O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

Os melhores jogadores portugueses jogam ao lado dos melhores jogadores do mundo.

Como é óbvio, nem sempre os melhores estão bem. Nem sempre os melhores ganham. Toda a gente entende isso.

Percebe-se, portanto, que a Selecção possa perder com a Alemanha, a Espanha, o Brasil, a Holanda, etc.

Já se percebe menos que Portugal perca com a Albânia ou empate com o Chipre.

Os jogadores portugueses são muito melhores, embora não seja inabitual as melhores equipas perderem com equipas (consideradas) inferiores.

Ainda há dias, o Manchester United perdeu (e por 0-4) com uma equipa do terceiro escalão inglês.

O problema que se tem acentuado em Portugal é que, de há uns tempos para cá, a Selecção parece não jogar com as outras selecções, mas contra si mesma.

Os jogadores portugueses como que estão tolhidos, encolhidos. Parecem jogar contra si próprios: contra os seus medos e contra as suas expectativas.

É preciso libertar o talento.

A derrota pode surgir. Mas o que não há-de desaparecer é a alegria de jogar!

publicado por Theosfera às 19:18

1. Não foi a 11 de Setembro que o mundo mudou. Mas foi a 11 de Setembro que o mundo acordou para a mudança. Aqueles trágicos estrondos funcionaram como detonadores da presença de uma nova realidade.

E foi assim que tomámos consciência de que entrámos não apenas num outro tempo, mas também num outro mundo.

 

2. A despesa da guerra contra o terrorismo arruinou os Estados Unidos. E a vontade de justiça depressa degenerou em sede de vingança. Os ofendidos acabaram por reproduzir o comportamento dos ofensores.

À falência económica somou-se, pois, a decadência moral. Resultado: a resposta à violência consistiu num acréscimo de violência e num decréscimo da segurança. Não estávamos seguros em 2001. Estaremos mais seguros hoje?

 

3. A mudança para a qual o mundo acordou pode ser sinalizada na queda do Muro de Berlim e naquilo que ela significou. O adversário deixou de ser visível e localizado. Passou a ser ignoto e a estar em parte incerta, ou seja, em toda a parte.

Esta situação é mais perigosa. O risco já não vem de um estado, nem de um exército. Em último caso, vem do coração humano.
Uma única pessoa pode destruir a humanidade.

 

4. Uma das (muitas) coisas que o 11 de Setembro inaugurou foi uma percepção terrível. O terrorismo é como a morte: acaba sempre por acontecer. Só não sabemos quando.

Daí que o pessimismo aparente ser mais inteligente que o optimismo. Leva-nos a contar com o pior e a tentar retardar os factos. Mas estes, de uma forma ou de outra, acabarão por sobrevir.

 

5. Neste momento, mesmo quando não há combates, o mundo sente-se em guerra. Mesmo quando não existem ataques, a humanidade sente-se na necessidade de se defender.

Até 2001, sabia-se onde morava o inimigo. Agora, não sabemos onde ele se encontra. Nem o lugar do próximo atentado. Nem qual é o seu alvo. Que, aliás, pode ser qualquer um de nós.

 

6. O terrorismo global inaugurou uma era paradoxal. Qualquer atentado pode ser visto em directo.

Os seus autores é que permanecem invisíveis. Outrora, anunciava-se o início dos combates. Hoje, os atentados só são conhecidos depois de ocorrerem e de terem contabilizado muitas vítimas.

 

7. Ninguém diga, por isso, que estava preparado ou que tinha soluções para estes problemas. O que veio depois do 11 de Setembro atesta que, por vezes, as soluções agravam os próprios problemas.

Quando se fala da necessidade de fazer justiça, na prática o que se pretende é imitar quem comete a injustiça. Acha-se que, respondendo ao mal com o mal, a justiça fica reposta. Mas, na verdade, é somente a violência que cresce.

