Maalouf, nos sintamos «no fim da Pré-História da Humanidade».

O futuro será diferente do passado. Que ele possa ser muito melhor que este nosso presente!

 

publicado por Theosfera às 10:43

Função do político devia ser compreender. Mas essa parece a sua maior falha.

O político tem dificuldade em compreender. E, pior, sente que não é compreendido.

O político lamenta que o povo não conheça o trabalho que faz. O povo lamenta que o político não conheça a vida em que se encontra.

Alguma vez será possível superar esta incompreensão mútua?

publicado por Theosfera às 10:35

Comunicar devia ser para transmitir. Mas, muitas vezes, é sobretudo para ocultar.

Nunca se comunicou tanto como hoje. E, talvez, nunca se esteja a ocultar tanto como hoje.

Paul Ricoeur notou: «Não pode haver uma totalidade da comunicação. A comunicação seria a verdade se ela fosse total».

A comunicação devia ser para tirar os véus que se colocam sobre o real. Mas, quase sempre, ela lança ainda mais véus sobre a existência.

Comunicar devia ser sempre desvelar. Mas alguém nota que haja desvelo na comunicação?

publicado por Theosfera às 10:25

Nietzsche sentenciou que «não há factos, apenas interpretações.

Não seria tão assertivo. Há factos e há interpretações.

O problema é, muitas vezes, só temos acesso às interpretações. E estas raramente coincidem com os factos!

publicado por Theosfera às 10:04

E porque os melhores educadores são os santos, eis uma preciosa recomendação de S. Carlos Borromeu: «Se queremos conseguir qualquer progresso no serviço de Deus devemos começar cada dia da nossa vida com nova determinação»!

publicado por Theosfera às 09:45

Hoje, 04 de Novembro, é dia de S. Carlos Borromeu, S. Vital e Sto. Agrícola.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 03 de Novembro de 2014

Crer é ser. Mas não é apenas — nem principalmente — ser a partir de si, em si ou para si.

Crer é — antes de mais e acima de tudo — aceitar ser a partir de alguém, com alguém e para alguém.

Quem crê não abdica de si, mas recusa-se a ficar somente em si.

Quem crê alarga-se. Crer é abrir, é abrir-se.

Crer é pertencer. Isto não quer dizer que crer implique despertencer. Quem crê não se despertence, mas não pertence unicamente a si.

Quem crê pertence a Deus e pertence a todos a partir de Deus.

Segundo não poucos estudiosos, há quem separe cada vez mais o crer do pertencer.

Há quem opte por crer sem pertencer. Trata-se de um direito, mas também de um problema.

Em si mesmo, crer é fazer parte de uma grande família: da família divina e da família humana, enquanto imagem e semelhança da família divina (cf. Gén 1, 26-27).

O cristão pertence a Deus revelado em Cristo na força do Espírito Santo.

Como indica o próprio nome, ser cristão é pertencer a Cristo. Isto significa que ser cristão é viver de Cristo, em Cristo, com Cristo e para Cristo.

Ao voltar para o Pai, Cristo continua presente através de um novo corpo.

O novo corpo de Cristo é a Igreja. Mais do que uma organização, a Igreja é a nova corporeidade de Cristo.

Daí que cavar uma fractura entre Cristo e a Igreja seja o mesmo que cavar uma ferida dentro do próprio corpo de Cristo.

Pertencer a Cristo é, por conseguinte, pertencer à Igreja e, inversamente, pertencer à Igreja é pertencer a Cristo.

É o que acontece desde o Baptismo. Libertos do pecado original, tornamo-nos, nesse momento, filhos de Deus e membros da Igreja.

 

publicado por Theosfera às 13:40

Como ser positivo se a vida parece ser tão negativa? Tentando transformar o negativo em positivo.

Não é fácil. Mas, até ao fim, temos de procurar que não seja impossível.

Caso contrário, mais vale ficar calado.

Joel Osteen aconselha: «Se não consegues ser positivo, pelo menos está calado».

Não é fácil ser positivo. Mas é muito mau resignar-se a ser permanentemente negativo!

publicado por Theosfera às 10:15

Desta noite chega o eco de um terramoto.

Trata-se, segundo o que se lê, de um terramoto político com epicentro na Espanha.

Para já, nada passa de um estudo de opinião. Mas há um partido novo que surge à frente.

Aliás, parece-me que a estratégia começa no nome: «Podemos».

Quem pode nem sempre consegue. Mas, pelo menos, vai levando outros a achar que é possível.

Pelo que dizem, não é só a emergência de uma nova força que está em causa. Parece que é também a falência do sistema antigo que sobressai.

A seguir com atenção!

publicado por Theosfera às 10:04

O problema da corrupção não começa na prática. Começa, desde logo, na consciência.

O problema da corrupção é tanto maior quanto, na sua génese, ostenta uma certa aura de inocência.

Alguém condena que se consiga um trabalho para um familiar?

Parece a atitude mais normal e até mais recomendável. Quem não é capaz de tratar da vida dos seus, que dignidade terá?

Acontece que pode haver outros mais capazes, com mais qualificações. E, aí, surge o drama da injustiça.

Esta situação é recorrentemente discutida.

O nome vulgar é cunha. A designação recorrente é nepotismo. Do Brasil vi chegar o qualificativo de filhotismo.

Como superar este labirinto?

Todos sabem como fazer. Mas quem faz?

publicado por Theosfera às 09:52

Perder não deslustra nem deve deprimir. A única mancha é desistir de lutar.

Às vezes, o derrotado está muito perto de vencer.

Abraham Lincoln notou que «o campo de batalha não está povoado de fracassos, mas de homens de tombaram antes de vencer».

E foi porque eles tombaram que outros puderam vencer.

Os que trabalham para vencer são tão vencedores como os que triunfam.

Diria que até são mais.

Uns ostentam o título. Outros fazem o trabalho.

