O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 16 de Setembro de 2014

1. São muitos os lugares-comuns que, hoje em dia, se despejam sobre as pessoas.

Muitas vezes, não sabemos a sua origem nem queremos saber o seu fundamento. Enfim, são palavras e expressões que quase todos repetem e quase ninguém questiona.

 

2. Pensemos na novidade, por exemplo.

Para a maioria, o novo é que vale, o novo é que conta. Tudo o que não seja novo é olhado com sobranceria e posto de lado.

 

3. O problema é que esta idolatria do novo não se limita aos objectos. Ela aplica-se também — e cada vez mais — às pessoas.

A cada instante, tropeçamos com objectos descartados. E, a cada passo, encontramos pessoas abandonadas.

 

4. Se repararmos, porém, nem o novo parece ser tão novo assim. À neofilia de muitos vai-se sobrepondo a neofobia de tantos.

Há, de facto, uma certa novidade que não é nova. É uma novidade que alguns encontraram quando eram novos. É uma novidade que, por isso, já tem muitos anos.

 

5. Sempre foi apanágio da juventude estar na dianteira.

Espantoso é notar como a novidade dos mais novos mal corresponde à novidade dos menos novos.

 

6. Os mais novos de ontem encontraram a novidade na ruptura com o passado.

Muitos dos mais novos de hoje tendem a encontrar a novidade na recuperação do passado.

 

7. Para muitos, a novidade de há muitos séculos é mais inovadora que a novidade de há uns anos. Eis um sinal. Será uma tendência?

Acresce que os jovens de hoje não se consideram reaccionários. Reaccionários serão, segundo eles, os jovens de outrora. Até o seu progressismo é visto como «retrógrado».

 

8. É perigoso etiquetar este movimento como conservador ou ultramontano. Antes de mais, há que estar atento, não quebrando elos e não desfazendo eventuais pontes.

Em vez da pressa do rótulo, há que optar pela urgência do encontro e pela inteligência da escuta.

 

9. Não fujamos à novidade, mas evitemos idolatrar o novo.

A diferença não pode ser vista como uma ameaça. Tem de ser encarada como um alerta. Afinal, também podemos aprender com aqueles a quem ensinamos.

 

10. É preciso voltar ao caminho. É necessário não desistir da procura.

Essencial é que se mantenha o respeito e não se cortem as interligações. Já chega de muros. E até é possível que ninguém esteja totalmente errado!

publicado por Theosfera às 11:10

Na altura, não se previa. Mas a emergência da União Europeia veio abrir uma pulsão secessionista em muitas regiões.

Se há desencanto com o país, há sempre a alternativa europeia. Em vez de lidar directamente com o país, lida-se directamente com a Europa.

Nesta altura, questiona-se se a Escócia deseja continuar no Reino Unido. Mas ninguém põe em causa que a Escócia continuará a fazer parte da União Europeia.

Só que os problemas não ficarão todos resolvidos. Por cada problema que se resolve, há uma cascata de problemas que se desencadeiam!

publicado por Theosfera às 09:55

É essencial ser honesto. Mas não é fácil ser honesto.

Há quem reduza a honestidade às palavras. Mas, como sempre, é a vida que faz a triagem.

O panorama não é, de facto, animador.

Já dizia William Shakespeare que «ser honesto, tal como o mundo está, é ser um homem escolhido entre dez mil». Isto, anote-se, no século XVII.

Há muitas pressões para violar a honestidade. Quase sempre em surdina. Mas o que palpita em surdina depressa se expande na praça pública.

Nem toda a riqueza é honesta. Mas toda a honestidade é rica, sumamente rica!

publicado por Theosfera às 09:44

Jesus curava tocando nas pessoas deixando-se tocar pelas pessoas.

Ele foi sempre muito afectuoso para com as crianças e as pessoas simples.

No Antigo Testamento, fala-se das entranhas comovidas (rahamim) de Deus.

Deus é apresentado como um Pai que nos ama com um amor de Mãe.

Se nós somos a imagem e a semelhança de Deus, como é que podemos agir de modo diferente?

publicado por Theosfera às 09:38

O Bispo de Beja, D. António Vitalino Dantas, manifestou-se, há já cinco anos, contra os gastos excessivos nas festas religiosas do Verão, lembrando que o país atravessava uma grave crise económica.

Alertava o prelado paxjuliano: «Há festas em que os espectáculos de luxo e caros, o fogo-de-artifício e as decorações são um atentado contra quem vive no limiar da pobreza».

É claro que as festas têm um efeito de compensação e de alternativa. Mas não poderá ser o carácter festivo ornado com o manto da simplicidade?

Além de ser um sinal do mais elementar bom-senso, será um sintoma de percepção do essencial: a maior homenagem aos santos é fazer o que mais lhes agrada.

E o que mais agrada aos santos é, sem sombra de dúvida, a simplicidade, a nobre simplicidade.

publicado por Theosfera às 09:18

Nicolau Copérnico sustentou, com uma segurança afiançada pela experiência, que a ciência é filha da verdade, não da autoridade.

Tudo está bem quando a autoridade se submete aos ditames da verdade. Tudo se complica — e de que maneira! — quando a verdade é subjugada pelo arbítrio da autoridade.

publicado por Theosfera às 09:17

Já dizia S. Cipriano que «ninguém pode ter Deus por Pai se não tiver a Igreja por Mãe».

E, de uma forma brilhante, Henri de Lubac previne-nos: «Não nos jactemos de que, situando-nos fora da Igreja, podemos permanecer na "sociedade de Cristo". Pelo contrário, devemos dizer a nós mesmos com Sto. Agostinho: "Para viver do Espírito de Cristo, é preciso viver no Seu Corpo"».

publicado por Theosfera às 09:13

A oração que Jesus nos ensina é uma poderosa vacina contra a egolatria que nos afecta.

Já Cipriano de Cartago, teólogo antigo, notava: «Não dizemos "Pai Meu, que estais nos Céus" nem "Dá-me o meu pão de cada dia".

A nossa oração, mesmo a mais pessoal, é sempre pública e comunitária».

publicado por Theosfera às 09:11

Cipriano de Cartago tinha certezas: «Ninguém pode ter a Deus por Pai se não tiver a Igreja por Mãe».

Pacheco Pereira parece não alimentar dúvidas: «Quanto mais perto da Igreja, mais longe de Deus».

Muitos séculos separam estas afirmações. E uma distância intransponível aparenta irreconciliá-las.

Um pensa sobretudo no que a Igreja é. Outro repara apenas no que a Igreja (não poucas vezes) parece!

publicado por Theosfera às 09:10

Em relação a Deus, não se preocupe com a retórica.

Não procure elaborar discursos ou articular palavras em alta voz.

Como observou S. Cipriano, «Deus ouve mais o coração do que as palavras».

Fale-Lhe com a vida. Abra-Lhe o seu ser.

Mesmo só, não se sentirá só. A sua solidão estará sempre habitada.

Por Ele!

publicado por Theosfera às 09:08

Hoje, 16 de Setembro, é dia de S. Cornélio e S. Cipriano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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