O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 04 de Setembro de 2014

Há quem defenda que o orgulho é sinal de personalidade forte.

Mas também não falta quem pense que o orgulho pode ser sintoma de personalidade imatura.

Ouçamos Clarice Lispector: «Orgulho não é pecado, pelo menos tão grave: orgulho é coisa infantil em que se cai como se cai em gulodice. Só que orgulho tem a enorme desvantagem de ser um erro grave, e, com todo o atraso que o erro dá à vida, faz perder muito tempo».

Dá que pensar, sem dúvida!

publicado por Theosfera às 20:45

Quando se viaja, vai-se conhecendo.

Quando viajamos pelo espaço, vamos conhecendo lugares.

Quando viajamos pelo tempo, vamos conhecendo épocas. E este conhecimento regista inevitáveis diferenças.

Recordo tempos em que se calavam muitas mágoas. Estamos num tempo em que publicita todo e qualquer sentimento, todo e qualquer ressentimento.

Sinal de transparência? Talvez. Falta de autodomínio? Possivelmente também.

Maria, Mãe de Jesus, não era de muitas falas. Preferia tudo guardar no Seu coração (cf. Lc 2, 19). Seria menos sincera por isso?

Não diria com Balzac que «quanto mais criticamos, menos amamos». Mas creio que algum comedimento faz falta.

Há muito ruído a troar pelos ares. Os lábios devem estar cansados de tanto protestar. Podem ser até protestos justos. Mas a alma já não aguenta tanta palavra.

A saturação está nos limites!

publicado por Theosfera às 18:55

1. A cidade saúda a Senhora. A Senhora sorri à cidade. É festa.

Sente-se um caos harmonioso que rompe, por momentos, com a rotina de um quotidiano quase sempre torturante.

 

2. O ambiente, à nossa volta, ressuma festa. Já não estou tão seguro de que o ambiente no nosso interior irradie igual contentamento.

Nota-se vida na festa. Só é pena que nem sempre haja festa na vida.

 

3. É bonito ver as pessoas com ar festivo. E é muito belo e comovente encontrá-las a caminho do Santuário, visitando a Mãe, acompanhando a Mãe, chorando na companhia da Mãe!

Vão visitar a Senhora dos Remédios. Mas quem nega que, lá no fundo, vão à procura dos remédios da Senhora? Sim, dos remédios que mais ninguém consegue preceituar. Dos remédios que os lábios não ousam publicitar. Dos remédios para o desconforto, para a desventura, para o desespero. Dos remédios para a doença de tantas vidas sem (aparente) sentido nem horizonte.

 

4. As pessoas olham. As pessoas fitam. As pessoas calam.

Sabem — e sentem — que aquela imagem tem vida e emite paz. Sabem — e sentem — que naquele lugar se assiste a uma espécie de transfiguração. Por isso vêm de longe e vêm a pé. Com sacrifício, com devoção, com muito amor, os degraus são transpostos.

 

5. No peregrino palpita a ânsia de, «ao cabo daquela longa escadaria, encontrar a promessa da salvação, ou a esperança». Isto até o descrente José Saramago notou. A propósito, haverá alguém que, lá no fundo, não seja crente?

É aí, no Santuário, que todos se acham verdadeiramente em Lamego.

 

6. Não é preciso muita publicidade nem grandes promoções. As festas estão na alma do povo.

A vida não é só o que se racionaliza. Como dizia sabiamente Xavier Zubiri, «o que vale na vida não são os dotes que se tem, mas o que sai do coração».

 

7. O coração de Lamego quase rebenta de emoção durante as festas. É fundamental, contudo, que o clima de fraternidade perdure e o espírito de amizade se estenda ao resto do ano.

Temos de pedir à Senhora, quando por todos passar no próximo dia 8, que dulcifique os nossos sentidos e serene os nossos impulsos.

 

8. A Senhora dos Remédios é também — e com enorme propriedade — a Senhora da Paz.

Uma cidade em festa tem de permanecer uma cidade em paz. Alguém contestará que a paz é a melhor festa?

 

9. Urge optimizar a dimensão transfiguradora da festa…para lá dos dias da festa. Aprendamos, então, a estender a mão, a saudar o irmão, a derreter o gelo, a restaurar a confiança.

A Senhora dos Remédios vela pela sua cidade todo o ano. Porque é que a cidade não há-de aplicar os remédios da Senhora a vida inteira?

 

10. Aquela imagem, que tanto nos diz, não é para trazer apenas nas nossas ruas. É para trazer sobretudo nos nossos corações. Na procissão, vamos todos, atrás dela, na mesma direcção. Porque é que não havemos de ir, com ela, à procura de um mesmo rumo?

A cidade está em festa. Que a cidade fique em paz.Festas felizes. Festas com paz. Festas com Deus. E com a Mãe!

 

 

publicado por Theosfera às 11:25

Se não queremos que as chamas alastrem, não atiraremos lenha para a fogueira.

«Mutatis mutandis», se queremos que a guerra termine, seria de esperar que as armas fossem retiradas. Ou que, pelo menos, não fossem distribuídas.

Espanta, por isso, ler que estamos a assistir à distribuição de armas.

Armas com armas se combatem? Só sei que há muitas vidas que se preparam para serem destroçadas!

publicado por Theosfera às 10:29

Não é entusiasmante, mas é a verdade.

Estamos ligados por mares alterados de desentendimento.

Rudyard Kipling já o notara: «Somos todos ilhas que gritam mentiras umas às outras através de mares de desentendimento».

É pena que assim seja. Será possível religar estas «ilhas» humanas, transformando-as em «oceanos» de diálogo e paz?

publicado por Theosfera às 09:16

Mons. Eduardo António Russo foi um homem de dedicação extrema e generosidade ilimitada.

Nunca regateou esforços, trabalhando até ao último dia e entregando-se até ao derradeiro instante.

No trato com os sacerdotes era afável, recto e verdadeiro. Teve como objectivo prioritário ajudá-los na sua acção pastoral e auxiliá-los nas mais diversas questões que lhes surgiam.

Devoto de Nossa Senhora dos Remédios, foi d’Ela um fiel servidor. O serviço entusiasmava-o e mobilizava-o por dentro e por fora.

Morreu há sete anos. Nasceu há 85 anos. Completam-se neste dia 4 de Setembro!

publicado por Theosfera às 09:09

Hoje, 04 de Setembro, é dia de Nossa Senhora da Consolação, S. Moisés, Sta. Rosa de Viterbo, Sta. Rosália e Sta. Maria de Santa Cecília Romana.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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