O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

Nem sempre a companhia apaga a solidão. Às vezes, a companhia agrava a solidão.

E é bem verdade que a solidão a um dói menos que a solidão a dois ou a dois mil.

Frequentemente, a multidão é o palco da mais dolorosa solidão.

Daí que muita gente se defenda. Solidão por solidão, antes aquela que cada um tem na companhia de si mesmo.

Mas o solipsismo existencial também não é solução.

Ainda creio ser possível reactivar o sentido luminoso do encontro entre as pessoas!

publicado por Theosfera às 13:37

A beleza salvará o mundo, dizia Dostoievsky.

Mas quer-me parecer que o mundo, hoje em dia, tem de salvar a beleza.

Dá a impressão de que deixamos de dar a devida atenção ao belo. E, às vezes, até a fealdade é erigida em padrão de beleza.

Kafka reconheceu que «quem possui a faculdade de ver a beleza, não envelhece».

É preciso redescobrir a beleza onde ela está e não apenas onde ela parece estar.

É urgente resgatar a beleza que irrompe dos gestos de bondade!

publicado por Theosfera às 13:33

O factor demográfico justifica muito, mas não explica tudo.

É óbvio que, havendo menos população, tenderá a haver menos sacerdotes.

Acontece que já houve épocas em que, com uma população muito menor, havia um número de sacerdotes muito maior.

Actualmente, para uma população de 10 milhões de portugueses, existem menos de 3.000 sacerdotes.

No século XVIII, a população de Portugal era de 3 milhões e o número de sacerdotes ascendia a 200.000! 

Os tempos são outros, como é óbvio.

Mas o factor demográfico não é tudo. Ou seja, não é impossível ter mais sacerdotes a partir de uma população mais reduzida.

Há que não desistir de propor em nome d'Aquele que não desiste de chamar!

publicado por Theosfera às 13:26

  1. A Igreja nasceu pobre e nasceu para ser pobre. Pobre foi o seu Fundador. Pobre foi a maioria dos seus primeiros membros.

Será, porém, que, ao longo dos tempos, a Igreja tem conseguido ser pobre? Será que tem querido ser pobre?

 

  1. Em causa está uma Igreja pobre no sentido de posse moderada de bens.

E pobre no sentido de desapossamento dos bens.

 

  1. O perfil da Igreja dos começos não se distinguia pelo desejo de possuir, mas pela vontade de repartir o que possuía (cf. Act 4, 34).

A pobreza não era uma imposição. Era um imperativo. Ser pobre era, fundamentalmente, tornar-se pobre.

 

  1. Este foi o legado do Mestre. Este foi o testemunho dos que vieram depois do Mestre.

Jesus tornou-Se pobre «para nos enriquecer com a Sua pobreza»(1Cor 8, 9). Era por isso que, entre os cristãos, ninguém considerava seu o que possuía: «tinham tudo em comum»(Act 2, 44).

 

  1. No decurso de todos estes séculos, a pobreza subsistiu sempre como uma interpelação, como a medida alta da vida cristã.

Foram muitos os que perceberam que, em Cristo, Deus fez-Se homem e fez-Se homem pobre.

 

  1. Tão grande foi o apreço pela pobreza que ela chegou a ser alçada à categoria de ideal supremo.

O problema é que, não poucas vezes, foi um ideal pouco real, um ideal quase sem realidade.

 

  1. Houve momentos em que praticamente se atingiu a «quadratura do círculo».

Houve alturas em que, como anotou Kierkegaard, se fazia a apologia da pobreza no meio do luxo e da ostentação.

 

  1. Mais recentemente, entretanto, a Igreja foi dando conta de que, afinal, a riqueza só a empobrecia.

E, pelo contrário, era a pobreza que mais a enriquecia.

 

  1. Neste mês, faz 50 anos que houve um gesto com o maior significado.

Foi a 13 de Novembro de 1964 que Paulo VI depôs a célebre «tiara», símbolo do poder papal, no altar de S. Pedro.

 

  1. «A Igreja — explicou — deve ser pobre e deve aparecer [não parecer] pobre». É claro que se pode fazer muito bem com os bens. Mas a experiência mostra que a excessiva preocupação com os bens impede que com eles se faça o bem.

Não basta, pois, uma Igreja para os pobres. É urgente uma Igreja pobre. Como Jesus!

publicado por Theosfera às 10:00

Edward Schillebeeckx completaria, hoje, a pulcra idade de 100 anos já que nasceu a 12 de Novembro de 1914. Faleceu com 95 anos, em 2009. É possivel que o segredo da sua longevidade esteja na confissão que ele transportou para um dos seus últimos livros: Sou um teólogo feliz.

Nascido em Amberes (Bélgica), entrou para os dominicanos em 1934. Estudou Filosofia e Teologia em Lovaina, no Studium Generale dominicano de Saulchoir e na Sorbonne, onde foi aluno do célebre historiador da Teologia Pierre Dominique Chenu.

Em 1951 doutorou-se em Teologia. Depois do doutoramento com a monumental tese A Economia Sacramental da Salvação, publicada em 1952, ensinou Teologia no convento dos dominicanos de Lovaina e na Universidade de Nimega.

Conselheiro teológico do episcopado holandês, participou no Concílio Vaticano II de forma muito activa. É autor de uma vasta e muito original produção teológica, traduzida em muitas línguas.

Algumas das suas obras: A economia sacramental da salvação (1952); Maria, Mãe da redenção (1954); Cristo, sacramento do encontro com Deus (1958); Deus, futuro do Homem (1965); Mundo e Igreja (1966); Compreensão da fé: interpretação e crítica (1972); Jesus. Uma tentativa de cristologia (1974). Sou um teólogo feliz (1994) e História dos homens, relato de Deus (1995).

publicado por Theosfera às 00:18

Hoje, 12 de Novembro (23º aniversário do massacre de Santa Cruz, em Díli), é dia de S. Josafat de Kuncevicz, S. Teodoro Studita e S. Cristiano e companheiros calmadulenses.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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