O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 03 de Setembro de 2014

Cada um de nós foi colocado na vida como o profeta foi colocado em Israel: como «sentinela»(Ez 33, 7).

De acordo com Isaías, a função da sentinela é anunciar a chegada da manhã no meio da escuridão da noite (cf. Is 21, 11-12).

Ser sentinela não é ser polícia. Ajudar não é policiar nem controlar, é acompanhar: é acompanhar a vida dos outros.

Comentando a afirmação de Ezequiel, S. Gregório Magno recorda que «a sentinela está sempre num lugar alto, a fim de perscrutar tudo o que possa vir ao longe».

Este lugar alto não é um lugar distante. Trata-se de uma altura que amplia a visão. Trata-se, portanto, de uma altura que aproxima.

Esta altura onde se encontra a sentinela é o Evangelho. É a partir do Evangelho que devemos olhar para a nossa vida e para a vida dos nossos irmãos. É a partir do Evangelho que nos tornamos responsáveis pela nossa existência e corresponsáveis pela existência dos nossos irmãos.

É, enfim, o Evangelho que nos oferece a «medida alta da vida cristã», de que nos falava S. João Paulo II.

publicado por Theosfera às 22:36

Fascinantes são estes tempos. Fascinantes, mas também perigosos.

Estamos marcados pelo pensamento único. Há quem proponha, como alternativa, o pensamento duplo.

Bastará? Penso no velho ditado judaico: «Se apenas tens duas alternativas, então escolhe a terceira».

O três é, de facto, «a conta que Deus fez».

O três é o número de Deus porque o três integra, ao mesmo tempo, a identidade, a diferença e a pluralidade.

O pensamento único é perigoso. O pensamento que confronta pode não bastar.

É preciso mais. É necessário muito melhor!

publicado por Theosfera às 21:57

Um óptimo conselho da óptima Regra Pastoral do não menos óptimo S. Gregório Magno: quanto mais se desce ao encontro das fragilidades dos pobres, mais se sobe ao cume das virtudes.

Todo o livro, aliás, é de uma actualidade impressionante não obstante a quantidade de anos que o exorna.

Recomenda ele que se ponha um pouco de severidade na doçura, mas que se coloque também um pouco de doçura na severidade. 

Conduzir os outros só para quem for humilde, serviçal. Daí a necessidade do silêncio profundo e da palavra útil.

publicado por Theosfera às 21:39

Quem quiser seguir seriamente Jesus Cristo sabe que tem de contar com dois tipos de adversidade: com ataques e com seduções.

Aqueles são duros, mas são facilmente identificáveis. Estes tornam-se, aparentemente, aliciantes, mas, no fundo, são mais perigosos.

Isto, aliás, vem desde sempre. O Apocalipse fala da mulher que se prepara para ser mãe e, logo a seguir, do dragão que se prepara para devorar o filho assim que nasça.

S. Gregório Magno, nos célebres Comentários sobre o livro de Job, alude a isso mesmo. E recomenda: em relação aos ataques, «e preciso responder com o escudo da paciência; relativamente às seduções, urge responder com os dardos da verdade».

publicado por Theosfera às 21:36

Neste dia de S. Gregório Magno, faz bem meditar nas recomendações ínsitas na sua famosa Regra Pastoral.

O pastor não pode ser um gestor. Para ser testemunha no exterior tem de deixar transformar o seu interior. Está aqui, aliás, a maior carência e, nessa medida também, a mais gritante urgência.

Diz S. Gregório: «É necessário que o pastor seja puro nos seus pensamentos, inatacável nas suas obras, discreto no silêncio, proveitoso nas palavras, compreensivo para com todos, que se entregue à contemplação, que seja companheiro dos bons de uma forma humilde, firme na justiça contra os vícios. Importa que a ocupação das coisas exteriores não diminua o cuidado com as interiores e que estas não o impeçam de ver as exteriores».

publicado por Theosfera às 21:34

Palavras de S. Gregório Magno, que sempre me impressionaram: «Para a messe, que é grande, os trabalhadores são poucos, o que não podemos referir sem tristeza; porque, embora haja quem ouça a boa nova, falta quem a pregue. De facto o mundo está cheio de sacerdotes, mas muito raramente se encontra um operário na messe de Deus. É verdade que recebemos o ministério sacerdotal, mas não cumprimos as obrigações do cargo».

publicado por Theosfera às 21:33

À semelhança de Gregório Magno, já todos nos arrependemos de ter calado quando deveríamos falar e de ter falado quando nos deveríamos calar.

 Post factum, sabemos melhor. Mas não há dúvida de que o silêncio pode ser tão eficaz como a palavra. Perceber a sua oportunidade é o segredo da sabedoria.

publicado por Theosfera às 21:26

Muitos bispos ilustres da Igreja antiga, como Sto. Agostinho, colocavam-se na missão como «servos dos servos de Deus». Desde S. Gregório Magno, foi assim que até os Papas começaram a ser definir-se a si próprios.

Quanto maior é a responsabilidade e mais alta é a missão, mais vincada é a consciência de que se é servidor.

Trata-se, aliás, de uma ressonância epifânica do convite imperativo de Jesus: «Quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se servo de todos» (Mc 10, 43).

publicado por Theosfera às 21:22

Cristo era para todos, mas privilegiava a companhia dos pobres, dos simples e dos pequenos.

Foi, aliás, em conformidade com este espírito que S. Gregório Magno revelou, no século VI, uma preocupação social que atingia o escrúpulo.

Fazia questão de ter uma lista dos pobres de Roma, enviando-lhes alimento e outras provisões.

Mas o mais tocante é, sem dúvida, saber que, todos os dias, doze pobres da cidade comiam à sua mesa, à mesa do Papa!

Toda a razão tem S. Gregório: «Quanto mais se desce ao encontro das fragilidades dos pobres, mais se sobe ao cume das virtudes».

Não esqueçamos jamais o pobre. É imperioso estar com ele para estar em Cristo. Se Ele nos enriqueceu com a Sua pobreza (cf. 2Cor 8, 9), amemos o Senhor no Sacramento do Pobre (sacramentum Pauperis).

Deus está vivo nos pobres, nos esquecidos, nos explorados, nas vítimas da injustiça!

publicado por Theosfera às 21:16

Há quem esteja farto. Não farto de comer. Mas farto de trabalhar ou farto de não ter trabalho.

Há quem esteja farto das pessoas, farto da vida.

Gandhi também se confessou farto, «farto de ódio».

De facto, já chega de ódio.

Demos uma oportunidade a nós mesmos, a tanto bem que Deus depositou em nós!

publicado por Theosfera às 10:51

Hoje, 03 de Setembro, é dia de S. Gregório Magno e S. Remáculo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

mais sobre mim
pesquisar
 
Setembro 2014
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6

7
8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
hora
Relogio com Javascript

blogs SAPO


Universidade de Aveiro