Honra para os que caem para que muitos se possam levantar!

publicado por Theosfera às 09:40

Hoje, 03 de Novembro, é dia de S. Martinho de Porres, S. Huberto, S. Tito de Brandsma e S. Roberto Meyer.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 02 de Novembro de 2014

 

  1. Grande mistério é a vida. Enorme mistério é a morte. Por um lado, é a situação mais óbvia e mais certa com que contamos. Por outro lado, transporta uma carga de incerteza insuperável.

Quando virá? Que sucederá depois dela? Epicuro, em plena antiguidade clássica, confessava: «A morte nada é para nós».

 

  1. De facto, empiricamente assim é. Quando a morte vem, nós já não estamos.

Só sentimos a morte dos outros, não a nossa. Como um rio que desagua no oceano, a nossa vida é um caminho que, inevitavelmente, termina na morte.

 

  1. É por isso que Zubiri dizia que «viver é existir frente à morte». Conseguimos adiá-la. Em muitos casos, por muito tempo.

Vamos coleccionando bastantes vitórias sobre a morte. Mas chega um momento em que a morte triunfa. Basta-lhe essa vitória.

 

  1. Bruno Forte afirmava que o homem é um paradoxo de alguém que luta pela vida e que, ao mesmo tempo, caminha para a morte.

Ainda que vivamos 100 (ou mais) anos, hoje estamos um dia mais perto da morte do que estávamos ontem.

 

  1. É na fé que tudo se transfigura. Na fé, a morte não é o fim. A morte é como uma porta: fecha a vida terrena, abre-nos para a vida eterna.

Na fé, nem o fim é fim!

 

  1. A morte passeia-se a cada passo pelo mundo. Umas vezes, de modo sorrateiro. Outras vezes, de forma estrepitosa.

Em qualquer caso, a morte está sempre a aparecer, impante, e a deixar marcas da sua impiedosa crueldade.

 

  1. Que dizer junto de quem vê a morte por perto? As palavras são espuma que depressa se liquefaz, terapia com efeito evanescente.

Importante é estar, é olhar, é fazer sentir que estamos com as pessoas. Na vida. Na doença. Na morte. Em toda a parte. E sempre.

 

  1. É certo que o Padre António Vieira assegurava que «nenhuma coisa desengana a quem quer enganar-se». Sucede, porém, que, muitas vezes, só damos conta do engano depois de termos sido enganados.

No engano, raramente existe prevenção. Os enganadores primam pela astúcia. Só que arriscam-se a enganar apenas uma vez. Depois, até podem professar seriedade. Mas quem garante que o enganador não voltará a enganar?

 

  1. Dificilmente encontraremos coisa mais passageira que a fama. E, no entanto, quantos lutam por ela, quantos se atropelam por causa dela.

Júlia Roberts, que sabe bem do que fala, confessa que «a fama é apenas uma brisa que passa». E o problema é que, enquanto não passa, vai deixando passar tudo o resto.

 

  1. A preocupação pela fama leva a que as pessoas não se preocupem com o mais importante, com o mais sólido, com o mais duradouro. Coisa pouca é a fama. Para quê tanto investimento à volta dela?

Miguel Torga avisou: «A minha fome não é de fama; é de eternidade». Muitas vezes, quase sempre, a fama difama. A fama acaba por atrair «nós» infindos de especulações e conjecturas que culminam num mar interminável de intrigas, difamações e até calúnias. Feliz quem não procura a fama. Feliz quem não é famoso. Feliz quem opta por ficar no coração das pessoas. E não nas páginas das revistas.

 

  1. Como encarava João XXIII a missão de governar a Igreja? «Omnia videre, multa dissimulare, pauca corrigere»: ver tudo, não dar importância a muito, corrigir pouco.

Muito sábio o bom Papa João!

 

publicado por Theosfera às 17:33

É Novembro e o ar é um pouco sombrio, carregado.

 

Este é o tempo em que pensamos mais no tempo, no fim dos tempos e nos tempos do fim.

 

Este é o tempo em que o tempo se auto-suspende e nos fixamos para lá do tempo.

 

Este é o tempo em que o tempo se senta. Só a eternidade voa. E se aloja em nós.

 

Este é, pois, um tempo de viagem: do tempo para a eternidade e da eternidade para o tempo.

 

De desencontro em desencontro, rumo ao encontro total e, assim o esperamos, feliz.

publicado por Theosfera às 11:32

Em cada dia,  a cada instante,

Tu nos surpreendes, Senhor.

Estás sempre a surpreender-nos.

 

Em cada dia, a cada instante,

vens ao nosso mundo, vens à nossa terra, vens à nossa casa

e levas tanta gente.

 

Para nós, é tudo inopinado e desconcertante.

Estamos sempre impreparados

para acolher a notícia.

Mas, afinal, alguma vez estaríamos preparados?

A morte chega sempre cedo para os nossos desejos.

 

Mas Tu, Senhor,

sabes bem o que fazes.

Se vens chamar, é porque assim o entendes.

 

Sabemos que não retiras ninguém  do nosso convívio.

Sentimos a falta,

choramos a partida,

mas contamos sempre com a presença de quem parte.

 

Em Ti, todos continuam connosco.

ConTigo, todos permanecem ao nosso lado.

 

Obrigado, Senhor, pela vida dos que já partiram,

obrigado pelo seu testemunho,

pela sua ilimitada dedicação.

 

Todos trabalharam até ao limite.

Muitos rezaram até ao fim.

Serviram até ao último momento.

E entregaram-se até ao derradeiro instante.

 

Nós Te bendizemos, pois,

pela oferta das suas vidas.

 

Dá-nos força e fé

para sermos dignos da sua generosidade.

 

Na Tua bondade, recebe estes Teus servos bons.

Obrigado, Senhor, por no-los teres dado.

Obrigado por os teres recebido.

Obrigado por nos presenteares com o seu testemunho.

 

Os nossos familiares e os nossos amigos não morreram.

Na morte, eles vivem para sempre.

Vivem em nós.

E vivem em Ti,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:09

Dia de Finados? Não.

