O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 23 de Setembro de 2014

1. O novo não traz só o novo. O novo traz também o antigo.

E, neste caso, não traz apenas o melhor do antigo. Pode trazer igualmente o pior: o mais arcaico, o mais extemporâneo, o mais ameaçador.

 

2. É por isso que a novidade nem sempre é indutora de progresso.

Muitas vezes e como avisou Edgar Morin, a novidade acaba por ser instigadora de retrocesso.

 

3. A novidade é uma espécie de embalagem onde cada um coloca o que quer.

E, não raramente, a novidade não passa daí: da embalagem. O conteúdo frequentemente é bafiento, rançoso, rancoroso e, portanto, perigoso.

 

4. Há, pois, que estar atento e ter cuidado.

O encantamento incauto pelo novo pode trazer prejuízos irreparáveis.

 

5. Hoje em dia, a comunicação tem menos limites, o que será bom. Mas também é submetida a menos avaliações, o que é preocupante.

Outrora, qualquer texto passava sempre por um filtro antes de chegar ao público. Hoje, a comunicação faz-se cada vez mais directamente, cada vez mais intempestivamente.

 

6. Não é em vão que as televisões estão em queda e os jornais em crise. Muitos destes meios já se extinguiram e muitos outros lutam — desesperadamente! — pela sobrevivência.

As pessoas estão a migrar, crescentemente, para as redes sociais. Aqui, produzem o que entendem e consomem o que desejam. Sem filtros!

 

7. Há fenómenos que aparecem na realidade porque foram desencadeados virtualmente.

Os famosos «meets» são (somente) o exemplo mais recente.

 

8. Mas não são apenas os movimentos vanguardistas que recorrem a estes instrumentos. Há sectores (considerados) ultraconservadores que também não os dispensam.

A sociedade do espectáculo parece ser abrangente: acolhe tudo. Sem aparentes restrições. A «futilnet» vai fazendo o seu caminho. E o «horrornet» vai prosperando por toda a parte.

 

9. Há inclusive grupos com um discurso ferozmente antimoderno que não hesitam em deitar mão às ferramentas mais modernas

É pela internet que difundem as suas mensagens e atraem muitos dos seus membros.

 

10. O mundo virtual é muito mais real do que parece. Ignorar a sua influência ou subestimar o seu peso é o maior erro que se pode cometer.

Se não usarmos a internet a favor de nós, não faltará quem a utilize contra todos nós!

publicado por Theosfera às 10:54

Muita é a vontade de aparecer. Tudo serve de pretexto. Até o negativo. Sobretudo o negativo.

Ir por esse caminho? A tentação é grande.

Mas já Balzac aconselhava: «Deve deixar-se a vaidade aos que não têm outra coisa para exibir»!

publicado por Theosfera às 10:33

Quis ser engenheiro e tornou-se conhecido como treinador.

Fernando Santos é, acima de tudo, um grande senhor. Mais do que o talento, que também tem, o que nele avulta é a dignidade.

Dizem que é ele o próximo seleccionador nacional. Ainda bem.

Fernando Santos nunca escondeu a fé que o possui.

Há dias, assumiu ter descoberto que «Cristo está vivo e que tal descoberta não a posso guardar só para mim».

Confessa ter encontrado a sua felicidade «no caminho da fé, porque há uma palavra que antes não percebia e que passei a entender: o amor».

De facto, só no amor pode existir fé. Só o amor, como dizia von Balthasar, «é digno de fé»!

publicado por Theosfera às 10:25

Até o Outono pode ser «uma segunda Primavera, se cada folha for uma flor».

 

Alguém discordará deste pensamento de Albert Camus?

publicado por Theosfera às 10:19

Como é que crescemos no conhecimento? À lareira.

Estudos recentes atestam que as conversas à fogueira estimularam a evolução das nossas capacidades cognitivas, sociais e culturais.

Todos nós temos experiência disso. As célebres conversas à lareira operavam uma espécie de encontro de gerações.

O que não aprendemos nesses encontros!

publicado por Theosfera às 10:08

Nascemos para quê, afinal?

O tempo mostra que nascemos para morrer. A fé assegura que morremos para (verdadeiramente) nascer, para nascer para a vida sem termo.

No grande (que acaba por se tornar pequeno) entretanto que nos separa da morte, que fazer? Existir, ser, trabalhar.

Agustina achava que «o homem não nasceu para trabalhar e a prova é que se cansa».

Mas a experiência atesta que, mesmo cansados, não deixamos de trabalhar.

Só deixamos de trabalhar quando nos impedem de trabalhar. E isso é pior do que todos os cansaços!

publicado por Theosfera às 09:58

Passou o Verão com um tempo de (quase) Outono.

Começa o Outono. Iremos ter tempo de Inverno?

Parece que já nem o tempo está onde era suposto estar. E isto parece contaminar as pessoas. Parece que ninguém está onde seria suposto estar.

Tudo passa, até passam as culpas. Não faltou até quem acusasse quem se dedica a fazer previsões, como se o clima fosse totalmente previsível.

A única coisa que podemos prever é que estas situações, mesmo que não aconteçam, podem acontecer. E podem acontecer mais nestas alturas.

Daí que o que deve ser feito tenha de ser feito o mais cedo possível.

Mais importante do que prever é prevenir. Mais vale prevenir e não ser preciso do que ser preciso e não prevenir.

Mesmo quando se previne, há sempre imponderáveis que podem acontecer. Não prevenindo, a possibilidade de desastre aumenta exponencialmente.

Mais do que apontar culpados, aprendamos as lições do tempo.

Que cada um faça o que tem a fazer. E deixemos de apontar culpados!

publicado por Theosfera às 09:38

Está a ocorrer o Equinócio.

O Outono chegou.

Seja bem-vindo!

publicado por Theosfera às 03:29

Passou Agosto, mas ficou o gosto: o gosto provocado pelo primeiro cheiro a mosto.

É na vinha onde muitas pessoas passam muito tempo.

É na vinha onde tantos gastam — e se desgastam — tanto.

É na vinha onde as energias se consomem e os rendimentos como que se encolhem.

A vinha até dá muito, mas os mercados dão pouco pelo muito que se trabalha na vinha.

Na vinha, não se trabalha só agora, mas trabalha-se também agora, sobretudo agora.

Em plena época das vindimas, sabemos bem quanto custa trabalhar muito e receber pouco.

Em plena época das vindimas, sentimos bem o peso da injustiça e o (amargo) sabor da ingratidão. Afinal, gasta-se muito todo o ano a pensar nas vindimas. E acaba-se por conseguir pouco nas vindimas para o resto do ano.

O problema não está na terra, que até é generosa. O problema parece estar em quem teima em não valorizar devidamente o que se produz na terra.

Daí que o tempo das colheitas costume baloiçar entre a alegria e a frustração.

O que se recebe nem sempre compensa o que se gastou.

Resta-me, pois, augurar uma feliz colheita e desejar uma justa recompensa por tanto trabalho.
publicado por Theosfera às 00:06

Hoje, 23 de Setembro, é dia de S. Lino, Sta. Tecla, S. Constâncio, S. Pio de Pietrelcina e Mártires Mexicanos.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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