 

8. A violência só desaparecerá com a introdução de uma cultura da não-violência.

Jesus foi, por vezes, mal recebido em certas terras. Nessa altura, não litigava. Ia para outro lugar. Gandhi, que muito admirava Jesus, recomenda o mesmo: seguir em frente.

 

9. Os séculos, aprendemos com Eric Hobsbawn, não se contam apenas por datas. Contam-se sobretudo pelos acontecimentos que os balizam. O século XX terminou, em 1989, com o desmoronamento daquilo que o tinha iniciado em 1917: a Revolução Russa.

 

10. O século XXI terá começado em 2001. Nele, as guerras já não opõem apenas povos. As guerras podem ser de uma pessoa ou de um grupo contra a humanidade inteira.

Entraremos no século XXII quando a civilização vencer a barbárie. Bastarão cem anos para lá chegarmos?

publicado por Theosfera às 11:32

Nada se faz sem o contributo de cada um. Nada de bom se consegue sem a contribuição de todos.

Albert Einstein notou: «Nada de verdadeiramente valioso pode ser alcançado a não ser através da cooperação altruísta de vários indivíduos».

Realço o qualificativo «altruísta».

Não basta, de facto, cooperar. É fundamental cooperar pensando nos outros, pensando em todos!

publicado por Theosfera às 10:35

Não sei se são fenómenos pontuais e passageiros, se são uma tendência que se impõe.

Os países estão a partir-se. Olhe-se para a antiga União Soviética.

Muitos países surgiram. Mas dentro de alguns países outros países parecem emergir.

O Reino Unido nunca quis unir-se muito à Europa. Agora é a Escócia que também parece não querer continuar unida ao Reino Unido.

Os povos não parecem querer aglomerar-se por países. As pessoas não parecem querer pertencer a um país, mas um mundo.

A cultura mundo, de que fala Lipovetsky, vai-se impondo. A vida decide-se cada vez mais no plano local e no plano global.

Um novo mundo está a nascer?

publicado por Theosfera às 10:35

Ronald Wright acorda-nos para o essencial e ajuda-nos a excitar não o medo, mas a lucidez e a solidariedade.
No dia 11 de Setembro de 2001 morreram 3 mil pessoas. Todos chorámos por elas.

Mas, diariamente, morrem 25 mil pessoas por causa da água contaminada. Todos os anos, 20 milhões de crianças ficam deficientes por causa da subnutrição. Que fazemos por elas?
Por outro lado, se queremos mesmo superar (e não agravar) o terrorismo, é preciso ir não apenas aos seus sintomas, mas sobretudo às suas causas.

«A violência é criada pela injustiça, pela pobreza, pela desigualdade. É claro que a barriga cheia e uma atenção imparcial não são suficientes para deter um fanático, mas reduzem grandemente o número daqueles que se tornam fanáticos».

publicado por Theosfera às 01:59

Faz hoje treze anos que as torres caíram e muita gente morreu.

Todos nós lamentámos o que aconteceu.

Mas, depois do 11 de Setembro, muita morte foi semeada e muito sangue continuou a ser derramado.

Quem chora os mortos no Iraque, no Afeganistão, na Espanha e na Inglaterra?

A descivilização (feliz expressão cunhada por Jack London) parece ter vindo para ficar.

Quando compreenderemos que o ódio não resolve, a vingança não surte e o rancor não soluciona?

Só no perdão está a salvação.

É o que o Senhor Jesus nos recorda no Evangelho.

E é também o testemunho que nos vem de um antigo presidente norte-americano (Abrhaam Lincolm), que defendia o seguinte: «A melhor maneira de eliminar um inimigo é transformá-lo em amigo».

Quando deixaremos de seguir a Lei de Talião? Quando nos converteremos à Lei de Cristo?

Dois mil anos não são suficientes?

publicado por Theosfera às 00:57

Hoje, 11 de Setembro, é dia de S. Jacinto, S. Proto e S. João Gabriel Perboyre.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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