Finado vem de fim. E nós acreditamos que a morte não é fim; é passagem. Não é termo, mas trânsito. Por isso, dizemos que «a vida não acaba, apenas se transforma».

Este é o Dia dos Fiéis Defuntos. Defunto vem de «fungor», que significa cumprir.

Hoje, e não apenas hoje, recordamos aqueles que cumpriram a fase terrena da sua existência. E moram já na eternidade. Para onde nós também caminhamos!

publicado por Theosfera às 00:47

A. Nada mais contrário, nada mais perto

  1. Muito difícil já é conseguir palavras para dizer a vida. Como haveria de ser fácil encontrar palavras para dizer a morte? Como dizer aquilo que não se diz? Como falar daqueles que já não falam? E, apesar disso, tanto se diz sobre a morte, tanto se escreve sobre a morte. A título de exemplo, se colocarmos a palavra «morte» no Google, seremos logo surpreendidos com 184 milhões de entradas!

De certa forma, até se entende que assim seja. A morte encerra um paradoxo inultrapassável. Sendo o mais distante, acaba por ser também o mais próximo. Nada é mais contrário à vida do que a morte. E, não obstante, nada está tão perto da vida como a morte. Ela entra em nossa casa, senta-se à nossa beira, caminha ao nosso lado até que, um dia, nos abocanha e nos leva com ela.

 

  1. Sabemos que morremos desde que nascemos. A bem dizer, começamos a morrer no momento de nascer. Benjamin Franklin até observou, com evidente sarcasmo, que só temos duas coisas certas: a morte e os impostos. Como diz o povo, a morte é certa, só a hora é incerta. Parafraseando um conhecido político, sabemos que iremos morrer, só não sabemos quando. De uma coisa podemos ter a certeza: por muitos anos que vivamos, hoje estamos mais perto do dia da nossa morte do que estávamos ontem.

A morte convive connosco. O mais estranho vai-se convertendo no mais íntimo. A morte acena-nos desde sempre. Ameaça-nos com frequência. É verdade que vai coleccionando muitas derrotas na dura batalha que travamos com ela. Somos capazes de vencer a morte muitas vezes. Mas, quando ela vence, basta-lhe vencer uma vez. É uma vitória sem remissão, é um triunfo que não admite desforra. Quem não treme diante da morte? E quem não estremece perante a recordação dos mortos? Até Jesus chorou quando morreu (cf. Heb 5, 7). Até Jesus chorou quando soube da morte dos Seus amigos (cf. Jo 11, 35-36).

B. Os mortos «pós-vivem» e os vivos «pré-morrem»

3. A morte é mesmo assim. Sempre eficaz, embora não muito constante na sua forma de agir. Umas vezes, vem de repente, sem avisar. Outras vezes, vai dando sinais de que está para vir. Em qualquer caso, é impiedosa, inclemente, implacável. Quando chega, torna-se inapelável. Não admite discussão nem concede segundas oportunidades. A morte deixa-nos atónitos e completamente afónicos. Palavras para quê? Tudo isto pertence ao mistério. É por isso que o nosso lugar na morte devia ser o silêncio. Acerca da morte, as palavras morrem nos lábios e os pensamentos como que secam na mente. Mas não é só a morte que impõe silêncio. A esperança também não costuma falar. A esperança acompanha-nos na vida e nem diante da morte parece dá sinais de desistir.

Alguns acham melhor afastar a morte do pensamento e afastar o pensamento da morte. Hans Kung notou que a morte se converteu no grande tabu dos nossos tempos. Mas que adianta afastar o pensamento da morte e afastar a morte do pensamento? Quando ela resolve vir, ninguém a detém.

 

  1. Há alturas do ano em que tudo nos lembra a morte. Os inícios de Novembro, época de colheitas, são tempos de nostalgia, tempos de recordação, tempos de muita saudade. São tempos em que as lágrimas descem à terra: à terra onde repousam muitos que conhecemos, à terra onde jazem tantos que nunca deixamos de lembrar e amar.

O grande ponto de encontro, por estes dias, é o cemitério. É no cemitério que os vivos mais se encontram. É no cemitério que os vivos se encontram por causa dos mortos. É no cemitério que os mortos parecem sobreviver na recordação feita pelos vivos. De certa forma, o cemitério é o lugar onde os mortos «pós-vivem» e os vivos «pré-morrem». Sentimos que onde os mortos já estão nós, um dia, também estaremos. Os vivos começam a partir para a eternidade com os que já morreram e os mortos continuam a ficar no tempo com os que ainda vivem.

C. «Defuntos», não «finados»

5. Numa lápide, foi encontrado este verso: «Ó tu mortal que me vês/ repara bem como estou./ Eu já fui o que tu és/ e tu serás o que eu sou». Este intercâmbio entre mortos e vivos foi celebrizado por Saint-Exupéry: «Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós». É por isso que, como observa Eduardo Lourenço, «nós não enterramos os mortos; os mortos é que se enterram em nós».

Percebe-se, por conseguinte, que Sto. Agostinho não considerasse os mortos como ausentes. Dizia ele que «aqueles que nos deixaram não estão ausentes, apenas invisíveis. Têm os olhos cheios de glória, fixos nos nossos, cheios de lágrimas». E não há dúvida de que, nestes dias, as nossas lágrimas falam mais — muito mais — que os nossos lábios.

 

  1. Para quem acredita, este não é nenhum dia de finados, mas, como a Igreja nos adverte, o dia da comemoração dos fiéis defuntos. Finado vem de fim, ou seja, indica alguém que se finou, alguém que acabou para sempre. Ora, nós acreditamos que quem morre continua vivo, na eternidade. Já defunto vem do verbo fungor, que quer dizer cumprir. Defunto é, portanto, o que cumpriu: o que cumpriu a etapa terrena da vida e já está na fase eterna da existência. No meio disto tudo, reconheçamos que as palavras são o que menos importa. Contudo, podem ajudar-nos a perceber o que está em causa. E, com efeito, todos nós sentimos que os nossos mortos não estão mortos. Eles sobrevivem. Sobrevivem em Deus e sobrevivem em nós.

