O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

É costume distribuir uma pagela na Missa Nova de um  padre.

Habitualmente, essa pagela traz uma gravura no verso e uma oração no reverso.

O futuro Papa Paulo VI reproduziu uma prece de S. Pio X: «Concedei, ó meu Deus, que todas as inteligências se reúnam na Verdade e todos os corações na Caridade».

Eis um belo pedido. E não há dúvida de que Deus quer atendê-lo. Mas será que os homens de Deus estarão dispostos a aceitá-lo?

Uma coisa é certa. Uma inteligência sem coração é perigosa e um coração sem inteligência não é tranquilizador.

Só há verdade na caridade e só pode haver caridade na verdade.

O amor tem de ser verdadeiro e a verdade tem de ser amorosa.

É o que aprendemos com Deus. É o que nunca deveríamos desaprender na vida que nos dá Deus!

publicado por Theosfera às 12:22

A abundância pode ter o mesmo efeito que a carência. Ambos podem levar à extinção, ambos podem conduzir à morte.

Vejamos o que se passa na alimentação.

Tão perigoso é não comer como comer demais. A bulimia não é menos ameaçadora que a anorexia.

Nos relacionamentos entre as pessoas ocorre algo semelhante.

Bertolt Brecht verificou que «a confiança pode exaurir-se caso seja muito exigida».

O excesso de palavras denuncia uma carência de realidade.

Se há confiança, para quê reclamar confiança?

Quando se muito se exige a confiança, é porque, no fundo, não se confia. Ou porque, afinal, não se pode confiar!

publicado por Theosfera às 11:59

Chesterton «não queria uma Igreja que mudasse com o mundo, mas uma Igreja que mudasse o mundo».

Acontece que a mudança está inscrita em tudo o que está no mundo.

Sendo o mundo o terreno da mudança, é inevitável que alguma coisa vá mudando em quem está no mundo. A Igreja não é excepção.

Mas há muito que não mudará mesmo quando alguma coisa for mudando.

No discernimento que o Espírito suscita, há coisas que importa mudar, há coisas que urge manter.

O mundo afecta a Igreja. Mas quem conduz a Igreja é o Espírito de Deus.

E, em fidelidade ao Espírito de Deus, a Igreja transporta uma proposta de mudança.

Chama-se Evangelho, chama-se conversão!

publicado por Theosfera às 11:23

Como notou Chesterton, Jesus Cristo, quando lançou as redes da Sua grande sociedade, não escolheu, para pedra angular, o genial Paulo ou o místico João, mas alguém bastante frágil e oscilante.

E foi sobre essa pedra que edificou a Sua Igreja. «Todos os impérios e todos os reinos se desfizeram devido à intrínseca e constante fraqueza que é terem sido fundados por homens fortes sobre homens fortes. Mas esta coisa única, que é a Igreja de Cristo, foi fundada sobre um homem fraco, e por isso é indestrutível. Porque nenhuma corrente é mais forte do o seu elo mais fraco».

Tudo isto causa estranheza, mas é a mais funda e bela verdade.

Henri de Lubac verbalizou-a com recortes de eloquência: «A Igreja não é uma academia de sábios, nem um cenáculo de intelectuais sublimes, nem uma assembleia de super-homens. É precisamente o contrário. Os coxos, os aleijados e os miseráveis de toda a espécie têm cabimento na Igreja, e a legião dos medíocres, que se sentem nela como em sua própria casa, são os que lhe dão o seu tom».
publicado por Theosfera às 11:08

Os santos sempre foram incompreendidos. Porquê?

Chesterton propõe uma explicação altamente engenhosa: «Um santo é um medicamento por ser um antídoto. Por isso é que, muitas vezes, ele é um mártir: ele é confundido com um veneno por ser um antídoto».

Um santo não é, pois, «o que as pessoas querem, mas sim aquilo de que precisam».

Eis, assim, mais um paradoxo que a História nos apresenta: «Cada geração é interpelada pelo santo que mais a contradiz».

publicado por Theosfera às 11:00

«A verdade padece, mas não perece».

Assim escreveu (superior e magnificamente) Santa Teresa de Ávila.

publicado por Theosfera às 03:38

Impressiona ver como as pessoas que estão mais perto da luz são também aquelas que mais experimentam a escuridão.

 

A aridez e a secura sempre acompanharam, quais intrusos, as pessoas com uma vida espiritual mais fecunda.

 

Santa Teresa de Ávila quase desesperou com a ausência de vontade de rezar. S. João da Cruz atravessou muitas noites de espírito. Santa Teresa de Lisieux verteu páginas de uma tal angústia que houve quem as amenizasse aquando da publicação da História de uma alma.

 

Madre Teresa de Calcutá (três Teresas envolvidas nestas histórias de sofrimento!) também teve a visita da escuridão. As provações atingiram a vértebra da sua alma.

 

Ela mesma confessou: «Se eu, alguma vez, vier a ser Santa, serei, com certeza, uma santa da escuridão. Hei-de estar permanentemente fora do céu a iluminar os que, na terra, se encontram na escuridão».

 

É verdade que a luz resplandece mais na escuridão. Mas não deixa de ser sintomático que se acentue mais a dor da escuridão do que a fruição da luz.

 

Mistérios que só Deus, no Seu Espírito, logrará decifrar...

publicado por Theosfera às 01:36

«Si doctus, doceat; si sanctus, oret; si prudens, regat nos».

Eis uma máxima atribuída a Sta. Teresa de Ávila que não perdeu actualidade.

É uma espécie de bússola para discernir capacidades: «Se é douto, que nos ensine; se é santo, que reze por nós; se é prudente, que nos governe»!

publicado por Theosfera às 00:34

Hoje, 15 de Outubro, é dia de Sta. Teresa de Jesus e Sto. Eutímio, o Jovem.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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