Desde tempos muito recuados, a Igreja fez eco deste sentimento geral. No Ocidente, a partir do século VII, havia o costume de dedicar um dia à oração pelos defuntos nos mosteiros e em muitas outras igrejas. No século IX, um liturgista chamado Amalário Simpósio (ou Amalário Fortunato) promoveu os ofícios dos mortos logo a seguir aos ofícios dos santos. Foi, entretanto, o abade de Cluny Sto. Odilon quem decidiu colocar, talvez no ano 998, a comemoração dos fiéis defuntos a 2 de Novembro. Tendo começado pelos mosteiros desta ordem religiosa, esta celebração foi-se estendendo a toda a Igreja entre os séculos XIII e XIV.

D. Nem a morte é o fim

7. Este é, pois um tempo em que o tempo como se auto-suspende para nos fixarmos para lá do tempo. De facto, os nossos familiares e amigos não estão sob a terra, mas além do tempo. Daí que este seja o tempo em que o tempo se senta. Só a eternidade parece voar. Há uma espécie de permuta: o tempo aloja-se na eternidade e a eternidade como que decide acampar no tempo.

Já o Antigo Testamento assegura que é «um santo e salutar pensamento orar pelos mortos»(2Mac 12, 46). Assim sendo, aproveitemos estes dias também — e sobretudo — para rezar. Os outros necessitam e nós também precisamos. Os outros necessitam de sufrágio e nós precisamos de conversão. Na oração, os vivos como que se enlaçam com os mortos e os mortos como que se entrelaçam com os vivos. Os mortos ficam mais vivos sem que nós, os vivos, nos sintamos antecipadamente mortos.

 

  1. Afinal, a morte não é o fim. Muito termina com a morte, mas muito também começa com a morte. É a fé que tudo muda. É na fé que tudo se transfigura. Na fé, nem a morte é o fim. A morte é como uma porta: fecha a vida terrena e abre-nos para a vida eterna. Na fé, nem o fim é fim. Como dizia Hans Urs von Balthasar, Cristo é «o fim sem fim». Em Jesus Cristo, a morte não é morte. A morte de Cristo foi uma morte morticida, uma morte que matou a morte, uma morte que foi vencida pela vida. Jesus mostra-nos que é preciso morrer para vencer a morte. Só quem morre ressuscita. Só quem dá a vida alcança a vida. A vida só se tem quando se dá. É assim que, em Jesus Cristo, a morte não é termo, é passagem; não é fim, é trânsito. Termina o ciclo da nossa vida terrena. Começa o ciclo da nossa vida eterna.

Quem participa nas Missas exequiais vai notando que uma das afirmações mais significativas de um dos prefácios é a que proclama que «a vida não acaba, apenas se transforma» (vita non tollitur, sed mutatur). O que talvez não se saiba é a origem desta expressão. Ela vem já do século III e pertence a uma mãe: as mães são sempre sábias! Foi, de facto, a mãe de S. Sinforiano que, vendo o filho a ser julgado pelo crime de ser cristão, o confortou com estas palavras: «Renova a tua constância. Não podemos temer uma morte que nos leva, com certeza, à vida. Mantém alto o teu coração, meu filho, olha para Aquele que reina nos Céus. A vida não acaba, apenas se transforma. Hoje, a vida não te é tirada; é mudada numa melhor».

E. A eternidade começa no tempo

9. A fé até para a morte tem uma saída. Para quem crê, a vida não acaba na morte; não se transforma em morte; transforma-se na morte. No fundo, viver é um contínuo transformar-se, a que nem a morte põe fim. Bergerac tem razão quando escreve: «Morrer não é nada, é terminar de nascer». Depressa partimos, rapidamente chegamos. A vida é, também ela, uma viagem. Nas viagens, é nas partidas que começamos a chegar e é nas chegadas que nos preparamos para, novamente, partir. Também na vida, é ao nascer que começamos a morrer e é na morte que acabamos, definitivamente, de nascer.

Uma pergunta se impõe então. Para quê tantas zangas, para quê tantos ódios, para quê tanta maldade? Tudo isso acaba com a morte e nada disto contribui para a felicidade que desejamos possuir além da morte. Não há Céu sem Terra. Não façamos da Terra uma negação do Céu. Façamos de cada momento vivido na Terra uma construção da felicidade que esperamos saborear no Céu. Não magoemos ninguém. Não atropelemos a vida de ninguém. Quando nós partirmos, que o nosso rasto tenha o sabor da bondade. Só o bem diz bem. Só o bem faz bem.

 

  1. Não esqueçamos que eternidade não é só o que vem depois do tempo. A eternidade começa no tempo. Afinal, «o Céu existe mesmo» e começa na Terra, quando se põe em prática o Evangelho que Jesus espalhou pela Terra. Quem está com Jesus antes da morte, estará em Jesus na vida depois da morte. Aparentemente, vivemos para morrer. Em Cristo, porém, morremos para viver.

É doloroso o caminho até à morte. Mas vale a pena atravessar a morte sabendo que vamos ao encontro definitivo d’Aquele que venceu a própria morte. Aqueles que choramos neste dia, do princípio ao fim, estão à nossa espera para a grande festa. No Dia que não tem fim!

 

publicado por Theosfera às 00:22

Hoje, 02 de Novembro, é dia da Comemoração dos Fiéis Defuntos, de S. Malaquias e de S. Pio Campidelli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:20

Sábado, 01 de Novembro de 2014

 

Como muita gente neste dia, também fui ao cemitério.

Também rezei no cemitério. Também chorei no cemitério. Também sorri no cemitério.

O cemitério, de certa forma, é um lugar onde os mortos pós-vivem e os vivos pré-morrem.

Sentimos que onde os mortos já estão nós também estaremos.

Prefiro, no entanto, pensar que o cemitério é sobretudo um lugar onde se (re)nasce.

A sepultura sabe a morte, mas também pode saber a vida.

Ela é uma espécie de berço que acolhe o nosso nascimento para Deus, para a vida eterna.

Nada disto é fácil. Mas tudo isto acaba por ser belo.

Sim, reconheço que se trata de uma beleza sofrida, envolta em lágrimas.

Hoje, uma vez mais, recordei os ideais vivos de tantos mortos. E lembrei os ideais nada mortos de tantos vivos.

Porque, no cemitério e à sua volta, há tanta gente de lágrima na face. Mas com um sorriso amigo que volta a acender a chama pura da nossa infância. E dos ideais que nela amanheceram!

 

publicado por Theosfera às 19:24

 

Ao entrar, hoje, no cemitério da minha terra natal, não vi sol, apesar do sol.

Só senti vento e chuva. Vento de emoções e chuva de pranto.

Qualquer coisa tumultuava cá dentro. Não esstava frio, mas senti um frio entremeado pelo calor arfante da saudade.

Nada disto se explica, tudo isto se sente.

Sei que meu querido Pai, falecido há 17 anos, mora em Deus.

Não era preciso, por isso, passar pelo cemitério. Mas a vida é feita de sinais. E o túmulo é mais um sinal de uma presença que não se apaga, de um amor que não se extingue.

Ali deixei um ramo de flores. Ali depositei uma prece.

Meu Pai está sempre comigo. Eu estou sempre com meu Pai.

Ir a um cemitério não é uma experiência fácil, mas é uma experiência necessária, purificadora.

Certifica-nos de como tudo é perecível, de como tudo acaba num ápice.

Só o bem perdura. Só Deus permanece.

Vale a pena fazer do tempo uma construção de eternidade para que a eternidade possa ser um feliz corolário do tempo.

Meu querido Pai costumava dizer, nos últimos tempos, que faltava pouco para ir para a Senhora da Guia.

O cemitério fica mesmo ao lado da capela.

Há uma atmosfera de dor naquele lugar. De uma dor, porém, ungida pela fé e ornada pela esperança.

Nada disto se explica. Tudo isto se sente.

 

publicado por Theosfera às 19:20

Poucas são as vezes em que vou à minha terra natal.Mas sempre que lá volto é como se de lá não tivesse saído.

Está lá o berço em que nasci. Está lá o chão em que cresci. Estão lá muitas pessoas que conheci. E, nesta altura, voltam lá outras pessoas que também foram saindo.

A minha terra, como tantas outras, espraia-se para lá das suas fronteiras.

Ela não vai de Forjães a Porto de Rei, nem de Poçarro às Víduas. Vai de Portugal até à Suíça, passando pela França, pelo Brasil, não faltando uma grande população nas imediações de Lisboa e do Porto.

Há uma vibração que se nota, uma luz que se acende, uma emoção que se solta, qualquer coisa que não se explica, mas que se entende.

Séneca dizia que «ninguém ama a sua terra porque é grande, mas porque é sua».

Não é pelo chão, não é pela paisagem. É por causa daquele chão, daquela paisagem e sobretudo por causa daquela franqueza acolhedora e sempre sorridente que eu amo a minha terra.

É também por causa da Senhora da Guia. Não é o centro geodésico da freguesia, mas é o coração sentimental da população.

Está lá a capela. Está lá o cemitério.

Está já lá, pois, uma grande parte de cada um de nós.Vou lá poucas vezes. Mas, a bem dizer, nunca de lá saí.

publicado por Theosfera às 18:18

Foi há precisamente 40 anos, completam-se neste dia 1 de Novembro.

Chamava-se Isaura. Era minha Avó, Mãe da minha Mãe, a única Avó que conheci.

Tinha eu 9 anos e ela 74 quando, a 1 de Novembro de 1974, fomos ao cemitério.

Fomos, não. Foram meus Pais e meu Irmão. Eu fiquei no carro com a minha Avó.

Nunca mais esqueço o que ela me disse a certa altura:«Olha, meu neto, se calhar daqui a um ano também já me vens visitar aqui, ao cemitério!»

Não liguei, mas não esqueci.

A 30 de Dezembro daquele ano, a minha querida Avó partiu para Deus, após uma vida sacrificada.

Sei que chorei bastante com as saudades. Foi a primeira vez que senti a morte de muito perto.

Nunca deixei de rezar por ela. Sei que está junto de Deus. E conservo a imagem de uma pessoa de bem no meu coração.

publicado por Theosfera às 16:14

Santo és Tu, Senhor,

 

Santo é o Teu ser,

 

Santo é o Teu amor,

 

Santa é a Tua generosidade.

 

Santos são os Teus gestos.

 

Tudo é santo em Ti, Senhor.

 

 

Hoje é, pois, o Teu dia,

 

Como Teus, Senhor, são todos os dias.

 

Mas Tu queres que também nós sejamos santos.

 

A nós parece-nos um sonho impossível.

 

Mas para Ti, Senhor, é tarefa realizável, é missão que está ao nosso alcance.

 

Não estás aí, no alto, à nossa espera.

 

Está connosco, aqui, ao nosso lado, dentro de cada um de nós.

 

 

Ser santo é, afinal, ser (ou procurar ser) como Tu:

 

Manso, humilde, despojado, puro, pacífico.

 

Ser santo não é deixar a vida: é colocar a Tua Palavra no centro da vida.

 

Ser santo não é deixar o mundo: é depositar o Teu amor no coração do mundo.

 

Ser santo não é ser desumano: pelo contrário, é ser autenticamente humano, inteiramente humano, plenamente humano.

 

Ser santo é ser irmão, é ser fraterno, é estender a mão, é abrir o coração.

 

 

A santidade está no Céu, mas não está ausente da terra.

 

Ser santo é ser feliz: não apenas depois, mas também agora, já.

 

E ser feliz não é só quando se ri; é também quando se chora.

 

Tu, Senhor, proclamaste felizes os que choram.

 

 

Ser feliz não é ser rico de bens materiais: Tu, Senhor, declaraste felizes os pobres.

 

Ser feliz não é vencer as guerras: Tu, Senhor, chamas felizes aos que constroem a paz.

 

Ser feliz não é passar por cima dos outros: Tu, Senhor, consideras felizes os que têm fome e sede justiça.

 

Ser feliz não é ter uma vida sem problemas: Tu, Senhor, até dizes que podemos ser felizes quando somos perseguidos e insultados.

 

 

Ser feliz é não ser fingido.

 

É ser autêntico.

 

É manter a serenidade.

 

É acender a luz da esperança por entre as nuvens do desespero.

 

 

Obrigado, Senhor, por todos os santos que estão no Céu.

 

De muitos sabemos o nome e conhecemos a vida.

 

Mas há mais, muitos mais, cujo nome ignoramos e cujo número nem sequer conseguimos imaginar.

 

Muitos pertenceram à nossa família.

 

Muitos foram nossos vizinhos.

 

Santos são aqueles que deixaram, no mundo, uma semente de bondade e um rasto de luz.

 

 

Obrigado também, Senhor, por todos os santos que continuam aqui na terra.

 

Obrigado por nos convidares a ser santos.

 

Apesar dos nossos defeitos, Tu, Senhor, continuas a acreditar em nós.

 

Grava, no mais fundo de nós, este texto maravilhoso das Bem-Aventuranças.

 

Ele é o programa a seguir, o caminho a trilhar e a meta a alcançar.

 

Que o conservemos na mente e o guardemos no coração para que o possamos aplicar na vida.

 

 

Nossa Senhora, Mãe da esperança,

 

Acompanha-nos na nossa jornada pelo tempo.

 

Faz brilhar em nós a luz do Teu sim.

 

Tu és a toda santa, a toda bela, a toda pura.

 

Dá-nos a graça de sermos simples e fiéis,

 

Persistentes e constantes.

 

Semeia em nós a santidade.

 

Que sejamos humildes como Tu.

 

Que deixemos Deus fazer através de nós as maravilhas que Deus realizou por meio de Ti.

 

 

Ajuda-nos no caminho,

 

Acompanha-nos na viagem.

 

Apoia-nos quando cairmos.

 

Enxuga as nossas lágrimas.

 

Dá-nos a Tu mão, agora,

 

E recebe-nos no Teu coração, depois, na eternidade.

 

Que sejamos santos

 

E, por isso, felizes.

 

E, por isso, cada vez mais amigos,

 

Cada vez mais unidos,

 

Cada vez mais irmãos!

publicado por Theosfera às 11:01

Nada tão perigoso como as ilusões. Nada tão doloroso como as desilusões.

As desilusões são as ilusões que se apagam.

Marguerite Duras apercebeu-se: «Há ilusões que se parecem com a luz do dia: quando acabam, tudo com elas desapareceu».

Tudo? Nessa altura, talvez comece a aparecer a consciência da realidade!

publicado por Theosfera às 08:08

A. Ser santo é tornar-se santo

  1. Ao contrário do que possamos pensar, Deus fala, Deus nunca cessa de falar: «Senhor — assim rezava Sören Kierkegaard —, Tu falas, mesmo quando Te calas. Calas-Te por amor e por amor falas. Tanto és no silêncio como na palavra. Tu és sempre o mesmo Pai: guias-nos com a Tua voz e elevas-nos com o Teu silêncio». É nesse falar silencioso — e nesse silêncio falante — que Deus chama. E não chama apenas alguns; chama-nos a todos. Deus chama-nos a todos à vida. Mas não nos chama a uma vida qualquer; chama-nos para uma vida com Ele.

A vocação é, pois, uma convocação e — podemos dizê-lo — uma provocação. É uma convocação universal e uma provocação muito concreta. A vida só é vida quando se abastece na fonte e quando atinge o cume. A vocação vem de Deus e encaminha-nos para Deus pois a fonte da vida é Deus e o cume da vida é Deus. O Concílio Vaticano II insiste na «vocação universal» à santidade. É por isso que a santidade não devia ser a excepção, embora, em si mesma, ela seja sempre excepcional.

 

  1. A santidade é natural em Deus e sobrenatural em nós. O que Deus é por natureza, nós somos chamados a ser por dom de Deus. Ser santo é, por conseguinte, tornar-se santo. E tornar-se santo é, no fundo, concretizar o desígnio primordial da criação.

Se o homem é imagem de Deus (cf. Gén 1, 26-27), e se Deus é santo, então o homem realiza a sua semelhança com Deus procurando ser santo. O homem procura ser santo não inventando uma qualquer santidade, mas incorporando a santidade de Deus na sua vida. Aliás, o próprio Deus deixa entrever que é pela santidade que o homem se torna Sua imagem. É o que encontramos no célebre preceito do Levítico, recordado por S. Pedro: «Sede santos, porque Eu, vosso Deus, sou santo»(Lev 11, 44; cf. 1Ped 1, 16).

B. Só há santidade pela santificação

3. Daí a necessidade da conversão, já que ainda estamos longe da santidade oferecida por Deus. É mediante o apelo à conversão que, segundo S. Marcos, Jesus começa a Sua missão: «Arrependei-vos e acreditai no Evangelho»(Mc 1, 15).

Só há santidade através de um percurso de santificação. A santificação é todo um processo de conversão, de transformação e de transfiguração. É no âmbito de tal processo que vamos passando da vida velha à vida nova, do pecado à graça. O santo é o pecador que não se resigna ao pecado. O santo, como afirmou Aan Su-Ky, «é o pecador que não desiste»: que não desiste de vencer o pecado.

 

  1. A santidade é uma prova de resistência e um caminho de persistência. Temos de ter consciência dos nossos limites e de perceber que, sem Deus, nada conseguimos, nada de bom podemos alcançar. De resto, o próprio Jesus já nos preveniu contra qualquer devaneio: «Sem Mim, nada podeis fazer»(Jo 15, 5). Foi n’Ele que S. Paulo viu todas as possibilidades em aberto: «Tudo posso em Cristo que me dá força»(Fil 4, 13). Os santos abdicam de ser eles para deixar que Cristo seja neles (cf. Gál 2, 20). Os santos escolheram não ter vida própria, optando pela vida de Cristo, pela vida com Cristo. Mas não é isso o que é suposto todos fazermos desde o Baptismo? O problema é que nem sempre o que é verdade no plano sacramental se torna verdade no plano existencial. O problema é que a palavra dos lábios diz uma coisa e a palavra da vida revela outra coisa, muito diferente.

Tornar-se santo não é fácil. Mas também não é impossível. Hoje, celebramos tantos que demonstraram que ser santo, afinal, é possível. Hoje, celebramos o que muitos (já) são e o que todos nós somos chamados a ser. Muitos já conseguiram o que nós também podemos alcançar. A santidade não é só a meta, há-de ser também o caminho. Aliás, só pode chegar à meta da santidade quem se esforça por percorrer caminhos de santidade.

C. Celebramos não só uma morte santa, mas toda uma vida santa

5. Desde sempre, houve cristãos que acolheram este desafio. Não admira, por exemplo, que o Livro dos Actos dos Apóstolos chame «santos» aos cristãos que estavam em Lida (cf. Act 9, 32). Ser cristão era ser santo e, como nos primeiros tempos havia perseguições, então ser cristão e ser santo era ser mártir.

Por tal motivo, a Igreja, desde muito cedo, teve um dia para assinalar todos os mártires. Curiosamente, esse dia chegou a ser o dia 13 de Maio. Foi em Roma, depois de o Papa Bonifácio IV ter convertido o panteão do Campo de Marte num templo dedicado à Virgem Santíssima e a todos os mártires. No século VIII, o Papa Gregório III erigiu, na Basílica de S. Pedro, uma capela ao Divino Salvador, a Nossa Senhora, aos Apóstolos e a todos os mártires e confessores. Foi, entretanto, o Papa Gregório IV quem, no século IX, fixou esta festa no dia 1 de Novembro.

 

  1. A festa de Todos os Santos é a festa da santidade, é a festa da santidade viva, é a festa da santidade em vida. Nos santos, não celebramos apenas uma morte santa. Em cada santo, celebramos toda uma vida santa. É vital perceber que, embora celebremos os santos depois da morte, eles foram santos durante a vida. Não é a vida que nos impede de sermos santos. O santo não é extraterrestre. Não é sobre-humano. É da nossa terra. Pertence à nossa condição. Tantos são os santos que foram da nossa família. Ser santo é ser verdadeiramente humano, é participar na construção de um mundo melhor. Ser santo é intervir na transformação da humanidade. É não pactuar com a injustiça. É falar com os lábios e testemunhar com a vida. A santidade está ao alcance de todos. É o que há de mais democrático e invasivo.

A santidade faz de nós irmãos. A santidade não é indiferença; é diferença. Santo não é aquele que se mostra indiferente ao que ocorre à sua volta. A santidade nunca é fria. A santidade é quente, calorosa. O santo abraça, ri, chora, grita, insiste, persiste e nunca desiste. A santidade é a surpresa da paz no meio da tempestade. A santidade não é estrepitosa. Muitas vezes, até é silenciosa, mas sempre interveniente, interpelante. A santidade acontece em casa, na estrada, no trabalho.

D. As (provocadoras) felicitações de Jesus

7. Os santos não estão apenas no altar nem figuram somente nos andores. Não há só santos de barro. Há muitos santos de carne e osso, às vezes, mais osso que carne. Há muitos santos com fome. Há muitos santos na rua. Há muitos santos de enxada na mão. Há muitos santos com lágrimas no rosto e rugas na face. É neste contexto que Jesus nos dirige várias felicitações que são outras tantas provocações. A felicidade não está onde costumamos pensar que ela esteja. As Bem-Aventuranças são provocações de felicidade. Afinal, é possível ser feliz chorando e sofrendo.

Feliz, por estranho que pareça, é o que começa por aceitar ser pobre de espírito (cf. Mt 5, 3). Ser pobre de espírito não é ser pobre de Espírito Santo nem falho de inteligência. Aqui, trata-se de ser pobre no espírito e de ter espírito de pobre. Ser pobre não é tanto não ter; é sobretudo partilhar o que se tem. Não esqueçamos que, como disse Bento XVI, Deus fez-Se homem e fez-Se homem pobre. No fundo, ser pobre é ser humilde, ou seja, é não querer afirmar-se pelo poder económico ou pelo poderio social. Ser pobre é ser último e querer estar ao lado dos últimos. São estes que Jesus chama para a frente. Ele próprio o disse: «Os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos»(Mt 20, 16).

 

  1. Até a circunstância mais dolorosa pode ser a mais felicitante porque Deus nos aparece nela. É por isso que felizes podem ser os que choram (cf. Mt 5, 4) porque Deus os consola. Num mundo de violência, Jesus proclama felizes os mansos (cf. Mt 5, 5). Num tempo pejado de injustiças, Jesus declara felizes os que têm fome e sede de justiça (cf. Mt 5, 6), bem como os perseguidos por causa da justiça (cf. Mt 5, 10). Numa época de vinganças, Jesus apresenta como felizes os misericordiosos (cf. Mt 5, 7).

Numa era em que a corrupção alastra e os jogos escuros compensam, Jesus garante que felizes são os puros de coração, os que não têm dois rostos, mas uma só cara (cf. Mt 5, 8). Numa altura em que a violência não pára de crescer, Jesus considera felizes os construtores da paz: não os passivos, mas os pacíficos e pacificantes (cf. Mt 5, 9). Finalmente e como corolário, Jesus assegura que felizes são os ultrajados e perseguidos e aqueles de quem é dita toda a espécie de mal por causa d’Ele, por causa do Evangelho (cf. Mt 5, 11). É a provocação suprema. Mas, no fundo, trata-se da felicidade total. Do exterior sobrevêm obstáculos, mas no interior encontra-se a força para os vencer: o próprio Deus.

E. Tudo se decide entre a pobreza e a perseguição

9. Hoje, continua a haver quem seja perseguido e morto por causa de Jesus. Há quem não vacile nem recue. No fundo, a associação entre santidade e martírio, típica dos primeiros tempos, mantém-se. Anote-se que ser mártir é ser testemunha, pelo que ser santo e ser mártir nunca deixaram de ser confinantes. Já Sto. Agostinho percebeu que, nesta vida, vamos caminhando entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus. Sucede que onde as perseguições abundam, as consolações superabundam. E, depois, como notou o Concílio Vaticano II, aprouve a Deus salvar o mundo pela pobreza e pela perseguição.

É por isso que a primeira e a última bem-aventurança se enlaçam mutuamente, entrelaçando todas as outras. A santidade começa pela pobreza, pelo despojamento e é acompanhada sempre pela perseguição. Não é a perseguição que nos há-de fazer desistir nem recuar. Afinal, o Apocalipse fala-nos da incontável multidão, composta pelos «que vieram da grande tribulação, pelos que lavaram as túnicas e as branquearam no Sangue do Cordeiro»(Ap 7, 14).

 

  1. A santidade não é um passeio; é um testemunho exigente. Pode não implicar derramamento de sangue, mas requer imperativamente a oferta da vida. Toda a santidade é feliz e toda a felicidade pode ser santa. A santidade leva-nos a tomar consciência de que somos filhos de Deus (cf. 1Jo 3, 1-2) e, portanto, irmãos uns dos outros.

O céu está cheio de santos. Não deixemos que o mundo fique vazio de santos. Cultivemos uma santidade feliz e uma felicidade santa. Não tenhamos medo de ser santos. Ser santo é felicitar e semear felicidade. Ser santo é ser feliz e colher felicidade.

 

publicado por Theosfera às 06:17

Não é por nada. Ou, se calhar, até é.

Por uma questão de princípio, gostava de saber qual o impacto da eliminação dos feriados no crescimento económico, na redução da austeridade, na queda de impostos, etc..

Disseram-nos, antes, que era uma medida necessária. Era bom que nos dissessem, agora, que resultados já têm.

O povo pressente a resposta. E o povo, não sabendo qual será o caminho para o desenvolvimento, sabe perfeitamente que não é por aqui!

publicado por Theosfera às 02:05

1. Os feriados não foram criados para descansar. Os feriados foram instituídos, antes de mais, para celebrar.
O descanso, aqui, não é fundamental; é instrumental. Não é o objectivo; é a possibilidade. O descanso é oferecido a todos para que muitos possam celebrar.
O feriado de 1 de Novembro é um dos que desapareceu. Deixou de ser dia de descanso. Mas estou certo de que continuará a ser dia de celebração.

2. Em cada dia, os cristãos assinalam vários santos. Hoje é dia de todos os santos.
A santidade é, sem dúvida, excepcional. Mas não devia ser a excepção. A santidade é para todos. É para os que sobrevivem na eternidade. E é para os que ainda caminham no tempo.

3. Por aqui se vê como, ao contrário do que parece aos olhos de muitos, a santidade não nos retira do mundo. É, aliás, no mundo que somos chamados à santidade.
Deus não deixa ninguém de lado no chamamento que faz. É por isso que o Concílio Vaticano II fala da «vocação universal» à santidade.

4. É claro que as pessoas costumam indexar a santidade ao extraordinário. Mas a santidade habita, desde logo, naquilo que é ordinário.
Habituámo-nos a relacionar a santidade com actos heróicos e gestos incomuns. Mas a santidade emerge na vida quotidiana, muitas vezes imperceptível e, quase sempre, incógnita.

5. O registo da santidade é conferido pelo milagre. Mas o milagre não é só o que supera as leis da natureza.
Há muitos milagres na existência diária de pessoas que estão à nossa beira. E nós nem reparamos neles.
Não será um grande milagre subsistir no meio de tanta adversidade? No meio de tanta injustiça?

6. A santidade não nos desmundaniza nem nos desumaniza. Pelo contrário, a santidade mundaniza-nos e humaniza-nos, fraternizando-nos.
A santidade faz de nós irmãos. Torna-nos mais humanos e mais envolvidos na transformação do mundo.

7. Existe santidade quando se reza. Mas também subsiste santidade quando se trabalha. Quando se participa na denúncia da injustiça e no anúncio da verdade.
A santidade não é indiferença; é diferença. Santo não é aquele que se mostra indiferente ao que ocorre à sua volta. Santo é o que se envolve, o que se manifesta.
A santidade nunca é fria. A santidade é quente, calorosa. O santo abraça, ri, chora, grita, insiste, persiste. E nunca desiste.

8. A santidade é a surpresa da paz no meio da tempestade. A santidade não é estrepitosa. Muitas vezes, até é silenciosa, mas sempre interveniente, interpelante.
A santidade está ao alcance de todos. A santidade acontece em casa, na estrada, no trabalho. O santo não é um anormal. O santo não deixa de ser pecador e todo o pecador pode tornar-se santo.

9. Um dia, alguém perguntou a Óscar Wilde: «Sabes qual é a diferença entre um santo e um pecador?». O escritor irlandês respondeu: «Sei. É que o santo tem sempre um passado e o pecador tem sempre um futuro».
No fundo, o santo é o pecador que, consciente do seu passado, continua a querer superar-se no seu futuro.

10. Se pensarmos bem, os santos não estão apenas no altar nem figuram somente nos andores.
Não há só santos de barro. Há muitos santos de carne e osso, às vezes, mais osso que carne. Há muitos santos com fome. Há muitos santos na rua. Há muitos santos de enxada na mão. Há muitos santos com lágrimas no rosto e rugas na face.

11. Não devemos reparar nos santos só depois da morte. Os santos merecem ser imitados durante a vida. Durante a sua vida. Durante a nossa vida!

publicado por Theosfera às 00:40

Hoje, 01 de Novembro, é dia da Solenidade de Todos os Santos e de S. Benigno.
Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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